Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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Adolescente morre eletrocutado ao colocar o celular para carregar em Montes Claros

A vítima chegou a ser socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu

Um garoto, de 13 anos, morreu após receber um choque elétrico ao colocar um telefone celular para carregar em Montes Claros, no Norte de Minas. O fato aconteceu na noite de sexta-feira, no Bairro Santa Rita 2, próximo ao Décimo Batalhão da Polícia Militar (BPM).
A vítima chegou a ser socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de de Urgência e Emergência (Samu), que tentou reanimá-la. Mas, não resistiu e morreu no local. De acordo com moradores, o menino teria colocado o celular com o recarregador ligado à tomada, ao
mesmo tempo com o fone no ouvido. Nesse momento teria sofrido o choque elétrico. Essa informação não consta no boletim de ocorrência da Polícia Militar.

De acordo com o registro da PM, ao ligar o carregador do celular a tomada, o menino recebeu a descarga elétrica e teve uma parada cardíaca. O Samu foi chamado. Quando a ambulância chegou ao local, o pai da criança saiu à porta da casa com o filho nos braços.

Os socorristas tentaram reanimar o menino, que não resistiu. A perícia esteve no local e recolheu o aparelho celular e o carregador.

Mortes no Brasil

Em outubro deste ano, o Estado de Minas mostrou que ao menos 23 mortes foram registradas no Brasil em acidentes com celulares. Os números são da Associação Brasileira de Conscientização dos Perigos de Eletricidade (Abracopel). Em Minas Gerais, até então, havia o registro de dois incêndios, mas sem mortes.

Veja o que evitar na hora de carregar o celular

– Usar o aparelho ligado à tomada: principalmente em caso de tempestades com descarga elétrica, o usuário pode levar um choque, assim como quando sai do banheiro ou da piscina descalço e/ou com o corpo molhado. O mesmo vale para o carregador portátil (power bank). O uso do celular conectado à tomada pode gerar um superaquecimento e até explodir a bateria. Se precisar usar, desconecte o aparelho. Também evite as extensões

– Carregar o celular em lugares com água ou objetos inflamáveis: não se pode deixar o celular carregando sobre superfícies em contato com a água, como banheiros e cozinhas, e propícios a incêndios, como as camas, banco do carro, perto de cortinas, objetos de madeira ou outros que propaguem fogo. Escolha superfícies lisas e em locais arejados

– Usar acessórios piratas: os produtos não costumam ter itens fundamentais para a segurança de quem usa e não têm controle de qualidade. Falhas internas podem gerar curto circuito e o barato acaba saindo caro

– Carregar o celular com a capinha: a capa dos aparelhos acaba fazendo o papel de um cobertor, impedindo a troca de temperatura do aparelho com o ambiente, resultando em superaquecimento, que pode causar incêndio ou explosão

– Usar celular muito aquecido: alguns aparelhos costumam esquentar durante o uso, mesmo sem estar conectados a um carregador. Nesse caso, a pessoa pode usar um app que suspende ações em segundo plano. Se não resolver, desligue o aparelho, tire a capinha ou até retire a bateria se possível. Quando a temperatura normalizar, volte a usar

– Tomadas com defeito: o contato pode danificar o aparelho ou causar choque elétrico

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FONTE: Estado de Minas.


Celulares já mataram 23 no Brasil: especialistas apontam principais vilões na hora do carregamento

Caso de adolescente morta por explosão assustou usuários de smartphones pelo mundo. Em 2018, foram registrados 41 acidentes, dois deles em Minas. Produtos piratas e superaquecimento podem causar problemas graves


A morte de uma adolescente de 14 anos no Cazaquistão por causa da explosão da bateria de um celular, que ela deixou embaixo do travesseiro, chamou a atenção dos brasileiros por causa dos riscos envolvendo os aparelhos. Em 2018, 23 pessoas morreram no país em 41 acidentes envolvendo carregadores. Os números são da Associação Brasileira de Conscientização dos Perigos de Eletricidade (Abracopel). Em Minas Gerais, foram registrados dois incêndios, mas sem mortes. Especialistas alertam que as pessoas precisam estar atentas a uma série de fatores na hora de carregar os smartphones e apontam quais são os maiores riscos.
Sediada em São Paulo, a Abracopel trabalha para identificar as causas do aumento no número de ocorrências envolvendo celulares no Brasil. “Em 2016 nós registramos um acidente, em 2017 dois, e em 2018 começamos o ano com diversos acidentes. A coisa subiu assustadoramente e foi quando começamos a avaliar, verificar o que está acontecendo. Ainda é pequeno se considerar o número de celulares no país, mas vem aumentando vertiginosamente”, explica o engenheiro eletricista e diretor-executivo da Abracopel, Edson Martinho.
Com base nas ocorrências levantada pela associação, Martinho aponta um conjunto de fatores. “O primeiro deles é a utilização de carregadores não originais. Os mais simples, que são os mais baratos, retiram um dispositivo de segurança. Se houver aquecimento, excesso de corrente ou pico, pode levar o celular a aquecer demais, explodir ou transferir a tensão para o aparelho”.
Nas ruas de Belo Horizonte e outros municípios, não é difícil encontrar ambulantes ou pequenas lojas comercializando acessórios piratas para smartphones, principalmente os cabos e carregadores. Para explicar a diferença entre os equipamentos originais e os alternativos, o diretor da Abracopel faz uma analogia com as caixas d’água. “Ela tem uma boia e, quando chega no topo, fecha a entrada de água e não transborda. O carregador do celular é um limitador de corrente. Quando vai chegando ao final do carregamento, ele vai diminuindo a carga dentro da bateria”. É possível observar que quando um celular está  conectado à tomada há um aumento de temperatura, mas quando a carga é completa o equipamento esfria. Segundo Martinho, os carregadores pirata sem a limitação de corrente continuam mandando eletricidade para o aparelho, daí o perigo da sobrecarga.
“Dentro do nosso universo de acidentes, computamos vários envolvendo colocar e retirar da tomada com os pés descalços, e tem as baterias ou carregadores não originais com aquecimento excessivo. A bateria é uma bomba relógio. Aquilo vai esquentando, não tem por onde dissipar o calor e vira uma bomba”, relata o engenheiro eletricista, que também ressalta que é preciso ter cuidado com a rede dos imóveis. “A parte elétrica tem que ser sempre revisada, a cada cinco anos pelo menos, não só por causa do celular, mas todos os equipamentos”, enfatiza.
Na ocorrência no Cazaquistão,  Alua Asetkyzy Abzalbek, que morava em Bastobe, dormia na hora do incidente. De acordo com informações do Daily Mail, a adolescente foi para a cama escutando música. A perícia detectou que uma sobrecarga foi a causa do acidente: o telefone estava conectado à tomada e esquentou até explodir perto da cabeça da adolescente.
Em maio do ano passado, celular carregando sobre a cama explodiu, incendiou casa e deixou idosos feridos em Belo Horizonte

Atenção à bateria

O engenheiro de Segurança do Trabalho da Cemig, Demétrio Aguiar, destaca que a bateria do celular, principalmente em aparelhos antigos, pode colocar o usuário em risco. “O aparelho tem uma vida útil. Existe a obsolescência programada, porque daqui a dois anos vai surgir um modelo melhor. A bateria, que duraria um dia ou um dia e meio começa a durar três ou quatro horas. Só que algumas baterias não trocam, ficam dentro do aparelho, e tem também o shopping popular que importa bateria parecida ou paralela que não tem o mesmo controle do fabricante, tem expectativa menor, não vai funcionar direito”, analisa.

Ele cita uma situação comum na rotina de usuários de todas as idades atualmente. “A pessoa fica na rede social muito tempo, liga o carregador, troca de mão porque está muito quente. A bateria tem uma quantidade significativa de energia porque o processamento dos aparelhos modernos é muito intenso, é um minicomputador poderoso”, diz. “Os elementos ficam prensados dentro da cápsula que é a bateria e tudo que é aquecido se dilata. Pode ocorrer deformação dessa bateria a ponto de não conter os elementos químicos dentro e explodir. Ela pode provocar um curto entre os polos que produzirá centelha suficiente para pegar fogo. A explosão em si já tem o efeito mecânico de projeção do produto químico atingindo o rosto e as mãos da pessoa. Pode ter queimadura pelo fogo e pelo elemento químico. Pode ser uma queimadura grave”, explica Aguiar.

Cuidado com as tomadas

Além de procurar usar assessórios originais e evitar “esquecer” o aparelho conectado por longas horas ou durante o sono, Demétrio Aguiar alerta que é preciso se preocupar com onde o smartphone será carregado, principalmente em locais públicos, como shoppings e aeroportos. Tomadas com defeitos e instalações elétricas de má qualidade podem danificar o aparelho, causar choques ou incêndios. “A instalação elétrica tem que ser revisada, com materiais de boa qualidade. Já precisei de tomada de aeroporto, você conecta ali e está tão bambo que parece que colocaram algo nos pinos, fica mal conectado. Há casos em que a pessoa fica segurando o carregador com uma mão e o aparelho na outra (na tomada).  Quando a tomada está com mal contato ele dá ‘curto’ várias vezes. Isso provoca mal funcionamento do carregador”, avisa.
Assim como Edson Martinho, da Abracopel, Aguiar reforça que a rede elétrica e as tomadas precisam de manutenção periódica. Ele ainda recomenda a instalação de um Diferencial Residual (DR) no quadro de energia das residências. Ele desliga o circuito ao detectar fugas de corrente elétrica, evitando que as pessoas levem choques.

Veja o que evitar na hora de carregar o celular

– Usar o aparelho ligado à tomada: principalmente em caso de tempestades com descarga elétrica, o usuário pode levar um choque, assim como quando sai do banheiro ou da piscina descalço e/ou com o corpo molhado. O mesmo vale para o carregador portátil (power bank). O uso do celular conectado à tomada pode gerar um superaquecimento e até explodir a bateria. Se precisar usar, desconecte o aparelho. Também evite as extensões
– Carregar o celular em lugares com água ou objetos inflamáveis: não se pode deixar o celular carregando sobre superfícies em contato com a água, como banheiros e cozinhas, e propícios a incêndios, como as camas, banco do carro, perto de cortinas, objetos de madeira ou outros que propaguem fogo. Escolha superfícies lisas e em locais arejados
– Usar acessórios piratas: os produtos não costumam ter itens fundamentais para a segurança de quem usa e não têm controle de qualidade. Falhas internas podem gerar curto circuito e o barato acaba saindo caro
– Carregar o celular com a capinha: a capa dos aparelhos acaba fazendo o papel de um cobertor, impedindo a troca de temperatura do aparelho com o ambiente, resultando em superaquecimento, que pode causar incêndio ou explosão
– Usar celular muito aquecido: alguns aparelhos costumam esquentar durante o uso, mesmo sem estar conectados a um carregador. Nesse caso, a pessoa pode usar um app que suspende ações em segundo plano. Se não resolver, desligue o aparelho, tire a capinha ou até retire a bateria se possível. Quando a temperatura normalizar, volte a usar
– Tomadas com defeito: o contato pode danificar o aparelho ou causar choque elétrico

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FONTE: Estado de Minas.



O jornalista, apresentador e radialista Ricardo Boechat morreu no início da tarde desta segunda-feira (11), aos 66 anos, em São Paulo.

Boechat era apresentador do Jornal da Band e da rádio BandNews FM e colunista da revista IstoÉ. Ele também trabalhou nos jornais “O Globo”, “O Dia”, “O Estado de S. Paulo” e “Jornal do Brasil” e foi comentarista no Bom Dia Brasil, da TV Globo.

Ele estava dando uma palestra em Campinas, no interior do estado, e retornava a São Paulo nesta segunda, de acordo com jornalistas da TV Band.

A aeronave era um Bell Helicopter, fabricado em 1975. Com capacidade para cinco pessoas, sendo um piloto e quatro passageiros, esse tipo de aeronave é considerado seguro.

 Ricardo Boechat, em foto de março de 2006 — Foto: José Patrício/Estadão Conteúdo/Arquivo

Acidente

O chamado de socorro foi feito às 12h14. A queda ocorreu perto do quilômetro 7 do Rodoanel, sentido Castelo Branco. De acordo com a CCR Rodoanel Oeste, que administra o Rodoanel, houve uma terceira vítima com ferimentos, o motorista do caminhão.

Segundo informações iniciais, o helicóptero saiu do hangar Sales, no Campo de Marte, na Zona Norte da capital paulista, que ficou destelhado após um vendaval nas últimas semanas.

Foram enviadas ao menos 11 viaturas para o local. A Polícia Rodoviária Estadual informou que a alça de acesso do Rodoanel à Rodovia Anhanguera precisou ser interditada. Já a rodovia não teve bloqueio.

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FONTE: G1.


Adolescente morre eletrocutado após tocar em celular carregando

Segundo sua tia, Rosângela Barbosa, o garoto havia acabado de tomar banho quando foi mexer no aparelho e sofreu a descarga elétrica

O jovem João Lucas Campelo de Sousa Peres, de 15 anos, morreu eletrocutado na tarde desta terça-feira (10), em Teresina, Piauí, após manusear um celular que estava carregando.

Segundo sua tia, Rosângela Barbosa, o garoto havia acabado de tomar banho quando foi mexer no aparelho e foi eletrocutado. Ela, porém, não soube precisar se ele estava colocando o celular para carregar ou se o telefone já estava ligado à tomada. Após sofrer a descarga elétrica, o adolescente foi levado para o hospital, mas não resistiu.

João Lucas Teresina

Adolescente morre eletrocutado ao ligar carregador de celular na tomada em Teresina

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FONTE: O Tempo.


Maior tenista da história do Brasil, Maria Esther Bueno morre aos 78 anos

Ex-número 1 do mundo e detentora de 19 títulos de Grand Slam, entre simples e duplas, paulistana faleceu nesta sexta-feira vítima de um câncer

Ao longo de sua premiada carreira, Maria Esther Andion Bueno ficou conhecida como a Bailarina do Tênis. A alcunha fez jus à plasticidade de seu jogo gracioso e à habilidade com a raquete. A verdade, no entanto, é que a maior jogadora do país em todos os tempos foi além: quebrou paradigmas, brilhou em um esporte em que o Brasil tinha pouca representatividade, ganhou notoriedade no círculo mais restrito do esporte e deixou um legado indelével. Sua vida poderia ganhar muitos outros adjetivos. Maria Esther foi uma vencedora, única e formidável. Lendária. A ex-tenista, um dos grandes nomes da história do esporte brasileiro, repousou nesta sexta-feira, 8 de junho, aos 78 anos, vítima de um câncer.

Ela estava internada no Hospital Nove de Julho, na capital paulista. Ela não teve filhos. A morte foi confirmada pelo sobrinho de Maria Esther, Pedro Bueno. O velório acontece neste sábado, de 8h às 15h, no salão oval do palácio do governo de São Paulo.

No ano passado, Maria Esther havia retirado um câncer do lábio, mas o tumor se espalhou para a garganta. Ela, então, passou por sessões de radioterapia no Hospital Albert Einstein e apresentou melhora no quadro. Entretanto, a situação se agravou no último mês de abril. Enquanto jogava tênis – hobby que nunca deixou de praticar -, sentiu dores e, de início, pensou se tratar de uma lesão. Mas após uma visita ao médico e novos exames, se descobriu que um novo câncer havia se espalhado por outros órgãos do corpo. A ex-jogadora optou por não fazer quimioterapia. Desde então, ela vinha sendo tratada com imunoterapia. Maria Esther continuava lúcida e, na terça-feira, chegou a assistir ao jogo entre Novak Djokovic e o italiano Marco Cecchinato pelas quartas de final de Roland Garros.

Com 19 títulos de Grand Slam, Maria Esther Bueno é considerada a maior tenista brasileira de todos os tempos, tendo alcançado o posto de número 1 do mundo em quatro temporadas (1959, 1960, 1964 e 1966). Ela conquistou o seu 1º título de Grand Slam em Wimbledon, em 1959, aos 19 anos. Em 1960, ganhou os quatro Grand Slams de duplas ao vencer na Austrália, com Christine Truman, e em Wimbledon, Roland Garros e no Aberto dos Estados Unidos, todos em parceria com Darlene Hard. No total, ganhou 589 títulos ao longo de sua carreira. Ela entrou para o hall da fama em 1978.

Primeiro título em Wimbledon veio aos 19 anos

Maria Esther Bueno começou a jogar tênis de maneira despretensiosa, em companhia do irmão mais velho, Pedro, no Clube de Regatas Tietê, na zona norte de São Paulo. Ambos foram levados ao esporte pelo pai, Pedro Augusto, sócio número 5 do Tietê, que tinha o tênis como maior paixão embora trabalhasse como tesoureiro.

A proximidade do clube, que ficava a uma calçada de distância da casa da família, e a empolgação do pai com o esporte elitista influenciaram Maria Esther de maneira profunda – ela só descobriria o quanto no futuro, quando desfilaria suas artes na Inglaterra. No Tietê, ela lapidou seu backhand de uma mão e um jogo de rede agressivo, suas marcas registradas. Gostava de contar que era auto-didata em quase tudo no que dizia respeito ao tênis.

Em 1954, então com apenas 14 anos, o baile realmente começou. Maria Esther ganhou o título brasileiro contra rivais muito mais velhas na época. Três anos depois, conquistou o importante torneio Orange Bowl, para tenistas júnior, na Flórida. Curiosamente, ela havia conseguido viajar para a competição graças a uma passagem, somente de ida, fornecida pelo clube. A dificuldade só fez reforçar a trajetória gloriosa que veio a seguir.

Entre 1958 e 1977, quando se aposentou oficialmente, Maria Esther Bueno – cujo nome fãs e personalidades estrangeiras encurtaram para Maria Bueno – ergueu 71 troféus, dos quais 19 em campeonatos do Grand Slam: sete em simples, 11 em duplas e um em duplas mistas. O palco em que mais brilhou foi justamente o mais antigo e importante de todos: Wimbledon. Na grama sagrada do All England Lawn Tennis and Croquet Clube, em Londres, ela amealhou três taças em simples (1959, 1960 e 1964) e outras cinco em duplas (1958, 1960, 1963, 1965 e 1966). O primeiro título de Grand Slam veio aos 19 anos.

Tamanho sucesso levou a menina que batia bola às margens do Rio Tietê a lugares impensáveis. Primeiro a alçou ao posto de número 1 do ranking mundial em 1959. Com o sucesso, ganhou em apelo popular a ponto de virar selo dos Correios em homenagem às suas vitórias em Wimbledon.

Em meados da década de 1960, ela estava no auge. E chegou à sua cidade natal para a disputa dos Jogos Pan-Americanos de 1963 como grande estrela do evento. Antes de ganhar o ouro nas simples e ser prata nas duplas, a brasileira teve de driblar um incidente inusitado, do qual costumava rir.

– A principal recordação foi de um acontecimento um dia antes do início dos Jogos. Tinha ganhado um filhote de cachorro e estávamos brincando quando acidentalmente ele mordeu minha mão direita e rasgou bastante a parte interna de um dos dedos. Foi preciso fazer vários pontos e visitas diárias ao hospital durante o torneio para que eu pudesse jogar (com muita dificuldade para segurar a raquete) a semana toda. Os jogos foram todos relativamente fáceis e na final venci uma ex-campeã de Roland Garros, uma das melhores jogadoras mexicanas e especialista em quadras de saibro, Yolanda Ramirez, por 6/3 e 6/3 – disse ela em entrevista à “Folha de S.Paulo”, em 2003.

Maria Esther Bueno durante bate-bola no Rio Open, em 2014 (Foto: Reprodução)

Maria Esther Bueno durante bate-bola no Rio Open, em 2014 (Foto: Reprodução)

O fenômeno não foi maior apenas porque Maria Esther atuou em uma época sem ferramentas de comunicação tão eficientes e quando os torneios eram amadores. A profissionalização do tênis foi sedimentada em 1968, com mudanças nas regras de premiação que inauguraram a chamada era aberta. A brasileira, já acometida por lesões nos braços e pernas, competiu pouco depois disso. Fez algumas exibições e conquistou um único título, o Aberto do Japão de 1974.

A distância das quadras não fez com que fosse menos reverenciada por seus pares e pelo mundo. Em 1978, foi indicada ao Hall da Fama do tênis. Além dela, somente Gustavo Kuerten recebeu a honraria, em 2012 – enquanto via o tricampeão de Roland Garros entrar para a elite do esporte, teve de lidar com a perda do irmão, Pedro, que a ajudara nos tempos de Clube Tietê e de quem era muito próxima. Há quatro anos, Maria Esther também recebeu a Medalha Anchieta e o Diploma de Gratidão de São Paulo, as mais altas distinções da cidade em que nasceu. No ano seguinte, recebeu homenagem na abertura do Centro Olímpico de Tênis dos Jogos Olímpicos do Rio.

– Eu não tenho palavras para expressar a minha gratidão e o quanto eu estou feliz. Este é um dos dias mais felizes de minha vida e, sem dúvida, uma das maiores homenagens que eu já recebi em vida. Fico tremendamente emocionada. Não posso nem dizer o quanto significa ter conseguido colocar meu nome em um estádio tão maravilhoso, um estádio olímpico. Tenho certeza que as Olimpíadas no Brasil serão as melhores do mundo. Todos perguntavam se os Jogos iam ficar prontos, ninguém confiava na gente – disse ela em 2015.

Maria Esther Bueno em Wimbledon, em 1966 (Foto:  Leonard Burt/Getty Images)Maria Esther Bueno em Wimbledon, em 1966 (Foto:  Leonard Burt/Getty Images)

Maria Esther Bueno em Wimbledon, em 1966 (Foto: Leonard Burt/Getty Images)

A ex-tenista foi garota-propaganda de um dos patrocinadores da Olimpíada do Rio e conduziu a chama olímpica no revezamento da tocha em julho de 2016. Também participou da cerimônia de encerramento do megaevento, onde carregou a bandeira brasileira antes da execução do hino nacional (veja vídeo abaixo).

Em meio às ações como embaixadora, nas duas últimas décadas ela começou a divulgar o esporte em que brilhou. Tornou-se comentarista da TV Globo/SporTV e da rede britânica BBC. Em fevereiro deste ano, ela participou da transmissão do SporTV do Rio Open.

Maria Esther costumava afirmar que gostava de dar informações sobre os bastidores dos atletas, dos eventos e do jogo em vez de fazer uma análise ponto a ponto das partidas. Faz todo o sentido para alguém que fez do tênis um balé. Ou uma poesia. Ou uma elegante fantasia. Tudo se encaixa na descrição que inúmeros especialistas da modalidade fizeram ao longo de décadas de Maria Esther Bueno, agora ícone eterno do esporte brasileiro.

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FONTE: G1.


Humorista Agildo Ribeiro morre aos 86 anos no Rio

Ator estava em casa, no Leblon, e sofria de problemas cardíacos

 
Morreu neste sábado, aos 86 anos, no Leblon, Rio de Janeiro, o humorista Agildo Ribeiro. De acordo com a Rede Globo, emissora em que ele trabalhava, o ator sofria de problemas cardíacos.
Conhecido como “Capitão do riso”, Agildo da Gama Barata Ribeiro Filho começou no teatro de revista, passou pelo rádio e se tornou conhecido pelos personagens cômicos na televisão. A última atuação dele foi no programa “Tá no Ar: a TV na TV”.
Nascido no Rio de Janeiro em 26 de abril de 1932, o ator estava na televisão desde a década de 1960. Segundo informações da emissora, ele estrelou shows e humorísticos como Chico City, Satiricom, Planeta dos Homens, Estúdio A… Gildo, Escolinha do professor Raimundo e Zorra Total.
Filho do político Agildo Barata, Agildo foi casado cinco vezes. Suas esposas foram mulheres famosas como Consuelo Leandro e Marília Pera, mas passou 35 anos casado com a bailarina e também atriz Didi Barata Ribeiro, falecida em 2009.
Agildo foi o primeiro ator a ter interpretado João Grilo, o personagem central da peça de Ariano Suassuna Auto da Compadecida.
Um humorista de enorme sucesso nos anos 70 tanto no Brasil como em Portugal, co-estrelou diversos programas de humor da Rede Globo ao lado de Jô Soares, Paulo Silvino e Chacrinha. Naquela fase, o seu programa mais famoso foi Planeta dos Homens.
Relembre trabalhos do artista que fez sucesso na TV e no teatro 

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FONTE: Estado de Minas.


Atriz Tônia Carrero morre aos 95 anos no Rio de Janeiro

Atriz teve parada cardíaca durante cirurgia

Uma das atrizes mais consagradas do Brasil, Tônia integrou o elenco de 54 peças, 19 filmes e 15 novelas. Ela teve uma parada cardíaca durante cirurgia, segundo a neta, Luísa Thiré.


Morre a atriz Tônia Carrero aos 95 anos

A atriz Tônia Carrero , um dos ícones da televisão brasileira, morreu por volta das 22h15 deste sábado (3), aos 95 anos, no Rio de Janeiro.

Tônia Carrero, cujo nome de nascimento é Maria Antonietta Portocarrero Thedim, passava por uma pequena cirurgia em uma clínica particular na Gávea, na Zona Sul do Rio de Janeiro, quando teve uma parada cardíaca e não resistiu, segundo a família da atriz.

Ela tinha sido internada na sexta (2) com uma úlcera no sacro e morreu durante procedimento médico, afirmou a neta da atriz Luísa Thiré, à GloboNews. Luísa também disse que o velório deve ocorrer neste domingo (4) e a avó deve ser cremada na segunda-feira (5).

O local e detalhes do velório ainda não foram definidos pela família.

A atriz Tônia Carrero fez parte do elenco de 54 peças, 19 filmes e 15 novelas (Foto: Divulgação)A atriz Tônia Carrero fez parte do elenco de 54 peças, 19 filmes e 15 novelas (Foto: Divulgação)

Tônia é a matriarca de uma família que tem quatro gerações de artistas: além do único filho, o ator Cécil Thiré, netos e bisnetos também seguiram a carreira. Ela é classificada pelo projeto Brasil Memória das Artes, da Funarte, como “diva e dama” e “referência de beleza, inteligência e talento na história do teatro brasileiro”.

54 peças, 19 filmes e 15 novelas

Uma das atrizes mais consagradas do Brasil, Tônia é conhecida por inúmeros papéis marcantes – como Stella Fraga Simpson, em “Água Viva” (1980), e a Rebeca, de “Sassaricando” – e integrou o elenco de 54 peças, 19 filmes e 15 novelas.

Sua última novela foi “Senhora do Destino” (2004), de Aguinaldo Silva, na qual fez uma participação especial. No cinema, sua última aparição foi em “Chega de Saudade” (2008).

Grande homenageada do Prêmio Shell de 2008, Tonia atuou no teatro pela última vez em 2007, em ‘Um Barco Para o Sonho’, de Alexei Arbuzov, peça produzida pelo filho Cécil e dirigida pelo neto Carlos Thiré.

Tônia começou na televisão na década de 60, a convite do autor Vicente Sesso, para fazer “Sangue do Meu Sangue” ao lado de Fernanda Montenegro e Francisco Cuoco. A novela do diretor Sérgio Britto foi exibida em 1969 pela TV Excelsior.

Formada em educação física

Filha de Hermenegildo Portocarrero e Zilda de Farias Portocarrero, Maria Antonieta Portocarrero Thedim nasceu em 23 de agosto de 1922, em uma família de militares, e se formou em educação física em 1941.

Sua formação artística foi obtida em cursos em Paris, para onde foi com seu então marido, o artista plástico e diretor de cinema Carlos Arthur Thiré. Lá, teve aula com grandes atores, dentre eles Jean-Louis Barrault.

Em seu retorno ao Brasil, aos 25 anos, estrelou seu primeiro filme, “Querida Suzana”, de Alberto Pieralise. ao lado de Anselmo Duarte, Nicette Bruno e da bailarina Madeleine Rosay.

Tônia Carrero e Paulo Autran em 'Seis Personagens à Procura de um Autor', de Luigi Pirandello, 1959. Direção: Adolfo Celi. (Foto: Cedoc/Funarte)Tônia Carrero e Paulo Autran em 'Seis Personagens à Procura de um Autor', de Luigi Pirandello, 1959. Direção: Adolfo Celi. (Foto: Cedoc/Funarte)

Tônia Carrero e Paulo Autran em ‘Seis Personagens à Procura de um Autor’, de Luigi Pirandello, 1959. Direção: Adolfo Celi.

Dois anos depois, em 1949, subiu aos palcos pela primeira vez em “Um Deus Dormiu Lá em Casa”, com Paulo Autran. A produção havia sido realizada pelo Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), em São Paulo, sob direção artística de Adolfo Celi – segundo marido de Tônia.

Nos anos seguintes, estrelou inúmeras peças do TBC, como “Amanhã, se Não Chover” (1950), de Henrique Pongetti; e “Uma Mulher do Outro Mundo” (1954), de Noel Coward; “Otelo” (1956), de Shakespeare; “Entre Quatro Paredes” (1956), de Jean-Paul Sartre; e “Seis Personagens à Procura de um Autor” (1960), de Luigi Pirandello.

Grande beleza

Sua beleza chamava a atenção de diversos diretores de cinema. Assim, a convite do empresário Franco Zampari, ela integrou a Cia Cinematográfica Vera Cruz, da qual tornou-se um dos rostos mais conhecidos.

Foi protagonista de “Apassionata” (1952), de Fernando de Barros; “Tico-tico no Fubá” (1952), de Adolfo Celi; e “É Proibido Beijar” (1954), de Ugo Lombardi.

Em 1967, ela se despede da imagem sofisticada e mergulha no universo de Plínio Marcos em “A Navalha na Carne”. Ao lado de Emiliano Queiroz e Nelson Xavier, e sob a direção de Fauzi Arap, vive a prostituta Neuza Suely. A montagem incomodou a ditadura militar, se tornou um dos espetáculos mais aplaudidos da temporada e foi um divisor de águas na sua carreira.

Carreira na televisão

Um de seus personagens mais marcantes foi a sofisticada e encantadora Stella Fraga Simpson, em “Água Viva” (1980), de Gilberto Braga. Tônia viria a trabalhar novamente com o autor em 1983, na novela “Louco Amor”, desta vez interpretando Mouriel.

Em 1978, integrou o elenco de “Quem Tem Medo de Virgínia Wolf”, de Edward Albee, com direção de Antunes Filho. Em 1984, subiu aos palcos para encenar o espetáculo “A Divina Sarah”, de John Murrell, com direção de João Bethencourt.

Três anos depois, viveu mais um personagem marcante na TV: Rebeca, de “Sassaricando”. Em 2000, também na Rede Globo, interpretou Mimi Melody em “Esplendor”, de Ana Maria Moretzsohn.

 TV Globo/Joao Miguel Jr

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FONTE: G1.


Mort Walker, o criador do Recruta Zero, morre aos 94 anos

Walker, que desenhou a tirinha diária por 68 anos, morreu neste sábado em Stamford, Connecticut. Os filhos Brian and Greg, que o auxiliavam, continuarão a produzir a famosa tirinha diária.


O cartunista Mort Walker, criador da tirinha ‘Recruta Zero’, morreu aos 94 anos de pneumonia, segundo o jornal “The Washington Post”.

Walker morreu neste sábado (27) em sua casa em Stamford, Connecticut.

A morte foi confirmada pelo presidente da Sociedade Nacional de Cartunistas dos Estados Unidos, Bill Morrison.

Ele desenhou a tirinha diária por 68 anos, mais do que qualquer outro cartunista americano, segundo o jornal.

A estreia do “Recruta Zero” (“Beetle Bailey”, em inglês) foi em 1950, e a tirinha alcançou 200 milhões de leitores em 1,8 mil jornais em mais de 50 países, incluindo o Brasil.

O cartunista Mort Walker desenha o ‘Recruta Zero’ em foto de 1993 (Foto: Ray Fairall/Associated Press)

Zero é um recruta preguiçoso que é perseguido no Exército, mas sempre encontra uma forma de escapar do trabalho.

A tirinha foi licenciada para livros, televisão, jogos e brinquedos e chegou a virar até selo do serviço postal americano em 2010.

Os filhos Brian and Greg, que auxiliam Walker em seu trabalho desde a década de 1970, continuarão a produzir a tirinha diária, segundo o “Washington Post”.

O cartunista Mort Walker com os personagens da tirinha 'Recruta Zero' em foto de 1990 (Foto: Bob Daugherty/Associated Press)

O cartunista Mort Walker com os personagens da tirinha ‘Recruta Zero’ em foto de 1990

O cartunista Mort Walker desenha o 'Recruta Zero' em foto de 1993 (Foto: Ray Fairall/Associated Press)

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FONTE: G1.


Aos 91 anos, morre o escritor Carlos Heitor Cony

Escritor teve falência múltipla dos órgãos; ele estava internado no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro

O escritor e jornalista Carlos Heitor Cony morreu na noite de sexta-feira, 5, de falência múltipla de órgãos. Membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), ele estava com 91 anos. Cony estava internado no Hospital Samaritano no Rio e sua morte foi confirmada pela Companhia das Letras, editora que atualmente lançava seus livros.

Membro da Academia Brasileira de Letras, Carlos Heitor Cony nasceu no Rio em 1926. Sua estreia na literatura se deu com os romances A Verdade de Cada Dia e Tijolo de Segurança. Lançados em 1957 e 1958, os dois livros receberam o Prêmio Manuel Antônio de Almeida – abrindo uma carreira de distinções literárias que mais tarde incluiriam o Prêmio Jabuti (em 1996, 1998 e 2000) e o Prêmio Machado de Assis, em 1996, pelo conjunto da obra, além da comenda de Artes e Letras concedida em 2008 pelo governo francês

Antes da estreia na ficção, ele iniciara a vida profissional como jornalista – função que nunca abandonaria. Em 1952, entrou para o Jornal do Brasil e mais tarde foi redator do Correio da Manhã. Foi preso diversas vezes durante a ditadura militar. E, em 2004, o Ministério da Justiça concedeu a ele uma pensão vitalícia de R$ 23 mil, valor correspondente ao salário que receberia como redator-chefe de uma publicação. Após deixar o Correio da Manhã, entrou para a Manchete, onde atuou também no departamento de teledramaturgia, participando de projetos como as novelas A Marquesa de Santos e Dona Beija.

Em meados dos anos 60, Cony já tinha 8 livros publicados – além de ficção, coletâneas de crônicas. “Todos eram romances de forte afirmação do individualismo, numa época e num país com pouca tolerância para com individualismos. As esquerdas viam Cony com desconfiança, apesar de seus livros saírem por uma editora sobre a qual não restava a menor dúvida: a Civilização Brasileira, de Ênio Silveira, um homem ligado ao Partido Comunista. Ênio podia não concordar com Cony quanto à linha apolítica e alienada que imprimia a seus romances, mas não abria mão de tê-lo entre seus editados. Cony era talvez o maior escritor profissional do Brasil – produzia um romance por ano, firmara um público certo e não dava bola para os críticos”, escreveu Ruy Castro sobre o autor no Estado no final dos anos 90.

Em 1967, no entanto, lançaria um livro seminal em sua trajetória: Pessach, a Travessia. A obra retrata um escritor carioca que, em pleno regime militar, rejeita qualquer tipo de posição política mais radical, assim como renega sua origem judaica. Pouco depois de completar 40 anos, no entanto, acaba se comprometendo, involuntariamente, com questões políticas. O livro continha crítica dura ao Partido Comunista. Em 1999, o autor voltaria ao tema com Romance Sem Palavras, no qual continuava a história do escritor Paulo.

Ditadura

Em entrevista publicada no Caderno 2 do jornal O Estado de S. Paulo em 2008, Cony relembrou o período da ditadura ao falar do romance O Ventre – e tratar da melancolia e do pessimismo que são normalmente associados à sua obra, influência, naquele instante, do pensamento de Sartre. “Havia nessa época um tom exagerado de bossa nova, de desenvolvimento, que não me encantava. Da mesma forma que não aderi à literatura engajada que surgiu depois da Revolução de 1964, mesmo depois de preso pelos militares. Nessa época, escrevi Antes, o Verão, um romance completamente alienado, sem nenhum referência política, assim como Balé Branco, que veio em seguida. Mesmo Pilatos, que saiu em 1973, quando a situação continuava difícil. É curioso que alguns críticos entenderam ao contrário, identificando o homem castrado do romance como uma alusão ao que viviam os cidadãos, alijados politicamente. Mas não era nenhuma metáfora para mim. Minha crítica aberta estava nos textos que escrevia para os jornais, especialmente o Correio da Manhã”, disse.

Pilatos é ainda hoje considerado por muitos o grande livro de Cony – inclusive pelo próprio autor. Lançado em 1973, narra a história de um homem que, após sofrer um acidente, vaga pelas ruas do Rio com o órgão sexual mutilado em um jarro, encontrando diferentes personagens pelo caminho. Havia na obra uma sátira sobre a situação política e a contestação no Brasil. E o autor, feliz com o resultado, decidiu abandonar a escrita de romances. Foi o que fez, ao menos pelos próximos 20 anos, até a publicação, em 1995, de Quase Memória.

Nele, o escritor explora território nem sempre claro que existe entre a ficção e a memória – e o faz a partir das lembranças que têm do pai. O cineasta Ruy Guerra trabalha há anos na adaptação para o cinema da obra e, em 1996, em texto publicado no caderno Cultura, explicaria como a relação entre pais e filhos o levou à produção. “Houve mesmo uma vez que cheguei a aflorar o assunto e dediquei-lhe um rápido parágrafo, quando falava de algumas lembranças da minha juventude. Só que depois achei que ele merecia mais, e melhor, e resolvi deixar para outra ocasião. Só que agora a questão se tornou muito mais difícil. Surgiu um livro. Um livro magnífico, que conta as aventuras de um pai que faz lembrar o meu. Talvez por isso me tenha tocado tão profundamente o seu humor e sua ternura. Quase Memória é o livro que eu gostaria de ter escrito sobre o meu pai. Como escrever agora algo sobre a matéria? Só me resta aceitar a sabedoria do destino, fazer um filme com o seu romance, e assim cumprir a minha promessa de infância, de outro modo, sob uma outra forma, com um outro pai.”

Relações humanas

Ainda que toque em temas políticos, a obra de Cony tem como foco, antes de mais nada, as relações humanas – e, em direção ao final da vida, essas relações se transformam na possibilidade de reencontro. Quase Memória, na aproximação que o autor tenta com a figura paterna, faz parte desse processo, assim como A Casa do Poeta Trágico, lançado em 1997, que evoca a ideia de que todo homem tem a capacidade de distinguir entre o bem e o mal, mas nem sempre a sabedoria de se decidir por um ou outro. Como coloca o professor gaúcho Antonio Hohlfedt, em texto publicado na edição dos Cadernos de Literatura Brasileira dedicada a Cony, o autor lança mão de recursos memorialísticos para contar histórias da classe média urbana, no quadro da falência da família e da busca da identidade e do sentimento de vazio dos narradores”, dentro do conceito de que “a literatura é um modo de resistência”.

O modo como tratou esses temas deu ao autor a pecha de pessimista inveterado. O jornalista Zuenir Ventura, amigo do escritor, discordaria, no entanto, em texto também publicado nos Cadernos de Literatura Brasileira. “Desconfiem do auto-proclamado Cony pessimista e muito menos acreditem no Cony cínico. Ou melhor, acreditem, mas considerem que é uma atitude filosófica, moral, intelectual, uma visão do mundo que é desmentida a cada dia por sua prática de vida. Gozador, ele deve se divertir com o efeito sobre os outros da imagem que criou de pessimista, mal-humorado e rabugento.”

Cronista. O jornalista e escritor Carlos Heitor Cony, que estará hoje na cidade

Na mesma entrevista de 2008 citada acima, Cony falava dos problemas de saúde – “Segundo Ruy Castro, eu já me tornei o mais antigo doente terminal do Brasil” – e da falta de disposição para escrever novos romances. De lá para cá, a Alfaguara realizou trabalho de reedição de suas obras – mas Cony se dedicaria apenas ao jornalismo, seja nas colunas que publicava no jornal Folha de S. Paulo, seja na publicação de reuniões de crônicas. “Com 60 anos de carreira jornalística, é só abrir a gaveta e sacar alguma”, brincava.

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FONTE: O Tempo.


Ex-governador Francelino Pereira morre em BH


Morreu na manhã desta quinta-feira, aos 96 anos, o ex-governador de Minas Gerais Francelino Pereira dos Santos.Ele estava internado no Hospital Mater Dei, em Belo Horizonte.

Natural de Angical do Piauí, no Piauí, o político foi governador entre 1979 e 1983, deputado federal entre 1963 e 1979 e senador entre 1995 e 2003. Atualmente era filiado ao DEM.

O velório de Francelino Pereira será no Palácio da Liberdade.

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FONTE: Estado de Minas.


Chuck Berry, lenda do rock, morre aos 90 anos

Considerado um dos pioneiros do gênero, guitarrista ídolo de Beatles e Rolling Stones foi encontrado morto pela polícia em sua casa em Missouri, nos EUA.

Morre, aos 90 anos, o cantor e guitarrista Chuck Berry, lenda do rock

O músico Chuck Berry, um dos pioneiros do rock, morreu neste sábado (18) aos 90 anos no Missouri, nos Estados Unidos, informa a polícia local do condado de St. Charles. O guitarrista lendário foi encontrado em sua casa já sem sinais vitais. A causa da morte ainda não foi revelada.

“O departamento de polícia do condado de St. Charles infelizmente tem de confirmar a morte de Charles Edward Anderson Berry Senior, melhor conhecido como o lendário músico Chuck Berry”, afirma a polícia, em nota. De acordo com os oficiais, a família pede “privacidade durante esse momento de perda”.

“A polícia respondeu a um chamado médico de emergência em Buckner Road às aproximadamente 12h40 [horário local, 14h40 no horário de Brasília] de hoje”, afirmou a instituição. “Dentro da casa, socorristas observaram um homem que não respondiam e imediatamente administraram técnicas salva vidas. Infelizmente, o homem de 90 anos não pôde ser ressuscitado e foi pronunciado morto às 13h26.”

Ídolo dos Beatles e dos Rolling Stones, Chuck Berry era conhecido por clássicos como “Johnny B. Goode”, “Sweet little sixteen” e “You never can tell”. Esta última música ganhou destaque nos anos 90 por causa de uma das cenas mais famosas de “Pulp fiction”, do diretor Quentin Tarantino. Também gravou “Maybellene” e “Roll over Beethoven” e “Memphis, Tennessee”.

Sua marca no gênero foi tão grande que certa vez John Lennon, dos Beatles, falou: “Se você tiver de dar outro nome ao rock’n’roll, poderia chamá-lo de Chuck Berry”.

Ao longo dos anos, Berry realizou algumas apresentações no Brasil. Ele participou do Free Jazz Festival, em 1993, no Rio. O guitarrista voltou em 2002 para show em Jaguariúna (SP), e em 2008, para apresentações em SP, RS e PR.

Em outubro, ao completar seus 90 anos de idade, Berry anunciou através das redes sociais seu primeiro álbum desde 1979. O álbum “Chuck” estava previsto para ser lançado em 2017 com músicas novas escritas e gravadas pelo músico.

Ele dedicou o disco à sua esposa, Themetta “Toddy” Suggs , com quem viveu durante os últimos 68 anos. “Querida, estou ficando velho! Trabalhei durante muito tempo neste disco. Agora posso pendurar as chuteiras”, disse o cantor.

Berry deixa sua mulher e seus quatro filhos, Ingrid, Aloha, Charles Jr. e Melody.

Lenda

Nascido em 18 de outubro de 1926, em Saint Louis, também no Missouri, Berry dizia emular “a clareza vocal suave de seu ídolo, Nat King Cole, enquanto tocava músicas de blues de gente como Muddy Waters”, descreve a biografia em seu site oficial. Berry foi o quarto dos seis filhos de um empreiteiro e de uma diretora de escola.

Ele aprendeu a tocar guitarra durante o ensino médio, quando passava por uma fase rebelde. Tanto que foi preso por tentativa de roubo. Depois, chegou a trabalhar em uma linha de montagem de fábrica da General Motors.

Berry passou a se dedicar exclusivamente à música nos anos 1950, quando formou um trio com um baterista, Ebby Harding, e um tecladista, Johnnie Johnson. Ele atingiu sucesso em 1955 quando conheceu a lenda do blues Muddy Waters e o produtor Leonard Chess em Chicago, e passou a misturar estilos do country e do blues do sul dos EUA com uma pegada pop, mais palatável para as rádios.

“Eu queria tocar blues”, afirmou Chuck Berry em entrevista à revista “Rolling Stone”. “Mas eu não era ‘blue’ [triste] o suficiente. Eu sempre tive comida na mesa.”

Além das músicas e da influência sobre todo um gênero, o músico também deixou sua marca na famosa “duck walk”, na qual tocava sua guitarra enquanto pulava em uma perna agachado pelo palco.

Em 1986, ele fez parte do primeiro grupo de artistas a entrar no Hall da Fama do Rock and Roll. Berry foi apresentado pelo guitarrista dos Rolling Stones, Keith Richards.

Lei

Além dos problemas na adolescência, Berry se envolveu em alguns problemas com a lei ao longo do anos. O mais grave em 1959, quando foi detido em Saint Louis acusado de transportar uma garota de 14 anos por divisas estaduais com a intenção de prostituição.

Ele foi condenado dois anos depois e passou 20 meses na prisão, uma experiência que amigos relatam que mudou profundamente sua maneira de ser.

Em 1979, Berry foi preso novamente. O guitarrista passou quatro meses detido por evasão fiscal.

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FONTE: G1.


Filho de Zavascki confirma que pai morreu em acidente de avião

O ministro do Supremo Tribunal Federal era o responsável pela Lava-Jato na corte

 

 

Divulgação

O filho do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Francisco Prehn Zavascki, confirmou a morte do pai, Teori Zavascki, na queda do avião no mar de Paraty, no Rio de Janeiro. Em uma postagem no Facebook, ele agradeceu as orações. “Caros amigos, acabamos de receber a confirmação de que o pai faleceu. Muito obrigados a todos pela força”, postou.

Mais cedo, Francisco Zavascki, já havia confirmado o nome do pai no avião. “Amigos . Infelizmente, o pai estava no avião que caiu. Por favor, rezem por um milagre”, postou.

Informações de moradores da cidade do litoral do Rio de Janeiro é que no momento do acidente, por volta das 14h30, chovia muito na região.

De acordo com a FAB, o avião caiu no mar a cerca de 2 km da cabeceira do aeroporto da cidade. De acordo com o Corpo de Bombeiros de Paraty, há três mortos.

O avião partiu do Campo de Marte, em São Paulo, com destino à cidade fluminense.

Há informações desencontradas sobre sobreviventes. Extraoficialmente, sabe-se que o presidente Michel Temer e a presidente do STF, Cármen Lúcia, foram informados sobre o acidente. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, também recebeu, na Suíça, a mesma informação.

Relator da Lava-Jato na Corte, o ministro é o responsável por conduzir os desdobramentos da maior investigação de combate à corrupção no País que implicam autoridades com foro privilegiado e seu gabinete vinha se debruçado nos últimos meses à análise da delação premiada dos 77 executivos e ex-executivos da Odebrecht, o mais importante acordo celebrado pela operação até aqui e que aguarda a análise do STF para ser homologado.

Até então, o ministro já havia homologado 24 delações premiadas no âmbito da operação que implicam políticos dos principais partidos do País, da base e da oposição do governo federal.

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FONTE: Estado de Minas.


Polícia investiga se achocolatado fabricado em Minas matou criança em Cuiabá

 

Lote fabricado em 25 de maio deste ano foi retirado de circulação

Lote fabricado em 25 de maio deste ano foi retirado de circulação

A morte de uma criança de 2 anos supostamente após ingerir o achocolatado Itambezinho (200ml), da Itambé, está sendo investigada pelas autoridades do Mato Grosso. A mãe da criança alega que o filho morreu momentos após ingerir o produto, que é fabricado em Minas Gerais. Outras duas pessoas que também beberam o achocolotado teriam passado mal.

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Até a conclusão da perícia do Itambezinho, a Vigilância Sanitária mandou interditar o lote do produto fabricado em 25 de maio deste ano, com validade até 21 de novembro de 2016. Além da bebida, amostras colhidas no estômago da criança durante exame de necropsia também serão examinadas para determinar a causa do óbito. A Secretaria de Estado de Saúde ressaltou que a retirada de circulação do produto é um procedimento normal em casos de suspeita de contaminação ou desvio de qualidade.

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Por meio de nota, a Itambé informou que está auxiliando na apuração do caso. A empresa ressaltou, também, que o “produto está no mercado há mais de uma década e nunca apresentou qualquer problema correlato. Até o presente momento, não tivemos nenhuma outra reclamação do mesmo lote”.

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‘Presente’

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Segundo a Polícia Civil do Mato Grosso, que abriu inquérito para apurar o caso, a mãe da criança relatou que o filho estava há dois dias resfriado, soltando coriza pelo nariz, mas não apresentava febre. Na última quinta-feira (25), data da morte, ele pediu comida e a mãe deu uma caixa do achocolatado.

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Segundo a mulher, de 28 anos, logo após ingerir a bebida, o menino teria apresentado falta de ar e ficado com o “corpo mole e com princípio de desmaio”. A criança foi levada de casa, no bairro Parque Cuiabá, até a Policlínica do Coxipó.
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Na unidade de saúde, os médicos tentaram reanimar o menino por aproximadamente uma hora, mas ele não resistiu. A mãe e o tio também teriam bebido o Itambezinho e sentiram-se mal. Ela se queixou de tonturas e náuseas e o homem chegou a ser encaminhado à uma unidade de saúde.

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Ainda de acordo com a corporação, a mãe disse que a bebida foi dada para a família por um vizinho, que não foi localizado pelos policiais. Nenhuma linha de investigação foi descartada.

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Análise

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Cinco caixas da bebida foram recolhidas da casa do menino para análise pericial. Três estava fechadas e duas abertas, sendo uma vazia, que foi ingerida pela vítima. Todo o material foi encaminhado para o Laboratório Forense da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que irá realizar análise do produto e de amostras colhidas do corpo da criança.

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A previsão é de que os laudos sejam concluídos ainda nesta semana. Porém, o delegado Eduardo Botelho, da Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente (Deddica), já iniciou as oitivas para apurar o caso.

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Lote suspenso

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES) mandou suspender a venda do achocolatado em todo o Brasil na sexta-feira (26), assim que foi informada pela sobre a morte da criança.

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“Diante disso, conforme estabelecido no parágrafo 2 e 4 do Artigo 23 da Lei nº 6437/1977, por medida de precaução, coube à Coordenadoria de Vigilância Sanitária a emissão do Memorando Circular n°022/2016/COSAN/SVS/SES-MT aos Escritórios Regionais de Saúde, solicitando que a medida de interdição cautelar fosse cumprida pelas Vigilâncias Sanitárias”.

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A SES ressaltou que a retirada de circulação do produto é um procedimento normal em casos de suspeita de contaminação ou desvio de qualidade.

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Defesa

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A Itambé reforçou a qualidade de seus produtos e declarou que, além de acompanhar o caso com as autoridade do MT, também determinou a realização de perícia por conta própria. “A Itambé esclarece que já realizou análises laboratoriais internas do lote de produção mencionado na notificação, não identificando qualquer problema em sua composição. Em paralelo, outras análises estão sendo feitas em laboratórios externos e no LANAGRO – Laboratório Nacional Agropecuário – do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, cujos laudos serão disponibilizados no decorrer desta semana”, declarou por meio de nota.

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Além disso, a empresa afirmou que não houve qualquer notificação de outros casos similares relativos ao produto em questão, além deste em Cuiabá, no Mato Grosso.

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Os produtos da Itambé são fabricados em Pará de Minas e Uberlândia, e a sede da empresa fica em Belo Horizonte.

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FONTE: Hoje Em Dia.


Ex-atleta olímpico e ex-presidente da Fifa, João Havelange morre aos 100 anos no Rio de Janeiro

Hevelange lutava contra problemas de saúde nos últimos anos

 

AFP

O ex-presidente da Fifa João Hevelange morreu nesta terça-feira, no Rio de Janeiro, aos 100 anos. Nos últimos meses, Havelange foi interneado por vezes no Hospital Samaritano por contas de problemas de saúde.
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Havelange presidiu a Fifa entre 1974 e 1998. Em seguida tornou-se presidente de honra da entidade, cargo que manteve até abril de 2013, quando renunciou ao cargo simbólico em meio a denúncias de corrupção.
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Tendo transitado por esportes como futebol e natação – quando chegou a competir nos Jogos de Berlim 1936 nos 400 e 1500m nado livre – Havelange teve seu ápice esportivo como jogador de polo aquático, tendo conquistado a medalha de bronze no Pan-Americano da Cidade do México em 1955, além da participação nos Jogos de Helsinque 1952.
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Presidente da Federação Paulista de Natação em 1948, passou à vice-presidência da Confederação Brasileira de Desportos (CBD), entidade que cuidava de 24 esportes e que depois se transformaria em CBF, em 1952. Se tornou efetivamente o presidente da entidade do futebol brasileiro em 1958, ficando até 1975 e contabilizando os três primeiros títulos mundiais do Brasil, 1958, 1962 e 1970.
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Havelange foi membro do Comitê Olímpico Internacional (COI) durante mais de 40 anos, mas foi em 1974 que chegou ao topo. No ano, o brasileiro foi eleito presidente da Fifa, maior entidade do futebol mundial, e por lá ficou por 24 anos. O brasileiro, primeiro não europeu do cargo, é o segundo que ficou mais tempo na presidência do órgão, ficando atrás apenas do francês Jules Rimet (1921-1954).
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É considerado um dos dirigentes de maior sucesso da história do futebol, tendo elevado o domínio da entidade de 146 para 196 nações durante os 24 anos de seu mandato.
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Sua longínqua trajetória foi manchada em 2013, quando a Fifa divulgou um relatório tornando público um massivo escândalo de corrupção em seus bastidores, envolvendo Havelange e seu sucessor na CBF, Ricardo Teixeira, em esquemas de propinas milionárias recebidas de uma empresa do marketing esportivo.

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FONTE: Estado de Minas.


Atriz Elke Maravilha morre aos 71 anos

Ela estava internada desde o dia 20 de junho na Casa de Saúde Pinheiro Machado, zona sul do Rio, em coma induzido após cirurgia de úlcera. Data e local do sepultamento ainda não foram divulgados

Ully Riber/Divulgação
Atriz Elke Maravilha morre aos 71 anos

Morreu na madrugada desta terça-feira, no Rio de Janeiro, aos 71 anos, a atriz Elke Maravilha. Ela estava internada na Casa de Saúde Pinheiro Machado, zona sul da cidade, desde julho, em coma induzido após cirurgia de úlcera.

Antes de ser internada, ela rodava o Brasil com o espetáculo “Elke canta e conta”, em que contava histórias de sua vida e cantava em vários idiomas. A atriz pode ser vista no cinema, em uma participação especial no filme “Carrossel 2 – O Sumiço de Maria Joaquina”.

Elke nasceu na Rússia e veio ao Brasil quando aos 6 anos. Poliglota, foi professora, tradutora e intérprete de línguas estrangeiras, inclusive de latim, além de bancária, secretária trilíngue e bibliotecária. Começou a carreira de modelo aos 24 anos, com o estilista Guilherme Guimarães, e, em TV, como jurada do Cassino do Chacrinha, em 1972. Foi também jurada do Show de Calouros, de Silvio Santos, além de ter feito vários trabalhos como atriz na TV e no cinema.
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No Facebook oficial da artista, foi divulgada a seguinte nota: “Avisamos que nossa Elke já não está por aqui conosco. Como ela mesma dizia, foi brincar de outra coisa. Que todos os deuses, que ela tanto amava, estejam com ela nessa viagem. Eros anikate mahan (O amor é invencível nas batalhas). (Crianças, conviver é o grande barato da vida, aproveitem e convivam).”

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FONTE: Estado de Minas.


Morre aos 90 anos o cirurgião plástico Ivo Pitanguy

Médico sofreu parada cardíaca em casa. O velório deve acontecer no domingo, no Memorial do Carmo, no Rio de Janeiro

EM DA Press

Morreu na tarde sábado, no Rio de Janeiro, o cirurgião plástico Ivo Pitanguy. O médico sofreu uma parada cardíaca e faleceu em casa, na Gávea, Zona Sul da capital fluminense. A morte aconteceu dois dias depois de ele carregar a tocha olímpica. O velório deve acontecer no domingo, Memorial do Carmo, a partir das 13h.

Pitanguy é mineiro de Belo Horizonte. Começou a cursar medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais e formou-se pela Faculdade de Medicina do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro. Durante a infância e a adolescência, sua paixão eram os livros, a pintura, a poesia, a natureza e o esporte. A vocação pela medicina surgiu por influência do pai, o cirurgião-geral Antônio de Campos Pitanguy. Aos 90 anos, Ivo Pitanguy somou 57 anos de carreira e cerca de 68 mil procedimentos cirúrgicos.

Reconhecimento

Membro da Academia Brasileira de Letras e da Academia Nacional de Medicina, Ivo Pitanguy também é nome do primeiro espaço dedicado à memória da cirurgia plástica no Brasil e inaugurado em maio deste ano, em São Paulo. No local, estão reunidos documentos, instrumentos cirúrgicos, objetos e imagens que descrevem a trajetória da especialidade médica desde a 1ª Guerra Mundial. De acordo com Fernando Gomes, curador do Museu da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica Ivo Pitanguy ,“o intuito é apresentar para as novas gerações esse passado. Somos um lugar de conhecimento e estudo. Os visitantes terão a oportunidade de explorar a história da cirurgia plástica no mundo, com um recorte para o Brasil e para o professor Pitanguy”.

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FONTE: Estado de Minas.


Morre o cantor e compositor mineiro Vander Lee, aos 50 anos

O cantor e compositor mineiro Vander Lee, de 50 anos, faleceu na manha desta sexta-feira (5) de complicações após um infarto sofrido na tarde de ontem. Ele foi internado em estado grave no Hospital Madre Tereza, no bairro Gutierrez, região Oeste de Belo Horizonte.

A assessoria do hospital confirma que o músico deu entrada e foi submetido a uma cirurgia, contudo não soube informar a razão do procedimento, apenas que ele estaria em estado grave. Contudo, um amigo próximo do músico já confirmou seu falecimento.

Natural de Belo Horizonte, Vanderli Catarina, começou sua carreira tocando em bares da capital mineira. Em meados dos anos 80 começou a introduzir repertório próprio em suas apresentações. Com canções bastante variadas, que vão do romântico, passando pelo samba, rock e baladas.

Já gravou com grandes nomes da MPB como Zeca Baleiro, Nando Reis, Leila Pinheiro e teve a bela composição “Estrela” gravada por Maria Bethânia e “Onde Deus possa me ouvir” imortalizada na voz de Gal Costa. Desde 1997, quando Lançou o independente Vanderly, foram cinco álbuns de estúdio, dois ao vivo e um DVD.

Em seu perfil oficial no twitter, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais também lamentou o falecimento do músico

Lamentamos a perda desse grande talento mineiro, q nos honrou c/ sua presença no @geracaoalmg http://bit.ly/2aFQwnS 

Diversos fãs tambpem foram à página oficial de Vander Lee lamentar a morte e o cantor. Veja algumas manifestações.
https://www.facebook.com/plugins/post.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fvanderlee.oficial%2Fposts%2F10155052640050744&width=500https://www.facebook.com/plugins/post.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fvanderlee.oficial%2Fposts%2F10155052637065744&width=500https://www.facebook.com/plugins/post.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fphoto.php%3Ffbid%3D1352925678069549%26set%3Do.379218285743%26type%3D3&width=500https://www.facebook.com/plugins/post.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fphoto.php%3Ffbid%3D1352925181402932%26set%3Do.379218285743%26type%3D3&width=500https://www.facebook.com/plugins/post.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fvanderlee.oficial%2Fposts%2F10155052622770744&width=500
Veja abaixo grandes sucessos do mineiro:

 

 

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FONTE: Hoje Em Dia.


Morre aos 85 anos, em Belo Horizonte, o ex-governador Hélio Garcia

O ex-governador foi internado no fim de maio com um quadro de embolia pulmonar e não resistiu na manhã desta segunda-feira. Velório será às 14 h no Parque da Colina

Arquivo EM

O ex-governador Helio Garcia morreu na manhã desta segunda-feira, por volta das 8h, em Belo Horizonte. O político havia sido internado há uma semana para tratamento de uma embolia pulmonar e estava com a saúde fragilizada. Hélio Garcia deu entrada no Hospital da Unimed no sábado, 28 de maio, e seu quadro se agravou.

Em nota, a Unimed informou que Hélio Garcia deu entrada com um quadro de pneumonia comunitária grave e faleceu hoje em decorrência de insuficiência respiratória. A Unimed-BH presta solidariedade à família.

O velório do ex-governador Hélio Garcia ocorre a partir da 14h desta segunda-feira, no Cemitério e Crematório Parque da Colina. A cerimônia de cremação está prevista para as 17h.

Garcia foi governador de Minas Gerais de 1984 a 1987 e de 1991 a 1995. O político foi escolhido vice-governador na chapa de Tancredo Neves em 1982 e teve papel fundamental na campanha. Já no cargo, acumulou a vice-governadoria com a prefeitura de Belo Horizonte e, quando Tancredo renunciou ao cargo de governador, passou o comando da cidade a Rui Lage para assumir o estado. Terminou suas gestões com alta popularidade e ficou conhecido como tocador de grandes obras.

Hélio foi também um dos principais articuladores do Acordo de Minas, que garantiu a repetição no estado das negociações que viabilizaram a formação da Aliança Democrática -, coligação do PMDB com a Frente Liberal (dissidência do PDS liderada por Aureliano Chaves) – para o lançamento da candidatura de Tancredo à Presidência em agosto de 1984.

Os últimos anos de sua vida foram reclusos. Hélio viveu um grande ostracismo provocado por seus problemas de saúde. Por isso, pouco saía de casa. O ex-governador foi diagnosticado com provável mal de Alzheimer. Teve graves problemas circulatórios, osteoporose e insuficiência coronária. Usava marcapasso em decorrência de uma arritmia. Foi interditado em outubro de 2006.

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FONTE: Estado de Minas.


Menino que estava com garoto morto por PM muda versão, diz advogado

No registro do caso, vítima teria atirado três vezes antes de ser baleada.
Duas crianças, de 10 e 11 anos, teriam furtado carro em condomínio.

Advogado Ariel de Castro Alves, membro do Conselho Estadual de Direitos Humanos (Foto: Roney Domingos/G1)Advogado Ariel de Castro Alves, membro do Conselho Estadual de Direitos Humanos

 

‘É inadmissível criança ser morta em troca de tiro com a polícia’, diz ouvidor

Garoto de 10 anos foi morto com tiro na cabeça por policiais militares.
Menino de 11 anos foi ouvido na presença da mãe no DHPP.

“Nós temos que investigar com muita profundidade por ser uma criança, isso é inadmissível uma criança ser morta hoje ainda mais numa troca de tiro com a polícia. É surpreendente, é inacreditável, é surreal e é isso que a gente pretende sempre exigir dos órgãos correcionais, principalmente da própria polícia do estado de São Paulo”, disse o ouvidor.

Os dois meninos já tinham se envolvido antes em outros delitos. Durante o feriado de Corpus Christi, no sábado (28) da semana passada, eles foram detidos ao furtar uma residência dentro de um condomínio, no Sacomã, e levados à delegacia. Naquela ocasião, eles foram levados para a delegacia (26º DP) e, como não foi possível localizar os pais, os dois menores foram encaminhados ao Conselho Tutelar do Ipiranga.

O conselho informou que encaminhou os dois menores para os abrigos do Serviço de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes, um para Itaguara e o outro para Cidade Ademar. Eles teriam fugido dos abrigos. Na noite desta quinta-feira (2), os dois furtaram um carro dentro de outro condomínio. Foram perseguidos pela polícia, teriam trocado tiros e o menor de 10 anos acabou morto com uma bala na cabeça.

 

O advogado Ariel de Castro Alves, membro do Conselho Estadual de Direitos Humanos, disse nesta sexta-feira (3) que o garoto que estava no carro com o menino de 10 anos morto pela Polícia Militar mudou de versão. Ele agora diz que o colega foi morto sem que tivesse disparado o terceiro tiro.

Na noite desta quinta-feira (2), ele e outro menino, de 11 anos, furtaram um carro dentro de um condomínio. Foram perseguidos pela polícia, teriam trocado tiros e o menor de 10 anos acabou morto com uma bala na cabeça.

“O que diferenciou foi que no final, no desfecho, quando batem o carro, não teria ocorrido um confronto. E nesse momento o policial teria disparado e atingido a cabeça do menino”, afirmou o advogado.

Segundo Ariel, o garoto manteve a versão de que o colega disparou durante a perseguição, mas acrescentou que não houve confronto no desfecho. Alves disse que acompanhou todo o segundo depoimento prestado pelo menino ao DHPP e que o menino manteve essa segunda versão durante todo o tempo.

Também disse que o garoto contou que, no final da ocorrência, quando o amigo já estava morto, ele foi tirado do carro, levou um tapa na cara – inclusive ele tem marcas no rosto – e depois o colocaram no chão. Ainda segundo Ariel, o menino contou à polícia que o policiais disseram a ele, após a ocorrência, que se eles não achassem seus pais ele seria morto.

“Os policiais teriam dito ora ele: agora vamos atrás dos seus pais. Se vc não tiver pai ou mãe você vai morrer”, disse o advogado.

Versão da PM investigada
A delegada Elisabete Sato, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), disse mais cedo que a versão de que menino de 10 anos atirou três vezes durante a perseguição policial estava sendo investigada.

 

O DHPP abriu inquérito para apurar a morte da criança, a cargo da Delegacia da Criança e do Adolescente. O revolver calibre 38 encontrado no carro tinha três cápsulas deflagradas. A arma foi roubada durante um roubo de carga de cigarros em abril de 2015 em Jundiaí.

Segundo a delegada, o garoto que acompanhava o menino morto depôs à polícia nesta sexta. Enquanto ela lia o primeiro o depoimento do garoto, ele prestava novo depoimento à polícia. No primeiro, ele teria dito que eles foram alertados para que parassem e que seu amigo não obedeceu e efetuou dois disparos de dentro para fora enquanto o carro estava em movimento e uma terceira vez após baterem .

A delegada disse que o DHPP acionou o Conselho Tutelar, que não quis acompanhar, justificando que a criança já estava acompanhada da sua mãe. Segundo a delegada, o menino disse que o carro estava com o vidro fechado no momento em que o policial se aproximou.

“Quando ele disparou, ele abriu o vidro e depois ele fechou o vidro objetivando se defender”. A polícia apura como a criança dirigiu, abriu e fechou o vidro, e atirou. “Tudo isso são questões que vocês têm e que nós também temos, e que iremos dirimir com perícias que nós vamos pedir”.

A delegada quer fazer a reprodução simulada dos fatos para esclarecer essas dúvidas. Também conversa com o perito que atendeu o local para saber se  o ajuste do banco era compatível com o tamanho da criança.

Sato não quis criticar o trabalho dos PMs. “O carro era insufilmado. Os policiais não teriam como saber quem estava no interior do veículo. Se era apenas uma pessoa, duas pessoas ou mais pessoas. No primeiro momento, não dá para ser leviano e dizer que eles têm obrigação de saber quem estava ”

O menino usava uma luva para dirigir motocicleta em uma das mãos. A luva foi colhida para ver se tem algum resquício de pólvora. Cada um dos dois policiais envolvidos na ocorrência deu um tiro, segundo o DHPP.

Outros delitos

Os garotos, juntos, foram suspeitos de três atos infracionais por furtos em 2016, em 31 de Janeiro de 2016, 22 de abril de 2016 e 28 de maio de 2016, registrados no 27º DP. Um dos furtos foi em um hotel, onde entraram para furtar objetos. No outro, quebraram o vidro de um veículo.

No último caso, durante o feriado de Corpus Christi, no sábado (28) da semana passada, eles foram detidos ao furtar uma residência dentro de um condomínio, no Sacomã, e levados à delegacia. Naquela ocasião, eles foram levados para a delegacia (26º DP) e, como não foi possível localizar os pais, os dois menores foram encaminhados ao Conselho Tutelar do Ipiranga.

O conselho informou que encaminhou os dois menores para os abrigos do Serviço de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes, um para Itaguara e o outro para Cidade Ademar. Eles teriam fugido dos abrigos. Na noite desta quinta-feira (2), os dois furtaram um carro dentro de outro condomínio. Foram perseguidos pela polícia, teriam trocado tiros e o menor de 10 anos acabou morto com uma bala na cabeça.

O G1 apurou que os dois menores também foram levados à delegacia em mais quatro ocasiões: em 13 de julho de 2015 por ameaça na Delegacia do Turista no Aeroporto de Congonhas (segundo um amigo do menor, eles costumavam engraxar sapatos no aeroporto); no dia 31 de janeiro por furto, no dia 14 de fevereiro por dano a patrimônio e no dia 22 de abril também por furto, infrações pelas quais eles foram encaminhados ao 27º DP no Ibirapuera.

O que diz a lei
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Lei nº 8.069 de 13 de Julho de 1990, diz que menores de 12 anos são considerados crianças e são inimputáveis penalmente, ou seja, não podem sofrer nenhum tipo de penalidade.

As medidas socioeducativas como a internação na Fundação Casa podem ser aplicadas apenas para adolescentes, que são os menores de 12 a 18 anos.

O artigo 104 diz: “São penalmente inimputáveis os menores de 18 anos, sujeitos às medidas previstas nesta Lei. Para os efeitos desta Lei, deve ser considerada a idade do adolescente à data do fato”.

O ECA prevê para qualquer ato infracional praticado por uma criança as seguintes medidas:
I – encaminhamento aos pais ou responsável, mediante termo de responsabilidade;
II – orientação, apoio e acompanhamento temporários;
III – matrícula e frequência obrigatórias em estabelecimento oficial de ensino fundamental;
IV – inclusão em serviços e programas oficiais ou comunitários de proteção, apoio e promoção da família, da criança e do adolescente;
V – requisição de tratamento médico, psicológico ou psiquiátrico, em regime hospitalar ou ambulatorial;
VI – inclusão em programa oficial ou comunitário de auxílio, orientação e tratamento a alcoólatras e toxicômanos;
VII – acolhimento institucional;
VIII – inclusão em programa de acolhimento familiar;
IX – colocação em família substituta.

Abrigamento

O presidente da Comissão dos Direitos Infanto-Juvenis da OAB, Ricardo Cabezon, afirmou que é possível aplicar medidas de segurança mesmo a menores de 12 anos. “Não é possível interná-la, mas há casos em que o juiz da Infância pode pedir o abrigamento. Não é a internação, mas retira-se o poder familiar da mãe e coloca a criança em um abrigo”, afirma Cabezon.

Para o advogado, diante do histórico de que a criança já havia praticado delitos, já era possível ter chamado a família e colocado a criança sob acompanhamento, inclusive psicológico. Em último caso, pode ser pode ser destituído o poder familiar, mas nem sempre esse tipo de ação é aconselhado, como explica o advogado. “Dependendo da degradação da criação da pessoa, o afastamento da mãe nessa situação não é recomendado de uma forma abrupta, mas de uma forma paulatina”, explicou.

O fato de colocar em um abrigo também não garante a recuperação da criança, pois esses locais não tem esse propósito – ao contrário da Fundação Casa, por exemplo. “O abrigo oferece um atendimento educacional, mas é diferente da Fundação Casa, que é voltada para os menores que cumprem medida socioeducativa, para tentar reeducá-los, dar outra perspectiva de vida”, disse Cabezon. “Se coloca simplesmente em um abrigo, dificilmente uma criança com 10 anos é adotada”.

Malha Protetiva
O maior obstáculo para que essas crianças sejam acompanhadas adequadamente é a falta de sistematização da malha protetiva na área infanto-juvenil, que inclui a Secretaria de Assistência Social, o Ministério Público, os Conselhos Tutelares, entre outros órgãos. Segundo Cabezon, falta uma dinâmica para que os casos sejam comunicados entre as instituições e acompanhados.

“O que falta é fazer uma amarração nessa rede protetiva. Normalmente, a autoridade policial deveria comunicar o juiz sobre o que aconteceu. Essa família deveria ser colocada sob observação do Conselho Tutelar. Quando a criança é devolvida para a família, devolveria sob assinatura de um termo de responsabilidade. E juiz poderia aplicar um tipo de medida protetiva. Todos devem recebem informação do caso, o delegado, o Ministério Público, o juiz, o Conselho Tutelar, mas nem sempre os órgãos conversam. Para fazer a engrenagem rodar, não é fácil”, afirma Cabezon.

De acordo com Cabezon, muitos casos estão ligados ao vício em drogas e, às vezes, algumas crianças precisam de tratamento para a dependência química.  “A criança não aprendeu a fazer as coisas sozinha, alguém foi mau exemplo, ensinou a fazer ligação direta, a dirigir, deu uma arma para ela. Nada acontece por acaso”, afirma.

Para o conselheiro Ariel de Castro Alves, do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe) os programas públicos para atender menores infratores e as famílias deles têm que melhorar muito. “O que falta é exatamente programas sociais que consigam diagnosticar os problemas envolvendo essas crianças e adolescentes antes de eles se envolverem com o crime. Porque muitas vezes, quando elas são tratadas e atendidas por programas sociais, já pode ser muito tarde.”

Para Tiago Rodrigues, promotor de execução da Vara da Infância e da Juventude, é preciso agir no núclero familiar do menor. “Isso tudo é um processo. Adolescente não sai com arma na mão do dia para a noite. Isso vai paulatinamente envolvendo o adolescente em ambiente infracional que resulta em situações graves como essa. Tem que fazer intervenções o quanto antes, tanto em relação ao adolecente quanto no núcleo familiar.”

“Se uma criança de 10 anos sair armada deve se cogitar se ela recebeu a educação familiar necessária, de valores, princípios e limites.”

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FONTE: G1.


Aos 74 anos, morre Muhammad Ali, lenda eternizada na história do boxe

Três vezes campeão mundial dos pesos-pesados e considerado o maior nome do esporte, ex-boxeador lutava bravamente há três décadas contra o Mal de Parkinson

Morre o homem, e fica a lenda. Faleceu no fim da noite desta sexta-feira nos Estados Unidos (já madrugada de sábado no Brasil) Muhammad Ali, considerado por muitos o maior boxeador de todos os tempos. Aos 74 anos, o ex-campeão mundial dos pesos-pesados perdeu para o Mal de Parkinson a luta mais difícil de sua vida, deixando para sempre um vazio no esporte mundial. O falecimento do genial Ali foi confirmado por Bob Gunnell, porta-voz da família

Depois de uma batalha de 32 anos contra a doença de Parkinson, Muhammad Ali faleceu com a idade de 74 anos. O tricampeão mundial dos pesos-pesados morreu esta noite. A família gostaria de agradecer a todos por seus pensamentos, orações e apoio, e pede privacidade neste momento – informou Gunnell.

Muhammad Ali (Foto: Reuters)
A história se Ali fica perpetuada no Boxe e no esporte mundial

Tão firme como aguentou as pancadas que levou dentro dos ringues sem nunca ter sofrido um nocaute na carreira, Muhammad Ali também suportou por décadas uma doença degenerativa que afeta os neurônios, o Mal de Parkinson. Derrotado pela paralisia apenas aos 74 anos após muitas lutas e vitórias na vida profissional e pessoal, essa lenda do boxe mundial tem seu nome eternamente gravado na história do esporte, seja por suas atitudes exemplares ou pelo seu cartel de campeão, com 57 vitórias, sendo 37 delas por nocaute, e 5 derrotas.

Nascido na cidade de Louisville, em Kentucky, nos Estados Unidos, com o nome de Cassius Marcellus Clay Jr, ele deu seus primeiros socos no boxe quando tinha 12 anos de idade, em 1954. Na época, teve sua bicicleta nova vermelha e branca, presente do pai, roubada. Ao com encontrar o policial Joe Martin, que também era treinador de boxe, disse que daria uma surra no ladrão e ouvi: “Antes disso, é melhor você aprender a boxear”. O garoto Cassius não perdeu tempo, e depois de seis meses treinando com Martin, venceu sua primeira luta de boxe.

Muhammad Ali (Foto: Reuters)
Um boxeador incomparável, à frente de seu tempo

Ainda como amador, Cassius Clay conseguiu seu primeiro grande feito aos 18 anos, quando conquistou a medalha de ouro na Olimpíada, na categoria meio-pesado, ao ganhar na final do experiente polonês Zbigniew Pietrzykowski. Na volta aos EUA, apesar de ter sido recebido com festa por uma multidão em sua cidade-natal, um episódio marcante impulsionou sua batalha pelos direitos dos negros e igualdade racial. Em sua biografia, ele conta que entrou em um restaurante cheio de brancos e pediu um hambúrguer, mas a funcionário se negou a servi-lo. “Sou Cassius Clay, campeão olímpico”, explicou, mas de nada adiantou. A alegria deu lugar à decepção, e o boxeador acabou jogando a sua medalha olímpica no Rio Ohio.

Já como profissional, na ocasião com 19 vitórias em 19 lutas, Cassius chega para enfrentar o favorito Sonny Liston em 1964, vence no sétimo assalto em Miami, se torna campeão mundial dos pesos-pesados e grita: “Eu sou o maior”. Pouco depois disso, chegou a se aliar a Malcom X, defensor do nacionalismo negro, e também anunciou ter se convertido à religião islâmica, mudando o seu nome para Muhammad Ali. Em 1967, uma polêmica fez Ali perder o título mundial e ficar afastado do boxe por três anos. Ele se recusou a servir o exército americano na Guerra do Vietnã e ainda fez críticas ao envio de militares para o conflito com os vietcongues.

Muhammad Ali (Foto: Reuters)
Cada luta de Ali era uma verdadeira exibição de boxe

Ali voltou a lutar em 1970 e recuperou o cinturão, mas um ano depois perdeu para Joe Frazier, em um duelo épico de 15 rounds decidido pelos juízes em Nova York. Na sequência, venceu Ken Norton, George Chuvalo Floyd e a revanche contra Joe Frazier, antes de ter a chance de desafiar George Foreman para recuperar o posto de número 1 do mundo. No dia 30 de outubro de 1974, em Kinshasa, capital do antigo Zaire (hoje República Democrática do Congo), Muhammad Ali apanhou quase a luta toda do então jovem Foreman, que demonstrava força diante da velocidade e técnica do adversário. Mas Ali não se abalou. Com personalidade forte e contando com o apoio da torcida africana, provocava Foreman, aguentou os socos e surpreendeu no oitavo round, ao derrubar o oponente com um potente golpe e ganhar por nocaute a “Luta do Século”.

Muhammad Ali (Foto: Reuters)
O incontestável talento era acompanhado da irreverência, uma marca registrada

Outra luta histórica foi a chamada Thrilla in Manilla, nas Filipinas, quando derrotou novamente Joe Frazier em 1975. Na sequência, perdeu o título de campeão do mundo em 1978 para Leon Spinks, mas recuperou sete meses depois ao bater o mesmo lutador, antes de anunciar a aposentadoria em 1979. Muhammali Ali acabou ainda voltando aos ringues em mais duas oportunidades, mas perdeu para Larry Holmes em 1980 e para Trevor Berbick em 1981, antes de pendurar as luvas de vez.

Já fora do boxe, Ali revelou que sofria do Mal de Parkinson em 1984, e usou sua fama para ajudar nas pesquisas para buscar uma cura para a doença, inclusive fazendo tratamento com células tronco. Mesmo doente, rodou o mundo, teve encontros com líderes políticos, fez ações beneficentes e levou sua mensagem de paz e igualdade.  Em 1996, foi homenageado e acendeu a pira dos Jogos Olímpicos de Atlanta, além de ter sido presenteado com uma réplica da medalha olímpica que jogou fora em 1960. Em 2005, desembolsou milhões para construir o Muhammad Ali Center, em Louisville, um centro cultural com atividades para inspirar crianças e adultos e perpetuar os seus princípios.

George Foreman x Muhammad Ali (Foto: Agência AP)
Ali nocauteia George Foreman e vence a Luta do Século

Ali ganhou diversos prêmios e condecorações pelos seus feitos e foi eternizado em livros e filmes. Já com a saúde debilitada nos últimos anos, não resistiu e acabou morrendo agora em 2016. O enorme legado que deixou, pode ser representado por algumas de suas frases inspiradoras.

– Eu odiava cada minuto dos treinos, mas dizia para mim mesmo: Não desista! Sofra agora e viva o resto de sua vida como um campeão.

– Aquele que não tem coragem suficiente para aceitar riscos, não irá conquistar nada na vida.

Muhammad Ali ficou o tempo inteiro sentado em uma cadeira (Foto: Divulgação/Universidade de Louisville)
Depois de 32 anos, Ali enfim perdeu a luta para o Mal de Parkinson

 

– Impossível é apenas uma grande palavra usada por gente fraca que prefere viver no mundo como está em vez de usar o poder que tem para mudá-lo. Impossível não é um fato, é uma opinião. Impossível não é uma declaração, é um desafio. Impossível é hipotético. Impossível é temporário.

– Quanto mais nós ajudamos os outros, mas nós ajudamos a nós mesmos.

– Se minha mente pode conceber isso e meu coração pode acreditar, então eu posso alcançar isso.

Muhammad Ali (Foto: Reuters)
O esporte perde um dos maiores de todos os tempos, mas a lenda Muhammad Ali seguirá viva para sempre

FONTE: G1.


Morre o escritor italiano Umberto Eco

Filósofo e romancista morreu aos 84 anos em sua casa, diz ‘La Repubblica’.
Eco é conhecido como autor de ‘O nome da rosa’ e ‘O pêndulo de Foucault’.

O filósofo, semiólogo e romancista italiano Umberto Eco, autor de “O nome da rosa” e “O pêndulo de Foucault”, morreu nesta sexta-feira (19), segundo os jornais italianos “La Repubblica” e “Corriere della Sera”. A informação foi dada por um familiar do escritor ao “La Repubblica”, que diz que Eco morreu aos 84 anos em sua casa às 22h30 do horário local (19h30 pelo horário de Brasília).
A causa da morte não foi informada. Segundo a agência de notícias France Presse, o escritor lutava contra um câncer.

Umberto Eco nasceu na cidade de Alexandria, no dia 5 de janeiro de 1932. Quando pequeno, durante a Segunda Guerra Mundial, se mudou com sua mãe para um pequeno vilarejo na região montanhosa de Piemonte. Seu pai, um contador que vinha de uma família de 13 filhos, foi convocado para lutar em três guerras.

Seu pai queria que Umberto estudasse direito, mas ele decidiu entrar na Universidade de Turin para estudar filosofia medieval e literatura. Mais tarde, Umberto também foi professor na mesma Universidade.

Capa de edição italiana de 'O nome da rosa' (Foto: Divulgação)Capa de edição italiana de ‘O nome da rosa’

Ele trabalhou como editor de cultura no canal de televisão RAI, onde conheceu um grupo de escritores, pintores e músicos que o influenciou em sua futura carreira de escritor.

Em setembro de 1962, Eco se casou com Renate Ramge, uma professora de arte alemã com quem teve dois filhos. Ele dividia seu tempo entre um apartamento em Milão, onde tinha uma biblioteca de 30 mil volumes, e uma casa de veraneio perto de Rimini, em que ficavam 20 mil exemplares.

Em 1992 e 1993, Eco foi professor na Universidade Harvard, nos Estados Unidos. Ele também lecionou nas universidades de Oxford, Columbia e Indiana, na Universidade de San Marino e na Universidade de Bologna, onde era presidente da Faculdade de Ciências Humanas.

Segundo o jornal britânico “The Guardian”, o autor uma vez disse que escrever era apenas uma ocupação parcial. “Sou um filósofo, escrevo romances nos fins de semana”, afirmou.

Ao mesmo jornal inglês, ele disse no ano passado que não sabia o que o leitor esperava. “Acho que Barbara Cartland [escritora britânica] escreve o que os leitores esperam. Acho que um escritor deveria escrever o que o leitor não espera. A questão é não perguntar o que eles precisam, mas muda-los… produzir o tipo de leitor que você quer para cada história”.

Obras
O escritor é conhecido por seu romance “O nome da rosa” publicado em 1980. O livro combina semiótica, ficção, análise bíblica, estudos medievais e teoria literária. Conta a história do frei Guilherme de Baskerville, enviado para investigar o caso de um mosteiro franciscano italiano, cujos monges são suspeitos de cometer heresias. A história, que se passa em 1327, envolve mortes misteriosas, crueldade e sedução erótica.

Acho que um escritor deveria escrever o que o leitor não espera”
Umberto Eco

Em 1986 foi lançado o filme de mesmo nome, dirigido por Jean-Jacques Annaud e estrelado pelo ator Sean Connery.

Entre suas obras mais conhecidas também estão os romances “O Pêndulo de Foucault” (1988) e “O Cemitério de Praga” (2010), além dos ensaios “A Estrutura Ausente” e “História da Beleza”. Seu último romance “O número Zero” foi publicado no ano passado.

Eco já tinha quase 50 anos quando começou a escrever romances, após uma bem sucedida carreira acadêmica. Já era autor de vários livros de não ficção e de ensaios quando decidiu buscar novos desafios.

“Num certo momento, decidi escrever uma história. Eu não tinha mais filhos pequenos para os quais contar histórias”, afirmou o autor à Reuters em 2011, sentado na beirada de uma poltrona, vestido de forma casual com jaqueta de “tweed”, camisa de brim e gravata de tricô.

Quando a gente começa a escrever um livro, especialmente um romance, até a pessoa mais humilde do mundo espera virar um Homero”
Umberto Eco

Em uma entrevista à revista Vogue em 1995, Eco admitiu que não era um autor de fácil leitura. “As pessoas sempre me perguntam ‘como seus romances, que são tão difíceis, fazem sucesso?’. Ofendo-me com a pergunta. É como se perguntassem a uma mulher ‘como os homens se interessam por você?’… eu mesmo gosto de livros fáceis que me colocam para dormir imediatamente”, ironizou.

‘Papa da globalização’
Em 2013, Eco foi agraciado com a medalha de ouro à cultura italiana na Argentina pela Società Itália Argentina (SIA), em um ato na sede do Ministério das Relações Exteriores da Itália.

Dias depois, ele comentou a escolha pelo Vaticano do Papa Francisco, nascido na Argentina, para ocupar o cargo na Igreja Católica. O escritor definiu Francisco como “o papa da globalização” e opinou que representa algo “absolutamente novo” na história da Igreja Católica.

“Estou convencido que o Papa Francisco está representando um fato absolutamente novo na história da Igreja e, talvez, na história do mundo”, disse Eco em entrevista publicada à época pelo jornal argentino “La Nación”.

Saída de Berlusconi
O escritor foi defensor da saída de Silvio Berlusconi do cargo de primeiro-ministro na Itália, em meio ao escândalo sexuais, acusações de corrupção e crises financeiras no país. Berlusconi renunciou em novembro de 2011. “É o fim de um pesadelo”, disse Eco naquele ano, numa entrevista destinada a promover seu novo romance, “O Cemitério de Praga”.

“Teríamos tido esta crise econômica sem Berlusconi, mas o problema teria sido mais leve. Ele não é respeitado no exterior, então não pode representar o país”, disse Eco à época para a agência Reuters, inflamado e agitando um charuto fino e apagado entre os dedos.

O escritor Umberto Eco na cerimônia dos vencedores do Prêmio Príncipe das Astúrias, em Oviedo, em 27 de outubro de 2000 (Foto: Reuters/Desmond Boylan)
O escritor Umberto Eco, na cerimônia dos vencedores do Prêmio Príncipe das Astúrias, em Oviedo, em 27 de outubro de 2000

Livros impressos e jornais
O escritor acreditava que os livros impressos não desaparecerão por causa das versões eletrônicas. “Não conseguiremos nos livrar dos livros”, afirmou em 2009, em uma entrevista coletiva horas antes de receber uma medalha de honra em Madri. “Eu não poderia ler Proust em formato digital. Seria impossível. Se eu tivesse que deixar um legado para o futuro, deixaria um livro, e não em formato digital”, afirmou.

Mas com relação ao jornal impresso, não se mostrou tão otimista. “Eu gosto de abrir as folhas do jornal tomando o café de manhã, mas já não sei se isso é o que meu neto pensa”, disse na mesma entrevista.

O escritor foi além ao afirmar que, “para fazer um jornal, são perdidas 40 páginas com publicidade”. “Os jornais são obrigados a conseguir muitas notícias para sobreviver e não estão dispostos a abandonar a batalha. Hoje há uma censura por excesso de informação”, acrescentou.

Na ocasião, Eco também afirmou que os intelectuais “não têm virtudes proféticas, que a figura do intelectual é um mito da esquerda”. No entanto, acreditava que “o intelectual tem que influenciar mais em longo prazo, não de forma imediata”.
FONTE: G1.


Delegado de Cuiabá esquece filho de 2 anos dentro do carro e criança morre

À polícia, o pai disse que se distraiu com uma chamada emergencial de transferência de um preso para um presídio e, ao invés de ir para a escola do filho, seguiu direto para a delegacia

Reprodução

Um menino de dois anos morreu após ser esquecido dentro do carro, na terça-feira (26/1), em Cuiabá (MT). O pai, Geraldo Gezoni Filho, que é delegado da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), deveria ter deixado a criança na escola por volta das 14h, mas o esqueceu dormindo na cadeirinha do banco traseiro do veículo.

À polícia, o pai disse que se distraiu com uma chamada emergencial de transferência de um preso para um presídio e, ao invés de ir para a escola do filho, seguiu direto para a delegacia. Depois de tomar as providências, no fim do dia, Gezoni saiu do trabalho com a intenção de buscar a criança na escola, e só aí se deu conta de que o bebê tinha ficado dentro do carro.

O menino, que morreu asfixiado, chegou a ser socorrido no pronto-socorro de um hospital particular da cidade, mas não resistiu. O delegado geral da Polícia Civil, Adriano Peralta Moraes, destacou que toda a instituição está em luto e solidária à dor da família. “Dispensaremos ao Dr. Geraldo e sua família todo apoio necessário neste momento de luto, ressaltando se tratar de um excelente profissional que sempre desempenhou suas funções com dedicação e zelo, inclusive no dia do fato encontrava-se trabalhando na hora do almoço”, afirmou.

A Polícia Civil investiga o caso e afirmou, em nota, que as providências estão sendo tomadas para apurar as circunstâncias da morte da criança.

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FONTE: Estado de Minas.


Morre índio agredido com chutes na cabeça enquanto dormia em rua de BH


Vítima, que ainda não foi identificada, estava internada no Hospital João XXIII onde faleceu no início da noite desta sexta-feira (15); suspeito segue sendo procurado pela polícia

Morreu, no início da noite desta sexta-feira (15), o índio ainda não identificado que teve um afundamento de crânio durante a madrugada após ser agredido por um jovem com chutes na cabeça enquanto dormia, no Centro de Belo Horizonte. Ele estava internado em estado grave desde esta manhã no Hospital de Pronto-Socorro (HPS) João XXIII.

A unidade de saúde não repassou outros detalhes sobre o quadro da vítima, que chegou sem identificação e foi encaminhada para a emergência da unidade de saúde. Ele permaneceu internado e respirava com a ajuda de aparelhos até esta noite, quando não resistiu à gravidade dos ferimentos.

De acordo com o sargento Sandro Matos, da 6ª Companhia do 1º Batalhão da Polícia Militar, que atendeu à ocorrência, o morador de rua teria ficado mais de cinco horas esperando o socorro. “O crime aconteceu por volta das 2 horas da manhã. Depois, ainda furtaram uma sacola que estava debaixo dele”, contou o militar. Veja as imagens de câmeras de segurança no momento da agressão:

Ainda conforme o sargento, imagens de câmeras de segurança mostram que a vítima estava deitada na rua Vinte e Um de Abril, quando o criminoso chegou e a agrediu sem falar nada. Nas imagens é possível ver que o suspeito, após desferir vários chutes e pisadas na cabeça da vítima, chega a sair de perto para disfarçar enquanto veículos passam pela rua, mas volta e continua com as agressões. Depois, o suspeito vai embora, sem levar nada.

Assim que a PM chegou ao local, nesta manhã, acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que socorreu o índio para o Hospital de Pronto-socorro (HPS) João XXIII. O suspeito segue sendo procurado pela PM. “É um cidadão comum, estava muito bem vestido. Tudo indica ser crime por intolerância”, finalizou Matos.

Comerciantes da região afirmam que o índio tinha bom relacionamento com todos que passavam pelo local. “Ele costuma dormir na avenida do Contorno, no bairro Floresta, ele era amigo de todos aqui na região. Além disso, ele não tinha problema com ninguém”, contou um trabalhador que não quis se identificar.

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FONTE: O Tempo.


Homem morre atingido por bala perdida durante culto em Santa Luzia

Briga começou na rua e tiro matou a vítima que estava na igreja.
Os três homens que provocaram o tiroteio fugiram.

 bala-perdida

Um homem de 38 anos morreu atingido por bala perdida dentro de uma igreja evangélica, na noite deste domingo (11), na Rua Maria Augusta Reis, no bairro Santa Rita de Cássia, em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

De acordo com a Polícia Militar (PM), uma confusão na rua começou porque um homem se desentendeu com a ex-mulher por ela estar acompanhada por dois rapazes. Ela ainda teria sido agredida publicamente.

Na briga, tanto o ex quanto os homens iniciaram um tiroteio e uma das balas acertou a vítima que participava do culto. Os três homens que provocaram o tiroteio fugiram. Até a publicação desta reportagem, nenhum havia sido preso.

 

FONTE: G1.


Morre aos 82 anos o escritor Oliver Sacks

Autor de vários livros, que misturam casos de seus pacientes com ficção e humor, havia dito que sofria de câncer terminal

Sacks criou universo mágico, sem perder o rigor científico e soube descrever seus pacientes com afeto (Chris McGrath/Getty Images/AFP %u2013 3/6/09)

Brasília – Humor e lucidez eram qualidades sempre presentes no texto de Oliver Sacks. Ele podia fazer rir, mas com seriedade. Podia fazer chorar, mas sem pieguice. Neurologista e escritor nascido em Londres em 1933, Sacks foi um médico brilhante e um escritor fascinante ao traduzir em palavras a experiência humana e os mistérios da mente.

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Em fevereiro, ele publicou uma carta no The New York Times para anunciar um câncer em fase terminal. Um melanoma descoberto há nove anos e tratado com radioterapia que deixou Sacks cego de um olho havia se espalhado e agora afetava o fígado. O médico e escritor morreu ontem, aos 82 anos, em sua casa, em Manhattan.

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Na carta em que anunciava a própria morte para breve, o autor de 13 livros explicava que precisava decidir como viveria os meses que restavam. “Eu tenho que viver da maneira mais rica, profunda e produtiva que puder. E nisso, sou encorajado pelas palavras de um de meus filósofos favoritos, David Hume, que, ao descobrir que estava mortalmente doente, aos 65 anos, escreveu uma autobiografia em um único dia”, escreveu Sacks, que na época já havia terminado sua própria autobiografia.

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Sempre em movimento chegou ao Brasil em julho, pela Companhia das Letras e com tradução de Denise Bottmann. “Eu sou grato por ter vivido nove anos com uma boa saúde e produtividade desde o diagnóstico original, mas agora eu estou cara a cara com a morte”, escreveu em artigo para o The New York Times.

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Oliver Sacks nasceu a Inglaterra, mas passou boa parte da vida nos Estados Unidos. O trabalho como neurologista permitiu que explorasse o órgão mais difícil de ser estudado do corpo humano. As pontes entre mente e alma sempre intrigaram Sacks, que era dono de uma notável habilidade literária. Em um de seus livros mais populares, O homem que confundiu sua mulher com um chapéu, ele retoma histórias dos próprios pacientes, gente que sofria de doenças da mente e do cérebro, em narrativas capazes de transportar o leitor para um universo mágico e fantástico, sempre real e possível.

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Alucinações musicais é um dos livros mais interessantes de Sacks, com histórias de pacientes com distúrbios neurológicos ligados à música. O autor fala sobre um homem que se torna pianista após ser atingido por um raio e sobre como Mozart pode desencadear sensações dramáticas em um paciente. Seu Tempo de despertar, de 1973, detalha a experiência com pacientes que sofreram de encefalite letárgica e como conseguiam escapar – mesmo que brevemente – de seu estado catatônico com a ajuda de uma medicação.

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A obra ficou conhecida por causa do filme homônimo em que Robin Williams interpretou o próprio médico, mas talvez seja a biografia Sempre em movimento o texto mais emocionante do neurologista, que não se esquivava de mergulhar na própria mente para tentar compreender a consciência humana. Para o médico, o mais importante era compreender a relação dos pacientes com suas doenças e como eles conseguiam reconstruir a própria identidade a partir da compreensão do mal que sofriam.

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Formado em Oxford, filho de uma médica que foi uma das primeiras mulheres a se tornar cirurgiã, Sacks imigrou para os Estados Unidos em 1965 e foi professor na Escola de Medicina Albert Einstein e na Universidade Columbia, em Nova York. “A Escola de Medicina da NYU está imersa em tristeza com a morte do nosso estimado colega Oliver Sacks, cujos trabalhos abriram novos caminhos na neurologia e neuropsiquiatria e trouxeram importantes conhecimentos”. “Igualmente importante, seu trabalho prolífico e premiado tocou a vida de milhões de pessoas no mundo inteiro”, afirmou a instituição em declaração.

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Desde a descoberta do primeiro tumor, em 2006, ele publicou quatro livros. Na carta em que se despede, deixou claro que estava trabalhando em outros. Possivelmente, a morte do autor não seja o ponto final de suas publicações. “Não posso fingir não ter medo. Mas o sentimento que predomina em mim é a gratidão. Eu amei e fui amado; tive muito e dei muito em troca; eu li, e viajei, e pensei, e escrevi”, disse no artigo, sobre seus planos para os últimos meses de vida.

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PRINCIPAIS OBRAS

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O Homem Que Confundiu Sua Mulher com um Chapéu
De Oliver Sacks. Tradução: Laura Teixeira Motta. Companhia das Letras, 272 páginas. R$ 52
Como é possível preservar a imaginação com a mente afetada por deficiências graves e como se dá a construção da identidade nessa situação são perguntas que o médico se faz nesses relatos de casos de pacientes
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Sempre um movimento
De Oliver Sacks. Tradução: Laura Teixeira Motta. Companhia das Letras, 392 páginas. R$ 39,90
A infância na Inglaterra, o papel da mãe controladora e dura, a imigração para os Estados Unidos e as primeiras incursões no universo na neurologia são alguns dos temas tratados na biografia

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Vendo Vozes: Viagem ao Mundo dos Surdos
De Oliver Sacks. Tradução: Laura Teixeira Motta. Companhia das Letras, 200 páginas. R$ 39
A partir da experiência com surdos, Sacks investiga a construção da linguagem e como se dá a comunicação em
um universo no qual é preciso sempre reinventar
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Alucinações Musicais: relatos sobre a música e os cérebros
De Oliver Sacks. Tradução: Laura Teixeira Motta. Companhia das Letras, 368 páginas. R$ 59
Como o cérebro reage ao ato de fazer ou ouvir música e como o ser humano pode entrar em estados emocionais impossíveis de serem atingidos conscientemente pontuam esta coletânea de casos

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FONTE: Estado de Minas.

 


JUVENTUDE INTERROMPIDA »Festa, baderna e assassinato

Rapaz de 22 anos é morto a tiro por causa de esbarrão em calourada perto da PUC Minas. Vizinhos e a própria universidade criticam os excessos nos eventos no entorno do câmpus

Marcada pela violência que vitimou Daniel Vianna (detalhe), festa provocou sujeira e confusão, que 
a comunidade denuncia como frequentes  (edésio ferreira/EM/D.a press)

A festa festa para calouros da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) se transformou em baderna e terminou com um assassinato, além de brigas e acidente com motorista alcoolizado, entre a noite de sexta-feira e madrugada de ontem. Os estudantes que organizaram o encontro fecharam a Avenida 31 de Março, diante da unidade do Bairro Coração Eucarístico, na Região Noroeste de BH, em evento que contou com farto consumo de bebidas alcoólicas e gerou muito lixo.

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Por volta da 1h30 de ontem, em meio à festa, o estudante Daniel Adolpho de Melo Vianna, de 22 anos, do último período de direito da Faculdade Pitágoras, se desentendeu com o soldador Pedro Henrique Costa Lourenço, de 29. Segundo testemunhas, Pedro Henrique tinha um revólver na cintura e atirou no rosto de Daniel, que morreu na hora. Amigos do universitário morto entraram em luta com o atirador e o imobilizaram. Horas antes, um calouro de 19 anos, do curso de ciências contábeis da PUC, que havia saído da festa, bateu em pelo menos cinco carros estacionados. .

A polícia fez o teste do bafômetro e constatou que o rapaz apresentava mais de três vezes o teor alcoólico limite para crime de trânsito.

“Amor da minha vida, meu filho tão amado e querido. Você agora está com Deus, onde um dia iremos nos encontrar. Meu coração está partido, despedaçado. Mas você foi um anjo que Deus me emprestou, para poder ser sua mãe por 22 anos. Não sei como vou viver com sua ausência aqui na Terra, mas jamais te esquecerei. Te amo, te amo, te amo e assim para sempre será.” Wânia Lúcia Melo Vianna, mãe de Daniel Adolpho de Melo Vianna, em depoimento postado em rede social
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O rapaz assassinado durante a festa deixou de viajar com a família da mãe para passar o Dia dos Pais em Belo Horizonte, com o pai. Tio materno de Daniel, o comerciante Sérgio Luiz Perpétuo de Melo, de 54, disse que a família está devastada. “Estávamos em Carandaí (137 quilômetros de BH), no meu sítio. Por volta das 4h30, nos deram a notícia. Voltamos na hora. A mãe dele ainda não acredita. A irmã, de 17, está muito abalada. Ninguém entendeu como alguém pode destruir uma família de uma forma tão estúpida”, desabafou.
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Segundo o comerciante, Daniel era um rapaz de família e muito reservado. “Tinha começado um escritório de advocacia com amigos e todo dinheiro que ganhava usava para comprar algo para casa. Ele era o sonho da minha irmã, que teve de lutar muito em tratamentos para engravidar dele. A ficha dela ainda não caiu”, conta. O pai, em estado de choque, não falou sobre o episódio. O corpo do rapaz deve ser sepultado hoje, às 10h, no Cemitério do Bonfim, na capital.
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De acordo com uma engenheira ambiental de 26 anos, que participava da festa e pediu para não ser identificada, o homem apontado como assassino chegou ao evento com um grupo que se destacava por um aspecto que ela classificou como “típico de marginais”. “Esse pessoal esquisito mal chegou e a confusão começou, em frente ao banheiro feminino. Escutei um tiro e fiquei apavorada. Fui embora imediatamente. Antes, estava tudo pacífico, com as pessoas dançando e conversando numa boa. Foi só esse pessoal chegar que ocorreu essa tragédia”, conta..

Pelo relato feito à Polícia Civil por seis testemunhas, que são amigas da vítima, Daniel e outro colega estavam de passagem pelo interior do bar, quando o estudante de direito esbarrou na perna de Pedro Henrique e pisou no seu pé, por descuido. O soldador, segundo essa versão, teria se irritado e gritado com Daniel, que abriu os braços, esboçando não ter entendido o que se passava.

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Nesse momento, o homem teria sacado um revólver da cintura e atirado no rosto da vítima, que morreu na hora. “Pedro correu por 10 metros e os amigos da vítima entraram em luta corporal com ele. Um deles é lutador de jiu-jítsu e conseguiu imobilizar o agressor, que ainda tentou atirar nele, mas a arma caiu”, contou o delegado Sidney Aleluia, da Central de Flagrantes. A Polícia Militar chegou ao local e prendeu o homem, mas a arma desapareceu. “Acredito que algum colega do acusado tenha escondido o armamento”, disse o delegado.

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EUFÓRICO Na delegacia, Sérgio Luiz, tio do rapaz morto, contou que o soldador não demonstrou arrependimento e seus pais chegaram a zombar da família da vítima. “Minha irmã estava desesperada e os pais daquele monstro ficaram falando que logo ele estaria solto. Se fosse meu filho, iria chegar de joelhos e pedir perdão por ele ter tirado a vida do filho de outra pessoa”, criticou. De acordo com o delegado Sidney Aleluia, o acusado aparentava estar muito eufórico e poderia ter feito uso de alguma substância entorpecente.

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Pedro Henrique não quis falar sobre o episódio e disse aos policiais militares que não foi ele quem atirou. O advogado Fábio Piló, contratado pela família do acusado para acompanhar a lavratura do flagrante, disse que ainda não havia conversado com o cliente sobre o caso. O delegado disse que indiciaria o homem por homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil, impossibilidade de defesa da vítima e com emprego de arma de fogo, além de tentativa de homicídio contra um dos amigos do rapaz e disparo de arma de fogo em via pública. As penas, somadas, em caso de condenação, podem chegar a 54 anos de reclusão e multa.

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Horas antes do assassinato, ainda pintado de azul, como é tradição na recepção dos calouros, um estudante de 19 saiu da mesma calourada dirigindo seu automóvel Gol, mas perdeu o controle e bateu em pelo menos cinco carros estacionados na Alameda Guajará, a menos de um quarteirão da PUC. Policiais do 34º Batalhão da PM detiveram o motorista, que concordou em soprar o bafômetro. A quantidade de álcool medida no ar expelido pelos pulmões foi de 1,19 miligrama por litro de ar, sendo que o limite para que se configure crime de trânsito é de 0,34 miligrama. O caso foi encerrado na delegacia do Detran e o veículo, levado pela mãe do calouro.

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Vizinhança pede fim do transtorno

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Moradores do entorno do bar onde ocorreu o homicídio reclamam que os transtornos relacionados a barulho, sujeira e brigas começaram desde a abertura do estabelecimento, há pouco mais de dois anos. E que, inclusive, procuraram o Ministério Público no fim do ano passado, para relatar os problemas, mas não tiveram retorno. De acordo com o presidente da Associação de Moradores do Bairro Coração Eucarístico, Walter Freitas, festas marcadas em redes sociais chegaram a reunir cerca de 5 mil pessoas nas imediações.

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“Nas calouradas, vêm alunos da PUC, mas também muita gente de fora, porque os encontros são divulgados na internet. Vira uma verdadeira balbúrdia”, afirma o morador, ressaltando que, ontem, o bar estava aberto. “Estão funcionando, como se nada tivesse ocorrido”, criticou. Os transtornos na região são criticados pela própria PUC, que destacou em nota nada ter a ver com o evento que terminou em morte.

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O líder comunitário conta que, com tanta gente, o trânsito fica complicado e ônibus das linhas que atendem ao bairro ficam travados entre veículos, muitas vezes estacionados de forma irregular. “Vira um caos generalizado. Os frequentadores ligam o som dos carros e fazem muito barulho madrugada adentro. Atrapalham a passagem de pedestres e de quem chega de carro em casa”, lembrou. Segundo Walter, a associação vai voltar a procurar o MP, desta vez para pedir que o funcionamento dos bares ocorra somente até as 23h, além de reforço de policiamento.

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Em nota, a PUC Minas informou que o evento não era uma calourada da universidade. E, ainda, que o estabelecimento onde ocorreu o confronto é frequentado por um grande número de pessoas, entre elas, alunos, e que os eventos provocam, muitas vezes, transtornos para o trânsito e riscos para a segurança de toda a comunidade. “Com os moradores da região e a Polícia Militar, a universidade tem mantido um permanente diálogo sobre o problema, entendendo que há prejuízos claros à tranquilidade e à qualidade de vida dos vizinhos do estabelecimento. Além disso, por meio de seus professores, gestores acadêmicos e funcionários, a universidade procura desestimular a ida de seus alunos àquele local, em função, exatamente, das aglomerações que ali eventualmente se dão”, diz trecho da nota.

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A instituição lamentou o ocorrido, que, de acordo com a nota, “expressa, de modo grave, a banalização da violência em nossa sociedade”. “A PUC Minas reitera sua determinação em continuar buscando uma solução para o fim dos mencionados transtornos, que resulte de um amplo diálogo, envolvendo toda a comunidade”, conclui o texto

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FONTE: Estado de Minas.


Estudante é morto durante calourada da PUC no bairro Dom Cabral

O jovem de 22 anos foi morto com um tiro no rosto após uma discussão no local

Edésio Ferreira/Divulgação

Uma calourada da PUC, no bairro Dom Cabral, região Noroeste de BH, terminou em tragédia na noite de sexta-feira. O estudante Daniel Adolpho de Melo Viana, de 23 anos, foi atingido por um tiro no rosto após uma discussão.

Segundo testemunhas, o autor do tiro, Pedro Henrique Costa Lourenço, 29 anos, esbarrou em Daniel e começou a gritar com a vítima, sacou uma arma de fogo e atirou. De acordo com a PM, cerca de 2 mil pessoas participavam de uma festa em um bar conhecido como Bar Rosa.

O público segurou o suspeito até a chegada da Polícia Militar, que prendeu o jovem. Ele foi reconhecido por funcionários do bar e foi levado para a Central de Flagrantes da Polícia Cívil, no bairro Floresta.  A arma utlizada por Pedro não foi encontrada. Viana morreu na hora.

Marcos Vieira / EM / D.A Press

Segundo o delegado Sidney Aleluia, Pedro Henrique será autuado como suspeito por homicídio duplamente qualificado, disparo de arma de fogo no meio de festa e tentativa de homicídio contra os populares que dominaram o suspeito. O autor do disparo disse ser soldador e possui porte de arma. Ele ficará preso provisoriamente no Ceresp da Gameleira e na segunda-feira o inquérito seguirá para a Delegacia de Homicídios Noroeste. Daniel era estudante de Direito da faculdade Pitágoras e estava no último ano.

Esta não é a primeira ocorrência causada pela calourada realizada nas imediações da PUC Minas na sexta-feira. O estudante estudante A.B.N.C., de 19 anos, provocou uma série de batidas ao dirigir embriagado enquanto saía da festa. Moradores da região reclamam da violência constante e do fechamento das ruas com festas.

FONTE: Hoje Em Dia.


Mulher morre após emagrecer 45 quilos com dieta radical 

Ingestão de 400 calorias por dia levou a anemia profunda e infecções


B-G

Cintia Cunha, que morava na zona leste de São Paulo, morreu no último domingo


Em busca do emagrecimento rápido e em nome da beleza, muitas mulheres acabam cometendo algumas loucuras que colocam a própria vida em risco. Uma das apostas radicais mais usadas são as dietas ditas milagrosas, que, sem acompanhamento médico, podem extrapolar os limites da segurança e da saúde. No último domingo, a consultora Cintia Cunha, 37, não resistiu a uma série de problemas de saúde após iniciar uma dieta rigorosa em fevereiro, na qual ingeria apenas 400 calorias por dia.

Propostas de alimentação com menos de 1.200 calorias diárias são arriscadas e raramente indicadas por especialistas, segundo o diretor da regional Minas Gerais da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), Paulo Augusto Carvalho Miranda. “Qualquer tratamento para a obesidade que ofereça algum tipo de proposta de perda de peso rápido é duvidoso”, alerta.

Mais do que eliminar quilos na balança, a rápida perda de peso pode sobretudo levar a quadros de desnutrição e desidratação. “Dietas de baixo valor calórico são incapazes de oferecer os nutrientes necessários às funções corporais. Então, o organismo entra em um processo de perda de massa muscular e alterações metabólicas que culminam nas disfunções de órgãos vitais, como rins e fígado, levando à morte”, afirma Miranda.

De acordo com o jornal “Extra”, Cintia, moradora de São Paulo, morreu após meses de internações em hospitais por conta de anemia profunda e infecções. Amigas próximas a Cintia também contaram ao veículo que a obsessão em emagrecer foi impulsionada após ela ouvir de um rapaz que “era gorda e não conseguiria nada na vida dessa forma”. Diabética e hipertensa, na época, a consultora pesava cerca de 115 kg.

Segundo os relatos das amigas, Cintia “só tomava suco, não comia mais nada, dizia que era para desintoxicar o organismo”. Ela chegou a perder 45 quilos em menos de seis meses.

Segundo a nutricionista do Programa Dieta e Saúde, Ana Carolina Icó, a “detoxificação” já é feita de forma natural pelo corpo. “Quando se tem um consumo de frutas, legumes, verduras e água, e há diminuição do consumo de industrializados, já existe o processo de detoxificação”.

Ana Carolina também ressalta que, para emagrecer, não é preciso fechar a boca. “O processo de reeducação alimentar envolve muito mais a adaptação da qualidade dos alimentos e a correção de alguns hábitos”, afirma a nutricionista.

Flash

ModaDietas extremamente rigorosas, como a utilizada por Cintia, já levaram outras pessoas à morte. “Kits dietéticos com alimentos e suplementos que atingiam um total de 350 calorias eram vendidos na década de 70”, diz Paulo Augusto.

FONTE: O Tempo.


Despedida

FERNANDO BRANT – 9/10/1946 – 12/6/2015
A hora do encontro é também de despedida
Amigos e músicos do Clube da Esquina se reúnem para o adeus ao compositorNo fim da tarde, sob lágrimas e aplausos, Fernando Brant foi sepultado no Bonfim (Euler júnior/EM/D.A Press)

O verso da canção Encontros e despedidas, de Fernando Brant e Milton Nascimento, ilustra bem a  reunião do Clube da Esquina para o velório e o enterro do compositor em BH. O grupo de amigos e músicos deu fama à confluência das ruas Paraisópolis e Divinópolis, no Bairro Santa Tereza. Ontem, a esquina mudou de lugar. Transferiu-se para o Palácio das Artes, onde familiares, artistas e fãs se despediram de Fernando Brant, que morreu na noite de sexta-feira, aos 68 anos, em decorrência de complicações de um transplante de fígado.
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O encontro foi comovente e marcado pela gratidão a quem fez diferença na vida de tantas pessoas. Milton Nascimento, Lô Borges, Tavinho Moura e Toninho Horta foram se encontrar pela última vez com o amigo e parceiro. “Fernando foi um dos meus primeiros parceiros. Fizemos composições que ficaram eternizadas. Era um cara extremamente afetivo e inspirado. É um querido amigo, é um querido parceiro. É um momento de tristeza”, afirmou Lô. Ele se lembrou de sucessos que compuseram juntos, como Para Lennon e McCartney e Feira moderna.
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O velório começou às 9h, quando a família começou a receber fãs e amigos, que prestaram as últimas homenagens. Os irmãos Moacyr, Paulo, Roberto e Lucy foram os primeiros a chegar. Aos poucos, muitos amigos, companheiros do mundo da música, políticos e admiradores foram chegando também. O clima era de muita tristeza, mas de reconhecimento pela importância artística de um ícone da música brasileira. “Ele eternizou que amigo é coisa para se guardar. Digo que irmão é coisa para se guardar. As pessoas o conhecem muito como músico, mas o melhor lado é humano”, disse Moacyr Brant. Fernando, como destacou o irmão, amava o Brasil e demonstrava isso em suas letras. “Era um ser humano extraordinário.”
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A filha Ana Luísa Brant, de 39, contou que o pai estava otimista em relação ao transplante de fígado. “Estávamos confiantes e ele também. Tinha certeza que iria dar certo. Não imaginávamos que ele iria nos deixar”, lamentou. Para ela, o pai era uma pessoa muito sonhadora e engajada. “Não tenho ideia de como ser filha de outro cara. Um homem admirável, meu ídolo”, afirmou.
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À tarde, foi celebrada uma missa de corpo presente. Estiveram juntos por todo tempo a mulher dele, Leise, e os três filhos, Ana Luísa, Isabel, de 37, e Diógenes, de 27. Os irmãos e sobrinhos de Brant também prestaram homenagens.
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Muitos políticos também levaram o adeus ao compositor, como o governador Fernando Pimentel (PT), os senadores Aécio Neves e Antonio Anastasia e o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda. “Uma perda inestimável. Fernando Brant carregava consigo a alma mineira e a carregava por todo o Brasil na sua singeleza e profundidade. Era um homem público na dimensão maior que isso pode expressar”, afirmou Aécio. Amigo de Brant, o senador ressaltou que ele foi um dos conselheiros mais importantes de seu governo e teve papel fundamental para pensar o Circuito Cultural da Praça da Liberdade.
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Pimentel destacou que Brant é homem de sua geração. “Ele cresceu junto comigo. Tivemos os mesmos sonhos, as mesmas angústias, esperanças. Pessoa que representa muito o que fizemos da nossa juventude até hoje. Ele fez no campo da música uma das maiores revoluções da música brasileira, o advento do Clube da Esquina. Deixou um legado inestimável na arte e na música popular.” Já o prefeito Marcio Lacerda destacou as qualidades do compositor: “Sempre admirei a sua simplicidade, o seu jeito afável, equilibrado, a personalidade discreta, a voz serena que tanto nos ensinava.”
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SEPULTAMENTO Uma cerimônia discreta, simples, sincera, cercada de emoção, como era o próprio Fernando Brant. Assim foi o sepultamento do compositor no Cemitério do Bonfim, na Região Noroeste de BH. Entre os parceiros do Clube da Esquina, estavam Toninho Horta e Milton Nascimento. Parentes, amigos, muitos do meio musical, e fãs entoaram Canção da América, começando por “amigo é coisa para se guardar debaixo de sete chaves… A clássica Travessia, falando da partida do amigo, e Menestrel das Alagoas, com a pergunta: “quem é esse viajante?”.
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Muito emocionado, Milton ressaltou a homenagem ao amigo no cemitério, com músicas, como Brant merecia. Pouco antes das 16h, o corpo do compositor deixou o Palácio das Artes em direção ao cemitério, onde dezenas de pessoas foram dar o último adeus.
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Milton, amparado por amigos, ficou próximo à cabeceira do túmulo. Com olhar sereno, parecia passar um filme em sua cabeça dos tantos momentos ao lado de Brant, dos quais surgiram tantas poesias, que encantaram gerações. Cantou com voz trêmula e quase imperceptível.
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“Não sei falar (sobre a morte de Brant) mais porque é uma tristeza. Eu estava numa felicidade ontem (sexta-feira), antes de saber das coisas. E pensei que era alguém querendo passar um trote; não era, infelizmente. E hoje às 5h da manhã saí do Rio, viemos para cá, agora para saudar um grande amigo de sempre, um dos melhores amigos que a gente pode ter na vida. Não tenho palavras para descrever”, disse Milton, antes de deixar o cemitério.
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“Viemos saudar um grande amigo de sempre, um dos melhores amigos que a gente pode ter na vida. Não tenho palavras para descrever”

Milton nascimento
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“Fernando tinha uma utopia: queria entrar nas universidades para falar com os estudantes. Ele era muito engajado, queria o bem”

 Tavinho Moura
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“Fernando, um dos intelectuais mais brilhantes do Brasil, partiu em seu voo pássaro. Escreveu pérolas que ficarão gravadas no inconsciente coletivo por toda a eternidade.” 

 Lô Borges

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FONTE: Estado de Minas.


Fernando Brant morre em Belo Horizonte

 Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press
O compositor Fernando Brant morreu na noite desta sexta-feira (12/6), em Belo Horizonte, aos 68 anos, de complicações decorrentes de uma cirurgia de transplante de fígado. Submetido a uma primeira operação na terça passada, o músico teve rejeição ao órgão transplantado e passou por um segundo transplante, na madrugada de sexta. Ao longo do dia, sua saúde se deteriorou. A família confirmou a morte por volta das 21h40. Fernando deixa duas filhas, Isabel e Ana Luisa, e também um terceiro, Diógenes, seu ‘filho do coração’. Ele deixa também dois netos e a esposa, Leise.

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O enterro de Fernando Brant será neste sábado, no Cemitério do Bonfim. Ainda não foi divulgado o horário.

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Relembre a carreira de Fernando Brant; compositor faleceu nesta sexta-feira
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Fernando Rocha Brant nasceu em Caldas, no Sul de Minas, em 9 de outubro de 1946. Veio para Belo Horizonte aos 10 anos. Na infância, estudou no Grupo Barão Rio Branco, no Colégio Estadual Central e no Colégio Arnaldo, de onde se lembrava com carinho: “Era um negócio muito rígido, aquele negócio de castigo depois da aula, coisa assim. Mas era um colégio que tinha campo de futebol, piscina, jogava-se finca, bola de gude, que era tudo de terra em volta das salas de aula. Hoje está tudo cimentado”, disse Fernando em um depoimento ao Museu Clube da Esquina.

Luiz Alfredo/O Cruzeiro/Arquivo Estado de Minas
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Conheceu Márcio Borges e Milton Nascimento na noite de Belo Horizonte. Os parceiros de Clube da Esquina tiveram afinidade imediata. “E o Milton é que depois me falou: “Eu vou ser amigo desse cara aí”. Pouco tempo depois, na porta do Maleta, o Zé Fernando nos apresentou. Aí a gente entrou no bar, sentamos à mesa e começamos a conversar. Depois fomos em outro, na praça Raul Soares. E nós passamos a noite inteira assim, conversando, rindo pra danar, e ficamos amigos. As duas versões estão certas, elas se completam”.
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Milton se mudou para São Paulo em 1965, mas encontrava-se com Brant e Borges de 15 em 15 dias. Em um desses encontros, pediu para o amigo Fernando escrever uma letra para uma melodia triste que havia composto. De início, Brant relutou, mas a insistência de Bituca acabou por convencê-lo e assim nasceu ‘Travessia’.
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Brant custou para mostrar a letra ao parceiro. No escritório do pai, em casa, entregou a “encomenda” e os dois tomaram um vinho de Caldas para comemorar. Consta que o violão, emprestado por uma das irmãs de Fernando, ganhou o autógrafo de Bituca. A parceria não venceu o Festival Internacional da Canção (FIC), no Rio de Janeiro.’Travessia’ ficou em segundo lugar, mas conquistou o Brasil.
.O Clube da Esquina surgiu no fim dos anos 60, uma época marcada pela ditadura. Milton, Fernando, Ronaldo, Márcio e Lô Borges, o jovem montes-clarense Beto Guedes, Toninho Horta e o três-pontano Wagner Tiso souberam mesclar samba, toada, cantochão, jazz e rock.  Fernando Brant assinava a letra de ‘Para Lennon e McCartney’, parceria com Lô e Márcio Borges – conexão poética com o pop internacional. ‘Aqui é o país do futebol’, parceria com Milton, já trazia o Fernando engajado politicamente, que falava do Brasil vazio nas tardes de domingo, de olho no futebol e esquecido das agruras do cotidiano – e da política.
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Em 1973, o disco ‘Milagre dos peixes’ contava com lirismo aperfeiçoado de Fernando Brant. Ele driblou a censura com a faixa-título, feita em parceria com Milton Nascimento: “E eu apenas sou/ um a mais/ um a mais/ a falar desta dor/ a nossa dor”.
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Depois disso foram dezenas de discos e clássicos escritos pelo letrista. ‘Canção da América’, ‘Maria, Maria’ ,’Ponta de areia’, ‘Nos bailes da vida’, ‘Raça’ e ‘Encontros e despedidas’ são alguns exemplos. Militante da palavra, foi cronista do caderno EM Cultura, do Estado de Minas, até o ano passado. O livro ‘O clube dos gambás'(Record) reuniu alguns textos publicados no EM. Casado com Leise Brant, o compositor deixa órfãs as filhas, Izabel e Ana Luiza, e milhares de fãs.

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Fernando Brant, um dos fundadores do Clube da Esquina, morre em BH

O mineiro de Caldas morreu após complicações em uma cirurgia de fígado.
O corpo do músico será enterrado neste sábado, segundo irmã.

Imagem de integrantes do movimento musical mineiro Clube da Esquina posam no Bar Hipódromo, na Gávea, zona sul do Rio de Janeiro. (e/d) Na foto, Toninho Horta, Nelson Angelo, Fernando Brant, Márcio Borges, Murilo Antunes e Beto Guedes. (Foto: Fábio Motta/Estadão Conteúdo)
Integrantes do movimento  Clube da Esquina. Da esq para dir: Toninho Horta, Nelson Angelo, Fernando Brant, Márcio Borges, Murilo Antunes e Beto Guedes.

Morreu na noite desta sexta-feira (12) o compositor e músico Fernando Brant, aos 68 anos. Um dos mineiros mais importantes para a música nacional, fundador do movimento Clube da Esquina, Brant morreu por volta das 21h30, no Hospital das Clínicas, em Belo Horizonte, após complicações por uma cirurgia de fígado.

De acordo com Ana Brant, irmã do músico, ele foi submetido a uma cirurgia que precisou ser refeita 48 horas depois. Ele não resistiu ao segundo procedimento. O corpo de Fernando Brant será enterrado no Cemitério do Bonfim, em Belo Horizonte, neste sábado (13).

Natural de Caldas, Fernando Brant nasceu em Caldas em outubro de 1946. Formou-se em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Mais tarde atuou como repórter da sucursal mineira da revista “O Cruzeiro”. Mas foi como músico e compositor que ele fez sucesso.

Na década de 1960, conheceu Milton Nascimento, seu principal parceiro em mais de 200 músicas. Em 1967, compôs sua primeira música, “Travessia”, que se tornou um hit nacional na voz de Milton Nascimento.

Bituca, como Milton é carinhosamente chamado no Clube da Esquina, ainda interpretou outros clássicos de Brant, como “Canção da América”, “Nos bailes da vida”, “Maria, Maria”, “Planeta blue”, “Promessas do sol”, “O vendedor de sonhos” e “Encontros e despedidas”, entre outros.

Brant ainda formou parceria com os irmãos Borges, Beto Guedes, Tavinho Moura e Sirlan.

Em 1967, Brant participou do II Festival Nacional da Canção, na TV Globo, com três canções escritas em parceria com Milton Nascimento: “Morro velho”, “Maria minha fé” e o hit “Travessia”, que terminou em 2º lugar no evento.

Em 1968, participou do IV Festival de Música Popular Brasileira, na TV Record, com a canção “Sentinela”, cantada por Cynara e Cybele.

Em 1970, escreveu, com Milton Nascimento, a trilha sonora de “Tostão, a fera de ouro”, curta-metragem de Ricardo Gomes Leite e Paulo Laender, com destaque para a canção “Aqui é o país do futebol”. No mesmo ano, Milton Nascimento gravou outras canções de Brant, entre elas “Para Lennon e McCartney” e “Durango Kid”.

Em 1972, as composições “San Vicente”, “Ao que vai nascer” e “Paisagem na janela” foram incluídas no histórico LP “Clube da Esquina” , de Milton Nascimento e Lô Borges.

Em 1998, as canções “Janela para o mundo” e “Louva-a-deus” integraram o repertório de “Nascimento”, disco premiado com o Grammy.

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FONTE: Estado de Minas e G1.


Morre, aos 87 anos, o médico e cronista Adelmar Cadar

Belo-horizontino foi jornalista, médico, viajante e responsável por uma trilogia de crônicas

 

Cristina Horta/EM/D.A Press - 22/09/2014
Um homem cheio de histórias, vibrante e curioso, que viveu mais de cinco décadas como jornalista, médico, viajante e observador do mundo. Assim – e muito mais – era o belo-horizontino Adelmar Cadar, falecido ontem, aos 87 anos, na capital. Em setembro, ao lançar o terceiro volume da trilogia Diário de um médico, com centenas de crônicas, muitas delas retratando o cotidiano da cidade, doutor Cadar, como era conhecido, fez questão de reafirmar o amor pela cidade: “Nasci em 11 de junho de 1927, na Rua Aimorés”.

Na casa no Bairro Sion, na Região Centro-Sul, onde morava, o otorrinolaringologista gostava de se lembrar de passagens memoráveis, e também de contá-las e colocá-las no papel. “Escrever é uma forma de libertação. E essa libertação vem da força do pensamento e da vontade de criar”, destacou o médico, que trabalhou na redação do extinto Diário da Tarde e Estado de Minas. “No tempo da máquina de escrever, eu datilografava 125 palavras por minuto. Não gastava mais do que 10 minutos para compor um texto”, orgulhava-se.

As frases grafadas no papel eram fruto dos casos que o doutor Cadar escutava no consultório e nas ruas – e a memória invejável se encarregava de armazenar tudo. Com a longa experiência profissional, o médico, viúvo, que teve três filhos e trabalhou meio século na Santa Casa de BH, considerava fundamental aproveitar o lado bom da vida. E se alguém achava isso meio etéreo, respondia sem medo: “Só depende de nós. O mundo só precisa mesmo de bondade de coração”.

ESPORTE Futebol e turfe foram duas grandes paixões do doutor Cadar. Atleticano doente, tornou-se conselheiro do time do coração. Um amigo do peito do qual não nunca se esqueceu foi Geraldo Teixeira da Costa, “o Gegê, lá de Santa Luzia”, conforme se referia ao antigo diretor-geral dos Diários Associados. Ele contou ao repórter, em setembro: “Ao ingressar na Folha de Minas, já ouvia dos companheiros referências, as mais elogiosas, a Gegê. Transferindo-me para o EM, passei a ter contato diário até o dia da minha formatura, quando abandonei profissionalmente o jornalismo para me dedicar exclusivamente à medicina”. Nas lides do esporte, o médico operou muitos jogadores de nome, entre eles o atacante Reinaldo.

Para doutor Cadar, a medicina sempre foi um sacerdócio e, o médico, muito mais do que um profissional da área de saúde. Afinal, garantia, ele precisa ser caridoso, meio psicólogo, fazer um trabalho social para ajudar na composição familiar. Em resumo, a profissão é como tudo na vida: “Tem gente boa, tem gente ruim; médico bom, médico ruim e por aí vai”. O enterro será às 16h, no Cemitério do Bonfim, em Belo Horizonte.

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FONTE: Estado de Minas.


Investigadora da Polícia Civil é baleada em tiroteio com PMs

Marido da vítima morreu no local após ser atingido por oito tiros nas costas; Polícia Militar não confirma que os disparos tenham saído da arma dos militares

Uma investigadora da Polícia Civil foi baleada e o marido dela morto na noite desta terça-feira (28) no bairro Pongelupe, região do Barreiro. A princípio, o tiroteio teria começado depois de desentendimentos com três policiais militares. O marido da policial, que estaria com ela no momento do crime, foi morto após ser atingido por oito tiros. O corpo dele foi encontrado em uma calçada ao lado da mata onde teria acontecido o tiroteio.

A Polícia Militar (PM) não confirma que os disparos tenha saído da arma dos militares, mas explicou que o trio realmente estava no local.Já a Polícia Civil declarou que o caso já está sendo investigado. A Secretaria de Estado de Defesa Social (SEDS) também foi procurada pela reportagem de O TEMPO e explicou que já está apurando os fatos, mas não irá se pronunciar sobre a situação para não atrapalhar a segurança da investigação.

De acordo com informações da SEDS, o secretário Bernardo Santana está em contato com as duas corporações, e vai se pronunciar nesta quarta-feira (29).

Segundo testemunhas, a troca de tiros aconteceu na rua Augusto de Góis, no bairro Pongelupe, por volta de 19h30. A policial Fabiana Aparecida Sales, lotada em Ibirité, na Grande BH, foi atingida na nádega e encaminhada para o Hospital Júlia Kubistchek. A vítima passou por cirurgia e seu quadro é estável.

Já o corpo do companheiro de Fabiana, o mecânico Felipe Sales, de 32 anos, foi encontrado já sem vida próximo à linha férrea, nas imediações da praça da Febem. Conforme informações da perícia, ele foi atingido por quatro tiros nas costas, três na coxa esquerda e um no abdômen.

Ainda não há uma versão oficial que explique o que teria motivado a troca de tiros e quem teria atingido as vítimas.

Possibilidades

Uma das versões para o crime é de que três militares às paisana estariam dentro de uma mata praticando tiro ao alvo. A investigadora e o marido, que moram em uma casa, que fica em frente a mata, escutaram os disparos e saíram desconfiado. Ao encontrar o trio, o casal suspeitou que seriam assaltantes. A dupla teria tentado abordar o trio, que também desconfiou da investigadora e do marido dela. Foi quando deu-se o tiroteio.

Outra versão dos moradores que presenciaram o fato é que o trio de militares estaria na praça, fazendo uso de bebidas alcoólicas, quando o casal passou pelo local. Eles teriam cantado a investigadora. O marido dela, que estaria armado, teria dado tiros contra os três policiais, que revidaram.

Uma terceira versão dá conta que os três suspeitos teriam uma dívida com o marido da investigadora, que, segundo um morador, seria vendedor de ouro.

Nenhuma das versões foram confirmadas pela Polícia Civil.

Buscas pelos suspeitos

O ocorrido mobilizou ao menos 15 viaturas da Polícia Civil, que chegaram rapidamente à praça. No tempo em que a reportagem esteve no local, apenas uma equipe da Polícia Militar permaneceu presente.

Os três militares foram identificados e encaminhados para a sede do 41º Batalhão. Duas armas foram apreendidas no endereço, mas ainda não se sabe a quem elas pertenciam.

O delegado Ramon Sandoli, que esteve no local, explicou que não há nada esclarecido. “As investigações ainda não apontam para nada”, esquivou-se.

FONTE: O Tempo.


Ator Jorge Loredo, o Zé Bonitinho, morre ao 89 anos no Rio

Ele estava internado desde o dia 3 de fevereiro na UTI.
Causa da morte foi falência múltipla dos órgãos.

 

Jorge Loredo (em 400) - 1925-2015 (Foto: Ana Ottoni/Folhapress/Arquivo)Jorge Loredo morreu na Zona Sul do Rio

O ator Jorge Loredo, o Zé Bonitinho, de 89 anos, morreu na manhã desta quinta-feira (26). Ele estava internado no Hospital São Lucas, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, desde o dia 3 de fevereiro na Unidade de Terapia Intensiva.

Em nota, a assessoria de imprensa do hospital informou que Loredo estava internado no hospital desde o dia 3 de fevereiro e que a partir do dia 13 foi mantido na Unidade Cardio Intensiva. “Loredo lutava há anos contra uma Doença Pulmunar Obstrutiva Crônica (DPOC) grave e um Efisema Pulmunar”, disse o texto. A causa da morte foi falência múltipla dos órgãos. Apesar da idade, até dois anos atrás o humorista continuava trabalhando e usando as redes sociais para falar com os fãs e divulgar sua agenda de shows.

“Zé Bonitinho”, o perigote das mulheres, como o personagem de Loredo se apresentava nos esquetes de humorísticos, fez parte do enredo “Beleza pura?” da escola de samba União da Ilha, que teve como enredo a beleza em suas várias interpretações. “Zé Bonitinho” se achava um galã irresistível, sempre ajeitando a cabeleira com um pente enorme, tão grande quanto seus óculos escuros.

Jorge Loredo nasceu em 7 de maio de 1925 (completa 90 anos em 2015) foi criado em  Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A infância e a juventude foram marcadas por doenças graves para a época: aos 12 anos, com com osteomielite na perna, sofria de dores constantes. Aos 20 anos, com  tuberculose, foi internado num sanatório, situação que acabou por lhe abrir as portas para a carreira. Incentivado pelos médicos, participou de um grupo teatral no hospital e descobriu sua vocação para os palcos.

O personagem “Zé Bonitinho” foi criado por Loredo, inspirado num colega que se achava um grande galã. Loredo costumava imitá-lo nas festas, arrancando gargalhadas. “Zé Bonitinho” estreou na televisão em 1960 no programa “Noites Cariocas”, exibido pela extinta TV Rio, com os primeiros textos roteirizados por Chico Anysio.

Em 2010, ano em que completou 50 anos, “Zé Bonitinho” continuava na TV, no humorístico “A praça é nossa”. O irresistível “Zé Bonitinho” tinha bordões inesquecíveis, que Loredo repetiua com a voz impostada de um conquistador: “Câmera, close; microfone, please”, ou “Garotas do meu Brasil varonil: vou dar a vocês um tostão da minha voz!”.

No final dos anos 50, Loredo já era famoso com o mendigo filósofo que interpretava na TV Rio no programa “Rio cinco para as cinco’ e depois na “A praça é nossa”, com Manoel de Nóbrega a quem o mendigo se apresentava com o bordão “Como vai, meu nobre colega?”. O personagem usava fraque e cartola, bem esfarrapados, monóculo e luvas. O figurino, segundo contava Loredo, foi tirado de um filme de Charles Laugthon que fazia o papel de um mendigo aristocrata.

O personagem surgiu por ideia de sua mãe, que na infância conhecera um mendigo elegante que ia à sua casa pedir comida, mas queria uma mesa montada na garagem com toalha de renda e tudo.

O mendigo filósofo fez tanto sucesso que Loredo teve como padrinho de casamento o ex-presidente Juscelino Kubistcheck. O que lhe valeu um bordão famoso. Ele terminava o quadro do mendigo dizendo: “Agora vou encontrar com aquele menino, o Juscelino…”.

Criou outros tipos: um italiano que não podia ver televisão porque queria quebrá-la, o profeta Saravabatana que andava com uma cobra que dava consultas a mulheres, e o professor de português que tinha a voz do Ary Barroso.

FONTE: G1.


Homem morre de infecção generalizada depois de ser mordido pela cunhada em Passos

Segundo as investigações, a vítima passou etanol no ferimento para poder desinfetar. Ele chegou a receber atendimento por duas vezes em uma UPA da cidade

 
Médicos de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Passos, na Região Sul de Minas Gerais, podem ser responsabilizados pela morte de Nilton José da Silva. O homem teve uma infecção generalizada depois de ser mordido pela cunhada durante uma briga. Para tentar desinfetar o ferimento, passou etanol no braço. A vítima chegou a ser atendido por dois profissionais em dias diferentes, que receitaram medicamentos que não surtiram efeito. A mulher responsável pela agressão será indiciado por lesão corporal seguida de morte. A pena pode variar de 4 a 12 anos de prisão, se condenada. A briga entre os familiares aconteceu em 24 de fevereiro deste ano. Testemunhas relataram à Polícia Civil que Aparecida Michela Serafim se deslocou até a casa de Nilton José da Silva para conversar com o companheiro dela, que estava no imóvel. Os dois começaram a discutir e Nilton tentou separar o casal. “Durante o tumulto, a mulher mordeu o braço do homem. Foi uma mordida que tirou parte da pele que chegou a ficar pendurada”, afirma o delegado Marcos de Souza Pimenta, chefe da delegacia de homicídios da cidade. 

Depois da agressão, Nilton foi orientado pela mãe a seguir até um posto de gasolina e passar etanol no ferimento. Porém, o procedimento não fez melhorar o machucado. “Uma semana depois, as dores se intensificaram e ele procurou atendimento em uma UPA da cidade. O médico lhe deu remédio para gripe e anti-inflamatórios”, explica o delegado. 

Mesmo com os medicamentos, as dores aumentaram e Nilton voltou a procurar a unidade de saúde no dia seguinte. Conforme as investigações, um outro médico o atendeu e o receitou Azitromicina, um antibiótico. Antes de deixar o local, o paciente pediu para tomar soro, pois estava se sentindo fraco, e acabou atendido. “Enquanto estava na maca, houve a troca de turno. O profissional que assumiu o serviço, notou que a situação de Nilton não era boa. Ele pediu exames e logo o encaminhou para a Santa Casa de Passo para ser operado, pois estava com infecção generalizada”, comenta Pimenta. O paciente acabou morrendo durante o procedimento. 

A Polícia Civil só foi procurada pelos familiares em 11 de março. “Eles compareceram a delegacia dizendo que estava inconformados que a mulher responsável pela mordida não tinha nem sequer sido ouvida. Segundo eles, a PM compareceu no local no dia da briga, mas não fez um boletim de ocorrência”, disse Pimenta. 

Investigações 

A agressora e testemunhas já foram ouvidas na delegacia. O delegado também já pediu o prontuário médico de Nilton. Os documentos serão encaminhados para a bancada de médicos legistas da Polícia Civil para serem analisados. “A mulher deve ser indiciada por lesão corporal seguida de morte. Também vou dar sequência nas investigações para ver se houve negligência, imperícia ou imprudência pelos profissionais de saúde. Não está descartado o indiciamento de mais pessoas”, afirmou o chefe da delegacia de homicídios. 

Outra situação que chamou a atenção dos investigadores foi o atestado de óbirto feito pela Santa Casa de Passos. “Em todas as mortes violentas, é imperiosa a necrópsia por médicos do IML (Instituto Médico Legal) e, neste caso, não foi feito. Por isso, a Polícia Civil não tomou conhecimento imediato do caso. Não descarto fazer a exumação do corpo para melhor análise pericial”, revelou Pimenta. 

O inquérito deve ser concluído dentro de 30 dias. À princípio, está descartado o pedido de prisão para Aparecida.

FONTE: Estado de Minas.


Ator global Cláudio Marzo morre aos 74 anos, no Rio de Janeiro, após 17 dias internado

O ator Cláudio Marzo faleceu às 5h39 deste domingo, na Clínica São Vicente, na Gávea, zona sul do Rio de Janeiro. O ator estava internado desde o início de março e foi vítima de um enfisema pulmonar. Segundo a assessoria de imprensa da clínica, o corpo do ator será cremado, respeitando um pedido feito por Marzo a seus filhos. Ainda não há informações sobre o velório e a cerimônia de cremação.No ano passado, Cláudio Marzo já havia sido internado diversas vezes na Clínica São Vicente. Seu último trabalho na televisão foi em 2008 na série “Guerra e Paz”, da Rede Globo. Em 2007, ele interpretou Ramalho Jr. na minissérie “Amazônia, de Galvez a Chico Mendes”. No mesmo ano, ele trabalhou na novela “Desejo Proibido”.

O ator também integrou o elenco de novelas como Irmãos Coragem (1970), Plumas & Paetês (1980) e Pantanal (1990). Marzo foi casado com a atriz Betty Faria, com quem tem uma filha, Alexandra. Ele também foi casado com a atriz Denise Dumont, com quem teve um filho Diogo. O ator ainda é pai de Bento, fruto de seu casamento com a atriz Xuxa Lopes.

Ator Claudio Marzo morre aos 74 anos no Rio de Janeiro

Seu último trabalho na televisão foi em 2008 na série “Guerra e Paz”, da Rede Globo

O ator Claudio Marzo morreu às 5h39 deste domingo aos 74 anos. O ator, que estava internado no CTI da Clínica São Vicente, na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro, desde o dia 4 deste mês, morreu devido as complicações de um enfisema pulmonar. Nos últimos meses, o ator foi internado várias vezes com problemas respiratórios. 

Segundo a assessoria de imprensa da clínica, o corpo do ator será cremado, respeitando um pedido feito por Marzo a seus filhos. Ainda não há informações sobre o velório e a cerimônia de cremação.

Gianne Carvalho/Divulgação Globo

Seu último trabalho na televisão foi em 2008 na série “Guerra e Paz”, da Rede Globo. Em 2007, ele interpretou Ramalho Jr. na minissérie “Amazônia, de Galvez a Chico Mendes”. No mesmo ano, ele trabalhou na novela “Desejo Proibido”.

O ator também integrou o elenco de novelas como Irmãos Coragem (1970), Plumas & Paetês (1980) e Pantanal (1990). Marzo foi casado com a atriz Betty Faria, com quem tem uma filha, Alexandra. Ele também foi casado com a atriz Denise Dumont, com quem teve um filho Diogo. O ator ainda é pai de Bento, fruto de seu casamento com a atriz Xuxa Lopes.

FONTE: Itatiaia e Estado de Minas..


Morre em SP Inezita Barroso, apresentadora do ‘Viola, Minha Viola’

Cantora fez sucesso com as músicas “A Moda da Pinga” e “Meu Limão, Meu Limoeiro”; velório começa às 6h na Assembleia Legislativa de São Paulo

INEZITA

Homenagem da TV Cultura à Inezita Barroso
O mundo artístico perdeu, na noite desse domingo (8), a cantora e apresentadora do “Viola, Minha Viola” Inezita Barroso. A artista morreu aos 90 anos em um hospital de São Paulo.De acordo com o site oficial de Inezita, a apresentadora, que estava internada desde fevereiro no Hospital Sírio Libanês, teve insuficiência respiratória aguda e o óbito foi confirmado por volta das 22h. O velório está programado para acontecer na Assembleia Legislativa de São Paulo a partir das 6h desta segunda-feira (9). O local e horário do sepultamento ainda não foram divulgados.Inezita estava internada desde o dia 19 de fevereiro. Ela, que deixa uma filha, Marta Barroso, três netas e cinco bisnetos, completou 90 anos na última quarta-feira (4).

Agenda. Inezita Barroso grava o especial, que será transmitido dia 27, hoje em São Paulo
Inezita começou a carreira na TV Record

Além de cantora e apresentadora, Inezita era atriz, instrumentista, bibliotecária e folClorista. A artista começou a carreira na TV Record, onde foi a primeira cantora contratada. Em seguida, ela foi para TV Tupi. Em 1980, Ignez Magdalena Aranha de Lima, nome de batismo de Inezita Barroso, chegou à TV Cultura, onde comandou por mais de 30 anos  o “Viola, Minha Viola”.

Entre os seus principais sucessos musicais estão “A Moda da Pinga”, “Meu Limão, Meu Limoeiro” e “Felicidade”. Por meio de sua conta no Twitter, a TV Cultura prestou uma homenagem à funcionária com um trecho da música “Lampião de Gás”.

FONTE: O Tempo.


Morre aos 68 anos cantor sertanejo José Rico, da dupla com Milionário

Ele fez dupla sertaneja com Milionário, uma das mais conhecidas do Brasil. 
Ele estava internado em Americana (SP); causa ainda não foi confirmada.

 

Milionário & José Rico mostraram porque são considerados 'as gargantas de ouro da música brasileira' (Foto: Érico Andrade/G1)
José Rico em show com Milionário em dezembro de 2014 em Ribeirão Preto

Morreu nesta terça-feira (3), aos 68 anos, o cantor sertanejo José Rico, da dupla com Milionário. Ele estava internado no hospital Unimed, de Americana (SP), cidade onde morava. A causa ainda não foi confirmada, segundo a assessoria. Ele tratava complicações no coração e nos rins.

“É com muita dor no coração e profunda tristeza que comunicamos o falecimento do nosso ídolo José Rico. Vamos rezar por este homem que tanta alegria nos deu. É impossível descrever nossa tristeza, estamos todos em estado de choque”, diz a nota oficial.

“O maior de todos se foi… O mito, a melhor voz desse país! Meu coração está despedaçado… Muito muito triste. Obrigada por tudo, Zé Rico! Me sinto privilegiada de ter convivido um pouco com você!”, escreveu a assessora de imprensa da dupla, Amália Barros.

Nascido em Pernambuco
José Alves dos Santos, de nome artístico José Rico, nasceu em São José do Belmonte (PE), em 20/06/1946. Ele também já morou no Paraná e em São Paulo, onde conheceu o companheiro de dupla Milionário (Romeu Januário de Matos). O duo ficou conhecido como “gargantas de ouro”.

A dupla foi formada no início dos anos 70 e se tornou uma das mais importantes da música sertaneja brasileira. Entre as músicas mais conhecidas estão “Estrada da vida”, “Amor dividido” e “O tropeiro”, “A carta” e “Viver a vida”.

Em 2014, José Rico se candidatou a deputado federal em Goiás, pelo PMDB, mas não foi eleito.

José Rico durante quadro 'Bem Sertanejo', do Fantástico, em outubro de 2014 (Foto: Reprodução/TV Globo)José Rico durante quadro ‘Bem Sertanejo’, do Fantástico, em outubro de 2014

Amália Barros, assessora de impressa da dupla Milionário e José Rico (à direita), lamenta morte do cantor (Foto: Reprodução/Instagram)Amália Barros, assessora de impressa da dupla Milionário e José Rico (à direita), lamenta morte do cantor

FONTE: G1.


Spock nunca permitiu que Leonard Nimoy atingisse velocidade de escape

O título da autobiografia de Leonard Nimoy era “I Am Not Spock”, e isso foi tamanha ofensa para alguns fãs que ele publicou um segundo livro intitulado “I Am Spock”.

O ator que conquistou lugar permanente no altar da cultura pop ao interpretar o sr. Spock em “Jornada nas Estrelas” era quase igualmente famoso por seu desejo de ser recordado por outras coisas.
O que é altamente ilógico, é claro.

É difícil pensar em outro astro identificado de maneira tão próxima e afetuosa com um único papel. Até mesmo George Reeves, o primeiro Super-Homem da televisão, havia antes interpretado um dos gêmeos Tarleton em “…E o Vento Levou”.

É ainda mais difícil pensar em um personagem de TV que tenha incorporado de maneira tão plena um determinado tipo de personalidade. Da mesma forma que mr. Scrooge, de Dickens, se tornou sinônimo de sovinice e que Peter Pan se tornou uma síndrome, Spock passou a personificar a racionalidade fria.

Os romances e filmes de mistério oferecem Sherlock Holmes como exemplo último do herói cerebral e distante. Até “Jornada nas Estrelas”, a televisão não dispunha de um personagem tão distintiva -e irresistivelmente – controlado, cerebral e minucioso. (Mr. Peabody, no desenho de Rocky e Bullwinkle, ficava perto, mas ele era um beagle, e bastante afetuoso, ao seu modo ranzinza.)

O “Jornada nas Estrelas” original, criado por Gene Roddenberry, estreou em 1966 e só ficou três temporadas em cartaz, mas na realidade jamais saiu de cena: continua vivo em reprises, refilmagens, adaptações cinematográficas, quadros de humor, fantasias de Dia das Bruxas, convenções, brinquedos, histórias escritas por fãs e paródias infinitamente cafonas disponíveis no YouTube.

A geração baby boom (nascidos entre 1946 e 1964, no pós-guerra) cresceu sob os cuidados dos dois Spocks – Mr. Spock e o doutor Spock, mas hoje o personagem de “Jornada nas Estrelas” é muito mais relevante que o pediatra Benjamin Spock.

Mesmo pessoas que nunca assistiram a qualquer das séries ou filmes “Jornada nas Estrelas” conhecem as palavras “vulcano” e “Spock”, e as empregam. Maureen Dowd, colunista do “New York Times”, descreveu a frieza distanciada do presidente Barack Obama como “coisa de vulcano”.

Obama posou para fotos no Gabinete Oval com Nichelle Nicholls, que interpretava a tenente Uhura, fazendo a saudação vulcana com os dedos separados.

“Jornada nas Estrelas” tem muitos personagens queridos, mas Spock se destaca como protótipo: uma figura que parecia nova mas tinha raízes clássicas.

Spock em geral era invulnerável ao amor, mas sua mãe (interpretada por Jane Wyatt) era humana, o que significava que ele nem sempre era capaz de reprimir seus sentimentos.

E isso o tornou o mais inacessível e romântico herói que se poderia imaginar – Hipólito, o guerreiro casto e desdenhoso de Eurípides, ou um Mr. Rochester [personagem do romance “Jane Eyre”, de Charlotte Brontë] para a era da ficção científica. Naturalmente, alguns dos episódios mais memoráveis da série giram em torno da vida amorosa extraterrestre do Sr. Spock.

Em “Amok Time”, Spock subitamente começa a se comportar erraticamente e confessa que está no cio, por assim dizer: em sua temporada de acasalamento, os vulcanos retornam à sua luxúria primeva. (Ele sobreviveu.)

No episódio “This Side of Paradise”, Spock é infectado por misteriosos esporos de uma planta durante uma missão, e o efeito é um súbito acesso de felicidade e romantismo.

Mas seu elo mais forte era com o capitão James T. Kirk, interpretado por William Shatner, e a amizade entre eles ainda ecoa.

Shatner deixou a série para trás; encontrou até um novo parceiro na telinha, James Spader, no seriado “Boston Legal”. Nimoy persistiu na carreira por algum tempo, por exemplo interpretando Paris em “Missão Impossível”, e fez muito teatro, mas enfrentou dificuldades para obter papéis que eclipsassem o impacto de Spock.

Voltou-se à filantropia e à arte, publicando discos de poemas e diversos livros de poesia e fotografia, entre os quais uma coleção de nus de mulheres com excesso de peso, intitulado “The Full Body Project”.

Um pouco como Spock, exposto ao conflito entre seus dois lados, Nimoy se viu dividido entre sua verdadeira pessoa e sua identidade em “Jornada nas Estrelas”, que os fãs desejavam tão apaixonadamente vê-lo prolongar.

Emprestou sua voz em 2012 a um boneco de Spock no seriado “The Big Bang Theory”, em um episódio no qual Sheldon (Jim Parsons) sonha que seu Spock de brinquedo é real. Mesmo essa breve presença alude à ambivalência de Nimoy quanto ao seu estrelato. Sheldon fala com emoção sobre a sensação de estar de verdade na ponte de comando da espaçonave Enterprise. O boneco Spock responde: “Pode acreditar: depois de algum tempo, isso cansa”.

Os fãs nunca se cansaram, porém. Nos anos finais de sua vida, Nimoy passou a usar o Twitter, e encerrava suas mensagens com uma abreviação que alude à saudação vulcana: “Live long and prosper”.
LLAP parece muito melhor do que RIP.

FONTE: UOL.


ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 05/01/2015.

SEM POMPA, SEM BRILHO…

Último adeus »

Enterro de Hilda Furacão reúne apenas duas pessoas em Buenos Aires

Sepultamento da brasileira no Cemitério de Chacaritas ocorreu sem pompa no último dia 31

Parte da memória de BH, Hilda foi reencontrada pelo Estado de Minas na capital argentina em 2014 (Ramon Lisboa/EM/D.A Press)

Parte da memória de BH, Hilda foi reencontrada pelo Estado de Minas na capital argentina em 2014
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O corpo de Hilda Maia Valentim, o nome verdadeiro de Hilda Furacão, que fez história na Zona Boêmiade Belo Horizonte, na década de 1950, está sepultado no Cemitério de Chacaritas, o mais popular de Buenos Aires, sem qualquer alusão ao fato de ela ter sido mulher e viúva de um dos maiores jogadores da história do Boca Juniors, Paulinho Valentim, como era conhecido, que também defendeu o Atlético, seu primeiro clube como profissional.

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O sepultamento aconteceu no último dia 31 de dezembro e, segundo o Dr. Jorge Stolbizer, diretor do Hogar Guillermo Rawson, o asilo onde ela passou seus últimos dias, em Buenos Aires, somente ele e uma mulher, funcionária do Consulado brasileiro naquela cidade, mas que pediu sigilo absoluto, compareceram á cerimônia. Ninguém reclamou o corpo. Não apareceu nenhum parente. Seu ente mais próximo, o filho Ulisses, já havia morrido há um ano e meio e também foi sepultado no mesmo local.

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A morte de Hilda ocorreu no dia 29. Ela já não se alimentava há cerca de 10 dias e foi encontrada morta em seu leito, num dos quartos do Guillermo Rawson. “Não houve qualquer pompa. Foi uma cerimônia bem simples”.

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O jornal Estado de Minas, versão on line, de Belo Horizonte, traz uma chamada no site UAI anunciando a morte de Hilda Furacão, porém, por enquanto, o link abre uma página em branco.

 

Hilda

VEJA AQUI A HISTÓRIA DE HILDA FURACÃO!

CONFIRMADO: Hilda Furacão morre em asilo de Buenos Aires

 

Pernambucana que tornou-se célebre na noite de Belo Horizonte viveu a última metade da vida na capital argentina, para onde mudou-se com o marido, o jogador Paulo Valentim

 

Hilda2

Fonte de inspiração da personagem misteriosa de Roberto Drummond, Hilda Maia Valentim foi reencontrada aos 83 anos pelo repórter Ivan Drummond, do Estado de Minas, no último mês de julho (na foto, Ana Paula Arósio, interpretando).
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Veja aqui mais fotos de Hilda!
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Personagem mítica da noite de Belo Horizonte, Hilda Furacão morreu de causas desconhecidas nesta segunda-feira, 29, em Buenos Aires, onde morava desde os anos 1980.
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Encontrada pelo Estado de Minas no último mês de julho, a mulher que inspirou romance de Roberto Drummond vivia em um asilo na capital argentina, com recursos da prefeitura local.
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Nascida no Recife, Hilda Maia Valentim foi famosa na BH dos anos 1950, época em que vivia da prostituição. Anos mais tarde casou-se com o jogador Paulo Valentim e mudou-se para o país vizinho quando o marido foi contratado pelo Boca Juniors.
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Nascida no Recife, Hilda Maia Valentim foi famosa na BH da década de 1950, época em que vivia da prostituição. fez história na Zona Boêmia de Belo Horizonte, fazendo ponto no Maravilhoso Hotel da Rua Guaicurus, e ganhou notoriedade na obra de Roberto Drummond com a obra que levava sua alcunha como título. Em seus documentos, herdou o último sobrenome ao se casar com o ex-jogador de Atlético, Botafogo, Boca Juniors e da Seleção Brasileira, Paulo Valentim.

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Segundo os médicos, Hilda agonizava há cerca de 10 dias e já não comia. A direção do asilo, que trata essa morte como a de uma celebridade, tenta que a Associação dos Ex-jogadores do Boca Juniors faça o sepultamento. Caso a resposta seja negativa, o próprio hogar arcará com as despesas, já que ela estava internada, lá, por conta da municipalidade, que tem uma lei especial para ajuda a idosos.

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Hilda Valentim morreu sozinha. Sua única companhia eram os outros idosos que também eram moradores do mesmo asilo. Por muitos deles, ela era cultuada, e não eram poucos os velhos torcedores do Boca que se aproximavam e entoavam a cantiga que a torcida dirigia a Paulo Valentim: “TIM, TIM, TIM, gol de Valentim”.

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O sepultamento, seja através da associação dos veteranos do clube ou correndo por conta da municipalidade, acontecerá no Cemitério de Chacaritas, em Buenos Aires, onde também foi sepultado Paulo Valentim, cujos ossos já foram retirados. Não existe hoje nenhum registro, nenhuma lápide ou placa referente ao fato de ele, um dos maiores ídolos da história do Boca, ter seu corpo ali guardado. O único registro está no livro do cemitério.

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Hilda Furacão morre na Argentina

Hilda Furacão foi eternizada em livro de Roberto Drummond e minissérie.
Em agosto reportagem do Fantástico foi a asilo e conversou com ela.

Hilda Valentin em agosto de 2014 durante entrevista ao Fantástico (Foto: Reprodução/ TV Globo)
Hilda Valentin em agosto de 2014, durante entrevista ao Fantástico

Hilda Maia Valentim, conhecida como Hilda Furacão, morreu na manhã desta segunda-feira (29) no asilo Guillermo Rawson, em Buenos Aires, na Argentina, segundo informou ao G1 o diretor da instituição, Jorge Stolbizer. Ela foi eternizada em um livro escrito por Roberto Drummond. A história virou minissérie, exibida em 1998 pela TV Globo, na qual Ana Paula Arósio representou a personagem.

Hilda era viúva do ex-jogador do Boca Juniors Paulo Valentim. O jornalista Ivan Drummond, parente de Roberto Drummond, foi quem localizou Hilda no país vizinho. Uma assistente social brasileira entrou em contato com Ivan após elucidar a história da paciente. Em agosto de 2014, a reportagem do Fantástico foi até o asilo e conversou com Hilda, que na época estava com 83 anos.

Hilda e e o jogador Paulo Valentin (Foto: Reprodução/ TV Globo)
Hilda e e o jogador Paulo Valentin

De acordo com Jorge Stolbizer, a morte aconteceu às 10h10 por “causas multiorgânicas” – ela começou a ficar debilitada por um problema respiratório, depois agravado por uma falha renal. Hilda era mantida numa ala de internação há oito meses devido à saúde frágil. Até um mês atrás, estava totalmente lúcida. Depois, passou a ter “flashes” eventuais de lucidez.

Segundo Stolbizer, ela nunca foi visitada por familiares enquanto esteve no asilo e, por enquanto, não foi possível localizar nenhum parente para encaminhar as questões ligadas ao enterro. Se ninguém próximo fizer contato, Hilda deve ser enterrada no Cemitério de Chacarita, na capital argentina.

Viúva desde 1984, ela morava com um filho até que ele morreu, no ano passado. Hilda sofreu uma queda e ficou internada seis meses em um hospital público em Buenos Aires. Depois ela foi levada para o asilo mantido pela prefeitura. Foi aí que começou a ser desvendada parte do mistério.

A assistente social Marisa Barcellos, brasileira, foi quem correu atrás do passado dela. “Conheci a Hilda e comecei a pesquisar e a recuperar parte de documentação e a identidade da Hilda. E chegamos a essa história fantástica da Hilda Furacão. Ou da Hilda Maia Valentim, viúva de Paulo Valentim, um grande herói do Boca Juniors”, disse a assistente social Marisa Barcellos, em entrevista ao Fantástico.

Ana Paula Arósio protagonizou personagem em minissérie da TV Globo em 1998 (Foto: Reprodução/ TV Globo)
Ana Paula Arósio protagonizou a minissérie da TV Globo, em 1998

Na obra, Hilda é descrita como uma mulher linda, jovem da alta sociedade mineira que larga a família e se transforma em uma das mais famosas prostitutas de Belo Horizonte na década de 1950. A rainha da zona boêmia deixava os homens loucos, entre eles, até um frei dominicano, papel de Rodrigo Santoro.

O autor do livro, Roberto Drumond, morreu em 2002. Em 1991, ele deu pistas sobre a personagem. “Hilda existiu. Agora de tal forma ela foi mitificada, e mistificada que ela se transformou em um boato. Um boato festivo, colorido, maravilhoso, então o livro é contado através desse boato”, contou o criador de Hilda Furacão.

FONTE: Estado de Minas e G1.

Corpo de homem é encontrado dentro de lago no Parque Municipal de BH

Homero Honorato da Silva, de 43 anos se jogou no lago

Um guarda municipal tentou salvar o homem

 

Edésio Ferreira/EM/DA Press

O corpo de um homem foi encontrado dentro de um lago no Parque Municipal de Belo Horizonte, na manhã deste domingo. A vítima já foi identificada como Homero Honorato da silva, 43 anos. O homem que seria morador de rua se jogou no lago. Bombeiros e equipes do Samu foram acionados.

O Guarda Municipal Iêdo Ribeiro Nunes presenciou a ocorrência e tentou impedir que Homero se jogasse na água. “As portas do parque tinha acabado de serem abertas, quando eu vi ele correndo e pulando na água. Ainda gritei, mas ele já tinha pulado” contou Nunes. O guarda foi quem retirou a vítima da água. “Peguei o barco e fui até onde ele estava. Meus colegas jogaram uma corda e retiramos ele desmaiado. Começamos a prestar os primeiros socorros até a chegada dos bombeiros e Samu”, disse.

A ação foi rápida e, segundo Iêdo, o homem ficou na água por sei minutos. Apesar do empenho dos guardas municipais e, logo depois, do bombeiros e equipe do Samu, não foi possível reanimar Homero. O Corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal.

FONTE: Estado de Minas.


ROBERTO BOLAÑOS – 21/02/1929 – 28/11/2014 »Nós ainda contávamos com a sua astúcia…Nós ainda contávamos com a sua astúcia...O comediante, ator e diretor mexicano morreu aos 85 anos, de parada cardíaca, em sua casa em Cancún. Criador das antológicas séries Chaves e Chapolin, Roberto Bolaños conquistou gerações de fãs na América Latina e em várias partes do mundo. As produções, que ainda alegram a programação do SBT/Alterosa, foram lançadas no início dos anos 1970 e dubladas em 50 idiomas. Amigos, ex-colegas de TV e admiradores usaram as redes sociais para homenagear o artista que transformou a vida de um travesso órfão em um fenômeno da cultura pop. E como diz um de seus famosos bordões, “prometemos despedirmos sem dizer adeus jamais”.

“Foi sem querer querendo”

Morre no México o humorista Roberto Bolaños, o “Chaves”, diz rede de televisão

O humorista Roberto Bolaños, famoso pelo personagem “Chaves”, do seriado com o mesmo nome, morreu aos 85 anos. A informação foi divulgada na tarde desta sexta-feira pela rede de televisão mexicana Televisa. O artista foi o criador também do seriado “Chapolim”..

Bolaños morreu em casa, na cidade de Cancún, onde vivia com a esposa Florinda Menza, que interpretou a Dona Florinda no seriado “Chaves”.

 

Morre Roberto Gómez Bolaños, criador de Chaves e Chapolin

Comediante morreu aos 85 anos no México, segundo rede Televisa.
Ele tinha saúde ‘frágil’ e vivia com a esposa Florinda Meza em Cancún.

Morreu nesta sexta-feira (28), aos 85 anos, Roberto Gómez Bolaños, criador dos seriados “Chaves” e “Chapolin”. A informação foi divulgada pela rede de TV Televisa. A emissora mexicana foi a responsável pela produção dos programas do humorista.

 

ROBERTO BOLAÑOS
Morre o criador de Chaves e Chapolin

Em fevereiro deste ano, quando Roberto Bolaños completou 85 anos, um parente confirmou à agência de notícias Efe que a saúde dele era “frágil” e que ele permanecia quase o tempo todo na cama, com acompanhamento 24 horas por dia.

Roberto Bolaños tirou seu apelido do dramaturgo William Shakespeare, cujo diminutivo em Espanhol era “Chespirito”. Há alguns anos, ele se mudou para Cancún, no México, junto com a mulher Florinda Meza, a Dona Florinda da série.

Colegas lamentam
Edgar Vivar, que interpretou o Senhor Barriga, falou à Televisa: “Estou em estado de choque. Não pensei que me fosse afetar tanto. Meu telefone não para de tocar. Um abraço compartilhado com milhões de pessoas do mundo. Vou lembrar dele sempre com sorriso e com ânimo. Temos que agradecer a Deus. Seu bom humor é a maior lembrança.”

“Roberto, você não vai, permanece em meu coração e em todos os corações de tantos a quem fez feliz. Adeus Chaves para sempre”, disse no Twitter Edgard Vivar.

É melhor morre do que perder a vida”
Chaves, personagem de Roberto Gómez Bolaños

Trajetória
Bolaños nasceu na Cidade do México em 21 de fevereiro de 1929. Estudou engenharia, mas nunca exerceu a profissão. Começou sua carreira profissional na publicidade, onde começou a trabalhar em roteiros.

Casou-se pela primeira vez com a escritora Graciela Fernández, com quem teve seis filhos. Só em 2004 oficializaria seu casamento com a atriz Florinda Meza, a Dona Florinda.

Ganhou o apelido de Chesperito do diretor de cinema Agustín P. Delgado por causa do 1,60 de altura.

Foi só em 1968 que começou sua carreira de ator, na emissora TIM, em séries como “Los Supergenios de la Mesa Cuadrada” e “El Ciudadano Gómez”, em espaços de 30 minutos de duração aos sábados.

Roberto ficou conhecido no México pelo nome de um dos seus primeiro personagens, Chespirito. Mas foram os programas “Chaves” e “Chapolin” que ficaram mais famosos no Brasil.

Roberto Gomes Bolaños, o criador dos seriados Chaves e Chapolin (Foto: Francisco Vega/AFP)
Roberto Gomes Bolaños, o criador dos seriados Chaves e Chapolin
  • Casados na vida real, Florinda Meza e Roberto Bolaños interpretavam Dona Florinda e Chaves (Foto: Divulgação)Casados na vida real, Florinda Meza e Roberto Bolaños interpretavam Dona Florinda e Chaves
Rubén Aguirre contrancena com Roberto Bolaños em episódio de 'Chapolin' (Foto: Divulgação/SBT)
Rubén Aguirre contrancena com Roberto Bolaños em episódio de ‘Chapolin’

 

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FONTE: Itatiaia e G1.

 


Homem morre após ser atacado por enxame de abelhas em Andradas, MG

Vítima praticava escalada com amigo na zona rural do município. 
Bombeiros encontraram homem com mais de 100 picadas pelo corpo.

 

Um homem de 42 anos morreu após ser atacado por um enxame de abelhas enquanto praticava escalada na Pedra do Pântano, na zona rural de Andradas (MG), nesta quarta-feira (19). Segundo o Corpo de Bombeiros de Poços de Caldas (MG),  Davi Augusto Marski Filho estava acompanhado por um amigo, de 58 anos, que mesmo após ser atacado, conseguiu percorrer dois quilômetros de mata fechada até chegar à estrada e pedir ajuda.

De acordo com os bombeiros,  quando Marski foi encontrado, já estava morto. A escuridão e o acesso complicado dificultaram os trabalhos dos bombeiros, que precisaram usar técnicas de escalada para chegar ao local. O corpo estava pendurado a uma altura de cerca de 12 metros e tinha uma fratura no crânio, além de mais de cem picadas de abelhas pelo corpo. Os militares acreditam que ele tenha  caído de uma altura de cerca de oito metros e batido a cabeça ao tentar fugir do ataque dos insetos. Na mochila dele, foi encontrado um antialérgico injetável.

Em uma rede social, Marski revela a paixão pela aventura. Na terça-feira (18), ele publicou uma foto dos equipamentos e comentou que no dia seguinte, bem cedo, partiria para Andradas.

O corpo dele foi removido e levado para o Instituto Médico Legal (IML) de Poços de Caldas, onde a necropsia constatou que ele morreu em decorrência de choque anafilático e asfixia provocados pelo veneno das abelhas.

Já o amigo da vítima foi socorrido para o pronto-socorro de Andradas e em seguida encaminhado para a Santa Casa de Poços de Caldas. Segundo informações da assistência social do hospital, ele permanece internado em observação, mas sem risco de morte. Os dois são de Hortolândia(SP).

Rapaz fazia escalada na Pedra do Pântano quando foi atacado por abelhas em Andradas (Foto: Corpo de Bombeiros)
Rapaz fazia escalada na Pedra do Pântano quando foi atacado por abelhas em Andradas

FONTE: G1.


Corpo do ex-ministro Márcio Thomaz Bastos é velado na Assembleia de SP

Bastos foi internado na terça (18) para tratamento de fibrose pulmonar.
O ex-ministro morreu no Hospital Sírio-Libanês aos 79 anos.

 

O corpo do advogado e ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, de 79 anos, é velado na Assembleia Legislativa de São Paulo na tarde desta quinta-feira (20). A caixão chegou à Assembleia pouco antes das 15h.

Está previsto que o velório seguirá até as 8h desta sexta-feira (21). Em seguida, seguirá para o Cemitério Horto da Paz, em Itapecerica da Serra, Grande São Paulo, onde será cremado ainda no início da manhã.

Márcio Thomaz Bastos morreu na manhã desta quinta-feira (20) no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.Bastos foi internado na terça-feira (18) para tratamento de descompensação de fibrose pulmonar, segundo boletim médico divulgado pelo hospital.

A assessoria de imprensa do Palácio do Planalto informou que a presidente Dilma Rousseff viajou para São Paulo para participar do velório. O vice-presidente, Michel Temer, esteve no velório logo no começo da cerimônia.

Corpo de Márcio Thomaz Bastos é velado em São Paulo (Foto: Roney Domingos/G1)Corpo de Márcio Thomaz Bastos é velado em São Paulo

No velório, amigos lamentam
O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, esteve no velório e foi um dos amigos que lamentaram a morte de Márcio Thomaz Bastos. “O Márcio sabia ouvir e captar um pouco a alma dos clientes”, disse Kakay.

Já o advogado Antônio Cláudio Mariz de Oliveira relembra os embates com o amigo durante julgamentos, sobretudo no caso do jornalista Pimenta Neves. Segundo Mariz, era um oponente duro. “Tanto que eu perdi”, afirma o advogado, que atuou como defensor do réu.

O sobrinho e também companheiro de profissão José Diogo Bastos Neto diz que Bastos trabalhou até mesmo do hospital. “Mesmo lá combalido na cama, na máscara de oxigênio, ele ligava para os advogados para irem lá pra ele dar orientação. Nunca perdeu a lucidez e estava preocupado com seus clientes, que foi a marca dele a vida inteira”, conta o sobrinho.

Márcio Thomaz Bastos, defensor de José Roberto Salgado, ex-diretor do Banco Rural, no julgamento do mensalão, em 8 de agosto de 2012 (Foto: Nelson Jr./SCO/STF)
Márcio Thomaz Bastos, defensor de José Roberto Salgado, ex-diretor do Banco Rural, no julgamento do mensalão, em 8 de agosto de 2012

Trajetória
Um dos advogados criminalistas mais influentes do país, Bastos foi convidado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para compor a equipe do primeiro mandato. Comandou o  Ministério da Justiça entre 2003 e 2007.

Mesmo depois de deixar o ministério, continuou em evidência ao atuar em casos de grande repercussão nacional. Atuou, por exemplo, no julgamento do processo do mensalão, no Supremo Tribunal Federal, em 2012. Na ocasião, defendeu o ex-vice-presidente do Banco Rural, José Salgado.

Durante o período do julgamento, entrou com reclamação contra o então presidente do STF, Joaquim Barbosa, questionando o fato de Barbosa não ter levado pedidos da defesa dos réus para análise do plenário do tribunal.

Também foi o responsável pela defesa do bicheiro Carlinhos Cachoeira, que responde a processo por suspeita de participação em esquema de jogos ilegais.

Bastos atuou ainda na defesa do médico Roger Abdelmassih, condenado a 278 anos de prisão por 48 ataques sexuais a 37 vítimas.

A acusação dos assassinos de Chico Mendes, do cantor Lindomar Castilho e do jornalista Pimenta Neves são outros trabalhos de repercussão nacional no currículo do ex-ministro. Em 2012, Bastos foi contratado pelo empresário Eike Batista para defender o filho Thor Batista, que respondia por um atropelamento.

Nos últimos dias, articulava também as defesas das empresas Odebrecht e Camargo Correa dentro do processo da Operação Lava Jato.

Em 7 de setembro de 1976, Márcio Thomaz Bastos atua como advogado de defesa do detetive Massaro Honda, acusado da prisão e assassinato de três ladrões, no Fórum da cidade de Queluz , interior de São Paulo (Foto: Solano de Freitas/Estadão Conteúdo)Em 7 de setembro de 1976, Márcio Thomaz Bastos atua como advogado de defesa do detetive Massaro Honda, acusado da prisão e assassinato de três ladrões, no Fórum da cidade de Queluz , interior de São Paulo

Perfil de Márcio Thomaz 
Márcio Thomaz Bastos era paulista da cidade de Cruzeiro. Formou-se em 1958 na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP).

Entre os anos de 1983 e 1985 presidiu a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em São Paulo. Neste período, foi ligado ao movimento Diretas Já, que reivindicava voto direto para presidente da República.

Em  1990, após a eleição do presidente Fernando Collor, integrou o governo paralelo instituído pelo Partido dos Trabalhadores como encarregado do setor de Justiça e Segurança.  Em 1992, participou ao lado do jurista Evandro Lins e Silva da redação da petição que resultou no impeachment de Collor.

É fundador do movimento Ação pela Cidadania, juntamente com Severo Gomes, Jair Meneghelli e Dom Luciano Mendes de Almeida. É fundador do Instituto de Defesa do Direito de Defesa.

 

 

FONTE: G1.


Fundador das Casas Bahia, Samuel Klein morre aos 91 anos em SP

Empresário estava internado no Hospital Albert Einstein.
Klein morreu de insuficiência respiratória.

 

Samuel Klein em dezembro de 2004, O proprietário e fundador das Casas Bahia, Samuel Klein (d), na abertura da 'Super Casas Bahia', no Pavilhão do Anhembi, Zona Norte de São Paulo (Foto: Eduardo Nicolau/Estadão Conteúdo/Arquivo)Klein em dezembro de 2004.

Samuel Klein, o fundador da rede de lojas de departamento Casas Bahia, morreu na manhã desta quinta-feira (20) em São Paulo. Ele estava internado há 15 dias no Hospital Albert Einstein. O corpo foi velado no Cemitério Israelita do Butantã, onde o enterro ocorreu no começo desta tarde.

Samuel Klein havia completado 91 anos em 15 de novembro. Polonês naturalizado brasileiro, ele deixou a Europa durante a Segunda Guerra Mundial e se estabeleceu em São Caetano do Sul, no ABC.

Nascido em Lublin em 1923, ele foi o terceiro de nove irmãos. Chegou a ser preso aos 19 anos pelos nazistas e enviado com o pai para o campo de concentração em Maidanek, na Polônia, enquanto a mãe o cinco irmãos foram exterminados no campo de Treblinka.

Ele relatava que, no campo de trabalhos forçados, sobreviveu graças às habilidades de carpinteiro. Samuel conseguiu fugir durante uma transferência de presos em 1944. Depois, foi para Munique em busca do pai. Após um período vendendo artigos para as tropas aliadas, se mudou em 1951 para a América do Sul.

Na década de 1950, Samuel Klein começou a vender roupas de cama, mesa e banho de porta em porta pelas ruas de São Caetano do Sul. Em 1957, ele comprou sua primeira loja na cidade, e a batizou de Casas Bahia em homenagem aos imigrantes nordestinos (Foto: Divulgação/Casas Bahia)
Na década de 1950, Samuel Klein começou a vender roupas de cama, mesa e banho de porta em porta pelas ruas de São Caetano do Sul. Em 1957, ele comprou sua primeira loja na cidade, e a batizou de Casas Bahia em homenagem aos imigrantes nordestinos
A riqueza do pobre é o nome. O credito é uma ciência humana, não exata. Não importa se o cliente é um faxineiro ou um pedreiro, se ele for bom pagador, a Casas Bahia dará credito para que ele resgate a cidadania e realize seus sonhos”
Samuel Klein

Seu primeiro destino no continente foi a Bolívia. Ao Brasil, chegou em 1952 trazendo a mulher Ana e o filho Michael, então com dois anos e que tinha nascido na Alemanha.

Em São Caetano começou a atuar como mascate revendendo roupas de cama, mesa e banho de porta em porta usando uma charrete. À época, segundo relato da família, já adotava a possibilidade de pagamentos parcelados, cuja contabilidade era executada pela mulher.

A primeira loja foi adquirida em 1957 e ficava no Centro de São Caetano, no número 567 da Avenida Conde Francisco Matarazzo. Ela recebeu o nome de Casa Bahia em homenagem aos nordestinos que se deslocaram para o ABC para atuar na indústria. Com a ampliação para outras unidades, o nome da primeira loja ganhou o plural, Casas Bahia, e batizou o empreendimento.

Ontem foi ontem, já passou. Hoje é hoje e é o que nos importa. Amanhã, o futuro, a Deus pertence”
Samuel Klein

Pensamentos
No livro “Samuel Klein e Casas Bahia – Uma Trajetória de Sucesso”, lançado em novembro de 2003, Samuel Klein registrou suas memórias.

Veja abaixo alguns de seus pensamentos:

“Acredito no ser humano. Caso contrário, não abriria as portas das minhas lojas todos os dias. O que ajuda a me manter vivo é a confiança que tenho no próximo.”

“Em nossa vida profissional, não podemos falhar. São justamente nossos erros que estragam nossos acertos.”

“Ontem foi ontem, já passou. Hoje é hoje e é o que nos importa. Amanhã, o futuro, a Deus pertence.”

De um bom namoro sai um bom casamento. Da boa conversa, sai um bom negócio.”
Samuel Klein

“Que país abençoado esse Brasil. O povo também é pacato e acolhedor. O Brasil é um país que dá oportunidades para quem quer trabalhar e crescer na vida. Cresci junto com o Brasil. Não fiquei parado vendo o país crescer.”

“De um bom namoro sai um bom casamento. Da boa conversa, sai um bom negócio.”

“O segredo é comprar bem comprado e vender bem vendido.”

“A riqueza do pobre é o nome. O credito é uma ciência humana, não exata. Não importa se o cliente é um faxineiro ou um pedreiro, se ele for bom pagador, a Casas Bahia dará credito para que ele resgate a cidadania e realize seus sonhos.”

Meu lema é confiar. Confiar no freguês, nos fornecedores, nos funcionários, nos amigos e, principalmente, em mim”
Samuel Klein

“Temos que amar o País em que vivemos. A palavra crise não existe no meu dicionário. Eu sempre comprei por 100 e vendi por 200.”

“Meu lema é confiar. Confiar no freguês, nos fornecedores, nos funcionários, nos amigos e, principalmente, em mim”.

“Eu vivo e deixo os outros viverem”

O empresário Samuel Klein e seu filho Michael Klein durante a inauguração do Centro de Tecnologia da Organização, em São Caetano do Sul, região metropolitana de São Paulo, em novembro de 2005 (Foto: Sebastião Moreira/Estadão Conteúdo/Arquivo)
O empresário Samuel Klein e seu filho Michael Klein durante a inauguração do Centro de Tecnologia da Organização, em São Caetano do Sul, região metropolitana de São Paulo, em novembro de 2005

Negócios
Em 2009, o Grupo Pão de Açúcar anunciou que havia fechado um acordo de fusão com as Casas Bahia. Segundo comunicado divulgado ao mercado na ocasiaão, o contrato visava a integração dos seus negócios no setor de varejo e de comércio eletrônico. Com isso, a associação uniu as operações do Ponto Frio (Globex), das Casas Bahia e do Extra Eletro (Grupo Pão de Açúcar) em uma única e nova sociedade.

De acordo com a nota, a empresa resultante da operação teria, na época, 1.582 lojas, em 337 municípios, incluindo super e hipermercados. As unidades estão em 18 estados e no Distrito Federal. O faturamento anualizado da Companhia em 2008 com Ponto Frio e Casas Bahia estava ao redor de R$ 40 bilhões.

No site da Via Varejo, a informação atual é de que a rede tem mais de 56 mil funcionários e 620 lojas e está presente em 17 estados (SP, RJ, ES, MG, GO, MT, MS, BA, SC, PR, SE, CE, TO, PE, RN, AL e PB), além do Distrito Federal. A marca Casas Bahia foi avaliada em US$ 420 milhões e é considerada a 6ª marca de varejo mais valiosa da América Latina e a 2ª do Brasil, segundo ranking “Best Retail Brands”, divulgado pela consultoria Interbrand.

Empresa ressalta empreendedor
Em comunicado divulgado à imprensa, a a empresa lamentou o falecimento do fundador e ressaltou seu “espírito empreendedor”, destacando sua contribuição para o desenvolvimento do varejo brasileiro.

“Foi a visão e o pioneirismo de Samuel Klein na oferta de crédito às camadas populares da população que possibilitou a realização dos sonhos de milhões de famílias brasileiras”, informa a nota.

Samuel Klein nasceu em Lublin, na Polônia, em uma família judaica. Aos 19 anos, foi enviado pelos nazistas a um campo de concentração. Após a guerra, viveu na Alemanha e Bolívia, até chegar a São Caetano do Sul, no Grande ABC (Foto: Divulgação/Casas Bahia)
Samuel Klein nasceu em Lublin, na Polônia, em uma família judaica. Aos 19 anos, foi enviado pelos nazistas a um campo de concentração. Após a guerra, viveu na Alemanha e Bolívia, até chegar a São Caetano do Sul, no Grande ABC
Samuel Klein, em imagem de destaque na página que traz seu perfil no site das Casas Bahia (Foto: Divulgação)
Samuel Klein, em imagem de destaque na página que traz seu perfil no site das Casas Bahia
Samuel Klein, executivo fundador das Casas Bahia (Foto: Divulgação)
Samuel Klein, executivo fundador das Casas Bahia

O fundador das Casas Bahia, Samuel Klein (dir.), posa com o ator e garoto propaganda da marca, Fabiano Augusto, durante a abertura da 'Super Casas Bahia', em São Paulo, em dezembro de 2004 (Foto: Eduardo Nicolau/Estadão Conteúdo/Arquivo)

O fundador das Casas Bahia, Samuel Klein (dir.), posa com o ator e garoto propaganda da marca, Fabiano Augusto, durante a abertura da ‘Super Casas Bahia’, em São Paulo, em dezembro de 2004

FONTE: G1.


Morre ex-ministro Adib Jatene em SP

Segundo o Hospital do Coração, ele teve um infarto agudo do miocárdio.
Um dos pioneiros da cirurgia cardíaca no Brasil, Jatene tinha 85 anos.

 

Morreu na noite desta sexta-feira (14), aos 85 anos, o médico e ex-ministro da Saúde Adib Jatene. Segundo o Hospital do Coração, em São Paulo, a causa da morte foi infarto agudo do miocárdio. O velório será realizado no anfiteatro do hospital neste sábado (15).

Em 22 de setembro deste ano ele havia sido internado também após sofrer um infarto. Em maio de 2012, o médico já havia sido internado com dores no peito e passado por um cateterismo. No procedimento, ele precisou colocar um stent (prótese metálica para a desobstrução de artérias).

Jatene era diretor-geral do HCor e um dos pioneiros da cirurgia do coração no Brasil. Ele deixa quatro filhos – os também médicos Ieda, Marcelo e Fábio, além da arquiteta Iara – e a mulher Aurice Biscegli Jatene.

Adib Jatente em foto de janeiro de 2011 (Foto: Hélvio Romero/Estadão Conteúdo)Adib Jatene em foto de janeiro de 2011 

Médico e ministro
Acriano de Xarupi, Jatene era filho de um seringueiro libanês e de uma dona de armarinho. Quando criança, a família se mudou para Uberaba, em Minas Gerais, e, depois, para São Paulo. Na capital paulista, estudou na Universidade de São Paulo (USP), formando-se aos 23 anos pela Faculdade de Medicina. A residência e pós-graduação foram feitas no Hospital das Clínicas da mesma faculdade, sob a orientação do professor Euríclides de Jesus Zerbini (1912-1993), pioneiro dos transplantes de coração no país.

Com mais de 20 mil cirurgias no currículo, se destacou também por ter sido o primeiro a realizar a cirurgia de ponte de safena no Brasil e por ter inventado aparelhos e equipamentos médicos. Em Uberaba (MG), lecionou Anatomia Topográfica da Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro. Neste período, construiu seu primeiro modelo de coração-pulmão artificial. Em São Paulo, trabalhou no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e como cirurgião no Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia da Secretaria de Estado da Saúde.

Na política, apesar de não ter se filiado a partidos, atuou como secretário estadual da Saúde de São Paulo (1979-1982), no governo de Paulo Maluf, e duas vezes como ministro, na mesma área, nas gestões Fernando Collor (1992, por oito meses) e Fernando Henrique Cardoso (1995-1996, por 22 meses). No governo de FHC, criou a Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira (CPMF), para ajudar a financiar a saúde brasileira, e deu continuidade ao projeto dos medicamentos genéricos e ao programa de combate à Aids. Foi membro da Academia Nacional de Medicina e autor e co-autor de cerca de 700 trabalhos científicos publicados na literatura nacional e internacional.

Dono de uma coleção particular de quadros, com obras de Di Cavalcanti, Alfredo Volpi e Tarsila do Amaral, presidiu o conselho deliberativo do Museu de Arte de São Paulo (Masp).

Secretário da Saúde lamenta
Por meio de nota, o secretário de Estado de Saúde de São Paulo, David Uip, disse que a “perda do professor e ministro Adib Jatene é motivo de absoluta tristeza” e que “a saúde pública está em luto”. O secretário ainda destacou o papel de Jatene “para a consolidação do SUS em São Paulo e no Brasil”.

FONTE: G1.


Morre suspeito envolvido em tiroteio no Túnel da Lagoinha, em BH

Rapaz de 18 anos teria participado de assalto no bairro Floresta, diz PM.

Ele fugiu e houve troca de tiros com pessoas que estavam em um carro.

 

Morreu na manhã desta terça-feira (7) um dos suspeitos envolvidos em um tiroteio no Túnel da Lagoinha, em Belo Horizonte, na noite desta segunda-feira (6).

O rapaz de 18 anos teria participado de um assalto no bairro Floresta e fugiu para o local, junto com outro suspeito, segundo a Polícia Militar (PM). Ao chegarem ao túnel, os dois trocaram tiros com homens que estavam dentro de um carro.

Durante o tiroteio, o jovem foi baleado e socorrido para o Hospital Odilon Behrens, mas não resistiu aos ferimentos. O outro suspeito que estava com ele fugiu em uma motocicleta. A polícia não soube dizer quem eram os homens que estavam no carro.

Um motociclista de 50 anos, que passava pelo túnel, também foi atingido e encaminhado para o mesmo hospital. Nesta manhã, a unidade de saúde informou que o homem estava em estado grave.

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FONTE: G1.


Morre, aos 77 anos, o ator e diretor Hugo Carvana

O ator Hugo Carvana na Feijoada do Festival do Rio em 2013

  • O ator Hugo Carvana na Feijoada do Festival do Rio em 2013

O ator e diretor Hugo Carvana morreu neste sábado (4), aos 77 anos, no Rio de Janeiro.

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De acordo com informações do Hospital Pró-Cardíaco, na zona sul do Rio de Janeiro, onde Carvana estava internado desde o último domingo (28), ele morreu por volta das 11h, porém este horário ainda não é oficial. A família não autorizou o hospital divulgar a causa da morte e ainda não há informações sobre o horário e local onde ele será sepultado.
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O último filme que Carvana assinou como diretor foi “A Casa da Mãe Joana” (2008).
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Trajetória
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Carioca, nascido em Lins de Vasconcelos, Zona Norte do Rio, Hugo Carvana de Holanda começou sua carreira artística aos 18 anos fazendo figuração para um filme. Depois disso fez 22 chanchadas.
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Em 1954, foi fazer teatro. Encenou “O Auto da Compadecida”, de Ariano Suassuna, em 1958, e mais tarde , “O Pagador de Promessas”, de Dias Gomes e “Boca de Ouro”, de Nelson Rodrigues, da companhia do Teatro Nacional de Comédia, TNC.
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Ainda nos anos 50, participou do Cinema Novo, estreando com Ruy Guerra, em “Os Cafajestes”, e depois trabalhando com Cacá Diegues e Glauber Rocha
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Carvana tornou-se conhecido do grande público atuando em novelas na televisão. Foi Daniel Filho quem o convidou para seu primeiro trabalho, “Anastácia, a Mulher sem Destino” (1967). de Janete Clair.
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Foi no cinema que Carvana foi mais reconhecido com o primeiro filme que ele dirigiu, “Vai Trabalhar, Vagabundo”, de 1973. Com o longa, ganhou o Kikito de Ouro de Melhor Filme, no Festival de Gramado.
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De 1962 a 2013, foram 681 atuações no cinema. Entre elas, “Bravo Guerreiro”, de Gustavo Dahl; “A Grande Cidade”, “Os Herdeiros”, “Quando o Carnaval Chegar” e “Deus é Brasileiro”, de Cacá Diegues; “Tenda dos Milagres”, de Nelson Pereira dos Santos; “Macunaíma”, de Joaquim Pedro de Andrade e Pindorama e “Toda Nudez Será Castigada”, de Arnaldo Jabor. O último foi em “Giovanni Improtta”, de 2013.
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FONTE: G1.


Vídeo mostra queda de helicóptero no Lago de Furnas que matou casal

Sargento da Polícia Militar e a mulher morreram na queda; piloto conseguiu se salvar

 

Um vídeo mostra o momento em que o helicóptero decola e logo em seguida cai no Lago de Furnas, em Fama, no Sul de Minas. Na queda, morreram o sargento da Polícia Militar Marcos Antônio Alves, de 44 anos, e sua companheira Lívia Reis Carvalho, de 27. O piloto, identificado como Bruno Abitbol de Andrade Nogueira, de 34 anos, foi resgatado por pescadores que estavam no lago logo após o acidente. Ele deu entrada no hospital da cidade de Elói Mendes por volta das 12h40 desse sábado. Na noite de sábado ele foi ouvido pela polícia e liberado em seguida. 

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O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) começou apurar no domingo as circunstâncias da queda do helicóptero prefixo PR-CIG, na represa de Furnas, em Fama, no Sul de Minas. No acidente, duas pessoas morreram. Há suspeita de que a aeronave, que é registrada para uso particular, estivesse fazendo voo panorâmico pago, o que se configura em infração.

FONTE: Alterosa e Youtube.


Criança morre ao cair de prédio no Bairro Serra

Menino de 11 anos caiu do quinto andar de um dos prédios de um condomínio

Uma criança de 11 anos morreu ao cair da janela de um prédio no Bairro Serra no início da tarde deste domingo. O acidente aconteceu em um prédio na Rua Rádio. A polícia foi acionada pouco antes das 16h. O corpo já foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte. 

Serra

Segundo a Polícia Militar (PM), o menino estava acompanhado do irmão mais velho, de 18 anos, e do pai, que os levou até a casa da namorada dele. Durante o dia, eles participaram de um evento na parte externa do condomínio com brincadeiras para as crianças. A mulher contou que, por volta das 15h, eles subiram para o apartamento dela, que fica no 5º andar.Conforme a polícia, ela contou que a criança entrou em um dos quartos do apartamento e fechou a porta. Ao entrar no quarto, perguntou o que ele estava fazendo, ao que o garoto respondeu que apenas olhava pela janela. Algum tempo depois, ela voltou para o quarto e o viu com uma das pernas para fora. Quando chamou o namorado, o menino saltou. 

O condomínio onde o acidente aconteceu tem duas torres de 16 andares. A área de lazer estaria situada entre elas. Moradores da região disseram que criança teria visto uma cama elástica na área de lazer e teria saltado do local pensando que cairia sobre o brinquedo. Os primeiros socorros teriam sido prestados por dois médicos que estavam no condomínio. Uma ambulância também foi ao local, mas a criança não resistiu.

FONTE: Estado de Minas.

Raul Seixas e a arte de não ser normal 

Há 25 anos, o Maluco Beleza entrava para a história dividido entre as facetas da loucura e da lucidez

Ele nunca cometeu pequenos erros se podia causar terremotos. Isso não dá para negar sobre Raul Santos Seixas, o maluco beleza que também foi mosca na sopa, estrela, disco voador, Jesus Cristo, pai de família careta, eloquente da Sociedade Alternativa e homem barbado entregue ao choro fácil. Há 25 anos, todas as facetas desse baiano fervoroso saíram de cena quando fatalmente ele foi traído pela bebida alcoólica em 21 de agosto de 1989. Para o público, Raul Seixas morreu vestido de personagem folclórico endiabrado, se afirmando como o pai do rock e um mito cultuado por gritos universais de “toca Raul!” em qualquer canto do país.

“O Raul era um performático, anarquista, agressivo em cima do palco. Fora de lá, era doce, tímido em algumas situações e muito, muito careta. Falava sempre baixo, odiava maconha e bate-boca, escrevia cartas e não era mulherengo, apesar de ter tido quatro mulheres. Nunca ligou para grana a vida inteira, mas desde criança queria ser popular”, diz Kika Seixas, casada com Raul Seixas entre 1979 e 1985 e idealizadora do show “O Baú do Raul”.

Nessa síntese, Raul Seixas, baiano de Quenheguém, oito horas de mula e 12 de trem, como ele cantou ou inventou, parece mais complexo do que a imagem de maluco beleza lhe sugere. O apelido tem seu lugar, claro. Afinal, desde os 14 anos. Raulzito andava com um maço de cigarros a tiracolo e bebia feito adulto nas reuniões do Elvis Rock Club, que ele fundou em 1957 e que daria origem à sua primeira banda, The Panthers.

O irmão caçula de Raul, Plínio Seixas, lembra que as “maluquices” como odiar a escola e fumar compulsivamente eram a forma do irmão fugir da mesmice. “Desde pequeno, ele (o Raul) tinha pavor do tédio e da idiotice. Por isso, quando ele imitava Little Richards e Elvis em vez de estudar, saindo para beber e fumar, era a forma de ele dizer que tinha muita coisa fora do lugar no mundo. A frase épica dele é: ‘Tudo que aprendia era nos livros, em casa ou na rua. Nunca aprendi nada na escola. Minto. Aprendi a odiá-la’”, conta, aos risos.

Engraçado e performático, Raul Seixas sempre foi. Não à toa, mesmo que as apresentações de Raulzito e Os Panteras soassem como uma afronta à Salvador dos anos 1960 e causasse estranheza em boa parte do público, o grupo rapidamente se tornou referência na Bahia.

Magrelinho e elétrico. Tanto que, em 1966, o cantor Jerry Adriani iniciou uma parceria que alavancaria a carreira de Raulzito, ao contratar a banda do artista para substituir seus músicos, que não chegariam a tempo para a apresentação. “Vi aquele cara magrelinho e elétrico jogando uma enxurrada de ideias criativas. O Raul teve uma postura incrível, profissional, concentrado, mas com o quê de maluco (risos). Não foi por acaso que depois desse show ele excursionou comigo pela Bahia, produziu um disco meu e aí foi voar no seu próprio céu”, lembra Adriani.

O céu de Raul Seixas, entretanto, sempre foi dividido com passagens pelo inferno. Em uma vida de quatro casamentos desgastados, dois anos de fome passados no Rio de Janeiro enquanto era produtor musical da CBS, o envolvimento com o álcool, além do período de intensa piração com Paulo Coelho, moldaram o personagem Raul Seixas com feridas e mágoas que ele carregaria até a morte.

O produtor Marco Mazzola, responsável pelo álbum “Krig-Ha, Bandolo!” (1973), conta que conheceu um artista visionário, escondido atrás de um terno preto bem alinhado, cabelo bem penteado e mala de advogado nas mãos. “O Raul chegou como produtor do Sérgio Sampaio. Até ali não era nada, perguntei o que ele fazia, trocamos uma ideia, ele falou que tinha músicas e pedi para ele mostrar. Fomos para um sala separada no estúdio, o cara tirou a gravata, bagunçou o cabelo e começou a cantar ‘Let Me Sing, Let Me Sing’. Depois me mostrou ‘Trem das Sete’ e eu pirei. Ele era um fenômeno pronto”, diz Mazzola.

No primeiro disco de Raul nasciam pérolas como “Metamorfose Ambulante”, “Mosca na Sopa”, “Al Capone” e “Ouro de Tolo”, compostas em uma áurea de libertação e desengasgo, que se transformaram em paranoia e fantasia em seguida. Segundo Roberto Menescal, então diretor da Phillips, o segundo álbum de Raul, o clássico “Gita” (1974), já apresentava uma mudança significativa influenciada pela amizade com Paulo Coelho, que apresentou ao Maluco Beleza a Lei de Thelema (“faz o que tu queres pois é tudo da lei”) e a inspiração para a Sociedade Alternativa.

“No segundo disco já tinham velas no estúdio, um clima sombrio, piração de disco voador. Cansei de leva-lo para o estúdio de Kombi, ele começava a cantar, dizia que estava tomando passes espíritas e apagava. Nessa época, ele bebia pra caramba já e cheirava muita cocaína. Mas o mais louco é que o Raul nunca cheirou pó para bater um papo ou curtir uma festa, só para compor. Era um vício dele, uma obrigação quase intuitiva”, diz Menescal.

Censurado. Nessa época, após gravar “Gita”, Raul Seixas vivenciou um exílio nos EUA por causa de uma apresentação censurada em que distribuiu os gibis intitulados “Manifesto Krig-Ha”, repletos de ideias da Sociedade Alternativa.

No auge da carreira, entre 1973 e 1980, Raul Seixas era uma referência popular que destoava de artistas consagrados da época, como Chico Buarque, Caetano Veloso, Maria Bethânia e Gal Costa. Isso porque, apesar de falar e gritar “rock n’ roll” em suas músicas, Raulzito nunca pertenceu a um nicho da MPB ou do rock. O amigo pessoal do artista, Sylvio Passos, fundador do Raul Rock Club, lembra que o conheceu em 1981, em um processo de efervescência e criatividade, mas também de decadência.

“Liguei para o Raul sem pensar, ele atendeu bêbado. Eu disse que era o Sylvio e ele replicou: ‘Silvio Santos? Que isso, cara?’. Expliquei que era um fã, ele me chamou para almoçar. Fui à casa dele esperando chegar numa mansão do Elvis, mas era uma casa simples, com um Ford Landau na garagem, aquele carro grandão. O cara me serviu macarrão com a mão, para você ter ideia. Lembro que ele não falava mal de outros artistas, mas se recusava a fazer parte de grupos”, conta Passos.

Apesar do consumo de cocaína, álcool e até éter, que arruinou seu casamento com Kika Seixas, a filha do casal, a DJ Vivian Seixas, guarda poucas e boas recordações do pai. “Meu pai morreu quando eu tinha 8 anos, tenho poucas lembranças. Mas me marcou o fato de nunca ter tempo ruim com ele. Sempre muito divertido, ele gostava de criar personagens, como o Capitão Garfo, que pegava minhas bonecas e botava no congelador. E era muito emotivo, qualquer coisa fazia aquele homem barbado chorar”, lembra.

Um choro que parecia evidente na última carta de Raul Seixas para a ex-mulher, Kika Seixas, escrita em 29 de janeiro de 1989. No texto de três páginas, ele pede desculpas pelas loucuras que fez e se diz animado com a turnê do disco “Panela Do Diabo” (1989), feito em parceria com Marcelo Nova, amigo de infância que o resgatou aos palcos após sete anos de sumiço.

“Estávamos em um momento foda. O Raul lançava um disco clássico no último ano de vida, quando ninguém mais acreditava nele e, de fato, ele estava muito debilitado, já havia sido internado diversas vezes”, conta Marcelo Nova.

“Acho que o Raul viveu seus 44 anos da forma como pregava. Foi triste e duro, mas ele não queria chegar aos 100 anos. Vou amá-lo para sempre pela maluquice sincera dele de amar a gente assim”, resume Kika Seixas.

 

FONTE: O Tempo.



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