Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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Tiroteio em casa de show em BH termina com quatro jovens baleados

A Polícia está investigando as identidades dos criminosos. Testemunhas disseram que o crime tem a ver com disputa de gangues envolvidas com o tráfico de drogas

Leonardo Alvarenga Santos

Tiroteio na madrugada deste sábado em uma tradicional casa de show da Rua Fluorina, no Bairro Paraíso, Região Leste de Belo Horizonte, deixou quatro jovens feridos. Testemunhas não souberam dizer quantos homens participaram da cena do crime. A polícia apurou que, por volta da meia-noite, um grupo de homens armados abriu fogo contra as pessoas que deixavam o local, provocando pânico e correria.
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Entre os jovens baleados J.V.B.E., de 19 anos, foi atingido por três tiros quando ia atravessar a rua para a pegar a moto que drigia. Ele contou que conseguiu correr e voltar para a casa de show. J.V.B.E foi socorrido por um taxista, que o levou para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII (HPS).
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Também foram baleados W.P, 22 anos, atingido na barriga, T.H.M., 23 anos, também na barriga, e P.H.D.S., 22, ferido na perna esquerda e de raspão na barriga. ELes também foram levados para o HPS. Desta vez por policiais militares, do Grupo Especializado em Policiamento de Área de Risco (Gepar), do 22º Batalhão da PM.
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Estado grave
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A assessoria da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) informou que J.V.B.E. passou por cirurgia. Ele está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e o estado dele é muito grave. Já os outros três baleados estão estáveis, sem risco de morte e internados apenas para observação.
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Carro alvejado
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O táxi do motorista auxiliar R.M.O., 37, ficou com a lataria perfurada por balas e os vidros foram estilhaçados. Testemunhas contaram que viram um grupo armado se posicionar em frente à casa de show. Elas também relataram à polícia que o crime está relacionado a uma disputa entre gangues ligadas ao tráfico de drogas.
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Autoria desconhecida

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Militares do 22º BPM conversaram com dois seguranças da casa de show e pessoas que testemunharam o tiroteio. Ninguém soube informar sobre os autores dos disparos. Quantos eram, se estavam a pé ou de carro. Em frente ao estabelecimento, peritos da Polícia Civil recolheram várias cápsulas deflagradas de pistolas semiautomática 9 mm.
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A casa de show não tem câmeras de videomonitoramento. A Polícia Civil vai investigar o ataque no local e deve analisar imagens de imóveis próximos para tentar identificar os responsáveis pelo crime

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FONTE: Estado de Minas.


Bares no entorno de faculdade criam ‘inferno’ para moradores
Multidão de estudantes se concentra em estabelecimentos até a madrugada, ocupando rua e calçadas

Uni

Obstáculo. Porteiro teme problemas provocados por estudantes que se aglomeram em frente a edifício

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Quatro barzinhos no mesmo quarteirão de uma via residencial estreita vendem cerveja long neck por R$ 2,50 a poucos metros de uma faculdade. É nesse cenário que a rua Vitório Magnavacca, no bairro Buritis, na região Oeste da capital, se tornou há poucos meses um point para estudantes e um verdadeiro inferno para moradores.

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Desde fevereiro, pelo menos oito inquilinos de um prédio residencial acima dos estabelecimentos já se mudaram em razão da bagunça. Em meio à multidão de estudantes que tomam conta da rua nas quintas e sextas-feiras, é acrescido um playlist de músicas que vai de sertanejo e samba a axé e funk. Em volume alto, a cada dois minutos as músicas estão no som de um carro diferente.

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O movimento dos bares no entorno de universidades ocorre principalmente em início de semestre, época das famosas calouradas, e tem sido sinônimo de transtorno para áreas residenciais. No Buritis, a concentração de alunos está no entorno do Centro Universitário Belo Horizonte (Uni-BH).
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No dia 8 de agosto, as festas no entorno da Pontifícia Universidade Católica (PUC Minas) foram interrompidas pelo assassinato de um jovem de 22 anos, caso que motivou a regulamentação dos serviços de bares e um maior rigor na realização de eventos. Há dois anos, os mesmos problemas ocorriam no bairro Cruzeiro, na região Centro-Sul, onde fica a universidade Fumec.

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Balada. Na última semana, a reportagem percorreu regiões onde há a combinação de bares e faculdades. É no intervalo das aulas, às 20h30, que os estudantes trocam as salas de aulas pelas farras no bairro Buritis e deixam ruas, passeios e portas de prédios totalmente ocupados, inclusive com alunos tocando instrumentos em plena calçada. “Eu que chamei a bandinha e negociei a promoção da cerveja no bar”, contou um universitário, que não quis ser identificado.

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Veja vídeo

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FONTE: O Tempo.


Ladrões invadem prédio no Bairro Castelo, levam rodas de carros e ainda deixam recado

Criminosos escreveram “obrigado pelos pneus” em uma pilastra do estacionamento. Furto aconteceu durante a madrugada na Rua Castelo de Sintra

 
Celso Amaury/Divulgação

Moradores de um prédio no Bairro Castelo, Região da Pampulha, tiveram um grande prejuízo após uma invasão na madrugada desta quinta-feira. Ladrões levaram as rodas de dois veículos e ainda deixaram um “agradecimento” às vítimas. 

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O caso aconteceu em um edifício que fica na Rua Castelo de Sintra. O vendedor Thiago Parreira, de 33 anos, é uma das vítimas. Segundo ele, o crime foi descoberto por volta das 6h, quando ele e a esposa saíram para o trabalho. Uma vizinha do casal desceu para a garagem primeiro e encontrou seu carro sem as rodas. Logo depois, Parreira descobriu que seu veículo também havia sido alvo de furto. “Eles desligaram o automático do portão e deixaram ele manual. Abriram o portão da garagem manualmente e levaram as quatro rodas dois dois”, explica. 

Celso Amaury/Divulgação

As vítimas acionaram a Polícia Militar (PM) para registrar um boletim de ocorrência. Segundo o comerciante, o prejuízo para ele chega a R$ 3,5 mil. As únicas pistas deixadas pelos criminosos são recados nas pilastras. “Em um eles deixaram escrito Contagem e outro agradecendo pelos pneus”.  
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Parreira também reclamou do alto índice de assaltos na região. O vendedor disse que seu prédio já foi invadido outras vezes. “Para furto em veículo não, mas já teve subtração de bicicletas e outros artigos dentro do prédio”. Vizinhos também relataram o roubo de uma moto em outro edifício do bairro, que teria acontecido há pouco tempo. De acordo com a Polícia Militar (PM), os criminosos ainda não foram localizados e a ocorrência foi repassada à 1ª Delegacia de Polícia Civil Noroeste.

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FONTE: Estado de Minas.


Paliteiro 2

 

ATENÇÃO: o Anel Rodoviário será completamente interditado hoje, quinta, 09 de outubro, a partir das 21:00 horas, para a retirada da passarela improvisada atingida por um caminhão. A previsão de liberação do trânsito é somente a partir de 03:00 desta sexta-feira, 10.

 

Evitem o Anel.


BATIDA EM ÁRVORE
Feridos graves na Pampulha

Acidente2O carro ficou destruído

Três pessoas ficaram feridas ontem de madrugada depois que o motorista do carro em que estavam, um Golf, perdeu o controle do veículo e se chocou violentamente contra uma árvore na pista central da Avenida Antônio Carlos, quase esquina com Abrahão Caram, na Região da Pampulha. De acordo com a Polícia Militar (PM), as três vítimas socorridas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram levadas para o HPS em estado grave. Duas delas ficaram presas às ferragens e foi necessária a atuação do Corpo de Bombeiros para resgatá-las. O acidente ocorreu por volta das 4h25 e o carro ficou completamente destruído.

FONTE: Estado de Minas.


Temperatura pode cair a 10 graus em BH amanhã, com sensação térmica de 6, devido a rajadas de vento, diz Defesa Civil

Bruna Santoro, e a cadela Lola

 

 

Duas calças, uma camisa, duas blusas de lã, um guarda-pó e uma touca protegendo a cabeça e as orelhas. Otacílio Rosa da Paixão, de 69 anos, saiu de casa ontem preparado para o frio na Praça do Papa, no Bairro Mangabeiras, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, onde trabalha há 31 anos vendendo cachorro-quente, às vezes, até por volta da meia-noite. E ele se prepara para tirar mais agasalhos do armário. A Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (Comdec) emitiu alerta de que a temperatura mínima na capital deve chegar a 10 graus até amanhã, podendo gerar sensação térmica de 6 graus por causa de rajadas de vento. “Já passei frio de 4 graus aqui no alto da Avenida Afonso Pena. A minha mão fica gelada, mas preciso preparar cachorro-quente e não tenho como usar luvas”, reclama Otacílio, que recorre aos bolsos do agasalho para aquecer as mãos.

DIAS GELADOS…

A presença de uma massa de ar frio sobre o Sudeste mantém as temperaturas baixas em Minas, principalmente à noite e de madrugada. Até sexta-feira, BH pode registrar a menor temperatura mínima do ano. Em 12 de julho, a capital registrou 11,8 graus. Em 26 de junho, os termômetros marcaram 12,1 graus. Em 13 de maio, chegou a 10,8 graus. “A queda acentuada da temperatura mínima ocorrerá mais entre as 5h e as 7h, mas durante o dia ficará em torno de 24 graus, quinta e sexta-feira”, informa o meteorologista do Clima Tempo, Ruibran dos Reis.

O frio na Praça do Papa era tanto na tarde de ontem que a professora Bruna Santoro, de 32, também agasalhou Lola, sua vira-lata. Bruna usava calça de tecido grosso, botas, agasalho e touca. “Lola treme toda de frio, coitadinha. Preciso ficar cobrindo ela o tempo todo no sofá”, conta a professora, que gosta de frio para tomar vinho e comer massas. 

Na Praça da Liberdade, no Bairro Funcionários, Região Centro-Sul, o frio pegou muita gente de surpresa. Um grupo de estudantes de letras de Belém (PA), acostumado ao calor intenso da cidade onde mora, participa de um evento em BH. Todos saíram desprevenidos. Izabela Lima, de 20, estava de saia e reclamou de muito frio nas pernas. “O sol saiu de manhã e ficamos animados, mas o frio só foi apertando. Estou passando mal. Lá em Belém é muito quente. Sempre saio de short, saia e chinelo”, afirma a estudante.

CALDO QUENTE Frio é bom para namorar, concordam os estudantes Karina Souza Moraes, de 24, e Luiz Felipe Botelho, de 21. “Quanto mais agarradinho, melhor. Bom para ver um filme, tomar um vinho e um caldo quente” , conta a jovem, abraçada ao namorado em um banco da Praça da Liberdade. Para Luiz Felipe, o frio não é incômodo, nem quando sai de casa pela manhã. “O que me incomoda é chuva”, disse. Karina acha roupas de inverno elegantes e as pessoas ficam mais bonitas. “A gente nem precisa de maquiagem. A cara já fica rosadinha”, brinca.

Para quem trabalha o tempo todo na rua, como o soldado da Polícia Militar Neimar Vieira de Souza, de 27, tem sempre que ter um agasalho nesta época do ano. “Quando tenho que trabalhar à noite, em jogos no Mineirão ou no Independência, sinto mais frio ainda.”, disse o militar.

A psicóloga Maria Auxiliadora Morais, de 52, saiu de casa “empacotada” ontem. “Com o frio que estão dizendo que vem por aí, vou ter que tirar mais roupa do armário”, brincou. “Gosto do frio, mas o vento me incomoda às vezes”, disse. Para dormir, a psicóloga conta que tem recorrido a vários edredons, pijama bem quentinho e meias. 

A microempresária Marise Neli, de 54, disse detestar frio. “Se continuar assim, vou ter que comprar mais roupas quentes. Espero que as previsões estejam erradas”, comentou. A auxiliar administrativa Érika Nascimento, de 36, disse que ontem a sua vontade era de ficar na cama o dia todo. “Para dormir, edredon, edredon, edredon. Mas eu só que fico pensando nas pessoas que dormem nas ruas”, comentou. A Secretaria Municipal de Políticas Sociais informou que os abrigos recebem um número maior de pessoas nesta época do ano e que a rede está preparada para atender a demanda, fornecendo alimentação e pernoite para os interessados.

FONTE: Estado de Minas.


SANTA TEREZA » Evento irregular perturba moradores

Garis recolheram um caminhão de lixo somente na Praça Ernesto Tassini (Beto Magalhães/EM/D.A Press)
Garis recolheram um caminhão de lixo somente na Praça Ernesto Tassini

O carnaval ainda não chegou, mas moradores da Praça Ernesto Tassini e das ruas Dores do Indaiá, Alvinópolis e Conselheiro Rocha, no Bairro Santa Tereza, Região Leste de Belo Horizonte, já sofrem as consequências da folia antecipada e movida a funk e música eletrônica. Como resultado, perturbação do sossego, transtornos no trânsito, atentado violento ao pudor, brigas, uso e tráfico de drogas, falta de estrutura como banheiros químicos e muita sujeira. Durante quatro madrugadas, de quinta-feira até domingo, moradores contam que não conseguiram dormir até as 5h por conta das festas programadas pelas redes sociais. A denúncia é que os eventos foram feitos sem autorização da prefeitura e dos órgãos de trânsito e segurança pública, informação confirmada pelo secretário da Regional Leste, Elso Matos.

Na tarde de ontem, garis da prefeitura recolheram um caminhão de lixo na praça. A maior reclamação é com o barulho e a sujeira. “Todos os dias tive que lavar a calçada da minha casa por causa do cheiro forte de urina. Ninguém aguenta”, reclama a aposentada Marfisa Souza, de 74 anos. Outras festas programadas pela internet preocupam os moradores. Na tarde de ontem, mais de 16,3 mil pessoas já haviam sido convidadas para um pré-carnaval no mesmo local, às 20h de quinta-feira, e 759 já tinham confirmado presença.

Na quarta, a Associação dos Moradores do Santa Tereza se reúne com a Belotur para discutir o que o presidente Ibiraci do Carmo chama de “invasão desordenada e sem limites no Baixo Santa Tereza”. “Fazem uma convocação pela rede social, o pessoal chega e logo lota. Nenhum morador do bairro está satisfeito”, reclama. O Movimento Salve Santa Tereza também marcou reunião para sexta-feira, em frente ao Mercado Distrital do bairro, para discutir o mesmo assunto e os preparativos para o carnaval. Também encaminhou pedido à BHTrans para limitar a entrada de veículos de fora no bairro durante o carnaval, como é feito em dias de jogos na Arena Independência, no Horto. Moradores e comerciantes seriam credenciados e receberiam adesivos para seus carros.

O dono do Bar do Orlando decidiu fechar as suas portas no carnaval se a bagunça continuar. “Estamos perdendo clientes incomodados”, disse Orlando Silva Siqueira, de 59. A mesma decisão foi tomada pelos donos da Pizzaria do Cardoso. A dentista Clara Márcia de Oliveira, de 41, conta que voltava da academia às 22h quando se deparou com homens urinando na rua. “Havia muito menor alcoolizado”, observou. “Quebraram minha árvore, fizeram sexo explícito na rua, todo mundo alcoolizado”, disse a dona de casa Efigênia Martins, de 70. Segundo ela, a praça comporta no máximo 500 pessoas, mas chegou a ter 6 mil em algumas madrugadas. “Nada é programado. Não tem estrutura para receber essa quantidade de pessoas, sequer um banheiro químico”, reclama.

A madrugada mais barulhenta foi de sexta-feira para sábado e não havia policiamento, segundo os moradores. “Sábado para domingo não suportei tanto barulho e fui dormir na casa do meu namorado no Bairro Santa Lúcia. Telefonei para minha filha às 2h30 e ela estava acordada. Parecia que o barulho estava dentro do quarto dela. Tanto é que eu briguei com ela achando que estava na rua”, disse a empresária Fabiana Sofia Carvalho, de 36, que mora na esquina da Alvinópolis com Dores de Indaiá.

O barulho do fim de semana foi tão alto que pacientes com câncer da Casa de Apoio Beatriz Ferraz, distante um quarteirão da praça, não conseguiram dormir. “Falta respeito com os doentes. São crianças e idosos debilitados com a radioterapia e a quimioterapia. Eles precisam de descanso”, lamenta a irmã de caridade Heloísa Nunes, de 47. “Vai chegando o carnaval e já é uma preocupação para nós. O barulho é muito estridente”, disse a religiosa.

POLICIAMENTO O chefe de comunicação social do 16º Batalhão da PM, tenente Francisco Barreto Neto, garantiu que a PM marcou presença e que não pode impedir o direito de ir e vir das pessoas. “Estamos cientes do problema e a gente pode combatê-lo de imediato impedindo o som alto, o comércio ambulante, prendendo quem está com drogas, mas não podemos cercear o direito da pessoa de estar na rua”, informou o tenente. Para o carnaval, o tenente disse que vai remanejar policiais de outras áreas.

FONTE: Estado de MInas.


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