Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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Suspeito de tentativa de assalto tem mal súbito e morre em Belo Horizonte

Ladrão teria passado mal ao entrar em luta corporal com mulher que reagiu.
PM descobriu que carro usado no roubo era da namorada do que morreu.

Um homem de 24 anos suspeito de tentar assaltar uma mulher de 21 morreu depois de sofrer um mal súbito, na manhã deste sábado (26), no bairro Santa Inês, na Região Leste de Belo Horizonte.

mal súbito

De acordo com a Polícia Militar (PM), dois homens estavam em um carro e abordaram a vítima, que reagiu à tentativa de roubo. Os dois entraram em luta corporal, caíram no chão e, neste momento de acordo com a PM, o ladrão passou mal e morreu. O comparsa fugiu e deixou o carro.

Os PMs chegaram até a proprietária do veículo, que alegou à polícia que o carro havia sido roubado. Contudo, durante as interrogativas, eles descobriram que ela havia emprestado o carro para o homem que morreu porque eles namoravam. Ela foi presa.

Até a publicação desta reportagem, o outro suspeito não havia sido localizado. O corpo do suspeito foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) e o carro, apreendido.

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FONTE: G1.


Homem foge de acidente e morre após bater em parede da Ufba

  • Condutor seria o mesmo que invadiu posto de combustível na Barra no início desta manhã - Foto: Franco Adailton | Ag. A TARDE

    Condutor seria o mesmo que invadiu posto de combustível na Barra no início desta manhã

George Saldanha, de 28 anos, morreu após bater o carro contra a parede da Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia (Ufba), no bairro da Graça, em Salvador, na manhã desta segunda-feira, 12. Ele dirigia o veículo de um amigo, da marca Corola (Toyota), placa NTR-4113, quando chocou-se contra o portão da instituição e invadiu o pavilhão de aulas, que fica na rua Humberto de Campos.

A vítima já havia se envolvido em um outro acidente no bairro da Barra no início da manhã, por volta das 7h, com o próprio veículo, um I30 (Hyundai). Ele teria perdido o controle do carro e invadido o posto de gasolina Menor Preço após bater contra um poste. Após o acidente, George abandonou o veículo e saiu correndo do local.

Amigos da vítima relataram à reportagem de A TARDE que George estava hospedado na casa de amigos na Graça e voltou ao apartamento sem mencionar o primeiro acidente. Em seguida, avisou que iria sair novamente, sem dar maiores informações.

No acidente, o corpo de George ficou preso nas ferragens e precisou ser removido pelo Corpo de Bombeiros. O Departamento de Polícia Técnica (DPT) já foi acionado.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou a ir ao local e prestar socorro à vítima, mas o rapaz não sobreviveu.

Testemunhas afirmaram que, antes dos acidentes, George estaria dirigindo em alta velocidade. Familiares e amigos não souberam explicar o comportamento do jovem. Há informações de que ele estaria abalado após o fim de seu relacionamento.

FONTE: UOL.

 


Atenção com os degraus

Vídeo na China alerta para os riscos em escadas rolantes e a importância da manutenção. Em BH, 49% das inspeções em aparelhos do tipo e em elevadores apontam algum problema

Escada

 

Cuidado redobrado: na estação Pampulha do Move, a cabeleireira Eliene dos Santos segura a filha pela mão ao subir a escada (Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
Cuidado redobrado: na estação Pampulha do Move, a cabeleireira Eliene dos Santos segura a filha pela mão ao subir a escada

O trágico vídeo de uma mulher morrendo ao ser sugada para dentro da engrenagem de uma escada rolante, em um shopping de Jingzhou, na província de Hubei, na China, se tornou viral na internet e acendeu o alerta para todos que usam estes aparelhos de transporte – nome técnico usado para designar tanto elevadores como escadas rolantes. Em Belo Horizonte, especialistas chamam a atenção para cuidados ao usar as escadas – especialmente crianças – e para os riscos da falta de manutenção. Somente nos cinco primeiros meses do ano, por exemplo, quase metade das fiscalizações feitas em aparelhos de transporte pela Secretaria Municipal Adjunta de Fiscalização (Smafis) da Prefeitura de Belo Horizonte geraram multas e notificações. Foram 277 inspeções no total, das quais 136 apontaram problemas.


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No vídeo que correu o mundo, chama a atenção o esforço da chinesa para salvar a filha. Para o engenheiro mecânico Ronaldo Bandeira, do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-MG), também ficam claras pelo menos duas falhas. A primeira, segundo ele, é a falta de uma chapa de aço isolando o motor da escada do buraco onde a chinesa caiu. O buraco, explica Bandeira, é usado pelos técnicos para realizar a manutenção do motor. Além da ausência da chapa de aço para proteção, o engenheiro aponta outro problema: “Quando o buraco abriu, deveria acionar um dispositivo que desliga a escada automaticamente”.
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Crianças são as principais vítimas de acidentes em escadas rolantes. Em abril deste ano, um menino de 5 anos teve os dedos do pé esmagados na Estação São Gabriel, Região Nordeste de Belo Horizonte. Na semana passada, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) condenou uma loja a pagar indenização de R$ 12 mil a uma criança que sofreu acidente em uma escada rolante em uma loja, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. “Ao encostar a mão em uma escada rolante, a criança ficou presa à borracha do corrimão, sendo imediatamente levada ao chão. Segundo a cliente, nenhum funcionário da loja veio ao socorro do menino ou soube desligar o equipamento”, descreveu a sentença sobre o acidente, ocorrido em agosto de 2008. A criança sofreu queimaduras na mão.
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O engenheiro Ronaldo Bandeira reafirma a importância de que pais fiquem sempre alertas com os filhos em locais como shoppings. “É muito comum a criança ficar brincando com o braço na borracha do corrimão. Como elas são pequenas e leves podem ser sugadas”, detalha. O engenheiro diz que são comuns acidentes com sandálias de borracha com o solado grosso, que são puxadas para os vãos nas laterais dos degraus. Outro motivo constante de acidente, segundo Bandeira, é não estar com a mão no corrimão quando a escada para repentinamente (seja por queda de energia elétrica ou algum defeito). “Não importa a idade ou tamanho, qualquer um vai cair nessa situação”, afirma.
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O acidente ocorrido na China fez mães de Belo Horizonte redobrarem os cuidados. Na escada rolante da Estação Pampulha do Move, a cabeleireira Eliene dos Santos, de 33 anos, sempre leva pelas mãos a filha Karla, de 3. “Eu seguro a mão dela o tempo todo para ela não perder o equilíbrio. Não deixo em momento algum ela encostar a mão no corrimão. Também olho se o cadarço do tênis não está desamarrado”, disse a cabeleireira. Na estação, uma placa de advertência chama a atenção para um vão de oito centímetros que separa o aparelho da parede. “Cuidado. Não deixe o braço para fora do corrimão”, diz o alerta.
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De acordo com a legislação, todo proprietário de aparelho de transporte deve contratar empresa devidamente licenciada pela prefeitura e com registro no Crea-MG para instalação, conservação e manutenção. A fiscalização da Semafis consiste em conferir os documentos da empresa responsável pela instalação e conservação; o livro de registro de ocorrências e o laudo com a inspeção anual. Se constatada alguma infração, as empresas responsáveis ou os proprietários dos aparelhos de transporte estão sujeitos a notificação e multas, que variam de R$ 241,86 a R$ 12.093,77.

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Memória

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Alguns acidentes ocorridos em Minas em escadas rolantes
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» Em abril deste ano, na escada rolante da estação do Move em São Gabriel, em BH, um menino de cinco anos prendeu o pé na escada rolante entre o corrimão e o degrau e teve os dedos esmagados.
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» Em 2013, uma adolescente de 13 anos ficou com a cabeça presa entre a escada rolante e uma parede, enquanto observava uma vitrine, em um shopping de BH. Ela machucou a coluna e o pescoço.
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» Também na capital mineira, em 2009, uma menina ficou com o pé preso na escada rolante de um shopping da capital. Foi salva pela mãe, que a puxou pelo braço. Apenas a bota da criança ficou rasgada.
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» Em 2008, em Uberlândia, uma criança de dois anos prendeu a mão na borracha do corrimão e teve queimaduras.
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» Em 2003, em BH, a haste de sustentação de um carrinho de bebê se soltou em uma escada rolante de um shopping e uma criança de dois anos teve escoriações e lesão muscular.

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FONTE: Estado de Minas.


Corpo de homem é encontrado dentro de lago no Parque Municipal de BH

Homero Honorato da Silva, de 43 anos se jogou no lago

Um guarda municipal tentou salvar o homem

 

Edésio Ferreira/EM/DA Press

O corpo de um homem foi encontrado dentro de um lago no Parque Municipal de Belo Horizonte, na manhã deste domingo. A vítima já foi identificada como Homero Honorato da silva, 43 anos. O homem que seria morador de rua se jogou no lago. Bombeiros e equipes do Samu foram acionados.

O Guarda Municipal Iêdo Ribeiro Nunes presenciou a ocorrência e tentou impedir que Homero se jogasse na água. “As portas do parque tinha acabado de serem abertas, quando eu vi ele correndo e pulando na água. Ainda gritei, mas ele já tinha pulado” contou Nunes. O guarda foi quem retirou a vítima da água. “Peguei o barco e fui até onde ele estava. Meus colegas jogaram uma corda e retiramos ele desmaiado. Começamos a prestar os primeiros socorros até a chegada dos bombeiros e Samu”, disse.

A ação foi rápida e, segundo Iêdo, o homem ficou na água por sei minutos. Apesar do empenho dos guardas municipais e, logo depois, do bombeiros e equipe do Samu, não foi possível reanimar Homero. O Corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal.

FONTE: Estado de Minas.


ROBERTO BOLAÑOS – 21/02/1929 – 28/11/2014 »Nós ainda contávamos com a sua astúcia…Nós ainda contávamos com a sua astúcia...O comediante, ator e diretor mexicano morreu aos 85 anos, de parada cardíaca, em sua casa em Cancún. Criador das antológicas séries Chaves e Chapolin, Roberto Bolaños conquistou gerações de fãs na América Latina e em várias partes do mundo. As produções, que ainda alegram a programação do SBT/Alterosa, foram lançadas no início dos anos 1970 e dubladas em 50 idiomas. Amigos, ex-colegas de TV e admiradores usaram as redes sociais para homenagear o artista que transformou a vida de um travesso órfão em um fenômeno da cultura pop. E como diz um de seus famosos bordões, “prometemos despedirmos sem dizer adeus jamais”.

“Foi sem querer querendo”

Morre no México o humorista Roberto Bolaños, o “Chaves”, diz rede de televisão

O humorista Roberto Bolaños, famoso pelo personagem “Chaves”, do seriado com o mesmo nome, morreu aos 85 anos. A informação foi divulgada na tarde desta sexta-feira pela rede de televisão mexicana Televisa. O artista foi o criador também do seriado “Chapolim”..

Bolaños morreu em casa, na cidade de Cancún, onde vivia com a esposa Florinda Menza, que interpretou a Dona Florinda no seriado “Chaves”.

 

Morre Roberto Gómez Bolaños, criador de Chaves e Chapolin

Comediante morreu aos 85 anos no México, segundo rede Televisa.
Ele tinha saúde ‘frágil’ e vivia com a esposa Florinda Meza em Cancún.

Morreu nesta sexta-feira (28), aos 85 anos, Roberto Gómez Bolaños, criador dos seriados “Chaves” e “Chapolin”. A informação foi divulgada pela rede de TV Televisa. A emissora mexicana foi a responsável pela produção dos programas do humorista.

 

ROBERTO BOLAÑOS
Morre o criador de Chaves e Chapolin

Em fevereiro deste ano, quando Roberto Bolaños completou 85 anos, um parente confirmou à agência de notícias Efe que a saúde dele era “frágil” e que ele permanecia quase o tempo todo na cama, com acompanhamento 24 horas por dia.

Roberto Bolaños tirou seu apelido do dramaturgo William Shakespeare, cujo diminutivo em Espanhol era “Chespirito”. Há alguns anos, ele se mudou para Cancún, no México, junto com a mulher Florinda Meza, a Dona Florinda da série.

Colegas lamentam
Edgar Vivar, que interpretou o Senhor Barriga, falou à Televisa: “Estou em estado de choque. Não pensei que me fosse afetar tanto. Meu telefone não para de tocar. Um abraço compartilhado com milhões de pessoas do mundo. Vou lembrar dele sempre com sorriso e com ânimo. Temos que agradecer a Deus. Seu bom humor é a maior lembrança.”

“Roberto, você não vai, permanece em meu coração e em todos os corações de tantos a quem fez feliz. Adeus Chaves para sempre”, disse no Twitter Edgard Vivar.

É melhor morre do que perder a vida”
Chaves, personagem de Roberto Gómez Bolaños

Trajetória
Bolaños nasceu na Cidade do México em 21 de fevereiro de 1929. Estudou engenharia, mas nunca exerceu a profissão. Começou sua carreira profissional na publicidade, onde começou a trabalhar em roteiros.

Casou-se pela primeira vez com a escritora Graciela Fernández, com quem teve seis filhos. Só em 2004 oficializaria seu casamento com a atriz Florinda Meza, a Dona Florinda.

Ganhou o apelido de Chesperito do diretor de cinema Agustín P. Delgado por causa do 1,60 de altura.

Foi só em 1968 que começou sua carreira de ator, na emissora TIM, em séries como “Los Supergenios de la Mesa Cuadrada” e “El Ciudadano Gómez”, em espaços de 30 minutos de duração aos sábados.

Roberto ficou conhecido no México pelo nome de um dos seus primeiro personagens, Chespirito. Mas foram os programas “Chaves” e “Chapolin” que ficaram mais famosos no Brasil.

Roberto Gomes Bolaños, o criador dos seriados Chaves e Chapolin (Foto: Francisco Vega/AFP)
Roberto Gomes Bolaños, o criador dos seriados Chaves e Chapolin
  • Casados na vida real, Florinda Meza e Roberto Bolaños interpretavam Dona Florinda e Chaves (Foto: Divulgação)Casados na vida real, Florinda Meza e Roberto Bolaños interpretavam Dona Florinda e Chaves
Rubén Aguirre contrancena com Roberto Bolaños em episódio de 'Chapolin' (Foto: Divulgação/SBT)
Rubén Aguirre contrancena com Roberto Bolaños em episódio de ‘Chapolin’

 

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FONTE: Itatiaia e G1.

 


Fundador das Casas Bahia, Samuel Klein morre aos 91 anos em SP

Empresário estava internado no Hospital Albert Einstein.
Klein morreu de insuficiência respiratória.

 

Samuel Klein em dezembro de 2004, O proprietário e fundador das Casas Bahia, Samuel Klein (d), na abertura da 'Super Casas Bahia', no Pavilhão do Anhembi, Zona Norte de São Paulo (Foto: Eduardo Nicolau/Estadão Conteúdo/Arquivo)Klein em dezembro de 2004.

Samuel Klein, o fundador da rede de lojas de departamento Casas Bahia, morreu na manhã desta quinta-feira (20) em São Paulo. Ele estava internado há 15 dias no Hospital Albert Einstein. O corpo foi velado no Cemitério Israelita do Butantã, onde o enterro ocorreu no começo desta tarde.

Samuel Klein havia completado 91 anos em 15 de novembro. Polonês naturalizado brasileiro, ele deixou a Europa durante a Segunda Guerra Mundial e se estabeleceu em São Caetano do Sul, no ABC.

Nascido em Lublin em 1923, ele foi o terceiro de nove irmãos. Chegou a ser preso aos 19 anos pelos nazistas e enviado com o pai para o campo de concentração em Maidanek, na Polônia, enquanto a mãe o cinco irmãos foram exterminados no campo de Treblinka.

Ele relatava que, no campo de trabalhos forçados, sobreviveu graças às habilidades de carpinteiro. Samuel conseguiu fugir durante uma transferência de presos em 1944. Depois, foi para Munique em busca do pai. Após um período vendendo artigos para as tropas aliadas, se mudou em 1951 para a América do Sul.

Na década de 1950, Samuel Klein começou a vender roupas de cama, mesa e banho de porta em porta pelas ruas de São Caetano do Sul. Em 1957, ele comprou sua primeira loja na cidade, e a batizou de Casas Bahia em homenagem aos imigrantes nordestinos (Foto: Divulgação/Casas Bahia)
Na década de 1950, Samuel Klein começou a vender roupas de cama, mesa e banho de porta em porta pelas ruas de São Caetano do Sul. Em 1957, ele comprou sua primeira loja na cidade, e a batizou de Casas Bahia em homenagem aos imigrantes nordestinos
A riqueza do pobre é o nome. O credito é uma ciência humana, não exata. Não importa se o cliente é um faxineiro ou um pedreiro, se ele for bom pagador, a Casas Bahia dará credito para que ele resgate a cidadania e realize seus sonhos”
Samuel Klein

Seu primeiro destino no continente foi a Bolívia. Ao Brasil, chegou em 1952 trazendo a mulher Ana e o filho Michael, então com dois anos e que tinha nascido na Alemanha.

Em São Caetano começou a atuar como mascate revendendo roupas de cama, mesa e banho de porta em porta usando uma charrete. À época, segundo relato da família, já adotava a possibilidade de pagamentos parcelados, cuja contabilidade era executada pela mulher.

A primeira loja foi adquirida em 1957 e ficava no Centro de São Caetano, no número 567 da Avenida Conde Francisco Matarazzo. Ela recebeu o nome de Casa Bahia em homenagem aos nordestinos que se deslocaram para o ABC para atuar na indústria. Com a ampliação para outras unidades, o nome da primeira loja ganhou o plural, Casas Bahia, e batizou o empreendimento.

Ontem foi ontem, já passou. Hoje é hoje e é o que nos importa. Amanhã, o futuro, a Deus pertence”
Samuel Klein

Pensamentos
No livro “Samuel Klein e Casas Bahia – Uma Trajetória de Sucesso”, lançado em novembro de 2003, Samuel Klein registrou suas memórias.

Veja abaixo alguns de seus pensamentos:

“Acredito no ser humano. Caso contrário, não abriria as portas das minhas lojas todos os dias. O que ajuda a me manter vivo é a confiança que tenho no próximo.”

“Em nossa vida profissional, não podemos falhar. São justamente nossos erros que estragam nossos acertos.”

“Ontem foi ontem, já passou. Hoje é hoje e é o que nos importa. Amanhã, o futuro, a Deus pertence.”

De um bom namoro sai um bom casamento. Da boa conversa, sai um bom negócio.”
Samuel Klein

“Que país abençoado esse Brasil. O povo também é pacato e acolhedor. O Brasil é um país que dá oportunidades para quem quer trabalhar e crescer na vida. Cresci junto com o Brasil. Não fiquei parado vendo o país crescer.”

“De um bom namoro sai um bom casamento. Da boa conversa, sai um bom negócio.”

“O segredo é comprar bem comprado e vender bem vendido.”

“A riqueza do pobre é o nome. O credito é uma ciência humana, não exata. Não importa se o cliente é um faxineiro ou um pedreiro, se ele for bom pagador, a Casas Bahia dará credito para que ele resgate a cidadania e realize seus sonhos.”

Meu lema é confiar. Confiar no freguês, nos fornecedores, nos funcionários, nos amigos e, principalmente, em mim”
Samuel Klein

“Temos que amar o País em que vivemos. A palavra crise não existe no meu dicionário. Eu sempre comprei por 100 e vendi por 200.”

“Meu lema é confiar. Confiar no freguês, nos fornecedores, nos funcionários, nos amigos e, principalmente, em mim”.

“Eu vivo e deixo os outros viverem”

O empresário Samuel Klein e seu filho Michael Klein durante a inauguração do Centro de Tecnologia da Organização, em São Caetano do Sul, região metropolitana de São Paulo, em novembro de 2005 (Foto: Sebastião Moreira/Estadão Conteúdo/Arquivo)
O empresário Samuel Klein e seu filho Michael Klein durante a inauguração do Centro de Tecnologia da Organização, em São Caetano do Sul, região metropolitana de São Paulo, em novembro de 2005

Negócios
Em 2009, o Grupo Pão de Açúcar anunciou que havia fechado um acordo de fusão com as Casas Bahia. Segundo comunicado divulgado ao mercado na ocasiaão, o contrato visava a integração dos seus negócios no setor de varejo e de comércio eletrônico. Com isso, a associação uniu as operações do Ponto Frio (Globex), das Casas Bahia e do Extra Eletro (Grupo Pão de Açúcar) em uma única e nova sociedade.

De acordo com a nota, a empresa resultante da operação teria, na época, 1.582 lojas, em 337 municípios, incluindo super e hipermercados. As unidades estão em 18 estados e no Distrito Federal. O faturamento anualizado da Companhia em 2008 com Ponto Frio e Casas Bahia estava ao redor de R$ 40 bilhões.

No site da Via Varejo, a informação atual é de que a rede tem mais de 56 mil funcionários e 620 lojas e está presente em 17 estados (SP, RJ, ES, MG, GO, MT, MS, BA, SC, PR, SE, CE, TO, PE, RN, AL e PB), além do Distrito Federal. A marca Casas Bahia foi avaliada em US$ 420 milhões e é considerada a 6ª marca de varejo mais valiosa da América Latina e a 2ª do Brasil, segundo ranking “Best Retail Brands”, divulgado pela consultoria Interbrand.

Empresa ressalta empreendedor
Em comunicado divulgado à imprensa, a a empresa lamentou o falecimento do fundador e ressaltou seu “espírito empreendedor”, destacando sua contribuição para o desenvolvimento do varejo brasileiro.

“Foi a visão e o pioneirismo de Samuel Klein na oferta de crédito às camadas populares da população que possibilitou a realização dos sonhos de milhões de famílias brasileiras”, informa a nota.

Samuel Klein nasceu em Lublin, na Polônia, em uma família judaica. Aos 19 anos, foi enviado pelos nazistas a um campo de concentração. Após a guerra, viveu na Alemanha e Bolívia, até chegar a São Caetano do Sul, no Grande ABC (Foto: Divulgação/Casas Bahia)
Samuel Klein nasceu em Lublin, na Polônia, em uma família judaica. Aos 19 anos, foi enviado pelos nazistas a um campo de concentração. Após a guerra, viveu na Alemanha e Bolívia, até chegar a São Caetano do Sul, no Grande ABC
Samuel Klein, em imagem de destaque na página que traz seu perfil no site das Casas Bahia (Foto: Divulgação)
Samuel Klein, em imagem de destaque na página que traz seu perfil no site das Casas Bahia
Samuel Klein, executivo fundador das Casas Bahia (Foto: Divulgação)
Samuel Klein, executivo fundador das Casas Bahia

O fundador das Casas Bahia, Samuel Klein (dir.), posa com o ator e garoto propaganda da marca, Fabiano Augusto, durante a abertura da 'Super Casas Bahia', em São Paulo, em dezembro de 2004 (Foto: Eduardo Nicolau/Estadão Conteúdo/Arquivo)

O fundador das Casas Bahia, Samuel Klein (dir.), posa com o ator e garoto propaganda da marca, Fabiano Augusto, durante a abertura da ‘Super Casas Bahia’, em São Paulo, em dezembro de 2004

FONTE: G1.


Morre ex-ministro Adib Jatene em SP

Segundo o Hospital do Coração, ele teve um infarto agudo do miocárdio.
Um dos pioneiros da cirurgia cardíaca no Brasil, Jatene tinha 85 anos.

 

Morreu na noite desta sexta-feira (14), aos 85 anos, o médico e ex-ministro da Saúde Adib Jatene. Segundo o Hospital do Coração, em São Paulo, a causa da morte foi infarto agudo do miocárdio. O velório será realizado no anfiteatro do hospital neste sábado (15).

Em 22 de setembro deste ano ele havia sido internado também após sofrer um infarto. Em maio de 2012, o médico já havia sido internado com dores no peito e passado por um cateterismo. No procedimento, ele precisou colocar um stent (prótese metálica para a desobstrução de artérias).

Jatene era diretor-geral do HCor e um dos pioneiros da cirurgia do coração no Brasil. Ele deixa quatro filhos – os também médicos Ieda, Marcelo e Fábio, além da arquiteta Iara – e a mulher Aurice Biscegli Jatene.

Adib Jatente em foto de janeiro de 2011 (Foto: Hélvio Romero/Estadão Conteúdo)Adib Jatene em foto de janeiro de 2011 

Médico e ministro
Acriano de Xarupi, Jatene era filho de um seringueiro libanês e de uma dona de armarinho. Quando criança, a família se mudou para Uberaba, em Minas Gerais, e, depois, para São Paulo. Na capital paulista, estudou na Universidade de São Paulo (USP), formando-se aos 23 anos pela Faculdade de Medicina. A residência e pós-graduação foram feitas no Hospital das Clínicas da mesma faculdade, sob a orientação do professor Euríclides de Jesus Zerbini (1912-1993), pioneiro dos transplantes de coração no país.

Com mais de 20 mil cirurgias no currículo, se destacou também por ter sido o primeiro a realizar a cirurgia de ponte de safena no Brasil e por ter inventado aparelhos e equipamentos médicos. Em Uberaba (MG), lecionou Anatomia Topográfica da Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro. Neste período, construiu seu primeiro modelo de coração-pulmão artificial. Em São Paulo, trabalhou no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e como cirurgião no Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia da Secretaria de Estado da Saúde.

Na política, apesar de não ter se filiado a partidos, atuou como secretário estadual da Saúde de São Paulo (1979-1982), no governo de Paulo Maluf, e duas vezes como ministro, na mesma área, nas gestões Fernando Collor (1992, por oito meses) e Fernando Henrique Cardoso (1995-1996, por 22 meses). No governo de FHC, criou a Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira (CPMF), para ajudar a financiar a saúde brasileira, e deu continuidade ao projeto dos medicamentos genéricos e ao programa de combate à Aids. Foi membro da Academia Nacional de Medicina e autor e co-autor de cerca de 700 trabalhos científicos publicados na literatura nacional e internacional.

Dono de uma coleção particular de quadros, com obras de Di Cavalcanti, Alfredo Volpi e Tarsila do Amaral, presidiu o conselho deliberativo do Museu de Arte de São Paulo (Masp).

Secretário da Saúde lamenta
Por meio de nota, o secretário de Estado de Saúde de São Paulo, David Uip, disse que a “perda do professor e ministro Adib Jatene é motivo de absoluta tristeza” e que “a saúde pública está em luto”. O secretário ainda destacou o papel de Jatene “para a consolidação do SUS em São Paulo e no Brasil”.

FONTE: G1.


Morre, aos 77 anos, o ator e diretor Hugo Carvana

O ator Hugo Carvana na Feijoada do Festival do Rio em 2013

  • O ator Hugo Carvana na Feijoada do Festival do Rio em 2013

O ator e diretor Hugo Carvana morreu neste sábado (4), aos 77 anos, no Rio de Janeiro.

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De acordo com informações do Hospital Pró-Cardíaco, na zona sul do Rio de Janeiro, onde Carvana estava internado desde o último domingo (28), ele morreu por volta das 11h, porém este horário ainda não é oficial. A família não autorizou o hospital divulgar a causa da morte e ainda não há informações sobre o horário e local onde ele será sepultado.
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O último filme que Carvana assinou como diretor foi “A Casa da Mãe Joana” (2008).
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Trajetória
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Carioca, nascido em Lins de Vasconcelos, Zona Norte do Rio, Hugo Carvana de Holanda começou sua carreira artística aos 18 anos fazendo figuração para um filme. Depois disso fez 22 chanchadas.
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Em 1954, foi fazer teatro. Encenou “O Auto da Compadecida”, de Ariano Suassuna, em 1958, e mais tarde , “O Pagador de Promessas”, de Dias Gomes e “Boca de Ouro”, de Nelson Rodrigues, da companhia do Teatro Nacional de Comédia, TNC.
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Ainda nos anos 50, participou do Cinema Novo, estreando com Ruy Guerra, em “Os Cafajestes”, e depois trabalhando com Cacá Diegues e Glauber Rocha
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Carvana tornou-se conhecido do grande público atuando em novelas na televisão. Foi Daniel Filho quem o convidou para seu primeiro trabalho, “Anastácia, a Mulher sem Destino” (1967). de Janete Clair.
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Foi no cinema que Carvana foi mais reconhecido com o primeiro filme que ele dirigiu, “Vai Trabalhar, Vagabundo”, de 1973. Com o longa, ganhou o Kikito de Ouro de Melhor Filme, no Festival de Gramado.
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De 1962 a 2013, foram 681 atuações no cinema. Entre elas, “Bravo Guerreiro”, de Gustavo Dahl; “A Grande Cidade”, “Os Herdeiros”, “Quando o Carnaval Chegar” e “Deus é Brasileiro”, de Cacá Diegues; “Tenda dos Milagres”, de Nelson Pereira dos Santos; “Macunaíma”, de Joaquim Pedro de Andrade e Pindorama e “Toda Nudez Será Castigada”, de Arnaldo Jabor. O último foi em “Giovanni Improtta”, de 2013.
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FONTE: G1.


Morre no Recife, aos 87 anos, o escritor Ariano Suassuna

 

Ele sofreu um AVC na noite de segunda-feira e passou por cirurgia.

Nascido na Paraíba, ele vivia no Recife desde 1942.

JULHO NEGRO PARA A CULTURA… TAMBÉM NOS DEIXARAM RUBEM ALVES E JOÃO UBALDO

Os integrantes da Academia Brasileira de Letras receberam a notícia da morte do escritor e dramaturgo Ariano Suassuna, de 87 anos, durante a sessão desta quarta-feira, 23, quando homenageavam o também acadêmico João Ubaldo Ribeiro, que morreu na última sexta-feira (18). Eles ficaram muito abalados, pois perderam três membros em 20 dias – o poeta Ivan Junqueira morreu no dia 3.

“Três mortes em 20 dias é algo que eu acho que nunca aconteceu aqui. Ele vinha pouco à academia por não morar no Rio. É uma perda para as letras brasileiras e para o teatro mundial. Sendo ele internacional, será pranteado em todo lugar do mundo. Já vi peças dele na Alemanha”, disse o presidente da casa, Geraldo Holanda Cavalvanti.

O Real Hospital Português, onde Suassuna estava internado desde segunda-feira, 21, divulgou nota informando que o falecimento ocorreu às 17h15. O paciente teve uma parada cardíaca provocada pela hipertensão intracraniana. De acordo com o hospital, a família ainda não informou os detalhes do funeral.

 

Em março de 2010, Ariano Suassuna deu uma aula-espetáculo durante o Festival de Teatro de Curitiba (Foto: Lenise Pinheiro / Folhapress)Em março de 2010, Ariano Suassuna deu uma aula-espetáculo durante o Festival de Teatro de Curitiba

Morreu no Recife, nesta quarta-feira (23), o escritor, dramaturgo e poeta paraibano Ariano Suassuna, aos 87 anos. Ele estava internado desde a noite de segunda (21) na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Português, onde foi submetido a uma cirurgia na mesma noite após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) do tipo hemorrágico. Segundo boletim médico, o escritor faleceu às 17h15. “O paciente teve uma parada cardíaca provocada pela hipertensão intracraniana”.

O velório do corpo do escritor começa ainda esta noite, no Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual, que decretou luto oficial de três dias. A partir das 23h, será aberto o acesso do público ao local. O enterro está previsto para a tarde de quinta-feira (24), no cemitério Morada da Paz, em Paulista, no Grande Recife.

Internamentos
Em 2013, Ariano foi internado duas vezes. A primeira delas em 21 de agosto, quando sentiu-se mal após sofrer um infarto agudo do miocárdio de pequenas proporções, de acordo com os médicos, e ficou internado na unidade coronária, mas depois foi transferido para um apartamento no hospital. Recebeu alta após seis dias, com recomendação de repouso e nenhuma visita.

Dias depois, um aneurisma cerebral o levou de volta ao hospital. Uma arteriografia foi feita para tratamento e ele saiu da UTI para um apartamento do hospital, de onde recebeu alta seis dias depois da internação, no dia 4 de setembro.

Na noite de segunda-feira (21), Ariano Suassuna deu entrada no hospital e foi operado após o diagnóstico do AVC. A cirurgia foi para a colocação de dois drenos, na tentativa de controlar a pressão intracraniana. Na noite de terça, o quadro dele se agravou, devido a “queda da pressão arterial e pressão intracraniana muito elevada”, conforme foi informado em boletim.

Na aula-espetáculo, Ariano mistura causos, informações sobre elementos da cultura popular nordestin a (Foto: Costa Neto / Secretaria de Cultura de Pernambuco)Na aula-espetáculo que ministrou no Festival de Inverno de Garanhuns, na semana passada, mais uma vez Ariano misturou causos, informações sobre elementos da cultura popular nordestina; o grupo Arraial foi o convidado para os números de música e dança

Ativo até o fim
Ariano Suassuna nasceu em 16 de junho de 1927, em João Pessoa, e cresceu no Sertão paraibano. Mudou-se com a família para o Recife em 1942. Mesmo com os problemas na saúde, ele permanecia em plena atividade profissional. “No Sertão do Nordeste a morte tem nome, chama-se Caetana. Se ela está pensando em me levar, não pense que vai ser fácil, não. Ela vai suar! Se vier com essas besteirinhas de infarto e aneurisma no cérebro, isso eu tiro de letra”, disse ele, em dezembro de 2013, durante a retomada de suas aulas-espetáculo.

Em março deste ano, Ariano foi homenageado pelo maior bloco do mundo, o Galo da Madrugada.  Ele pediu que a decoração fosse feita nas cores do Sport, vermelho e preto, e ficou muito contente com a homenagem. “Eu acho o futebol uma manifestação cultural que tem muitas ligações com o carnaval”, disse, na ocasião.

No mesmo mês, o escritor concedeu uma entrevista à TV Globo Nordeste sobre a finalização de seu novo livro, “O jumento sedutor”. Os manuscritos começaram a ser trabalhados há mais de trinta anos.

Na última sexta-feira, Suassuna apresentou uma aula espetáculo no teatro Luiz Souto Dourado, em Garanhuns, durante o Festival de Inverno. No carnaval do próximo ano, o autor paraibano deve ser homenageado pela escola de samba Unidos de Padre Miguel, do Rio de Janeiro.

Com montagem d'O Auto da Compadecida no Rio de Janeiro, Ariano conquistou a crítica brasileira (Foto: Acervo pessoal / Ariano Suassuna)
Com montagem d’O Auto da Compadecida no Rio de Janeiro, Ariano conquistou a crítica brasileira

Obra
A primeira peça do escritor, “Uma mulher vestida de sol”, ganhou o prêmio Nicolau Carlos Magno em 1948. Ariano escreveu um de seus maiores clássicos, “O Auto da Compadecida”, em 1955, cinco anos depois de se formar em direito. A peça foi apresentada pela primeira vez no Recife, em 1957, no Teatro de Santa Isabel, sem grande sucesso, explodindo nacionalmente apenas quando foi encenada – e ganhou o prêmio – no Festival de Estudantes do Rio de Janeiro, no Teatro Dulcina. A obra é considerada a mais famosa dele, devido às diversas adaptações. Guel Arraes levou o “Auto” à TV e ao cinema em 1999.

O escritor considera que seu melhor livro é o “Romance d’A Pedra do Reino e o príncipe do sangue do vai-e-volta”. A obra começou a ser produzida em 1958 e levou 12 anos para ficar pronta. Foi adaptada por Luiz Fernando Carvalho e exibida pela Rede Globo em 2007, com o nome de “A pedra do reino”.

Na década de 70, Ariano começou a articular o Movimento Armorial, que defendeu a criação de uma arte erudita nordestina a partir de suas raízes populares. Ele também foi membro-fundador do Conselho Nacional de Cultura.

Após 32 anos nas salas de aula, Suassuna se aposentou do cargo de professor da Universidade Federal de Pernambuco, em 1989. O período também ficou marcado pelo reconhecimento nacional do escritor – Ariano tomou posse na cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras (ABL), no Rio de Janeiro, em 1990.

FONTE: G1 e Hoje Em Dia.


Ubaldo

Do lado do povoCom Viva o povo brasileiro, João Ubaldo Ribeiro escreveu a saga da formação brasileira a partir do olhar das pessoas comuns

 

Morre aos 73 anos o escritor João Ubaldo Ribeiro, autor de Sargento Getúlio. Romancista baiano teve obras adaptadas para o teatro, cinema e televisão.

O escritor João Ubaldo Ribeiro, autor do épico Viva o povo brasileiro, morreu na madrugada de ontem, de embolia pulmonar, aos 73 anos. Ele estava em sua casa, no Leblon, Zona Sul do Rio de Janeiro, quando se sentiu mal por volta das 3h. Baiano de Itaparica, era um dos mais celebrados escritores brasileiros, imortal da Academia Brasileira de Letras, eleito em 1993, onde ocupava a cadeira de número 34. O corpo foi velado, como manda a tradição, na sede da ABL. O enterro deverá ser realizado hoje, às 10h, no mausoléu da academia, no Cemitério de São João Batista, em Botafogo. A família espera a chegada da filha do escritor, Manuela, que mora na Alemanha.

Nascido em 23 de janeiro de 1941, com apenas dois meses João Ubaldo foi com a família para Sergipe, onde viveu até os 11 anos. Em Aracaju, onde os Ribeiro passaram a morar, seu pai, Manoel, trabalhou como professor e advogado. Muitos anos depois, após ter morado por um período no Rio de Janeiro e em Lisboa, ele voltaria a viver em Itaparica, onde permaneceu por sete anos. Adorava a ilha, que lhe serviu de inspiração para muitos textos e onde era querido por todos os moradores. 

Nas andanças da família, já de volta à Bahia, foi matriculado no Colégio Sofia Costa Pinto e depois transferido para o Colégio da Bahia, também conhecido como Colégio Central. Foi ali que conheceu e se tornou amigo do cineasta Glauber Rocha, com quem chegou a editar revistas culturais na juventude, além de participar do movimento estudantil. Foram muito ligados até a morte de Glauber, em 1981.

Formado em direito pela Universidade Federal da Bahia, João Ubaldo Ribeiro não chegou a exercer a profissão. A literatura o conquistou desde cedo. Seu primeiro livro, Setembro não tem sentido, foi escrito quando tinha 21 anos e já dava mostras, pela densidade do texto, do que viria em seguida. O primeiro nome que escolheu para o romance de estreia foi A semana da pátria, mas um editor o convenceu a mudá-lo. O mesmo ocorreria com outro livro, Vencecavalo e o outro povo, de 1974, que pela vontade do autor se chamaria A guerra dos paranaguás. 

Entre as atividades que exerceu antes de dedicar-se exclusivamente à literatura, foi professor da Escola de Administração e da Faculdade de Filosofia da Universidade Federal da Bahia e jornalista. Foi repórter, redator, chefe de reportagem e colunista do Jornal da Bahia, e editor-chefe da Tribuna da Bahia. Velhos colegas de profissão até hoje falam da sua brilhante passagem pela imprensa baiana. Ultimamente, publicava crônica semanal em jornais do Rio e de São Paulo, além de colaborar com o Jornal de Letras, de Portugal, o Times Literary Suppplement, da Inglaterra, e o Frankfurter Rundschau, da Alemanha. 

Ainda no início da carreira de ficcionista, João Ubaldo foi um dos jovens autores brasileiros a participar do International writing, programa da Universidade de Iowa, nos Estados Unidos. Em 1964, o escritor fez mestrado em ciência política na Universidade da Carolina do Sul, curso que está na base do único ensaio que publicou, Política: quem manda, por que manda, como manda, de 1981. O romancista também morou em Berlim entre 1990 e 1991, a convite do Instituto Alemão de Intercâmbio. Sobre a sua experiência na Alemanha, deixou um delicioso livro de crônicas, Um brasileiro em Berlim. 

A consagração veio em 1971 com a publicação do romance Sargento Getúlio, que lhe rendeu o Prêmio Jabuti como autor estreante. Traduzido para várias línguas, a novela, de acordo com a crítica, “sintetizava o melhor de Graciliano Ramos e Guimarães Rosa”. O livro foi levado ao cinema por Hermano Pena, em 1983, com Lima Duarte no papel principal. Atualmente, Sargento Getúlio circula o Brasil em adaptação para o palco do Grupo de Teatro NU, da Bahia.

As obras de Ubaldo sempre foram vistas com interesse por diretores de teatro, cinema e televisão. O romance O sorriso do lagarto, de 1989, foi adaptado para minissérie da TV Globo, no início da década de 1990, com Tony Ramos, Maitê Proença e José Lewgoy no elenco. O apimentado romance A casa dos budas ditosos ganhou uma elogiada adaptação para o teatro em 2003, em monólogo de Fernanda Torres, com direção de Domingos de Oliveira. O espetáculo deu à artista o Prêmio Shell de melhor atriz naquele ano.

Épico popular 

Seu livro de maior repercussão entre os leitores e a crítica foi o romance Viva o povo brasileiro, que Ubaldo começou a escrever em 1982, com o título provisório de Alto lá, meu general. Lançado em 1984, daria ao autor outro Jabuti, além de traduções em vários idiomas. Romance caudaloso, conduzido com ritmo épico e humor, Viva o povo brasileiro cruza dados históricos com elementos da cultura popular, propondo outro olhar sobre a formação do brasileiro. João Ubaldo construiria com seu livro uma obra de forte peso político – pela visão popular e a contrapelo da história oficial –, realizada com sofisticado tratamento da linguagem. 

Nesta época, na companhia do colombiano Gabriel García Márquez e do argentino Jorge Luis Borges, João Ubaldo foi um dos convidados para participar de uma série de filmes sobre a América Latina, produzidos por uma rede de televisão do Canadá. Três anos depois do lançamento de Viva o povo brasileiro, o livro foi escolhido como tema do samba-enredo da Escola de Samba Império da Tijuca. 

No encerramento de seu discurso de posse na Academia Brasileira de Letras, em 1994, ele disse com emoção: “Tendo sido criado em Sergipe até os 11 anos, não posso deixar de ser meio sergipano; tendo nascido em Itaparica, sou baiano. Agradeço, abraço e peço a bênção ao povo da Bahia e de Sergipe. Imagino que agora, lá na ilha, algum itaparicano levanta um copo em minha lembrança, e lá, em Aracaju, tão doce e amável na minha infância, algum amigo antigo fala em mim com orgulho conterrâneo”. 

Em 2008, o escritor foi escolhido para receber o Prêmio Camões, o mais importante para autores de língua portuguesa. João Ubaldo Ribeiro foi casado com Maria Beatriz Moreira Caldas, com quem teve dois filhos, Emílio e Manuela. Em 1980, se casou com Berenice de Carvalho Batella Ribeiro, com quem teve dois filhos, o ator Bento Ribeiro e Francisca. 



“Minha geração se vai. Companheiro de tantas viagens, conversas, risos. Um personagem. Foi se encontrar com Glauber, 
a quem venerava, com Jorge Amado, que idolatrava, com Zélia, com Scliar. Assim como ele disse, décadas atrás, em um hotel de Colônia, aos gritos: ‘Que falta você faz, Glauber’, digo agora, ‘Que falta você faz João Ubaldo’.”

. Ignácio de Loyola Brandão, escritor e jornalista


“Foi uma surpresa, um choque para a academia. Ele estava muito bem disposto, em um momento de plena produção literária. É uma grande perda para as letras. Ele renovou a literatura brasileira. Com a publicação de Viva o povo brasileiro ele inaugurou uma nova etapa do nosso romance.”

. Geraldo Holanda Cavalcanti, presidente da Academia Brasileira de Letras


“João Ubaldo foi um escritor revolucionário. Trouxe nova dicção para a literatura focada nos personagens populares do Brasil. Fez da ilha de Itaparica um resumo do Brasil. Após ciclo de grandes romances, João Ubaldo se destaca por crônicas primorosas, extremamente criativas. Textos que são deliciosos pelo modo como tratam, de forma desabusada e satírica, os problemas brasileiros.”

. Miguel Sanches Neto, romancista e crítico

FONTE: Estado de Minas.


 

Morre aos 75 anos o cantor Jair Rodrigues

 

 

Cantor imortalizou a canção Disparada, composta por Geraldo Vandré e Théo de Barros (Reprodução / Facebook /www.facebook.com/cantorjairrodrigues)
Cantor imortalizou a canção Disparada, composta por Geraldo Vandré e Théo de Barros


Faleceu na manhã desta quinta-feira o cantor Jair Rodrigues, de 75 anos. O artista vinha apresentando um quadro de saúde delicado nos últimos meses. Famoso pelas suas apresentações nos Festivais da Canção na década de 60, Rodrigues morreu em sua residência em Cotia, em São Paulo. A causa da morte ainda é desconhecida.

Leia também: Jair Rodrigues teve carreira marcada por sucessos e irreverência no palco

Natural de Igarapava e pai de Jair de Oliveira, mais conhecido como Jairzinho, e da também cantora Luciana Mello, o artista foi o intérprete de canções famosas, como “Disparada” e “Deixa Disso”. Em 5 de abril de 2014, lançou o CD duplo, “Samba Mesmo”, seu último trabalho.

Marcado pelo carisma e a empolgação com que interpretava as canções, Jair Rodrigues foi presença constante na música brasileira. Lançou o primeiro disco em 1962 e em 1965, recebeu destaque com a parceria feita com Elis Regina no programa “O Fino da Bossa”. No ano seguinte, cantando Disparada, de Geraldo Vandré e Théo de Barros, dividiu o prêmio de melhor música no “Festival da Canção”com Chico Buarque e Nara Leão, que apresentaram a “A Banda”.

Ao longo da vida chegou a trabalhar como engraxate, mecânico, ajudante de alfaiate e pedreiro. Em 1963 gravouo primeiro álbum “O Samba Como Ele É”. “Irmãos Coragem”, “A magestade o sabiá” e “Orgulho de Um Sambista” também marcaram a carreira do cantor.

 

 (Soraia Piva)

 

 

FONTE: Estado de Minas.


 

Mãe Dináh morre em São Paulo

Corpo é velado no Cemitério da Paz, no Morumbi, e será enterrado às 15h.

Uma previsão famosa é a de que o Corinthians venceria a Libertadores.

Mãe Dináh em programa do Canal Brasil (Foto: Reprodução/Canal Brasil)Mãe Dináh em programa do Canal Brasil

A vidente Benedicta Finazza, conhecida como Mãe Dináh, morreu em São Paulo na madrugada deste sábado (3). O corpo é velado desde as 8h no Cemitério da Paz, no Morumbi, e deve ser enterrado às 15h, segundo informações do cemitério.

Mãe Dináh foi internada no Hospital da Luz, na Vila Mariana, Zona Sul de São Paulo, na última quinta-feira (1). O hospital, por meio de sua assessoria de imprensa, aguarda autorização da família para passar as causas da morte.

Mãe Dináh se considerava “sensitiva e intuitiva com percepção extra-sensorial” e possuía registro de terapeuta holística. Entre as previsões mais famosas estão a de que o Corinthians conquistaria o título da Libertadores e a de que o Santos venceria o Paulista, ambos fatos ocorridos em 2012.

Outra premonição atribuída à Mãe Dináh é a de que a banda Mamonas Assassinas sofreria um desastre aéreo. Ela afirmava que quando via o grupo na televisão eles apareciam envolvidos por fumaça preta. Em março de 1996, o avião que levava os artistas se chocou com a Serra da Cantareira.

Em 2009, mãe Dináh deu uma entrevista para Zé do Caixão em que falou sobre a infância, os dons sobrenaturais e previsões, como as mortes do piloto Ayrton Senna e da cantora Elis Regina.

Nascida em São Paulo, mãe Dináh era filha de pai italiano e bisneta pelo lado materno de tupis-guaranis, passou a infância no bairro do Paraíso, Zona Sul de São Paulo. Afirmava ter iniciado as “ações sensitivas” aos 3 anos de idade contando suas visões de fatos que aconteceriam com pessoas da família ou com amigos. Alegava ter premeditado a morte da avó, poucas horas antes de acontecer, aos 7 anos.

Com 13 anos, ela começou a fazer suas primeiras sessões para colegas de escola e vizinhos. Durante seu ritual de trabalho, Mãe Dináh afirmava não usar vela, carta, tarô, búzios ou qualquer jogo ou oráculo, utilizando como método somente olhar para a pessoa ou analisar o nome completo e a data de nascimento.

FONTE: G1.

 


Torcedor morre

 

atingido por privada atirada

 

da arquibancada do Arruda

Incidente aconteceu logo após a partida entre Santa Cruz e Paraná, pela Série B

Paulo Ricardo torcedor morto no arruda no jogo santa cruz x Paraná (Foto: DHPP/Divulgação)Reprodução da foto de Paulo Ricardo durante
o jogo no Arruda (Foto: DHPP/Divulgação)

Um torcedor morreu de forma trágica logo após o jogo entre Santa Cruz e Paraná, pela Série B do Campeonato Brasileiro, na noite desta sexta-feira. Ele passava próximo ao portão seis do Arruda, destinado à torcida adversária, quando foi atingido por um vaso sanitário arremessado da arquibancada. Paulo Ricardo Gomes da Silva é o nome da vítima. O agressor não foi identificado. Não houve um detido sequer.

Ao fim da partida, a torcida do Santa Cruz foi orientada pela Polícia Militar a sair do estádio antes da torcida visitante. No entanto, uma uniformizada coral armou a emboscada para os rivais. Ao deixarem o estádio, 15 minutos depois, os torcedores do Paraná foram “recepcionados” por três bombas e recuaram. Neste momento, dois vasos sanitários arrancados dos banheiros do anel superior do estádio foram atirados.

Além da vítima fatal, outras três ficaram feridas. Uma em estado grave. Vanderson Wilderlan Gomes, nascido em 1992, sofreu cortes na cabeça e nas pernas e foi encaminhado para o Hospital da Restauração, zona central do Recife. O quadro dele inspira cuidados, mas não corre risco de morte. José e Adrien Ferreira de Lima, nascido em 1993, e Tarkini Kauã Gonçalves de Araújo, nascido em 1994, machucaram as pernas e seguiram para o Hospital Getúlio Vargas.

Torcedor do Sport e morador do bairro do Pina, zona sul do Recife, Paulo Ricardo, 26 anos, trabalhava como soldador na indústria naval do Cabo de Santo Agostinho, Região Metropolitana do Recife. Integrante de uma torcida uniformizada do Sport, saiu de casa com uma missão: tirar fotos da uniformizada do Paraná – uma prática comum entre torcidas aliadas em diferentes estados. Na câmera encontrada pelos bombeiros dentro da bolsa da vítima, havia vários registros do jogo.

Torcedor morre atingido (Foto: Thiago Augustto)Corpo da vítima coberto por um lençol ainda no local, logo após a morte (Foto: Thiago Augustto)

– Ele estava assistindo ao jogo com a torcida do Paraná. Já sabemos que era um torcedor do Sport, inclusive tinha tatuagens do clube, e que estava no local onde começou a briga logo após o jogo. As informações são que os outros dois feridos estavam com ele. Vamos ao hospital para escutá-los. Ainda não podemos precisar exatamente de onde partiu o vaso sanitário. Os depoimentos desses dois que estão no hospital devem ajudar a esclarecer muitos fatos que ainda estão em branco para nós. Ainda temos uma câmera da SDS (Secretaria de Defesa Social) para analisar as imagens. Uma coisa é certa: quem atira um vaso sanitário em outra pessoa tem sim intenção de matar, explicou a delegada Gleide Ângelo

Mapa Arruda (Foto: Infográfico)Tragédia no Arruda: local onde o torcedor foi morto (Foto: Infográfico)

Pedra cantada

As depredações nos banheiros nos estádios de Pernambuco têm sido uma prática constante dos vândalos. Nas mãos deles, privadas viram armas. Este ano mesmo, membros de uma uniformizada do Santa Cruz quebraram banheiros da Ilha do Retiro após um clássico entre Sport e Santa. Na ocasião, a direção rubro-negra pediu a conta à Federação Pernambucana de Futebol (FPF). 

 

FONTE: G1.


Chargista esportivo mineiro Afo morre neste sábado
Afo era chargista há 45 anos e colaborava para o Estado de Minas há 25

Afo
O chargista do Estado de Minas Afonso Celso Duarte, o Afo, conhecido por suas tirinhas para o caderno de Esportes, faleceu neste sábado em Belo Horizonte. O velório está marcado para as 18h no cemitério Parque da Colina e o enterro irá acontecer às 11h, no mesmo local.

A causa da morte foi uma síndrome hepático renal. O desenhista lutava contra a Hepatite C há mais de uma década. A doença se agravou nos últimos meses e há cerca de um mês sua tirinha deixou de ser publicada diariamente.

Afo tinha 72 anos e por mais de 25 colaborou como chargista para o Estado de Minas. O primeiro trabalho na área aconteceu em 1969, para o extinto ‘O Diário’, de Belo Horizonte. Antes de começar no EM, Afo também colaborou para o ‘Diário de Minas’. Atualmente, suas charges compunham o caderno de Esportes diariamente e a página ‘Gandula’ do Jornal Aqui, em parceria com Son Salvador.

Afo-2

FONTE: Estado de Minas.


Morre o ator José Wilker

Suspeita é que ele tenha sofrido um infarto.
A última participação do ator em novelas foi em 2013, em “Amor à Vida”.

O ator José Wilker morreu na manhã deste sábado (5) no Rio de Janeiro. Ainda não há informações oficiais sobre a causa da morte, mas suspeita-se que ele tenha sofrido um infarto.

A última participação do ator em novelas foi em 2013, em “Amor à Vida”, de Walcyr Carrasco, na qual interpretou o médico Herbert. Em 2012, ele foi o coronel Jesuíno no remake de “Gabriela”, baseado no livro “Gabriela Cravo e Canela”,  de Jorge Amado. Em 2008, na novela Duas Caras, o ator fez o papel do professor Fernando Macieira.

Começo
De acordo com seu perfil no site Memória Globo, José Wilker de Almeida nasceu em Juazeiro do Norte no dia 20 de agosto de 1946 e se mudou com a família, ainda criança, para o Recife. A mãe, Raimunda, era dona de casa e o pai, Severino, caixeiro viajante.

Sua carreira no teatro começou no Movimento Popular de Cultura (MPC) do Partido Comunista, onde ele dirigiu espetáculos pelo sertão e realizou documentários sobre cultura popular.

Em 1967, Wilker se mudou para o Rio para estudar Sociologia na PUC, mas abandonou o curso para se dedicar exclusivamente ao teatro.

 

Em 1970, após ganhar o prêmio Molière de Melhor Ator pela peça “O Arquiteto e o Imperador da Assíria”, foi convidado pelo escritor Dias Gomes o para o elenco de “Bandeira 2” (1971), sua primeira novela.

Wilker interpretou o primeiro protagonista em 1975: foi Mundinho Falcão em “Gabriela”, adaptação de Walter George Durst do romance de Jorge Amado, um marco na história da teledramaturgia brasileira.

Personagens conhecidos
Wilker tem em seu currículo personagens memoráveis, como o jovem Rodrigo, protagonista da novela “Anjo Mau” (1976), de Cassiano Gabus Mendes. Em 1985, viveu Roque Santeiro, personagem central da trama homônima escrita por Dias Gomes e Aguinaldo Silva. Em 2004 interpretou o ex-bicheiro Giovanni Improtta, de “Senhora do Destino”, de Aguinaldo Silva, um personagem com diversos bordões como “felomenal” e “o tempo ruge e a Sapucaí é grande”.

O artista dirigiu o humorístico “Sai de Baixo” (1996) e as novelas “Louco Amor” (1983), de Gilberto Braga, e “Transas e Caretas” (1984), de Lauro César Muniz. Durante uma rápida passagem pela extinta TV Manchete, acumulou direção e atuação em duas novelas: “Carmem” (1987), de Gloria Perez, e “Corpo Santo” (1987), de José Louzeiro.

Apaixonado pelo cinema, o ator participou de filmes como “Xica da Silva” (1976) e “Bye Bye, Brasil” (1979), ambos de Cacá Diegues, e foi o personagem Antônio Conselheiro em “Guerra de Canudos” (1997), de Sérgio Rezende.

Wilker também se destacou em minisséries como “Anos Rebeldes” (1992), de Gilberto Braga; “Agosto” (1993), adaptada da obra de Rubem Fonseca; e “A Muralha” (2000), escrita por Maria Adelaide Amaral e João Emanuel Carneiro. Em 2006, interpretou o presidente Juscelino Kubitschek na minissérie “JK”, de Maria Adelaide Amaral e Alcides Nogueira.

O artista ainda escreveu textos para revistas e jornais e comentou a cerimônia do Oscar durante vários anos.

FONTE: G1.


Morre o ator Paulo Goulart

Artista morreu aos 81 anos nesta quinta-feira (13).
Ele estava internado em São Paulo.

Paulo Goulart caracterizado como Dr. Eliseu, da novela Morde & Assopra de 2011 (Foto: Divulgação/TV Globo)Paulo Goulart caracterizado como Dr. Eliseu, da
novela ‘Morde & Assopra’ de 2011

O ator Paulo Goulart morreu em São Paulo, nesta quinta-feira (13), aos 81 anos. Entre agosto e outubro de 2012, o artista ficou internado devido a um câncer na região entre os pulmões.

Ao longo de sua carreira, iniciada quando ainda era adolescente, Goulart destacou-se por seus trabalhos em novelas como “Plumas e paetês” (1980), “Roda de fogo” (1986) e “O dono do mundo” (1991). Ele também participou de filmes como “Rio zona norte” (1957), “O grande momento” (1958), “Gabriela, cravo e canela” (1983) e “Para viver um grande amor” (1983).

Paulo Goulart nasceu em Ribeirão Preto (SP) em 9 de janeiro de 1933 – seu nome de batismo é Paulo Afonso Miessa; o Goulart ele tomou emprestado de um tio, o radialista Airton Goulart, como aponta o perfil do ator no site Memória Globo. O texto relembra ainda que seu primeiro emprego foi como DJ, operador e locutor em uma rádio fundada por seu pai, em Olímpia, também no interior paulista.

No entanto, antes de se iniciar na carreira artística, o futuro ator estudou química industrial. De acordo com ele próprio, a ideia era ter uma alternativa de emprego. “Eu queria ter algum outro ofício, porque rádio, embora fosse uma grande coqueluche, não era encarado como uma profissão”, cita o Memória Globo. “Estavam fazendo teste para locutores na Rádio Tupi de São Paulo, e lá fui eu. Mas não passei, fiquei em segundo lugar.”

O desempenho e falta de conhecimentos técnicos do adolescente, contudo, não impediram a contratação, que Goulart creditava à interferência do ator de rádio Oduvaldo Vianna: “Foi a primeira pessoa que sacou esse meu talento, essa coisa histriônica dos atores sem uma formação de escola”. Na época, ele estava prestes a completar 18 anos de idade. “A televisão estava começando, era 1951. Nós éramos contratados da rádio, e a TV Tupi era sustentada pelo rádio. Então, tínhamos também a obrigação de fazer televisão. O primeiro programa que eu fiz na TV foi com o Mazzaropi!”

Um ano depois, Paulo Goulart conheceu a atriz Nicette Bruno e fez sua primeira peça teatral. Eles se casaram em 26 de fevereiro de 1954 e tiveram três filhos, Beth Goulart, Bárbara Bruno e Paulo Goulart Filho – todos seguiram a carreira dos pais. No cinema, ele estreou também em 1954, na comédia “Destino em apuros”, de Ernesto Remani. Neste que é tido como o primeiro filme colorido produzido no Brasil, Goulart contracenou com Paulo Autran, Sérgio Britto, Ítalo Rossi e Inezita Barroso. Seu segundo trabalho no cinema foi em “Rio, zona norte” (1957), de Nelson Pereira dos Santos.

Antes de estrear na TV Globo, o que aconteceria em 1969, Paulo Goulart morou com a família por um período no Paraná – onde trabalhou com teatro e TV – e passou pela TV Excelsior. Entre o final da década de 1950 e o começo da de 1960, prosseguiu atuando no cinema. Em 1958, esteve em nada menos que cinco filmes. Já na Globo, seu primeiro papel veio em “A cabana do pai Tomás”, que adaptava o livro homônimo escrito pela autora americana Harriet Beecher Stowe (1811-1896).

No trabalho seguinte na emissora, Goulart tomou parte numa história cujo tema ele próprio considerava ousada. “Era uma temática bastante arrojada para a época: uma mulher casada que deixou o marido para viver com outro homem”, declarou, segundo o Memória Globo. A novela era “Verão vermelho” (1970), de Dias Gomes, na qual interpretou uma das pontas de um triângulo amoroso formado ainda por Dina Staft e Jardel Filho. Ele também costumava destacar o pioneirismo da novela “Uma rosa com amor” (1972): “Foi, talvez, a primeira novela de comédia”.

Depois disso, Goulart fez novelas importantes na TV Tupi, caso de “Éramos seis” (1977), inspirada na obra homônima, escrita por Maria José Dupré (1898-1984), e “Gaivotas” (1979). No regresso à Globo, esteve em “Plumas e paetês” (1980): “Foi fantástico! Aquele guarda italianão [Gino], que falava com aquele sotaque, gostava de comida… Eu adoro! Foi um retorno maravilhoso”.

Sobressaíram, na década seguinte, suas participações nas novelas “Roda de fogo” (1986), “Fera radical” (1988), protagonizada por Malu Mader e na qual o ator deu vida a um cadeirante, o que rendeu uma comparação do ator com o seu próprio jeito de ser. “Meu personagem vivia em cadeira de rodas, e eu sou uma pessoa muito vigorosa na vida real. Nicette que o diga, coitada. De vez em quando eu esbarro nas coisas e quebro tudo!”, brincou.

Nos anos 1990, Paulo Goulart ficou especialmente marcado por interpretar personagens de caráter duvidoso. Vieram, então, o bon vivant Altair de “O dono do mundo” (1991), em que viveu o pai do protagonista (papel de Antonio Fagundes), e o seu Donato da segunda versão de “Mulheres de areia” (1993). Goulart chegou a comentar sobre a composição deste último: “Donato era uma pessoa má por princípio, um assassino. Mas eu me agarrei numa só coisa: um grande amor, ou melhor, a paixão por uma adolescente. Então, em nome disso, ele cometia todas as atrocidades; e, quanto mais apaixonado, pior ficava. Mas isso me abastecia como intérprete”.

Outros dois vilões de Goulart foram o Farina de “Esperança” (2002) e o professor Heriberto de “Duas caras” (2007). Entre uma novela e outra, houve tempo para um tipo menos questionável: o fragilizado Mariano de “América” (2005), padrasto da protagonista (papel de Deborah Secco).

Nos anos 2000, o ator também se dedicou ao trabalho em minisséries, como “Aquarela do Brasil” (2000), “Um só coração” (2004), “JK” (2006) e “Amazônia: de Galvez a Chico Mendes” (2007). Antes, esteve em “Auto da compadecida” (1999). Suas últimas novelas foram “Ti-ti-ti” (2010) e “Morde & Assopra” (2011). Ao longo da carreira, Paulo Goulart atuou em trabalhas exibidas por outras emissoras, como “As pupilas do senhor reitor” (1995), do SBT, e “O campeão” (1996), da Bandeirantes.

FONTE: G1.


Dupla presa confessa morte de casal na Serra do Cipó

Alexandre e Nívea - Foto - Reprodução/Facebook
Casal Alexandre Werneck de Oliveira e Lívia Viggiano Rocha Silveira morto na Serra do Cipó

Os dois suspeitos presos pela Polícia Civil em Conceição do Mato Dentro, região Central de Minas Gerais, nesta terça-feira (7) confessaram a morte do casal que estava desaparecido na Serra do Cipó desde o final de semana.

De acordo com depoimento dos dois homens, cujos nomes não foram divulgados oficialmente, eles teriam rendido Alexandre Werneck de Oliveira, de 46 anos, e Lívia Viggiano Rocha Silveira, de 39, para roubar. O casal foi levado para a margem do rio Santo Antônio, que passa próximo à cidade, e morto a tiros. Os corpos foram jogados no rio. A Polícia Civil está com os suspeitos no local onde as vítimas teriam  sido atiradas.

Buscas aos corpos do casal morto na Serra do Cipó -Flávio Tavares/Hoje em Dia

Bombeiros fazem buscas aos corpos do casal morto na Serra do Cipó

O chefe do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DIHPP), delegado Wagner Pinto, seguiu com sua equipe para Conceição do Mato Dentro para assumir as investigações.
Entenda o caso
Alexandre Werneck de Oliveira e Lívia Viggiano Rocha Silveira estavam hospedados na Pousada Hotel Cipó Veraneio. Na última sexta-feira, eles saíram do local por volta das 18 horas e não foram mais vistos. O gerente do estabelecimento entrou em contato com o irmão de Alexandre e comunicou o sumiço. Os pertences pessoais do casal foram deixados no quarto em que estavam hospedados. Segundo a Polícia Civil, o carro do casal, uma caminhonete Toyota Hilux, foi encontrada queimada na última segunda-feira (6), em um matagal próximo para entrada de Conceição de Mato Dentro.
Carro do casaL queimado na Serra do Cipó -Flávio Tavares/Hoje em Dia
                               Toyota Hilux do casal morto foi queimado pelos assaltantes na Serra do Cipó
Terceiro envolvido foi preso, veja aqui.
 FONTE: Hoje Em Dia – via Charlene e Renildo.

 

José Elias Murad, em 2011, no plenário da Câmara de Belo Horizonte (Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press -01/06/2011)
José Elias Murad, em 2011, no plenário da Câmara de Belo Horizonte

Morreu neste sábado, em Belo Horizonte, aos 88 anos de idade, o médico e ex-deputado federal e ex-vereador da capital José Elias Murad (PSDB). Murad estava em casa e falaceu em decorrência de uma pneumonia. O corpo deve ser velado na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. O enterro será no Cemitério Parque da Colina.

De acordo com a nora de Murad, Cristiane Stein, casada com José Elias Murad Filho, o médico e ex-parlamentar tinha uma doença pulmonar e há cerca de dois anos “necessitava de bastante cuidado”.

Nascido na cidade mineira de Rio Vermelho, em 1924, José Elias Murad formou-se em Farmácia e Medicina pela UFMG, especializando-se em Psicotrópicos pela Faculdade de Medicina de Paris, França, e em Bioquímica Cerebral, pela Faculdade de Medicina do Texas, EUA.

Foi também professor na Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais e deputado federal por quatro legislaturas (1987-1991, pelo PTB; 1991-1995, 1995-1999 e 2001-2003, pelo PSDB), além de vereador de Belo Horizonte a partir de 2004, por duas legislatura. No ano passado, ele não concorreu à reeleição.

A atuação parlamentar de Murad sempre se destacou pela defesa da saúde pública, particularmente contra o uso abusivo de drogas. Ele fundou e presidiu ABRAÇO, entidade dedicada ao combate às drogas.

FONTE: Estado de Minas.



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