Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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Sinal verde para início das obras da Via 710

 

O taxista Lourival, cujo imóvel é irregular por ter invadido terreno da RFFSA

A licitação das obras para a implantação da Via 710, ligação viária entre as avenidas Cristiano Machado e Andradas, está concluída. A Prefeitura de Belo Horizonte publicou ontem, no Diário Oficial do Município (DOM) a homologação do certame, sinal verde para a assinatura do contrato pelo Consórcio Conata Marins. Segundo a PBH, o início das intervenções que vão interligar as regiões Leste e Nordeste de BH sem a necessidade de passar pelo Centro ou usar ruas de baixa capacidade da região está previsto para daqui a 60 dias. O prazo de obras que consta no edital é de 18 meses, contados a partir da primeira ordem de serviço, e o valor estimado é de R$ 145 milhões, com possibilidade de aumento em virtude das desapropriações que estão na Justiça. A nova avenida estava prevista para ficar pronta antes da Copa do Mundo, mas as dificuldades com as desapropriações e falhas no projeto atrasaram os trabalhos. 

Para que a Via 710 vire realidade, 649 famílias terão que deixar suas casas, sendo 211 desapropriações, caso daqueles que são donos dos lotes, e 438 remoções, exemplo das invasões sem regularização. A reportagem do EM percorreu os bairros Horto e Instituto Agronômico (Leste) e União e Dom Joaquim (Nordeste), que serão cortados pela nova via. O maior esforço se concentrará na Via Arthur de Sá, posicionada atrás do Minas Shopping. Ali estão 291 domicílios que serão removidos pela Companhia Urbanizadora de Belo Horizonte (Urbel), pois a área é invadida e por isso não há regularização.Na Rua Maíra, Bairro União, já é certo que o conjunto de construções que forma quatro moradias onde reside a família do taxista Lourival de Oliveira, 67 anos, terá que ser demolido para viabilizar a construção viária. Como o terreno não é regularizado, ele será removido pela Urbel. “Desde que fizeram contato comigo, não estou nem dormindo direito. Eles me ofereceram R$ 289 mil, mas acho que para arrumar lugar para todos que moram comigo seria necessário R$ 500 mil”, diz ele. O terreno de cerca de 180 metros quadrados onde está a construção que abriga as 12 pessoas da família de Lourival pertencia à antiga Rede Ferroviária Federal, segundo ele. “Só um lote nessa região é R$ 450 mil. Preciso abrigar meu pessoal, estou muito triste”, lamenta.JUSTIÇA Segundo a Sudecap, das 211 desapropriações, 81 imóveis já estão liberados, 96 estão na Justiça e 34 ainda negociam com a prefeitura. Já o balanço da Urbel dá conta de 60 famílias praticamente acertadas para sair de suas residências e seis já reassentadas, restando ainda 372 moradias a serem removidas. 

Segundo a Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura, a Via 710 terá uma trincheira no encontro com a Avenida Contagem e com as ruas Gustavo da Silveira e Conceição do Pará, um viaduto no entroncamento com a Avenida José Cândido da Silveira, outro elevado na Rua Bolívar sobre a linha do metrô, ciclovia e duas a quatro faixas de rolamento em cada sentido. A extensão será de cerca de quatro quilômetros. Em maio, a prefeitura inaugurou uma ligação semelhante. A Via 210 também faz a conexão entre duas importantes avenidas de regiões diferentes, a Tereza Cristina, no Bairro Vista Alegre (Oeste), e a Via do Minério, no Barreiro.

FONTE: Estado de Minas.


ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 10/06/2014, 04:45.

Bicicletas são alvo de ladrões
Cinco retrovisores foram furtados no primeiro dia útil de funcionamento do serviço em BH.
Usuários aprovam o novo sistema, mas consideram insuficiente a quantidade de ciclovias.
Prefeitura garante que vai aumentar o número.

 

No primeiro dia útil de operação do Programa Bike BH, cinco retrovisores foram furtados ontem, das 6h às 16h, em Belo Horizonte. Outras peças têm dispositivo de segurança que impede o furto, como as rodas e a buzina, mas o retrovisor é preso ao guidom apenas por um pequeno parafuso. O estudante Iago Marques, de 18 anos, alugou uma bicicleta sem o equipamento de segurança e teve dificuldade de circular, principalmente onde não existe ciclovia e foi preciso dividir a pista com os carros. 

Desde sábado, quando o serviço foi implantado, 293 pessoas compartilharam as bicicletas, número considerado bom pela empresa Serttel/Samba Transportes, que administra o sistema, já que apenas 40 estão disponíveis em quatro estações (Mercado Central e as praças da Estação, da Liberdade e Afonso Arinos).

Quem alugou bicicletas aprovou o novo programa de mobilidade urbana da prefeitura, mas aponta falhas que comprometem a segurança do ciclista e de pedestres. Reclama também da falta de ciclovias interligando as estações, de pedestres andando nos espaços destinados às bikes, da falta de respeito com os ciclistas no trânsito e de estações lotadas, sem espaço para devolver a bicicleta. 

Iago testou o serviço domingo, quando o trânsito é tranquilo. Ontem, ele retornou para avaliar se era seguro pedalar durante a semana. “São poucas ciclovias e os motoristas não respeitam o ciclista”, disse o estudante, que teve outro problema. Ao devolver a bicicleta, ele conferiu no smartphone que não constava a devolução no aplicativo do serviço. “Fiquei com medo de pagar multa. A minha sorte é que tinha um técnico por perto, e que me ajudou”, disse. Mesmo assim, ele aprovou o projeto, principalmente a facilidade do pagamento. “Baixei o aplicativo pelo meu smartphone, contratei o serviço e a cobrança será no meu cartão de crédito.”

O estudante Pedro Aguiar, de 22, também gostou, mas reclamou da falta de segurança. Ele conta que foi devolver a bike na estação da Praça Afonso Arinos e não encontrou vagas. “Esperei 10 minutos. Como ninguém apareceu para retirar bicicleta e liberar um espaço, tive que subir a Avenida João Pinheiro para devolver na Praça da Liberdade”, disse Pedro, que contratou o serviço por um mês e vai pagar R$ 9. 

Já a relações públicas Débora Melo, de 25, começou ontem uma dieta e incluiu a bicicleta para tentar perder peso. Ela trabalha em um centro cultural da Praça da Liberdade e no horário de almoço troca de roupas para pedalar. “Eu não pedalava havia quatro anos e adorei. Moro no Bairro Santa Mônica e, quando houver estação do Bike BH na Pampulha, pretendo usar a bicicleta como meio de transporte. Uma pena que não pensaram em ciclovia quando duplicaram a Avenida Antônio Carlos. Vou ter que treinar muito para enfrentar o trânsito, pois é muito perigoso”, disse Débora.

O estagiário Igor Santos, de 19,  mora no Bairro Tupi, na Região Norte, e vai de metrô até a Praça da Estação, onde embarca em um ônibus até a Praça da Liberdade para trabalhar. “Agora, vou trocar o ônibus pela bicicleta, economizar dinheiro, andar mais rápido e ainda fazer exercício físico”, disse.

A Serttel/Samba Transporte  não considera vandalismo o furto de retrovisores. “Com o tempo, a população acaba abraçando o projeto e esse tipo de ocorrência acaba não acontecendo mais”, afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa.

MAIS BIKES O projeto prevê 40 estações até o fim do ano, das quais 34 no Centro e seis na Pampulha, com 400 bicicletas disponíveis. Hoje, são apenas 60 quilômetros de ciclovias, mas a prefeitura pretende implantar mais 40 quilômetros até dezembro. 
“A cidade tem potencial para 350 quilômetros de ciclovia”, disse o prefeito Marcio Lacerda, que defende o uso da bicicleta como transporte de integração com o metrô e o BRT.

Para usar o serviço, o usuário deve se cadastrar no site www.mobilicidade.com.br/bikebh, pegar a bicicleta em uma estação usando o aplicativo Bike BH para smartphones ou ligar para o número 4003-9847 (custo de uma chamada local).

FONTE: Estado de Minas.

 

R$ 3,00 A DIÁRIA

BH inaugura projeto de bicicletas compartilhadas

Bike BH começou com falhas na estação Mercado Central, que não estava funcionando por completa; usuários exigem mais segurança e ciclovias espalhadas pelos pontos da capital

O projeto de bicicletas compartilhadas, chamado de Bike BH, começou neste sábado, 7, em quatro estações na capital mineira: praças da Liberdade, Afonso Arinos e Raul Soares e no Mercado Central, nas regiões Centro-Sul e Centro, respectivamente. Por meio dessa ação, a população pode alugar uma bike por R$ 3 a diária. Com esse valor, é possível usar o serviço várias vezes ao dia, desde que se faça o intervalo de 15 minutos a cada uma hora de uso.
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Pela manhã, o serviço não estava funcionando por completo. A estação Mercado Central não tinha bicicletas. O problema foi detectado por uma equipe da própria Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTRans), que esteve no local por volta das 9h. Segundo a BHTrans, a empresa Serttel/Samba Transportes Sustentáveis (vencedora da licitação), o problema foi resolvido à tarde. A reportagem tentou contato com a assessoria de imprensa da Serttel, em São Paulo, mas não conseguiu localizá-los por telefone.
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Na estação da Praça da Liberdade, era intenso o número de pessoas que se aproximavam do local para pedir informações. As cestas das bicicletas estavam com flores, que eram dadas de cortesia aos usuários no dia da inauguração. “É um projeto sensacional, as bicicletas são novas, tem boa qualidade, banco emborrachado. São melhores dos que as que já usei em outros países, como França e  e Espanha”, disse a engenheira Sophia Piacenza, 35.
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Bike
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Além de moradores, o projeto atraiu turistas que vieram para a Copa, como o venezuelano Rômulo Cabeça, 28, que estava em Belo Horizonte de passagem e seguiria ainda hoje para Salvador, onde assistirá jogos do Mundial. Ele até quis andar de bike, mas como o serviço só estava sendo acessado por um aplicativo de smartphone, ele não pode usufruir. “Falaram que tenho também a opção de ligar para uma central e liberar a bike, mas demora mais tempo e não posso”, relatou.
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Mesmo sem poder usar, o venezuelano aprovou o projeto. “Temos esse sistema em Washington (Estados Unidos), onde moro, e funciona muito bem. Isso mostra que Belo Horizonte é uma cidade moderna”, comentou.
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A necessidade de mais ciclovias na cidade foi um dos pontos abordados pelos interessados e usuários do sistema. Em coletiva na semana passada, o prefeito Marcio Lacerda ressaltou a importância da parceria entre a iniciativa pública e a privada para a concretização do programa e falou sobre o uso desse modal de transporte na capital. “Belo Horizonte tem um potencial de 350 quilômetros de ciclovias, sendo que 60 quilômetros já foram implantados. Até o fim deste ano chegaremos a 100 quilômetros”, disse.
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Serviço 
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Para utilizar as bicicletas, é preciso preencher um cadastro pela internet (www.mobilicidade.com.br/bikebh) e pagar um valor diário de R$ 3, mensal de R$ 9 ou anual de R$ 60. As bicicletas estarão à disposição dos usuários todos os dias da semana, das 6h às 23h para retiradas, e até meia-noite para devoluções.
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O Sistema de Bicicletas Compartilhadas irá permitir a utilização da bicicleta por até 60 minutos ininterruptos, de segunda-feira a sábado (exceto feriados), e por até 90 minutos ininterruptos, aos domingos e feriados, quantas vezes por dia o usuário desejar. Para isso, basta que, após estes prazos, o ciclista devolva o equipamento em qualquer estação por um intervalo de 15 minutos.
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Para continuar utilizando a bicicleta, sem fazer a pausa, serão cobrados R$ 3 pelos primeiros 30 minutos excedidos e, depois, R$ 5 para cada novo intervalo de meia hora. Para destravar a bicicleta, o usuário pode usar o aplicativo Bike BH para smartphones ou ligar, do telefone celular, para o telefone 4003-9847 (custo de uma chamada local).
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Confira os locais das estações:
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• Praça Rui Barbosa (Avenida Santos Dumont, em frente ao número 165, na esquina com a Rua da Bahia)
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• Mercado Central (Avenida Augusto de Lima, em frente ao número 876, entre a Rua Santa Catarina e a Praça Raul Soares)
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• Praça Afonso Arinos (área oposta à Escola de Direito da UFMG, na esquina com a Avenida João Pinheiro).
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• Praça da Liberdade (Avenida João Pinheiro, em frente ao número 607, na Lanchonete Xodó, na esquina com a Rua Gonçalves Dias.
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FONTE: O Tempo.

 

 



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