Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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Mulher pede para a Justiça obrigar o marido a mostrar conteúdo do WhatsApp

Juiz se deparou com o pedido no Tribunal de Justiça de Santa Catarina; aplicativo é citado em 40% dos casos de divórcio e adultério na Itália

 
Desconfiada de traição, uma mulher entrou na justiça de Santa Catarina para obrigar o marido a mostrar as mensagens de WhatsApp. O caso inusitado apareceu no plantão de fim de semana do juiz Alexandre Morais da Rosa, na 4ª vara criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC).De acordo com o magistrado, o processo é de violência doméstica e corre em segredo de justiça. “Houve uma discussão com agressões – por parte do marido – porque a mulher queria saber com quem ele estava falando nas mensagens do celular”, explicou Alexandre. 

AFP PHOTO/Stan HONDA

Hoje, o WhatsApp tem mais de 600 milhões de usuários em todo o mundo, o suficiente para ser protagonista de muitas brigas, como a que ocorreu em Santa Catarina. Na Itália, por exemplo, o aplicativo é citado em 40% das provas de infidelidade, em processos de divórcio e adultério. Os dados são da Associação Italiana de Advogados Matrimoniais (AMI).

“Os amantes agora podem trocar fotos picantes de si mesmo e temos visto adúlteros usando o serviço para manter três ou quatro relações simultâneas”, comentou o presidente da entidade, Gian Ettore Gassani, ao The Times.

FONTE: Estado de Minas.


Aplicativo WhatsApp passa a permitir mensagens de voz

whatsapp - Divulgação
Atualmente há 300 milhões de usuários ativos do WhatsApp, anunciou a empresa

SÃO PAULO – O WhatsApp lançou nesta quarta-feira (7) uma atualização para seu aplicativo de mensagens que inclui a função de gravar e enviar áudio. A novidade é valida para todos os sistemas de celular para os quais está disponível o app: Android, BlackBerry, iOS, Symbian e Windows Phone.

O “update” deve estar disponível ao longo do dia nas respectivas lojas virtuais de cada plataforma. Para alguns usuários, a atualização já havia sido liberada na terça-feira. “Sabemos que não há um substituto para ouvir o som da voz de um amigo ou a de um membro da família”, escreveu a empresa em seu blog.

O atalho para usar as mensagens fica na própria caixa de texto. Um ícone de microfone deve ser tocado para o início da gravação, que não tem limite de duração.

O arquivo de áudio recebido pelo interlocutor aparece da mesma maneira que uma mensagem de texto, com um botão de “play”.

Não há transmissão simultânea do áudio – ou seja, o aplicativo segue não servindo como um substituto para chamadas telefônicas ou serviços dedicados a voz sobre IP, como o Skype.

Quando o áudio enviado é reproduzido pelo outro lado da conversa, o autor da gravação poderá verificar isso por meio da cor do ícone do áudio, que fica azul.

Anteriormente, o serviço permitia o envio de áudio gravado, mas somente como um anexo de mídia. A novainterface facilita o acesso à gravação e identifica o autor da mensagem de voz com sua imagem de perfil.

A empresa divulgou um vídeo em que demonstra o funcionamento da ferramenta. Na página de ajuda, também há uma explicação mais detalhada, em português. Há 300 milhões de usuários ativos do WhatsApp, anunciou a empresa.

 

FONTE: Hoje Em Dia.


Novo vírus ataca contas do Facebook, curte páginas, compartilha e publica em seu nome do usuário e até envia mensagens

Tome cuidado com sua conta no Facebook! A Microsoft emitiu um alerta informando sobre um novo tipo de malware que se disfarça de extensão do Google Chrome e do Firefox. O malware tenta sempre manter-se atualizado, e visa roubar as contas dos usuários da rede social.

vírus facebook

O vírus conhecido como Trojan:JS/Febipos.A começa a monitorar se o navegador usado está conectado a uma conta do Facebook e tenta baixar outro arquivo de configuração, que executa comandos remotamente, por exemplo, o malware pode curtir uma página, publicar e compartilhar conteúdos e até mandar um inbox pros seus amigos!
Algumas variações do vírus incluem comandos para mensagens “provocativas” que contém links para outras páginas do Facebook  e também páginas externas, isso pode pegar muito mal, principalmente para quem monitoras páginas de empresas, ainda que o conteúdo seja descontraído.
A Microsoft não forneceu muitos detalhes sobre a origem do malware, mas acredita que a infecção ocorra através de e-mail ou por mensagens falsas na própria rede social.
Por isso, fique de olho! Evite baixar extensões fora das lojas oficiais como a Chrome Web Store e Add-ons do Firefox e mantenha seu anti-vírus atualizado, você não vai querer um parasita espalhando mensagens em nome do seu perfil e estragar sua imagem.
Para saber se você está seguro, acesse a página de extensões ou complementos do seu navegador e confira se todos os programas adicionais foram realmente instalados por você, e remova qualquer coisa suspeita.
FONTE: Estado de Minas.

Trata-se de um problema real, que, se não for combatido adequadamente, pode comprometer o próprio funcionamento da internet

Spams são as mensagens eletrônicas indesejadas. Normalmente, têm conteúdo comercial e visam a divulgar produtos ou serviços, em massa, a múltiplos destinatários, na esperança de que pelo menos alguns deles se interessem pelo que foi divulgado, dando lucro ao remetente da mensagem (spammer). Constituem, por assim dizer, a versão tecnológica da antiga “mala direta” enviada pelos correios.

O termo spam deriva de um tipo de carne enlatada, comercializada desde 1937 pela Hormel Foods Corporation, principalmente nos Estados Unidos. Um dos sabores desse enlatado era o presunto com pimenta (spiced ham), que na linguagem corrente logo originou a abreviatura spam. Por ser um produto de menor qualidade, vendido em larga escala e consumido principalmente pela população de baixa renda, por falta de opção, o termo spam logo se associou a algo indesejado, porém inevitável e disseminado em massa. O mesmo ocorre com as mensagens eletrônicas não solicitadas.

spam

Para ter ideia do que esse tipo de mensagem representa, enquanto apenas 8% das comunicações postais impressas dos Estados Unidos se qualificavam como indesejadas em 2003, na mesma época 40% do tráfego de dados na internet já era composto exclusivamente por spam. Em janeiro do ano passado, este percentual alcançou assustadores 69%. Nas empresas, estima-se que cada empregado desperdice 20 horas de sua jornada de trabalho, todos os anos, apenas para apagar mensagens indesejadas.

spam2

Ou seja, trata-se de um problema real, que, se não for combatido adequadamente, pode comprometer o próprio funcionamento da internet. Note-se, ainda, que o spam não se restringe às mensagens enviadas por correio eletrônico (e-mail). Hoje, há outras formas de transmissão tão ou mais frequentes que o e-mail. Por exemplo, as mensagens de telefone celular (SMS ou MMS). A tendência é que as novas formas de comunicação eletrônica, à medida que se popularizam, tornem-se cada vez mais alvos de spam.

Contextualizado o problema, importante verificar a maneira oposta como os tribunais brasileiros e norte-americanos lidaram com ele. Nos Estados Unidos da América, um caso emblemático é Satterfield v. Simon & Schuster. Em 2004, uma senhora chamada Laci Satterfield efetuou o download gratuito de um toque musical para o celular de seu filho, então com 8 anos de idade. Para tanto, precisou fornecer o número do celular ao site do qual baixou a música. Em 2006, a Simon & Schuster, empresa do ramo de publicidade, decidiu realizar agressiva campanha de marketing para promover o novo livro de Stephen King. Ela então comprou um banco de dados contendo o número de telefone celular de milhares de pessoas, inclusive o do filho de Laci Satterfield. Ato contínuo, passou a enviar-lhes mensagens sobre o referido livro. A mensagem fora recebida pelo garoto durante a madrugada, quando já estava adormecido, o que lhe causou grande susto. Por esse motivo, a sra. Satterfield ingressou com ação judicial questionando o uso do spam. A Justiça norte-americana decidiu que as mensagens enviadas por telefones celulares enquadram-se no conceito de spam e são ilegais, sendo capazes, inclusive, de acarretar dano moral. Impôs, portanto, pesada condenação aos spammers.

No Brasil, o primeiro caso de spam julgado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) ocorreu em 2009 (Recurso Especial 844.736/DF), tendo por objeto e-mails indesejados. O contexto era o seguinte: um advogado frequentara casa noturna, fornecendo seu endereço de e-mail ao preencher o cadastro. Desde então passou a receber correspondências eletrônicas indesejadas do estabelecimento, contendo fotos de mulheres de biquíni, em poses eróticas. Isso lhe causou profundo constrangimento, tanto entre colegas de escritório quanto perante a esposa e demais familiares. Sua primeira reação foi escrever um e-mail para a casa noturna, solicitando que seu endereço fosse excluído da lista de envio das mensagens. Não tendo obtido resposta, reiterou o pedido e, constrangido diante da nova omissão, ingressou com um processo pedindo indenização por danos morais.

O caso foi decidido por três votos contra um. O voto vencido tinha entendimento semelhante ao adotado pela Justiça norte-americana no julgado Satterfield v. Simon & Schuster. Surpreendente, porém, foi o posicionamento majoritário, adotado desde então pelo STJ. Decidiu-se que o spam configura mero aborrecimento, algo comum na sociedade atual. Portanto, não é capaz de incomodar alguém a ponto de causar-lhe dano moral, pois “tais situações não são intensas e duradouras”. Acrescentaram os ministros que o destinatário das mensagens é que deveria descobrir uma forma de bloqueá-las, não sendo necessária a intervenção do Poder Judiciário.

Causou surpresa, principalmente, o desconhecimento de alguns ministros acerca dos aspectos técnicos do spam, hoje um problema mundial que atrai a atenção de especialistas e, se não for devidamente controlado, pode comprometer o funcionamento da internet. Alguns ministros, inclusive, disseram não estar familiarizados com as tecnologias que poderiam bloquear esse tipo de mensagem, o que leva a crer que nunca sentiram na pele o constrangimento e perturbação causados por ela.

Enfim, enquanto o recado dado aos spammers nos Estados Unidos é para tomar cuidado, pois sofrerão punições severas, no Brasil o STJ sinalizou para irem em frente, sem medo. Ou, em outras palavras: spam na tela dos outros é colírio!

Leonardo Netto Parentoni – Procurador federal, doutor em direito comercial pela USP, mestre em direito empresarial pela UFMG e professor do Ibmec/MG

FONTE: Estado de Minas.


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