Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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MAL DE MÉDICOS E DOENTES
Equipes incompletas, equipamentos inoperantes e falta de leitos e medicamentos submetem pacientes do SUS a peregrinação em veículos de socorro em BH para conseguir atendimento
Ambulância chega ao João XXIII, onde médicos afirmam receber pedidos de colegas para acolher pacientes (Túlio Santos/EM/D.A Press)
Ambulância chega ao João XXIII, onde médicos afirmam receber pedidos de colegas para acolher pacientes
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A busca pelos serviços de saúde em Belo Horizonte e em outras cidades da Grande BH é um drama que não termina nas unidades de urgência e emergência e gera outro movimento na rede pública: o vaivém de ambulâncias pela capital. Com equipes médicas desfalcadas, equipamentos quebrados ou em manutenção, além de falta de leitos e medicamentos – como mostrou ontem reportagem do Estado de Minas –, pacientes são obrigados a transitar entre as diferentes unidades para conseguir o primeiro atendimento, internação ou exames essenciais para um diagnóstico seguro.
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Uma corrida que em muitos casos segue na direção contrária à do tratamento, pois piora o quadro dos pacientes e aumenta os desafios de médicos já sobrecarregados. “Como os casos que chegam às unidades de pronto atendimento são de maior complexidade, nesses deslocamentos o quadro clínico do paciente só se agrava”, afirma o presidente da Associação Médica de Minas Gerais, Lincoln Lopes Ferreira. Ele ressalta ainda que o problema é geral no estado. “Basta ir à Região Hospitalar, no Bairro Santa Efigênia (Centro-Sul de BH), para ver como é enorme o número de prefeituras que procuram a capital para atender seus pacientes”, diz..
Na semana passada, a usuária do Sistema Único de Saúde (SUS) S., que prefere não se identificar, sentiu na pele o drama da desassistência médica em BH. Ela chegou às 7h ao Centro de Saúde Santa Terezinha, na Região da Pampulha, levando o filho com suspeita de dengue. A criança recebeu indicação de transferência para uma unidade de urgência e emergência, mas não pôde ser levada à UPA de sua regional porque não havia pediatras de plantão na última quarta-feira. De ambulância, mãe e filho seguiram para a UPA Norte, onde o menino foi atendido no fim da tarde. Durante todo esse tempo, S. segurou um recipiente de soro ligado a um cateter venoso que havia sido colocado na criança ainda no posto de saúde. “O que fazem com a gente é um desrespeito, mas temos que nos sujeitar, porque não posso ir pra casa com ele sem uma consulta”, disse a mãe, enquanto cuidava da criança, revelando a angústia da espera no olhar..
De acordo com médicos que trabalham nas UPAs de Belo Horizonte, o vaivém de ambulâncias motivado por falta de estrutura em unidades é comum. “Isso gera atraso para o atendimento do paciente, desconforto, além de aumentar o risco de agravamento do quadro clínico”, afirma uma médica de uma das unidades de urgência e emergência, que também pede anonimato. Ela ainda critica a forma como os pacientes são transportados: “Andam em ambulâncias pequenas e superlotadas, e ficam expostos ao risco de acidentes”, disse.

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Apesar de ser referenciado para casos graves de traumas e atendimentos complexos de urgência, como acidentados do trânsito e baleados, o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII tem sido porta de entrada para pacientes que não encontram retaguarda nas UPAs ou outros hospitais da capital. Integrante da Comissão de Mobilização da unidade, o clínico-geral Carlos William Delfim diz serem frequentes os pedidos de colegas que trabalham em unidades de pronto-atendimento para aceitar pacientes que precisam de internação urgente. “Eles ligam pedindo até ‘pelo amor de Deus’; como são casos graves, não há como negar”, afirma. Carlos William cita exemplos como os de pacientes com pneumonia grave, que precisam de ventilação mecânica. Como o serviço não existe na UPA e não há vaga nos hospitais, acabam indo parar no João XXIII. “Vejo a sensação de impotência em que o colega fica, porque ele sabe que existe o tratamento, que algo pode ser feito, mas ele não tem o recurso disponível. Isso gera um estresse muito grande para o profissional, que acaba sendo também vítima desse sistema”, afirma o médico.
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Até aparelhos 
Outro problema que alimenta a movimentação de ambulâncias pelas ruas de Belo Horizonte é a quantidade de aparelhos para a realização de exames que ficam inoperantes por longos períodos, à espera de conserto e manutenção. Médicos do Hospital Infantil João Paulo II, antigo Centro Geral de Pediatria (CGP), denunciam que o colonoscópio, aparelho usado para exames no intestino, ficou cerca de um ano estragado antes de ser encaminhado para a manutenção. Já o broncoscópio, bastante usado nas crianças com traqueostomia para fazer a varredura da traqueia e dos brônquios, ficou cerca de seis meses com problema e ainda aguarda o retorno da manutenção.

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A Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig) informa que o colonoscópio e o broncoscópio estão passando pela manutenção devida e serão entregues ao Hospital João Paulo II em 45 dias. A Secretaria Municipal de Saúde da capital alega que só há registro de equipes incompletas na rede pública no setor de pediatria. Para tentar contornar o problema, foi feita uma escala de atendimento para a especialidade. Segundo o órgão, pacientes com pulseira verde ou amarela, escalas de prioridades menos graves, são direcionados a outras UPAs, enquanto os que recebem a pulseira laranja ou vermelha, que correspondem a casos mais complexos, são estabilizados pelo clínico geral de plantão. Depois, são encaminhados, de ambulância, a uma unidade que tenha pediatra de plantão.
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Tomografia
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Uma das apostas da Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig) para diminuir o tempo de espera dos pacientes em suas unidades de saúde deve começar a funcionar nos próximos 45 dias. O Hospital Júlia Kubitschek vai substituir um tomógrafo antigo, cuja vida útil se esgotou em outubro do ano passado, por um novo aparelho, com previsão de realizar 350 exames por mês nas clínicas de pneumologia, tisiologia, clínica médica, clínica cirúrgica, maternidade, neonatologia, terapia intensiva, unidade de emergência e cirurgia torácica. O problema obriga a saída de pacientes para serem examinados em outras unidades da rede e, consequentemente, aumenta a necessidade de transporte pela cidade. O serviço de tomografia computadorizada vai beneficiar também outros exames de contratos com o SUS, demarcação para radioterapia do Hospital Alberto Cavalcanti e solicitações de outros hospitais da Fhemig. O investimento no novo equipamento foi de R$ 1,6 milhão.

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FONTE: Estado de Minas.


Golpes milionários no caminho do dpvat
PF prende 30 pessoas em Minas e 10 em outros estados, entre policiais e médicos, por fraudes de R$ 28 milhões. Até briga de bar e violência contra mulher viraram ocorrências de trânsito

Além de reais, a Polícia federal apreendeu dólares e euros, mas ainda não revelou o total (POLÍCIA FEDERAL/DIVULGAÇÃO)

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Uma operação da Polícia Federal (PF) para combater fraudes milionárias no DPVAT (Seguro Obrigatório) prendeu ontem 30 pessoas em Minas e 10 no Rio de Janeiro e na Bahia, incluindo policiais civis e militares, médicos, empresários, advogados e agenciadores de seguro. O prejuízo causado pelo esquema pode passar de R$ 28 milhões. O DPVAT garante indenização a vítimas de acidente. Em caso de morte ou invalidez, os familiares ou a vítima recebem atualmente R$ 13,5 mil. A pessoa ferida recebe R$ 2,7 mil para reembolso de despesas hospitalares. O benefício é administrado pela Seguradora Líder dos Consórcios, que também foi alvo da operação. Segundo as investigações, a quadrilha era dividida em cinco núcleos e aproveitava a fragilidade do sistema para aplicar os golpes, que transformavam até boletins de ocorrência da Lei Maria da Penha e de brigas de bar eram ocorrências de trânsito com vítima.
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Em Montes Claros, no Norte de Minas, um dos municípios onde a organização criminosa agia, uma das primeiras denúncias foi feita pelo juiz Danilo Campos, da 5ª Vara Cível da cidade. Ele já havia enviado representação ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal, solicitando a apuração do esquema ao perceber aumento significativo de ações na Justiça para recebimento do seguro. Somente no município, foram 10 mil ações envolvendo a Seguradora Líder e associadas.
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Ainda segundo o magistrado, havia indícios de simulação de lesão com danos a vítimas. Com isso, os criminosos recebiam o valor do seguro por meio de pedidos protocolados por advogados na cidade. Conforme a denúncia do juiz, a maioria das ações tinha um laudo com assinatura do mesmo médico. Além disso, agentes de seguradoras e advogados captavam vítimas de acidentes em hospitais. “Não tenho dúvidas de que as investigações se estenderão para outros estados”, afirmou o delegado Marcelo Eduardo Freitas, um dos responsáveis pela operação denominada “Tempo de despertar”.
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Desde o início da manhã de ontem, policiais federais começaram a cumprir os 229 mandados (41 de prisão, sete de condução coercitiva, 61 de busca e apreensão, 12 de afastamento de cargo público, 51 de sequestro de bens e 57 de afastamento de sigilo bancário). Em Minas Gerais, foram 30 prisões, a maioria no Norte do estado. Entre os presos estão 11 policiais civis (incluindo um delegado), um policial militar, três médicos, oito advogados, dois fisioterapeutas e 15 empresários. “Os policiais fazem parte de apenas um núcleo da operação. O papel era passar as informações para os membros do núcleo empresarial das fraudes, além de falsificar boletins de ocorrência de modo a permitir que as fraudes pudessem ocorrer na região”, afirmou Freitas.
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O advogado Erick Rodrigues, que representa o delegado Bruno Farias, preso na operação, contestou a prisão. “A medida foi abusiva e arbitrária. Não tem elementos que justificam a prisão temporária, por isso vou pedir a revogação”, disse. Além de Montes Claros, as prisões em Minas ocorreram em Salinas, Janaúba, Porteirinha, Curvelo, Ipatinga e Juiz de Fora. A PF apreendeu moedas internacionais, como dólares e euros, além de reais. O montante ainda não foi contabilizado. Os presos responderão por estelionato, falsidade ideológica formação de quadrilha e uso de documento falso. Eles foram levados para o presídio de Montes Claros e outras carceragens do estado.
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FONTE: Estado de Minas.

Trabalhadores de quatro hospitais do Estado decidem suspender a greve até segunda-feira

 

Hospital João XXIII -HPS - Eugênio Moraes/Arquivo Hoje em Dia
O HPS é mantido pela Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig) e atende pacientes do SUS

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Os trabalhadores de quatro hospitais do Estado, vinculados à Fundação Hospitalar do Estado (Fhemig), decidiram, nesta quinta-feira (4), durante uma assembleia geral, que vão suspender a greve por quatro dias. Os servidores vão trabalhar normalmente nesta sexta-feira (5), sábado (6), domingo (7) e segunda-feira (8). Na terça-feira (9), a greve deverá ser retomada.
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Os funcionários do Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, da Maternidade Odete Valadares, do Centro Psiquiátrico da Infância e Adolescência (Cepai) e do Hospital Infantil João Paulo II (antigo Centro Geral de Pediatria), começaram a paralisação na terça-feira (2). Eles reclamam de problemas estruturais, como a falta de equipamentos e medicamentos e a baixa remuneração oferecida pelos hospitais.
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A proposta de reajuste salarial dos servidores dos hospitais foi enviada para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) em 7 de novembro, mas ainda não foi votada. Segundo Carlos Martins, representante da Associação Sindical dos Trabalhadores em Hospitais de Minas Gerais (Asthemg), na próxima terça-feira (9), às 10h, será feita uma reunião na ALMG para negociar a votação do reajuste salarial. O presidente da ALMG, representantes de partidos políticos e da Asthemg foram chamados para participar da reunião.
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Conforme Martins, a suspensão da greve é válida somente até 8 de dezembro, porque, nos fins de semana e feriados, normalmente, o número de atendimentos em hospitais aumenta consideravelmente. “Achamos melhor trabalhar normalmente nesses dias para não prejudicar os pacientes”, reforçou.
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Na terça-feira, os trabalhadores retomarão a greve. Cerca de 30% dos funcionários vão trabalhar durante a greve para os atendimentos de urgência.
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Somente após a reunião na ALMG, será definido o rumo da greve.
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Denúncias
A representante da Associação Sindical dos Trabalhadores em Hospitais de Minas Gerais (Asthemg), Mônica Fernandes Abreu, disse que toda a Fhemig está abandonada pelo Governo do Estado.
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Conforme Mônica, várias cirurgias eletivas foram suspensas na Maternidade Odete Valadares. Segundo ela, pelo menos 14 cirurgias foram suspensas nos dias 20 e 21 deste mês “sem motivo aparente”. A situação, relatou Mônica, vem aumentando a fila de cirurgias para o ano que vem. Mônica afirmou ainda que, na maternidade, a sala de cirurgia está sem porta, há equipamentos enferrujados, rebocos de paredes em cima de macas com pacientes, entre outros problemas.
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No Cepai, Mônica disse que faltam medicamentos e que o horário de fechamento da farmácia prejudica os pacientes. “Se uma pessoa que vem do interior realiza um atendimento mais tarde, não consegue pegar o medicamento na farmácia, já que fecha muito cedo, às 17h”. O local, segundo ela, está com banheiros sem portas e vidros quebrados em espaço terapêutico frequentado por pacientes.
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De acordo com Mônica, no Centro de Terapia Intesiva (CTI) do Hospital João Paulo II, faltam materiais e medicamentos há cerca de 15 dias. Entre os materiais, estariam em falta: máscara laringeo (usada para entubar bebês), seringas e hidróxido de magnésio (usado para o controle de intestino). “Além disso, são 16 leitos de CTI e apenas quatro deles são isolados”, afirmou.
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Fhemig explica situação dos hospitais
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Segundo a Fhemig, o horário de fechamento da farmácia do Cepai não prejudica os pacientes, pois os medicamentos ficam à disposição a partir das 7h30 da manhã do dia seguinte. A fundação afirma também que os medicamentos não são padronizados pela rede Fhemig, porém, o Cepai disponibiliza medicamentos similares que fazem o mesmo efeito. Sobre o espaço terapêutico, a instituição disse que irá passar por reformas. Quanto aos vidros quebrados, a Fhemig afirmou existir um processo para a substituição de todos os vidros do espaço por vidros aramados.
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Em relação à Maternidade Odete Valadares, a Fhemig alegou que, neste ano, foram várias as exonerações feitas a pedido de profissionais médicos anestesistas, o que prejudicou a realização de cirurgias. De acordo com a fundação, a maternidade tem buscado em Belo Horizonte esse profissional e não tem tido sucesso. “Por isso, tem priorizado os atendimentos cirúrgicos às gestantes que demandam a unidade através da porta de Urgência”, disse, em nota.
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Conforme a Fhemig, no Hospital Infantil João Paulo II, a taxa de abastecimento de medicamentos oscila entre 94% e 95% e, por isso, faltas pontuais podem ocorrer. “A Fhemig trabalha em rede e na falta de um medicamento em uma unidade ele pode ser cedido por outra. Assim, o paciente não fica prejudicado. Não existe desabastecimento”. Sobre o isolamento do CTI do hospital, a Fhemig afirmou que a queixa parece não estar relacionada a estrutura física, mas ao fato de um técnico de enfermagem não atender exclusivamente ao isolado.
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“A RDC-7/2010, que dispõe sobre os Recursos Humanos em Unidades de Terapia Intensiva, regulamenta um técnico de enfermagem para até dois pacientes, o que é cumprido. A legislação não contempla técnico exclusivo para pacientes em isolamento, sendo orientados e cobrados destes os cuidados de precaução com lavagem das mãos e o uso de Equipamentos de Proteção Individual”, explicou a Fhemig, em nota.
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Servidores de Barbacena continuam de greve
Os funcionários do Hospital Regional de Barbacena estão em greve desde o dia 24 de novembro. Nesta sexta-feira (5), será definido se a greve irá continuar ou será suspensa. Segundo representantes da unidade, o estabelecimento atende centenas de municípios na região, não conta com estrutura suficiente e sofre com relações de trabalho irregulares.
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A técnica de enfermagem do hospital, Joselma de Araújo Fonseca, disse que o hospital está sucateado, não conta com aparelhamento mínimo para atender os pacientes e não possui profissionais especializados, como fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas.
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A Fhemig nega as denúncias relatadas sobre o hospital e reforça que a unidade não está sucateada. A fundação disse ainda que a unidade está passando por obras de ampliação e que terapeutas ocupacionais não fazem parte do quadro de profissionais.

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Trabalhadores do HPS João XXIII e vários outros hospitais entram em greve na capital

 

Hospital João XXIII -HPS - Eugênio Moraes/Arquivo Hoje em Dia
O HPS é mantido pela Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig) e atende pacientes do SUS
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Os trabalhadores do Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, no bairro Santa Efigênia, região Leste de Belo Horizonte, além de vários outros hospitais da rede estadual de saúde, entram em greve a partir desta terça-feira (2). A decisão foi tomada após a entrega de um dossiê à Comissão de Direitos Humanos. O documento denuncia a falta de estrutura da Maternidade Odete Valadares, do Centro Psiquiátrico da Infância e Adolescência (Cepai) e do Hospital Infantil João Paulo II (antigo Centro Geral de de Pediatria). Todos são vinculados à Fhemig. A greve deve durar, pelo menos, até esta quinta-feira (4).
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Conforme a representante do Comando de Greve da Associação Sindical dos Trabalhadores em Hospitais do Estado de Minas Gerais (Asthemg), Mônica Abreu, várias cirurgias eletivas foram suspensas na Maternidade Odete Valadares. Segundo ela, pelo menos 14 cirurgias foram suspensas nos dias 20 e 21 deste mês “sem motivo aparente”. A situação, relatou Mônica, vem aumentando a fila de cirurgias para o ano que vem. Mônica afirmou ainda que, na maternidade, a sala de cirurgia está sem porta, há equipamentos enferrujados, rebocos de paredes em cima de macas com pacientes, entre outros problemas.
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No Cepai, Mônica disse que faltam medicamentos e que o horário de fechamento da farmácia prejudica os pacientes. “Se uma pessoa que vem do interior realiza um atendimento mais tarde, não consegue pegar o medicamento na farmácia, já que fecha muito cedo, às 17h”. O local, segundo ela, está com banheiros sem portas e vidros quebrados em espaço terapêutico frequentado por pacientes.
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De acordo com Mônica, no Centro de Terapia Intesiva (CTI) do Hospital João Paulo II, faltam materiais e medicamentos há cerca de 15 dias. Entre os materiais, estariam em falta: máscara laringeo (usada para entubar bebês), seringas e hidróxido de magnésio (usado para o controle de intestino). “Além disso, são 16 leitos de CTI e apenas quatro deles são isolados”, afirmou.
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Mônica disse que cerca de 30% dos funcionários vão trabalhar durante a greve para os atendimentos de urgência.
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Segundo a assessoria de imprensa do Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, não há balanço sobre a adesão da paralisação. A respeito da falta de infraestutura, a unidade informou que está negociando com os médicos sobre os problemas. Já quanto a falta de profissionais,  dois concursos públicos foram realizados, sendo em 2009 e 2012. Um novo processo seletivo foi aberto, mas existe a falta, a nível nacional, de pediatras no mercado.
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Paralisação do Hospital Infantil João Paulo II
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Pediatras do Hospital Infantil João Paulo II, o antigo CGP, localizado no Centro de Belo Horizonte, paralisaram seus serviços às 7 horas da manhã desta segunda-feira (1º) em forma de protesto por melhores condições de trabalho. Os profissionais da área médica pretendem operar em escala reduzida por 24 horas. Apenas casos de urgência e emergência serão atendidos. Pacientes com outros perfis serão encaminhados para atendimento em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).
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Os médicos reclamam da sobrecarga de trabalho e do pequeno número de funcionários que compõem uma escala de plantão incompleta. Eles sugerem, para isso, que sejam realizados novos concursos para mais contratações. Em alguns dias, segundo nota do Sindicato dos Médicos de Minas Gerais (Sinmed-MG), o João Paulo II funciona com apenas um médico no plantão, sendo necessários, no mínimo sete profissionais para atender às demandas.
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Entre os motivos, segundo o sindicato, estão principalmente o grande número de demissões por falta de condições de trabalho, má remuneração, sobrecarga de atendimentos; e aposentadorias. Situação que se agrava a cada dia com a falta de reposições por concursos públicos.
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Os manifestantes lutam, ainda, por condições de trabalho, segurança, refrigeração adequada nas dependências do Pronto-Atendimento e, principalmente, nos consultórios; e troca de equipamentos, que alegam ser obsoletos.
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Uma próxima assembleia foi marcada para o dia 4 de dezembro, às 19 horas, para decidir os rumos do movimento. Caso as reivindicações não sejam atendidas, poderá haver novas paralisações.
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FONTE: Hoje Em Dia.


Cubano diz ganhar R$ 1.260

Já estão em BH 225 profissionais caribenhos que vão fazer curso de acolhimento e avaliação de três semanas. Eles receberão pouco mais de 10% da bolsa mensal de R$ 10 mil do governo

Os médicos chegaram ao aeroporto com jalecos brancos e bandeiras do Brasil e de Cuba, seguindo para alojamento no Sesc de Venda Nova (Ramon Lisboa/EM/D.A Press)
Os médicos chegaram ao aeroporto com jalecos brancos e bandeiras do Brasil e de Cuba, seguindo para alojamento no Sesc de Venda Nova

Com jalecos brancos e bandeiras, 225 cubanos contratados para a segunda etapa do programa Mais Médicos desembarcaram na manhã de ontem no Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na Região Metropolitana de BH. Eles estão entre os 400 profissionais da ilha caribenha que participarão do curso de acolhimento e avaliação em Belo Horizonte. A outra metade do grupo deve chegar no domingo, segundo o Ministério da Saúde, que ainda não definiu os estados onde trabalharão. Um dos intercambistas informou que ganhará pouco mais de 10% (cerca de R$ 1.260) da bolsa de R$ 10 mil paga por meio do acordo entre o Brasil e a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).

Os 225 profissionais viajaram no mesmo avião, que partiu na tarde de quarta-feira de Havana e fez uma escala em Guarulhos nas primeiras horas de ontem. Eles chegaram a Confins com pequenas bandeiras de Cuba e do Brasil. Higinio Rodriguez, de 50 anos, graduou-se há 21 na Universidade de Ciências Médicas de Havana e tem especialização em medicina geral integral. “Viemos ajudar o povo brasileiro onde a nossa presença for mais necessária”, disse.

Ele informou que a maior parte dos R$ 10 mil mensais pagos pelo Brasil ficará com o governo cubano, responsável por receber as remunerações e decidir quanto repassará aos médicos. Porém, ele não se queixou. “Continuarei recebendo o salário que ganho em Cuba, de 573 pesos (equivalentes a cerca R$ 1.260, já que o peso cubano vale aproximadamente R$ 2,2). Estudei medicina de graça, me especializei de graça, não gastei nada com minha passagem para cá. Vim ao Brasil também para ajudar meu povo, minha terra, minha família”, argumentou.

O médico sabe que poderá enfrentar problemas na unidade de saúde para a qual for designado. “As condições podem ser boas ou não, não sei o que vou encontrar. Vou trabalhar onde quer que seja”, acrescentou. Ele custou a entender parte das perguntas feitas em português e, em alguns momentos, pediu para respondê-las em espanhol. “A língua é uma pequena dificuldade, mas se aprende com a prática”, ressaltou.

AVALIAÇÃO Eidelma Rojo, de 39 anos, formou-se há 15 e também se especializou em medicina geral integral. Ela evitou comentar o fato de o programa provocar disputas judiciais entre o Ministério da Saúde e entidades da categoria, como o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Federação Nacional de Medicina (Fenam). “Isso é um problema do governo. Viemos trabalhar, dar nosso apoio ao povo brasileiro, nossa solidariedade”, disse ela, que em 2004 participou de uma missão de médicos cubanos na Venezuela.

A médica contou que em seu país fez um curso de língua portuguesa com professores brasileiros, por causa da participação no programa. “Falo portunhol, mas entendo bem português. Espero que o curso (de acolhimento e avaliação) acabe com as dificuldades que existirem”, afirmou.

Em cinco ônibus, os cubanos foram levados para a unidade do Sesc na Região de Venda Nova, onde estão alojados. O curso começará segunda-feira e terá três semanas de duração. O currículo, idêntico ao da primeira etapa do Mais Médicos, inclui aulas sobre o funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS), língua portuguesa e doenças prevalentes no Brasil. Os alunos farão testes e apenas quem tiver desempenho considerado satisfatório continuará no programa, segundo o Ministério da Saúde.

CRM-MG libera mais registros

O Conselho Regional de Medicina de Minas (CRM-MG) concedeu ontem mais dois registros provisórios a profissionais formados no exterior que vão trabalhar no Mais Médicos, mas não informou os municípios onde os profissionais trabalharão. Na quarta-feira, o órgão emitiu as primeiras 10 habilitações para bolsistas de Belo Horizonte (5), Passos (2), Sabará (1), Rio Pardo de Minas (1) e Santa Helena de Minas (1). Porém, ao menos na capital e em Passos, os intercambistas ainda não começaram a trabalhar. Outros 30 pedidos estão sendo analisados pela entidade.

A Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte não explicou por que ontem os bolsistas ainda não tinham começado a atuar. Em Passos, os dois profissionais — uma brasileira formada na Espanha e um mexicano formado em Cuba — passam por treinamento e só devem iniciar segunda-feira o atendimento a doentes, segundo a coordenadora de Atenção Primária da Secretaria de Saúde de Passos, Clarissa Carneiro.

“Desde quando chegaram, em 23 de setembro, eles estão acompanhando o trabalho de um médico do município, que trabalha na área de saúde da família e está acostumado a dar estágio a estudantes de uma universidade de Alfenas. A atenção básica trabalha com todos os ciclos de vida. A gente fica inseguro. Temos que saber até que ponto eles estão prontos para trabalhar com uma realidade diferente. Eles precisam se habituar, por exemplo, com os nomes dos medicamentos brasileiros”, explica.

GOVERNO SÓ CUMPRE A MP 
O secretário de Atenção à Saúde do ministério, Helvécio Magalhães, afirmou ontem que não serão informados aos conselhos regionais de medicina os locais de trabalho dos intercambistas e os nomes dos tutores e supervisores. “Vamos fornecer exclusivamente o que está na medida provisória, como a Justiça tem determinado. O ministério está dando o endereço de referência, que serve para algum contato, alguma dúvida”, disse. A medida provisória que instituiu o Mais Médicos define como “condição necessária e suficiente” para a emissão dos registros provisórios a declaração de que o intercambista participa do programa. O Decreto 8.840 prevê que os pedidos protocolados nos conselhos incluam outros documentos, como a habilitação no exterior e o diploma estrangeiro. Os conselhos alegam que os outros dados solicitados são necessários para fiscalizarem o trabalho dos intercambistas.

FONTE: Estado de Minas.


Ministro acha ‘justo’ que Cuba fique com parte do salário de médicos

O ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral) disse, nesta quarta-feira (28), que considera “justo” que o povo cubano fique com parte da verba desembolsada pelo Brasil para a vinda de médicos cubanos.

Cuba

“Cuba investiu muito nesses médicos, Cuba fez uma prioridade para a saúde. Nós entendemos que é justo que o povo cubano, que [se] sacrificou pela formação desses médicos, tenha também a possibilidade de auferir dos rendimentos que esses médicos têm hoje no país”, afirmou o ministro.

Carvalho evitou, porém, se aprofundar no assunto. “É uma discussão entre os médicos e seu país, não nos cabe entrar nesses detalhes. Estamos pagando o que pagamos para outros médicos.”

No programa Mais Médicos, que visa levar profissionais brasileiros e estrangeiros para cidades carentes de médicos, o governo brasileiro paga uma bolsa de R$ 10 mil para profissionais que fizeram a inscrição individual –brasileiros e médicos de diversas nacionalidades.

Já no caso dos cubanos –que participam do programa via um acordo entre os países–, o mesmo valor mensal de R$ 10 mil por médico será pago à Cuba, que fará a distribuição da verba a seu critério. Não está claro quanto, exatamente, os médicos receberão. Em acordos com outras nações, Cuba tem praticado salários que vão de 25% a 40% do pago pelo país contratante.

RACISMO

Gilberto Carvalho afirmou que os cubanos deveriam “ser recebidos de braços abertos” pelos brasileiros e, não, enfrentar vaias e ofensas, como ocorreu nesta segunda (26), no Ceará.

O ministro foi taxativo ao dizer que os médicos estrangeiros deveriam ser bem recebidos, “sobretudo sabendo que essas pessoas estão vindo aqui para nos ajudar (…) aqueles que estão vaiando e pressionando se negaram a fazer esse trabalho que esses [cubanos] vão fazer nos recônditos do país”.

Para Carvalho, que participou nesta quarta de um debate sobre o Mais Médicos com movimentos sociais, parte das manifestações demonstra racismo. Também ficou claro, continua o ministro, um componente ideológico.

“Em princípio, me parece que há uma falta de informação sobre a importância de médicos estrangeiros cobrirem as áreas onde os brasileiros não conseguem chegar. A segunda [motivação para a reação negativa é o conhecimento sobre] a real condição em que os médicos cubanos e de outros países optaram para vir para o Brasil. E tem, infelizmente, é notável isso, uma carga de preconceito, de racismo, que nos assusta profundamente. São deploráveis algumas cenas que vimos ontem.”

‘ESCRAVOS’

Na última segunda-feira, médicos cubanos foram vaiados, hostilizados e chamados de “escravos” por médicos brasileiros que fizeram um protesto –organizado pelo Simec (Sindicato dos Médicos do Ceará)– na saída do primeiro dia do curso para o programa Mais Médicos, em Fortaleza.

Houve um princípio de confusão. Os cubanos se mostravam assustados e ficaram parados próximo à porta, sem poder sair do local.

Após o episódio, o Ministério da Saúde e entidades de saúde do Ceará fizeram um desagravo aos médicos estrangeiros e classificaram de “intolerância, racismo e xenofobia” o protesto feito na noite de ontem pelo Simec contra o programa.

Já o presidente do Simec, José Maria Pontes, afirmou que as vaias foram direcionadas aos gestores do curso e que o grito de “escravos” dirigidos aos cubanos “não foi no sentido pejorativo”.

FONTE: Folha de São Paulo.


Governo desiste de incluir dois anos extras na graduação de medicina

Ministro diz que agora proposta é aproveitar 2 anos extras como residência.
No primeiro ano, recém-formado prestaria serviço em emergência do SUS.

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, afirmou nesta quarta-feira (31) que o governo decidiu alterar um dos pontos do programa Mais Médicos: o que previa a ampliação de seis para oito anos do período de graduação em medicina – nos dois anos extras eles teriam de prestar serviços no Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com o ministro, o governo decidiu acatar a proposta de comissão de especialistas que analisa o programa. Pela proposta, os dois anos extras serão aproveitados como residência médica, que tem caráter de especialização e atualmente não é obrigatória. Com isso, os estudantes de medicina não ficariam impedidos de se formar após os seis anos de curso.

Mais Médicos Info V2 26.7 (Foto: Editoria de Arte/G1)

Se prevalecesse a proposta original do programa Mais Médicos, a formação em medicina poderia durar até dez anos: oito de graduação (obrigatórios) e dois de especialização (residência médica).

Segundo a nova proposta, os médicos recém-formados farão a especialização durante a residência médica, como atualmente, mas, no primeiro ano, a atuação será necessariamente no setor de urgência e emergência de uma unidade do SUS. No segundo ano, o recém-formado atuaria na área de especialização que escolheu.

“Isso [a proposta de que os médicos recém-formados atuem na urgência e emergência do SUS durante a especialização] dialoga com a medida provisória e criou uma unanimidade entre todos os diretores de faculdades, a Associação Brasileira de Educação Médica e a comissão de especialistas. Houve unanimidade neste entendimento, e a gente acolhe isso de forma muito positiva”, disse o ministro após reunião sobre o programa Mais Médicos com reitores de universidades federais e entidades de medicina no Ministério da Educação.

O ministro Mercadante afirmou que o governo pretende assegurar, até 2017, acesso a bolsa de residência médica para todos os estudantes formados em medicina. Segundo a assessoria do Ministério da Educação, quando as bolsas estiverem disponíveis, a residência médica passará a ser obrigatória.

De acordo com a assessoria, ainda não há uma definição sobre os casos de médicos recém-formados que optarem por fazer clínica geral e decidirem não se especializar. Não se sabe se, nessa hipótese, o recém-formado faria somente o primeiro de residência em um setor de urgência e emergência do SUS ou se teria de cumprir os dois anos.

A obrigatoriedade de prestação de serviços por dois anos no SUS era um motivos de crítica das entidades médicas ao programa Mais Médicos, do governo federal.

Medida provisória
Após negociar a alteração de parte das regras do Mais Médicos com os dirigentes das universidades, Aloizio Mercadante disse que irá levar a nova proposta ao relator da medida provisória na comissão especial que está sendo criada pelo Congresso Nacional para analisar o projeto.

Segundo o ministro, a última palavra sobre a proposta de incorporação dos novos médicos ao SUS no período da residência médica será do Congresso.

“Quem vai decidir, evidentemente, ao final do processo, é o Congresso Nacional. E vamos imediatamente abrir essa discussão no âmbito do Conselho Nacional de Educação”, afirmou.

FONTE: G1.


Hormônio poderá substituir cirurgia de redução de estômago

Sensação de saciedade seria a chave para o combate à obesidade

Avanço

Pesquisadores já conseguiram comprar que a nova técnica é eficaz

Londres, Reino Unido. Um estudo em curso na Grã-Bretanha está testando o uso de hormônios para combater a obesidade e substituir cirurgias de redução de estômago em pacientes obesos, de acordo com a BBC.

Os hormônios pesquisados são praticamente os mesmos liberados naturalmente pelo corpo após todas as refeições e que indicam ao corpo que a fome foi saciada, explica à BBC o líder do estudo, o médico Steve Bloom, chefe do departamento de estudos sobre diabetes, endocrinologia e metabolismo do prestigioso Imperial College, em Londres.

Os médicos perceberam que esses mesmos hormônios são liberados em grandes quantidades pelo corpo de pacientes que se submeteram à cirurgia bariátrica – e esse seria um dos motivos para o sucesso da cirurgia em grande parte dos casos. Agora, a equipe de Bloom quer replicar esse efeito mesmo que o paciente não queira ou não possa se submeter ao procedimento cirúrgico.

“Ainda estamos na fase de desenvolvimento, mas já mostramos que a iniciativa funciona. Agora temos que torná-la disponível”, diz Bloom à BBC.

Longa Duração. Bloom prevê que os hormônios devam causar poucos ou nenhum efeito colateral, por serem “quase naturais” – sua alteração mais significativa é que estão sendo desenvolvidos de modo que seu efeito dure uma semana no corpo, em vez de apenas alguns minutos. Pacientes obesos receberiam, assim, uma injeção semanal da droga – em alguns casos ao longo da vida inteira, para controlar seu apetite.

Mas Bloom diz que, até agora, tudo indica que a droga não causará dependência e sua ingestão poderá ser interrompida, se necessário. “Se a pessoa ficar doente e perder peso, por exemplo, poderá parar de tomá-lo”, diz. O custo estimado do tratamento, com 52 injeções anuais, é de 3.000 libras (R$ 10,2 mil) ao ano.
Brasil é cogitado para testes
Londres.
 A equipe de Steve Bloom recebeu 2 milhões de libras (R$ 6,8 milhões) de um centro de financiamento de pesquisas para dar prosseguimento aos estudos e aos testes clínicos, que podem ser parcialmente feitos no Brasil, diz o pesquisador para a BBC.

“Escolheremos três ou quatro países para os testes internacionais, e o Brasil é uma possibilidade por ter boa infraestrutura e marcos regulatórios”, explica o médico, lembrando também que o país seria um “grande mercado” em potencial para a droga em desenvolvimento.

FONTE: O Tempo.



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