Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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Pontapé inicial

Dois dias antes de a cerimônia no Maracanã oficializar o início dos Jogos, futebol feminino dá a largada com seis partidas, sendo duas em BH. Mineirão impressionou as seleções

 

Desconstraídas, neozelandesas tiraram fotos no estádio, que passou ontem pelos últimos ajustes (Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)
Descontraídas, neozelandesas tiraram fotos no estádio, que passou ontem pelos últimos ajustes
A Olimpíada do Rio só terá a cerimônia de abertura na sexta-feira, mas o torneio de futebol começa hoje, com partidas de seleções femininas. No Mineirão, onde jogam EUA x Nova Zelândia, às 19h, e Colômbia x França, às 22h, até ontem à tarde havia funcionários dando os últimos retoques, enquanto jogadoras e integrantes da comissão técnica conheciam o local.
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Foi possível ver caixas térmicas empilhadas, a montagem das grades para direcionamento do público na entrada e funcionários finalizando a limpeza. Para completar, a maior parte dos bares ainda exibia o leiaute dos jogos e eventos usuais do estádio, sem os símbolos do Comitê Olímpico Internacional (COI) ou da Rio’2016. A adequação estava prevista para ser feita à noite e não havia garantia de que estaria pronta a tempo da primeira rodada.
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A exceção foi a lanchonete normalmente reservada à imprensa. Lá foi possível ver que os preços estão mais altos, em alguns casos majorados em até 100% em comparação aos praticados no dia a dia, como no caso do sanduíche, que passou de R$ 9 para R$ 18. O tradicional tropeiro, que tanto sucesso faz entre turistas brasileiros e estrangeiros, foi mantido no cardápio. Porém, o preço quase dobrou: subiu de R$ 12 para R$ 20.
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As seleções gostaram muito do que viram, ainda que o Comitê Organizador não tenha permitido o uso de chuteiras nem que elas batessem bola, mesmo de tênis, com o intuito de preservar o gramado. “O Mineirão é fantástico. Quando soubemos que jogaríamos aqui, fiquei muito feliz. Afinal, é um dos melhores estádios do mundo”, disse o técnico da Nova Zelândia, Tony Readings. Depois dos EUA, a equipe neozelandesa enfrentará a Colômbia no Gigante da Pampulha, no sábado, às 20h.
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“Fiquei feliz quando soube que jogaríamos aqui, pois o estádio é ótimo. Já o imagino neste primeiro jogo, com muitos torcedores. Esperamos retribuir fazendo uma boa partida”, comentou o treinador colombiano, Felipe Taborda. Philipe Bergeroo, da França, gostou da infraestrutura: “O Mineirão está incrível. Tem bom campo e excelentes vestiários. Oferece todas as condições para se jogar futebol”.
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FELICIDADE
As jogadoras também parecem ter gostado bastante do Mineirão. Algumas ficaram impressionadas com as dimensões do estádio, enquanto outras aproveitaram a visita para se divertir. “Quando uma visita ao estádio te faz sentir como uma criança de cinco anos em uma loja de doces”, escreveu a atacante norte-americana Alex Morgan ao postar foto com duas companheiras de equipe em sua conta no Twitter.
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As neozelandesas também se divertiram bastante no gramado – algumas deitaram e rolaram, literalmente. Houve pose para fotos e até acrobacias.
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Atitude mais discreta tiveram as francesas, que optaram apenas por vistoriar o gramado. Já a Seleção da Colômbia mandou somente o treinador e as jogadoras Natalia Gaitán, Sandra Sepúlveda e Nicole Regnier.

Duelos HOJE (ontem, quarta)
Grupo E – Estádio Nilton Santos (Rio de Janeiro-RJ)
13h    Suécia    x    África do Sul
16h    Brasil    x    China
Grupo F – Arena Corinthians (São Paulo-SP)
15h    Canadá    x    Austrália
18h    Zimbabwe    x    Alemanha
Grupo G –  Mineirão
19h    EUA    x    Nova Zelândia

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FONTE: Estado de Minas.


Prefeitura proíbe churrasco e caixas de isopor em ruas de Belo Horizonte

Segundo executivo, decreto detalha texto do Código de Postura.
Só atividades licenciadas são permitidas; multa é de R$ 1.064

Espetinho de carne é um dos mais pedidos (Foto: Renan Holanda/ G1)
Churrasco está proíbido em ruas de Belo Horizonte

O prefeito Marcio Lacerda publicou nesta terça-feira (12) no Diário Oficial do Município um decreto que proíbe o uso de recipientes de refrigeração – coolers e caixas de isopor –, churrasqueiras, grelhas, assadeiras e outros objetos que provoquem fogo em espaços públicos de Belo Horizonte.

A norma ainda proíbe o uso dos equipamentos em carros estacionados nas ruas e também se aplica a torcedores e comerciantes em dias de jogos. Segundo a prefeitura, apenas as atividades licenciadas podem usar esses locais. Caso dos pipoqueiros e donos de carrinhos de lanche rápido, por exemplo.

Ainda de acordo com o executivo municipal, o decreto detalha um decreto de 2010 que regulamenta o Código de Postura. O texto da época diz que “é proibida a instalação precária ou permanente de obstáculo físico ou de equipamento de qualquer natureza no logradouro público ou projetado sobre ele, salvo nos casos permitidos pelo Código de Posturas, desde que regularmente licenciados.

Em caso de descumprimento, a multa pode chegar a R$ 1.064,00. O cidadão que queira denunciar a irregularidade pode ligar no 156, que é o canal de reclamações da Prefeitura.

 

PBH garante que cooler e isopor estão liberados no Carnaval

NORMA – Na folia, isopor permitido apenas para refrigerar bebidas para consumo próprio
NORMA – Na folia, isopor permitido apenas para refrigerar bebidas para consumo próprio

Cervejinha no cooler (equipamento portátil de refrigeração) ou no isopor está liberada no Carnaval. Segundo o titular da Secretaria de Serviços Urbanos, Pier Senesi, o decreto 16.203, publicado no Diário Oficial (DOM) na última terça-feira, não impede que foliões se reúnam com amigos e coloquem bebidas em recipientes para conservar a temperatura, desde que seja para o próprio consumo e não perturbe a circulação.

O objetivo da norma, diz ele, é impedir abusos. “Estamos apenas melhorando o ordenamento do espaço público, do passeio. São as caixas refrigeradoras grandes, cooler imenso, que precisam inclusive de carrinho com roda para transportar, que estão na mira da restrição”.

Questionado se não considera a norma subjetiva, podendo causar insegurança, Senesi garantiu que os fiscais estão preparados e vão seguir um “procedimento operacional”.

“A mira está mais para os dias de grandes eventos, nos estádios, para pessoas que ocupam com cooler ou churrasqueiras a porta da casa dos outros, usando a rua como mictório”.

O gestor descartou novas alterações no decreto. Apenas esclareceu que um novo texto foi publicado na edição de ontem do DOM para corrigir os valores das multas – estariam desatualizadas – aos infratores, já que a regra foi elaborada ano passado.

Inicialmente, as multas estipuladas eram de R$ 268,75 para obstáculos móveis, R$ 940,63 para os físicos e R$ 1.064,60 para churrasqueiras, recipientes de refrigeração e outros similares. Passaram para R$ 297,53, R$ 1.041,37 e R$ 1.785,20, respectivamente.

Ambulantes

De acordo com Pier Senesi, a venda de churrasquinho e outros produtos na rua, inclusive durante a festa momesca, só será permitida aos ambulantes credenciados.

“A prefeitura fez um chamamento e 3 mil pessoas se inscreveram para vender produtos durante a festa. Desses, um determinado número, de acordo com a demanda estipulada pela Belotur, vai ser credenciado pela secretaria. Eles serão identificados com crachá, estarão uniformizados. Vão poder vender ao longo da folia, sem pagar absolutamente nada. Também teremos barracas licenciadas para vender comida e bebida”, detalhou.

Constitucionalidade

Especialista em direito constitucional, o advogado Hermeraldo Andrade afirma que o decreto da prefeitura é inconstitucional, pois fere o direito de reunião. Além disso, proibições não podem ser criadas por meio desse tipo de norma, mas por lei, esclarece.

Entrevista

Secretário municipal de Serviços Urbanos, Pier Senesi, responde a perguntas:

Está liberado levar um isopor com bebida para um grupo de amigos e colocá-lo no chão?
As pessoas que carregam e portam consigo aquilo que vão consumir, seja numa bolsa térmica ou pequena caixinha de isopor, estão liberadas, porque isso não impede o direito de ir e vir dos outros. Não será proibido se um grupo parar num local, e não causar transtornos.

Isso não torna a norma muito subjetiva?
A fiscalização integrada é preparada, tem procedimentos operacionais para que os fiscais possam melhor entender e aplicar. E tem também o bom senso.

Pode levar isopor para um piquenique na praça?
Claro que pode. Inclusive fazer piquenique é algo sensacional. Os parques em BH estão abertos às pessoas.

E fazer churrasquinho na porta de casa?
O passeio não pode ser usado e impedir as pessoas de atravessarem. É isso que as pessoas precisam entender. O decreto não inova nada, o Código de Posturas é claro quando diz a que se destina o passeio e a via pública, as obstruções são permitidas apenas para licenciados.

E o churrasquinho no Mineirão?
As pessoas que vão cedo para a porta da casa dos outros, abrem o porta-malas dos carro, montam uma barraca, isso não pode.

 

FONTE: Hoje Em Dia


BH tem esquema especial de transporte para clássico de domingo

Cruzeiro e Atlético-MG se enfrentam no Mineirão, na Região da Pampulha.
Linha 55 do Move não irá operar, de acordo com a BHTrans.

Galo-2

Um esquema de transporte para o clássico de domingo (13) entre Cruzeiro e Atlético-MG foi divulgado pela Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) nesta sexta-feira (11). De acordo com a autarquia, um serviço executivo e um serviço especial vão atender torcedores que irão ao Mineirão.

Os bilhetes para o serviço executivo são vendidos até as 17h desta sexta-feira, no Posto Transfácil, na Rua Professor Morais, 216, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. O valor é R$ 17,80 (ida e volta).

Já para o serviço especial, o preço é R$ 3,40 e nesse caso o pagamento é feito no local de embarque. Treze ônibus sairão das regiões de Venda Nova, do Barreiro e do Centro a partir das 13h.

Segundo a BHTrans, nas duas opções especiais de transporte, torcedores cruzeirenses e atleticanos terão locais de embarque e desembarque distintos. Confira os endereços no site da empresa.

A BHTrans informou que, por recomendação da Polícia Militar (PM), a linha 55 do Move (Mineirão) não irá operar no domingo.

Para chegar ao estádio, os torcedores contam ainda com as linhas regulares 51, 52, 63, 64, 67, 68, 5250, 5550, 6350, 5106 e 5401 do Move; os circulares 503, 504 e 506; e os suplementares 51, 53 e 54.

 

 

FONTE: G1.


Galo perde a liderança, Cruzeiro despenca na tabela

Atlético decepciona torcida, perde para Grêmio e deixa liderança escapar dentro do Mineirão

Galo não conseguiu criar, levou gols em contra-ataques e perdeu por 2 a 0

Rodrigo Clemente/EM/D.A Press

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Sem criatividade, força ofensiva e marcação firme. Assim foi o Atlético diante do Grêmio no Mineirão. O apoio da torcida não foi suficiente para o Galo recuperar a liderança do Campeonato Brasileiro. Apostando no contra-ataque, o time Gaúcho aproveitou os espaços vazios no lado direito da defesa alvinegra para vencer por 2 a 0 e entrar de vez na briga pelo título da Série A.
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O Grêmio se aproveitou das falhas de marcação do Atlético em campo. Retrancado em boa parte do jogo, o time tricolor conseguiu enxergar espaços nas costas de Marcos Rocha (local onde os gols saíram). No ataque, o Galo até criou boas oportunidades, principalmente na reta final do segundo tempo, mas não conseguiu furar a meta defendida por Marcelo Grohe.
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A derrota manteve o Atlético na vice-liderança do Campeonato Brasileiro, com 36 pontos, um a menos que o Corinthians, novo líder da competição. O Grêmio está logo atrás, com 33.
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Na próxima rodada, a última do primeiro turno, o Atlético visita a Chapecoense, na Arena Condá, domingo, às 18h30. No mesmo horário, na Arena do Grêmio, o Tricolor Gaúcho recebe o Joinville.

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Cruzeiro joga mal, é goleado pelo Joinville e perde posições na tabela de classificação

Clube celeste deu vexame em Santa Catarina e foi dominado pelo time da casa

GERALDO BUBNIAK/AGB/ESTADAO CONTEUDO

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Uma noite para ser esquecida pela torcida do Cruzeiro e muito analisada pela comissão técnica de Vanderlei Luxemburgo. Em uma de suas piores atuações na temporada, o clube celeste deu vexame em Santa Catarina e sofreu uma goleada por 3 a 0 para o modesto Joinville. O resultado poderia ter sido ainda mais elástico, se o árbitro Leandro Pedro Vuaden não tivesse anulado um gol do time da casa no fim do primeiro tempo, em um lance duvidoso.
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Com a derrota acachapante no Sul, o Cruzeiro segue semconseguir uma boa escalada na tabela de classificação no Brasileiro. O clube celeste se manteve com 21 pontos e agora vê a zona da degola um pouco mais de perto – cinco pontos separam a equipe do pesadelo. No início da rodada, a Raposa ocupava a 11ª posição e, agora, está na 14ª. No próximo domingo, o Cruzeiro buscará a reabilitação contra o Inter, às 16h, no Mineirão.

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FONTE: Estado de Minas.


Saiba como foram criadas as receitas mais típicas de Belo Horizonte e como sua história se relaciona com a da cidade
Pratos típicos

GastronomiaUm feijão-tropeiro modificado por truques de uma cozinheira de pensão. Um caldo de mocotó que faz flanelinhas e desembargadores dividirem o mesmo balcão. Uma refeição como outras tantas na cidade e que virou a matadora de fome oficial da madrugada. A comida de funcionário que ganhou apelido e virou o prato feito mais famoso da cidade. A improvável mistura de fígado de boi e jiló que não era para ser mais do que um petisco de feirantes. Eis as cinco receitas mais típicas de Belo Horizonte, que, despretensiosamente, ajudam a contar a história da capital mineira e a formar sua identidade cultural.

“Minha tia Lola tinha uma pensão onde ela mesma cozinhava. Quando foi convidada para ter um bar no Mineirão, no fim dos anos 1960, ela incrementou o tropeiro com o molho de tomate e o ovo frito inteiro, em vez de mexido. As pessoas pediam assim na pensão, como complemento da carne”, lembra Eliane Assis, que foi permissionária de bares (o de número 13 tornou-se o mais famoso) que serviram o prato no estádio até a reforma de 2010. Prevendo as mudanças que vieram em seguida, ela abriu o restaurante Tropeiro do 13 em 2005, no Bairro Planalto. Tudo para não deixar morrer a tradição, o que inclui o molho de tomate.

Tropeirão

Afinal, por que colocá-lo sobre o tropeiro, já que é um ingrediente sem qualquer relação com esse prato clássico mineiro? “Esse molho minha tia já fazia na pensão e era bem aceito. Como não havia como refogar couve para milhares de tropeiros no mesmo dia, ela punha o molho por cima da verdura crua para melhorar o sabor da couve”, revela Eliane. E com um detalhe: a chapa funcionava apenas para fritar os bifes de lombo, e Lola a raspava o tempo inteiro, acrescentando essas crostas saborosas ao molho. “O sabor era apurado ao longo do dia”, completa ela. Com a transferência para o Planalto essa técnica se perdeu. Quem comeu, comeu.

 Bolão se afastou do comando da cozinha e lamenta mudanças na receita de seu espaguete, que é parte do Rochedão, refeição que pesa 800g (ALEXANDRE GUZANSHE/em/d.a press)

Bolão se afastou do comando da cozinha e lamenta mudanças na receita de seu espaguete, que é parte do Rochedão, refeição que pesa 800g

LATINHA “Lá no Mineirão tinha alegria, contato com o torcedor. Quando o time virava o jogo, mudava o astral, mudava tudo. Era uma coisa doida, uma magia”, lembra Eliane, que ficava no caixa, enquanto a mãe, Vina, comandava a cozinha. Essa mágica tinha a ver também com o volume de trabalho: chegar às 5h para começar a vender tropeiro às 10h era comum. O recorde foi de 4,3 mil pratos servidos no mesmo dia, ocasião em que havia cerca de 90 mil torcedores no estádio. Mesmo com a considerável diminuição de fregueses, uma coisa não mudou: ainda vale como medida da farinha de mandioca a amassada e arranhada lata de castanha de caju dos anos 1970.

A sequência de preparo é: gordura de porco na panela, alho batido com sal, linguiça calabresa, torresmo sem pele frito, feijão carioquinha cozido (com um pouco do próprio caldo), deixa ferver, apaga o fogo, mistura a farinha, põe a cebola crua cortada fininha e a cebolinha e mexe tudo. “Mas com jeitinho, com o garfo, senão vira tutu”, ensina ela. E arremata: “Nosso tropeiro é mais molhado, vai com um pouco mais de caldo. Não que aquele mais seco seja ruim, mas aqui não vende, pois o pessoal gosta dele mais molhado”.

Você pode, querendo, experimentar a receita do blog AQUI!

CANECA DE MOCOTÓ  “A receita é a mesma, não mudamos praticamente nada”, garante Dênio Corrêa, o caçula dos cinco irmãos que se revezam há anos no preparo do caldo mais popular da cidade, o de mocotó do Nonô, com 51 anos de existência. Ele começou a ser servido no Barreiro, na época em que a instalação da siderúrgica Mannesmann ajudou a desenvolver a região. Era só uma barraquinha, mas a grande aceitação entre os operários encorajou Raimundo de Assis Corrêa, o Nonô, a abrir um bar ali perto, no Clube Colina, e, depois, no Centro, onde funciona até hoje.

É das poucas casas da cidade que funcionam 24 horas: abre segunda, às 6h, e só fecha sábado, à 0h. Três turmas de funcionários passam pela casa ao longo do dia. O caldo é feito até quatro vezes por dia, de acordo com a demanda. Faça frio ou calor, sempre há fregueses encostados no balcão para tomá-lo. “Está meio quente, então estamos usando 1,2 tonelada de mocotó para esta semana. Quando esfria, vendemos uns 60% a mais”, conta Corrêa. A cerveja preta Caracu é o acompanhamento tradicional, sendo que o bar é o maior vendedor da marca no país – são cerca de 5 mil latas por mês.

Sobre o caldo, é importante dizer que mocotó não é simplesmente mocotó. Na cozinha do local, esse corte bovino é separado de acordo com três categorias: unha, canela e panturrilha. Cada caneca leva um pouco de cada (esses pedacinhos são chamados de “barranco”) e cebolinha picada por cima. “Se a gente cozinhasse tudo direto, o gosto ficaria muito forte. Por isso fritamos o mocotó antes, o que elimina parte da própria gordura. O pessoal da roça não come assim, mas o da cidade não tem estômago para isso”, explica ele. A versão completa ainda leva dois ovos de codorna crus, que cozinham no calor do caldo.

TÁXI Refeições fartas, com arroz, feijão, batata frita, ovo, bife e macarrão existem aos montes pela cidade. Por que, então, a versão do Bolão, em Santa Tereza, tornou-se tão famosa? “Os taxistas foram os primeiros a comer isso e pode saber que lugar em que vai muito taxista é bom. Eles é que foram fazendo o boca a boca. Ficou famoso por causa disso e por funcionar de madrugada, apesar de hoje a casa fechar mais cedo. A gente acompanhava o funcionamento do cinema, que ficava do outro lado da praça, e fomos esticando o horário”, conta o fundador da casa, José Maria Rocha, o Bolão.

Ele é criador do Rochedão, servido desde o início dos anos 1980. Tudo começou com o espaguete. “Aqui no bairro tinha um bar que servia espaguete e, quando fechou, os fregueses pediram para que eu fizesse. Já era servido assim, com o molho separado da massa”, lembra. Com o crescimento da casa, o cardápio passou a ter, além de petiscos, refeição, que sempre chegou à mesa com a massa à parte. As batatas fritas (nunca das congeladas) foram o último item a ser acrescentado a um prato que totaliza cerca de 800g.

Atualmente afastado da direção do bar por problemas de saúde, Bolão se queixa das mudanças que a receita do espaguete sofreu com o tempo. O principal problema, diz, foi a troca da massa com ovos pela de grano duro: “Gosto dela mais macia, e hoje ela é mais firme. Além disso, o molho não gruda nela direito”. Também lamenta que o molho não seja mais feito da forma como o concebeu: sem tomate fresco (só o extrato enlatado), com “tempero normal” (alho batido com sal) e acém moído. Mesmo assim, ele ainda gosta de ficar sentado na porta do restaurante cumprimentando clientes praticamente sem parar.

Operário-padrão
Pratos improvisados para atender os funcionários do café palhares (Kaol) e feirantes do Mercado central (Fígado com Jiló) acabaram se tornando clássicos da cidade
O boteco Valadarense, no Mercado Central, que serve fígado com jiló há mais de 40 anos. Receita surgiu para atender trabalhadores do local (Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)
O boteco Valadarense, no Mercado Central, que serve fígado com jiló há mais de 40 anos. Receita surgiu para atender trabalhadores do local

Nenhum dos pratos tipicamente belo-horizontinos é resultado de uma ação premeditada ou uma grande ideia que de repente foi colocada em prática na cozinha. Nesse sentido, chamam a atenção as origens de dois deles, o Kaol, do Café Palhares, e o fígado de boi com jiló do Mercado Central. Definitivamente, não era para se tornarem as duas mais emblemáticas receitas da cidade, mas quis o destino (e a freguesia) que fosse assim. A primeira surgiu como comida de funcionários; a segunda, um petisco improvisado de feirantes.

“Nos anos 1960 e 1970, o mercado era o principal centro abastecedor da cidade, com um abatedouro em funcionamento. Abria cedo e não havia restaurantes no entorno. Os feirantes pegavam os miúdos e levavam para os bares”, conta José Agostinho Oliveira Quadros, presidente do Mercado Central e comerciante por lá há 50 anos. O jiló, diz ele, provavelmente entrou no petisco por ser dos ingredientes mais baratos na época. Assim, tornou-se o tira-gosto mais famoso da capital mineira, servido por praticamente todos os bares do local.

Já Ronaldo Marques, gerente do bar Fortaleza, um dos vários balcões onde se pode comer essa combinação de sucesso, conta versão um pouco diferente. “A história que sei é que dois açougueiros do mercado chegaram num dos bares com jiló e pediram para prepará-la com carne de porco. O fígado foi sacada do dono do bar, com certeza, por ser mais barato que a carne de porco. Era um prato de açougueiro para açougueiro”, relata ele, que já vendeu de quase tudo no local e há 15 anos comanda a chapa em que é preparado o petisco.

KAOL O fato de ter sido batizado pelo jornalista e compositor Rômulo Paes confere pompa ao Kaol, o prato feito que ajudou a construir a fama do Café Palhares, inaugurado em 1938, no Centro. Entretanto, originalmente, ele era a comida dos empregados que trabalhavam no bar à noite, na década de 1950. “De madrugada, eles faziam um prato com arroz, ovo e linguiça. Como o bar era pequeno, comiam por perto e todo mundo via. Os fregueses começaram a querer também e foi assim que começou”, conta João Lúcio Ferreira, um dos proprietários.

Funcionário do Palhares prepara o Kaol, que inclui arroz, farofa de feijão, couve, ovo, linguiça, torresmo e molho (Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)

Funcionário do Palhares prepara o Kaol, que inclui arroz, farofa de feijão, couve, ovo, linguiça, torresmo e molho

Inicialmente, o prato era servido só à noite. Na década seguinte, passou a ser oferecido também no almoço. “Nessa época, era servido num prato de papelão e o pessoal sentava no meio-fio para comer. Aqui só foi ter lugar para sentar depois da reforma, nos anos 1970”, lembra ele. O público boêmio aprovou a receita, frequentemente pedindo cachaça para acompanhar. Por motivo que segue desconhecido por Ferreira, o “c” virou “k” na hora de usar as iniciais dos ingredientes para batizar o prato. Ele aproveita para esclarecer que, na verdade, esse apelido foi criado com a participação de seu pai, João.Hoje, são nada menos que 400 pratos servidos por dia. Com o tempo, outras guarnições pedidas por fregueses foram adicionadas definitivamente ao prato, como couve, farofa de feijão, torresmo e molho de tomate. O molho da casa não leva tomate fresco, mas extrato enlatado, e ajuda a deixar o prato menos seco, a exemplo do que é feito também em outro clássico da cidade, o feijão-tropeiro do Tropeiro do 13.

“A gente colocava um tomate por cima do prato e depois resolveu trocar por esse molho. Na época, servíamos muito sanduíche de pernil e de linguiça, sempre com esse mesmo molho. Já o tínhamos pronto na casa. Muita gente disse que não tinha nada a ver, mas que tinha ficado gostoso”, resume Ferreira. O orgulho maior da casa é a linguiça, produzida diariamente na sobreloja, desde a década de 1970, e que faz com que um certo freguês pague a conta, dê uma volta no quarteirão e volte para sentar-se na outra ponta do balcão para comer um segundo Kaol, tentando não se passar por guloso diante dos garçons.

FONTE: Estado de Minas.


Foo Fighters fazem show épico para mais de 17 mil no Mineirão

 

Foo fighters
Foo Fighters fizeram um show repleto de clássicos e levantaram o show no Mineirão

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Pouco antes do show do Foo Fighters começar, a assessoria de imprensa avisou: a banda decidiu não divulgar o set list. Por ser o último show da turnê sul-americana, o quinteto liderado por Dave Grohl queria ter liberdade para conduzir a apresentação na Esplanada do Mineirão. Ok, o show não foi tão diferente do que havia sido feito nas outras capitais pelas quais passou – Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro –, mas o grupo certamente deixou 17 mil pessoas boquiabertas com uma presença de palco incrível.
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A apresentação teve início às 21h20, somente cinco minutos após o programado. Começou como esperado – com “Somenthing from Nothing”, “The Pretender” e “Learn to Fly – e teve algumas pequenas mudanças em relação aos set lists apresentados nas outras cidades brasileiras.
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O momento de liberdade da banda aconteceu durante o set de covers, apresentado em um segundo palco, em meio à passarela montada no meio da pista premium. Nessa hora, o quinteto reverenciou Kiss, Rush, AC/DC e Queen. Antes disso, Grohl já havia feito uma sequência acústica voltado exclusivamente para a plateia da pista normal (a turma que pagou R$ 300 pelo ingresso – inteira, em vez de R$ 600 do pessoal da frente).
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Outro momento de surpresas foi na apresentação dos integrantes da banda. É hora em que eles se colocam um desafio. Cada um, ao ser apresentado, toca um trecho de um clássico do rock. Cabe ao baterista Taylor Hawkin descobrir qual é a faixa e dar continuidade. “Nós conhecemos muitas músicas, mas não todas as músicas. Somente um integrante tem a obrigação de conhecer todas”, disse Grohl. Esse cara é Hawkins, o dono da brincadeira do palco.
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O maior diferencial do show, na verdade, dependeu de um morador de Belo Horizonte. Rafael Giácomo, vocalista da banda cover Monkey Wrench, subiu ao palco como se fosse Dave Grohl. E houve até quem acreditou, pois sua “identidade” só foi revelada na hora em que o verdadeiro vocalista do Foo apareceu e disse “esse é p*** do meu irmão!”
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A banda seguiu destilando pedrada atrás de pedrada, fazendo o público ir ao delírio a cada música. Com apresentação inédita em BH, Dave fez questão de questionar quem já tinha assistido ao show e fez questão de salientar: “Temos que voltar aqui”.
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Após clássicos e músicas de peso, a banda deixou o melhor para o final e, sem muita conversa, avisou ao público: “não somos o tipo de banda que para de tocar e volta. Não fazemos isso! Tocamos tudo o que temos até a hora de parar”, cravou Dave.
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A banda então mandou uma versão enérgica de “Best of You” – um dos grandes hits radiofônicos do grupo, para encerrar com “Everlong”, considerada por muitos a melhor música da banda, acompanhado de um grande coro para encerrar com chave mais que de ouro um grande, grande show.

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FONTE: Hoje Em Dia.


Copa do Brasil
DECISÃO HISTÓRICA
Unidos pela alegria (pelo menos por um dia)
Felicidade pela classificação às finais da competição leva atleticanos e cruzeirenses a deixar por enquanto a rivalidade de lado para saborear o momento mágico

 

 

A classificação às finais da Copa do Brasil uniu atleticanos e cruzeirenses numa só comemoração. Pelo menos por enquanto. Exultantes em ver os times de outros estados, principalmente paulistas e cariocas, de fora da festa, os grandes rivais mineiros festejaram em harmonia o grande momento do futebol de Minas, por meio das redes sociais e nas coloridas ruas de Belo Horizonte. No dia seguinte à confirmação de Galo e Raposa na decisão, a capital mineira se vestiu de azul, preto e branco.

O alvinegro assegurou a vaga de forma heroica. Depois de perder por 2 a 0 no Rio, conseguiu virada histórica sobre o Flamengo, no Mineirão, eliminando o time de Vanderlei Luxemburgo com o mesmo placar (4 a 1) imposto ao Corinthians nas quartas de final. A Raposa, que havia vencido o jogo de ida contra o Santos por 1 a 0, no Mineirão, viu a equipe de Enderson Moreira inaugurar o marcador na Vila Belmiro, no primeiro minuto, sofrer o empate em seguida, mas chegar a 3 a 1 e se aproximar da classificação. Nos minutos finais, porém, igualmente na raça, os celestes buscaram o empate e se garantiram na decisão. Os jogos serão na quarta-feira, no Independência, e duas semanas depois, no Mineirão.
Copa do Brasil 3
PELA PAZ Irmanados na alegria, torcedores dos dois times dividiram a alegria por ver o futebol do país se render aos mineiros. Companheiros de trabalho numa loja da Savassi, a atleticana Gleice Aparecida de Moura e o cruzeirense Lucas de Paula posaram juntos e sorridentes para fotos.

O atleticano Gílson Lopes Bastos, de 51 anos, define o momento como mágico e destaca o bom trabalho das divisões de base de ambos os clubes, mas confessou não saber até quando o clima de festa recíproco persistirá. “É muito preocupante, porque esse respeito vai durar pouco. É sempre assim em clássicos, infelizmente. Os torcedores precisam aprender que violência não faz parte do bom futebol. Um momento como este merece um comportamento digno do torcedor.”

O cruzeirense Bruno Diniz Andrade, de 18 anos, concorda e espera que a rivalidade histórica seja alimentada pelo respeito mútuo. “Essa alegria, essa cumplicidade, a gente sabe que vai até o dia do jogo. Depois, é só rivalidade. Mas os torcedores precisam entender que violência não combina com esporte. Tem de haver respeito.”

Melhores amigos, o atleticano Rodrigo Rachid, de 38, e a cruzeirense Raquel Delage, de 27, são exemplo de convivência saudável. Eles conversavam na Praça da Savassi sobre o bom momento da dupla mineira no cenário nacional. E torciam pelo retorno dos jogos sem torcedores de apenas um time. “A final teria de ser histórica em todos os sentidos, com as duas torcidas em campo”, salientou Raquel. “A maioria não pode pagar pelos erros de uma minoria. Os órgãos competentes têm a obrigação da segurança. Seria lindo com as duas torcidas, como a festa pede”, emendou Rodrigo.


“O futebol mineiro vive um momento especial, tem os melhores centros esportivos e a melhor administração. BH é a capital do futebol e vamos nos manter na paz até o fim”

Weslei Danilo dos Santos, 31 anos, atleticano

“Foram fundamentais para o futebol mineiro as duas conquistas. Agora, só tende a melhorar. Ganhamos o respeito. Foi muito bom”
Pablo Henrique, 20 anos, atleticano

“Mostramos que não precisamos da mídia do eixo Rio-São Paulo. Bastou acreditar. Agora, precisamos ter tranquilidade para não estragar a festa”
Geórgia Cortes, 18 anos, atleticana

“Foi uma classificação magnífica, mas o que me preocupa daqui para a frente é a rivalidade, como os torcedores vão administrá-la”

Aline Sandler, 23 anos, cruzeirense

“Minas é o melhor lugar para se viver, né? Está aí o segredo do sucesso. Vamos deixar que essa rivalidade só exista dentro de campo”
Rodrigo Alves, 31 anos, cruzeirense

“Acho que o fator casa também contribuiu muito para o sucesso do futebol mineiro. Agora, temos de comemorar. Brigar por causa de futebol é besteira”

Guilherme Maia Silva, 18 anos, cruzeirense

FONTE: Estado de Minas.



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