Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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Médica do “Bando da Degola” perde emprego após apresentar declaração falsa

Gabriela Corrêa Ferreira da Costa responde o processo em liberdade

Gabriela Corrêa Ferreira da Costa responde o processo em liberdade

A médica Gabriela Corrêa Ferreira da Costa, condenada por integrar o grupo que sequestrou e matou dois empresários na Zona Sul de Belo Horizonte – conhecido como “Bando da Degola” -, perdeu o emprego de clínico geral na Prefeitura de Poá, em São Paulo. Conforme o Executivo, ela apresentou falsa declaração, alegando que nunca respondeu processo criminal, para conseguir a vaga.

Costa foi sentenciada a 46 anos de prisão pelos crimes de homicídio qualificado, cárcere privado, extorsão, destruição e ocultação de cadáver e também formação de quadrilha. Contudo, por ser ré primária, ela recorre em liberdade. O crime aconteceu em um apartamento no bairro Sion, em abril de 2010.

Segundo a Prefeitura de Poá, a médica foi aprovada em concurso público em 6º lugar. Ela chegou a fazer plantão no último dia 15 no Hospital Municipal Doutor Guido Guida, mas foi afastada no dia 19.

“Antes da contratação, a documentação dela foi checada. Nos documentos apresentados não constam nenhum impedimento. Todavia, após diligências de funcionários da Prefeitura de Poá, verificou-se que as informações declaradas pela funcionária por escrito apresentavam indícios de irregularidade”, informou.

“Os documentos são verdadeiros, porém a declaração dada por ela por escrito na posse é falsa, por isso ela foi afastada do cargo”, prosseguiu o Executivo. Um processo disciplinar-administrativo foi aberto contra a médica e tem duração de 60 dias, podendo ser prorrogado por mais 60.

“E, apesar de não haver condenação definitiva, a Prefeitura de Poá não compactua com desvios de conduta que possam colocar nossos munícipes em qualquer margem de risco, porque a nossa função é zelar pela vida das pessoas”, justificou.
Entenda o caso

Segundo a denúncia do Ministério Público, os empresários assassinados Rayder Rodrigues, de 39 anos, e Fabiano Ferreira Moura, de 36 anos, estavam envolvidos em estelionatos e atividades de contrabando de mercadorias importadas, mantendo em seus nomes várias contas bancárias, nas quais eram movimentadas grandes quantias em dinheiro.

A promotoria alega que o garçom Adrian Gabriel Grigorcea foi o responsável por atrair o genro, Rayder Rodrigues, de 39 anos, ao apartamento de Frederico Costa Flores Carvalho. Frederico é apontado como o líder do Bando da Degola. O dono do imóvel e dois ex-policiais militares, André Bartolomeu e Renato Mozer, amarram e torturam Rayder para conseguir informações sobre contas bancárias das lojas dele.

O sócio de Rayder, Fabiano Ferreira Moura, de 36 anos, também foi levado ao apartamento. Ambos foram assinados no local. As vítimas ainda tiveram os dedos e cabeças cortados, para dificultar a identificação. Os corpos foram jogados em uma estrada em Nova Lima, na Região Metropolitana de BH.

No dia seguinte, de acordo com o MP, os réus se reuniram para limpar a cena do crime e realizar um churrasco no apartamento.

Condenações

O líder do bando, Frederico Flores, foi julgado em setembro de 2013 e sentenciado a 23 anos de reclusão por homicídio qualificado, sequestro e cárcere privado, extorsão, destruição e ocultação de cadáveres e formação de quadrilha.

O ex-policial militar Renato Mozer e o estudante Arlindo Soares Lobo também já foram condenados a penas de 59 e 44 anos de prisão, respectivamente. O garçom norte-americano Adrian Gabriel Grigorcea foi condenado, em 14 de julho de 2014, a 30 anos de prisão por dois homicídios triplamente qualificados e formação de quadrilha.

O pastor Sidney Eduardo Benjamim foi julgado em setembro de 2014 e sentenciado a três anos de reclusão em regime aberto. A médica Gabriela Corrêa Ferreira da Costa, de 31 anos, foi condenada a 46 anos de prisão em regime fechado, mas recorre em liberdade.  O advogado Luiz Astolfo Sales Bueno foi sentenciado, em julho de 2015, a 4 anos de prisão em regime aberto. No entanto, recorre em liberdade

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FONTE: Hoje Em Dia.


Médica mineira solta o verbo nas redes sociais

Entre o ritmo do consultório em Pará de Minas e a ginga nos palcos de BH, doutora mostra veia de escritora e atrai seguidores com histórias vividas no atendimento à comunidade

 Jair Amaral/EM/D.A Press


Pará de Minas –
A médica Júlia Maria Simão da Rocha, de 32 anos, já se acostumou a ter vida dupla. “Meu marido sabe e me incentiva muito”, diverte-se a belo-horizontina residente em Pará de Minas, na Região Centro-Oeste do estado, que, além de profissional especializada em medicina de família e comunidade, é sambista e vai fundo na carreira de cantora. Há um ano, Júlia Rocha, como é mais conhecida, ganhou público em outra área, a internet, ao escrever pequenas histórias numa rede social sobre cenas presenciadas e vividas na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Bairro Providência. “Agora tenho vida tripla, até me surpreendo com a quantidade de visualizações. O primeiro post (texto) teve 33 mil curtidas”, conta a médica, cantora e escritora, com tempo apenas na hora do almoço para falar da vida e dos planos.
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Na sexta-feira, Júlia contou que a tarde seria um pouco mais calma. “Chego a atender 30 pessoas por dia. Saio moída do consultório, mas a música me recupera totalmente. Medicina causa desgaste físico e mental; o samba tem leveza, me revigora”, diz a médica, sempre de ouvidos bem abertos para, ao lado do marido Átila Souza, administrador e músico, ouvir Cartola, Noel Rosa, Pixinguinha, Caetano Veloso, Chico Buarque e Arlindo Cruz. “Gosto de Música Popular Brasileira (MPB) de qualidade e minha voz preferida será sempre Marisa Monte”, revela, enquanto, de brincadeira, transforma o estetoscópio em microfone e mostra talento com os versos da artista favorita: “Dentro de cada pessoa/Tem um cantinho escondido/Decorado de saudade/Um lugar pro coração pousar/Um endereço que frequente sem morar…”.

 Arquivo Pessoal

Para conhecer melhor Júlia, é preciso dividir sua história em três partes, sem qualquer nota dissonante entre elas, pois os momentos se completam. Formada em medicina em Pouso Alegre, no Sul de Minas, ela alternou o curso com a apresentação em bares. “Nos primeiros quatro anos, eu já trabalhava e, na sexta-feira à tardinha, pegava o ônibus para Belo Horizonte a tempo ainda de cantar na noite. No domingo, voltava para Pouso Alegre e a semana transcorria normalmente”, afirma.
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Ao se formar, há cinco anos, Júlia decidiu fazer residência no Hospital Odilon Behrens, na capital, e escolheu como especialidade a medicina de família e comunidade, uma grande paixão e que, ao ser mencionada, faz os olhos verdes brilharem sob as lentes. “Quando canto, tiro os óculos, viu?”, comenta, antes de citar o pai, médico-cirurgião, como principal influência na definição desse caminho. “A medicina da família cria laços, vínculos, abre as portas para o sistema de saúde. A gente acompanha o paciente o tempo todo, se envolve, se emociona, telefona, quer saber sobre o estado, enfim, está presente na vida dele. O médico da família, na verdade, é um bom comunicador”, resume Júlia, que chegou a estudar um ano de jornalismo na PUC Minas.
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HORÁRIO INTEGRAL
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Na Unidade Básica de Saúde, a médica trabalha das 7h às 16h e, algumas vezes, para relaxar, solta a voz bem baixinho em algum canto. Mas sexta-feira é sagrado. Ao terminar o serviço, ela e Átila pegam a estrada em direção a BH para se apresentarem em bares e festas. “Me considero uma cantora profissional, quero construir uma carreira, gravar CD, fazer shows Brasil afora”, avisa, com o pensamento fixo na cadência bonita do samba. “Sabe que, às vezes, quando vejo um show meu gravado em vídeo, fico achando que não sou eu?”, ressalta a médica, arrumando mais uma vez a cabeleira. “Alguns pacientes falam que tenho cara de artista. Já tive fios lisos, mas depois deixei crespos. Foi uma libertação”, confessa.
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A terceira fase da vida tem a ver com as palavras escritas. Leitora contumaz que anda meio sem tempo para ler tudo o que gostaria, Júlia conta que, desde criança, tem amor pela redação. E a inspiração brotou há um ano, quando atendeu um homem de 57 anos, com câncer no fígado (leia o texto nesta página). “Procuro dar um olhar humano à história, longe do caráter biomédico. É tipo uma crônica do cotidiano. Nesse caso específico, que mexeu muito comigo, foi quase como um desabafo”, conta Júlia, que se surpreendeu com as 10 mil pessoas que compartilharam o post – “gente do Piauí, do Acre”. Hoje, explica que já perdeu a conta do número de textos publicados na internet. “No início, amigos me cobravam um novo post. Agora, estão me cobrando um livro. Quem sabe?”, conta, com um sorriso simpático.
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O almoço termina e é hora de voltar para o batente. “Nunca tenho tempo para o lazer, meu descanso é mesmo cantar, compor e ouvir o som do pandeiro, cavaquinho e tan tan e da viola de sete cordas. Também não tenho preconceito com ritmos, pois música tem função social. Ouço do funk ao pagode, embora tenha meus eleitos na MPB”, reitera. De volta ao consultório, a doutora Júlia recebe com doçura, na porta, uma jovem paciente, sem perder o ritmo e a ginga que a transformam completamente sob as luzes do palco.

 Jair Amaral/EM/D.A Press

Uma consulta
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Cena descrita por Júlia Rocha em sua estreia na internet
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Daí, que um paciente de 57 anos entra no consultório, de cabeça baixa, e me conta que há 5 meses vem perambulando de médico em médico no seu convênio sem solução do seu problema:
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Paciente:
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“Eu fico pensando, em casa, nas coisas que eu quero falar para o médico mas, quando chega a hora da consulta, não dá tempo. O médico me pediu exame sem me examinar e disse que o que eu tenho é pedra nos rins. Disse que eu tenho que operar, me deu um remédio pra dor e pediu mais exames.”
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Eu:
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“E por que o senhor não falou o que precisava falar?”
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“Fico sem jeito, porque esse negócio de dinheiro é complicado. Ele precisa chamar mais gente, né. Eu não posso tomar muito do tempo dele.”
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“Então, hoje, eu quero que o senhor fale tudo que o senhor pensou em casa. Pode ser?”
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“Estou emagrecendo muito e sentindo muita dor na barriga (…)”, queixou-se ainda de sintomas urinários.
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Examinando… uma tristeza atrás da outra. Massa abdominal dura feito pedra e um fígado enorme… Emagrecimento de 17 quilos nos últimos 4 meses, sem ter feito esforço para isso. Pra quem não é médico, um paciente consumido, provavelmente, por câncer.
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E o pior ainda está por vir:
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Depois de 25 minutos de consulta, VINTE E CINCO MINUTOS, orientações feitas, exames pedidos com prioridade máxima, estendo minha mão e digo: “Temos um caminho longo pela frente, mas estaremos juntos, certo?!”
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E ele me respondeu: “Esta foi a consulta mais longa da minha vida. E se eu passar ao seu lado na rua, você vai me reconhecer, né. Porque você olhou no meu rosto o tempo todo. Isso é legal… (olhos marejados – e eu também). Doutora, ninguém nunca examinou minha barriga. Muito obrigado!”
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E eu pensei: “Eu que te agradeço…” Ele saiu, eu fechei a porta, chorei 3 minutinhos (pensando na minha vida) e chamei o próximo.
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E viva a MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE, que me ensinou que posso chorar, só um pouquinho, levantar a cabeça e chamar o próximo. Sempre haverá o próximo. E desta vez, o próximo era uma criança linda e saudável!
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Amém!
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Em tempo: isso foi um desabafo… faço isso, às vezes, pra não ficar doente. Não é uma crítica a nenhum colega em especial, mas dá pra ver que grande parte da tecnologia que precisamos pra ajudar nossos pacientes está em nós.

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FONTE: Estado de Minas.


Médica do Bando da Degola é demitida de hospital no Rio de Janeiro

Gabriela Corrêa trabalhava há um mês no setor de paciente grave de um hospital municipal da cidade de Maricá. Secretaria Municipal de Saúde optou pela demissão ao saber que a médica foi condenada pela Justiça em Minas

 

Edésio Ferreira/EM/D.A Press - 31/03/2015

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A médica Gabriela Corrêa da Costa, integrante da quadrilha conhecida como Bando da Degola, responsável pela morte de dois empresários no Bairro Sion, Região Centro-Sul de Belo Horizonte, em 2010, foi demitida de um hospital no estado do Rio de Janeiro.

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Em 31 de março, a Justiça sentenciou Gabriela por homicídio qualificado, cárcere privado, extorsão, destruição e ocultação de cadáver e formação de quadrilha. Ela tem que cumprir 46 anos e seis meses de prisão, mas recorre em liberdade. A médica trabalhava há um mês e meio no Hospital Municipal Conde Modesto Leal, na cidade de Maricá. Ela atuava na área de rotina médica do Setor de Paciente Grave (SPG). 
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Por meio de nota, a Prefeitura de Maricá explica que o vínculo profissional de Gabriela era com uma organização social contratada pelo órgão para gerenciamento da unidade, incluindo recursos humanos do hospital. Os dois registros profissionais (CRM) da médica são válidos, o que permitia que ela trabalhasse normalmente no hospital. 
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Conforme a prefeitura, Gabriela foi afastada na última segunda-feira por decisão da secretária adjunta de Saúde depois de tomar conhecimento, por meio da imprensa, da existência de uma sentença judicial com condenação. “A secretaria acrescenta que desconhecia a existência do processo, uma vez que a documentação da médica junto ao conselho fiscalizador estava sem pendências, o que permitiu a contratação”, diz o texto. 
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Na nota, o Executivo municipal justifica a demissão. “Vale ressaltar, ainda, que por mais que a secretaria considere que a médica contribuiu para a assistência eficaz aos pacientes, o seu envolvimento em um ato criminoso compromete a confiabilidade da relação tanto com a pasta, quanto com os próprios pacientes, daí a opção por solicitar o desligamento da profissional”, finaliza a Prefeitura de Maricá.

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Condenada por decapitação pode exercer a medicina, explica Cremerj

Segundo o Conselho, crime ocorreu na esfera cível e não médica.
Ela foi suspensa da profissão por 20 dias e já cumpriu a punição.

 

Médica de 31 anos foi acusada de crimes em BH (Foto: Lei Seca Maricá)Médica de 31 anos foi acusada de crimes em BH
O presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj), Pablo Vasques, disse nesta quarta-feira (17) à reportagem do G1 que a médica Gabriela Corrêa Ferreira da Costa, de 31 anos, continua exercendo a medicina porque ela cometeu um crime na esfera cível e não médica.

“Evidente que essa é uma situação desagradável. Mas se um médico comete um crime comum, como um atropelamento, por exemplo, deve ser julgado na Justiça comum. São realidades diferentes”, avaliou Pablo.

Ela foi condenada no dia 31 de março a 46 anos de prisão por fazer parte do chamado “bando da degola”, que sequestrou e decapitou vítimas em Belo Horizonte. Há um mês e meio ela voltou a trabalhar após ser contratada pelo Hospital Municipal Conde Modesto Leal, em Maricá, no litoral do Rio.

A médica acabou sendo demitida na última segunda-feira (15) depois da Secretaria de Saúde da cidade tomar conhecimento dos antecedentes criminiais.

Segundo o presidente do Cremerj, Gabriela foi julgada na esfera ética pelo Conselho Federal de Medicina e recebeu uma suspensão de 20 dias. A punição já foi cumprida e ela está apta a exercer a profissão em qualquer parte do Brasil.

“Existem três punições possíveis para um julgamento ético: censura pública, suspensão de 20 dias ou cassação do registro. O Conselho Federal optou pela suspensão e não nos cabe avaliar essa decisão”, afirmou Pablo.

A reportagem do G1 entrou em contato com a assessoria do Conselho Federal de Medicina, mas nenhum representante foi indicado para falar sobre o assunto até a publicação desta reportagem. A assessoria do Conselho Federal informou que vai levantar os arquivos do processo para que a instituição possa se pronunciar. A reportagem tentou contato ainda com a defesa da médica, mas o advogado não retornou as chamadas.

Entenda o caso
Gabriela Corrêa Ferreira da Costa foi condenada no dia 31 de março pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) pelos crimes de formação de quadrilha, extorsão, cárcere privado, homicídio triplamente qualificado e destruição e ocultação de cadáver. Ela foi considerada pelo 2º Tribunal do Júri de Belo Horizonte culpada pelas mortes de Fabiano Ferreira Moura e Rayder Santos Rodrigues, que foram extorquidos, sequestrados, torturados e assassinados em um apartamento no bairro Sion, Região Centro-Sul da capital, em abril de 2010.

Após ser demitida do Hospital Conde Modesto Leal, em Maricá, a Prefeitura da cidade enviou uma nota se pronunciando sobre o assunto. A nota informa que os registros da médica eram válidos e seu comportamento técnico foi considerado “excelente”, reduzindo inclusive o índice de óbitos no hospital. A assessoria também informou que o vínculo profissional da médica era com a Organização Social (OS), contratada para o gerenciamento da unidade.

“A médica foi afastada […] imediatamente após conhecimento, através da imprensa, da existência de uma sentença judicial com condenação. A Secretaria acrescenta que desconhecia a existência do processo, uma vez que a documentação da médica junto ao conselho fiscalizador estava sem pendências, o que permitiu a contratação”, informou a nota.

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FONTE: Estado de Minas e G1.


Médica que integrou Bando da Degola, em BH, é condenada a 46 anos e seis meses de prisão

A médica Gabriela Ferreira da Costa, de 31 anos, foi condenada, no início da noite desta terça-feira, a 46 anos e seis meses de prisão em regime fechado. Gabriela era acusada de ser um dos membros do Bando da Degola e foi sentenciada pelos crimes de formação de quadrilha, extorsão, cárcere privado, homicídio triplamente qualificado (praticado com o fim de facilitar a execução de outro crime utilizando meio cruel e dificultando a defesa da vítima) e destruição e ocultação de cadáver.No interrogatório, que durou dez horas, Gabriela afirmou que sua participação no crime foi somente realizar saques nas contas das vítimas, mas ressaltou ter sido obrigada a fazer isso, pois era amedrontada.

Segundo Gabriela, um mês antes dos crimes o chefe da quadrilha, Frederico Flores, ameaçava ferir seus parentes e amigos. Ela contou que era vigiada e seguida o tempo todo por integrantes do bando.

Por outro lado, o promotor Francisco de Assis Santiago disse que Gabriela mente para não sofrer sanções. Para ele, a motivação da médica foi o “dinheiro sujo do crime” e a ré tinha conhecimento de todo o esquema. Santiago não acredita que ela tenha sido coagida por Flores.

A defesa da ré, declarou que só há evidências de que a médica movimentou as contas das vítimas, mas não há provas da participação dela nos outros crimes cometidos pelo grupo.

O júri foi presidido pelo juiz Glauco Eduardo Soares Fernandes e o conselho de sentença foi composto por seis mulheres e um homem.

O crime

Em abril de 2010, a quadrilha assassinou os empresários Rayder Santos Rodrigues, de 39 anos, e Fabiano Ferreira Moura, de 36, em um apartamento do Bairro Sion, Região Centro-Sul de Belo Horizonte.

As vítimas foram sequestradas e extorquidas antes de serem executadas. Depois, tiveram as cabeças arrancadas e os dedos cortados e jogados em local não identificado. Os corpos foram queimados na MG-030, em Nova Lima.

As investigações apontaram para oito os membros da quadrilha. Destes, Frederico Flores, foi condenado a 39 anos de prisão; Renato Mozer a 59; Arlindo Soares a 44; Adrian Gabriel Gricorcea a 30; e Sidney Eduardo Benjamin a 3 anos, sendo este, em regime aberto.

Ainda aguardam julgamento em liberdade Luiz Astolfo e André Bartolomeu.

 

Médica do Bando da Degola é condenada a 46 anos e seis meses de prisão, mas continua solta

Gabriela Corrêa da Costa foi sentenciada por homicídio qualificado, cárcere privado, extorsão, destruição e ocultação de cadáver e formação de quadrilha

Edesio Ferreira/EM/D.A Press

O júri popular condenou mais um integrante da quadrilha conhecida como Bando da Degola, grupo acusado de matar os empresários Fabiano Ferreira Moura, de 36 anos, e Rayder Santos Rodrigues, de 39, em um apartamento no Bairro Sion, Região Centro-Sul de Belo Horizonte. A médica Gabriela Corrêa da Costa foi sentenciada por homicídio qualificado, cárcere privado, extorsão, destruição e ocultação de cadáver e formação de quadrilha. Ela terá que cumprir 46 e seis meses de prisão. Porém, vai recorrer em liberdade.

O crime aconteceu em abril de 2010. Segundo as investigações, Frederico Flores, apontado como o líder da quadrilha, foi informado que os empresários Rayder e Fabiano estavam envolvidos em estelionato e contrabando, movimentando grande quantidade de dinheiro em várias contas bancárias. A partir daí, o bando sequestrou, extorquiu e matou os empresários com ajuda de outras sete pessoas. Os assassinatos aconteceram em 10 e 11 de abril em um apartamento depois que os acusados realizaram saques e transferências das contadas das vítimas. Em seguida, segundo relato do Ministério Público, eles mataram os empresários, cortando suas cabeças e dedos para dificultar a identificação, e os levaram para a região de Nova Lima, onde foram deixados parcialmente queimados. No dia seguinte, os réus se reuniram para limpar o apartamento. A médica foi apontada nas investigações da Polícia Civil como a gerente da quadrilha.

O julgamento durou aproximadamente nove horas no 2º Tribunal do Júri de Belo Horizonte, no Fórum Lafayette. A sessão foi presidida pelo juiz titular Glauco Eduardo Soares Fernandes. Seis mulheres e um homem integraram o Conselho de Sentença. O promotor Francisco Santiago não ficou totalmente satisfeito com o resultado. “Por ela não sair presa, só no futuro vou poder dar uma resposta final a família das vítimas e a sociedade”, disse. Os advogados de defesa afirmaram que vão recorrer da sentença, pois consideraram errado as formas que foram escolhidos os quesitos.

Além de Gabriela e o líder do grupo, outras quatro pessoas foram condenadas. o ex-cabo da Polícia Militar (PM) Renato Mozer, o ex-estudante Arlindo Soares, o garçom norte-americano Adrian Gabriel Grigorcea, e o pastor Sidney Eduardo Beijamin.

O júri

Em depoimento durante o julgamento, Gabriela afirmou que fez os saques nas contas bancárias dos dois empresários mortos pela quadrilha. Ela afirmou que as primeiras transferências foram feitas por uma das vítimas, mas admitiu que fez outras transações semelhantes.

Ao comentar sobre os crimes, tentou deixar claro que cometeu os atos sob ameaças. A médica afirmou que era vigiada e seguida por membros do grupo criminoso. Durante o interrogatório, a médica contou para o advogado de defesa que foi chamada para assistir às agressões contra as vítimas para ser intimidada, caso traísse o líder da quadrilha.

Disse que não procurou a polícia ao ser convencida por Frederico Flores, considerado chefe da organização. Gabriela admitiu que sabia do sequestro, mas negou o envolvimento nos crimes que responde.

Gabriela está solta desde 6 de junho de 2010 depois de um habeas corpus que a tirou do Presídio São Joaquim de Bicas II.

Debates

O debate começou com o Promotor Francisco Santiago. Ele argumentou que a médica mentiu durante o depoimento para não sofrer sanções, como outros membros da quadrilha que já foram julgados. Para Santiago, Gabriela entrou no grupo por causa do ‘dinheiro sujo’ e tinha um conhecimento de todo o esquema. O promotor afirmou que não acredita que a ré era coagida pelos outros integrantes da quadrilha.

O advogado Arthur Kalil, que defende a médica, iniciou a sua argumentação citando o laudo psicológico de Frederico Flores. Durante o processo, a defesa do ex-estudante de direito tentou provar a insanidade mental do réu, mas um laudo indicou que ele é inteiramente capaz de compreender a gravidade dos crimes cometidos. Mesmo assim, Kalil citou a avaliação de especialistas e também histórico psiquiátrico revelado pela mãe do acusado.

O defensor afirmou que Gabriela não tinha condições psicológicas para ‘ser uma heroína’ e denunciar o plano. Segundo ele, há provas que a médica movimentou as contas das vítimas e não há provas de sua participação nos outros crimes.

FONTE: Itatiaia e Estado de Minas.


Médica tem direito de trabalhar suspenso

A médica Myriam Priscila de Rezende Castro, condenada a seis anos de prisão por ter mandando cortar o pênis do ex-noivo em Juiz de Fora, na Zona da Mata, teve suspenso o direito de sair para trabalhar fora da prisão durante o dia. Na decisão, o juiz Marcelo Augusto Lucas Pereira, da Vara de Execuções Penais de Belo Horizonte, afirmou que a mulher de 34 anos tentou “ludibriar” a Justiça ao não cumprir corretamente o acordo de trabalho.

myriamMyriam Castro foi condenada por mandar cortar o pênis do ex-noivo

Myriam está presa na Penitenciária Estêvão Pinto, no Bairro Horto, Região Leste de BH, e cumpre a pena em regime semiaberto. Segundo a decisão, a médica conseguiu autorização para trabalhar em junho, apresentando a proposta de uma escola infantil da Região da Pampulha, na capital. No entanto, a defesa apresentou uma petição explicando que a médica foi dispensada do trabalho no primeiro dia e começou a procurar emprego em outros lugares. Ela acabou sendo contratada pela Prefeitura de Ibirité para atuar no Programa de Saúde da Família. Diante da situação, a defesa pediu que a autorização para trabalho externo fosse alterada para permitir a saída dela.
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O juiz Marcelo Augusto Lucas Pereira afirma que a médica não demonstrou comprometimento com o benefício de trabalho externo. Em sua decisão, publicada em 5 de setembro, o magistrado ressalta que Myriam vinha desvirtuando o procedimento. “(…) ao que tudo indica, tentou ludibriar o juiz, uma vez que, ao ser dispensada pelo empregador, já no primeiro dia de labor, não comunicou a este juiz, nem mesmo à autoridade custodiante, a respeito da situação. Além disso, ela permaneceu saindo diariamente do presídio, como se trabalhando estivesse, evidenciando irresponsabilidade com os seus deveres”, explica.
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PACIENTES O magistrado esclarece ainda que Myriam produziu provas contra si mesma. “Curioso é que na comunicação interna feita pelo atual empregador, trazido pela própria apenada, atesta-se que ela não está cumprindo corretamente o seu horário de trabalho, gerando transtornos no atendimento dos pacientes.” Considerando as irregularidades apresentadas, o juiz ordenou a suspensão do benefício de saída para o trabalho externo e outras autorizações de saída concedidas a ela.
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O em.com.br tentou entrar em contato com o advogado de Myriam Priscila, mas ele não foi localizado para comentar a decisão da Vara de Execuções Penais.
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FONTE: Estado de Minas.


 

Médica condenada por mandar amputar membro de ex-noivo volta a clinicar

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A médica mineira Myriam Priscilla de Rezende Castro, de 34 anos, acusada de ter mandado amputar o órgão sexual do ex-noivo, está de volta aos consultórios médicos. Condenada a seis anos de prisão em regime semi-aberto, ela foi presa na abril deste ano após ser capturada pela polícia de Minas, na cidade de Pirassununga, interior de São Paulo.
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Conforme informações da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), há dois meses Myriam Castro realiza atendimentos médicos durante o dia e retorna ao Complexo Penitenciário Feminino Estevão Pinto.  Segundo a Seds, o benefício foi adquirido há dois meses.
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A médica foi condenada por mandar cortar o membro do ex-noivo por não aceitar o fim do relacionamento, três dias antes do casamento. Ela teria contratado dois homens para fazer o serviço. Pelo crime, ela foi condenada a cumprir pena de seis anos de prisão. No entanto, ela fugiu logo após a sentença.
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O crime ocorreu em Juiz de Fora, região da Zona da Mata, em 2002.  Wendel José de Souza havia rompido o noivado com a mulher. Revoltada, a médica contou com a ajuda do pai, Walter Ferreira de Castro, atualmente com 76 anos, para contratar dois homens para mutilar o ex-noivo.
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Antes de sofrer a agressão, Wendel recebeu ameaças por parte de Myriam, avisando que ele não escaparia ileso do caso. A vítima chegou a ter a casa e o carro incendiados pela acusada. Integrante de uma família rica e de renome social em Juiz de Fora, Myriam deu prosseguimento ao plano de vingança, contratando três homens para executar a mutilação.
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Desmaio
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No dia em que foi rendido pelos agressores, Wendel estava em companhia do irmão, que chegou a desmaiar diante da violência da cena. Os executores usaram uma faca para cortar o órgão do rapaz e fizeram questão de dizer que estava agindo a mando da ex-noiva e do pai dela .
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A médica se mudou para Barbacena após o crime, onde continuou atuando como clínica geral até o final de 2013. A transferência para Pirassununga, no interior de São Paulo, ocorreu depois da sentença transitar em julgado, confirmando a pena de seis anos de prisão pelo crime de lesão corporal gravíssima.
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Até então, a médica havia conseguido manter a liberdade com base em uma sequência de recursos judiciais, o que não caberia mais após a decisão final da Justiça. Ela estava saindo de casa, um condomínio de luxo, para o trabalho, na manhã desta terça-feira, quando policiais civis de Minas efetuaram sua prisão.

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FONTE: Hoje Em Dia.


 

Na universidade, índios buscam formação para socorrer aldeias em Minas



Na universidade, índios buscam formação para socorrer aldeias em Minas
ADANA – “Pertenço aos dois mundos. Sento com os velhos e como peixe com farinha, mas sei usar garfo

Cansados de esperar pela melhoria do acesso à saúde nas comunidades, seis indígenas de Minas, Mato Grosso e Bahia decidiram sair das tribos em busca de solução. Prestaram vestibular, dedicam-se a horas de estudo, driblam a saudade da família e as dificuldades iniciais de convívio com os demais estudantes. Tudo para se tornarem os primeiros médicos de origem indígena formados pela UFMG.

O seleto grupo de estudantes – duas moças e quatro rapazes de etnias diferentes – tem a mesma meta: depois de formados, querem regressar às aldeias onde nasceram e aplicar o conhecimento adquirido na comunidade.

Aos 25 anos, o Pataxó Vazigton, o Zig, nascido em Cumuruxatiba, Sul da Bahia, frisa que é grande a demanda por profissionais de saúde nas tribos. “Gente do Rio e São Paulo fica pouco tempo na aldeia e logo vai embora. Quem sofre com isso é a comunidade”.

Zig cursa o 8º período de medicina por influência dos mais velhos de sua etnia, que o convenceram a deixar o curso de Biologia na Universidade Estadual da Bahia, onde era bolsista. Zig prestou vestibular para a UFMG em 2009 e ingressou na Faculdade de Medicina em 2010.

“Por ser um curso elitizado, fiquei surpreso com a maneira como fomos recebidos. As relações de amizade dentro da escola minimizam as dificuldades”, conta, referindo-se à adaptação inicial.

Amaynara, Pataxó de Carmésia, no Vale do Rio Doce, acredita na saúde preventiva como forma de melhorar o dia a dia nas aldeias. Ela defende o trabalho em equipe, holístico, com os demais agentes de saúde. “Sou muito sonhadora. Só pelo fato de conhecer a comunidade temos muito a contribuir enquanto profissionais”, diz a aluna do 7º período.

Provocar o diálogo entre a medicina ocidental e a medicina tradicional indígena é uma das metas de Adana Omágua-Kambeba, que trocou a aldeia em Manaus por Belo Horizonte. A jovem quer se tornar médica para ajudar na melhoria da saúde indígena da Amazônia, onde, por falta de estrutura e assistência, muitas crianças morrem.

“Quero contribuir com o meu exemplo e incentivar outros jovens da etnia”.

 

Médica será também pajé da tribo

Cantora, compositora e pesquisadora da cultura Omágua-Kambeba, a jovem Adana – a idade ela não quis revelar – chegou à UFMG em 2012, após três meses no set de filmagens de Xingu, filme de Cao Hamburguer que narra a história dos irmãos Villas Boas. Popular, com 2.140 amigos no Facebook, ela pretende conciliar as agendas acadêmica e artística, mas recusou convite para novos filmes, por causa do curso.

“Meu tataravô, bisavô e avô eram pajés que as pessoas procuravam para as curas. Desde criança tive tendência para cuidar de pessoas, plantas e animais”, conta Adana, futura pajé da aldeia, no Amazonas. O pajé é uma pessoa de destaque em certas tribos indígenas. São curandeiros, tidos como portadores de poderes ocultos ou orientadores espirituais.

“Meu médico já chegou aqui” é a frase mais ouvida pelo Pataxó Vazigton, o Zig, quando ele vai à aldeia, duas vezes a cada ano, nas férias escolares. “A gente é exemplo e abre as portas para outros”, orgulha-se.

“A comunidade e as lideranças ficam orgulhosas de saber que estamos estudando para ser médicos”, emenda Amaynara, da tribo Pataxó no Vale do Rio Doce. A jovem também pretende unir os conhecimentos acadêmico e tradicional para a prática da medicina preventiva, mas admite que a chamada “medicina de branco” tem tido mais cartaz. “Temos de valorizar os raizeiros, os sábios. Todos têm conhecimento das plantas medicinais.]

 

Ao todo, 21 comunidades nos bancos da UFMG

O programa da UFMG de licenciatura para a comunidade indígena tem atualmente 140 alunos de 21 aldeias de Minas, Bahia, Mato Grosso e Pernambuco. A cada ano, a instituição oferece 12 vagas suplementares em seis cursos: medicina, enfermagem, odontologia, ciências agrárias, ciências sociais e ciências biológicas.

A UFMG criou o Conselho Consultivo Indígena, composto de professores e membros de comunidades tradicionais, para institucionalizar as políticas voltadas às comunidades indígenas.

“A universidade tem um papel político de ampliar o diálogo entre os saberes tradicionais e acadêmicos, para que os povos indígenas possam se expressar”, afirma a vice-reitora da UFMG, Sandra Goulart.

Segundo ela, a UFMG pretende trabalhar com outras instituições para que o programa voltado aos indígenas torne-se política de Estado. “Tentamos ampliar o diálogo para implementar uma política de inclusão”.

 

FONTE: Hoje Em Dia.

 

 



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