Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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MAL DE MÉDICOS E DOENTES
Equipes incompletas, equipamentos inoperantes e falta de leitos e medicamentos submetem pacientes do SUS a peregrinação em veículos de socorro em BH para conseguir atendimento
Ambulância chega ao João XXIII, onde médicos afirmam receber pedidos de colegas para acolher pacientes (Túlio Santos/EM/D.A Press)
Ambulância chega ao João XXIII, onde médicos afirmam receber pedidos de colegas para acolher pacientes
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A busca pelos serviços de saúde em Belo Horizonte e em outras cidades da Grande BH é um drama que não termina nas unidades de urgência e emergência e gera outro movimento na rede pública: o vaivém de ambulâncias pela capital. Com equipes médicas desfalcadas, equipamentos quebrados ou em manutenção, além de falta de leitos e medicamentos – como mostrou ontem reportagem do Estado de Minas –, pacientes são obrigados a transitar entre as diferentes unidades para conseguir o primeiro atendimento, internação ou exames essenciais para um diagnóstico seguro.
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Uma corrida que em muitos casos segue na direção contrária à do tratamento, pois piora o quadro dos pacientes e aumenta os desafios de médicos já sobrecarregados. “Como os casos que chegam às unidades de pronto atendimento são de maior complexidade, nesses deslocamentos o quadro clínico do paciente só se agrava”, afirma o presidente da Associação Médica de Minas Gerais, Lincoln Lopes Ferreira. Ele ressalta ainda que o problema é geral no estado. “Basta ir à Região Hospitalar, no Bairro Santa Efigênia (Centro-Sul de BH), para ver como é enorme o número de prefeituras que procuram a capital para atender seus pacientes”, diz..
Na semana passada, a usuária do Sistema Único de Saúde (SUS) S., que prefere não se identificar, sentiu na pele o drama da desassistência médica em BH. Ela chegou às 7h ao Centro de Saúde Santa Terezinha, na Região da Pampulha, levando o filho com suspeita de dengue. A criança recebeu indicação de transferência para uma unidade de urgência e emergência, mas não pôde ser levada à UPA de sua regional porque não havia pediatras de plantão na última quarta-feira. De ambulância, mãe e filho seguiram para a UPA Norte, onde o menino foi atendido no fim da tarde. Durante todo esse tempo, S. segurou um recipiente de soro ligado a um cateter venoso que havia sido colocado na criança ainda no posto de saúde. “O que fazem com a gente é um desrespeito, mas temos que nos sujeitar, porque não posso ir pra casa com ele sem uma consulta”, disse a mãe, enquanto cuidava da criança, revelando a angústia da espera no olhar..
De acordo com médicos que trabalham nas UPAs de Belo Horizonte, o vaivém de ambulâncias motivado por falta de estrutura em unidades é comum. “Isso gera atraso para o atendimento do paciente, desconforto, além de aumentar o risco de agravamento do quadro clínico”, afirma uma médica de uma das unidades de urgência e emergência, que também pede anonimato. Ela ainda critica a forma como os pacientes são transportados: “Andam em ambulâncias pequenas e superlotadas, e ficam expostos ao risco de acidentes”, disse.

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Apesar de ser referenciado para casos graves de traumas e atendimentos complexos de urgência, como acidentados do trânsito e baleados, o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII tem sido porta de entrada para pacientes que não encontram retaguarda nas UPAs ou outros hospitais da capital. Integrante da Comissão de Mobilização da unidade, o clínico-geral Carlos William Delfim diz serem frequentes os pedidos de colegas que trabalham em unidades de pronto-atendimento para aceitar pacientes que precisam de internação urgente. “Eles ligam pedindo até ‘pelo amor de Deus’; como são casos graves, não há como negar”, afirma. Carlos William cita exemplos como os de pacientes com pneumonia grave, que precisam de ventilação mecânica. Como o serviço não existe na UPA e não há vaga nos hospitais, acabam indo parar no João XXIII. “Vejo a sensação de impotência em que o colega fica, porque ele sabe que existe o tratamento, que algo pode ser feito, mas ele não tem o recurso disponível. Isso gera um estresse muito grande para o profissional, que acaba sendo também vítima desse sistema”, afirma o médico.
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Até aparelhos 
Outro problema que alimenta a movimentação de ambulâncias pelas ruas de Belo Horizonte é a quantidade de aparelhos para a realização de exames que ficam inoperantes por longos períodos, à espera de conserto e manutenção. Médicos do Hospital Infantil João Paulo II, antigo Centro Geral de Pediatria (CGP), denunciam que o colonoscópio, aparelho usado para exames no intestino, ficou cerca de um ano estragado antes de ser encaminhado para a manutenção. Já o broncoscópio, bastante usado nas crianças com traqueostomia para fazer a varredura da traqueia e dos brônquios, ficou cerca de seis meses com problema e ainda aguarda o retorno da manutenção.

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A Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig) informa que o colonoscópio e o broncoscópio estão passando pela manutenção devida e serão entregues ao Hospital João Paulo II em 45 dias. A Secretaria Municipal de Saúde da capital alega que só há registro de equipes incompletas na rede pública no setor de pediatria. Para tentar contornar o problema, foi feita uma escala de atendimento para a especialidade. Segundo o órgão, pacientes com pulseira verde ou amarela, escalas de prioridades menos graves, são direcionados a outras UPAs, enquanto os que recebem a pulseira laranja ou vermelha, que correspondem a casos mais complexos, são estabilizados pelo clínico geral de plantão. Depois, são encaminhados, de ambulância, a uma unidade que tenha pediatra de plantão.
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Tomografia
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Uma das apostas da Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig) para diminuir o tempo de espera dos pacientes em suas unidades de saúde deve começar a funcionar nos próximos 45 dias. O Hospital Júlia Kubitschek vai substituir um tomógrafo antigo, cuja vida útil se esgotou em outubro do ano passado, por um novo aparelho, com previsão de realizar 350 exames por mês nas clínicas de pneumologia, tisiologia, clínica médica, clínica cirúrgica, maternidade, neonatologia, terapia intensiva, unidade de emergência e cirurgia torácica. O problema obriga a saída de pacientes para serem examinados em outras unidades da rede e, consequentemente, aumenta a necessidade de transporte pela cidade. O serviço de tomografia computadorizada vai beneficiar também outros exames de contratos com o SUS, demarcação para radioterapia do Hospital Alberto Cavalcanti e solicitações de outros hospitais da Fhemig. O investimento no novo equipamento foi de R$ 1,6 milhão.

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FONTE: Estado de Minas.


Trabalhadores de quatro hospitais do Estado decidem suspender a greve até segunda-feira

 

Hospital João XXIII -HPS - Eugênio Moraes/Arquivo Hoje em Dia
O HPS é mantido pela Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig) e atende pacientes do SUS

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Os trabalhadores de quatro hospitais do Estado, vinculados à Fundação Hospitalar do Estado (Fhemig), decidiram, nesta quinta-feira (4), durante uma assembleia geral, que vão suspender a greve por quatro dias. Os servidores vão trabalhar normalmente nesta sexta-feira (5), sábado (6), domingo (7) e segunda-feira (8). Na terça-feira (9), a greve deverá ser retomada.
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Os funcionários do Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, da Maternidade Odete Valadares, do Centro Psiquiátrico da Infância e Adolescência (Cepai) e do Hospital Infantil João Paulo II (antigo Centro Geral de Pediatria), começaram a paralisação na terça-feira (2). Eles reclamam de problemas estruturais, como a falta de equipamentos e medicamentos e a baixa remuneração oferecida pelos hospitais.
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A proposta de reajuste salarial dos servidores dos hospitais foi enviada para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) em 7 de novembro, mas ainda não foi votada. Segundo Carlos Martins, representante da Associação Sindical dos Trabalhadores em Hospitais de Minas Gerais (Asthemg), na próxima terça-feira (9), às 10h, será feita uma reunião na ALMG para negociar a votação do reajuste salarial. O presidente da ALMG, representantes de partidos políticos e da Asthemg foram chamados para participar da reunião.
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Conforme Martins, a suspensão da greve é válida somente até 8 de dezembro, porque, nos fins de semana e feriados, normalmente, o número de atendimentos em hospitais aumenta consideravelmente. “Achamos melhor trabalhar normalmente nesses dias para não prejudicar os pacientes”, reforçou.
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Na terça-feira, os trabalhadores retomarão a greve. Cerca de 30% dos funcionários vão trabalhar durante a greve para os atendimentos de urgência.
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Somente após a reunião na ALMG, será definido o rumo da greve.
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Denúncias
A representante da Associação Sindical dos Trabalhadores em Hospitais de Minas Gerais (Asthemg), Mônica Fernandes Abreu, disse que toda a Fhemig está abandonada pelo Governo do Estado.
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Conforme Mônica, várias cirurgias eletivas foram suspensas na Maternidade Odete Valadares. Segundo ela, pelo menos 14 cirurgias foram suspensas nos dias 20 e 21 deste mês “sem motivo aparente”. A situação, relatou Mônica, vem aumentando a fila de cirurgias para o ano que vem. Mônica afirmou ainda que, na maternidade, a sala de cirurgia está sem porta, há equipamentos enferrujados, rebocos de paredes em cima de macas com pacientes, entre outros problemas.
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No Cepai, Mônica disse que faltam medicamentos e que o horário de fechamento da farmácia prejudica os pacientes. “Se uma pessoa que vem do interior realiza um atendimento mais tarde, não consegue pegar o medicamento na farmácia, já que fecha muito cedo, às 17h”. O local, segundo ela, está com banheiros sem portas e vidros quebrados em espaço terapêutico frequentado por pacientes.
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De acordo com Mônica, no Centro de Terapia Intesiva (CTI) do Hospital João Paulo II, faltam materiais e medicamentos há cerca de 15 dias. Entre os materiais, estariam em falta: máscara laringeo (usada para entubar bebês), seringas e hidróxido de magnésio (usado para o controle de intestino). “Além disso, são 16 leitos de CTI e apenas quatro deles são isolados”, afirmou.
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Fhemig explica situação dos hospitais
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Segundo a Fhemig, o horário de fechamento da farmácia do Cepai não prejudica os pacientes, pois os medicamentos ficam à disposição a partir das 7h30 da manhã do dia seguinte. A fundação afirma também que os medicamentos não são padronizados pela rede Fhemig, porém, o Cepai disponibiliza medicamentos similares que fazem o mesmo efeito. Sobre o espaço terapêutico, a instituição disse que irá passar por reformas. Quanto aos vidros quebrados, a Fhemig afirmou existir um processo para a substituição de todos os vidros do espaço por vidros aramados.
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Em relação à Maternidade Odete Valadares, a Fhemig alegou que, neste ano, foram várias as exonerações feitas a pedido de profissionais médicos anestesistas, o que prejudicou a realização de cirurgias. De acordo com a fundação, a maternidade tem buscado em Belo Horizonte esse profissional e não tem tido sucesso. “Por isso, tem priorizado os atendimentos cirúrgicos às gestantes que demandam a unidade através da porta de Urgência”, disse, em nota.
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Conforme a Fhemig, no Hospital Infantil João Paulo II, a taxa de abastecimento de medicamentos oscila entre 94% e 95% e, por isso, faltas pontuais podem ocorrer. “A Fhemig trabalha em rede e na falta de um medicamento em uma unidade ele pode ser cedido por outra. Assim, o paciente não fica prejudicado. Não existe desabastecimento”. Sobre o isolamento do CTI do hospital, a Fhemig afirmou que a queixa parece não estar relacionada a estrutura física, mas ao fato de um técnico de enfermagem não atender exclusivamente ao isolado.
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“A RDC-7/2010, que dispõe sobre os Recursos Humanos em Unidades de Terapia Intensiva, regulamenta um técnico de enfermagem para até dois pacientes, o que é cumprido. A legislação não contempla técnico exclusivo para pacientes em isolamento, sendo orientados e cobrados destes os cuidados de precaução com lavagem das mãos e o uso de Equipamentos de Proteção Individual”, explicou a Fhemig, em nota.
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Servidores de Barbacena continuam de greve
Os funcionários do Hospital Regional de Barbacena estão em greve desde o dia 24 de novembro. Nesta sexta-feira (5), será definido se a greve irá continuar ou será suspensa. Segundo representantes da unidade, o estabelecimento atende centenas de municípios na região, não conta com estrutura suficiente e sofre com relações de trabalho irregulares.
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A técnica de enfermagem do hospital, Joselma de Araújo Fonseca, disse que o hospital está sucateado, não conta com aparelhamento mínimo para atender os pacientes e não possui profissionais especializados, como fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas.
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A Fhemig nega as denúncias relatadas sobre o hospital e reforça que a unidade não está sucateada. A fundação disse ainda que a unidade está passando por obras de ampliação e que terapeutas ocupacionais não fazem parte do quadro de profissionais.

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Trabalhadores do HPS João XXIII e vários outros hospitais entram em greve na capital

 

Hospital João XXIII -HPS - Eugênio Moraes/Arquivo Hoje em Dia
O HPS é mantido pela Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig) e atende pacientes do SUS
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Os trabalhadores do Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, no bairro Santa Efigênia, região Leste de Belo Horizonte, além de vários outros hospitais da rede estadual de saúde, entram em greve a partir desta terça-feira (2). A decisão foi tomada após a entrega de um dossiê à Comissão de Direitos Humanos. O documento denuncia a falta de estrutura da Maternidade Odete Valadares, do Centro Psiquiátrico da Infância e Adolescência (Cepai) e do Hospital Infantil João Paulo II (antigo Centro Geral de de Pediatria). Todos são vinculados à Fhemig. A greve deve durar, pelo menos, até esta quinta-feira (4).
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Conforme a representante do Comando de Greve da Associação Sindical dos Trabalhadores em Hospitais do Estado de Minas Gerais (Asthemg), Mônica Abreu, várias cirurgias eletivas foram suspensas na Maternidade Odete Valadares. Segundo ela, pelo menos 14 cirurgias foram suspensas nos dias 20 e 21 deste mês “sem motivo aparente”. A situação, relatou Mônica, vem aumentando a fila de cirurgias para o ano que vem. Mônica afirmou ainda que, na maternidade, a sala de cirurgia está sem porta, há equipamentos enferrujados, rebocos de paredes em cima de macas com pacientes, entre outros problemas.
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No Cepai, Mônica disse que faltam medicamentos e que o horário de fechamento da farmácia prejudica os pacientes. “Se uma pessoa que vem do interior realiza um atendimento mais tarde, não consegue pegar o medicamento na farmácia, já que fecha muito cedo, às 17h”. O local, segundo ela, está com banheiros sem portas e vidros quebrados em espaço terapêutico frequentado por pacientes.
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De acordo com Mônica, no Centro de Terapia Intesiva (CTI) do Hospital João Paulo II, faltam materiais e medicamentos há cerca de 15 dias. Entre os materiais, estariam em falta: máscara laringeo (usada para entubar bebês), seringas e hidróxido de magnésio (usado para o controle de intestino). “Além disso, são 16 leitos de CTI e apenas quatro deles são isolados”, afirmou.
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Mônica disse que cerca de 30% dos funcionários vão trabalhar durante a greve para os atendimentos de urgência.
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Segundo a assessoria de imprensa do Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, não há balanço sobre a adesão da paralisação. A respeito da falta de infraestutura, a unidade informou que está negociando com os médicos sobre os problemas. Já quanto a falta de profissionais,  dois concursos públicos foram realizados, sendo em 2009 e 2012. Um novo processo seletivo foi aberto, mas existe a falta, a nível nacional, de pediatras no mercado.
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Paralisação do Hospital Infantil João Paulo II
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Pediatras do Hospital Infantil João Paulo II, o antigo CGP, localizado no Centro de Belo Horizonte, paralisaram seus serviços às 7 horas da manhã desta segunda-feira (1º) em forma de protesto por melhores condições de trabalho. Os profissionais da área médica pretendem operar em escala reduzida por 24 horas. Apenas casos de urgência e emergência serão atendidos. Pacientes com outros perfis serão encaminhados para atendimento em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).
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Os médicos reclamam da sobrecarga de trabalho e do pequeno número de funcionários que compõem uma escala de plantão incompleta. Eles sugerem, para isso, que sejam realizados novos concursos para mais contratações. Em alguns dias, segundo nota do Sindicato dos Médicos de Minas Gerais (Sinmed-MG), o João Paulo II funciona com apenas um médico no plantão, sendo necessários, no mínimo sete profissionais para atender às demandas.
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Entre os motivos, segundo o sindicato, estão principalmente o grande número de demissões por falta de condições de trabalho, má remuneração, sobrecarga de atendimentos; e aposentadorias. Situação que se agrava a cada dia com a falta de reposições por concursos públicos.
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Os manifestantes lutam, ainda, por condições de trabalho, segurança, refrigeração adequada nas dependências do Pronto-Atendimento e, principalmente, nos consultórios; e troca de equipamentos, que alegam ser obsoletos.
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Uma próxima assembleia foi marcada para o dia 4 de dezembro, às 19 horas, para decidir os rumos do movimento. Caso as reivindicações não sejam atendidas, poderá haver novas paralisações.
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FONTE: Hoje Em Dia.


Chuva alaga parte do Pronto-Socorro João XXIII e prejudica atendimento de urgênciaSala de raio-X e tomografia, de reanimação e corredores foram atingido pela água. Problema pode ter sido causado pela incapacidade de escoamento das calhas

 

 

 

A sala de raio-X e de tomografia foi tomada pela água após a chuva em BH
A sala de raio-X e de tomografia foi tomada pela água após a chuva em BH


Parte do Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, em Belo Horizonte, ficou alagada após a chuva que caiu no início da noite desta terça-feira na capital. Por causa de infiltrações no telhado, a água invadiu vários setores do HPS. Na sala de raio-X e de tomografia, no primeiro andar, um grande volume de água atingiu vários aparelhos usados para realização de exames. Segundo informações de funcionários do hospital que pediram anonimato, alguns aparelhos foram danificados e o atendimento de urgência a pacientes foi prejudicado. Um vídeo feito por uma fonte do jornalmostra o momento em que o local foi tomado pela água.

 
 

 

A chuva também provocou estragos na sala de reanimação, onde parte do teto caiu. O vazamento de água ocorreu ainda em alguns corredores e na sala de observação, segundo informou a fonte dentro do hospital. Funcionários do HPS disseram que o problema foi causado pelo acúmulo de folhas nas calhas, que impediu o escoamento da água. Com isso, ela ficou acumulada e vazou para vários setores do HPS.

A reportagem esteve na porta do HPS no fim da noite dessa terça-feira e constatou que pacientes não estavam sendo recebidos na unidade. As viaturas que chegavam ao local eram orientadas a seguir para a Unidade de Pronto-Antendimento (UPA) Centro ou para o Hospital Municipal Odilon Behrens, já que não era possível realizar exames de raio-X. A reportagem também recebeu informações de que funcionários da portaria foram acionados para desobstruir as calhas.

A assessoria de imprensa do HPS confirmou o incidente e disse que está apurando o que provocou o vazamento. Ainda segundo o hospital, o problema afetou somente a sala de raio-X e de tomografia, e foi contornado após ação da equipe de engenharia da unidade. A assessoria afirma também que o atendimento a pacientes não chegou a ser interrompido.


A chuva na noite dessa terça-feira não trouxe problemas somente parao HPS. O prédio do Serviço de Urgência Psiquiátrica da Santa Casa, na Região Hospitalar, também inundou.

ESTRAGOS »Chuva provoca transtornos em BHCarros foram arrastados e famílias ficaram desalojadas perto do Anel. Vazamento na urgência do HPS prejudicou pacientes

 

Rua São Gregório, no São Gabriel, ficou debaixo d`água. Moradores dizem que lixo impede escoamento (Marcos Michelin/EM/D.A Press)
Rua São Gregório, no São Gabriel, ficou debaixo d`água. Moradores dizem que lixo impede escoamento



A chuva de ontem à noite em Belo Horizonte causou alagamentos, deixando pelo menos oito famílias desalojadas e carros foram arrastados pelas enchentes. Houve queda de árvores e faltou energia elétrica em vários pontos da cidade e, na área central, o trânsito ficou praticamente parado, com semáforos desligados. Até o fim da noite, o Corpo de Bombeiros não tinha um balanço dos estragos. No Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, parte do teto da sala de raio-X caiu e o espaço ficou alagado. Outros vazamentos prejudicaram o atendimento na área de urgência. 

Na Rua São Gregório, no Bairro São Gabriel, Região Nordeste da capital, famílias tiveram que abandonar suas casas depois que a água subiu cerca de um metro. A diarista Irene Pereira Neves, de 46 anos, moradora do local há 13 anos, disse que foi a primeira vez que ocorreu o alagamento na rua. “Depois que iniciaram as obras da nova rodoviária, com a retirada de parte dos moradores, o serviço de coleta de lixo foi suspenso. Muita gente passou a jogar o lixo no espaço entre a rua e o Anel Rodoviário, impedindo o escoamento da água”, explicou.

Uma equipe do Corpo de Bombeiros esteve no local. Os militares conseguiram desobstruir o acesso à rede pluvial para que a água abaixasse. No mesmo local, do outro lado do Anel Rodoviário, houve alagamento na Rua Lídia, que dá acesso ao Bairro São Paulo, e cerca de 10 carros ficaram retidos depois de levados pela correnteza. Ainda na via, parte do telhado de um galpão foi arrancada pelo vento. Na Rua Angola, na Vila São Paulo, três pessoas ficaram ilhadas numa casa.

A Região Leste de BH também foi castigada. Na Avenida Conceição do Pará, a rede pluvial que fica sob o viaduto do metrô, no Boa Vista, não deu conta de escoar o volume de água. Pelo menos três carros que passavam pela avenida foram arrastados e os ocupantes ficaram ilhados. No Nova Vista, bairro vizinho, bombeiros atenderam ocorrência na Rua Honório Bicalho, em que uma família ficou ilhada num imóvel alagado.

O trânsito na área central  ficou caótico. Houve lentidão na Avenida Amazonas próximo a Praça Raul Soares. O tráfego ficou lento nas avenidas Contorno com Raja Gabaglia e na esquina com Prudente de Morais. A Cemig confirmou que alguns bairros ficaram sem luz por causa de problema em subestação no Bairro Palmares, mas por volta das 20h a situação estava controlada.

 

Em estado de emergênciaMaior pronto-socorro da América Latina, Hospital João XXIII sofre com chuvas, apesar da reforma recente. Infiltração de água destruiu forro, interditou salas e ameaçou aparelhos

 

 

A principal unidade de atendimento de urgência de Belo Horizonte passou por obras que foram concluídas em 2012. Fhemig diz que os últimos problemas ocorreram devido a entupimento em calhas (Marcos Michelin/EM/D.a Press</p>
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A principal unidade de atendimento de urgência de Belo Horizonte passou por obras que foram concluídas em 2012. Fhemig diz que os últimos problemas ocorreram devido a entupimento em calhas

Os temporais desta semana deixaram evidentes problemas no maior pronto-socorro da América Latina, o Hospital João XXIII, em Belo Horizonte. O último deles ocorreu na cobertura do prédio da Avenida Alfredo Balena, na região hospitalar da capital, e resultou na inundação de pelo menos quatro salas da unidade. Os setores de politraumatizados, reanimação, raio-x e tomografia foram invadidos pela água, que se infiltrou e causou o comprometimento das placas de revestimento térmico e acústico do teto, feitas com fibras de vidro. Ontem houve vistoria no telhado para atestar as condições da estrutura. A assessoria da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) garantiu que os pacientes estão sendo atendidos normalmente, mas funcionários sustentam que alguns transtornos persistiam e que falhas, principalmente estruturais e hidráulicas, vêm sendo registradas há pelo menos três anos.

No episódio desta semana, dois tomógrafos foram atingidos e precisaram secar antes de serem usados novamente. A expectativa é de que até amanhã a situação esteja normalizada. Enquanto isso, pacientes que precisam fazer tomografia estão sendo levados de ambulância a outros quatro hospitais de BH e, depois do exame, retornam ao HPS. Um vídeo gravado na unidade durante o temporal de terça-feira mostra a água jorrando do teto. Fotos também revelam a infiltração em salas como a de tomografia e de reanimação, onde partes do forro cederam. A Fhemig informou que houve entupimento nas calhas, fazendo com que a água ficasse represada. A pressão sobre o telhado teria contribuído para que algumas placas que cobrem as salas não suportassem o peso e cedessem, abrindo buracos e fazendo com que as salas fossem alagadas. 

Na manhã de ontem as salas foram higienizadas e placas foram repostas para recompor a cobertura do setor de exames de imagem e do atendimento de urgência. A Fhemig informou que a chuva da tarde não causou novos transtornos, mas enfermeiros garantiram que a água voltou a pingar do teto.

Na sala de reanimação, panos foram usados na tentativa de secar o piso (Fotos: Anônimo/divulgação)
Na sala de reanimação, panos foram usados na tentativa de secar o piso

O diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Hospitais do Estado de Minas Gerais (Asthemg)  Carlos Augusto dos Passos Martins informou que trabalhava no João XXIII no momento do incidente, anteontem. “A sorte é que não havia pacientes. Para nós ficou evidente que não há um programa de contingência. Não temos como acionar um determinado setor para tomar providências e evitar o agravamento da situação. Ficamos sem saber o que fazer, com medo de curto-circuito”, sustenta. 

Martins afirma que em 2012 o teto cedeu na sala de emergência clínica. No fim do ano passado, no ambulatório 6, diz, também houve infiltração na parede. O sindicalista alega que são constantes também interdições em banheiros, devido a entupimentos, e que pisos trocados recentemente precisaram ser repostos algumas vezes. 

A última grande reforma do HPS foi concluída em 2012, depois de oito anos de obra. Foi a maior intervenção desde a inauguração da unidade, em 1973, e custou R$ 51 milhões. A Fhemig negou que a equipe de engenharia tenha demorado a chegar ao HPS após o incidente relatado pelos funcionários. A assessoria informou que os profissionais saíram imediatamente da sede da fundação, na Avenida Álvaro Celso, também na região hospitalar, acompanhados de integrantes de toda a direção do hospital. Acrescentou que, em relação aos banheiros, estão em constante manutenção, por causa do grande número de pessoas que frequenta a unidade. Disse ainda que as reclamações sobre o piso não procedem. 

Sobre o episódio de 2012, a fundação confirmou que houve rompimento de um cano de água, mas sem atingir pacientes, que foram removidos para outra sala. Em relação ao episódio do ano passado, a assessoria relatou que os doentes foram levados para outro setor. Houve interdição do local durante um dia, pois foram necessários reparos em um encanamento que passa pelo posto de enfermagem.

Na tomografia, cascata desceu das luminárias
Na tomografia, cascata desceu das luminárias

ELEVADOR Um dos principais recursos para apressar o atendimento a pacientes graves está parado no HPS: um elevador construído especialmente para transportar quem chega de helicóptero ao hospital, no quarto andar, direto até a sala de politraumatizados. Segundo o sindicato dos trabalhadores, o equipamento está parado por não atender a normas técnicas que exigiriam saídas em todos os andares, para serem usadas em caso de pane. Segundo a entidade, no segundo e no terceiro pavimentos não há portas. 

A Fhemig rebateu a informação, dizendo que não é obrigatório haver saída em todos os andares. Sem esclarecer os motivos, a fundação informou que o elevador não está sendo usado porque foi feita opção por outro equipamento que faz o atendimento regular no hospital. Quando uma vítima chega ao heliponto, a aparelhagem é reservada exclusivamente para atendê-la.

FONTE: Estado de Minas.


Hospital João XXIII atende quase 500 pessoas por ano para a retirada de anéis

Unidade adota uma técnica especial que evita o corte do acessório. Inchaço causado por anel apertado pode levar à perda dos dedos anel

Acessório que, aparentemente, não representa nenhum risco à saúde, os anéis são responsáveis por ocorrências que envolvem cerca de 480 atendimentos por ano no Hospital João XXIII (HJXXIII), da Rede Fhemig, maior hospital de pronto Socorro da América Latina. Artigo de uso comum entre mulheres e homens das mais variadas idades, os anéis são os protagonistas de casos que requerem a sua retirada devido ao inchaço (edema) dos dedos (seja das mãos ou dos pés), em geral causado pela inadequada utilização do acessório. Os acidentes são mais frequentes em mulheres jovens, mas há um número considerável de casos envolvendo homens.

O médico cirurgião do HJXIII Luiz Antônio Paulino ressalta que, em média, o ambulatório de sutura do hospital atende cerca de 40 casos por mês. Paulino afirma que o uso de anéis traz consigo o risco da perda do dedo uma vez que o inchaço causado pelo uso incorreto pode provocar a alteração da circulação. Assim, o médico recomenda a compra do objeto observando-se a medida correta.Como primeira ação a ser adotada, antes mesmo de se chegar ao hospital, é importante manter o braço elevado acima da altura do ombro por alguns minutos para que o dedo vá desinchando. Sempre que perceber alguma ferida na região entre o dedo e o anel, é recomendável a retirada do acessório antes que aconteça algum processo inflamatório. Também deve ser evitado o uso de anéis de aço, pois eles são mais difíceis de cortar, caso seja necessário.Técnicas de retiradaSão várias as técnicas para a retirada dos anéis nessas circunstâncias, o uso de cada uma delas vai depender das condições do dedo atingido. Desse modo, pode ser utilizado fio de sutura (nylon) enrolado ao dedo, alicate especial para corte do anel e o método, atualmente mais empregado pelo HPS, da fita feita a partir de esparadrapo dobrado e introduzido no espaço entre o dedo e o anel com a ajuda de uma solução oleosa que permite o deslizamento do anel, o que evita cortar o acessório. Todavia, a adoção das técnicas que não implicam no corte do anel ficam impedidas nos casos de presença de ferimento, fratura ou luxação do dedo inchado.

Passo a passo para a utilização da técnica do esparadrapo

1º:Corte uma tira de esparadrapo de aproximadamente 20 cm de comprimento por 3 cm de largura. Caso não tenha esparadrapo, utilize uma fita de tecido ou até mesmo aquelas utilizadas para enfeitar embalagens de presentes.

2º:Dobre o esparadrapo ao meio (de forma que a fita fique com 1,5 cm de largura) para que a pele não tenha contato com a cola.

3º:Coloque a fita entre o anel e o dedo com o auxílio de uma espátula de madeira ou outra objeto semelhante que não seja pontiagudo.

4º: Puxe a fita de modo que as duas extremidades fiquem do mesmo tamanho.

5º: Lubrifique o dedo utilizando solução oleosa como óleo mineral, vaselina ou óleo de cozinha, isto facilitará o deslizamento da fita sobre o anel.

6º:Com uma mão segure a fita puxando-a em direção à ponta do dedo e girando a fita no sentido horário. Use o seu polegar e o indicador para empurrar o anel auxiliando a sua retirada.

Símbolo de afeição

Apesar dos riscos, um número significativo de pessoas insiste em manter os anéis ainda que apertados, pois estabelecem uma relação afetiva com o objeto. Muitas vezes, eles representam a lembrança de alguma pessoa com a qual têm ou tiveram uma relação de afeto. Todavia, é de bom senso utilizar formas alternativas para usar o uso do anel sem, necessariamente, colocá-lo no dedo. Uma possibilidade é utilizá-lo em uma corrente como se fosse um pingente.

Disseminar o conhecimento

Para facilitar a assistência nos casos de anéis que se prendem ao dedo, o médico da Rede Fhemig acredita que é importante os profissionais dos postos de saúde serem treinados para a adoção das diversas técnicas, pois não é incomum a chegada de pacientes ao Hospital João XXIII, principalmente durante a madrugada, ou após terem percorrido os postos de saúde e/ou unidades de pronto atendimento cujos profissionais não dominam a metodologia.

FONTE: Estado de Minas.

Hospital mineiro teve a maior média dentre os 11 hospitais avaliados nas cidades-sede da Copa do Mundo de 2014

 

 (Michelle Toledo)

O Hospital João XXIII foi considerado o melhor dentre os hospitais participantes da pesquisa de satisfação do usuário feita pelo programa SOS Emergências, do Ministério da Saúde, em dezembro de 2012, divulgada na última semana. O principal objetivo da sondagem foi avaliar a satisfação dos usuários com os serviços de saúde oferecidos por 11 hospitais de diferentes estados brasileiros, todos nas cidades-sede da Copa do Mundo de 2014. Entre os prontos-socorros públicos avaliados, o João XXIII foi o que obteve a melhor média: dos 17 critérios pesquisados, a unidade da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) teve a maior nota em 11.

Participaram da pesquisa, além do João XXIII, os hospitais Restauração (Recife/PE), Urgências Goiânia (Goiânia/GO), Roberto Santos (Salvador/BA), Miguel Couto (Rio de Janeiro/RJ), Nossa Senhora da Conceição (Porto Alegre/RS), José Frota (Fortaleza/CE), Santa Casa de Misericórdia (São Paulo/SP), Albert Schweitzer (Rio de Janeiro/RJ), Base (Brasília/DF) e Santa Marcelina (São Paulo/SP).

 (Michelle Toledo)

A avaliação se consistiu em uma pesquisa amostral feita por meio de questionário único aplicado via telefone. No total, foram realizadas 3.300 entrevistas, o que corresponde a 300 pacientes ou acompanhantes em cada unidade. Dos entrevistados, 96% tinham nível médio de escolaridade e a identidade de todos foi preservada, de acordo com o Ministério da Saúde.

Segundo o presidente da Fhemig, Antonio Carlos de Barros de Martins, o resultado da pesquisa reflete os esforços que vem sendo empenhados no Hospital João XXIII desde 2003. Nos últimos anos, o Governo do Estado investiu R$ 51 milhões em melhorias da unidade. Para o secretário de Saúde, Antônio Jorge de Souza Marques, o Hospital João XXIII é uma referência em atendimento de urgência e um motivo de orgulho para os mineiros. O secretário explica que, nos últimos anos, o hospital foi se aperfeiçoando e atualmente consegue atender uma situação de múltiplas vítimas com agilidade. “Se houver uma catástrofe, temos uma estrutura flexível que, imediatamente, pode aumentar em 20% sua capacidade de atendimento. A unidade possui heliporto e, quando necessário, pode receber demandas de qualquer ponto do estado”, afirma.

Dentre os quesitos em que o Hospital João XXIII foi superior aos demais na pesquisa do Ministério da Saúde estão:

– acesso ao Hospital e classificação por risco, com média 8,72 de aprovação, em escala de 0 a 10;

– avaliação no tempo de espera para o atendimento no hospital (apenas 12% acharam que o atendimento demorou);

– duração do atendimento, com 90% dos entrevistados satisfeitos;

– tempo ideal de permanência para visitas, com 83% de aprovação;

– recebimento de medicamentos e materiais pelo pacientes, com 98% de satisfação;

– atendimentos da enfermagem, dos funcionários e geral, com médias 8.82, 8.87 e 8.96 de aprovação, respectivamente, em escala de 0 a 10;

– confiança na equipe de saúde (apenas 3% não confiaram na equipe no momento do atendimento);

– sinalização do ambiente, com 96% de aprovação;

– exames necessários realizados, com 98% de satisfação;

– retorno ou recomendação – 96% dos entrevistados recomendariam os serviços do hospital a amigos e familiares;

– satisfação em relação ao hospital em geral, com 9.03, em escala de 0 a 10.

FONTE: Estado de Minas.


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