Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

Arquivo da tag: italac

Empresas fazem recall de leite contaminado

A campanha da empresa Goiasminas, responsável pelo leite Italac, abrange 774 mil unidades de leite. A empresa Vonpar Alimentos, responsável pelo leite Mu-Mu, informou que fazem parte da campanha quase 150 mil litros

Leite5

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça, informou nesta sexta-feira que três indústrias de laticínios protocolaram, nesta semana, no Ministério da Justiça, campanhas de recall para recolhimento de mais de 900 mil litros de leite adulterado. A campanha da empresa Goiasminas, responsável pelo leite Italac, abrange 774 mil unidades de leite integral e desnatado. Serão recolhidos os produtos dos lotes que vão do L 05 KM3 ao L 23 KM1, fabricados entre 30 de outubro de 2012 e 9 de novembro de 2012 e válidos até 8 de abril deste ano.

A empresa Vonpar Alimentos, responsável pelo leite Mu-Mu, informou que fazem parte da campanha quase 150 mil litros dos lotes 3ARC, 1AJL e 1CPF, fabricados nos dias 18 de janeiro e 19 e 20 de fevereiro deste ano. Já a campanha da Líder Alimentos do Brasil abrange o lote TAP1MB, fabricado em 17 de dezembro de 2012, mas, em nota, a empresa informou que todo o lote foi recolhido.As responsáveis pelas marcas Mu-Mu e Líder admitiram ao Ministério da Justiça que houve adição de ureia ao produto.A Operação Leite Compen$ado, deflagrada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) em parceria com o Ministério da Agricultura no começo de maio, revelou a adição de ureia para aumentar o volume do leite por empresas transportadoras do produto. Com o crime, transportadores lucravam 10% a mais do que os 7% já recebidos sobre o preço do leite cru, em média R$ 0,95 por litro. O total de leite movimentado pelo grupo, no período de um ano, chega a 100 milhões de litros. Mais de 100 toneladas de ureia foram compradas pelos envolvidos na fraude.

Entenda o caso…

De acordo com a coordenadora do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Judi Nóbrega, a investigação mostrou que o responsável pela fraude não era a indústria, nem o produtor de leite, e sim o transportador.

Leite4

Em nota, as empresas responsáveis pelas marcas Líder e Mu-Mu informaram que todo o produto contaminado foi retirado do mercado. Segundo o Ministério da Justiça, a empresa Latvida não protocolou recall porque o produto contaminado não chegou a ser distribuído no mercado.

FONTE: Estado de Minas.

  • Total de leite adulterado movimentado pelo grupo, no período de um ano, chegou a 100 milhões de litrosTotal de leite adulterado movimentado pelo grupo, no período de um ano, chegou a 100 milhões de litros

O Ministério Público Estadual (MPE) do Rio Grande do Sul flagrou em escutas telefônicas realizadas durante a Operação Leite Compensado, que detectou atravessadores que fraudavam cargas de leite cru para obter mais lucro, conversas que indicam que a fórmula química para a adulteração era comercializada a R$ 10 mil.

Além disso, um informante dos promotores retirou de uma propriedade na qual o produto era “batizado” um recipiente com ureia e instruções para a mistura escritas no rótulo. Mesmo assim, o MPE informou acreditar que as empresas operavam independentemente.
Para cada 9 litros de leite, o fraudador misturava um litro de água e adicionava 10 gramas de ureia industrializada, que mascarava a dissolução. Essa substância continha formol, produto cancerígeno, que o MPE informou estimar ter contaminado 100 milhões de litros de leite em um ano.

Operação Leite Compen$ado descobre esquema de adulteração de leite no RS

 

O Ministério Público do Rio Grande do Sul divulgou imagens capturadas durante a Operação Leite Compen$ado, que descobriu um esquema de adulteração do leite vendido pelas empresas Italac, Mumu, Líder e Latvida. Uma mistura de água, ureia e formol era colocada no produto para aumentar o lucro das empresas. Na Latvida, uma vistoria constatou o armezanamento inadequado de produtos e a presença de insetos, o que resultou na interdição da empresa.
Conforme uma fonte do MPE, caso os fraudadores tivessem optado pela ureia sem formol, mais cara, teria sido ainda mais difícil desmascarar o golpe.
Cinco empresas de transporte de leite entre o produtor e a indústria adulteraram o produto cru, de acordo com o MP. O golpe foi descoberto depois que os promotores receberem denúncias de que uma substância ainda não identificada estava sendo usada para fraudar o leite. Um levantamento foi solicitado para a Receita Federal, que apurou que os empresários estavam comprando uma grande quantidade de ureia.
Os locais em que a carga deleite era adulterada não possuíam as mínimas condições de higiene. Gado e porcos tinham acesso aos poços artesianos de onde a água era retirada para a fraude.

Operação

Na Operação Leite Compensado, foram cumpridos dez mandados de prisão e oito de busca e apreensão nas cidades gaúchas de Ibirubá, Guaporé e Horizontina.

ADULTERAÇÃO DE LEITE OCORRIA EM AMBIENTES INSALUBRES

As empresas investigadas transportaram aproximadamente 100 milhões de litros de leite entre abril de 2012 e maio de 2013. Desse montante, estima-se que um milhão de quilos de ureia contendo formol tenham sido adicionados. Amostras coletadas no decorrer da investigação em supermercados de Porto Alegre apontaram fraude em 14 lotes de leite UHT.
A simples adição de água com o objetivo de aumentar o volume acarreta perda nutricional, que é compensada pela adição da ureia com formol, considerado cancerígeno pela Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer e pela OMS (Organização Mundial de Saúde).
A fraude foi comprovada através de análises químicas do leite cru, em que foi possível identificar a presença do formol, que, mesmo depois dos processos de pasteurização, persiste no produto final. Com o aumento do volume do leite transportado, os “leiteiros” lucravam 10% a mais que os 7% já pagos sobre o preço do leite cru, em média R$ 0,95 por litro.
FONTE: UOL.

Investigado mandava motorista separar o ‘leite bom’ para a família

Porto Alegre.

O Ministério da Agricultura informou que 600 mil litros de leite devem ser descartados devido à adulteração de transportadoras, que adicionavam água e ureia para aumentar a quantidade do produto. Pela manhã, o Ministério Público (MP) do Rio Grande do Sul deflagrou a operação Leite Compen$ado para cumprir nove mandados de prisão e 13 de busca e apreensão nas cidades de Ibirubá, Guaporé e Horizontina. A ação, realizada em parceria com a Receita Estadual e as polícias Civil e Militar, prendeu oito pessoas.

Segundo o órgão, a fraude acontecia no transporte entre o produtor e a indústria. As investigações apontam para adição de ureia agrícola com formaldeído, acrescido no leite cru por fazer parte da composição do produto. A adulteração visava a aumentar o volume com água mantendo os padrões do leite.

De acordo com a investigação, suspeitos de cinco transportadoras compraram 98 toneladas de ureia, quantidade suficiente para adulterar 100 milhões de litros de leite em um ano. Parte do leite adulterado está disponível no mercado, mas, segundo o ministério, seu consumo não representa riscos à saúde.

Segundo o assessor da Coordenação Geral de Inspeção do Ministério da Agricultura, Alexandre Campos, as indústrias responsáveis pela comercialização do leite (Italac, Líder, Mumu e Latvida) podem ser punidas por falta de rigor na análise do leite recebido dos produtores.

Além da punição penal, a cargo da Justiça, o ministério pode aplicar multas, cujo valor máximo, por lote irregular, é de cerca de R$ 15,6 mil – o que daria multa de mais de R$ 125 mil pelos oito lotes fraudados.

A diretora do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa) do Ministério da Agricultura, Judi Nóbrega, disse que a quantidade de formol encontrada nos produtos contaminados não representa grandes riscos à saúde. “Mas é um crime”, avaliou. Os promotores orientam que os consumidores deixem de beber o leite de lotes fraudados.

Notificação.A Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça (Senacon/MJ) notificou, ontem, as quatro empresas. Elas têm um prazo de dez dias, a partir do recebimento da notificação, para apresentar a documentação técnica e laboratorial pertinente ou, de forma imediata, o recall dos produtos envolvidos, nos termos do Código de Defesa do Consumidor.

Segundo o promotor Mauro Rockembach, o grupo criminoso foi monitorado por escutas telefônicas. “Todos os passos, as negociações e os ajustes foram captados” disse. Ainda segundo o promotor, uma das ligações interceptadas revela que um dos investigados orienta seu motorista a separar “o leite da ‘guachaiada’” antes de fazer a mistura, se referindo aos filhos. “Ou seja, ele pedia para deixar para ele o leite bom, antes de mandar para o consumo da população o produto com a substância cancerígena”, destacou.

Lucro
Fraude.
 Com o aumento do volume do leite transportado, os “leiteiros” lucravam 10% a mais que os 7% já pagos sobre o preço do leite cru, em média R$ 0,95 por litro, destacou
o Ministério Público.

OUTRO LADO
Empresa alega que a adulteração foi pontual
Porto Alegre. As empresas que tiveram lotes de leite adulterados no Rio Grande do Sul disseram na tarde de hoje que os produtos com problema já foram totalmente retirados do mercado. Ao todo, quatro empresas tiveram mercadorias recolhidas devido à adulteração.Em nota, a empresa Italac afirmou que o problema foi pontual, atingiu apenas o Estado do Rio Grande do Sul e que a retirada das mercadorias adulteradas foi imediata. Com isso, a empresa aponta que todos os produtos em circulação estão aptos ao consumo.Já a empresa Líder afirmou que descredenciou cinco transportadoras terceirizadas de leite cru. “A empresa também decidiu fechar um dos postos de resfriamento no Rio Grande do Sul por causa da ação de fraudadores na região”, ressaltou.

As outras empresas que tiveram lotes adulterados são a Latvida e a Vonpar Alimentos, responsável pelo leite Mumu. Elas ainda não se pronunciaram sobre o caso.

Leite contaminado
Leite1
Leite2
Leite4
Os lotes com problema:

Italac Integral
Lotes: L05KM3,
L13KM3, L18KM3,
L22KM4 e L23KM1.

Italac Semidesnatado
Lote: L12KM1.

Líder/Bom Gosto UHT Integral
Lote: TAP1MB.

Mumu UHT Integral
Lote: 3ARC.

Latvida UHT Desnatado
Com fabricação de 16 de fevereiro de 2013 e com validade até 16 de junho
de 2013.

O que dizem as empresas

Mu-Mu

Em nota, a empresa afirmou que “atende a todos os requisitos e protocolos de testes de matéria prima exigidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento”. No texto constam outros esclarecimentos: “A investigação do Ministério Público está concentrada no transporte entre o produtor leiteiro e os postos de resfriamento, onde o produto fica armazenado antes da entrada em nossa fábrica. A empresa permanece à disposição do MP e MAPA, no que for solicitado”. A Mu-Mu também informa aos consumidores que tenham produtos do lote citado ou que tenham dúvidas entrem em contato com o SAC, pelo número 0800 51 7542, de segunda a sexta, das 7h30 às 18h30 e, aos sábados, das 7h30 às 13h30.

Latvida

Por telefone, a empresa Latvida informou que está operando normalmente. Segundo a assessoria de comunicação, a ação é direcionada exclusivamente aos transportadores do leite no estado. Em relação a esse aspecto, a marca disse que “está sendo eficiente até o momento”.  A Latvida ainda afirmou que o problema ocorreu no lote 196 do leite UHT desnatado e que todos os outros estão liberados para o consumo. “Estamos vendo essa ação do MP com naturalidade. Nossos laboratórios funcionam 24 horas por dia e temos um laboratório móvel que percorre as regiões dos 1,6 mil produtores que temos no estado”, disse o assessor de comunicação da empresa, Paulo Pereira.

Italac

Em e-mail enviado no início da tarde, a Italac informou que “o problema foi pontual, ocorrido no Rio Grande do Sul, e aconteceu no transporte do leite cru, entre a fazenda e o laticínio, antes de ser industrializado”. Ainda segundo a nota, “os lotes identificados com problema foram retirados do mercado e não se encontram mais à disposição do consumidor. Todo o leite Italac encontra-se em perfeitas condições de consumo com total segurança e qualidade”.

Líder

A empresa diz ter retirado do mercado ainda em fevereiro deste ano o lote não recomendado para o consumo, “tão logo a companhia tomou conhecimento da possibilidade de existir um problema de qualidade”. A nota diz que cinco transportadoras de leite cru foram descredenciadas e um dos postos de resfriamento no estado foi fechado “por causa da ação de fraudadores”. “Além disso, a Líder faz dupla checagem, nos postos de resfriamento e na fábrica, e desde janeiro não detectou nenhuma adulteração no leite destinado à produção. O leite Líder disponível no mercado está apto, portanto, para ser consumido com segurança”, diz a empresa.

FONTE: O Tempo e G1.


%d blogueiros gostam disto: