Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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A assessoria da ex-presidente Dilma Rousseff informou que ela não vai comentar o que foi relatado nos telegramas da embaixada.

O Partido dos Trabalhadores também disse que não vai comentar.

O Ministério das Relações Exteriores informou que não comentará.

Telegramas revelam que partiu de Cuba proposta para criar Mais Médicos, em negociação secreta com governo Dilma

Telegramas da embaixada brasileira em Havana revelam que partiu de Cuba a proposta para criar o programa Mais Médicos no Brasil, e que a negociação com o governo Dilma Rousseff (PT) ocorreu de forma secreta. Os documentos mostram ainda que foi adotada uma estratégia para que o programa fosse colocado em prática sem precisar da aprovação do Congresso Nacional. A troca de mensagens foi publicada pelo jornal “Folha de S.Paulo” e confirmada pela TV Globo.

Segundo a reportagem, Cuba apresentou todo o projeto, desde o envio de médicos e enfermeiras, até a assessoria para a construção de hospitais, a preços vantajosos, demonstrando a negociação de um acordo comercial entre os dois países.

Os telegramas, mantidos em sigilo por cinco anos, mostram que as negociações foram confidenciais para evitar reações da classe médica brasileira e do Congresso.

Os telegramas mostram que a negociação ocorreu da seguinte forma:

  • Cuba criou uma empresa estatal de exportação de serviços médicos em outubro de 2011
  • Missão cubana visitou regiões carentes do Brasil em março de 2012
  • Proposta inicial foi enviar 6 mil médicos às regiões da Amazônia brasileira
  • Cuba queria inicialmente US$ 8 mil por médico, e depois passou para US$ 5 mil
  • Brasil sugeriu US$ 4 mil, sendo US$ 3 mil para o governo cubano e US$ 1 mil para o médico
  • Proposta de usar a Opas como intermediária partiu do governo brasileiro
  • O Brasil aceitou exigências de Cuba como não realizar avaliações dos médicos nem permitir que eles exercessem a profissão fora do programa
  • Questões jurídicas deveriam ser levadas à corte em Havana

Iniciativa de Cuba

Em comunicação de 23 de abril de 2012, o então encarregado de negócios da embaixada brasileira em Cuba, Alexandre Ghisleni, relata encontro ocorrido três dias antes com Tomás Reinoso, vice-presidente de Negócios da Empresa de Serviços Médicos Cubanos (SMC), criada em 2011.

Na ocasião, Reinoso informou que já tinha contratos de serviços médicos em outros países e que conhecia o debate no Brasil sobre revalidação de diplomas e a utilização de médicos estrangeiros para solucionar o déficit de profissionais do país.

Segundo o diplomata, o representante cubano informou inclusive que uma missão da estatal cubana já havia visitado o Brasil. Em março de 2012, um grupo liderado por Maria Entenza Soto, especialista de negócios da empresa, visitou os Estados do Amapá, Bahia e Paraíba, além do Distrito Federal, onde discutiram possibilidades de cooperação.

O diplomata terminou seu comunicado sugerindo o envio do teor do encontro à Assessoria Internacional do Ministério da Saúde.

Outro comunicado da embaixada, de 24 de maio de 2012, relata encontro da vice-ministra de Saúde Pública de Cuba, Marcia Cobas, com o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento brasileiro, Alessandro Teixeira, ocorrido em 22 de maio daquele ano durante a VI Reunião do Grupo de Trabalho Brasil-Cuba de Assuntos Econômicos e Comerciais.

Segundo o relato, Marcia Cobas recordou ter “feito visita de trabalho ao Brasil duas semanas antes, a fim de tratar da proposta de envio de seis mil médicos cubanos ao país”. De acordo com o documento, ela teria dito ter “condições de enviar mil especialistas em medicina integral até o próximo mês de novembro e que as medidas de preparação para essa missão já estavam em curso no interior do Governo cubano”.

A comunicação afirma ainda que “esse contingente de médicos dirigir-se-ia às regiões da Amazônia brasileira em que não houvesse médicos brasileiros interessados em preencher as vagas existentes” e que a vice-ministra “mostrou-se ciente de que existem naquela região vagas não preenchidas com salário inicial de R$ 14.000”.

Preocupação com o Congresso

Em relato feito em 3 de julho de 2012, o embaixador brasileiro em Havana, José Eduardo M. Felício, avalia o modo de contrato proposto por Cuba e demonstra preocupação sobre a polêmica que ele geraria se tivesse que passar pelo Congresso Nacional brasileiro.

“A questão acima sobre solução de controvérsias suscita dúvidas, inclusive se tal convênio deveria ter a forma de contrato de compra de serviços médicos, de caráter comercial, ou se conviria assinar um acordo intergovernamental, com maior segurança e comprometimento. Mas um acordo intergovernamental do gênero talvez tenha de ser submetido ao Congresso, onde, por certo, geraria polêmica. De todo o modo, parece inevitável a repercussão pública da contratação de médicos cubanos para trabalharem no Brasil.”

Remessa de dinheiro e intermediação da Opas

A estratégia adotada para evitar que a contratação dos médico cubanos precisasse passar pelo Congresso é relatada em telegrama da Embaixada do Brasil em Havana assinado pelo encarregado de negócios Alexandre Ghisleni e enviado ao Ministério das Relações Exteriores (MRE) em 7 de dezembro de 2012.

O documento resume uma visita de Padilha ao país entre os dias 2 e 4 de dezembro de 2012, e diz que “o tema que mais ocupou a agenda do Ministro (…) foi a possibilidade de contratação pelo Governo brasileiro de serviços médicos cubanos, mediante o envio de mais de 6.000 médicos a regiões remotas do país”.

Segundo Ghisleni, a questão “de maior sensibilidade” era a forma de contratação dos médicos cubanos. Naquela semana, o governo brasileiro já negociava com a Organização Panamericana da Saúde (Opas) pela intermediação do contrato.

“Tendo em vista a inexistência de um acordo bilateral, aprovado pelo Congresso brasileiro, que permita a transferência de recursos da União a Cuba na área médica, o lado brasileiro apresentou à consideração a proposta de utilizar a Organização Panamericana da Saúde como intermediária, caracterizando a contratação dos serviços como cooperação na área médica”, diz o telegrama.

A proposta de Padilha, então, foi “que a participação da sede da OPAS se limitasse à aprovação do projeto e que todas as operações de transferência de recursos se realizassem diretamente entre os Escritórios da Organização em Brasília e em Havana”.

Uma reunião com a Opas foi realizada em 3 de dezembro e, segundo o documento, os representantes da Opas “mostraram-se entusiasmados com o projeto”, apesar de não terem “clareza em relação aos quesitos técnicos necessários para viabilizar o seu funcionamento”.

Medo de retaliação dos EUA e sugestão de envolver o BNDES

No mesmo telegrama, a diplomacia brasileira relatou temer que a Opas sofresse retaliação dos EUA por intermediar o projeto.

“Além disso, como entendo que os Estados Unidos são o segundo maior contribuinte para o orçamento da Opas, o uso da Organização como intermediária ensejaria uma situação em que o Governo norte-americano poderia no futuro pressionar a Organização a sustar ou dificultar a implementação do projeto, sob pena de suspensão do pagamento da contribuição.”

Ainda durante a negociação ocorrida em dezembro, a diplomacia relatou que foi sugerido um outro sistema de pagamento, que seria o “sistema de compensação, pelo qual o Ministério da Saúde brasileiro transferiria o valor dos serviços diretamente ao BNDES, em pagamento dos empréstimos contraídos por Cuba junto ao Banco”, segundo relato de encarregado de negócios da embaixada brasileira em Cuba, Alexandre Ghisleni.

Indefinição sobre salários

Em julho de 2012, telegrama relata que uma “Delegação Brasileira reuniu-se com dirigentes cubanos, nesta capital, de 27 a 29 de junho último, a fim de tratar da contratação de médicos cubanos para trabalharem em regiões remotas do País”.

A delegação brasileira foi chefiada pelo secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, do Ministério da Saúde, Mozart Sales. A parte cubana foi liderada pela vice-ministra de Saúde Pública, Marcia Cobas. Segundo o documento, o principal ponto de divergência foi o valor pago para os médicos cubanos que fossem trabalhar no Brasil, negociado em dólares.

“O lado brasileiro propôs a quantia de USD 4.000 (USD 3.000 para o governo cubano e USD 1.000 para o médico). (…) A parte cubana, por sua vez, disse que contava receber USD 8.000 por cada médico e contrapropôs USD 6.000 (USD 5.000 para o Governo cubano e USD 1.000 para o médico).”

Neste encontro, Cuba “solicitou, a esse respeito, que qualquer avaliação seja feita previamente em Cuba e que o ‘controle’ no Brasil tenha finalidade de familiarizar os médicos, sobretudo, ao idioma, a práticas processuais e administrativas e à legislação. Ali, já se falava em enviar “1.500 profissionais para o fim de janeiro ou início de fevereiro de 2013”.

O que dizem os citados

A assessoria da ex-presidente Dilma Rousseff informou que ela não vai comentar o que foi relatado nos telegramas da embaixada.

O Partido dos Trabalhadores também disse que não vai comentar.

O ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha negou que o Mais Médicos tivesse sido negociado secretamente. Ele disse, em nota, que o programa foi defendido e negociado publicamente. Segundo Padilha, o Congresso aprovou e prorrogou o programa, com participação de todos os partidos, assim como teve aprovação do Supremo Tribunal Federal, Tribunal de Contas e Organização Mundial da Saúde.

A Opas também divulgou nota afirmando que o Mais Médicos foi instituído por lei aprovada pelo Congresso Nacional e ratificado pelo Supremo.

O Ministério das Relações Exteriores informou que não comentará.

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FONTE: G1.


BOAS (E LOUVÁVEIS) INTENÇÕES TAMBÉM PRODUZEM FRAUDES

O dia 08 de março foi institucionalizado pela ONU em  1975 (Ano Internacional da Mulher) como o DIA INTERNACIONAL DA MULHER.

A partir daí lendas surgiram. Mais com intenções benignas que malignas. Mas com marcantes agressões à História e à verdade. A principal lenda é que em 08 de março dezenas de mulheres morreram queimadas em um incêndio numa fábrica por estarem em greve por melhores condições de trabalho (as diversas versões apresentam diferentes anos – 1857, 1908, 1910, etc.).

Não se discute a a ocorrência ou não de tragédia tão grande, porém, ela aconteceu em 25 de março de 1911, não morreram somente mulheres e o incêndio não aconteceu como a narrativa lendária: não havia movimento grevista e o trancamento do local era prática comum (não se discute aqui a humanidade, legitimidade ou legalidade dessa prática). Em suma, as vítimas não foram trancadas e o local incendiado intencionalmente.

Continuemos com as narrativas das fontes:

 

As histórias (e os mitos) sobre o Dia Internacional da Mulher

A origem mais difundida da comemoração é um incêndio em uma fábrica em Nova York. Mas as socialistas russas também disputam a narrativa

A cada ano, uma velha história é contada com ares míticos: no dia 8 de março de 1908 um terrível incêndio em uma fábrica têxtil de Nova York consumiu a vida de mais uma centena de trabalhadoras grevistas, que, ao demandarem melhores condições de trabalho, teriam sido trancadas no sufocante ambiente pelo próprio patrão, que as deixou queimar.

A comoção e a revolta subsequente teriam levado à consagração da data como um dia para lutar pelos direitos da mulher no mundo todo, inclusive emprestando a cor do uniforme das trabalhadoras para alçar o púrpura como o tom feminista por excelência.

O problema é que a história não aconteceu bem assim, como explica a historiadora espanhola Ana Isabel Álvarez González no livro As origens e a comemoração do Dia Internacional das Mulheres, publicado em 2010 no Brasil pela editora Expressão Popular. Na verdade, a origem da data passa pelos Estados Unidos, mas também pela Rússia soviética.

Segundo a autora, que buscou fontes primárias tanto na historiografia americana quanto na espanhola, o incêndio realmente ocorreu e matou 146 mulheres trabalhadoras, mas em 25 de março 1911, e não no dia 8. De toda forma, defende ela, o incêndio foi muito significativo para o movimento operário americano e para o feminista, mas, sozinho, não explica a determinação de uma data para o Dia Internacional da Mulher.

A primeira pista de que a história não foi bem essa é a data escolhida: 8 de março de 1911 foi um domingo, data improvável para a deflagração de uma greve, uma vez que não causaria grandes prejuízos aos donos da fábrica. Além disso, incêndios desse tipo não eram incomuns à época. Também não há registros sobre a cor da roupa das funcionárias, que dificilmente usariam uniformes padronizados.

Ao mesmo tempo, outro acontecimento envolvendo mulheres grevistas emergiu neste mesmo dia do mês: em 8 de março de 1917, as tecelãs de São Petersburgo fizeram um grande protesto, evento considerado o pontapé inicial da Revolução Russa.

Ambas as histórias e suas respectivas disputas mesclaram-se ao longo do tempo, culminando com a institucionalização do 8 de março como feriado internacional pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1975.

As trabalhadoras e o incêndio em Nova York 

Mas como um incêndio em Nova York passou a ser associado com o Dia Internacional da Mulher?

O incêndio no prédio da Triangle Shirtwaist Company, em 25 de março de 1911, chocou pela brutalidade e o número elevado de vítimas (146), em sua maioria mulheres jovens e imigrantes, oriundas da Itália ou do Leste Europeu.

Rosey Safran, uma das sobreviventes, detalhou como a tragédia transcorreu ao jornal The Independent: “Eu, junto com outras moças, estava no vestiário do oitavo andar do Asch Building, na Washington Place, às 4h40 em ponto, da tarde de sábado, 25 de março, quando ouvi alguém gritar “Fogo!”. Larguei tudo e corri para a porta que dá para Washington Place”.

A porta, porém, estava fechada. “As meninas se amontoavam atrás dela. Eles (os chefes) mantinham todas as portas fechadas a chave, o tempo todo, por medo de que as meninas roubassem alguma coisa. Algumas estavam gritando, outras esmurrando a porta com os punhos, outros tentando derrubá-la. Não posso descrever como me sentia enquanto estava lá (na rua) olhando. Eu podia ver as pessoas, mas não seus rostos. Esperávamos que as redes dos bombeiros pudessem salvar alguém, mas elas não eram boas o suficiente para alguém que saltava de tão alto”, lembrou ela.

Ao menos 62 trabalhadoras pularam das janelas do prédio em chamas

Apesar de concluir-se que o incêndio não foi provocado intencionalmente – provavelmente alguém jogou um fósforo mal-apagado em uma pilha de tecidos, que inflamou-se rapidamente – o grande saldo de mortes, associado à cenas dantescas de pessoas jogando-se em chamas do edifício, gerou comoção pública e motivou protestos com milhares de pessoas.

Os donos da Triangle, porém, não foram condenados pelo júri, uma vez que não foi possível determinar que a porta do nono andar (onde morreram a maioria das vítimas) estava trancada por ordem expressa do patronato.

Além do incêndio escancarar as péssimas condições de trabalho enfrentadas pelas jovens imigrantes, parte do choque pode ser explicado pelo fato de que, um ano antes do incêndio, foram as trabalhadoras têxteis da Triangle que deflagraram e lideraram um movimento grevista que durou 13 semanas, entre novembro de 1909 e fevereiro de 1910.

Conhecida como “O levante dos 30 mil”, a paralisação no setor têxtil liderada por mulheres foi a mais importante realizada até aquele momento, um prenúncio da ebulição política do momento.

 

Trabalhadoras do setor têxtil
                                    Maioria da força de trabalho do setor têxtil era feminina e imigrante

Há poucos meses, o Partido Socialista Americano havia passado a apoiar o direito das mulheres ao voto. Em 28 de fevereiro de 1909, as socialistas americanas estabeleceram o Woman’s Day, a ser comemorado ao final de fevereiro.

No Woman’s Day de 1910, cerca de 3 mil mulheres reuniram-se em protesto no Carnegie Hall, em Nova York. Entre elas, as grevistas das fábricas têxteis, que haviam encerrado a histórica paralisação poucos dias antes.

 

 

História do Dia Internacional da Mulher

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8 de março: Dia Internacional da mulher
8 de março: Dia Internacional da mulher

 

História do 8 de março

 

O dia 8 de março é o resultado de uma série de fatos, lutas e reivindicações das mulheres (principalmente nos EUA e Europa) por melhores condições de trabalho e direitos sociais e políticos, que tiveram início na segunda metade do século XIX e se estenderam até as primeiras décadas do XX.

 

No dia 8 de março de 1857, trabalhadores de uma indústria têxtil de Nova Iorque fizerem greve por melhores condições de trabalho e igualdades de direitos trabalhistas para as mulheres. O movimento foi reprimido com violência pela polícia. Em 8 de março de 1908, trabalhadoras do comércio de agulhas de Nova Iorque, fizeram uma manifestação para lembrar o movimento de 1857 e exigir o voto feminino e fim do trabalho infantil. Este movimento também foi reprimido pela polícia.

 

No dia 25 de março de 1911, cerca de 145 trabalhadores (maioria mulheres) morreram queimados num incêndio numa fábrica de tecidos em Nova Iorque. As mortes ocorreram em função das precárias condições de segurança no local. Como reação, o fato trágico provocou várias mudanças nas leis trabalhistas e de segurança de trabalho, gerando melhores condições para os trabalhadores norte-americanos.

 

Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o “Dia Internacional da Mulher”, em homenagem ao movimento pelos direitos das mulheres e como forma de obter apoio internacional para luta em favor do direito de voto para as mulheres (sufrágio universal). Mas somente no ano de 1975, durante o Ano Internacional da Mulher, que a ONU (Organização das Nações Unidas) passou a celebrar o Dia Internacional da Mulher em 8 de março.

 

 

Objetivo da Data 

 

Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.

 

Conquistas das Mulheres Brasileiras

 

Podemos dizer que o dia 24 de fevereiro de 1932 foi um marco na história da mulher brasileira. Nesta data foi instituído o voto feminino. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e serem eleitas para cargos no executivo e legislativo.

 

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FONTES: Carta Capital, Sua Pesquisa, Wikipedia e outras buscas via internet.


‘Quero curtir minha família, o que mais amo’, diz pai libertado após ser condenado injustamente por abusar dos filhos

Atercino Ferreira de Lima Filho foi condenado a 27 anos de prisão por abuso sexual dos filhos quando eles tinham 8 e 6 anos. Há 15 anos ele tentava provar inocência.


O vendedor Atercino Ferreira de Lima Filho, de 51 anos, foi solto na manhã desta sexta-feira (2) após quase um ano preso injustamente. Ele foi condenado a 27 anos pela acusação de abusar sexualmente dos filhos de 8 e 6 anos. Atercino estava na penitenciária desde abril de 2017.

Nesta quinta-feira (1º), o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) absolveu Atercino por unanimidade. A absolvição foi fundamentada nos depoimentos dos próprios filhos do vendedor. Eles contaram que foram obrigados a mentir quando eram crianças, para prejudicar o pai, que estava separado da mãe. Atercino tentou provar sua inocência por 15 anos.

“Gostaria de agradecer a Deus muito, a minha esposa, aos meus amigos”, afirmou ao sair da Penitenciária José Parada Neto, em Guarulhos, na Grande São Paulo.

“Quero ir para casa, comer uma pizza, cervejinha com meus amigos, curtir minha família, que eu mais amo e mais quero na minha vida”, disse.

“Queria agradecer a meus advogados, que foram o máximo e, sem Deus primeiro, e sem a força deles, eu hoje estaria aqui preso”, completou.

O advogado de Atercino, Paulo Sérgio Coelho, afirmou que os filhos ficaram sem visitar o pai por quase um ano. “Os filhos de Atercino ficaram 11 meses sem poder sequer visitar o pai aqui na Penitenciária em Guarulhos. Como até então eles eram vítimas de um processo de abuso sexual, não podiam ter contato com o preso”, disse.

Com Atercino em liberdade, tanto a família quanto os advogados disseram que não pretendem acionar judicialmente a mãe que deu início às denúncias.

Na saída da penitenciária, ao lado do pai, a filha Aline disse que quer “valorizar cada minuto, cada segundo, porque família é o que a gente tem de mais precioso”. “Quero viver em harmonia, o que foi tirado da gente”, disse o filho Andrey.

Atercino Ferreira de Lima Filho, de 51 anos, foi liberado após um ano preso injustamente (Foto: Reprodução/GloboNews)

Atercino Ferreira de Lima Filho, de 51 anos, foi liberado após um ano preso injustamente 

Separação e maus-tratos

Atercino e a mulher se separaram em 2002. Os filhos Andrey e Aline ficaram sob a guarda da mãe, que foi morar na casa de uma amiga. Lá, os irmãos contam que sofriam maus-tratos e fugiram de casa. Eles moraram em orfanatos e, após conseguirem sair das instituições de assistência, procuraram pelo pai e começaram uma batalha para provar a inocência dele.

Em 2012, Andrey registrou em cartório uma escritura de declaração em que afirmava que nunca havia sofrido abusos por parte do pai. “Eu, quando criança, era ameaçado e agredido para mentir sobre abusos sexuais.”

No total, Atercino respondeu pelo caso por 14 anos. A condenação na primeira instância foi em 2005, mas ele pôde recorrer em liberdade. Em 2017, o processo transitou em julgado e, sem mais possibilidade de recurso, Atercino começou a cumprir a pena em abril.

Um projeto que começou nos Estados Unidos, chamado Innocence Project, que tem a missão de tirar da cadeia pessoas que foram presas injustamente, ajudou a família a pedir a revisão do processo. Dora Cavalcati, diretora do Innocence Project, explica que os laudos da época da denúncia, em 2003, foram negativos para violência sexual.

“Uma psicóloga forense atestou, depois de conversar longamente tanto com o Andrey quanto com a Aline, que eles não tinham nenhuma sequela de violência paterna por condutas de abuso sexual. [Atestou] que, ao contrário, eles foram crianças que cresceram em meio aos maus-tratos infringidos pela mãe e pela companheira da mãe”, disse.

Como o caso já havia sido enviado às instâncias superiores, novas provas não foram incluídas. Após o processo ter transitado em julgado, a família entrou com uma ação revisional criminal – quando se pretende reverter uma decisão judicial, mostrando provar que houve erro judicial.

“O voto do relator foi extremamente ponderado. Ele aliou a força da retratação ao fato de que os laudos, desde lá de trás, eram negativos, de que não teria havido violência sexual”, disse Cavalcanti, sobre a decisão do TJ-SP.

Arte com cronologia do caso de Atercino de Ferreira de Lima Filho (Foto: Betta Jaworski/Arte G1)Arte com cronologia do caso de Atercino de Ferreira de Lima Filho (Foto: Betta Jaworski/Arte G1)

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FONTE: G1.


 

 

EDUARDO COSTA

panelaço

O melhor do 7 de setembro foi a decisão da presidente de fazer pronunciamento pela internet. Aliás, repetiu o procedimento do Dia do Trabalho e a razão é simples, como diz o velho ditado: gato escaldado tem medo de água fria. Encontrei inúmeras razões para aplaudir a novidade e queria dividir algumas delas com os caríssimos.
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A primeira é que, nas redes sociais, a leitura é opcional, individual e independe de horário. Ninguém terá de ver a programação interrompida, perder alguma notícia ou o melhor do filme para ouvir o que não quer. A segunda é que as pessoas se soltam mais nas chamadas redes sociais (prefiro mídias), tanto que, vez por outra, se arrependem do que dizem… Acho que dificilmente Dilma diria, no rádio e na TV, que começa a acreditar em erros. Não que tenha reconhecido, mas, deixou escapar um “se por acaso erramos…”.
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Claro que a mudança de estratégia deve-se ao medo das panelas. Todo mundo percebeu – inclusive o Palácio do Planalto – que, se continuássemos na toada de abril, haveria “panelaço” com muita frequência do país. Ora, na rede mundial de computadores, ficou sem hora marcada, desmobilizou as cozinhas, suavizou as janelas, contribuiu-se para a diminuição da poluição sonora nas grandes cidades. Não vem ao caso se foi apenas nas casas dos bacanas, com panelas cheias, etc…. Afinal, todo mundo é brasileiro e a presidente é a de todos.
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Fiquei pensando numa sugestão: por que a gente não decide que, a partir de agora, todo e qualquer pronunciamento de autoridade política será pela internet? Já pensou ficar livre dessa propaganda enjoada, todo dia, dez minutos da mesma lorota? Posso dizer com autoridade porque não estou entre os que não viram e não gostaram; assisto sempre, ainda que sob o xingamento de minha mulher. E lhes garanto: a mesma baboseira, aquele papo dirigido, programado, coisa de marqueteiro, do tipo fale sobre saúde, educação e segurança, defenda o direito das mulheres e senta o pau no governo… Uma nulidade!
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Outra coisa é a “Voz do Brasil”. Reconheço sua importância, seu conteúdo e seu alcance. Só não me conformo é de ser obrigatória e as 7 da noite. É um crime você privar o ouvinte de informação de trânsito, consequências de chuvas e todas as outras urgências do horário mais agitado das grandes cidades para ouvir as propostas dos senhores deputados. Esse horário tem de ser flexível! Vou pegar as panelas!

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FONTE: Hoje Em Dia.


MÁRCIO DOTI

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O governo já está com os pés na areia movediça. Como o próprio termo indica e como bem sabemos, areia movediça é aquele terreno em que mais nos afundamos à medida em que vamos nos mexendo. Cada movimento e o corpo desce um tanto até encobrir todo o corpo. A salvação é quando chega alguém com uma vara ou uma corda. O difícil no caso do governo é que não tem vara nem corda e muito menos quem se disponha a puxar, mesmo que nessa areia estejamos todos nós a reboque dessa turma desajeitada que soube bem chegar até aqui em matéria de presunção e incompetência, incapaz de enxergar onde iriam dar os rombos feitos na base dos favores governamentais, dos programas sociais desproporcionais em relação ao que podiam os cofres.
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Enfim, a confissão
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Enquanto sobravam as reservas, enquanto a inflação estava sob controle e o governo arrecadava superávit a cada ano, batendo recordes impulsionados por uma economia estabilizada, enquanto era assim, foi fácil distribuir favores, gratuidades, bolsas e conquistar aplausos, embora paralelamente foi sendo construído esse ambiente desagradável em que estão todos pagando de alguma forma pelos erros cometidos. O que restou foi exatamente isto que estamos vendo, ouvindo e vivendo. Tivemos que escutar no Dia da Pátria que o governo distribuiu favores conscientemente.
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Para exercitar o discurso, quase sempre equivocado, mas desta vez bem verdadeiro, a presidente precisou evitar cadeia nacional de rádio e TV para fugir do panelaço e por ironia foi falar justamente onde tem sido mais criticada quais sejam as redes sociais. Foi dizer nas redes que as dificuldades e desafios resultam de um longo período em que o governo entendeu que deveria gastar o que fosse preciso para garantir o emprego e a renda do trabalhador e a continuidade dos investimentos e dos programas sociais. Pois é… e agora? Não garantiu nem o emprego e sequer a renda. De que adiantou debruçar tanto na janela se agora os empregos estão indo embora, a capacidade de comprar está escapando dos bolsos porque, como foi dito com clareza pela presidente, o governo não mediu a água e o fubá.
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Levy no time do ilusionismo
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Agora, até o ministro Levy entrou no time do ilusionismo ao prever para dentro de seis meses o fim das grandes dificuldades. O governo vai adotar remédios amargos em cima de uma população adoecida, insegura, com medo da inflação, do desemprego, com receio de investir, submetida a uma nova carga de impostos e a uma elevação dos já existentes e é aí que entra em cena a areia movediça. Quando mais se mexe, mais se alimenta a inflação, o desemprego, o desaquecimento dos negócios e, sobretudo, a crise política.
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De um lado, porque o dinheiro que alimenta eleição, palanque, eleitores é o dinheiro que vai continuar faltando em nome de um ajuste que todo o mundo político quer. Quer sim, contanto que não seja em prejuízo das emendas e verbas de cada um. É uma equação complicada esta em que um governo enfraquecido decide governar por decreto, caminho encontrado para aumentar impostos e taxas. E enfrentar os efeitos perversos da areia movediça.

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FONTE: Hoje Em Dia.


Idas e vindas da Presidente

Dilma Rousseff tropeça entre recuo de decisões e declarações contraditórias

 


A presidente Dilma Rousseff (PT) disse ontem, em entrevista a uma rádio paulista, que não pode garantir um 2016 “maravilhoso” para o Brasil. Na segunda-feira, ela já havia reconhecido que demorou para perceber que a situação econômica do país era mais grave do que imaginava. No mesmo dia, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, um dos homens de confiança da petista, anunciou corte de ministérios. Dilma abaixou o tom e mudou o discurso.

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E as últimas declarações da presidente a distanciam cada vez mais da candidata que, durante a campanha eleitoral, afirmou com convicção que o país não passava por crise de tamanha dimensão, que a redução de ministérios era “lorota” e que não aumentaria tarifas ou mexeria em direitos trabalhistas.
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Desde que foi eleita, Dilma tem colecionado idas e vindas sobre os mais espinhosos assuntos. Ontem, ela tirou o salto alto e reconheceu que não há como prever o futuro do país. “Espero uma situação melhor, não tem como garantir que em 2016 vai ser maravilhosa. Não vai ser, muito provavelmente não será, mas também não vai ser a dificuldade imensa que muitos pintam. Continuaremos tendo dificuldade, até porque não sabemos a repercussão de tudo o que está acontecendo na economia internacional”, afirmou Dilma, que disse esperar que as maiores dificuldades tenham “ficado para trás”.
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A posição da presidente sobre a crise era bem diferente em março deste ano. “O Brasil passa por um momento difícil, mais difícil do que tivemos em anos recentes, mas nem de longe estamos vivendo uma crise das dimensões que alguns dizem que estamos vivendo”, disse, num evento em São Paulo, quando minimizou os problemas na economia.
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Ao justificar a mudança de opinião, Dilma ressaltou que as dificuldades só ficaram mais claras entre novembro e dezembro, depois da reeleição, o que a fez demorar para perceber a gravidade da crise. “Fico pensando o que é que podia ser que eu errei. Em ter demorado tanto para perceber que a situação podia ser mais grave do que imaginávamos. E, portanto, talvez tivéssemos de ter começado a fazer uma inflexão antes”, afirmou na segunda-feira.
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As formas que a presidente tem escolhido para enfrentar a crise econômica também se distanciam das propostas que ela defendeu durante as eleições. O pacote de ajuste fiscal, tratado agora como um ato de “coragem”, mexe em direitos trabalhistas como seguro-desemprego, abono salarial e auxílio-doença. Durante a campanha, Dilma afirmou que não mudaria direitos na legislação trabalhista “nem que a vaca tossisse”. A petista também chegou a tratar como “lorota” a possibilidade de reduzir ministérios, assim como o represamento do aumento das tarifas.
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‘IRRESPONSABILIDADE’ Para o senador Aécio Neves (PSDB), o discurso adotado na campanha petista tinha fins eleitoreiros. “A ação do governo não foi de desconhecimento, foi de irresponsabilidade porque optou por vencer as eleições mesmo sabendo da gravidade da situação”, afirmou o senador. “A verdade é que a presidente estabeleceu a mentira como método. Foi assim que ela se conduziu durante toda a campanha eleitoral, e infelizmente, continua se conduzindo assim”, disse. (Com agências)
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O vaivém da retórica
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CRISE ECONÔMICA
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Março de 2015
“O Brasil passa por um momento mais difícil que  em anos recentes, mas nem de longe uma crise das dimensões que dizem que estamos vivendo.”
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Ontem
“Espero uma situação melhor, não tem como garantir que 2016 vá ser maravilhosa.”
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Na última segunda-feira
“Fico pensando o que é que errei. Em ter demorado tanto para perceber que a situação podia ser mais grave do que imaginávamos. E, portanto, talvez tivéssemos começado a fazer uma inflexão antes.”
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REDUÇÃO DOS MINISTÉRIOS
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julho de 2014
Dilma disse que a redução era “lorota”, pois não trazia “economia real” aos cofres públicos. “Não tiro o Ministério da Micro e Pequena Empresas nem que a vaca tussa”, disse. “Pesca não saiu do chão ainda. Ela vai decolar”.
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na última segunda-feira
“Até o fim de setembro apresentaremos uma reforma administrativa. A redução de 10 ministérios é a meta”, afirmou o ministro Nelson Barbosa.
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DIREITOS TRABALHISTAS
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setembro de 2014
“Eu não mudo direitos na legislação trabalhista. O que podemos fazer, no caso da lei do menor aprendiz, foram adaptações”, disse Dilma. “Agora, lei de férias, 13º, fundo de garantia, hora-extra, isso não mudo nem que a vaca tussa”, completou.
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abril de 2015
“A crise significou um conjunto de medidas, mas também é importante afirmar que mantivemos direitos trabalhistas, direitos previdenciários e políticas sociais. Mas propusemos ao congresso algumas correções nas políticas de seguridade social para evitar distorções e excessos, não para tirar direitos.”
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AUMENTO DE TARIFAS
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novembro de 2014
“Onde é que está o tarifaço? Ele já aconteceu! Essa história de que represamos (tarifas) é lorota. Ao longo do ano inteiro houve pagamento pelo uso de (usinas) térmicas. O governo suavizou um pouco para não ser aquele impacto.”
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No último dia 11
“É verdade, sem sombra de dúvida, que as contas de luz aumentaram e, por isso, lastimamos. Mas elas aumentaram justamente porque, diante da falta de energia para sustentar a existência de luz, tivemos de usar as termelétricas e por isso pagar bem mais do que pagamos se houvesse apenas energia hidrelétrica no nosso sistema.”
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ENFRENTAMENTO DA CRISE
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julho de 2014
“O que acho que fizemos certo foi impedir que o tradicional efeito da crise, que é desempregar, arrochar salário e fazer com que a população pagasse o pato da crise. Impedimos que isso acontecesse. Minimizamos os efeitos da crise sobre a economia brasileira.”
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junho de 2015
“Nós temos agora (…) de sustentar toda uma política contra a crise; temos de fazer uma escolha: ajustar o mais rápido possível a economia para voltarmos a crescer.”
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INFLAÇÃO
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julho de 2014
“Usam dois pesos e duas medidas para julgar meu governo. Ela (a inflação) não está descontrolada. Ela está no teto da banda (o centro da meta é de 4,5%; o teto da banda, de 6,5%). Vamos ficar nesse teto da banda.”
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Na última segunda-feira
“Nós nos preocupamos imensamente com as duas coisas. Primeiro é a queda no emprego. Segundo é a inflação.”

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FONTE: Estado de Minas.


Pesquisa pega anúncios de cosméticos na mentira 

Lei defende consumidor brasileiro, mas ler o rótulo ainda é fundamental 

Fernanda Amarante

“Descubra a perfeição da maciez instantânea”. “Máscara para cílios com colágeno: até 12 vezes mais volume”. “Nova base milagrosa: criador natural de luz; perfeição da pele nua”. É com frases de efeito como essas que a indústria da beleza pretende seduzir seus consumidores a comprarem o mais novo produto (que sempre promete operar milagres na vida do cliente). Mas nem sempre essas promessas se cumprem, e uma nova pesquisa feita em conjunto pelas universidades de Valdosta e de Lincoln, nos Estados Unidos, revelou o porquê: mais de 80% dos anúncios de cosméticos em revistas femininas contêm informações falsas.

O trabalho analisou os conteúdos de 757 anúncios de maquiagem, perfumes, produtos de cuidados com a pele, corpo, unhas e cabelos em sete publicações que circulam pelos EUA – algumas vendidas também no Brasil. “Nós conseguimos classificar em seis categorias os atributos anunciados e, depois, selecionamos os conteúdos que os consumidores achavam que era enganoso”, explica o professor de marketing e coautor da pesquisa Les Carlson, da Universidade de Lincoln.

As categorias em que os anúncios foram colocados eram: aceitável, vago ou ambíguo, omissão, alegação científica, aval e mentira descarada. “Nova base milagrosa” é um claro exemplo dessa última categoria – afinal, nenhum santo foi beatificado até hoje por esticar “pés-de-galinha”. Já a Julia Roberts afirmando usar um determinado produto seria um exemplo de aval. De todos os anúncios analisados, somente 18% tinham conteúdo considerado aceitável pelos pesquisadores.

Legislação. Esse número assustador foi possível pelas leis emitidas pelo “Foods and Drugs Administration” (FDA), órgão regulamentador de cosméticos nos EUA. “O FDA só focou na segurança física dos cosméticos e ignorou a razoabilidade das alegações das publicidades”, explica o texto da pesquisa.

Aqui no Brasil, a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) fiscaliza os rótulos dos produtos. Cada atributo alegado pelo fabricante deve ser cientificamente comprovado, sob risco de o produto ter seu registro caçado. Além disso, o Código de Defesa do Consumidor determina o crime de propaganda enganosa, definida como “aquela que mente sobre produtos ou serviços, ou deixa de dar informações básicas ao consumidor, levando-o ao erro”. A punição para o autor é de três meses a um ano de detenção e multa.

Mesmo assim, não é raro ver mulheres que caíram no conto da carochinha com produtos de beleza e acabaram comprando gato por lebre. A consultora de projetos sociais Mariana Novo Dias, 31, foi uma dessas. Comprou um “blur” (produto que promete ser um “alisador instantâneo da pele”). “Vi várias blogueiras falando dos resultados fantásticos dele. Comprei porque o produto promete diminuir a aparência dos poros dilatados. Mas, quando passei, foi a mesma coisa de não ter passado nada. Foi uma tristeza”, reclama Mariana, que gastou R$ 42 no produto. “Testei na minha irmã e na minha mãe, e foi a mesma coisa: nenhum efeito”, diz.

Dicas. Alguns cuidados simples podem fazer o consumidor fugir do efeito flauta de Hamelin da indústria de cosméticos. O primeiro deles pode parecer óbvio, mas é fundamental: ler o rótulo. “Há muitas chamadas de produtos que vêm acompanhadas de asteriscos. É isto que a pessoa tem que procurar: o que está por trás desse asterisco”, ensina a gerente de marketing Priscila Ariani, da marca de higiene íntima feminina Vagisil. Esse hábito vai se tornando mais fácil com o passar do tempo. “Quanto mais você lê, mais começa a se familiarizar com essa linguagem e entender o que está por trás daquele produto”, pondera.

Outra dica, esta da Mariana, que comprou o “blur”, é pedir indicações para pessoas idôneas. “Agora, peço a opinião de amigas e conhecidas que já usaram o produto que estou querendo comprar”, previne-se.

 

FONTE: O Tempo.



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