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Receita Federal apreende 75 kg de cabelo no aeroporto de Confins

Também foram apreendidos 100 pares de tênis, 165 lentes para câmeras e 270 kg em equipamentos eletrônicos

A Receita Federal apreendeu 75 kg de cabelo humano no aeroporto internacional Tancredo Neves em Confins, região metropolitana de Belo Horizonte. A mercadoria foi encontrada na manhã desta quinta-feira (18) dentro de dez malas grandes, três mochilas e uma caixa de papelão.

Além do cabelo de origem humana, também foram apreendidos 100 pares de tênis, 165 lentes de 18mm para câmeras e 270 kg em equipamentos eletrônicos, como notebooks, placas mãe, processadores, memórias e cabos de fibra ótica.

A Receita ainda não tem o valor da carga apreendida, devido a variedade dos produtos encontrados.

FONTE: O Tempo.


Esse tipo de ocorrência representa 73% dos casos no Aeroporto Internacional Tancredo Neves. Só os de bagagens aumentaram 47% entre 2012 e 2013. Extravios e danos cresceram também

 

ATENÇÃO, SENHORES PASSAGEIROS »Ladrões à solta em Confins

Aeroporto registrou 2.423 ocorrências policiais no ano passado, 1.776 delas (73%) por furto

A quantidade de furtos de bagagem ou de seu conteúdo foi a que mais subiu, 47%, saltando de 72 em 2012 para 106 em 2013. O número real de casos, porém, deve ser bem maior, já que muita gente só descobre que foi roubada ao abrir a mala em casa e não dá queixa, enquanto outros reclamam apenas com a companhia aérea. As polícias Civil e Federal informaram ter intensificado investigações, inclusive nas áreas internas do terminal, onde se suspeita da ação de um grupo especializado. Um problema é que 3 mil pessoas circulam por locais próximos ao trânsito de bagagens. Outro são as conexões, que dificultam saber onde as malas foram violadas.

O celular ao ouvido e os movimentos contidos ajudam a disfarçar a aproximação do alvo. Sem ser notado, o homem de boné e camisa laranja, aparentando 60 anos, chega ao lado da fila do check-in do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na Grande BH, e num golpe rápido pega a bolsa que uma passageira que despachava  bagagem deixou dependurada no carrinho. Ao fugir, ele ainda troca de roupa. O ladrão fugiu com cartões de crédito e débito, dois celulares, óculos e dinheiro. A cena, de uma filmagem da Polícia Civil, foi gravada em julho e tem sido constante. No meio da confusão das obras de ampliação do terminal e das longas filas de quem chega ou parte, os passageiros de Confins se tornaram vítimas de criminosos. As ocorrências aumentaram 3% entre 2012 e o ano passado, de 2.345 para 2.423. Só em 2013 foram 1.776 (73% do total de crimes) casos de furtos.

Apesar de todas as restrições de acesso às esteiras, repartições e transporte por onde passam as bagagens despachadas ou que chegam ao aeroporto, o furto de bagagens aumentou 47%, passando de 72 casos em 2012 para 106 no último ano. Devido ao aumento vertiginoso, as polícias Civil e Federal intensificaram ações e investigam suspeitos que aparecem em imagens das câmeras de segurança estudando o comportamento dos passageiros e funcionários dos aeroportos. Só os policiais civis abrirão mais 10 inquéritos para apurar a ação desses bandidos.

O delegado responsável pela unidade da Polícia Civil no aeroporto de Confins, Jonas Tomazi, afirma que fora do saguão é muito difícil apurar os furtos de bagagens. “Depois do check- in há o tempo para a mala chegar ao avião. Nesse caso, os furtos são praticados essencialmente por funcionários de empresas aéreas”, afirmou.

Um dos métodos dos ladrões para levar pertences de dentro das malas é o uso de caneta para abrir o fecho e puxar o lacre, durante o despacho, sem que ninguém perceba o crime. Ocorrências em conexões também são comuns. “Nesse caso, fica difícil saber o local do fato, pois muitas malas já chegam violadas a Confins..
Segundo o delegado chefe do Núcleo de Polícia Aeroportuária da Polícia Federal, Flávio Hélcio Braga, as reclamações de furtos de bagagem aumentaram na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e na Infraero no fim do ano passado, o que motivou levantamentos paralelos do setor de inteligência da PF para tentar descobrir grupos especializados em furtar malas, mesmo o crime não sendo atribuição da corporação.

O delegado chama a atenção para o fato de cerca de 3 mil pessoas transitarem 24 horas por dia pela área onde as malas aguardam a chegada das aeronaves. São mecânicos, comissários, carregadores, entre outros. “Na última reunião de segurança com a Infraero e as empresas, solicitamos que as companhias voltem a usar o fiscal de mala, mas elas resistem”, afirmou o delegado.

Não é difícil encontrar quem foi vítima dos ladrões. O adolescente Bernardo Caldas de Medeiros, de 13 anos, resolveu averiguar sua mala logo depois de chegar a Confins, vindo de Natal (RN). O jovem ficou sem reação ao ver que suas roupas e as camadas de papel usadas para embalar o perfume favorito estavam reviradas e o vidro de cosmético havia desaparecido. “Demorei a entender que tinha sido roubado. Reclamei com a companhia e com o aeroporto. Pegaram meu e-mail e até hoje não fui ressarcido”, lamentou. “A gente se sente impotente e insegura, porque só descobre que foi roubada em casa, quando abre a mala”, afirmou a avó de Bernado, Marisa Rotheia Medeiros, de 71.
Ao retornar do Marrocos, em dezembro, o engenheiro civil Frederico Sena, de 43, percebeu que sua mala havia sido alvo de tentativa de furto. O bolso superior externo tinha um grande corte por onde ele diz acreditar que funcionários de um dos aeroportos por onde passou (Marrakesh, São Paulo ou Confins) tenha tentado furtar seus pertences. Por isso, agora, ele só viaja com as bagagens embaladas em filme protetor. “Além de (as companhias) tratarem suas malas sem qualquer cuidado, não temos segurança também”, destacou.

NÃO FIQUE “VOANDO” NO AEROPORTO

Dicas para tentar evitar furtos e outros problemas

» Fique atento à sua bagagem, nunca fique de costas enquanto as carrega ou durante a fila do check-in

» Feche bem as malas antes de despachar pela companhia aérea. Passe fita adesiva, ponha cadeado e verifique o interior da bagagem assim que a retirar da esteira

» Evite despachar objetos eletrônicos, joias, câmeras fotográficas ou objetos de valor na bagagem

» Quando usar as dependências do aeroporto fique atento aos seus pertences, como celulares, malas e computadores

» Se observar qualquer irregularidade, denuncie anonimamente pelo telefone 181

FONTE: Estado de Minas.


Um estudante será indenizado em mais de R$ 18 mil por danos morais e materiais devido a extravio e violação de bagagem durante uma viagem para a Finlândia. A decisão que condenou a empresa aérea British Airways é do juiz Geraldo David Camargo, da 30ª Vara Cível de Belo Horizonte, mas ainda cabe recurso.
extravio
Conforme os autos, Victor Ribeiro Neves teria feito uma viagem da Finlândia para o Brasil e despachou duas malasna cidade de Oulu. As bagagens seriam enviadas primeiramente para São Paulo e novamente despachadas para Belo Horizonte. No entanto, elas não chegaram ao estado paulista e o estudante veio para a capital mineira apenas com a roupa do corpo.
Segundo o estudante, após várias tentativas de contato com a British Airways, ele soube que as malas foramencontradas em Miami, nos Estados Unidos, tendo-as recebido posteriormente em Governador Valadares, violada e faltando peças. Por tudo isso, Victor pediu indenização por danos morais e materiais.
No entanto, a empresa aérea alegou que não houve comprovação dos danos materiais. A companhia argumentou ainda que o estudante não declarou o valor dos bens ao despachar as bagagens e criticou os valores pretendidos pelo autor, alegando que são aleatórios. Por fim, a British Airways nega os danos reclamados e pede pela improcedência da ação.
Mas o juiz Geraldo David Camargo baseou sua decisão no Código de Defesa do Consumidor e condenou a empresa. Ele entendeu que houve falha na prestação de serviço pela British Airways, já que a defesa não negou o extravio das malas e a devolução das mesmas violadas após muito tempo de procura.
Ainda conforme o magistrado, a falha justificou o pedido de danos morais, uma vez que há efetivo abalo emocional, além de uma situação constrangedora com a perda de bens de valor devido ao extravio das bagagens. Já sobre os danos morais,o juiz disse que a companhia não fez prova alguma contra os valores pedidos pelo estudante.
Diante da situação, Geraldo David Camargo definiu o valor da indenização por danos morais em 15 salários mínimos, ou seja, R$ 10.170. A condenação por danos materiais foi fixada em R$ 8.274,00, compensando-se o valor que eventualmente já tenha sido pago pela companhia. Sobre o montante das condenações vão incidir juros e correção monetária.
FONTE: Hoje Em Dia.


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