Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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EspanholO espanhol, pelo menos se depender das seleções que estarão concentradas na Grande BH e em Sete Lagoas – Argentina, Chile e Uruguai -, será a língua oficial da Copa do Mundo na capital. Ou será o portunhol? Só a embaixada dos hermanos portenhos prevê que 20 mil argentinos desembarcarão em Belo Horizonte este ano. Gustavo Román, que nasceu na Patagônia argentina e mora em BH desde 2003, prevê dificuldades. “Aqui falam mais rápido, cortam as palavras. Falam pela metade, tudo mais curto, reduzido. Em vez de você dizem cê”. Também terão jogos em Belo Horizonte a Colômbia e Costa Rica. Tudo isso sem contar que Atlético e Cruzeiro, pela primeira vez, disputarão juntos a Copa Libertadores. Haja portunhol.

Para testar o portunhol

BH terá desafio de receber milhares de torcedores de seleções latino-americanas que passarão pela capital e cidades próximas na Copa e de times adversários de Galo e Cruzeiro na Libertadores. Estrangeiros que vivem em Minas elogiam hospitalidade, mas preveem problemas de comunicação

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Argentinos, uruguaios, chilenos, colombianos… Em 2014, o futebol fará Belo Horizonte ser invadida por torcedores de vários países latino-americanos. Eles começam a chegar no próximo mês, quando Atlético e Cruzeiro iniciam a disputa da Copa Libertadores. E o número de estrangeiros aumentará em junho e julho, durante a Copa do Mundo: BH e cidades próximas foram escolhidas para ser locais de concentração das seleções de Argentina, Chile e Uruguai, e o Mineirão será palco de três partidas com equipes de língua espanhola. Com tantas pessoas falando castelhano, autoridades admitem que será um desafio para a cidade fazer do espanhol uma espécie de segunda língua. Sul-americanos que vivem em BH concordam. Para eles, compatriotas vão apreciar a hospitalidade mineira, mas podem estranhar hábitos e ter dificuldade para se comunicar – mesmo em pontos turísticos, não é fácil achar atendentes fluentes no idioma e nem sempre o portunhol resolve.
Na primeira fase da Libertadores, o Atlético enfrentará Nacional (Paraguai) e Zamora (Venezuela). O terceiro adversário, ainda indefinido, será mexicano ou colombiano. Já o Cruzeiro jogará contra Defensor (Uruguai), Real Garcilaso (Peru) e um concorrente chileno ou paraguaio. Mais adiante, no Mundial, a seleção comandada pelo atacante Lionel Messi se concentrará na Cidade do Galo, em Vespasiano, Região Metropolitana de BH. O Uruguai ficará em Sete Lagoas, também na Grande BH, e o Chile treinará na Toca da Raposa II, na Pampulha. Na fase de grupos do torneio, em junho, o Mineirão terá três partidas com times latino-americanos: Colômbia x Grécia, no dia 14; Argentina x Irã (21); e Costa Rica contra Inglaterra (24).
Durante a Copa, a embaixada argentina no Brasil acredita que BH receba 20 mil visitantes do país, quase cinco vezes mais que o total de argentinos que pousaram em 2012, no Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins: 4.158. Segundo a Secretaria de Estado de Turismo (Setur), durante todo aquele ano desembarcaram em BH 10.119 turistas de vizinhos latino-americanos. A nação de Maradona lidera o ranking, seguida por Venezuela (987), Colômbia (925), México (904), Uruguai (879), Equador (552), Peru (494) e Chile (483). “No Mundial, uruguaios e chilenos virão em menor número que argentinos, mas também haverá muitos. BH será a cidade-sede latino-americana”, prevê o secretário municipal extraordinário para a Copa, Camillo Fraga.
Sul-americanos que vivem em BH estão animados com a perspectiva de ver de perto as seleções de seus países e encontrar vários compatriotas, mas alertam: há problemas por aqui. O EM convidou três deles para falar sobre a capital mineira e testar o castelhano dos belo-horizontinos. Gustavo Román, de 45 anos, nasceu na cidade de Neuquen, na Patagônia argentina. Mudou-se para o Brasil em 2000 e, depois de morar no litoral baiano e em São Paulo, fixou-se em BH em 2003. Ele é dono da Pizza Sur e do Restaurante Parrilla Los Hermanitos. O uruguaio Jesus Orlando Ribero Lopez, de 58, nasceu em Rivera, na fronteira com o Rio Grande do Sul, e chegou a Minas em 2006. Hoje, é gerente do restaurante Parrilla Del Patio. Já o professor de Karatê e defesa pessoal Antinio Fan Bastias, de 61, é natural de Santiago, capital chilena, e veio para Belo Horizonte em 1986.

Problemas Em um passeio na tarde de quinta-feira, a primeira parada foi o Museu das Minas e do Metal, na Praça da Liberdade, Região Centro-Sul. Jesus se aproximou da atendente e questionou: “Qué ofrece el museo para el turista?”. (O que o museu oferece ao turista?). A moça não entendeu: “O quê?”. O outro repetiu a pergunta. Insegura, sem querer prolongar a conversa, a moça se limitou a dizer, em português: “São várias salas sobre Minas Gerais. Está tudo neste livreto”. E entregou um panfleto com textos em espanhol. O uruguaio saiu frustrado: “Ela deveria ter tentado um diálogo em vez de se liberar dando o livreto”.
O endereço seguinte foi o Centro de Atendimento ao Turista (CAT), instalado ao lado do Parque Municipal Américo Renê Giannetti, no Centro. Assim que se apresentaram, os estrangeiros foram informados da ausência do atendente que fala espanhol. Antinio não se desanimou e perguntou a um rapaz: “Si hablo rápido, no me entiendes. Pero si hablo despacio, me entiendes?”. (Se eu falar rapidamente você não me entende. Mas se eu falar devagar, me entende?). O outro disse que sim. Enquanto isso, Jesus recebeu informações de uma moça que tampouco sabia o idioma estrangeiro, mas conseguiu se virar diante da complacência do uruguaio, que falou pausadamente. A jovem teve o esforço elogiado por seu interlocutor: “Ela foi muito legal. Falou com calma”.
Depois da caminhada, os companheiros sentiram fome e foram a uma pastelaria ali perto, na Avenida Afonso Pena. O chileno pediu à atendente de caixa: “Quiero un juguito de piña y una cosa que tenga pollo”. (Quero um suquinho de abacaxi e algo que tenha frango). A mulher contestou, franca: “Ih, não entendi nada”. Foi a vez de o uruguaio tentar, usando outra palavra para abacaxi mais comum em seu país: “Yo quiero un jugo de ananá”. (Quero um suco de abacaxi). A outra perguntou: “Guaraná?”. Jesus repetiu o pedido e ela desistiu, contradizendo o cardápio: “Não tem”. Para a salvação dos estrangeiros, eles foram acudidos pela empresária Sandra Vogel, de 40, que estava no balcão comendo pastel, percebeu o aperto e serviu de intérprete. “Já tive aulas de espanhol”, explicou. “Se não fosse ela, passaríamos fome”, constatou Antinio.

FONTE: Estado de Minas.


Prezado(a) Representante,
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Gentileza repassar aos demais colegas este e.mail contendo informações sobre o curso de Português no anexo que ocorrerá na Universo aos sábados, no período de 24 de agosto a 21 de setembro.
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Atenciosamente,
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Prof.Inês Campolina
Gestora do Curso de Direito
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Universo Campus-BH
Email:inescampolina@bh.universo.edu.br Telefone: (31) 2138-9053

lingua portuguesa


Por que as mulheres falam mais do que os homens?

Ao analisar estudos sobre o cérebro de primitivos, pesquisador da Turquia conclui que as mulheres falam mais porque precisaram desenvolver a habilidade com a linguagem enquanto os pares saíam para caçar

A partir das diferenças na anatomia do cérebro de homens e mulheres, Güvendir decidiu estudar como os processos distintos de comunicação podem ter surgido entre grupos tribais (Banco de imagens / sxc.hu)

A partir das diferenças na anatomia do cérebro de homens e mulheres, Güvendir decidiu estudar como os processos distintos de comunicação podem ter surgido entre grupos tribais
Quando elas dizem que querem discutir a relação, eles se assustam. Reza a lenda que, nesses casos, as mulheres quase sempre têm razão, mas falam muito. Os homens confessam que, muitas das vezes, são vencidos pelo cansaço. Mas que mecanismos físicos estão por trás dessa suposta tagarelice? O pesquisador Emre Güvendir, da Universidade de Trakya, na Turquia, traz uma explicação evolutiva. As diferenças estruturais relacionadas ao sexo nas áreas de linguagem do cérebro podem ser resultado de adaptações às diferentes pressões ambientais e sociais que homens e mulheres foram sofrendo ao longo do tempo.A partir das diferenças na anatomia do cérebro de homens e mulheres, Güvendir decidiu estudar como os processos distintos de comunicação podem ter surgido entre grupos tribais. Segundo ele, a história evolutiva pode explicar a diversidade no órgão. Tumbas de caçadores-coletores com crânios esmagados, antebraços quebrados ou ausentes, que foram tomados como troféus, e os pontos de pedra embutidas nos ossos contam uma história de violência na Pré-história. Levando em conta estudos anteriores, o pesquisador sugere que os homens eram os agentes da violência entre os grupos.

Enquanto eles eram mais envolvidos com a caça e as brigas tribais, as mulheres eram o principal espólio de guerra. As férteis eram valiosas moedas de troca nessas comunidades. Escravizadas ou doadas para manter a paz, acabavam garantindo a sobrevivência das tribos. A mudança de grupo, que, entre outros fatores, demandava a compreensão de um idioma diferente resultou em uma evolução da capacidade cognitiva, assim como a responsabilidade de cuidar da prole. “Nos tempos primitivos, cabia às mulheres o cuidado com os filhos e a manutenção do grupo coeso. Nesse sentido, desenvolver a linguagem pode ter trazido benefícios na medida em que isso ampliou a capacidade de argumentação, de comunicação e de ponderação das mulheres”, avalia Marcus Vinicius Minucci, professor adjunto da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio).

Fisiologicamente, segundo Güvendir, foram constatadas diferenças nos volumes absolutos e proporcionais do giro temporal superior (área Wernicke) e de suas subdivisões; e do giro frontal inferior (área de Broca) do polo frontal — região que não é associada à linguagem. “A partir de imagens obtidas com ressonância magnética, estudos anteriores verificaram que as mulheres tinham 23% a mais de massa na área de Broca, 13% a mais na área de Wernicke e 11% mais neurônios do que os homens nas áreas relacionadas à linguagem”, diz o pesquisador.

A área de Wernicke, segundo Minucci, está relacionada à compreensão da linguagem; e a área de Broca, à expressão motora da linguagem, a fala propriamente dita. As mulheres têm representação cerebral bilateral da linguagem, enquanto os homens possuem essa representação apenas no hemisfério esquerdo. O neurologista acredita que essas diferenças explicam a maior habilidade das mulheres, de forma geral, com o manuseio da linguagem, inclusive em seus aspectos subjetivos, não racionais e até mesmo não verbais.

Isso acontece porque o hemisfério direito é sintético, artístico, musical, intuitivo e não racional, ao passo que o esquerdo é objetivo, concreto, linear e “matemático”. “Em resumo, mulheres falam e interpretam a linguagem com os dois lados do cérebro, e homens apenas com o lado esquerdo. Isso pode explicar a dificuldade eventual que os homens têm de compreender as nuances de linguagem das mulheres”, conclui Minucci.

Especialista brasileiro alerta para o perigo das generalizações (CB/ DA Press)

Especialista brasileiro alerta para o perigo das generalizações
Ricardo Afonso Teixeira, neurologista do Instituto do Cérebro de Brasília e doutor em neurologia pela Universidade de Campinas (Unicamp), ressalta que, apesar das questões evolutivas e fisiológicas, homens e mulheres são criados em uma cultura que impulsiona a diferença de comportamentos. “As meninas começam a falar mais precocemente, leem e escrevem melhor. As brincadeiras de boneca e de casinha estimulam essas capacidades. Já os meninos são mais ativos fisicamente e chegam à idade adulta com uma melhor capacidade de orientação visuo-espacial”, sugere o médico. “Pensando na evolução, nossos ancestrais homens cuidavam mais da caça do que as mulheres. É bem razoável dizer que essa atividade seja ainda mais estimulante do que as esportivas.”

Volume

De acordo com Minucci, em geral, o cérebro dos homens tem um volume 10% maior e é de 11% a 12% mais pesado. Além disso, tem cerca de 4% a mais de células no córtex cerebral, que é a camada externa onde estão localizadas as funções cognitivas do ser humano. O neurologista Ricardo Afonso Teixeira, reforça que, embora o cérebro feminino seja menor, isso não faz delas menos inteligentes ou em posição de desvantagem. “Entretanto, o cérebro feminino tem fluxo sanguíneo e proporção de substância cinzenta mais avantajados”, ressalta.Segundo Minucci, a mielina — substância branca que envolve os axônios dos neurônios — é mais abundante nas mulheres, assim como a quantidade de fibras nervosas no corpo caloso, estrutura que une os dois hemisférios do cérebro. “Essas diferenças podem explicar a maior capacidade de processamento de informações apresentada pelas mulheres, que é uma observação do senso comum, no sentido de que elas sejam mais capazes de desempenhar varias tarefas, eventualmente até de forma concomitante.”

Teixeira completa que as mulheres têm maior hipocampo e amígdala cerebral menor. As duas são estruturas vizinhas, sendo o hipocampo uma das principais regiões do cérebro responsável pela memória e a amígdala pode ser comparada a uma válvula de regulação das emoções. Independentemente do gênero, o cérebro humano alcança o maior volume por volta dos 15 anos e, aos poucos, vai diminuindo. “Nos homens, a redução de volume é relativamente maior nas regiões frontais e temporais, enquanto, nas mulheres, isso é mais expressivo no hipocampo e nas regiões parietais”, diferencia Teixeira.

O neurologista destaca ainda que elas têm maior capacidade de se lembrar de eventos autobiográficos e de reconhecer fisionomias. Mulheres e homens também apresentam diferenças quando a tarefa é orientação espacial. “Temos dois sistemas neuronais que se complementam para esse fim. Um deles usa pistas visuais, como placas de trânsito e árvores, enquanto o outro usa direção e distância. Os homens tendem a se guiar mais pelo primeiro e as mulheres por pistas visuais. No mato, os homens têm menos chance de se perder, mas, em compensação, no shopping, as mulheres são imbatíveis.”

 (Soraia Piva / EM / DA Press)

O risco das generalizações

“As mulheres falam mais do que os homens e, em geral, isso pode ser o resultado de todas as diferenças estruturais existentes nas áreas relacionadas à linguagem. Entretanto, generalizações são sempre perigosas. Isso porque, apesar das influências genéticas e hormonais, existem outros fatores que também imprimem efeitos, até mesmo físicos, no cérebro humano. E é graças a essa complexa rede de interações entre o cérebro e o mundo que a humanidade produziu escritores como Shakespeare e Dostoiévski, e guerreiras como Joana d’Arc.”

Marcus Vinicius Minucci, professor da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro

FONTE: Estado de Minas.


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