Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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Formalidades podem ser dispensadas se testamento particular expressa vontade do testador

É possível flexibilizar formalidades previstas em lei para a elaboração de testamento particular na hipótese em que o documento foi assinado pelo testador e por três testemunhas idôneas. Esse foi o entendimento da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que na última quinta-feira (6) rejeitou a argumentação de dois filhos de um homem cujo testamento foi feito quando estava internado em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Os filhos, que não receberam bens da parte disponível do patrimônio do falecido, sustentaram que as condições físicas e mentais do pai eram “fragilíssimas”. Lançaram dúvida sobre os possíveis efeitos das medicações ministradas ao testador enquanto internado. Contestaram, também, o fato de se tratar de testamento particular digitado e lido por advogada, e não redigido de próprio punho ou por processo mecânico, como prevê o artigo 1.876 do Código Civil de 2002.

No entanto, a Terceira Turma decidiu que não é possível invalidar o testamento, cujas seis laudas tinham a rubrica do testador. Conforme destacou o relator, ministro João Otávio de Noronha, ao se examinar o ato de disposição de última vontade, “deve-se sempre privilegiar a busca pela real intenção do testador a respeito de seus bens, feita de forma livre, consciente e espontânea, atestada sua capacidade mental para o ato”.

Por isso, as formalidades exigidas pela lei podem ser flexibilizadas se o documento foi assinado pelo testador e por três testemunhas idôneas (no caso, foram três advogados). O ministro ainda esclareceu que alterar o entendimento do tribunal estadual quanto à condição do testador somente seria possível com o reexame de provas, o que não é viável em recurso especial (Súmula 7/STJ).

No caso, o acórdão da segunda instância concluiu que não seria razoável exigir que o testador, internado em leito de UTI, redigisse e lesse as seis laudas do testamento para três testemunhas, quando essa tarefa poderia ser – como de fato foi – realizada por pessoa de sua confiança.

FONTE: STJ.

Jornal que marcou anos 50 e 60 é digitalizado pela UFMG

O ‘Binômio’ tinha o deboche como instrumento de crítica à política nacional.
Por causa das reportagens, o jornal foi fechado pelo regime militar em 1964.

 

Jornal Binômio é digitalizado pela Biblioteca Central da UFMG (Foto: Thais Pimentel/G1)Jornal Binômio é digitalizado pela Biblioteca Central da UFMG

Nos anos 50, o então governador de Minas Gerais Juscelino Kubitscheck, lançava o plano “Binômio: Energia e Transporte”. Na mesma época surgia o provocativo jornal “Binômio: Sombra e Água Fresca”, criado pelos jornalistas José Maria Rabelo e Euro Arantes. “O Binômio da mentira era o de Juscelino. O nosso era o Binômio da verdade”, defende José Rabelo.

O semanário foi publicado entre 1952 e 1964, ano do Golpe Militar. “A minha irmã Terezinha Rabelo teve a preocupação de esconder a coleção. Ela levou de caminhonete pra minha terra lá no Sul de Minas, em Campos Gerais, na casa dos meus pais. E a coleção ficou guardada lá, nos 16 anos em que eu estive no exílio. Nós estamos comemorando um fato que se deve a ela”, disse Rabelo.

Coordenadora da Divisão de Coleções Especiais da Biblioteca da UFMG, Diná Araújo, demonstra como o Binõmio foi digitalizado (Foto: Thais Pimentel/G1)Coordenadora da Divisão de Coleções Especiais da Biblioteca da UFMG, Diná Araújo,
demonstra como o Binõmio foi digitalizado
 

Agora, 40 anos depois, todas as 801 edições do “Binômio” podem ser acessadas pela internet. Os cadernos foram digitalizados pela Biblioteca da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e estão disponíveis no site da instituição. “Foi um trabalho de mais de dez meses de duração feito por dez pessoas. Oito delas foram responsáveis pela higienização e as outras duas fizeram o trabalho de digitalização”, explica a coordenadora da Divisão de Coleções Especiais da Biblioteca da UFMG, Diná Araújo.

Antes era preciso ir até a casa de José Maria Rabelo e pedir para ver a coleção. Segundo ele, a sala vivia cheia de gente atrás das histórias do semanário. A aproximação da universidade foi intermediada pelo então vice-reitor João Antônio Dória que convenceu o jornalista a disponibilizar a obra. Mas mesmo doando todos os cadernos à biblioteca, Rabelo mantém duplicatas em casa.

José Maria Rabelo fundou o Binômio ao lado do jornalista Euro Arantes (Foto: Thais Pimentel/G1)José Maria Rabelo (na foto) fundou o Binômio ao lado do jornalista Euro Arantes

O “Binômio” era caracterizado pelo deboche e pela contestação. No governo JK, as matérias abusavam do bom humor. Em uma delas, a manchete era “JK foi à Araxá e levou Rolla”, se referindo ao empresário Joaquim Rolla. Como Juscelino era bem-humorado e “boa-praça” nunca chegou a interferir no jornal. Já seu sucessor, Bias Fortes chegou a proibir todas as gráficas de Belo Horizonte de imprimir o Binômio. José Maria teve que ir ao Rio de Janeiro para fazer com que o jornal saísse.

Binômio era conhecido pelo humor e pela postura crítica (Foto: Thais Pimentel/G1)Binômio era conhecido pelo humor e pela postura crítica

Um dos fatos mais marcantes do jornal aconteceu em 1961. Naquele ano chegava em Belo Horizonte o general João Punaro Bley, conhecido como “Capitão Óleo de Rícino” por obrigar jornalistas a engolir suas matérias com purgante. Suas primeiras declarações foram contra o governo João Goulart que, segundo ele, ameaçava a democracia. Mas quem era esse general? Segundo reportagem do Binômio, João Punaro Bley foi interventor no Espírito Santo durante o Estado Novo. “Mantinha até campos de concentração por lá”, afirma José Maria Rabelo.

A manchete foi certeira: “O Democrata de Hoje é o Fascista de Ontem”. Revoltado com a reportagem, Bley foi até a redação do semanário, decidido a tirar satisfações. “Ele entrou na minha sala e disse: ‘quem foi que escreveu esta m… contra mim?’. Aí eu falei: ‘Isto não é m…É uma reportagem muito bem fundamentada e eu sou responsável por tudo que sai neste jornal’. Aí ele me agarrou pelo pescoço. Mas ele não sabia que este diretor lutava muito bem judô”’, brinca José Maria Rabelo que se viu obrigado a aprender a arte marcial para se defender de todos aqueles que iam à redação para tirar satisfações.

José Maria Rabelo mostra a batina que usou para fugir dos militares em BH (Foto: Thais Pimentel/G1)José Maria Rabelo mostra a batina que usou para fugir dos militares em BH

O general saiu do jornal com um dos olhos inchados por hematomas e o lábio sangrando. Horas depois, ele retornou com dezenas de militares que depredaram a redação. “Até as instalações sanitárias, que não tinham nada a ver com a estória”, disse Rabelo que teve de ser vestir de padre para fugir da perseguição.

No Golpe de 64, José Maria Rabelo foi obrigado a sair do país por estar na mira dos militares. Passou pela Bolívia, Chile e França. Passou 16 anos no exílio. Quando retornou, recuperou a obra do Binômio graças à irmã.

“Mérito foi ter aguentado o jornal durante 12 anos. Esse é um mérito formidável, do que eu me orgulho muito. Um jornal imbatível. Um jornal que nunca se vendeu. Todo mundo tinha medo do Binômio”, conta.

O Binômio chegou a vender uma média de 60 mil exemplares por edição em uma Belo Horizonte de cerca de 200 mil habitantes. Ziraldo, Fernando Gabeira e Guy Almeida são alguns dos nomes que passaram pela redação do jornal.

Binômio foi o início da carreira de nomes renomados como Fernando Gabeira e  Ziraldo, que assina a charge desta página (Foto: Thais Pimentel/G1)Binômio foi o início da carreira de nomes renomados como Fernando Gabeira e Ziraldo, que assina a charge desta página

Lançamento e homenagem
A digitalização do jornal “Binômio” e a entrega do acervo físico à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) foi comemorada em cerimônia nesta terça-feira (9), na Biblioteca Central, no campus Pampulha, em Belo Horizonte. “A primeira edição do jornal teve 6 mil exemplares, pequeninho, feio, mal impresso, até chegar ao máximo dos últimos anos, com 60 mil exemplares”, relembra o jornalista e criador José Maria Rabelo, que destacou a posição de resistência ao modelo de imprensa da época.

Jornalista José Maria Rabelo no lançamento da digitação do jornal "Binômio", nesta quarta (9); (Foto: Flávia Cristini/ G1)Jornalista José Maria Rabelo no lançamento da digitação do “Binômio”, nesta quarta (9) 

“Nós quisemos fazer um jornal que se diferenciasse deste modelo de subserviência, de submissão da nossa imprensa. E, por isso, tivemos que fazer um jornal pequeno no início, porque não tínhamos recurso, e apelamos para o humor”, disse. A consulta pela internet, segundo ele, é um passo importante, que acompanha a evolução dos formatos de notícia. “A internet tem isso, é um grande fator de democratização da informação. E é um elemento preponderante na luta contra o monopólio dos grandes jornais. Eles já não são mais os únicos donos da informação”, disse.

Segundo ele, praticamente todas as edições foram preservadas, mas houve perda de cerca de 3%, quando a redação foi depredada em dezembro de 1961. Durante a cerimônia, Terezinha Rabelo, irmã do jornalista e quem guardou a coleção do passado, recebeu homenagem de honra ao mérito pelo feito.

 

FONTE: G1.


DICA DA PROFESSORA DRA. HILDA GOSELING.

(Créditos da imagem: REDE IMPERIAL)

Queridos alunos, conforme prometido ontem na turma do CFO (e isso serve para os demais também), essa é a minha sugestão para a leitura do art. 62 da CF e estudo da Medida Provisória. Leia o art. 62 na seguinte ordem, e entenda melhor a dinâmica da Medida Provisória:

Art. 62, “caput”
Art. 62, §9º
Art. 62, §8º
Art. 62, §5º
Art. 62, §3º
Art. 62, §7º
Art. 62, §4º
Art. 62, §6º
Art. 62, §12
Art. 62, §11 (§3º junto)
Art. 62, §10
Art. 62, §1º
Art. 62, §2º

Dessa forma, você vai estudar, na seguinte ordem: a edição da MP pelo Presidente, atendidos os pressupostos constitucionais de relevância e urgência e imediato envio para o Congresso.

A comissão mista que examinará a MP e emitirá parecer; a Câmara como casa iniciadora; a apreciação em separado pela Câmara e Senado (sendo que antes de analisar o mérito da MP cada casa examina os pressupostos constitucionais); o prazo de eficácia da MP (60 dias, prorrogáveis por igual período); – sendo que tal prazo fica suspenso durante o recesso;o prazo de votação (45 dias) e consequente trancamento da pauta no caso de descumprimento.

Em seguida, na hipótese de aprovação da MP, o que acontece (§12).

No caso de rejeição (§§ 3º e 11), o Congresso tem 60 dias para elaborar o decreto legislativo.

Se elaborar, vigora a regra (§3º) de que a MP perde sua eficácia desde a edição (efeito ex tunc). Se não elaborar, vale a exceção (§11): a MP perde a eficácia desde a rejeição (efeito ex nunc).

Princípio da irrepetibilidade: MP rejeitada, o Presidente só edita novamente na próxima sessão legislativa.

E por fim, no §1º temos as limitações materiais – assuntos que não podem ser objeto de MP e no §2º temos a relação das medidas provisórias e o princípio da anterioridade tributária e uma regra específica aplicada somente aos impostos (e não tributos em geral).

 

(Créditos da imagem: DIREITO E EQUIDADE)


Aparelhos da marca Cepa GC distribuídos pela secretaria de saúde de Minas apresentam falha na medição de glicemia que leva os pacientes a aplicar mais insulina, com risco de morte

“O Cepa não tem manual de instrução e os postos de saúde não foram instruídos sobre como usar o aparelho. Os resultados são discrepantes”, Carol Freitas, relações-públicas

Uma falha no aparelho que mede a glicemia da marca Cepa GC está pondo em risco a vida dos diabéticos em Minas. A leitura do glicosímetro não é homogênea como nos equipamentos de outras marcas e os resultados são bem mais elevados, o que leva o paciente a injetar mais insulina no sangue e há risco de coma hipoglicêmico. “Pode haver queda da glicemia abruptamente, porque é injetada uma quantidade excessiva de insulina”, alerta o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Diabéticos, o médico Levimar Rocha Araújo.

A entidade recebeu 15 reclamações esta semana no estado e houve outras na Faculdade de Ciências Médicas, em BH, onde Araújo é professor, e nas redes sociais. “Tivemos reclamações de médicos de Juiz de Fora, de pacientes de Campo Belo e de outras regiões. Médicos da capital detectaram também o problema no aparelho”, afirmou. “Pais de crianças diabéticas mandam e-mails e cartas e estou encaminhando tudo para a Secretaria de Estado de Saúde e outros órgãos competentes, mas não tivemos resposta”, reclama. Em Minas, a estimativa é de que haja 1,3 milhão de diabéticos com mais de 20 anos, cerca de 10% da população adulta, segundo o governo.

Três associações de diabéticos receberam denúncias também contra o Cepa: a Associação dos Diabéticos de BH, a de Diabéticos Infantis, também na capital, e a Associação dos Diabéticos de Campo Belo. “Uma mãe mediu a glicose do filho de 2 anos com o Cepa GC e deu quase 300. Ela tinha um aparelho antigo, foi conferir e deu 40. Se ela tivesse aplicado insulina, o menino poderia ter entrado em coma”, alertou a presidente e fundadora da Associação de Diabéticos Infantis, Cidinha Campos.

A Secretaria de Saúde de Campo Belo informou ter recebido várias reclamações do Cepa GC e que tem controlado o problema. O farmacêutico responsável testa os equipamentos levados pelas pessoas e os substitui quando necessário.

Os aparelhos Cepa GC foram importados pela Secretaria de Estado de Saúde e distribuídos gratuitamente à população desde outubro do ano passado. Por mês, as pessoas recebem 100 fitas usadas na medição. Segundo Levimar Araújo, a licitação para compra dos equipamentos é anual e o modelo anterior,  Accu-Chek Performa, foi substituído. “O estado compra os aparelhos e as fitinhas com valores mais baixos. O Cepa é de origem chinesa e ninguém o conhecia”, disse. O Accu-Chek Performa é mais eficiente, segundo ele, mas custa mais.

PRECAUÇÃO APÓS ERRO

A relações-públicas Carol Freitas, de 34, que é diabética, deixou de usar o Cepa depois de medir a glicose que chegou a 500. “No aparelho antigo deu 130”, disse Carol, que passou a comprar por conta própria um pacote com 50 fitas do aparelho antigo por R$ 100. “Só que a gente gasta 150 fitas por mês”, protesta Carol, que já recebeu 250 reclamações do Cepa em seu blog, Doces contos de uma vida doce. “Enquanto no aparelho antigo a minha glicose dava 130, nesse dá 400, 500”, reclama.

A presidente da Associação dos Diabéticos de BH, Irma Pires de Oliveira, disse ter informações de que a fábrica do Cepa GC foi fechada e a fita não é encontrada para comprar no Brasil: “Foi uma firma que importou exclusivamente para o estado”. O presidente da Associação dos Diabéticos de Campo Belo, Rodrigo Dias, toma insulina todos os dias. “Quase entrei em coma por causa do resultado alterado do Cepa. O aparelho fez uma leitura para mais e tomei a insulina regular para diminuir a glicose, mas só que diminuiu duas vezes mais. Eu estava passando mal e minha mulher me socorreu aplicando uma glicose de ação rápida”, informou Rodrigo, explicando que a insulina baixa a glicose e que a aplicação aumenta a taxa de açúcar no sangue.

FARMACÊUTICO  A Secretaria de Estado de Saúde (SES) admitu que o aparelho pode apresentar problemas de configuração e informou que cabe ao farmacêutico constatar se  ele está com defeito. “Quando ocorre problema com o aparelho, há um fluxo definido com as unidades para substituição. Mediante as informações apresentadas, pode-se verificar que é necessário encaminhar os pacientes que tenham dúvidas sobre a utilização dos aparelhos aos farmacêuticos municipais, para as devidas orientações e medidas cabíveis”, informou.

A SES disse ainda que adquire e distribui os glicosímetros e tiras reagentes de glicemia atendendo aos critérios de licitações públicas. “A distribuição da marca Cepa começou em outubro de 2012, após processo licitatório. Como o objetivo de orientar os profissionais de saúde no momento da entrega dos novos aparelhos aos pacientes, esta superintendência elaborou informe a todos os municípios. O objetivo é divulgar e uniformizar orientações sobre o uso correto dos novos aparelhos, uma vez que se identificou que o uso inadequado e a falta de configuração foram as principais causas das diferenças de medida”, diz a nota.

Também por meio de nota, a Secretaria de Saúde de BH (SMSA) informou que distribui glicosímetros da marcha Roché. Já o Cepa GC é entregue desde a segunda quinzena de fevereiro e que já registrou 50 reclamações de pacientes sobre divergências na medição. “Nesta semana, a SMSA recebeu da SES a solução padrão que permite a testagem do glicossímetro. Todas as pessoas que encaminharam reclamações serão chamadas para testagem de seus glicosímetros. Caso sejam identificados problemas será solicitada a troca pela SMSA”, diz a nota.

FONTE: Estado de Minas.

Tipo de crime cometido não é levado em conta para beneficiar condenados – repórter Mônica Miranda – Itatiaia

Detentos que trabalham ou estudam nas penitenciárias brasileiras recebem o benefício de redução penal. Os que leem livros também podem ganhar liberdade antes do previsto. Em Minas, 13 mil presos, ou 23% do total de 55 mil, trabalham em setores como construção civil, fabricação de móveis e artesanato.
População Carcerária MG
O presidente da Comissão de Assuntos Penitenciários da OAB, Adílson Rocha, explica os critérios usados para a redução penal. De acordo com ele, a cada três dias trabalhados, o preso tem um dia da pena descontado. O mesmo vale para cada 12h de estudo em três dias.
“Se o preso frequentar a escola três horas por dia e trabalhar nesses três dias, terá dois dias descontados. Se ele receber o certificado de conclusão do ensino fundamental ou de curso superior, ganha remissão de um terço da pena”.
Uma portaria do Departamento Penitenciário Nacional autoriza a diminuição de quatro dias da pena a cada livro lido pelo detento, explica Rocha. “Ele pode ler até 12 livros por ano. Essa portaria não é lei, ela orienta os juízes de execução penal nesse sentido e vale para os presídios da União”, ressalta.
O direito penal brasileiro também adota o sistema progressivo de penas, que estabelece três regimes de cumprimento: o fechado, cumprido em estabelecimento de segurança máxima ou média; o semiaberto, cumprido em colônia agrícola ou similar; e o aberto, cumprido em casa de albergado ou estabelecimento adequado.
“O condenado por crime hediondo, sendo ele primário, terá que cumprir dois quintos do total da pena em regime fechado. Se o crime não for hediondo, cumprirá um sexto da pena no mesmo regime”, afirma Adílson Rocha.

FONTE: Itatiaia.


O TJ/SP, por meio da Corregedoria Geral da Justiça, instituiu a remição de pena pela leitura. A minuta foi aprovada pelo corregedor-Geral, desembargador José Renato Nalini, que adotou os fundamentos apresentados pelos juízes assessores da CGJ, Durval Augusto Rezende Filho, Jayme Garcia dos Santos Júnior e Paulo Eduardo de Almeida Sorci.

preso

O documento apresentado pelos magistrados afirma que após a mudança do artigo 126 da lei 7.210/84, a remição de pena, que antes era possível somente pelo trabalho, possa ser adotada também pelo estudo.

A iniciativa visa a estimular os juízes de Execução Criminal, respeitados o livre convencimento e a independência no exercício da jurisdição, a conceder remição de pena pela leitura.

A contagem de tempo para fins de remição será feita à razão de 4 dias de pena para cada 30 dias de leitura, conforme critérios estabelecidos na portaria conjunta 276, do Departamento Penitenciário Nacional (Depen). Serão formadas oficinas de leitura, na qual os cientificará da necessidade de alcançar os objetivos propostos para que haja a concessão da remição de pena. O juízo, após a oitiva do Ministério Público e da defesa, decidirá sobre o aproveitamento do participante e a correspondente remição.

A minuta, com detalhes e condições do procedimento, está disponível no site, no tópico Minuta de Portaria – Remição pela leitura.

FONTE: Migalhas.


A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) anunciou hoje uma novidade no processo de leitura dos medidores de consumo de energia elétrica e emissão das faturas. Começa a ser testado, em Belo Horizonte e em algumas regiões do interior do Estado, o processo de Faturamento Imediato, que vai disponibilizar a fatura aos clientes no momento da leitura, o que gera mais transparência e otimização ao processo.
Desta forma, o consumidor pode acompanhar a leitura e a impressão da sua fatura de energia e saber imediatamente o consumo e o valor da conta. A primeira etapa da implantação do sistema de leitura e impressão simultânea de faturas tem início neste mês para 37 mil clientes em Belo Horizonte e mais 27 mil em Caratinga, no Leste de Minas, e será expandido para todo o Estado gradativamente durante o ano.

Agilidade

O Faturamento Imediato, também denominado OSB – On Site Billing (faturamento no local de consumo) consiste no uso de um microcoletor de dados de leitura com um software instalado, que permite a realização do cálculo do valor da fatura imediatamente após a leitura do consumo de energia elétrica na residência do cliente, para que, em seguida, por meio de uma impressora térmica portátil, o leiturista proceda a emissão da fatura e faça a entrega ao cliente.

 

Cemig adota solução de leitura e faturamento em campo

A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) demonstra pioneirismo na automação do processo de leitura e emissão de faturas ao definir a ampliação do sistema OnSite Billing, com parceria da Cabtec, e os coletores de dados Dolphin 9900, da Honeywell Scanning&Mobility.

O sistema poderá beneficiar até sete milhões de clientes em 774 municípios do estado e usa 1,3 mil equipamentos Honeywell em campo. Para se ter uma ideia, a solução OnSite Billing foi integrada às aplicações da Cemig e ao módulo CCS (Customer Care and Service), da SAP.

Como funciona – No início do dia, os coletores de dados são carregados com as informações da base de clientes. Em seguida, os leituristas saem a campo com os PDAs para efetuar a leitura dos medidores de energia que registram o consumo de cada imóvel.

O equipamento calcula o consumo, processa a fatura e emite um sinal bluetooth para impressão instantânea em uma impressora de transferência térmica. Toda a operação leva 15 segundos.

De acordo com Jamir Teodoro Lopes, superintendente de TI da Cemig, a impressão simultânea ainda não está sendo feita em toda a base de clientes, mas, em médio prazo, boa parte deles já contará com esse recurso.

Processo licitatório – Lopes afirma que, por meio de um processo licitatório, a Cemig alugou o coletor de dados Dolphin 9900, que apresenta excelente desempenho diante das funcionalidades que o projeto exigiu.

“A conexão com a impressora via bluetooth, câmera fotográfica, placa de comunicação GPRS e grande capacidade de processamento e memória foram os diferenciais do PDA que nos chamaram a atenção”, afirma Lopes. O executivo explica que outra característica importante é a função de backup impresso a cada 20 leituras. “É uma segurança que temos, caso o equipamento sofra uma pane, ou seja, extraviado. Assim, o trabalho do leiturista fica garantido.”

Caso de sucesso – Para Cássio Pedrão, gerente geral da Honeywell Scanning&Mobility, a utilização do Dolphin 9900 pela Cemig eleva o Brasil a um dos principais casos de sucesso de uma companhia energética diante da sua corporação. “Sem dúvida, será um projeto a ser seguido por outras empresas do setor no Brasil”, afirma.

Comunicação via telefonia celular – Em um segundo momento da implantação do projeto, a equipe de TI pretende estudar a habilitação dos coletores de dados a enviarem a leitura à Central de Informática da Cemig por meio da placa de GPRS. Esse procedimento atualizará os dados no sistema de faturamento em tempo real.“Por enquanto, o sistema ainda é offline. A conta é entregue ao consumidor, mas o leiturista descarrega os dados no fim do dia na central. No futuro, nosso sistema será híbrido; onde houver sinal de celular, a comunicação será imediata. Onde não houver sinal (subterrâneos, áreas de sombra, propriedades rurais), a leitura será feita através do sistema offline, como é hoje”, explica Lopes.

Funcionalidades do sistema de gestão de leitura

  • Maior controle sobre todas as operações do processo de leitura e faturamento
  • Visualização em tempo real as rotas da equipe de leitura
  • Acompanhamento do volume faturado
  • Rastreamento de todas as leituras e leituristas
  • Facilidade na comunicação (mensagens) entre equipe de retaguarda e leituristas em campo
  • Controle da gestão do estoque de formulários
  • Emissão de relatórios sobre produção e produtividade dos leituristas, rotas e ciclos
  • Atualização de forma simplificada as regras de crítica de leitura e faturamento nos coletores
  • Impressão da conta no ato da leitura
  • Impressão de aviso e reaviso de cobrança
  • Geração da ordem de serviço em campo
  • Integração entre o Sistema de Gestão de Leitura e o sistema comercial da empresa, com tabelas específicas disponíveis no banco de dados
  • Apresentação de estatísticas de leituras e relatórios em tempo real

 

FONTES: Estado de Minas e ELAP.



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