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Empreendimento da Direcional na Mata do Planalto terá três parques

Empresa tenta aliviar polêmica com a população local

 
Direcional/Divulgação

Alvo de várias críticas e ações de moradores locais, o futuro empreendimento da Direcional na Mata do Planalto foi apresentado para a imprensa nesta sexta-feira. “O objetivo é dar informações completas. Notamos que muitos veículos de imprensa não contam a história toda”, explicou Francisco Brasil, superintendente de incorporações da construtora.
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Conhecido como Mata do Planalto, o local onde serão construídos dois condomínios que totalizarão 750 apartamentos hoje não é um parque regulamentado e nem mesmo uma área totalmente preservada. “É uma propriedade privada que fica fechada para a população, que não pode usufruir diretamente de nada lá”, contou Francisco.
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O projeto da Direcional prevê, além dos prédios, a instalação de três parques: um novo parque municipal, com 45 mil metros quadrados (38% da área total) e dois parques privados, que serão administrados pelos condomínios e fechados para os moradores, somando 35,8 mil metros quadrados (30% da área total). A área que será efetivamente usada para os prédios é de 37 mil metros quadrados (32% da área total).
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Entre os esclarecimentos, a construtora informou que apenas uma nascente de água está na área do empreendimento e será totalmente preservada. Outras 14 estão em lotes adjacentes, mas que não pertencem à Direcional. A preocupação com a impermeabilização do solo também existe: enquanto a legislação exige que 30% da área seja permeabilizada, 49% dos 37 mil metros quadrados em que estarão os prédios estão livres – 80% da área total se os parques forem incluídos.
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“Uma mata abandonada fica degradada. Para você ter uma ideia, jogam esgoto no lagoa e na água que tem ali. Se tiver alguém tomando conta, pode ter certeza que vai se preservar por muitos e muitos anos”, disse Francisco, que esclareceu também que, mesmo sob administração dos moradores, os parques privados não poderão deixar de existir “a minuta de convenção de condomínio será registrada em cartório e mesmo se os moradores quiserem, não poderão suprimir os parques. A supressão será mínima, pensamos em colocar uma pista de caminhada e talvez um quiosque”, completou.
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Já o parque municipal será entregue a Prefeitura de Belo Horizonte, mas só quando estiver em pleno funcionamento “Vamos implementar o parque, mas desde o início Fundação de Parques Municipais dá um direcionamento. Também conversaremos com a população local para ver o que eles esperam da área. Por alguns anos, algo como dois anos, daremos a manutenção dos parques. Depois a PBH assume, mas com parque já em pleno vapor”, disse Francisco.
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A Direcional tem licença prévia para a obra e ainda deve detalhar o seu projeto nos próximos meses. Quando entrar com o pedido de licenciamento de implantação, as medidas compensatórias serão definidas pelos órgãos competentes. “Podemos afirmar que os impactos previstos com a construção do residencial, que terá aproximadamente 750 unidades, serão mitigados e compensados por meio de programas ambientais”, afirma o superintendente.

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FONTE: Estado de Minas.


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Matéria de capa do Diário Oficial do Município – DOM – sobre a revitalização do Parque Mata das Borboletas:

PBH REVITALIZA PARQUE MATA DAS BORBOLETAS 

Pequeno oásis incrustado no Sion recebe melhorias. Fauna, flora e visitantes agradecem 

O pequeno lago artificial e a principal nascente do Parque Mata das Borboletas, localizado no bairro Sion, região Centro-Sul, estão passando por processo de limpeza, desassoreamento e revitalização. Dividido em etapas, os trabalhos buscam aumentar o nível de água do lago e o fluxo das nascentes.

O desassoreamento do lago foi necessário para aumentar a profundidade, que estava entre 5 e 10 centímetros, afetando a fauna local. Segundo a chefe de Divisão de Manejo e Operações Leste, Aline Guerra, “com o baixo nível das águas, percebemos o sofrimento de peixes, aves, cágados, pequenos mamíferos e roedores habitantes do local. Alguns peixes chegaram a morrer. Agora, com a limpeza, a profundidade da lago foi aumentada, variando entre 30 e 50 centímetros, e o fluxo da nascentes também cresceu. Isso trouxe mais umidade para o ambiente, contribui para a melhoria de vida dos animais e com a beleza cênica do parque ”, explica.

Na primeira etapa, executada em setembro, quatro funcionários da Fundação de arques Municipais trabalharam durante 12 dias no desassoreamento das áreas mais rasas do lago e limpando o entorno da nascente. O funcionário Alexandre Gomes participou desse trabalho. “A ação foi importante para a natureza e para os animais. Retirei muita lama do lago”, disse.

Aline informa que foram retirados mais de mil carrinhos de mão cheios de lama. O trabalho foi todo feito manualmente, por causa da topografia, desníveis e cercas, que dificultam a entrada de máquinas no parque.

Um jardim com vegetação nativa será formado ao redor do lago. Já foram plantadas espécies como quaresmeiras, ipês, pau-brasil, embaúbas e ingás. O bambuzal que se encontra no local vai ser manejado, com a retirada de bambus secos e a redução das moitas que geram excesso de sombra. Novas etapas de limpeza do lago e da nascente serão agendadas e Aline afirma que o local vai voltar a ser um espaço de lazer, meditação e descanso.

Para o chefe do Departamento Sudeste, André Funghi, o processo de revitalização é uma forma de reduzir os impactos causados pelo crescimento da cidade. “O parque e o lago sofrem com a urbanização, então, é muito importante que busquemos soluções para minimizar esses efeitos”, afirma.

 O Parque

Implantado em 1995, o Parque Mata das Borboletas ocupa uma área de 35,5 mil metros quadrados e oferece como opções de lazer brinquedos, trilha ecológica, equipamentos de ginástica e área de convivência e contemplação.

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O local possui duas nascentes que abastecem a Bacia do Córrego Acaba Mundo e um pequeno lago artificial. Sua área é totalmente permeável e funciona como recarga do lençol freático. Fonte de alimento e abrigo para a fauna silvestre, o espaço apresenta uma grande quantidade de borboletas, o que deu origem ao seu nome.

Localizado na encosta da Serra do Curral, sua vegetação, predominantemente nativa do cerrado, possui formações de campo cerrado, mata ciliar e campo hidromórfico. Florescem ali espécies como ingá, pau-d’óleo, cambratá, sucupira, cedro, aroeira, ipê e bambu de listra. A área vegetada é contínua e corresponde a mais de 80% da área total.

A fauna apresenta mamíferos como gambás e preás, além de aves como sabiás, tizius, garrinchas, almas-de-gato, sebinhos, bem-te-vis, andorinhas, bicos de lacre e marias- pretas. 

Horário de funcionamento:

terça-feira a domingo, das 8h às 18h.  

Localização:

Rua Assunção, 650 – Bairro Sion.  

Informações: 3277-8221 

Entrada gratuita.

 

 


Moradores fazem passeata para proteger Mata do Planalto, na Região Norte de BH
Moradores do Bairro Planalto querem barrar construção de 16 prédios em uma das últimas áreas verdes remanescentes de Mata Atlântica em BH

 

 

Imagem aérea da Mata do Planalto, na Região Norte de Belo Horizonte (Reprodução/Google)
Imagem aérea da Mata do Planalto, na Região Norte de Belo Horizonte


Moradores do bairro Planalto, na Região Norte de Belo Horizonte, realizam na manhã deste sábado passeata em protesto contra projeto imobiliário para construção de prédios dentro da Mata do Planalto, uma das últimas áreas verdes remanescentes de Mata Atlântica da capital.

Areá de propriedade particular, a Mata do Planalto é  uma reserva com 200 mil metros quadrados onde uma construtora paulista quer construir 16 prédios, com 15 andares cada um, totalizando 760 apartamentos. “É inadmissível do ponto de vista da cidadania e dos interesses da coletividade que a Mata do Planalto seja devastada”, protestou a professora aposentada e presidente da Associação Comunitária do Planalto e Adjacências (ACPAD), Magali Ferraz Trindade.

De acordo com ela, desde de 2010, a comunidade luta para preservar a área. O pedido de licença prévia da construtora paulista foi retirado de pauta do Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comam). Entretanto, Magali disse que, apesar disso, os moradores estão apreensivos tendo em vista as possíveis alterações na Lei de Uso e Ocupação do Solo apresentadas pela Prefeitura de Belo Horizonte.

“Nós estamos vigilantes a todas as possíveis mudanças nas leis de BH. Nós queremos que a área se torne preservada permanentemente”, afirmou Magali. Ela destacou que o maior temor, além dos prejuízos à fauna local, é com as 20 nascentes da área. “A construção pode atingir o lençol freático, prejudicando o córrego do Bacurau, que alimenta o rio das Velha”, justificou

Passeata

De acordo com Magali, em torno de 200 pessoas participam da passeata, na manhã deste sábado, que após percorrer as principais ruas e avenidas do bairro, vai terminar em um evento cultural – com apresentação de rodas de capoeira e show musical de duas bandas-, na Parça da Paz, no Bairro Planalto.

FONTE: Estado de Minas.


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