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120 mil mamografias gratuitas em Minas Gerais no “Outubro Rosa”

praça da estação - outubro rosa
O rosa tomou conta da Praça da Estação para marcar o mês de alerta contra o câncer de mama
Dez caminhões equipados com mamógrafos irão percorrer sete cidades mineiras, incluindo BH, durante este mês para realizar exames gratuitos em mulheres. A ação faz parte do “Outubro Rosa’, movimento internacional de conscientização sobre a importância dos exames de prevenção do câncer de mama. A previsão é a de que sejam feitas 120 mil mamografias.
Em Belo Horizonte, a campanha foi lançada nesta terça-feira (1º), com o rosa tomando conta da Praça da Estação e outros prédios públicos da capital. Além dos caminhões, este ano a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG) vai ampliar o atendimento à mineiras: poderão fazer a mamografia mulheres a partir dos 40 anos até os 69. A faixa etária alvo da campanha, anteriormente, era a partir dos 45 anos.
O secretário de Estado de Saúde, Antônio Jorge de Souza Marques, acredita que haverá, para 2014, um aumento de 30% na meta estadual de mamografias, beneficiando cerca de 750 mil mulheres. Esse número é mais que o dobro do número de exames realizados em 2010.
Essa mobilização, segundo Sérgio Bicalho, coordenador do Programa Estadual de Controle do Câncer de Mama, reforça a proposta de diagnosticar a doença cada vez mais precocemente e, com isso, aumentar as chances de cura.
Para chamar ainda mais a atenção das mulheres e da sociedade, a secretaria iluminará prédios e monumentos públicos com tons de rosa também em Varginha, Montes Claros, Juiz de Fora, Uberaba, Governador Valadares e Divinópolis.
Santa Casa no Outubro Rosa - Luiz Costa/Hoje em Dia
                Também a Santa Casa de BH aderiu ao movimento “Outubro Rosa”
Alerta
Segundo Antônio Jorge, 39% das mulheres mineiras nunca fizeram exames de mamografia e o objetivo é reduzir ao máximo esse índice. No ano passado, o programa chegou a 99% dos municípios e, neste ano, mantendo a abrangência, a proposta é alcançar 50% das mulheres dentro da nova faixa de idade anunciada.
Em Minas, a projeção é a de que 4.700 novos casos de câncer de mama sejam registrados até o fim do ano. Para Sérgio Bicalho, questões culturais, falta de informação e orientação, problema estrutural nas unidades de saúde e só procurar o médico quando sente dores são os principais motivos para que as mulheres deixem de fazer o exame.
No ranking nacional, Minas saiu do quarto lugar em número de mamografias, para o segundo, com o total de 586.640 mamografias.
Os exames poderão ser feitos, nos caminhões adaptados, sem a necessidade de um pedido médico. Basta apresentar um documento com foto. Informações estão disponíveis no site da SES.

 FONTE: Hoje Em Dia.


Retirar as mamas não é a única opção para prevenir o câncer, dizem médicos

 

Angelina Jolie - Brad Pitt - Viviane Jolie-Pitt
Brad e Angelina com os filhos Knox e Vivienne

SÃO PAULO – Retirar as mamas, como fez Angelina Jolie, é apenas uma das formas de se lidar com o fato de ter um risco aumentado para desenvolver tumores de mama e de ovário.

Mulheres nessa situação podem optar pelo rastreamento mais frequente para o câncer de mama, intercalando a cada seis meses exames de mamografia e ressonância magnética.

Podem ainda começar os exames preventivos mais cedo do que o habitual -a partir dos 25 anos, por exemplo. Para a população feminina em geral, a recomendação é de mamografia a cada dois anos, a partir dos 50 anos.

Também é possível optar pela quimioterapia preventiva, com a droga tamoxifeno. Cada caso é um caso, dizem os médicos. “É importante que as mulheres tenham pleno conhecimento de todas as opções que estão disponíveis. A mastectomia preventiva foi a escolha de Angelina Jolie, mas pode não ser o caso de uma outra mulher em situação similar”, afirma o médico Richard Francis, chefe de pesquisa do instituto inglês Breakthrough Breast Cancer.

Segundo a médica Maria Isabel Achatz, diretora de oncogenética do Hospital A.C. Camargo, para as mulheres portadoras de mutação dos genes BRCA1 e BRCA2, a retirada dos ovários e das trompas é ainda mais prioritária do que a das mamas.

Isso porque não há exames preventivos eficazes para diagnosticar precocemente tumores nessa região. “Em geral, os tumores de ovário são descobertos em estágios avançados e o desfecho é ruim”, diz ela.

A médica afirma que, nos casos de mulheres que já tiveram lesões malignas nas mamas e que carregam a mutação, a mastectomia preventiva é claramente indicada.

A cirurgia, porém, não é isenta de riscos e os resultados podem não ser tão bons porque a retirada de tecido mamário e de gordura é muito maior do que numa colocação de próteses de silicone só para fins estéticos.

Quando se deixa a aréola, o mamilo e algum tecido (é sempre impossível remover tudo) também sobra um risco residual (de 5%) de o tumor se desenvolver.

Mulheres com essa mutação genética também têm risco aumentado para outros tipos de câncer. Para o tumor de pâncreas, por exemplo, o risco é de 10%. “Homens também carregam essas mutações podem desenvolver câncer de pâncreas e de próstata e passar genes mutantes para os filhos, assim como as mulheres”, reforça Richard Francis.

FONTE: Hoje Em Dia.


Sem os seios, Angelina Jolie revela que passou por cirurgia para reduzir risco de câncer

 

Angelina Jolie
Angelina Jolie é casada com o ator Brad Pitt e tem seis filhos

NOVA YORK – A americana Angelina Jolie, uma das atrizes mais famosas do mundo, casada com o ator Brad Pitt, revelou que passou por uma dupla mastectomia preventiva para reduzir o risco elevado de câncer.

Em um artigo com o título “Minha opção médica” publicado no jornal New York Times, a atriz de 37 anos explica que decidiu passar pela operação porque tem uma mutação genética que aumenta o risco de câncer.

Em seu caso, a mutação genética, conhecida como BRCA1, representava 87% de possibilidades de desenvolver um câncer de mama  e 50% de padecer um câncer de ovários. A mãe de Angelina Jolie morreu de câncer aos 56 anos.

“Quando soube qual era minha situação, optei pela prevenção para minimizar o risco o máximo possível. Tomei a decisão de submeter-me a uma dupla mastectomia preventiva”, explica Jolie no artigo.

“Comecei com os seios porque meu risco de ter câncer de mama é maior do que o de ter câncer de ovário, e a operação é mais complexa”, afirma.

No dia 27 de abril a atriz concluiu os três meses de preparação para a operação, depois da qual seu risco de ter câncer de mama é de apenas 5%. Jolie, que teve três filhos com Brad Pitt e adotou outros três, afirma que está muito melhor depois da cirurgia.

Brad Pitt - Angelina Jolie
“A operação deixou pequenas cicatrizes que não chocarão nossos filhos”, conta Jolie

“Posso dizer a meus filhos que não devem ter medo de me perder por culpa de um câncer de mama”, escreve. Conhecida por ter interpretado a heroína dos jogos eletrônicos Lara Croft no cinema, Angelina Jolie, que nos últimos anos também estreou na direção, explica em detalhes a operação para retirada de tecido mamário e a substituição por implantes temporários.

“Você levanta com tubos de drenagem e extensores nos peitos. Parece uma cena de um filme de ficção científica. Mas alguns dias depois da operação, você pode voltar à vida normal”, recorda. A atriz também ressalta que Brad Pitt foi um grande apoio durante todo o processo.

“Conseguimos encontrar momentos para rir juntos. Sabíamos que era o melhor que podíamos fazer para nossa família e que nos uniria ainda mais. E foi assim que aconteceu”.

A operação deixou apenas pequenas cicatrizes que não chocarão nossos filhos, conta Jolie. “Pessoalmente não me sinto menos mulher. Me sinto mais forte e tomei uma decisão importante que não diminui em nada minha feminilidade”, completa.

Angelina Jolie, uma das atrizes mais bem pagas do mundo, lamenta que o teste para detectar a mutação genética BRCA1, assim como a BRCA2, custe mais de 3.000 dólares nos Estados Unidos, “um obstáculo para muitas mulheres”.

Também espera que seu caso sirva de exemplo para outras mulheres com risco de câncer. “Se escrevo agora sobre isto é porque espero que outras mulheres poderão beneficiar-se de minha experiência”.

“A vida está cheia de desafios. Os que não devem nos dar medo são os que podemos enfrentar e podemos controlar”, conclui.

FONTE: Hoje Em Dia.


Lei garante obrigatoriedade de cirurgia reparadora de mama pelo SUS
Determinação foi publicada nesta quinta-feira no Diário Oficial da União

mama

O Sistema Único de Saúde (SUS) vai passar a realizar cirurgia plástica reparadora da mama após a retirada em decorrência de câncer – preferencialmente no mesmo procedimento cirúrgico. A determinação foi publicada nesta quinta-feira no Diário Oficial da União.
 
De acordo com a Lei nº 12.802/13, quando existirem condições técnicas, a reconstrução deverá ser feita juntamente à retirada da mama e, no caso de impossibilidade de reconstrução imediata, a paciente será encaminhada para acompanhamento e terá garantida a realização da cirurgia logo após alcançar as condições clínicas requeridas.
 
A norma entra em vigor na data da publicação.


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