Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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O jornalista, apresentador e radialista Ricardo Boechat morreu no início da tarde desta segunda-feira (11), aos 66 anos, em São Paulo.

Boechat era apresentador do Jornal da Band e da rádio BandNews FM e colunista da revista IstoÉ. Ele também trabalhou nos jornais “O Globo”, “O Dia”, “O Estado de S. Paulo” e “Jornal do Brasil” e foi comentarista no Bom Dia Brasil, da TV Globo.

Ele estava dando uma palestra em Campinas, no interior do estado, e retornava a São Paulo nesta segunda, de acordo com jornalistas da TV Band.

A aeronave era um Bell Helicopter, fabricado em 1975. Com capacidade para cinco pessoas, sendo um piloto e quatro passageiros, esse tipo de aeronave é considerado seguro.

 Ricardo Boechat, em foto de março de 2006 — Foto: José Patrício/Estadão Conteúdo/Arquivo

Acidente

O chamado de socorro foi feito às 12h14. A queda ocorreu perto do quilômetro 7 do Rodoanel, sentido Castelo Branco. De acordo com a CCR Rodoanel Oeste, que administra o Rodoanel, houve uma terceira vítima com ferimentos, o motorista do caminhão.

Segundo informações iniciais, o helicóptero saiu do hangar Sales, no Campo de Marte, na Zona Norte da capital paulista, que ficou destelhado após um vendaval nas últimas semanas.

Foram enviadas ao menos 11 viaturas para o local. A Polícia Rodoviária Estadual informou que a alça de acesso do Rodoanel à Rodovia Anhanguera precisou ser interditada. Já a rodovia não teve bloqueio.

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FONTE: G1.


Adolescente morre eletrocutado após tocar em celular carregando

Segundo sua tia, Rosângela Barbosa, o garoto havia acabado de tomar banho quando foi mexer no aparelho e sofreu a descarga elétrica

O jovem João Lucas Campelo de Sousa Peres, de 15 anos, morreu eletrocutado na tarde desta terça-feira (10), em Teresina, Piauí, após manusear um celular que estava carregando.

Segundo sua tia, Rosângela Barbosa, o garoto havia acabado de tomar banho quando foi mexer no aparelho e foi eletrocutado. Ela, porém, não soube precisar se ele estava colocando o celular para carregar ou se o telefone já estava ligado à tomada. Após sofrer a descarga elétrica, o adolescente foi levado para o hospital, mas não resistiu.

João Lucas Teresina

Adolescente morre eletrocutado ao ligar carregador de celular na tomada em Teresina

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FONTE: O Tempo.


Maior tenista da história do Brasil, Maria Esther Bueno morre aos 78 anos

Ex-número 1 do mundo e detentora de 19 títulos de Grand Slam, entre simples e duplas, paulistana faleceu nesta sexta-feira vítima de um câncer

Ao longo de sua premiada carreira, Maria Esther Andion Bueno ficou conhecida como a Bailarina do Tênis. A alcunha fez jus à plasticidade de seu jogo gracioso e à habilidade com a raquete. A verdade, no entanto, é que a maior jogadora do país em todos os tempos foi além: quebrou paradigmas, brilhou em um esporte em que o Brasil tinha pouca representatividade, ganhou notoriedade no círculo mais restrito do esporte e deixou um legado indelével. Sua vida poderia ganhar muitos outros adjetivos. Maria Esther foi uma vencedora, única e formidável. Lendária. A ex-tenista, um dos grandes nomes da história do esporte brasileiro, repousou nesta sexta-feira, 8 de junho, aos 78 anos, vítima de um câncer.

Ela estava internada no Hospital Nove de Julho, na capital paulista. Ela não teve filhos. A morte foi confirmada pelo sobrinho de Maria Esther, Pedro Bueno. O velório acontece neste sábado, de 8h às 15h, no salão oval do palácio do governo de São Paulo.

No ano passado, Maria Esther havia retirado um câncer do lábio, mas o tumor se espalhou para a garganta. Ela, então, passou por sessões de radioterapia no Hospital Albert Einstein e apresentou melhora no quadro. Entretanto, a situação se agravou no último mês de abril. Enquanto jogava tênis – hobby que nunca deixou de praticar -, sentiu dores e, de início, pensou se tratar de uma lesão. Mas após uma visita ao médico e novos exames, se descobriu que um novo câncer havia se espalhado por outros órgãos do corpo. A ex-jogadora optou por não fazer quimioterapia. Desde então, ela vinha sendo tratada com imunoterapia. Maria Esther continuava lúcida e, na terça-feira, chegou a assistir ao jogo entre Novak Djokovic e o italiano Marco Cecchinato pelas quartas de final de Roland Garros.

Com 19 títulos de Grand Slam, Maria Esther Bueno é considerada a maior tenista brasileira de todos os tempos, tendo alcançado o posto de número 1 do mundo em quatro temporadas (1959, 1960, 1964 e 1966). Ela conquistou o seu 1º título de Grand Slam em Wimbledon, em 1959, aos 19 anos. Em 1960, ganhou os quatro Grand Slams de duplas ao vencer na Austrália, com Christine Truman, e em Wimbledon, Roland Garros e no Aberto dos Estados Unidos, todos em parceria com Darlene Hard. No total, ganhou 589 títulos ao longo de sua carreira. Ela entrou para o hall da fama em 1978.

Primeiro título em Wimbledon veio aos 19 anos

Maria Esther Bueno começou a jogar tênis de maneira despretensiosa, em companhia do irmão mais velho, Pedro, no Clube de Regatas Tietê, na zona norte de São Paulo. Ambos foram levados ao esporte pelo pai, Pedro Augusto, sócio número 5 do Tietê, que tinha o tênis como maior paixão embora trabalhasse como tesoureiro.

A proximidade do clube, que ficava a uma calçada de distância da casa da família, e a empolgação do pai com o esporte elitista influenciaram Maria Esther de maneira profunda – ela só descobriria o quanto no futuro, quando desfilaria suas artes na Inglaterra. No Tietê, ela lapidou seu backhand de uma mão e um jogo de rede agressivo, suas marcas registradas. Gostava de contar que era auto-didata em quase tudo no que dizia respeito ao tênis.

Em 1954, então com apenas 14 anos, o baile realmente começou. Maria Esther ganhou o título brasileiro contra rivais muito mais velhas na época. Três anos depois, conquistou o importante torneio Orange Bowl, para tenistas júnior, na Flórida. Curiosamente, ela havia conseguido viajar para a competição graças a uma passagem, somente de ida, fornecida pelo clube. A dificuldade só fez reforçar a trajetória gloriosa que veio a seguir.

Entre 1958 e 1977, quando se aposentou oficialmente, Maria Esther Bueno – cujo nome fãs e personalidades estrangeiras encurtaram para Maria Bueno – ergueu 71 troféus, dos quais 19 em campeonatos do Grand Slam: sete em simples, 11 em duplas e um em duplas mistas. O palco em que mais brilhou foi justamente o mais antigo e importante de todos: Wimbledon. Na grama sagrada do All England Lawn Tennis and Croquet Clube, em Londres, ela amealhou três taças em simples (1959, 1960 e 1964) e outras cinco em duplas (1958, 1960, 1963, 1965 e 1966). O primeiro título de Grand Slam veio aos 19 anos.

Tamanho sucesso levou a menina que batia bola às margens do Rio Tietê a lugares impensáveis. Primeiro a alçou ao posto de número 1 do ranking mundial em 1959. Com o sucesso, ganhou em apelo popular a ponto de virar selo dos Correios em homenagem às suas vitórias em Wimbledon.

Em meados da década de 1960, ela estava no auge. E chegou à sua cidade natal para a disputa dos Jogos Pan-Americanos de 1963 como grande estrela do evento. Antes de ganhar o ouro nas simples e ser prata nas duplas, a brasileira teve de driblar um incidente inusitado, do qual costumava rir.

– A principal recordação foi de um acontecimento um dia antes do início dos Jogos. Tinha ganhado um filhote de cachorro e estávamos brincando quando acidentalmente ele mordeu minha mão direita e rasgou bastante a parte interna de um dos dedos. Foi preciso fazer vários pontos e visitas diárias ao hospital durante o torneio para que eu pudesse jogar (com muita dificuldade para segurar a raquete) a semana toda. Os jogos foram todos relativamente fáceis e na final venci uma ex-campeã de Roland Garros, uma das melhores jogadoras mexicanas e especialista em quadras de saibro, Yolanda Ramirez, por 6/3 e 6/3 – disse ela em entrevista à “Folha de S.Paulo”, em 2003.

Maria Esther Bueno durante bate-bola no Rio Open, em 2014 (Foto: Reprodução)

Maria Esther Bueno durante bate-bola no Rio Open, em 2014 (Foto: Reprodução)

O fenômeno não foi maior apenas porque Maria Esther atuou em uma época sem ferramentas de comunicação tão eficientes e quando os torneios eram amadores. A profissionalização do tênis foi sedimentada em 1968, com mudanças nas regras de premiação que inauguraram a chamada era aberta. A brasileira, já acometida por lesões nos braços e pernas, competiu pouco depois disso. Fez algumas exibições e conquistou um único título, o Aberto do Japão de 1974.

A distância das quadras não fez com que fosse menos reverenciada por seus pares e pelo mundo. Em 1978, foi indicada ao Hall da Fama do tênis. Além dela, somente Gustavo Kuerten recebeu a honraria, em 2012 – enquanto via o tricampeão de Roland Garros entrar para a elite do esporte, teve de lidar com a perda do irmão, Pedro, que a ajudara nos tempos de Clube Tietê e de quem era muito próxima. Há quatro anos, Maria Esther também recebeu a Medalha Anchieta e o Diploma de Gratidão de São Paulo, as mais altas distinções da cidade em que nasceu. No ano seguinte, recebeu homenagem na abertura do Centro Olímpico de Tênis dos Jogos Olímpicos do Rio.

– Eu não tenho palavras para expressar a minha gratidão e o quanto eu estou feliz. Este é um dos dias mais felizes de minha vida e, sem dúvida, uma das maiores homenagens que eu já recebi em vida. Fico tremendamente emocionada. Não posso nem dizer o quanto significa ter conseguido colocar meu nome em um estádio tão maravilhoso, um estádio olímpico. Tenho certeza que as Olimpíadas no Brasil serão as melhores do mundo. Todos perguntavam se os Jogos iam ficar prontos, ninguém confiava na gente – disse ela em 2015.

Maria Esther Bueno em Wimbledon, em 1966 (Foto:  Leonard Burt/Getty Images)Maria Esther Bueno em Wimbledon, em 1966 (Foto:  Leonard Burt/Getty Images)

Maria Esther Bueno em Wimbledon, em 1966 (Foto: Leonard Burt/Getty Images)

A ex-tenista foi garota-propaganda de um dos patrocinadores da Olimpíada do Rio e conduziu a chama olímpica no revezamento da tocha em julho de 2016. Também participou da cerimônia de encerramento do megaevento, onde carregou a bandeira brasileira antes da execução do hino nacional (veja vídeo abaixo).

Em meio às ações como embaixadora, nas duas últimas décadas ela começou a divulgar o esporte em que brilhou. Tornou-se comentarista da TV Globo/SporTV e da rede britânica BBC. Em fevereiro deste ano, ela participou da transmissão do SporTV do Rio Open.

Maria Esther costumava afirmar que gostava de dar informações sobre os bastidores dos atletas, dos eventos e do jogo em vez de fazer uma análise ponto a ponto das partidas. Faz todo o sentido para alguém que fez do tênis um balé. Ou uma poesia. Ou uma elegante fantasia. Tudo se encaixa na descrição que inúmeros especialistas da modalidade fizeram ao longo de décadas de Maria Esther Bueno, agora ícone eterno do esporte brasileiro.

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FONTE: G1.


Humorista Agildo Ribeiro morre aos 86 anos no Rio

Ator estava em casa, no Leblon, e sofria de problemas cardíacos

 
Morreu neste sábado, aos 86 anos, no Leblon, Rio de Janeiro, o humorista Agildo Ribeiro. De acordo com a Rede Globo, emissora em que ele trabalhava, o ator sofria de problemas cardíacos.
Conhecido como “Capitão do riso”, Agildo da Gama Barata Ribeiro Filho começou no teatro de revista, passou pelo rádio e se tornou conhecido pelos personagens cômicos na televisão. A última atuação dele foi no programa “Tá no Ar: a TV na TV”.
Nascido no Rio de Janeiro em 26 de abril de 1932, o ator estava na televisão desde a década de 1960. Segundo informações da emissora, ele estrelou shows e humorísticos como Chico City, Satiricom, Planeta dos Homens, Estúdio A… Gildo, Escolinha do professor Raimundo e Zorra Total.
Filho do político Agildo Barata, Agildo foi casado cinco vezes. Suas esposas foram mulheres famosas como Consuelo Leandro e Marília Pera, mas passou 35 anos casado com a bailarina e também atriz Didi Barata Ribeiro, falecida em 2009.
Agildo foi o primeiro ator a ter interpretado João Grilo, o personagem central da peça de Ariano Suassuna Auto da Compadecida.
Um humorista de enorme sucesso nos anos 70 tanto no Brasil como em Portugal, co-estrelou diversos programas de humor da Rede Globo ao lado de Jô Soares, Paulo Silvino e Chacrinha. Naquela fase, o seu programa mais famoso foi Planeta dos Homens.
Relembre trabalhos do artista que fez sucesso na TV e no teatro 

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FONTE: Estado de Minas.


Atriz Tônia Carrero morre aos 95 anos no Rio de Janeiro

Atriz teve parada cardíaca durante cirurgia

Uma das atrizes mais consagradas do Brasil, Tônia integrou o elenco de 54 peças, 19 filmes e 15 novelas. Ela teve uma parada cardíaca durante cirurgia, segundo a neta, Luísa Thiré.


Morre a atriz Tônia Carrero aos 95 anos

A atriz Tônia Carrero , um dos ícones da televisão brasileira, morreu por volta das 22h15 deste sábado (3), aos 95 anos, no Rio de Janeiro.

Tônia Carrero, cujo nome de nascimento é Maria Antonietta Portocarrero Thedim, passava por uma pequena cirurgia em uma clínica particular na Gávea, na Zona Sul do Rio de Janeiro, quando teve uma parada cardíaca e não resistiu, segundo a família da atriz.

Ela tinha sido internada na sexta (2) com uma úlcera no sacro e morreu durante procedimento médico, afirmou a neta da atriz Luísa Thiré, à GloboNews. Luísa também disse que o velório deve ocorrer neste domingo (4) e a avó deve ser cremada na segunda-feira (5).

O local e detalhes do velório ainda não foram definidos pela família.

A atriz Tônia Carrero fez parte do elenco de 54 peças, 19 filmes e 15 novelas (Foto: Divulgação)A atriz Tônia Carrero fez parte do elenco de 54 peças, 19 filmes e 15 novelas (Foto: Divulgação)

Tônia é a matriarca de uma família que tem quatro gerações de artistas: além do único filho, o ator Cécil Thiré, netos e bisnetos também seguiram a carreira. Ela é classificada pelo projeto Brasil Memória das Artes, da Funarte, como “diva e dama” e “referência de beleza, inteligência e talento na história do teatro brasileiro”.

54 peças, 19 filmes e 15 novelas

Uma das atrizes mais consagradas do Brasil, Tônia é conhecida por inúmeros papéis marcantes – como Stella Fraga Simpson, em “Água Viva” (1980), e a Rebeca, de “Sassaricando” – e integrou o elenco de 54 peças, 19 filmes e 15 novelas.

Sua última novela foi “Senhora do Destino” (2004), de Aguinaldo Silva, na qual fez uma participação especial. No cinema, sua última aparição foi em “Chega de Saudade” (2008).

Grande homenageada do Prêmio Shell de 2008, Tonia atuou no teatro pela última vez em 2007, em ‘Um Barco Para o Sonho’, de Alexei Arbuzov, peça produzida pelo filho Cécil e dirigida pelo neto Carlos Thiré.

Tônia começou na televisão na década de 60, a convite do autor Vicente Sesso, para fazer “Sangue do Meu Sangue” ao lado de Fernanda Montenegro e Francisco Cuoco. A novela do diretor Sérgio Britto foi exibida em 1969 pela TV Excelsior.

Formada em educação física

Filha de Hermenegildo Portocarrero e Zilda de Farias Portocarrero, Maria Antonieta Portocarrero Thedim nasceu em 23 de agosto de 1922, em uma família de militares, e se formou em educação física em 1941.

Sua formação artística foi obtida em cursos em Paris, para onde foi com seu então marido, o artista plástico e diretor de cinema Carlos Arthur Thiré. Lá, teve aula com grandes atores, dentre eles Jean-Louis Barrault.

Em seu retorno ao Brasil, aos 25 anos, estrelou seu primeiro filme, “Querida Suzana”, de Alberto Pieralise. ao lado de Anselmo Duarte, Nicette Bruno e da bailarina Madeleine Rosay.

Tônia Carrero e Paulo Autran em 'Seis Personagens à Procura de um Autor', de Luigi Pirandello, 1959. Direção: Adolfo Celi. (Foto: Cedoc/Funarte)Tônia Carrero e Paulo Autran em 'Seis Personagens à Procura de um Autor', de Luigi Pirandello, 1959. Direção: Adolfo Celi. (Foto: Cedoc/Funarte)

Tônia Carrero e Paulo Autran em ‘Seis Personagens à Procura de um Autor’, de Luigi Pirandello, 1959. Direção: Adolfo Celi.

Dois anos depois, em 1949, subiu aos palcos pela primeira vez em “Um Deus Dormiu Lá em Casa”, com Paulo Autran. A produção havia sido realizada pelo Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), em São Paulo, sob direção artística de Adolfo Celi – segundo marido de Tônia.

Nos anos seguintes, estrelou inúmeras peças do TBC, como “Amanhã, se Não Chover” (1950), de Henrique Pongetti; e “Uma Mulher do Outro Mundo” (1954), de Noel Coward; “Otelo” (1956), de Shakespeare; “Entre Quatro Paredes” (1956), de Jean-Paul Sartre; e “Seis Personagens à Procura de um Autor” (1960), de Luigi Pirandello.

Grande beleza

Sua beleza chamava a atenção de diversos diretores de cinema. Assim, a convite do empresário Franco Zampari, ela integrou a Cia Cinematográfica Vera Cruz, da qual tornou-se um dos rostos mais conhecidos.

Foi protagonista de “Apassionata” (1952), de Fernando de Barros; “Tico-tico no Fubá” (1952), de Adolfo Celi; e “É Proibido Beijar” (1954), de Ugo Lombardi.

Em 1967, ela se despede da imagem sofisticada e mergulha no universo de Plínio Marcos em “A Navalha na Carne”. Ao lado de Emiliano Queiroz e Nelson Xavier, e sob a direção de Fauzi Arap, vive a prostituta Neuza Suely. A montagem incomodou a ditadura militar, se tornou um dos espetáculos mais aplaudidos da temporada e foi um divisor de águas na sua carreira.

Carreira na televisão

Um de seus personagens mais marcantes foi a sofisticada e encantadora Stella Fraga Simpson, em “Água Viva” (1980), de Gilberto Braga. Tônia viria a trabalhar novamente com o autor em 1983, na novela “Louco Amor”, desta vez interpretando Mouriel.

Em 1978, integrou o elenco de “Quem Tem Medo de Virgínia Wolf”, de Edward Albee, com direção de Antunes Filho. Em 1984, subiu aos palcos para encenar o espetáculo “A Divina Sarah”, de John Murrell, com direção de João Bethencourt.

Três anos depois, viveu mais um personagem marcante na TV: Rebeca, de “Sassaricando”. Em 2000, também na Rede Globo, interpretou Mimi Melody em “Esplendor”, de Ana Maria Moretzsohn.

 TV Globo/Joao Miguel Jr

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FONTE: G1.


Mort Walker, o criador do Recruta Zero, morre aos 94 anos

Walker, que desenhou a tirinha diária por 68 anos, morreu neste sábado em Stamford, Connecticut. Os filhos Brian and Greg, que o auxiliavam, continuarão a produzir a famosa tirinha diária.


O cartunista Mort Walker, criador da tirinha ‘Recruta Zero’, morreu aos 94 anos de pneumonia, segundo o jornal “The Washington Post”.

Walker morreu neste sábado (27) em sua casa em Stamford, Connecticut.

A morte foi confirmada pelo presidente da Sociedade Nacional de Cartunistas dos Estados Unidos, Bill Morrison.

Ele desenhou a tirinha diária por 68 anos, mais do que qualquer outro cartunista americano, segundo o jornal.

A estreia do “Recruta Zero” (“Beetle Bailey”, em inglês) foi em 1950, e a tirinha alcançou 200 milhões de leitores em 1,8 mil jornais em mais de 50 países, incluindo o Brasil.

O cartunista Mort Walker desenha o ‘Recruta Zero’ em foto de 1993 (Foto: Ray Fairall/Associated Press)

Zero é um recruta preguiçoso que é perseguido no Exército, mas sempre encontra uma forma de escapar do trabalho.

A tirinha foi licenciada para livros, televisão, jogos e brinquedos e chegou a virar até selo do serviço postal americano em 2010.

Os filhos Brian and Greg, que auxiliam Walker em seu trabalho desde a década de 1970, continuarão a produzir a tirinha diária, segundo o “Washington Post”.

O cartunista Mort Walker com os personagens da tirinha 'Recruta Zero' em foto de 1990 (Foto: Bob Daugherty/Associated Press)

O cartunista Mort Walker com os personagens da tirinha ‘Recruta Zero’ em foto de 1990

O cartunista Mort Walker desenha o 'Recruta Zero' em foto de 1993 (Foto: Ray Fairall/Associated Press)

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FONTE: G1.


Aos 91 anos, morre o escritor Carlos Heitor Cony

Escritor teve falência múltipla dos órgãos; ele estava internado no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro

O escritor e jornalista Carlos Heitor Cony morreu na noite de sexta-feira, 5, de falência múltipla de órgãos. Membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), ele estava com 91 anos. Cony estava internado no Hospital Samaritano no Rio e sua morte foi confirmada pela Companhia das Letras, editora que atualmente lançava seus livros.

Membro da Academia Brasileira de Letras, Carlos Heitor Cony nasceu no Rio em 1926. Sua estreia na literatura se deu com os romances A Verdade de Cada Dia e Tijolo de Segurança. Lançados em 1957 e 1958, os dois livros receberam o Prêmio Manuel Antônio de Almeida – abrindo uma carreira de distinções literárias que mais tarde incluiriam o Prêmio Jabuti (em 1996, 1998 e 2000) e o Prêmio Machado de Assis, em 1996, pelo conjunto da obra, além da comenda de Artes e Letras concedida em 2008 pelo governo francês

Antes da estreia na ficção, ele iniciara a vida profissional como jornalista – função que nunca abandonaria. Em 1952, entrou para o Jornal do Brasil e mais tarde foi redator do Correio da Manhã. Foi preso diversas vezes durante a ditadura militar. E, em 2004, o Ministério da Justiça concedeu a ele uma pensão vitalícia de R$ 23 mil, valor correspondente ao salário que receberia como redator-chefe de uma publicação. Após deixar o Correio da Manhã, entrou para a Manchete, onde atuou também no departamento de teledramaturgia, participando de projetos como as novelas A Marquesa de Santos e Dona Beija.

Em meados dos anos 60, Cony já tinha 8 livros publicados – além de ficção, coletâneas de crônicas. “Todos eram romances de forte afirmação do individualismo, numa época e num país com pouca tolerância para com individualismos. As esquerdas viam Cony com desconfiança, apesar de seus livros saírem por uma editora sobre a qual não restava a menor dúvida: a Civilização Brasileira, de Ênio Silveira, um homem ligado ao Partido Comunista. Ênio podia não concordar com Cony quanto à linha apolítica e alienada que imprimia a seus romances, mas não abria mão de tê-lo entre seus editados. Cony era talvez o maior escritor profissional do Brasil – produzia um romance por ano, firmara um público certo e não dava bola para os críticos”, escreveu Ruy Castro sobre o autor no Estado no final dos anos 90.

Em 1967, no entanto, lançaria um livro seminal em sua trajetória: Pessach, a Travessia. A obra retrata um escritor carioca que, em pleno regime militar, rejeita qualquer tipo de posição política mais radical, assim como renega sua origem judaica. Pouco depois de completar 40 anos, no entanto, acaba se comprometendo, involuntariamente, com questões políticas. O livro continha crítica dura ao Partido Comunista. Em 1999, o autor voltaria ao tema com Romance Sem Palavras, no qual continuava a história do escritor Paulo.

Ditadura

Em entrevista publicada no Caderno 2 do jornal O Estado de S. Paulo em 2008, Cony relembrou o período da ditadura ao falar do romance O Ventre – e tratar da melancolia e do pessimismo que são normalmente associados à sua obra, influência, naquele instante, do pensamento de Sartre. “Havia nessa época um tom exagerado de bossa nova, de desenvolvimento, que não me encantava. Da mesma forma que não aderi à literatura engajada que surgiu depois da Revolução de 1964, mesmo depois de preso pelos militares. Nessa época, escrevi Antes, o Verão, um romance completamente alienado, sem nenhum referência política, assim como Balé Branco, que veio em seguida. Mesmo Pilatos, que saiu em 1973, quando a situação continuava difícil. É curioso que alguns críticos entenderam ao contrário, identificando o homem castrado do romance como uma alusão ao que viviam os cidadãos, alijados politicamente. Mas não era nenhuma metáfora para mim. Minha crítica aberta estava nos textos que escrevia para os jornais, especialmente o Correio da Manhã”, disse.

Pilatos é ainda hoje considerado por muitos o grande livro de Cony – inclusive pelo próprio autor. Lançado em 1973, narra a história de um homem que, após sofrer um acidente, vaga pelas ruas do Rio com o órgão sexual mutilado em um jarro, encontrando diferentes personagens pelo caminho. Havia na obra uma sátira sobre a situação política e a contestação no Brasil. E o autor, feliz com o resultado, decidiu abandonar a escrita de romances. Foi o que fez, ao menos pelos próximos 20 anos, até a publicação, em 1995, de Quase Memória.

Nele, o escritor explora território nem sempre claro que existe entre a ficção e a memória – e o faz a partir das lembranças que têm do pai. O cineasta Ruy Guerra trabalha há anos na adaptação para o cinema da obra e, em 1996, em texto publicado no caderno Cultura, explicaria como a relação entre pais e filhos o levou à produção. “Houve mesmo uma vez que cheguei a aflorar o assunto e dediquei-lhe um rápido parágrafo, quando falava de algumas lembranças da minha juventude. Só que depois achei que ele merecia mais, e melhor, e resolvi deixar para outra ocasião. Só que agora a questão se tornou muito mais difícil. Surgiu um livro. Um livro magnífico, que conta as aventuras de um pai que faz lembrar o meu. Talvez por isso me tenha tocado tão profundamente o seu humor e sua ternura. Quase Memória é o livro que eu gostaria de ter escrito sobre o meu pai. Como escrever agora algo sobre a matéria? Só me resta aceitar a sabedoria do destino, fazer um filme com o seu romance, e assim cumprir a minha promessa de infância, de outro modo, sob uma outra forma, com um outro pai.”

Relações humanas

Ainda que toque em temas políticos, a obra de Cony tem como foco, antes de mais nada, as relações humanas – e, em direção ao final da vida, essas relações se transformam na possibilidade de reencontro. Quase Memória, na aproximação que o autor tenta com a figura paterna, faz parte desse processo, assim como A Casa do Poeta Trágico, lançado em 1997, que evoca a ideia de que todo homem tem a capacidade de distinguir entre o bem e o mal, mas nem sempre a sabedoria de se decidir por um ou outro. Como coloca o professor gaúcho Antonio Hohlfedt, em texto publicado na edição dos Cadernos de Literatura Brasileira dedicada a Cony, o autor lança mão de recursos memorialísticos para contar histórias da classe média urbana, no quadro da falência da família e da busca da identidade e do sentimento de vazio dos narradores”, dentro do conceito de que “a literatura é um modo de resistência”.

O modo como tratou esses temas deu ao autor a pecha de pessimista inveterado. O jornalista Zuenir Ventura, amigo do escritor, discordaria, no entanto, em texto também publicado nos Cadernos de Literatura Brasileira. “Desconfiem do auto-proclamado Cony pessimista e muito menos acreditem no Cony cínico. Ou melhor, acreditem, mas considerem que é uma atitude filosófica, moral, intelectual, uma visão do mundo que é desmentida a cada dia por sua prática de vida. Gozador, ele deve se divertir com o efeito sobre os outros da imagem que criou de pessimista, mal-humorado e rabugento.”

Cronista. O jornalista e escritor Carlos Heitor Cony, que estará hoje na cidade

Na mesma entrevista de 2008 citada acima, Cony falava dos problemas de saúde – “Segundo Ruy Castro, eu já me tornei o mais antigo doente terminal do Brasil” – e da falta de disposição para escrever novos romances. De lá para cá, a Alfaguara realizou trabalho de reedição de suas obras – mas Cony se dedicaria apenas ao jornalismo, seja nas colunas que publicava no jornal Folha de S. Paulo, seja na publicação de reuniões de crônicas. “Com 60 anos de carreira jornalística, é só abrir a gaveta e sacar alguma”, brincava.

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FONTE: O Tempo.



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