Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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Registros de preconceito racial mais que dobram no ano passado em relação a 2013 em Minas e média é de quase um caso diário. Em BH, publicitária denuncia segurança

 

Etiene Martins afirma ter sofrido agressão verbal:

Etiene Martins afirma ter sofrido agressão verbal: “A gente que é negra passa por esse tipo de situação, mas foi a primeira vez que eu passei de uma forma tão explícita”

Nem mesmo cerca de três décadas de legislação foram suficientes para barrar um crime de registro histórico. Ontem, quando a Lei  7.716 de 5 de janeiro de 1989, que pune atos de preconceito de raça ou de cor, completou exatos 27 anos, uma publicitária e jornalista recebia apoio nas redes sociais depois de denunciar agressão verbal que teria sofrido dentro de um supermercado da Região Central de Belo Horizonte, na última segunda-feira. Etiene Martins, de 32 anos, acusa um segurança terceirizado do estabelecimento de tê-la impedido de entrar com a mochila na área de compras e afirma que o funcionário mostrou o cassetete para intimidá-la, dizendo ainda que ela era “do tipo de gente que rouba aqui todos os dias”. Casos como o de Etiene fazem parte de uma realidade persistent. Depois de registrar queda entre 2011 e 2013, os crimes de racismo voltaram a subir e somaram 326 denúncias no ano passado.
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De acordo com os dados, repassados pela Polícia Civil (PC) de Minas Gerais, os 147 crimes denunciados em 2013 resultavam em uma média de um delito a cada 60 horas. Com a elevação em 2015, os registros passaram a ser quase diários, ou seja, 27 crimes por mês. Na avaliação da coordenadora da Assessoria de Direitos Humanos da PC, delegada Cristina Coelli, o aumento das denúncias tem relação com a elevação do acesso à informação. “As pessoas estão mais informadas de que podem e devem denunciar e de que há punição efetiva para casos de racismo”, afirma, lembrando que, além da divulgação maciça nos meios de comunicação, existem também ações policiais efetivas no sentido de prevenir e reprimir o crime de racismo, que é inafiançável. “Na verdade, o racismo sempre existiu, mas agora está sendo mais denunciado”, disse Cristina.
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Segundo a delegada, mulheres são as principais vítimas do crime. Mas, pela observação dos registros de ocorrência, percebe-se que muitas pessoas não dão continuidade à representação. “A grande maioria das vítimas não está exercendo o direito delas. Fazem a ocorrência, mas não representam para o autor ser processado. Muitas também não sabem que, além da ação penal, podem ingressar com uma ação civil de reparação de danos morais, que é patrimonial”, ou seja, pode resultar em indenização financeira, alertou.
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O coordenador-geral de educação para as relações étnico-raciais da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação (MEC), Rodrigo Ednilson, destaca dois movimentos importantes para explicar o avanço no número de denúncias de crimes raciais em Minas. Ele explica que, por um lado, negros estão cada vez mais “empoderados de cor, seu cabelo crespo e de sua cultura e, por isso, não aceitam mais atitudes de discriminação. Mas, ao mesmo tempo em que as políticas avançam, também surgem movimentos de contrarreforma que não digerem a presença do negro em espaços como universidades e no mercado de trabalho”, disse.
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É o que pretende fazer na próxima semana a médica e cantora Júlia Rocha, que ao reler, na segunda-feira, uma reportagem em que é citada por ocasião do Dia do Médico, em outubro do ano passado, viu que nos dias seguintes à publicação ela foi alvo de preconceito racial. O post criticava o cabelo dela, dando a entender que o negro não tem higiene. “Vou denunciar sim. A luta contra o racismo não tem objetivo de fazer o racista amar a pessoa negra, mas de interromper o ciclo de disseminação desse ódio descabido e fazer com que outras pessoas não sejam contaminadas. Quem sabe daqui a um tempo a gente não veja um efeito disso…”, comentou.
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BARRADA NA ROLETA No caso de Etiene, ela conta que foi à unidade do supermercado O Dia, na Rua da Bahia, para comprar duas lâmpadas, por volta das 18h. Na entrada, havia uma catraca, e ao lado, os caixas. Ela se aproximou do segurança para perguntar onde era a entrada e alega ter recebido resposta agressiva. O homem teria gritado para ela colocar a mochila no guarda-volumes. “O supermercado parou, funcionários e clientes voltaram a atenção para nós”, conta. Etiene disse que, depois de perceber que todas as clientes do supermercado estavam com suas bolsas, perguntou por que deveria guardar a mochila dela. O segurança, conta a publicitária, questionou se ela “não sabia ler” e apontou para um painel na parede, com dezenas de tópicos, um deles dizendo ser proibida a entrada com bolsas, sacolas e mochilas. Etiene conta que, durante a discussão, outro cliente passou pela catraca e entrou na loja com uma mochila sem ser abordado.
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Segundo Etiene, ela decidiu entrar na área de compras para procurar a gerência da loja. Nesse momento, relata, o segurança teria tirado o cassetete da cintura. “Mesmo com medo, perguntei se ele achava que eu pretendia roubar a loja. Ele disse: ‘É esse tipo de gente que rouba aqui todos os dias’”. A publicitária conta que foi até a encarregada da loja para relatar a situação e recebeu a resposta de que não era a primeira vez que esse tipo de episódio ocorria com o segurança, que seria de uma empresa terceirizada. A funcionária teria dito ainda que estava esperando o acúmulo de uma certa quantidade de reclamações para pedir a substituição do profissional. Etiene decidiu, então, chamar a Polícia Militar e registrar boletim de ocorrência. Segundo a PM, o segurança negou ofensas e gritos e afirmou que apenas orientou a cliente a não entrar com a mochila.
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Etiene fez um desabafo no Facebook. No início da tarde de ontem, a postagem registrava mais de 400 compartilhamentos e 1,6 mil curtidas. “A gente que é negra passa por esse tipo de situação, mas foi a primeira vez que eu passei de uma forma tão explícita”, disse. Ela afirmou que buscará orientação de um advogado e acionará o Ministério Público “para evitar que mais um caso de discriminação fique impune”. Por meio de nota, a rede de supermercados O Dia lamentou o caso e informou que “não compactua com qualquer destrato aos clientes cometido por funcionários e/ou terceiros”. Ontem, a empresa apurou o ocorrido e decidiu afastar o acusado. “O funcionário, terceirizado, já foi desligado de suas funções”, afirmou.

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Enquanto isso…

…mensagem escandaliza a África do Sul
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O Congresso Nacional Africano (ANC), o partido no poder na África do Sul desde o fim do regime racista do apartheid, em 1994, anunciou ontem uma denúncia por ultraje contra “vários sul-africanos que publicaram mensagens racistas nas redes sociais”, depois de Penny Sparrow, uma agente imobiliária branca de Park Rynie, na província de KwaZulu-Natal (leste), ter comparado negros a macacos no Facebook. “A partir de agora, chamarei de macacos os sul-africanos negros porque os pequenos e adoráveis macacos selvagens fazem o mesmo que eles: pegam e jogam o lixo”, escreveu, referindo-se à sujeira deixada na praia na virada do ano. Diante do escândalo, Sparrow apagou sua mensagem e pediu desculpas, afirmando que “não queria insultar ninguém”.

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FONTE: Estado de Minas.


Médica mineira solta o verbo nas redes sociais

Entre o ritmo do consultório em Pará de Minas e a ginga nos palcos de BH, doutora mostra veia de escritora e atrai seguidores com histórias vividas no atendimento à comunidade

 Jair Amaral/EM/D.A Press


Pará de Minas –
A médica Júlia Maria Simão da Rocha, de 32 anos, já se acostumou a ter vida dupla. “Meu marido sabe e me incentiva muito”, diverte-se a belo-horizontina residente em Pará de Minas, na Região Centro-Oeste do estado, que, além de profissional especializada em medicina de família e comunidade, é sambista e vai fundo na carreira de cantora. Há um ano, Júlia Rocha, como é mais conhecida, ganhou público em outra área, a internet, ao escrever pequenas histórias numa rede social sobre cenas presenciadas e vividas na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Bairro Providência. “Agora tenho vida tripla, até me surpreendo com a quantidade de visualizações. O primeiro post (texto) teve 33 mil curtidas”, conta a médica, cantora e escritora, com tempo apenas na hora do almoço para falar da vida e dos planos.
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Na sexta-feira, Júlia contou que a tarde seria um pouco mais calma. “Chego a atender 30 pessoas por dia. Saio moída do consultório, mas a música me recupera totalmente. Medicina causa desgaste físico e mental; o samba tem leveza, me revigora”, diz a médica, sempre de ouvidos bem abertos para, ao lado do marido Átila Souza, administrador e músico, ouvir Cartola, Noel Rosa, Pixinguinha, Caetano Veloso, Chico Buarque e Arlindo Cruz. “Gosto de Música Popular Brasileira (MPB) de qualidade e minha voz preferida será sempre Marisa Monte”, revela, enquanto, de brincadeira, transforma o estetoscópio em microfone e mostra talento com os versos da artista favorita: “Dentro de cada pessoa/Tem um cantinho escondido/Decorado de saudade/Um lugar pro coração pousar/Um endereço que frequente sem morar…”.

 Arquivo Pessoal

Para conhecer melhor Júlia, é preciso dividir sua história em três partes, sem qualquer nota dissonante entre elas, pois os momentos se completam. Formada em medicina em Pouso Alegre, no Sul de Minas, ela alternou o curso com a apresentação em bares. “Nos primeiros quatro anos, eu já trabalhava e, na sexta-feira à tardinha, pegava o ônibus para Belo Horizonte a tempo ainda de cantar na noite. No domingo, voltava para Pouso Alegre e a semana transcorria normalmente”, afirma.
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Ao se formar, há cinco anos, Júlia decidiu fazer residência no Hospital Odilon Behrens, na capital, e escolheu como especialidade a medicina de família e comunidade, uma grande paixão e que, ao ser mencionada, faz os olhos verdes brilharem sob as lentes. “Quando canto, tiro os óculos, viu?”, comenta, antes de citar o pai, médico-cirurgião, como principal influência na definição desse caminho. “A medicina da família cria laços, vínculos, abre as portas para o sistema de saúde. A gente acompanha o paciente o tempo todo, se envolve, se emociona, telefona, quer saber sobre o estado, enfim, está presente na vida dele. O médico da família, na verdade, é um bom comunicador”, resume Júlia, que chegou a estudar um ano de jornalismo na PUC Minas.
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HORÁRIO INTEGRAL
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Na Unidade Básica de Saúde, a médica trabalha das 7h às 16h e, algumas vezes, para relaxar, solta a voz bem baixinho em algum canto. Mas sexta-feira é sagrado. Ao terminar o serviço, ela e Átila pegam a estrada em direção a BH para se apresentarem em bares e festas. “Me considero uma cantora profissional, quero construir uma carreira, gravar CD, fazer shows Brasil afora”, avisa, com o pensamento fixo na cadência bonita do samba. “Sabe que, às vezes, quando vejo um show meu gravado em vídeo, fico achando que não sou eu?”, ressalta a médica, arrumando mais uma vez a cabeleira. “Alguns pacientes falam que tenho cara de artista. Já tive fios lisos, mas depois deixei crespos. Foi uma libertação”, confessa.
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A terceira fase da vida tem a ver com as palavras escritas. Leitora contumaz que anda meio sem tempo para ler tudo o que gostaria, Júlia conta que, desde criança, tem amor pela redação. E a inspiração brotou há um ano, quando atendeu um homem de 57 anos, com câncer no fígado (leia o texto nesta página). “Procuro dar um olhar humano à história, longe do caráter biomédico. É tipo uma crônica do cotidiano. Nesse caso específico, que mexeu muito comigo, foi quase como um desabafo”, conta Júlia, que se surpreendeu com as 10 mil pessoas que compartilharam o post – “gente do Piauí, do Acre”. Hoje, explica que já perdeu a conta do número de textos publicados na internet. “No início, amigos me cobravam um novo post. Agora, estão me cobrando um livro. Quem sabe?”, conta, com um sorriso simpático.
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O almoço termina e é hora de voltar para o batente. “Nunca tenho tempo para o lazer, meu descanso é mesmo cantar, compor e ouvir o som do pandeiro, cavaquinho e tan tan e da viola de sete cordas. Também não tenho preconceito com ritmos, pois música tem função social. Ouço do funk ao pagode, embora tenha meus eleitos na MPB”, reitera. De volta ao consultório, a doutora Júlia recebe com doçura, na porta, uma jovem paciente, sem perder o ritmo e a ginga que a transformam completamente sob as luzes do palco.

 Jair Amaral/EM/D.A Press

Uma consulta
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Cena descrita por Júlia Rocha em sua estreia na internet
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Daí, que um paciente de 57 anos entra no consultório, de cabeça baixa, e me conta que há 5 meses vem perambulando de médico em médico no seu convênio sem solução do seu problema:
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Paciente:
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“Eu fico pensando, em casa, nas coisas que eu quero falar para o médico mas, quando chega a hora da consulta, não dá tempo. O médico me pediu exame sem me examinar e disse que o que eu tenho é pedra nos rins. Disse que eu tenho que operar, me deu um remédio pra dor e pediu mais exames.”
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Eu:
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“E por que o senhor não falou o que precisava falar?”
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“Fico sem jeito, porque esse negócio de dinheiro é complicado. Ele precisa chamar mais gente, né. Eu não posso tomar muito do tempo dele.”
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“Então, hoje, eu quero que o senhor fale tudo que o senhor pensou em casa. Pode ser?”
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“Estou emagrecendo muito e sentindo muita dor na barriga (…)”, queixou-se ainda de sintomas urinários.
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Examinando… uma tristeza atrás da outra. Massa abdominal dura feito pedra e um fígado enorme… Emagrecimento de 17 quilos nos últimos 4 meses, sem ter feito esforço para isso. Pra quem não é médico, um paciente consumido, provavelmente, por câncer.
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E o pior ainda está por vir:
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Depois de 25 minutos de consulta, VINTE E CINCO MINUTOS, orientações feitas, exames pedidos com prioridade máxima, estendo minha mão e digo: “Temos um caminho longo pela frente, mas estaremos juntos, certo?!”
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E ele me respondeu: “Esta foi a consulta mais longa da minha vida. E se eu passar ao seu lado na rua, você vai me reconhecer, né. Porque você olhou no meu rosto o tempo todo. Isso é legal… (olhos marejados – e eu também). Doutora, ninguém nunca examinou minha barriga. Muito obrigado!”
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E eu pensei: “Eu que te agradeço…” Ele saiu, eu fechei a porta, chorei 3 minutinhos (pensando na minha vida) e chamei o próximo.
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E viva a MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE, que me ensinou que posso chorar, só um pouquinho, levantar a cabeça e chamar o próximo. Sempre haverá o próximo. E desta vez, o próximo era uma criança linda e saudável!
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Amém!
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Em tempo: isso foi um desabafo… faço isso, às vezes, pra não ficar doente. Não é uma crítica a nenhum colega em especial, mas dá pra ver que grande parte da tecnologia que precisamos pra ajudar nossos pacientes está em nós.

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FONTE: Estado de Minas.



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