Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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Jovens invadem mineradora em Paracatu para furtar ouro e morrem dentro de tubulação

Os dois homens estavam com outras 13 pessoas no local. Eles acabaram asfixiados por gás. O restante do grupo fugiu do local

A tentativa de furtar ouro de uma mineradora em Paracatu, na Região Noroeste de Minas Gerais, terminou em tragédia. Aproximadamente 15 pessoas entraram na tubulação da empresa que leva os rejeitos de minério até uma barragem. Porém, dois jovens, de 25 e 22 anos, passaram mal e morreram no local. Autoridades afirmam que a ação é recorrente na área.

Os garimpeiros invadiram a área da empresa Kinross Gold Corporation na noite de segunda-feira. Porém, quando o grupo estava na tubulação, dois jovens desmaiaram, possivelmente por causa do vazamento de gás. O Corpo de Bombeiros de Unaí foi acionado para fazer o resgate.

A tubulação onde ficaram presos tem aproximadamente um quilômetro de extensão. Os militares tiveram dificuldades para chegar até os corpos. “É um local de difícil acesso, com visibilidade prejudicada e presença de gases. Tivemos que utilizar equipamentos de proteção respiratória ao entrar no tubo. Chegamos a ouvir vozes, mas não conseguimos localizar ninguém”, explica o segundo-sargento Higor Gonçalves Mourão.

As buscas foram suspensas por causa dos riscos que os militares corriam, mas foram retomada na manhã de terça-feira. “Havia muitos rejeitos com água descendo pela tubulação. Para preservar a integridade física, abortamos a operação e voltamos mais tarde, quando algumas comportas foram desligadas e o local estava ventilado. No retorno, conseguimos chegar até os dois corpos”, afirmou o segundo-sargento. Segundo o bombeiro, a causa das mortes é asfixia por gás.

A prática na região é recorrente, segundo as autoridades. “As pessoas adentram a área da empresa sem autorização. Nessas canalizações que dão acesso à área onde é produzida a matéria bruta e se faz o despejo na represa eles colocam uma espécie de carpete para armazenar os rejeitos. Depois é feita uma lavagem química para retirar o minério e o ouro”, comenta Higor Mourão.

O em.com.br tentou contato com a mineradora, mas até a publicação desta reportagem, ninguém atendeu as ligações.

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FONTE: Estado de Minas.


ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 08/06/2015, 05:30.

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Tragédia
Após decolagem na Pampulha, bimotor cai e explode em garagem de casa pouco depois de partir do aeroporto em BH. Piloto, tripulante e policial que estavam a bordo morreram. Moradores escapam milagrosamente

Aeronave caiu em garagem, entre duas casas, o que evitou que o número de vítimas fosse ainda maior. Explosão depois do acidente impossibilitou socorro aos ocupantes do aparelho, que ficou carbonizado ( fotos: rodrigo clemente/EM/D.A Press)

Está nas mãos de peritos da Aeronáutica esclarecer se falha humana, mecânica ou combinação de fatores foi o que causou a morte de três pessoas, em acidente com o avião bimotor King Air prefixo PR-ABG, que caiu pouco depois de decolar, às 15h20, do Aeroporto Carlos Drummond de Andrade, na Pampulha, em Belo Horizonte. Em uma dinâmica que intriga especialistas, a aeronave despencou sobre a casa de número 105 da Rua São Sebastião, no Bairro Minaslândia, Região Norte da capital, explodindo em seguida. Surpreendentemente, os dois moradores da residência escaparam ilesos. Eles estavam na horta do imóvel, cuidando de galinhas, quando tiveram a garagem destruída pelo avião em chamas. Uma mulher que estava nos fundos do imóvel vizinho, onde também funciona uma igreja evangélica, sofreu ferimentos. Desde agosto de 2014, foi a sétima ocorrência de pouso forçado ou queda na Região Metropolitana de BH, a primeira com mortes.
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De acordo com a Infraero, o bimotor turbo hélice fabricado pela Hawker Beechcraft, modelo C90GTi, tinha como destino a Fazenda Sequoia, em Setubinha, no Vale do Mucuri. Estavam a bordo dois tripulantes – o comandante Emerson Thomazine, de 43 anos, de São Paulo, e o copiloto Carlos Eduardo Abreu, de Piumhi, no Centro-Oeste mineiro – e um carona, o policial civil Gustavo de Toledo Guimarães, de 38. De acordo com colegas que foram ao local, Toledo não estava a serviço, mas também era piloto e estava no hangar.
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De acordo com o Registro Aeronáutico Brasileiro, o bimotor estava com a Inspeção Anual de Manutenção (IAM) e o Certificado de Aeronavegabilidade (CA) em dia. O primeiro tinha data de validade de 30 de janeiro de 2016. Já o CA tinha validade de 16 de julho de 2020. O avião era operado pela Atlântica Exportação e Importação, empresa especializada em grãos de café cru. A empresa faz parte da Montesanto Tavares, uma holding mineira que já foi dona das marcas Café Três Corações e Sucos Mais – as duas foram vendidas para grupos internacionais. A propriedade da aeronave é de um banco.
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PARAFUSO Por pouco o acidente não fez mais vítimas. A aeronave caiu a apenas 50 metros do Centro de Referência de Assistência Social, conhecido como Campo da Providência, onde ocorria uma partida de futebol amador, com torcida formada por moradores do bairro. A atenção dos jogadores e de outras testemunhas do acidente foi despertada antes mesmo de a aeronave bater no solo e se incendiar. O barulho forte de motor falhando causou curiosidade dos que observavam a aeronave, que repentinamente iniciou uma queda rápida, em espiral.
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“Eu moro exatamente de frente para a casa onde caiu o avião. Foi um susto muito grande; custei acreditar no que via”, relatou Syllas Valadão. “O avião começou a falhar e parece que o piloto tentou algo para estabilizar e não conseguiu. Ele caiu de ponta na garagem e explodiu”, contou. Segundo ele, a explosão pôde ser sentida em várias casas da região. Com o tremor, telhas de residência próximas se desprenderam e voaram.
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“Tinha gente na casa em que ele caiu, mas como ele acertou só a garagem, eles conseguiram sair. Alguns tentaram até voltar e entrar para salvar algo, mas foram impedidos por quem estava perto”, disse Syllas. “Eu mesmo tentei me aproximar do fogo, mas não consegui, estava muito quente. Infelizmente, não dava para salvar ninguém ali”, lamentou.
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MILAGRE Quem viu de perto a morte não acredita que tenha escapado ileso. O empresário Isael Franco, de 57 anos, morador da casa número 125, vizinha à residência atingida, diz que a mulher Rosângela da Rocha Diniz, de 50, e seu filho Vitor Hugo estavam em casa na hora em que o avião caiu. Com o grande barulho e a intensidade da fumaça, eles deixaram o imóvel correndo, sem entender o que se passava. A casa foi interditada, mas teve apenas as vidraças quebradas, em razão do choque da aeronave no solo. “Eu tinha ido buscar minha filha e um vizinho me avisou que o avião caiu ao lado da minha casa. Fiquei louco e avancei um sinal fechado na Avenida Cristiano Machado, porque não sabia como estavam minha mulher e meu filho”, contou.
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Sem poder voltar para casa, que está interditada, Isael estava atônito e só conseguiu acolher a mulher e o filho em seu Fiat Uno, estacionado a poucos metros do local do acidente. “Apesar do susto, estou feliz, porque meus vizinhos, Zezinho (José Maforte Knupp), aposentado da Aeronáutica, e Maria Geralda (Estanislau), que tiveram a casa atingida, escaparam ilesos. Eles estavam no fundo do quintal, cuidando da horta. O avião passou por cima deles e caiu na garagem”, conta, aliviado. “Lamentamos mesmo só pela vida das pessoas que estavam dentro do avião”, conclui.
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PÂNICO
 O metalúrgico Gleyson Fernando, de 21, foi a primeira pessoa a entrar na casa atingida pela aeronave, acompanhado do filho dos moradores. “Ele estava jogando bola e se desesperou. Como tinha muito fogo na entrada, em razão da explosão, passamos pelo telhado e vimos que os dois estavam bem, no fundo do quintal” conta. Gleyson disse que a explosão provocou incêndio no interior da casa.

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Avião cai em cima de casa e deixa três mortos no Bairro Minaslândia, em BH

Bombeiros combatem incêndio na residência atingida. Vítimas estavam na aeronave

Camila Arrais/Divulgação

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Um avião de pequeno porte caiu em cima de uma residência na tarde deste domingo, no Bairro Minaslândia, Região Norte de Belo Horizonte. O acidente ocorreu na Rua São Sebastião, próximo à estação de metrô Primeiro de Maio. Três pessoas morreram e uma ficou ferida. O avião vinha de Americana (SP) com dois tripulantes e um carona, que também era piloto, quando a aeronave perdeu a sustentação e caiu.
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Com a queda do avião, segundo o Corpo de Bombeiros, houve incêndio na casa. Quatro viaturas da corporação estão no local. Equipe da Infraero e da Defesa Civil foram acionadas. O avião era um monomotor King Air.
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Esta é a sétima ocorrência de pouso forçado ou queda de aeronave na Região Metropolitana de Belo Horizonte desde agosto de 2014, dessa vez, com vitimas. Nas outras, o pouso permitiu que as vitimas fossem salvas.

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FONTE: Estado de Minas.


 

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 08/01/2015.

Jornalista do EM presta homenagem às vítimas do atentado ao Charlie Hebdo

Homenagens aos 12 mortos no semanário satírico ‘Charlie Hebdo’ se espalharam durante todo o dia pela rede. Informações da imprensa francesa dão conta de que a polícia já tem as identificações dos terroristas

 

Son Salvador

CAÇA AOS TERRORISTAS

Suspeito de 18 anos se entrega à polícia francesa

Um dos três suspeitos do ataque ao jornal parisiense Charlie Hebdo, o jovem Hamyd Murad, de apenas 18 anos, se entregou à polícia na noite desta quarta-feira (7), informaram fontes concordantes.

Os outros dois suspeitos, os irmãos franceses nascidos em Paris Said Kuachi, 34, e Cherif Kuachi,  32, um jihadista conhecido pelos serviços antiterroristas, seguem foragidos.

A polícia deteve várias pessoas ligadas aos três em sua caça aos suspeitos do ataque ao jornal parisiense “Charlie Hebdo”. Uma grande operação envolvendo grupos de elite da polícia está em andamento na cidade de Reims, no nordeste da França. Imagens de policiais em posição de tiro e do envio de forças à cidade são transmitidas pelas emissoras de notícias 24 horas.

A unidade de elite da polícia (Raid) está no local, informou um oficial à AFP.

“Se os suspeitos não conseguiram fugir novamente, vai haver tiroteio”, previu um membro do Raid, pedindo “a máxima prudência” aos jornalistas na região.

Segundo o jornal “Le Monde”, a caçada aos suspeitos envolve mais de 3.000 policiais.

Os três suspeitos são dois irmãos nascidos em Paris e de nacionalidade francesa, de 32 e 34 anos, um deles condenado em 2008 por participar do envio de combatentes ao Iraque, além de um jovem de 18 anos.

De acordo com o jornal francês “Libération”, que também cita uma fonte policial, os suspeitos seriam os irmãos Said e Chérif K., e o jovem Hamid M.

O “Libération” acrescenta que os suspeitos, identificados por uma carteira de identidade encontrada no Citroen C3 preto abandonado pelo trio.

Segundo testemunhas, os homens carregavam fuzis de assalto Kalashnikov e um lança-foguetes quando invadiram a redação do Charlie Hebdo, agindo com sangue-frio e de forma coordenada para executar as pessoas no local.

O ataque deixou 12 mortos a tiros, incluindo os chargistas Wolinski, Charb, Cabu e Tignous, e 11 feridos.

De acordo com fontes policiais, os autores do ataque gritaram “Vingamos o Profeta!”, em referência a Maomé, alvo de charges publicadas há alguns anos pela revista. O episódio provocou revolta no mundo muçulmano.

A autoria do atentado não foi reivindicada por nenhum grupo, mas seus responsáveis parecem seguir orientações, sobretudo, do grupo Estado Islâmico (EI). A França está envolvida na campanha militar internacional contra o EI no Iraque.

FONTE: O Tempo.

 

Ataque terrorista contra sede de revista deixa doze mortos em Paris

Homens dispararam contra a sede da revista francesa Charlie Hebdo aos gritos de “vingamos o profeta”. Dez pessoas ainda ficaram feridas

 

Dez jornalistas e dois policiais, morreram em um ataque à sede da revista satírica francesa Charlie Hebdo, nesta quarta-feira. Pelo menos dez pessoas estão feridas em estado grave, de acordo com o presidente francês François Holland. Entre as vítimas estão quatro cartunistas.

Segundo informações da polícia, três homens usaram fuzis de assalto e lança-foguetes e chegaram a gritar “vingamos o profeta”. Ao abandonar o prédio, os agressores atiraram contra um policial, atacaram um motorista e atropelaram um pedestre com um carro roubado. Eles ainda estão sendo procurados.Renomados chargistas da revista morreram no ataque terrorista. O caricaturista Jean Cabut, conhecido pelos leitores pelo nome de Cabu, e Stéphane Charbonnier, editor do jornal, que usava o pseudônimo Charb, estão entre os mortos. Outros dois cartunistas Wolinski e Tignous também morreram.O presidente francês convocou uma reunião de crise e se encaminhou para a sede da revista. Segundo Hollande, o ataque é o mais violento registrado na França em 40 anos. O país elevou ao máximo seu nível de alerta terrorista.
Revista foi atacada em 2011A revista já havia sido atacada com coquetel Molotov em novembro de 2011, quando foi publicada a capa com a charge do profeta Maomé dizendo “Cem chibatadas se você não está morrendo de rir”. Na ocasião, não houve feridos e o site da revista ainda foi retirado do ar por hackers.

Depois do ataque, Charbonnier, editor da revista que foi morto nesta quarta-feira, chegou a dizer em uma entrevista à New Yorker que “Quando ativistas precisam de um pretexto para justificar sua violência, eles sempre encontram”.

FONTE: Estado de Minas.


Vídeo mostra queda de helicóptero no Lago de Furnas que matou casal

Sargento da Polícia Militar e a mulher morreram na queda; piloto conseguiu se salvar

 

Um vídeo mostra o momento em que o helicóptero decola e logo em seguida cai no Lago de Furnas, em Fama, no Sul de Minas. Na queda, morreram o sargento da Polícia Militar Marcos Antônio Alves, de 44 anos, e sua companheira Lívia Reis Carvalho, de 27. O piloto, identificado como Bruno Abitbol de Andrade Nogueira, de 34 anos, foi resgatado por pescadores que estavam no lago logo após o acidente. Ele deu entrada no hospital da cidade de Elói Mendes por volta das 12h40 desse sábado. Na noite de sábado ele foi ouvido pela polícia e liberado em seguida. 

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O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) começou apurar no domingo as circunstâncias da queda do helicóptero prefixo PR-CIG, na represa de Furnas, em Fama, no Sul de Minas. No acidente, duas pessoas morreram. Há suspeita de que a aeronave, que é registrada para uso particular, estivesse fazendo voo panorâmico pago, o que se configura em infração.

FONTE: Alterosa e Youtube.

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 18/07/2014, 04:45.
Fábrica proibida de produzir bombas
Superintendência Regional do Trabalho interdita produção de explosivos de empresa em Santo Antônio do Monte
Depois da explosão, a fábrica deu férias coletivas



A empresa Fogos Globo, em Santo Antônio do Monte, Centro-Oeste de Minas, onde uma explosão matou quatro trabalhadoras na terça-feira, não poderá retomar a produção de bombas numeradas. A Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Minas Gerais (SRTE/MG) interditou ontem a atividade da fábrica, que deu férias coletivas aos funcionários e mantém apenas serviços essenciais. Segundo o chefe da seção de saúde e segurança do trabalho da SRTE, Francisco Alves dos Reis Júnior, as demais linhas produtivas da empresa não foram suspensas pelo órgão.

“Estamos realizando amplo levantamento técnico, já que esse tipo de acidente não tem apenas uma causa. É um conjunto de fatores. A interdição da atividade ocorre quando se constatam situações de risco iminente de prejudicar gravemente os trabalhadores”, explicou Francisco Alves. 

“Existem indícios de que nos pavilhões atingidos havia volume de material explosivo superior ao permitido”, informou Reis. Outro fator que pode ter contribuído para o acidente é a baixa umidade do ar. O ar seco propicia acúmulo de energia estática, que produz faíscas. No dia do ocorrido, a umidade estava abaixo dos 40%. Nessa situação, deve-se suspender a manipulação de explosivo.

De acordo com Francisco, a empresa só poderá retomar a produção de bombas numeradas, mesmo que em outros pavilhões, depois que a SRTE/MG desinterditar a atividade. Em caso de descumprimento da determinação, a Globo poderá ser multada entre R$ 600 e R$ 4 mil a cada fiscalização e denunciada por desobediência no Ministério Público do Trabalho e na polícia. O mesmo valor de multa será aplicado para cada irregularidade que for apurada como causa da explosão.

DEPOIMENTOS O delegado Lucélio Silva, de Santo Antônio do Monte, que apura o caso, ouviu ontem dois encarregados de pessoal da Globo. “O objetivo é levantar o maior número de informações técnicas para termos uma compreensão do que ocorreu. A área da explosão está isolada para os trabalhos da perícia, que vão prosseguir nos próximos dias”.

Na quarta-feira, duas testemunhas prestaram depoimento. Elenilton Gonçalves, de 19 anos, que trabalhava num dos pavilhões destruídos, deu detalhes de como começou o incêndio. Mas o teor da declaração não foi divulgado, a pedido de Gonçalves. Uma mulher, que trabalhava num pavilhão próximo também foi ouvida.

No dia da tragédia, Elenilton contou à namorada que viu o fogo começando e gritou para as funcionárias fugirem. Elas estavam em uma área interna do barracão e ele, do lado de fora, carregando e descarregando bombas para secagem. Morreram na hora Daiana Cristina Maciel, de 25, Maria José da Soledade Campos, de 27, Maria das Graças Gonçalves Siqueira, de 42, e Marli Lúcia da Conceição, de 39. Elenilton teve três queimaduras nas costas causadas por estilhaços e ficou em estado de choque. Ele foi atendido em um hospital de Santo Antônio do Monte e liberado. 

O local que ficou destruído era destinado à bicação de bombas numeradas, artefatos comuns em comemorações esportivas. O procedimento consiste em usar pólvora líquida para garantir que o bico da bomba fique semelhante à cabeça de um palito de fósforo.
ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 17/07/2014, 05:40.
TRAGéDIA NA FáBRICA
Entre o medo e a necessidade
Moradores de Santo Antônio do Monte relatam a angústia de trabalhar na indústria de fogos.
“É a única coisa que tem”, diz funcionária de empresa em que explosão matou 4

Amigos e parentes no velório da operária Maria das Graças Gonçalves, morta na explosão de 15/07.


Reféns da indústria de fogos de artifício, praticamente a única possibilidade de trabalho no município, responsável pela geração de cerca de 15 mil empregos na cidade, os moradores de Santo Antônio do Monte, no Centro-Oeste de Minas, não escondem o temor que os acompanha quando saem de casa e se dirigem para o trabalho diário nas fábricas de bombas, rojões e foguetes. Ontem, um dia depois da explosão da Fogos Globo, que causou a morte de quatro operários, a preocupação com a ocorrência de mais acidentes era o principal assunto.

Há 15 anos trabalhando na empresa onde ocorreram as mortes, Benvinda Maria da Costa Silva, de 33 anos, reconhece que a empresa se preocupa em seguir padrões de segurança, mas lamenta que quatro companheiras de trabalho tenham sido vítimas da tragédia. Ela afirma que a população de Santo Antônio do Monte não tem outra alternativa a não ser trabalhar na indústria de fogos. “A gente precisa trabalhar e é a única coisa que tem. Os produtos químicos usados na confecção de fogos e bombas reagem até mesmo com a mudança brusca de clima, o que cria o risco mesmo se todas as normas forem seguidas”, diz ela, relembrando casos em que houve explosões mesmo à noite na fábrica, sem nenhum funcionário manipulando produtos.

Benvinda conta que há dois anos perdeu um cunhado, quando houve explosão semelhante na Fogos Estrela. “Completou dois anos em 8 de maio. Lembro na época que os mais antigos diziam que esse não era o primeiro e muito menos seria o último acidente a matar trabalhadores do ramo em Santo Antônio do Monte”, completa. 

SEPULTAMENTO Além do medo, a tristeza marcou a manhã de ontem no enterro de duas das quatro funcionárias que morreram na explosão de um pavilhão da Fogos Globo. Maria das Graças Gonçalves Siqueira, de 42, e Marli Lucia da Conceição, de 39, foram sepultadas no Cemitério Municipal de Santo Antônio do Monte. Inconsoláveis, os parentes ainda tentavam compreender o que havia acontecido. A primeira a ser enterrada foi Marli, às 10h. O cortejo deu a volta na praça em frente ao cemitério, antes de seguir para o túmulo. 

Da mesma forma fizeram os familiares de Maria das Graças, antes do sepultamento. “A gente procura entender, mas está difícil. Não dá para imaginar que uma coisa dessas aconteça na família da gente. Uma fatalidade que levou minha irmã”, diz o frentista e pedreiro Edson Gonçalves, de 39, irmão de Maria das Graças. “Infelizmente, é esse tipo de serviço que mais dá emprego para nossos moradores e as pessoas precisam do trabalho”, afirma Edson.

Diante do clamor causado pela explosão, o coordenador do Sindicato das Indústrias de Explosivos no Estado de Minas Gerais, Américo Libério, disse que já está marcada uma reunião entre os empresários na semana que vem para discutir o fato. Ele nega que haja um temor entre os funcionários. “O trabalhador sabe que se ele fizer tudo corretamente, não tem perigo”, afirma.

Libério informou que as 79 fábricas da região de Santo Antônio do Monte têm profissionais capacitados em segurança nos locais de manuseio de explosivos e que os funcionários também são treinados para atuar de forma segura. “Seguimos à risca uma regulamentação que é regida pelo Exército Brasileiro e, inclusive, temos um posto do órgão apenas para isso aqui em Santo Antônio do Monte”, afirma. Ele considera que houve uma fatalidade. “Nossa indústria é centenária e emprega e três a quatro mil pessoas diretamente as fábricas. São 15 mil empregos indiretos”, completa.

INVESTIGAÇÕES Ontem, o operário Eleniton Gonçalves, de 19, que sobreviveu à explosão, foi ouvido pela Polícia Civil. O delegado Lucélio Silva, encarregado das investigações, disse que conseguiu informações suficientes para a apuração. “O fogo começou no local de trabalho do Elenilton. Ele citou outras pessoas que ainda serão ouvidas e podem fornecer mais detalhes”, disse o policial. A previsão é que daqui a 30 dias ele tenha em mãos laudos da perícia e do Exército Brasileiro, imprescindíveis para o caso. O jovem ficou mais de três horas na sala do delegado, mas não quis falar com a imprensa após deixar a delegacia. Segundo a namorada, Patrícia Alves, de 24, ele descarregava bombas prontas quando percebeu que o contato entre duas unidades causou um incêndio seguido de explosão. 

A reportagem entrou em contato com a empresa, mas ninguém foi localizado. Ontem, nenhum funcionário da empresa trabalhou.

Memória

Tradição e muitos acidentes


Santo Antônio do Monte tem tradição na produção de fogos e concentra alto número de acidentes em fábricas do produto. Em setembro de 2013, uma pessoa morreu e duas ficaram feridas em explosão na empresa Polvo. Em maio de 2012, duas pessoas morreram em acidente parecido na empresa Fogos Estrela. Em janeiro de 2011, foram duas mortes em uma fábrica na MG-429, no limite entre Lagoa da Prata e Santo Antônio do Monte. Segundo a Associação Brasileira de Pirotecnia, no ano 1800 já havia fabricantes de fogos de artifício no município. Em 1859, os irmãos Joaquim Antônio da Silva e Luiz Mezêncio da Silva (Luiz Macota) começaram a fabricar rojões. Ganharam muito dinheiro com a fabricação e venda do produto, atraindo o interesse de outras pessoas e dando origem ao polo pirotécnico que hoje reúne 79 fábricas.

Tragédia em fábrica de fogos
Quatro funcionárias não tiveram tempo de sair do galpão e morreram.
Polícia Civil vai investigar o que causou acidente em Santo Antônio do Monte, no Centro-Oeste de Minas

 

Era por volta de 7h30 quando a terra tremeu em Santo Antônio do Monte, na Região Centro-Oeste de Minas. Uma explosão em um dos barracões da empresa Fogos Globo, de fogos de artifício, matou quatro funcionárias e deixou outro empregado ferido, além de assustar os moradores e pessoas que trabalhavam perto. A Polícia Civil, que comanda um inquérito em fase de conclusão referente a um acidente em outra fábrica de fogos em 2013, vai apurar o caso. 

Elenilton Gonçalves, de 19 anos, viu o fogo começando e gritou para as funcionárias fugirem. Elas estavam em uma área interna do barracão e ele, do lado de fora, carregando e descarregando bombas para secagem. Morreram na hora Daiana Cristina Maciel, de 25, Maria José da Soledade Campos, de 27, Maria das Graças Gonçalves Siqueira, de 42, e Marli Lúcia da Conceição, de 39. Elenilton teve três queimaduras nas costas graças a estilhaços que o atingiram e ficou em estado de choque. Ele foi atendido em um hospital de Santo Antônio do Monte e até o fechamento desta edição permanecia em observação por ter inalado fumaça e outras substâncias tóxicas.

Para a namorada dele, Patrícia Alves de Carvalho, de 24, que também trabalhava na empresa no momento do acidente, Elenilton contou que retirava bombas que já estavam prontas. “Ele percebeu que o fogo começou e causou uma explosão naquele conjunto de bombas que ele trabalhava”, disse Patrícia. Ela contou ainda, segundo relato feito pelo namorado, que em uma fração de segundo o fogo atingiu o barracão, sem dar chance para que as quatro funcionárias escapassem. “Ele gritou muito para as pessoas correrem e ainda ajudou outras duas que estavam em um barracão próximo”, acrescentou. “Meu barracão balançou e foi um alerta geral para todos deixarem suas funções”, disse. 

O namorado, natural de Peçanha, na Região Leste de Minas, disse que não quer mais saber de trabalhar na fábrica. “Ele só fala em voltar para a família e esquecer fogos de artificio”, completou. Segundo um dos funcionários da empresa Fogos Globo, que compareceu à Polícia Civil para auxiliar com informações sobre as vítimas, o local que ficou destruído era destinado à bicação de bombas numeradas, artefatos comuns em comemorações esportivas. O procedimento consiste em usar pólvora líquida para garantir que o bico da bomba fique semelhante à cabeça de um palito de fósforo. 

INVESTIGAÇÃO O delegado titular de Santo Antônio do Monte, Lucélio Silva, afirmou que é o segundo caso em dois anos que ele está trabalhando na cidade. “Estamos concluindo o inquérito dessa primeira situação e vamos investigar o que aconteceu hoje (ontem). A perícia de Bom Despacho esteve no local para colher os elementos necessários e também auxiliarmos na remoção dos corpos”, disse. O policial afirmou que cabe ao Exército Brasileiro a fiscalização desse tipo de empreendimento.

A seção de comunicação da 4ª Região Militar do Exército informou que a empresa Fogos Globo, que tem mais de 40 anos de atuação no mercado, passou por inspeção em março deste ano, quando não foi encontrada qualquer irregularidade, incluindo os pavilhões 85 e 86 que explodiram ontem. O Exército mantém um posto avançado na cidade por causa da quantidade de fabricantes de fogos de artifícios no município. À corporação cabe o acompanhamento de produtos controlados, incluindo explosivos, do tipo usado como matéria-prima nas fábricas de Santo Antônio do Monte. 

Segundo o órgão, caso a perícia da Polícia Civil e as investigações apontem irregularidades, como o mal acondicionamento de explosivos ou a superlotação dos produtos, a empresa sofrerá as sanções previstas na legislação, como o descredenciamento, pelo Exército, para o exercício da atividade.

 

 

Parentes ficaram em estado de choque

 “Nasci de novo. Só pensei no meu marido e nos meus filhos o tempo todo. Isso é coisa de Deus, só ele explica”, disse Bernadete Auxiliadora da Silva, de 38 anos, uma das funcionárias da empresa. Ontem, ela sentiu-se mal e não foi trabalhar, por isso, estava aliviada por ter se salvado. Mas a dor veio pela morte da cunhada, Maria das Graças Gonçalves Siqueira, de 42. Seu marido e irmão de Maria das Graças, Edson Gonçalves, de 39, parecia não acreditar no que estava acontecendo. “Não tem explicação. De um lado, vai minha irmã, e, de outro, se salva minha mulher”, desabafa. Maria das Graças, mãe de dois filhos, natural de Cantagalo, no Vale do Rio Doce, e era funcionária da fábrica há cerca de dois anos. 

Na casa de Maria José da Soledade Campos, de 27, nascida em Maceió (AL), o clima não era diferente. A tristeza tomou conta principalmente de seu irmão, José Marcelo Campos, de 28, com quem ela morava. “O serviço sempre foi arriscado. Ela ia, mas nunca sabia se ia voltar. Deixou uma filha de 3 anos”, disse. Quem ajudou nos trâmites para a liberação do corpo de Daiana Cristina Maciel, de 25, foi seu ex-marido, Gilberto Damasceno Leite, de 26. A família da jovem mora em Virginópolis. “Viemos há cinco anos para trabalhar. Quando ouvi o estouro, abri a janela da minha casa e já fiquei louco.” 

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Fábricas de Fogo de Artifício de Santo Antônio do Monte, Lagoa da Prata e Itapecerica, Antônio Camargos dos Santos, disse que a empresa é séria, mas pode ter ocorrido alguma falha e o trabalho de investigação deve ser bem feito. A empresa não foi encontrada para falar sobre o assunto.

FONTE: Estado de Minas.


 

 

 

 

Pelo menos três pessoas morreram e uma ficou ferida em uma explosão em fábrica de fogos de artifício na cidade de Santo Antônio do Monte, no Centro-Oeste de Minas. Segundo a Policia Militar, a explosão aconteceu por volta das 7h20, na empresa Fogos Globo. Peritos da Polícia Civil e uma equipe técnica do Exército Brasileiro foram enviadas para o local da explosão. Eles vão apurar as causas do acidente, que anda são desconhecidas. 

A cidade de Santo Antônio do Monte tem tradição em produção de fogos e registra alto número de acidentes em fábricas. Em setembro de 2013, uma pessoa morreu e outras duas ficaram feridas em explosão na empresa Polvo, que fica na comunidade Buritis. Em maio de 2012, duas pessoas morreram em acidente parecido na empresa Fogos Estrela. Em janeiro de 2011, foram duas mortes em uma fábrica na MG-429, no limite entre Lagoa da Prata e Santo Antônio do Monte.

Cidade polo na fabricação de fogos

Segundo a Associação Brasileira de Pirotecnia, em 1800, já havia fabricantes de fogos de artifício em Santo Antônio do Monte. Em 1859, os irmãos Joaquim Antônio da Silva e Luiz Mezêncio da Silva (Luiz Macota) fabricavam rojões e castelos. Ganharam muito dinheiro com a fabricação e venda de foguetes. A arte pirotécnica foi passada para gerações futuras.

Entre 1931 a 1940 a produção ganhou escala industrial com as empresa Fogos 2 Irmãos, Fogos Primor, Fogos Radiante e Fogos Estrela. De 1945 a 1963 foram constituídas diversas fábricas, gerando empregos e impulsionando o comércio de fogos. A grande era dos fogos em Santo Antônio do Monte, aconteceu a partir de 1963. 

De 1970 até os dias de hoje a cidade conta com 75 empresas ligadas a pirotecnia. Segundo a associação, os produtos fabricados atendem as exigentes normas de segurança, passando pelo Centro Tecnológico em Pirotecnia, único na América Latina.

 

FONTE: Estado de Minas.


Ônibus do Move bate com moto e duas pessoas morrem em BH

Acidente foi na Avenida Carlos Luz, no bairro Ouro Preto.

Motociclista e garupa foram parar embaixo do coletivo e morreram no local.

 

Um ônibus do sistema Move atropelou um motociclista na Avenida Carlos Luz, no bairro de Ouro Preto, na Região da Pampulha, em  Belo Horizonte, na manhã desta quarta-feira (2). O motociclista foi parar embaixo do coletivo e morreu no local, segundo a Polícia Militar. Outra pessoa ainda não identificada também morreu.

O acidente aconteceu no sentido Centro, em frente à Usiminas. O serviço de Atendimento Médico de Emergência (Samu) e o Corpo de Bombeiros estão no local, que foi isolado para perícia.

FONTE: G1.



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