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Fechamento de bufê movimenta mercado de casamento; empresas oferecem descontos
Descontos e pagamento facilitado são oferecidos por empresas que atendem parte dos cerca de 500 clientes lesados com o fechamento do bufê Tereza Cavalcanti

 

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O fechamento do bufê Tereza Cavalcanti nesta semana pegou de surpresa não só os clientes com eventos marcados e pagos, mas também os bufês de Belo Horizonte que agora se organizam para atender dezenas de prejudicados e também aproveitar o aumento da demanda pelo serviço. Descontos atrativos – em torno de 10% – e pagamento parcelado estão entre as facilidades ofertadas. No entanto, as empresas consultadas pela reportagem adiantam que é impossível cobrir os valores do bufê Tereza Cavalcanti, que praticava preços bem abaixo do mercado.

No Buffet Célia Soutto Mayor, a procura aumentou significantemente desde terça-feira e a empresa já tem um casamento fechado de última hora para o próximo fim de semana. “Estamos fazendo um preço justo, dentro do nosso orçamento, mas descontos mirabolantes são impossíveis, até porque afeta a qualidade dos nossos serviços”, afirma Patrícia Soutto Mayor.

A procura também é grande no bufê Chá com Nozes que em apenas dois dias recebeu 120 noivas e fechou 25 contratos. No Butiquim Buffet, o desconto chega a 10% sobre o preço de tabela, além de pagamento com cartão de crédito. “São muitas ligações, a maioria de noivas aflitas e de casamentos marcados para os próximos meses”, conta Nayara Trovão, chefe de cozinha do bufê.

De acordo com a Polícia Civil, que abriu inquérito para investigar o caso, pelo menos 500 clientes foram lesados com a suspensão das atividades do bufê Tereza Cavalcanti. Ainda não é possível medir o tamanho do prejuízo, mas muitos clientes, a maioria noivas, pagaram entre R$ 20 e 50 mil pelo serviço do bufê. Alguns deles revelaram à reportagemque os proprietários do bufê estariam oferecendo descontos significativos para pagamentos à vista nos últimos meses, o que eles apontam como indícios de golpe planejado.
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FONTE: Estado de Minas.

Tradicional bufê de BH fecha as portas e prejudica cerca de 400 clientes

Em busca de respostas, noivas foram até a sede do Tereza Cavalcanti mas não encontraram ninguém para dar informações. Houve tumulto e a PM foi acionada

 

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O tradicional bufê de Belo Horizonte, Tereza Cavalcanti, fechou as portas deixando de honrar pelo menos 400 contratos. A clientela, a maioria composta por noivas, foi surpreendida na manhã desta quarta-feira ao se deparar com uma das unidades fechada e sem funcionários para prestar esclarecimentos. Um grupo de clientes foi ao local e a Polícia Militar teve que ser acionada. Até agora, os clientes não receberam qualquer informação oficial e sabem, apenas por boatos, que a empresa decretou falência e que os proprietários saíram do estado.

O site e a página no Facebook do bufê também foram retirados do ar. A empresa atuava há 16 anos no mercado com mais de 100 funcionários. O grupo que controla o Tereza Cavalcanti trabalha no ramo com outras duas prestadoras de serviço, a Galaxy By Tereza Cavalcanti e o Maria Fernanda Buffet. No entanto, nenhum representante atendeu as ligações.

A Polícia Militar foi acionada às 10h51 para conter os ânimos dos clientes que se reuniram na porta de uma das unidades, na Rua Doutor Jeferson Oliveira, Bairro Santa Amélia, Região da Pampulha. O consumidor que acionou o 190 disse que vai se casar dia 24 de maio e recebeu a informações sobre a falência da empresa hoje. A PM está acompanhando o caso, mas vai proceder apenas com registro de boletins de ocorrência.

Um dos prejudicados pelo bufê, o advogado Antônio Queiroz Junior, afirmou que vai atuar de todas as maneiras para não ficar no prejuízo. Ele vai se casar em dezembro deste ano e já desembolsou R$ 22 mil. “Não conseguimos nenhum contato com a empresa, nem na segunda, nem na terça. A única informação que tivemos dos proprietários é que estariam doentes, acamados e que retornariam na quarta-feira. Vou reunir várias forças para que eles paguem financeiramente ou na prisão”, disse.

A produtora de Eventos e cerimonialista Mariella Carvalho conta que já recebeu pelo menos dez ligações de noivas aflitas em busca de soluções. Algumas delas têm casamentos marcados para este fim de semana e não sabem como encontrar um novo bufê a tempo. “A informação que temos é que a empresa decretou falência sem avisar os clientes”, disse.

 

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Outros processos

No site do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), até a manhã desta quarta havia pelo menos dez ações judiciais contra as empresas do grupo e os sócios, uma delas de despejo no valor de R$ 140 mil e outras por dano moral e material, além de execuções fiscais. Também há uma ação de indenização proposta pelo filho e família de um desembargador do TJMG, no valor de R$ 55 mil.

O que fazer

Noivas, debutantes ou empresas que tiverem contratos firmados com o Tereza Cavalcanti devem tomar providências. A primeira coisa a fazer é sustar os cheques pré-datados. Em seguida, lavrar um boletim de ocorrência na Polícia Militar e, em terceiro lugar, procurar um advogado. O ideal é entrar com uma ação individual, já que cada noiva vive uma situação peculiar, assinou um contrato próprio e teve prejuízos diferentes.

 

FONTE: Estado de Minas.



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