Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

Arquivo da tag: minaslândia

Queda de bimotor que decolou da Pampulha, seguida de explosão, reacende debate sobre o risco do terminal incrustado em área urbana. Líder comunitário alerta para a pressão por mais voos
Proximidade com áreas densamente povoadas é o<br />
ponto fraco do terminal de BH (jorge gontijo/em/d.a press - 14/3/11 )
Avião
O acidente com o avião bimotor King Air prefixo PR-AVG, que matou três ocupantes ao cair na tarde de domingo na Rua São Sebastião, no Bairro Minaslândia, Região Norte de Belo Horizonte, expõe o perigo constante que sobrevoa os vizinhos do aeroporto da Pampulha e ameaça também quem voa em pequenas e grandes aeronaves na região. Com 12 desastres aéreos registrados em Minas Gerais apenas no ano passado – média de um por mês, dois deles com mortes –, a última queda, seguida de explosão, reacendeu o alerta entre os moradores que vivem perto do terminal, no qual são operados 17 voos comerciais por dia, em média, e 125 por semana, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). .

“A probabilidade de cair um avião perto do aeroporto é muito maior”, afirma o diretor de Meio Ambiente da Associação dos Moradores dos Bairros São Luís e São José (Pró-Civitas), Fábio Souza Melo, ressaltando o fato de os principais problemas serem registrados durante pousos e decolagens. De fato, de acordo com relatório elaborado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), que avaliou todos os desastres aéreos ocorridos entre 2004 e 2013, a maior parte das ocorrências graves no período foi registrada na fase de chegadas dos aviões (27,11%), seguida das partidas (15,03%), incluídas as corridas iniciais, como ocorreu no caso de domingo.

.

Ainda segundo o estudo do Cenipa, o julgamento precipitado ou errado do piloto é responsável por 15,64% dos desastres aeronáuticos. Ontem, integrantes do Cenipa começaram a investigar o acidente de domingo, para determinar se falha humana, mecânica ou combinação de fatores provocou o desastre. Uma das questões a serem investigadas é em que condições ocorreu a decolagem, já que se suspeita de que tenha sido adotada uma manobra pouco comum pelo comandante.

.

RESTRIÇÃO Minas aparece no relatório do Cenipa como o quinto estado com maior número de acidentes do tipo nos 10 anos avaliados. Descrente quanto à possibilidade de eliminar o risco de a vizinhança da Pampulha aumentar essa estatística, o representante da Pró-Civitas diz ser necessário pelo menos impedir o aumento do número de voos no terminal. Como não acredita na desativação do aeroporto – medida considerada por ele ideal –, Melo defende também que se restrinja a possibilidade de operação de aeronaves de grande porte. “Trazer mais voos é uma situação perigosa. Ainda mais com o adensamento da região nos últimos anos”, alerta.

.

No mês passado, uma alteração na configuração da malha aérea da companhia Azul já havia reaquecido as discussões sobre os riscos do terminal da Pampulha. A empresa aérea passou a operar os voos para o interior em Confins, enquanto os voos para outras capitais foram transferidos para o aeroporto da capital. De imediato, a GOL também tentou retomar seus voos na Pampulha, o que foi vetado. “O aeródromo não dispõe de infraestrutura suficiente para operar o tipo de aeronave solicitada à Anac (Boeing 737). Desta forma, para que a restrição seja retirada, o operador precisa comprovar infraestrutura compatível para os tipos de modelos de aeronaves solicitadas”, disse comunicado da Anac.

.

Como a GOL diz poder operar aeronaves de grande porte “tranquilamente” a partir da Pampulha, bastaria a apresentação de estudos para a liberação dos voos. Para o coordenador do curso de ciências aeronáuticas da Universidade Fumec, Deusdedit Carlos Reis, dizer que não há risco na operação da Pampulha não é verdade. Mas ele acrescenta ser um “risco reduzido, principalmente se comparado com os benefícios trazidos pelos voos”.

.

PPP A reestruturação da Pampulha é uma proposta da Prefeitura de Belo Horizonte. Para isso, o prefeito Marcio Lacerda negocia com a Infraero uma parceria público-privada, em projeto que prevê também a desativação do aeroporto do Carlos Prates, na Região Noroeste da capital. No lugar, seriam construídos empreendimentos imobiliários. O dinheiro arrecadado com a venda do terreno seria usado em melhorias no terminal da Pampulha. A prefeitura alega que os recentes acidentes colocam em xeque a segurança do Carlos Prates. Entre outubro e dezembro do ano passado foram quatro quedas de aviões que decolaram no aeródromo. O governo estadual também defende a retomada de voos para outras capitais na Pampulha. Em ambos os casos, a posição é favorável somente a aeronaves de médio porte.

.

O diretor da Aircon, empresa voltada para consultoria em aviação civil, brigadeiro Allemander Pereira – também ex-diretor da Anac – diz ser preciso observar com “muita atenção” a situação de aeroportos localizados em áreas urbanas adensadas, como Congonhas, Santos Dumont e Pampulha. Ele classifica como “seriíssima” a situação de Congonhas. Mas diz não ser tão preocupante o caso do aeroporto mineiro, devido à restrição a aeronaves de grande porte. A limitação, segundo ele, reduz a quantidade de combustível usado; limita o número de passageiros e diminui a extensão da pista necessária para pouso e decolagem, o que aumenta a margem de segurança. Outra medida possível para ampliar a segurança é a adoção de requisitos mínimos para o piloto operar no aeroporto, como a exigência de mínimo de horas de voo para determinadas condições.

.

FONTE: Estado de Minas.


ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 08/06/2015, 05:30.

.

Tragédia
Após decolagem na Pampulha, bimotor cai e explode em garagem de casa pouco depois de partir do aeroporto em BH. Piloto, tripulante e policial que estavam a bordo morreram. Moradores escapam milagrosamente

Aeronave caiu em garagem, entre duas casas, o que evitou que o número de vítimas fosse ainda maior. Explosão depois do acidente impossibilitou socorro aos ocupantes do aparelho, que ficou carbonizado ( fotos: rodrigo clemente/EM/D.A Press)

Está nas mãos de peritos da Aeronáutica esclarecer se falha humana, mecânica ou combinação de fatores foi o que causou a morte de três pessoas, em acidente com o avião bimotor King Air prefixo PR-ABG, que caiu pouco depois de decolar, às 15h20, do Aeroporto Carlos Drummond de Andrade, na Pampulha, em Belo Horizonte. Em uma dinâmica que intriga especialistas, a aeronave despencou sobre a casa de número 105 da Rua São Sebastião, no Bairro Minaslândia, Região Norte da capital, explodindo em seguida. Surpreendentemente, os dois moradores da residência escaparam ilesos. Eles estavam na horta do imóvel, cuidando de galinhas, quando tiveram a garagem destruída pelo avião em chamas. Uma mulher que estava nos fundos do imóvel vizinho, onde também funciona uma igreja evangélica, sofreu ferimentos. Desde agosto de 2014, foi a sétima ocorrência de pouso forçado ou queda na Região Metropolitana de BH, a primeira com mortes.
.
De acordo com a Infraero, o bimotor turbo hélice fabricado pela Hawker Beechcraft, modelo C90GTi, tinha como destino a Fazenda Sequoia, em Setubinha, no Vale do Mucuri. Estavam a bordo dois tripulantes – o comandante Emerson Thomazine, de 43 anos, de São Paulo, e o copiloto Carlos Eduardo Abreu, de Piumhi, no Centro-Oeste mineiro – e um carona, o policial civil Gustavo de Toledo Guimarães, de 38. De acordo com colegas que foram ao local, Toledo não estava a serviço, mas também era piloto e estava no hangar.
.
De acordo com o Registro Aeronáutico Brasileiro, o bimotor estava com a Inspeção Anual de Manutenção (IAM) e o Certificado de Aeronavegabilidade (CA) em dia. O primeiro tinha data de validade de 30 de janeiro de 2016. Já o CA tinha validade de 16 de julho de 2020. O avião era operado pela Atlântica Exportação e Importação, empresa especializada em grãos de café cru. A empresa faz parte da Montesanto Tavares, uma holding mineira que já foi dona das marcas Café Três Corações e Sucos Mais – as duas foram vendidas para grupos internacionais. A propriedade da aeronave é de um banco.
.
PARAFUSO Por pouco o acidente não fez mais vítimas. A aeronave caiu a apenas 50 metros do Centro de Referência de Assistência Social, conhecido como Campo da Providência, onde ocorria uma partida de futebol amador, com torcida formada por moradores do bairro. A atenção dos jogadores e de outras testemunhas do acidente foi despertada antes mesmo de a aeronave bater no solo e se incendiar. O barulho forte de motor falhando causou curiosidade dos que observavam a aeronave, que repentinamente iniciou uma queda rápida, em espiral.
.
“Eu moro exatamente de frente para a casa onde caiu o avião. Foi um susto muito grande; custei acreditar no que via”, relatou Syllas Valadão. “O avião começou a falhar e parece que o piloto tentou algo para estabilizar e não conseguiu. Ele caiu de ponta na garagem e explodiu”, contou. Segundo ele, a explosão pôde ser sentida em várias casas da região. Com o tremor, telhas de residência próximas se desprenderam e voaram.
.
“Tinha gente na casa em que ele caiu, mas como ele acertou só a garagem, eles conseguiram sair. Alguns tentaram até voltar e entrar para salvar algo, mas foram impedidos por quem estava perto”, disse Syllas. “Eu mesmo tentei me aproximar do fogo, mas não consegui, estava muito quente. Infelizmente, não dava para salvar ninguém ali”, lamentou.
.
MILAGRE Quem viu de perto a morte não acredita que tenha escapado ileso. O empresário Isael Franco, de 57 anos, morador da casa número 125, vizinha à residência atingida, diz que a mulher Rosângela da Rocha Diniz, de 50, e seu filho Vitor Hugo estavam em casa na hora em que o avião caiu. Com o grande barulho e a intensidade da fumaça, eles deixaram o imóvel correndo, sem entender o que se passava. A casa foi interditada, mas teve apenas as vidraças quebradas, em razão do choque da aeronave no solo. “Eu tinha ido buscar minha filha e um vizinho me avisou que o avião caiu ao lado da minha casa. Fiquei louco e avancei um sinal fechado na Avenida Cristiano Machado, porque não sabia como estavam minha mulher e meu filho”, contou.
.
Sem poder voltar para casa, que está interditada, Isael estava atônito e só conseguiu acolher a mulher e o filho em seu Fiat Uno, estacionado a poucos metros do local do acidente. “Apesar do susto, estou feliz, porque meus vizinhos, Zezinho (José Maforte Knupp), aposentado da Aeronáutica, e Maria Geralda (Estanislau), que tiveram a casa atingida, escaparam ilesos. Eles estavam no fundo do quintal, cuidando da horta. O avião passou por cima deles e caiu na garagem”, conta, aliviado. “Lamentamos mesmo só pela vida das pessoas que estavam dentro do avião”, conclui.
.
PÂNICO
 O metalúrgico Gleyson Fernando, de 21, foi a primeira pessoa a entrar na casa atingida pela aeronave, acompanhado do filho dos moradores. “Ele estava jogando bola e se desesperou. Como tinha muito fogo na entrada, em razão da explosão, passamos pelo telhado e vimos que os dois estavam bem, no fundo do quintal” conta. Gleyson disse que a explosão provocou incêndio no interior da casa.

.

Avião cai em cima de casa e deixa três mortos no Bairro Minaslândia, em BH

Bombeiros combatem incêndio na residência atingida. Vítimas estavam na aeronave

Camila Arrais/Divulgação

.
Um avião de pequeno porte caiu em cima de uma residência na tarde deste domingo, no Bairro Minaslândia, Região Norte de Belo Horizonte. O acidente ocorreu na Rua São Sebastião, próximo à estação de metrô Primeiro de Maio. Três pessoas morreram e uma ficou ferida. O avião vinha de Americana (SP) com dois tripulantes e um carona, que também era piloto, quando a aeronave perdeu a sustentação e caiu.
.
Com a queda do avião, segundo o Corpo de Bombeiros, houve incêndio na casa. Quatro viaturas da corporação estão no local. Equipe da Infraero e da Defesa Civil foram acionadas. O avião era um monomotor King Air.
.
Esta é a sétima ocorrência de pouso forçado ou queda de aeronave na Região Metropolitana de Belo Horizonte desde agosto de 2014, dessa vez, com vitimas. Nas outras, o pouso permitiu que as vitimas fossem salvas.

.

FONTE: Estado de Minas.



%d blogueiros gostam disto: