Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

Arquivo da tag: inglês

O uso correto de “come” e “go” para você nunca errar nos vestibulares e Enem

Prof. Ton van Hattum

Um das maiores dificuldades para os falantes de português é o uso correto dos verbos “go” e “come”. O uso trocado pode causar problemas mais sérios de comunicação do que simplesmente errar uma questão na sua prova de vestibular e Enem. Para garantir que você nunca erre e cometa mal entendidos, foi desenvolvida uma técnica simples, especialmente para os brasileiros, denominada de “inversão parcial”. Para você entender seu uso e treinar para a prova, vão ser descritas as etapas seguintes em inglês com ilustrações explicativas. Let’s go!

The correct use of the verbs come and go causes problems for speakers of Portuguese. Depending on the context, come and go indicate a direction opposite to the corresponding words in Portuguese. There is a partial, context dependent inversion, of the direction indicated by come and go. Correct use is shown in Figure 1. Incorrect use and possible resulting problem is shown in Figure 2.

Ton van Hattum/Enfos
Ton van Hattum/Enfos

This context dependent inversion of come and go is probably result of the fact that Portuguese has a preposition indicating “there where you, the listener, are”, while English doesn’t have a preposition with this meaning. When responding to a request to come, one communicates “there where you are” by placing oneself in the place of the person who made the request. As a result, the direction indicated by come and go are inverted in these cases.

Answering “I’m coming” means “I’m moving to the place where you, who made the request, are” (See Figure 1). Answering “I’m going” means “I’m moving to a place where neither of us is” (Figure 2).

The same context dependent inversion happens with bring, which means “come and have something or somebody with oneself” and take, which means “go and have something or somebody with oneself”.

Not applying this context dependent inversion correctly in English, causes that a person who makes a request thinks the request is refused. This can lead to unpleasant situations, like in Figure 2.

The idea of placing oneself in the situation of the other also helps to find out which word to use when referring to a place where none of the speakers is at the time of requesting or suggesting. This can happen for instance when making an appointment and deciding where to meet.

Both of the following ways of suggesting are possible but there is a small difference in connotation.

  • Yesterday I met Julie. She wants to go to the open-air museum. Do you want to go with us?
    Explanation: We all move in the same direction.
  • Yesterday I met Julie. She wants to go to the open-air museum. Do you want to come with us?
    Explanation: We go and take you with us.
  • Let’s meet in the afternoon at Julie’s. I’ll meet her at lunch. When do you think you can come?
    Explanation: In the afternoon, “I” and Julie are already there so at that time “you” will be moving in “my” direction. That is why the word come is used.

The problem of mixing up come and go, can be avoided by using alternatives like the following.

  • “When do you think you can arrive.”
  • “When do you think you will be there.”

They are common expressions for situations like this.

Ton van Hattum é professor de Inglês do Percurso Pré-vestibular e Enem.

.

FONTE: Estado de Minas.


Valério tem 23 dias da pena abatidos após cursos de inglês e direito

Operador do mensalão foi condenado a mais de 37 anos por quatro crimes.

Presidente do STF autorizou transferência de Valério para Minas Gerais.

Condenado como operador do mensalão a mais de 37 anos de prisão no julgamento do mensalão do PT, Marcos Valério conseguiu abater 23 dias da pena após realizar cursos à distância de inglês e de direito constitucional dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, onde está preso desde novembro do ano passado.

marcos-valerio

A informação consta de ofício enviado pela Vara de Execuções Penais do Distrito Federal para o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, na última quinta-feira (22).

O documento relata que, em abril, foram remidos 15 dias por conta da participação de curso de direito constitucional, com 180 horas de duração, realizado pelo Cened – Centro de Educação Profissional entre janeiro e março deste ano.

Antes, oito dias já tinham sido descontados pelo curso de inglês para iniciantes feito entre novembro e dezembro do ano passado, com carga horária de 100 horas.

Os cursos são realizados dentro da cadeia por meio de convênio da escola com o Distrito Federal, mas os detentos precisam fazer uma prova na presença de representantes do sistema prisional e da escola. Marcos Valério realizou as duas provas dentro da Papuda.

Marcos Valério obteve a maior pena entre os condenados no processo do mensalão do PT: 37 anos e 5 meses e 6 dias pelos crimes de corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro  e evasão de divisas.

Na última quarta (21), o presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, autorizou a transferência de Valério para penitenciária na cidade de Contagem, em Minas Gerais. Ele deve ser transferido nos próximos dias.

Marcos Valério pediu transferência para penitenciária Nelson Hungria – que é a mesma que abriga atualmente o ex-goleiro Bruno Fernandes, condenado por mandar matar a ex-amante Eliza Samudio – porque quer ficar mais perto da família.

NOTÍCIAS RELACIONADAS:

https://universobh.wordpress.com/2013/12/03/como-collor-genoino-renuncia-para-evitar-a-cassacao/

https://universobh.wordpress.com/2013/11/16/mensalao-apos-a-decretacao-da-prisao-surge-o-primeiro-fujao/

A Vara de Execuções Penais de Contagem desaconselhou a transferência por conta de um suposto plano de extorsão que existiria no presídio, mas Barbosa autorizou a ida porque mesmo diante da informação o condenado disse que queria ser transferido.

Diploma do curso de direito constitucional feito por Marcos Valério (Foto: Reprodução)Diploma do curso de direito constitucional feito por Marcos Valério

Diploma do curso de inglês para iniciantes feito por Marcos Valério (Foto: Reprodução)Diploma do curso de inglês para iniciantes feito por Marcos Valério

FONTE: G1.


‘Inhotim é a oitava maravilha do mundo da arte’, declara portal britânico

O portal de notícias britânico The Huffington Post publicou, nessa terça-feira (15),  uma reportagem na qual elege o Centro de Arte Contemporânea de Inhotim, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, a “oitava maravilha do mundo da arte”.O texto destaca que Belo Horizonte é o berço da arquitetura modernista brasileira, e que Minas Gerais é um estado “famoso por sua agricultura e gastronomia, assim como pelos seus recursos minerais”.“Os líderes (da capital mineira) foram os primeiros a contratar o então arquiteto de 33 anos, Oscar Niemeyer, para criar um conjunto magnífico de estruturas – um cassino, uma casa de baile, um iate clube e uma igreja – em volta da Lagoa da Pampulha”, aponta a reportagem.

Inhotim2

No museu de arte contemporânea de Brumadinho, o repórter Simon Watson ressalta as obras de Valeska Soares e sua interpretação da Casa de Baile da Pampulha, a instalação-telescópio de Olafur Eliasson, e as mais de 1.200 variedades de palmeiras no espaço.

Aberto ao público em 2006, recorda a publicação, pelo empresário Bernardo Paz, o Inhotim é um jardim botânico que tem “quatro vezes o tamanho do Central Park, de Nova York”, e cujo paisagismo é assinado pelo artista Roberto Burle Marx, contendo duas dúzias de pavilhões de arte.

Inhotim

Clique aqui para ler a reportagem completa (em Inglês).

 

FONTE: Itatiaia e Agência Minas.


Com baixa procura, Sine BH abre seleção para vagas remanescentes do Cirque Du Soleil
Estão disponíveis 89 vagas, entre vendedor de loja (25), garçom (27), cozinheiro bilíngue (15), assistente de figurino (12) e estoquista. Falta qualificação dos possíveis empregados e há deficiência em relação ao pré-requisito do idioma
 (KURT DESPLENTER)

Os interessados em trabalhar na temporada 2013 do Cirque Du Soleil em Belo Horizonte têm mais uma chance para se candidatar às vagas. A Unidade de Atendimento ao Trabalhador do Sine BH Gameleira, coordenada pela Secretaria de Estado de Trabalho e Emprego (Sete), vai realizar, na próxima terça-feira, uma nova seleção para preencher vagas remanescentes.

Estão disponíveis 89 vagas, entre vendedor de loja (25), garçom (27), cozinheiro bilíngue (15), assistente de figurino (12) e estoquista, com salários que variam de R$ 898 a R$ 1.400. As vagas são para os turnos da tarde e noite, para trabalho entre 14h e 01h, com carga horária de 44 horas semanais durante 45 dias.De acordo com a assessoria de comunicação da Sete, as vagas ainda não foram preenchidas por falta de candidatos com o perfil compatível. A vaga de cozinheiro, por exemplo, exige o curso superior em gastronomia e experiência de um ano em cozinha internacional, requisito forte que não tem sido encontrado nos candidatos. Ainda segundo a assessoria da Sete, falta qualificação dos possíveis empregados, há deficiência em relação ao pré-requisito do idioma e a procura pelas vagas na capital mineira foi abaixo da esperada. Os candidatos devem se apresentar, na Rua Engenheiro Felipe Caldas, 510, Bairro Gameleira, das 09h às 16h.Conheça as vagas

Vendedor de Loja
Número vagas: 25
Sexo: Indiferente
Experiência: 01 ano com vendas, desejável ter atuado como operador de caixa
Idade: 18 a 40 anos
Salário: R$ 898,00
Inglês: Não

Garçom
Número vagas: 27
Sexo: Indiferente
Experiência: 06 meses
Idade: 18 a 40 anos
Salário: R$ 1.000,00
Inglês: Não

Cozinheiro Bilíngue
Número vagas: 15
Sexo: Indiferente
Experiência: um ano cozinha internacional
Curso Superior de Gastronomia
Idade: Indiferente
Salário: R$ 1.400,00
Inglês: Fluente

Assistente de Figurino
Número vagas: 12
Sexo: Feminino
Experiência: 01 ano backstage de teatro, circo, cinema ou desfile
Idade: Indiferente
Salário: R$ 1.400,00
Inglês: Fluente

Estoquista
Número vagas: 10
Sexo: Masculino
Experiência: 01 ano controle de estoque
Idade: 18 a 45 anos
Salário: R$ 898,00
Inglês: Não


Sutiã que custa o equivalente a R$ 3,25 vira febre na Inglaterra

Produto promete unir conforto e preço

Sutiã é maior que os similares mais caros (Divulgação/Reprodução Facebook)
Sutiã é maior que os similares mais caros

O sutiã mais barato de todos os tempos: é assim que a empresa Poundworld intitula seu mais novo produto, que custa 1 libra (aproximadamente R$ 3,25) e promete revolucionar o mercado de roupas íntimas no Reino Unido. O slogan do Comfort Bra, como é chamado (sutiã confortável, em português), pode até carregar algum exagero, mas parece ter surtido efeito nas consumidoras. Já na semana de estreia no mercado, foram vendidas cerca de 100 mil peças e o fabricante pretende atingir a marca de 1 milhão de unidades ainda em 2013.

O sucesso do Comfort Bra, contudo, não está ligado apenas à publicidade. A Inglaterra, assim como outros países da Europa, ainda sofre os efeitos da crise econômica mundial e várias pessoas têm procurado gastar menos em produtos que não são considerados de primeira necessidade, como roupas íntimas. Antes do lançamento do Comfort Bra, o sutiã mais barato do mercado britânico custava 15 libras, valor equivalente a cerca de R$ 48,90. O sutiã é comercializado nas cores branca, preta e bege (tom da pele) e nos tamanhos médio, grande e extra grande. O fabricante também garante que, apesar do preço baixo, o produto oferece mais conforto que os concorrentes, pois tem formas suaves e se ajusta melhor ao corpo.

FONTE: Estado de Minas.


Pernambucana com curso superior que morou na Europa e fala sete línguas é descoberta no serviço de limpeza do Mercado Central e vira recepcionista de turistas

 

Pernambucana com curso superior que morou na Europa e fala sete línguas é descoberta no serviço de limpeza do Mercado Central e vira recepcionista de turistas (Ramon Lisboa/EM/D.A Press)
Pernambucana com curso superior que morou na Europa e fala sete línguas é descoberta no serviço de limpeza do Mercado Central e vira recepcionista de turistas

Na tarde de sexta-feira, 3 de maio, a morena magra Maria da Conceição da Silva, de 41 anos, encostou o carrinho de recolher o lixo nos corredores do Mercado Central, a vassoura, as luvas e foi cumprir o horário do lanche. O celular toca. Era uma ligação internacional, da Holanda. Ela atende e fala cerca de 40 minutos. Um dos colegas correu à segurança e avisou: “Há uma faxineira maluca, falando embolado”. O chefe da segurança a abordou e descobriu que a mulher não só falava holandês, como também inglês, espanhol, italiano e ainda conversa o básico em alemão e hebraico.

Levada ao superintendente do mercado, Luiz Carlos Braga, a faxineira confirmou o que dissera ao chefe da segurança e ainda revelou que tem formação superior em contabilidade. “Quando vi o passaporte dela, as passagens pela Holanda e Alemanha, não tive dúvida. Mandei a Maria da Conceição largar a limpeza, passar um batom e assumir um lugar de recepcionista no guichê da Belotur, na entrada da Avenida Augusto de Lima.” É lá que a morena magra, pernambucana de Recife, está agora à espera dos turistas, que devem invadir o Brasil durante as copas das Confederações e do Mundo.

Bem-vindo, welcome, bien viendo, welkome, bienne venutto. Que venham brasileiros, ingleses, norte-americanos, todos os cidadãos de língua espanhola e italiana, alemães, árabes. Serão bem recebidos pela nordestina humilde, delicada e sorridente. Mas como esta mulher, com tantas qualificações, foi parar na faxina do Mercado Central? É uma história longa de família pobre, surgiu sem estrutura, de apego, desapegos, mas nunca de desistência. Uma história de preconceito, que ela não enfrentou na Europa, onde morou por um bom tempo, mas no seu país natal, exatamente em Minas Gerais.

“Sou filha de pais separados. Meus irmãos mais velhos foram doados à minha avó materna. Outro foi viver também com parentes. Minha mãe me doou ainda bebê, mas alguns dias depois se arrependeu e me buscou.” A mãe vivia do trabalho como doméstica. Maria da Conceição, aos 11 anos, foi trabalhar como recepcionista de um advogado. “Estudava em um colégio de freiras e, no escritório, fazia também serviços gerais e de datilografia.” Isso quase em meados dos anos 1980. A mãe, então, resolveu mudar para Fortaleza (CE).

MUDANÇAS
 “Fui dar continuidade ao ensino fundamental em um colégio militar, com bolsa de estudos. A mãe resolveu mudar de novo. A convite da filha mais velha, casada com um caminhoneiro, foi para Elesbão Veloso (PI). De lá, Maria da Conceição foi para Teresina. Entrou no Colégio Salesiano, onde conclui o ensino médio e praticou esportes. “Cheguei à seleção de handebol da escola.” Outra mudança da mãe, para Campina Grande (PB), cidade na qual Maria da Conceição foi de tudo: doméstica, vendedora, representante comercial.

Retornou para Elesbão Veloso e lá ajudava no sustento da casa como empregada até a mãe adoecer e morrer, meses depois, em 1991. Maria da Conceição, então com 18 anos, resolveu ir embora. “Queria ir para Tocantins, mas resolvi ir para Campina Grande. Formou-se em contabilidade, trabalhou em quase tudo o que apareceu pela frente. “Comecei no levantamento de estoque em uma loja de autopeças, depois fui para o balcão, onde aprendi muito. Fiz serviços hidráulicos e de servente de pedreiro. Fui doméstica e até na mecânica me arrisquei.”

Já no posto turístico, Maria da Conceição atende Terezinha Idelgino (Ramon Lisboa/EM/D.A Press)
Já no posto turístico, Maria da Conceição atende Terezinha Idelgino

Professora de colegas da limpeza

Em 2005, uma reviravolta na vida de Maria da Conceição. Ela trabalhava em manutenção de computadores. Por acaso, na rua, conheceu um espanhol, um alemão e uma holandesa, em viagem de intercâmbio no Brasil. “Com o inglês básico, que aprendi nos colégios e em cursinho, conversei com eles. Procuravam um lugar para morar temporariamente. Oferecei minha casa em troca de uma pequena ajuda. Aceitaram e nos tornamos amigos.” Os três estrangeiros foram embora, mas continuaram conversando com a pernambucana pela internet. “Numa dessas conversas, entrou uma mineira, 10 anos mais nova do que eu, que se tornaria minha companheira. Sou homossexual assumida desde os 14 anos.”

As duas foram convidadas para uma viagem à Holanda. Lá, Maria da Conceição fez de tudo para sobreviver. Faxina, pintura e reforma de residências. “Fui bem recebida e orientada a estudar a língua local. Não só aprendi o holandês, como aprimorei o inglês e o espanhol. Estudei também o italiano e um marroquino maluco me ensinou alguma coisa de hebraico.” Maria da Conceição foi chamada para fazer um serviço de instalação de piso em Frankfurt e Düsseldorf e aprendeu o alemão.

No ano passado, a família chamou a companheira mineira de volta. Maria da Conceição ficou na Holanda. “Mas não resisti ao inverno rigoroso e à saudade. Cheguei aqui em setembro e desde então procuro emprego.” Maria da Conceição experimentou o preconceito e a desconfiança mineira: “Você não é de Minas e não empregamos pessoas de fora. Veio da Europa, o que estava fazendo lá? Ah, você já passou dos 40. Você tem curso superior e aqui só empregamos quem tem, no máximo, o médio”.

“Era isso o que ouvia quando mostrava o currículo em lojas, hotéis, empresas de faxina, restaurantes, supermercados. Um dia, estava perto do mercado e quase desistindo de pedir emprego. Resolvi entrar para comprar uma goma de tapioca. Foi agora, no dia 2.” Como dizem que no mercado tudo que se procura acha, Maria da Conceição conseguiu emprego. “Perguntei a uma pessoa da faxina se havia vaga e fui ao escritório. Mas não apresentei currículo e omiti a formação superior e o fato de falar outras línguas.” Foi admitida com salário em torno de R$ 800 e hoje no balcão de informações turísticas ganha em torno dos R$ 1,5 mil.

Maria da Conceição não vê nenhum problema em voltar para a limpeza, de for preciso. “Voltaria para a faxina com muito orgulho. Continuarei humilde, simples, sempre aprendendo.” Ela acha importante compartilhar o que sabe e ensina inglês às colegas da limpeza no mercado. Maria da Conceição pede uma pausa na conversa para atender Terezinha Idelfino da Silva, de 75 anos, que chega ao guichê em busca de informação. Gostou, dona Terezinha? “Éla é ótima, muito simpática.” É preciso dizer mais?

FONTE: Estado de Minas.

7: 55 - O avião trazendo o cantor aterrissa no aeroporto internacional de Confins (Ramon Lisboa/EM/D.A Press)
7: 55 – O avião trazendo o cantor aterrissa no aeroporto internacional de Confins

Beatlemania. O termo cunhado para definir o frenesi dos fãs dos Beatles mundo afora deixou ontem de ser apenas uma palavra distante para se misturar à paisagem de Belo Horizonte. E ela chegou na bagagem do astro inglês Paul McCartney, que aterrissou ontem no aeroporto internacional de Confins arrastando consigo a adoração de fãs não apenas mineiros, mas de gente que veio de longe para assistir à abertura mundial da turnê Out there, hoje, às 21h30, no Mineirão. Maníacos de todo o Brasil, de outros países, contemporâneos do auge do quarteto de Liverpool, seus filhos, sobrinhos, ou apenas gente que não precisou da família para aprender a gostar deles. E, claro, de Paul.

E o astro não se fez de rogado. Em todas as suas movimentações pela cidade, não deixou de fazer a alegria de fãs e fotógrafos, profissionais ou amadores. Ente eles Eduardo Franzato, de 17 anos, que reinventa o fanatismo por Paul. De Cianorte, na Região Noroeste do Paraná, ele enfrentou cerca de 1.200 quilômetros para ver o músico pela quarta vez. Mesmo se hospedando no mesmo hotel do ídolo, o sonho de vê-lo de perto nunca havia se concretizado. Até ontem. Persistente, depois de três horas de plantão o jovem conseguiu avistá-lo. “Não tem como não se arrepiar”, vibra ele, já com entrada garantida no segundo e último ensaio: pagou US$ 1.300 para acompanhar a passagem de som, além dos R$ 600 do ingresso para a pista premium.

Veja, ouça, cante junto:

A retribuição de Paul à adoração dos fãs foi demonstrada logo cedo. Britanicamente, cinco minutos antes do previsto o avião trazendo o astro inglês tocava solo mineiro, às 7h55, procedente de Luton, na Inglaterra. Às 8h52, o comboio com três veículos de luxo cedidos pela montadora Chrysler para a turnê do Brasil partiu em direção ao hotel, no Bairro Palmares, Nordeste da capital. Paul não deixou os jornalistas na mão e mudou de lado no veículo para acenar para os fotógrafos. Com a mulher, Nancy Shevell, ele apareceu na janela usando óculos escuros.

Logo que chegou ao Hotel Ouro Minas, o cantor preferiu a entrada da Avenida Bernardo Vasconcelos, driblando muitas pessoas que aguardavam na Cristiano Machado. Outro aceno para o público, gesto que o músico repetiria ao deixar o hotel rumo ao primeiro ensaio no Mineirão e ao chegar ao estádio para a passagem de som.

Horas depois da chegada do comboio, surgiu o boato de que Paul estaria andando de bicicleta pela cidade. Porém, ele não foi encontrado e apenas duas pessoas do staff foram vistas testando bicicletas ao redor do hotel. A equipe do EM conversou com um deles, que confirmou ser amigo do beatle e elogiou a cidade. Perguntado se faria companhia ao astro britânico em um passeio, se esquivou. “Não posso dizer se ele virá. Estou apenas testando a cidade.”

Teve fã que se hospedou no próprio Ouro Minas para ficar mais perto do ídolo. Foi o que fez Anderson Alves, com Luana Ferreira e o marido dela, Hugo Alves. O grupo fica até domingo, pagando ao todo R$ 1,5 mil – isso sem falar dos ingressos de US$ 1,3 mil que Anderson e Luana comparam para ficar na chamada hot sound, que dá direito a assistir também a um ensaio de Paul na tarde de hoje.
Com 19 anos e três shows do astro no currículo, Gustavo Luiz Ferreira não pensou no mesmo. Havia chegado ao hotel pouco antes das 7h e ficou satisfeito ao ver o ídolo de perto. O estudante de sistemas de informação da USP chegou a BH na terça-feira e foi direto acampar diante do Mineirão, onde se orgulha de ser o segundo da fila. Depois de ver Paul, Gustavo tentou, de todo jeito, conseguir uma vaga no hotel, sem sucesso: tudo lotado.

PERSEVERANÇA Mas quem ficou na vigília não desanimou. Um fã que não arredou pé da porta do hotel foi Ricardo Perez. O professor, de 45 anos, veio de Muriaé, portando banner com um desenho de Paul. O objeto é reprodução de um quadro, feito em 1997 pelo artista Virgílio Tavares. De acordo com Ricardo, ele conseguiu entregar a obra para o ídolo em Recife, onde o músico se apresentou no ano passado.

O grupo foi crescendo até o fim da tarde, quando começou a movimentação para a partida do cantor rumo ao Mineirão, para o primeiro ensaio. Os músicos da banda saíram pela porta da frente. Às 17h30, em uma manobra, Paul saiu pelos fundos do hotel, protegido por escolta. Pouco depois o comboio já chegava ao estádio. A passagem relâmpago foi suficiente para emocionar Milena Megre, de 15 anos. E a primeira coisa que ela fez foi ligar para o pai, Oswaldo: “Eu vi o Paul. Estou dizendo: eu o vi e ele é lindo!”.

No fim do ensaio, uma multidão já aguardava a saída do beatle do Mineirão, na Avenida Abrahão Caram, entre eles Marcelo Bueno, de 39, de São José dos Campos (SP), que veio com o filho Matheus Bueno, de 11, para se hospedar na casa do sogro. “Este é o terceiro show a que eu vou. A música do Paul é inigualável”, disse o garoto, que aprendeu com o pai a ouvir Beatles desde cedo e sabe tocar algumas músicas do quarteto inglês ao violão. Às 20h15, os fãs começaram a gritar em coro “hey, Jude”, quando passou uma van, possivelmente com a equipe da produção, tirando fotos do público. Minutos depois, o delírio com a esperada passagem do astro. Simpático, ele saiu dando adeus pela janela do carro. Um até breve para milhares de fãs que esgotaram ontem os últimos ingressos para a inédita oportunidade de ver e ouvir o ídolo, contando os minutos para Out there. Serão os primeiros do mundo a ter esse privilégio.

Paul

Confira o mapa do show: COMO ENTRAR NO MINEIRÃO.

Paul 2

FONTE: Estado de Minas.



%d blogueiros gostam disto: