Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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Solto e novamente preso

Suspeito de quebrar produtos e atear fogo em lojas de umbanda no Centro é detido

Depois de solto na madrugada deste sábado, homem voltou ao local do crime, ameaçou pessoas e quebrou outras lojas

Paulo Henrique Lobato/EM/D.A Press

.Um homem foi detido duas vezes pela Polícia Militar suspeito de depredar três lojas no Centro de Belo Horizonte especializadas em artigos de umbanda. Numa delas, ele ateou fogo na porta. Em outra, jogou um cavalete contra as imagens. Na terceira, xingou clientes e funcionários. A identidade do rapaz, fiel de uma igreja evangélica, não foi revelada.
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A primeira loja a ser atacada pelo rapaz foi a Casa Umbanda, que funciona na Rua Goitacazes. Por volta das 21h de sexta-feira, quando o empreendimento já estava fechado, ele chutou várias vezes a porta de aço e tentou incendiar o imóvel. Algumas imagens caíram no chão e foram danificadas.
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“O que houve foi intolerância religiosa. Populares acionaram a PM e ele foi preso em flagrante. Porém, foi colocado em liberdade”, lamentou Bartimeu José Rodrigues, dono do empreendimento. Na manhã seguinte, acrescentou o comerciante, o rapaz voltou à loja e fez mais ameaças.

Paulo Henrique Lobato/EM/D.A Press

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Em seguida, o homem se dirigiu à loja Deusa do Mar, onde também fez estragos. Primeiro, xingou clientes e funcionários. Disse que a umbanda não é “coisa” de Deus. Depois dos gritos, jogou um cavalete de madeira no interior do comércio.
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Seis imagens de caboclos foram atingidas. Erli Albertino, funcionário do lugar, calculou o prejuízo em R$ 460. “Ele chegou aqui por volta das 10h. Fez gestos obscenos para quem estava no interior da loja e, depois de falar um tanto de coisa, jogou esse cavalete”, mostra o rapaz.
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O homem também xingou pessoas de uma casa que funciona próxima ao Mercado Central.
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Pelo menos na primeira ocorrência feita pela PM, de fato, o suspeito assumiu ter realizado os atos de vandalismo “porque os artigos da loja vão contra sua religião”.

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FONTE: Estado de Minas.


E vira ponto turístico

O dono de um bar, suposta vítima da intolerância religiosa, lucra com a fama repentina

 

Bar-do-Araújo

Odimar e Emerson, de Brasília, fizeram questão de conhecer o novo endereço.”Só se fala nele”

“Foi tanta oração, foi tanto clamor, mas o Araújo fechou.” Chega assim ao ápice uma canção sertaneja de Maurício William em homenagem a um bar que supostamente funcionava entre dois templos neopentecostais em Palmas, no Tocantins. A notícia do fechamento do boteco, tudo indicava pela pressão de pastores e fiéis, espalhou-se como rastilho de pólvora pelas redes sociais e estimulou debates fervorosos entre evangélicos e laicos. Para muitos, mais uma prova do avanço do obscurantismo religioso. Uma foto do estabelecimento espremido entre as duas igrejas viralizou na internet, quase sempre seguida por frases de apoio: “Resiste, Araújo”.

Pois Araújo, ao contrário do que chora William em sua balada, resistiu. Não no mesmo lugar, mas no mesmo bairro, o Jardim Aureny III, periferia da capital do Tocantins. Quando encontrei o proprietário, o agente de saúde Joaquim de Araújo, ele cuidava dos últimos detalhes para a reinauguração oficial na noite da quarta-feira 17. Um pintor se esmerava nos retoques finais do logotipo do “Novo Bar do Araújo”.  “Funcionamos aqui desde janeiro, mas vou reinaugurar, aproveitar o fato de o bar ter virado ponto turístico”, informa.

Bar-do-Araújo
Logo se espalhou o boato de que o bar havia fechado por pressão dos evangélicos, mas ela só mudou de ponto

Não se trata de autopromoção. Enquanto varria a calçada, acomodava uma das 18 mesas ou negociava propaganda exclusiva com uma marca de cerveja, seu Araújo respondia aos cumprimentos dos passantes. “Araújo do WhatsApp!”, gritavam ao passar de moto ou carro. Na noite anterior, um casal do Amazonas apareceu para conhecê-lo. Depois de uma selfie, a dupla tirou o rótulo de uma garrafa e pediu um autógrafo. “Disseram que iam levar para um parente em Manaus.”

Uma moto com outro casal estaciona. Emerson Lopes e Odimar Rosa são de Brasília, mas não tiveram dificuldade em encontrar o boteco. “Digitamos ‘Bar do Araújo’ no Waze. Não teve erro”, explica o casal, que passou duas horas no boteco. Mais uma selfie, o destino de sempre, outra postagem na rede alimentada por amigos no WhatsApp. “Passamos em todos os pontos turísticos, mas deixamos o Araújo para fechar com chave de ouro”, diverte-se Lopes. “Só se fala nele.”

É a primeira vez que a fama sorri para seu Araújo. O primeiro bar ele montou em 2006, após cair de uma moto e ser obrigado a colocar oito pinos e levar 30 pontos no tornozelo esquerdo. O acidente o impediu de fazer bico de pedreiro para complementar a renda de agente de saúde. “Desde 2003, ganho um salário mínimo para trabalhar das 8 da manhã ao meio-dia pulverizando ruas contra a dengue. Não é suficiente.”

Joaquim de Araújo
Araújo em seu novo bar
Depois de pensar nas opções, chegou à conclusão: a saída seria abrir um boteco. O primeiro bar, perto do atual endereço, fechou após o proprietário vender o imóvel. Seu Araújo testou outro endereço antes de se instalar no agora famoso ponto entre a Igreja Deus É Amor e um minimercado, o verdadeiro responsável por sua expulsão do local. “O mercadinho vendia garrafa mais barata, meu faturamento caiu 80% e tive de ir embora.”

O Bar do Araújo funcionou no ponto ao lado do templo entre julho e dezembro do ano passado e, no fundo, o proprietário não tem do que reclamar dos antigos vizinhos. O pastor, diz, até usava a geladeira do boteco para guardar os refrigerantes servidos em dias de festa na igreja. Confusão, só uma vez. “Eles reclamaram, mas disse que não diminuiria o som porque meus clientes queriam ouvir música. E as orações eram mais altas.”

Os memes na internet baseiam-se, portanto, em uma informação inverídica. O Bar do Araújo nunca funcionou entre os dois templos. Responsável pela expulsão do comerciante, o minimercado foi vítima do mesmo fenômeno e acabou obrigado a ceder o espaço para uma filial da Igreja Universal do Reino de Deus. Quando a foto famosa foi feita, restava no local apenas o letreiro do boteco.

Apesar do mal-entendido, entre os evangélicos o assunto virou tabu. Na Universal, o pastor negou-se a comentar a história. Quem falou foi uma fiel, Maria da Silva Rodrigues. “A Igreja Universal tem muita unção. Quando estávamos para mudar, Deus trabalhou e tirou esse homem daqui.” O pregador da Deus É Amor também se negou a falar. Segundo ele, “o assunto virou piada”.

Quem primeiro postou a foto no Facebook foi o consultor Lucas Belinelle, em 11 de maio. “Publiquei com o intuito de crítica. Como se perguntasse qual dos três comércios faturava mais”, explica. Belinelle percebeu o efeito da postagem quando uma vizinha lhe perguntou sobre a foto. “Ela falou que uma tia em Goiânia e parentes em São Paulo estavam comentando.”

Em Palmas desde 1993, oriundo de Ananás, a 500 quilômetros da capital, Araújo se diz surpreso com a fama repentina. Soube da repercussão da foto por intermédio de um dos três filhos. De repente, começou o assédio. Ele agiu rápido: abriu uma conta no “zap zap” (sic) e uma “página oficial no Facebook”. E se diverte com as ironias da vida (ou seriam os desígnios divinos?). “Saí daquele endereço porque dava prejuízo, mas nada disso estaria acontecendo sem que eu estivesse passado por lá. Foi ruim, mas foi bom.”

FONTE: Carta Capital.


Carro é cimentado em calçada após briga entre vizinhos em BH

Homem teria se recusado a retirar veículo do local para obras.
Calçada foi feita com carro no terreno; parte das rodas foi concretada.

Sem acordo entre dono de prédio e responsável pelo veículo, carro acabou sendo fixado ao concreto.  (Foto: Henrique Stênio/Tv Globo)Sem acordo entre dono de prédio e responsável pelo veículo, carro acabou sendo fixado ao concreto

Uma desentendimento entre um revendedor de veículos e o dono de um prédio acabou fazendo com que um carro fosse cimentado em uma calçada da Avenida Barão Homem de Melo, na Região Oeste de Belo Horizonte. Os dois homens não entraram em um acordo em relação ao veículo, que estaria na área da construção de uma calçada do prédio, e a empresa responsável pelas obras acabou autorizando os trabalhos, mesmo com o carro estacionado no local.

De acordo com o mestre de obras Celso Antônio de Faria, o dono do veículo teria se recusado a retirá-lo da via para que ela fosse cimentada. “Ele disse que eu não podia encostar um dedo no carro”. Faria conta que a Empresa de Transporte e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) chegou a ser acionada, mas nada adiantou. Agora, com a calçada pronta, o carro ficou preso em meio ao concreto. O homem teria se recusado a retirar veículo do local para obras. “A ordem do meu patrão era concretar e os advogados da firma vão entrar pra resolver.”

BHTrans afirma que não tem condições de rebocar carro preso à calçada.  (Foto: Henrique Stênio/Tv Globo)BHTrans afirma que não tem condições de rebocar carro preso à calçada

O responsável pelo carro, Márcio Drumond,  afirma que o lugar é uma rua, e que o dono do prédio teria invadido a área. Ele alega que não é proprietário do veículo, mas estava apenas revendendo. Segundo Drumond, o lugar é usado para estacionar veículos há mais de vinte anos.

A BHTrans informou que recebeu uma reclamação relacionada ao veículo no dia 22 de novembro. A empresa foi ao local, mas não encontrou nenhum carro estacionado em lugar indevido. Nesse tipo de situação, segundo a BHTrans, o veículo seria rebocado, mas, como a calçada ainda não havia sido construída, a empresa não podia autuar pelo código de trânsito. Na atual situação, com o carro fixo no concreto, a empresa não tem condições de rebocá-lo.

FONTE: G1.


Julgamento de skinhead é marcado

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O Juizado Especial Criminal marcou para as 9h30 de 5 de julho a audiência de instrução e julgamento de Antônio Donato Baudson Peret, de 25 anos, que se identifica como skinhead e está preso por formação de quadrilha e de promover o racismo. No mês passado, ele foi capturado pela polícia em Americana (SP), onde foi se esconder na casa da namorada depois de postar uma foto numa rede social em que ele aparece tentando enforcar um morador de rua na Savassi, Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Há várias acusações contra Donato de crimes de intolerância contra homossexuais, negros, moradores de rua e outras minorias da capital mineira.
SAIBA MAIS…
Este é apenas um dos vários crimes imputados a Donato di Mauro, como ele gosta de ser chamado. Veja aqui as matérias sobre sua prisão em Americana/SP, após a repercussão do repúdio à acusação de intolerância racial.
A audiência de julho é referente ao processo que tem como vítima o estudante A.A.M.C., de 18. Além de Donato, também são acusados Paulo Roberto Freitas, Kevin Shumaker Soares Martins e Iuri Silva de Gusmão, os três têm 18 anos e respondem ao processo em liberdade. São acusados de atacar a vítima em 15 de abril de 2011, na Avenida Getúlio Vargas com Rua Tomé de Souza, na Savassi.O estudante conta que conta que Iuri Gusmão o atingiu primeiro com um soco na barriga e Antônio Donato e Kevin Soares continuaram as agressões. Eles usaram socos inglês e deram vários chutes da vítima, que tinha 17 anos na época e teve um corte na boca que precisou de oito pontos. Antônio Donato está preso há um mês no Complexo Penitenciário Nelson Hungria, em Contagem, Grande BH.
FONTE: aQui.


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