Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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Quatro suspeitos de envolvimento em explosão de agência bancária em Pompéu são presos

Durante ataque, um militar e um morador foram mortos a tiros e outro policial ficou ferido. Segundo PM, pelo menos 15 pessoas participaram de roubo.

De acordo com o comandante do 7° BPM, a sede da agência bancária continua isolada para os trabalhos da pericia

Quatro suspeitos de envolvimento na explosão de uma agência bancária ocorrida na madrugada em Pompéu foram presos na tarde desta terça-feira (5). Segundo a Polícia Militar (PM), as prisões foram feitas em conjunto com a Polícia Civil na cidade de Moema e na BR-494.

Um policial militar e um morador de Pompéu morreram durante troca de tiros entre criminosos e a polícia na madrugada desta terça-feira. De acordo com a PM, pelo menos 15 pessoas participaram do ataque a uma agência do Banco do Brasil. Em meio ao assalto, os criminosos cercaram o quartel da cidade. Um cabo da PM também ficou ferido.

O comandante da 7ª Região da Polícia Militar (RPM), coronel Helbert Willian Carvalhaes, informou que dois dos detidos foram presos em um posto de gasolina em Moema. Os outros dois suspeitos estavam no trecho da BR-494 entre Pará de Minas e São Gonçalo do Pará.

Durante a tarde desta terça-feira (5), locais onde foram registrados tiroteio e explosões permaneciam isoladados em Pompéu (Foto: TV Integração/Reprodução)Durante a tarde desta terça-feira (5), locais onde foram registrados tiroteio e explosões permaneciam isoladados em Pompéu (Foto: TV Integração/Reprodução)

Durante a tarde desta terça-feira (5), locais onde foram registrados tiroteio e explosões permaneciam isoladados em Pompéu

A polícia não informou a idade nem as circunstâncias da prisão dos suspeitos, que foram encaminhados para a Delegacia da Polícia Civil de Pompéu. Até esta publicação, a Polícia Civil não havia retornado os pedidos de informação feitos pelo G1. Não foi informado ainda se os criminosos conseguiram levar dinheiro dos caixas.

Ainda conforme a PM, tanto a agência bancária, que continua isolada, quanto a sede do quartel passam por perícia. Uma força-tarefa foi montada em busca de outros suspeitos.

Pregos foram usados por criminosos para despitar a polícia durante fuga (Foto: TV Integração/Reprodução)Pregos foram usados por criminosos para despitar a polícia durante fuga (Foto: TV Integração/Reprodução)

Pregos foram usados por criminosos  durante fuga

Troca de Tiros

De acordo com a PM, criminosos em uma motocicleta e quatro carros chegaram ao Centro de Pompéu por volta das 2h. Parte do grupo cercou o quartel da PM e usou correntes para trancar as grades. Os criminosos ainda fizeram disparos com fuzis, enquanto outra parte do grupo fazia explosões na agência do Banco do Brasil. Na fuga, pregos foram jogados nas ruas pelos criminosos.

Houve reação dos militares. Em meio ao tiroteio, dois policiais, que estavam em uma viatura, foram baleados. O cabo da PM Osías Alvez de Barros, de 33 anos, foi atingido na cabeça e morreu no local.

O outro militar, também um cabo, de 27 anos, foi atingido nas costas e na virilha. O ferido foi levado em estado grave para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, passou por cirurgia e seu quadro era considerado estável na tarde desta terça-feira.

Devido às mortes, o prefeito de Pompéu, Ozéas da Silva Campos (PRB), decretou luto de sete dias na cidade.

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FONTE: G1.


Jovem advogado, aprovado no XVII Exame de Ordem, é assassinado por conta de uma ação de R$ 2.500,00

Quem nunca iniciou a vida profissional na advocacia executando um cheque ou cobrando uma dívida pequena? No começo da vida profissional toda ação é ação e, claro, uma oportunidade de se criar clientela. A vida não é fácil e nenhuma oportunidade pode ser desperdiçada.

Infelizmente ontem essa simples realidade do início da profissão na advocacia gerou um evento não só trágico como absolutamente covarde e injustificado. O jovem advogado Bruno dos Santos Mendes, aprovado no XVII Exame de Ordem e que pegou sua carteira agora, em 05/11/2015) foi assassinado por ter entrado com uma ação para cobrar o pagamento de uma nota promissória no valor de R$ 2.526,13.

Vejam bem, a ação era para cobrar a mísera quantia de R$ 2.526,13! Inacreditável!!

Bruno estava em seu escritório na Avenida Edelina Meneghel Rando, na cidade de Bandeirantes/PR, quando foi surpreendido pelo agressor, Hércules Xavier de Lima, que foi ao seu escritório para tirar satisfação por conta da cobrança da promissória contra a sua esposa. O agressor, de posse de uma faca, desferiu quatro golpes em Bruno, o atingindo a região do pescoço e do braço.

É revoltante uma história dessas. Nós aqui acompanhamos de perto a saga dos bacharéis em busca da aprovação no Exame de Ordem e, para logo após, enfrentar as agruras do mercado. Não é fácil advogar, não é fácil conquistar um espaço ao sol no mercado, e, ainda por cima, vemos um caso como este, como se o advogado fosse o responsável pela cobrança da dívida. Ele é tão somente a “longa manus” jurídica de seu cliente.

Situação surreal e abominável! Tantos sonhos, tanta vida e um futuro todo pela frente ceifados por um espírito miserável e tacanho.

Desde quando uma vida “vale” apenas dois mil e quinhentos reais. Desde quando isso é justificativa para se matar alguém?

Esperamos que a Polícia localize logo o agressor e que a Justiça seja feita celeremente.

Fica aqui, por fim, uma pequena e simples homenagem ao jovem Dr. Bruno: o seu momento de glória ao ter sido aprovado no XVII Exame de Ordem.

Que Deus o acolha, Bruno.

ATUALIZAÇÃO!

Quem tiver notícias do paradeiro do suspeito, por favor ajude a polícia a localizá-lo!

FONTE: Portal Exame de Ordem.


‘Não me arrependo de forma alguma’, diz homem que matou fiscal
Jovem de 20 anos confessou ter atirado em fiscal, apesar de negar a intenção de matar

Luquinha
Sem arrependimentos, jovem confessa ter matado fiscal de ônibus na avenida Cristiano Machado, na altura do bairro Ipiranga, na região Nordeste de Belo Horizonte, na última quinta-feira (1º).

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“Não me arrependo em momento algum. Eu ia pagar a passagem mas por que ele tinha que me bater? Cara não é lugar de bater, não”, disse Lucas Gomes de Oliveira, de 20 anos, que alegou ter cometido o crime em defesa, após ter sido agredido pela vítima e outros dois fiscais no dia anterior.

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O jovem foi preso e apresentado nesta terça-feira (6) pela Polícia Civil no Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Em entrevista à imprensa, Lucas disse que não tinha intenção de matar o fiscal, mas queria se defender de possíveis agressões.
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Segundo o delegado Emerson Morais, os investigadores conseguiram localizar o autor do homicídio na cidade de Antônio Dias, no Vale do Rio Doce. Para Morais, durante o depoimento, o criminoso se mostrou uma pessoa fria, sem qualquer piedade da vida humana.

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Sobre a arma usada no crime, Lucas afirma tê-la comprado na praça Sete por R$ 700, 00. “Eu tinha que me defender. Comprei ela no dia que apanhei. Sou trabalhador, o dinheiro fica no banco. No dia da confusão, não paguei a passagem porque estava sem a carteira”, justifica o homem.

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Lucas deve ser autuado por homicídio qualificado, por motivo fútil, além das duas tentativas de homicídio.

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O crime aconteceu em um coletivo da linha 1502 (Vista Alegre/Guarani) da Viação Zurick, que seguia no sentido centro, embaixo do viaduto Henriqueta Lisboa.

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Relembre o caso

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A discussão aconteceu em um ônibus da linha 1509 e começou depois que Webert Eustáquio de Souza, de 33 anos, e outros dois fiscais pediram que Lucas pagasse a passagem.

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Insatisfeito por ter sido repreendido, o autor começou a discutir com o trio e entrou em luta corporal com um dos colegas da vítima.

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A situação foi controlada e o homem desceu do coletivo dizendo que “isso não ficaria assim”. Mais tarde, ele foi até a garagem da empresa de ônibus, com uma arma, procurando pelo fiscal com quem havia brigado. De acordo com o delegado, o criminoso apareceu acompanhando de um colega, que segundo testemunhas, estava instigando o rapaz a matar o desafeto.

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Na manhã de quinta-feira (1°), o autor entrou no ônibus da linha 1502 próximo à estação São Gabriel. Souza embarcou pouco depois, na avenida Cristiano Machado, na altura do bairro Ipiranga, e pediu que os passageiros que estavam na parte dianteira do ônibus pagassem as passagens. “O autor ficou na escada, se recusando a passar na roleta”, disse o delegado. Após a negativa, o fiscal insistiu que ele teria que pagar a passagem.

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“O autor, então, se dirigiu até a roleta, virou-se, sacou uma arma de fogo que trazia dentro da mochila e falou: ‘você quer sua passagem? Então, toma aqui seus R$ 3,10’, e deu dois tiros no peito da vítima”, disse Morais. Quando a vítima já estava caída, o suspeito fez mais três disparos.

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A discussão aconteceu em um ônibus da linha 1509 e começou depois que Webert Eustáquio de Souza, de 33 anos, e outros dois fiscais pediram que o suspeito pagasse a passagem. Insatisfeito por ter sido repreendido, o autor começou a discutir com o trio e entrou em luta corporal com um dos colegas da vítima.

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A situação foi controlada e o suspeito desceu do coletivo dizendo que “isso não ficaria assim”. Mais tarde, ele foi até a garagem da empresa de ônibus, com uma arma, procurando pelo fiscal com quem havia brigado. De acordo com o delegado, o suspeito apareceu acompanhando de um colega, que, segundo testemunhas, estava instigando o rapaz a matar o desafeto.

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Na manhã de quinta-feira (1º), o autor entrou no ônibus da linha 1502 próximo à estação São Gabriel. Souza embarcou pouco depois, na avenida Cristiano Machado, na altura do bairro Ipiranga, e pediu que os passageiros que estavam na parte dianteira do ônibus pagassem as passagens. “O autor ficou na escada, se recusando a passar na roleta”, disse o delegado. Após a negativa, o fiscal insistiu que ele teria que pagar a passagem.

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“O autor, então, se dirigiu até a roleta, virou-se, sacou uma arma de fogo que trazia dentro da mochila e falou: ‘Você quer sua passagem? Então, toma aqui seus R$ 3,10’, e deu dois tiros no peito da vítima”, disse Morais. Quando a vítima já estava caída, o suspeito fez mais três disparos. As imagens mostram que o ônibus estava cheio no momento do crime.

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No último sábado (3), a Polícia Civil identificou o atirador e pediu a prisão temporária dele.

 

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FONTE: O Tempo.


Delegado diz que morte de fiscal de ônibus em BH foi vingança

Webert Eustáquio de Souza, de 33 anos, foi morto na Avenida Cristiano Machado. Autor dos tiros ameaçou vítima no dia anterior ao ser retirado de ônibus por não pagar passagem

Edesio Ferreira/EM/D.A Press

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A Polícia Civil trata a morte do fiscal Webert Eustáquio de Souza, de 33 anos, dentro do veículo da linha 1502 (Vista Alegre – Guarani), na Avenida Cristiano Machado, no Bairro Ipiranga, Região Nordeste de Belo Horizonte, como vingança. Outras duas pessoas ficaram feridas na ação do criminoso. Segundo o delegado Emerson Morais, o atirador brigou com outros fiscais no dia anterior. Depois do desentendimento, foi até a empresa onde os homens trabalham e os ameaçou de morte. Ele portava uma arma no momento das intimidações.
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O crime aconteceu por volta das 7h50. Segundo o delegado, testemunhas contaram que o autor dos disparos embarcou no veículo na Rua A, no Bairro Primeiro de Maio, 10 minutos antes do crime. O homem não passou pela catraca e ficou próximo a escada. Quando o coletivo passou próximo ao a um hotel no Bairro Ipiranga, foi parado pelos fiscais.
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Os trabalhadores entraram no veículo e pediram para todos que estavam na parte da frente pagassem passagem e seguisse para a parte de trás da catraca. “Testemunhas disseram que o autor ficou na escada e depois da ordem do fiscal, fingiu que iria pagar a passagem. Quando chegou próximo a catraca, sacou uma arma e disse: ‘Quer que pague a passagem, então toma aqui seus R$ 3,10’. Depois disso, atirou”, conta o Emerson Morais.

Arquivo Pessoal

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O fiscal foi atingido e morreu na hora. A passageira Maria das Graças Martins, de 65, levou um tiro em um dos pés e foi levada pelo Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) para um hospital. Rogério Lopes, de 46, que também é fiscal de linha e trabalhava com Webert no momento do crime, foi atingido por estilhaços das balas e deu entrada no Hospital João XXIII. Os feridos passam bem. “Considero a banalização da vida humana matar um pai de quatro filhos e trabalhador por causa de R$ 3”, afirma Morais.
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Para o delegado, o crime foi por vingança. Segundo ele, na tarde anterior, o atirador brigou com três fiscais, entre eles Webert, na Rua Jacuí, no Bairro Ipiranga. O homem estava no ônibus da linha 1509 quando os fiscais o colocaram para fora por se negar a pagar passagens. Ele não gostou da atitude dos trabalhadores e chegou a brigar com um deles.
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Depois da confusão, o homem foi até a empresa onde os fiscais trabalham junto com um comparsa, que é deficiente físico. Lá, segundo a polícia, os dois ameaçaram os trabalhadores com palavras e exibindo uma arma. Os dois suspeitos seriam moradores da região do Bairro Primeiro de Maio. Quem tiver informações sobre a dupla pode passar pelos telefones 181 e 3478-7824.

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FONTE: Estado de Minas.


Réus são condenados por morte de torcedor atingido por vaso sanitário

Os três acusados foram condenados a mais de 20 anos de reclusão.
Júri popular foi realizado nesta quarta-feira (2) e durou mais de 12 horas.

Luiz Cabral de Araujo Neto, Waldir Pessoa Firmo Júnior e Everton Filipe Santiago, acusados de arremessar um vaso sanitário do Estádio do Arruda, no Recife (PE), e matar um torcedor durante briga em maio de 2014, comparecem a sessão do júri popular (Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem/Estadão Conteúdo)Luiz Cabral de Araujo Neto, Waldir Pessoa Firmo Júnior e Everton Filipe Santiago foram condenados pela morte de um torcedor em maio de 2014

Waldir Pessoa Firmo Júnior, 34 anos, Luiz Cabral de Araújo Neto, 30, e Everton Filipe Santiago Santana, 23, foram condenados pelo homicídio do torcedor Paulo Ricardo Gomes da Silva, de 26 anos, morto ao ser atingido por um vaso sanitário no entorno do estádio do Arruda, na Zona Norte do Recife, em maio de 2014. Outras três pessoas ficaram feridas.

Os três foram condenados por homicídio doloso duplamente qualificado, sem chance de defesa à vitima e por motivo fútil, e por três tentativas de homicídios. Waldir pegou 22 anos e seis meses de reclusão; Luiz foi condenado a 25 anos, 7 meses e 15 dias de reclusão; e Everton a 28 anos e 9 meses de reclusão.

“A gente sai mais aliviado daqui porque a justiça foi feita. A dor permanece, mas a gente caminha”, afirmou o pai de Paulo Ricardo, José Paulo Gomes. A promotora Dalva Cabral acredita que, com essa decisão, as famílias vão poder voltar a frequentar os estádios. “Esse julgamento marca um novo tempo. O conselho de sentença põe fim à incitação da violência. Acho que a gente dorme mais tranquilo esta noite”, afirmou a promotora.

A defesa de Everton Santana, que recebeu a maior pena entre os três por possuir antecedentes criminais, vai recorrer da decisão. “Nossa tese não foi aceita pelo júri. Com certeza vamos recorrer”, afirmou o advogado Adelson da Silva. O advogado Paulo Sales, que defendeu Luiz Cabral, também afirmou que vai recorrer. “Ele não agiu com dolo, mas culpa consciente. O resultado não é o pretendido e já registramos em ata que pretendemos recorrer”, apontou.

Já o defensor de Waldir Firmo, Rômulo Alencar, explicou que ainda vai avaliar se vai recorrer. “Reconhecemos a soberania do conselho de sentença. Iremos ainda analisar se vamos entrar com recurso”, ponderou.

Os réus foram condenados no júri popular realizado nesta quarta-feira (2). O julgamento foi presidido pelo juiz Jorge Luiz dos Santos Henriques, na 2ª Vara do Tribunal do Júri do Recife, no Fórum Desembargador Rodolfo Aureliano.

O júri popular começou por volta das 9h40 desta quarta-feira (2), com o sorteio dos jurados que compõem o Conselho de Sentença: cinco homens e duas mulheres. Em seguida, houve a leitura da denúncia e haveria a ouvida dos réus, que preferiram não se pronunciar. A defesa e a acusação realizaram os debates, que duraram mais de três horas. A sentença foi lida por volta das 22h15.

A acusação defendeu a culpa dos três acusados, com a promotora Dalva Cabral ressaltando a intenção que eles tinham de matar alguém da torcida rival. A defesa negou essa vontade, defendendo que nenhum deles tinha essa intenção. Durante o embate entre defesa e acusação, a promotora Dalva Cabral lembrou que a distância de cem metros entre o local de onde foram arrancados e o local de onde foram jogados os vasos sanitários prova que havia uma motivação.

Entenda o caso
Na noite do dia 2 de maio de 2014, Luiz e Waldir, contando com a participação direta de Everton, arremessaram dois vasos sanitários do alto da arquibancada do estádio do Arruda, onde tinha ocorrido uma partida entre Paraná e Santa Cruz, pela Série B do Brasileirão. Os vasos foram jogados na área externa do estádio e atingiram o torcedor Paulo Ricardo, que morreu na hora.

No dia do crime, a partida era entre Santa Cruz e Paraná, no entanto, a torcida do Sport, da qual a vítima fazia parte, também acompanhava o jogo. O motivo dos crimes seria a rivalidade entre as torcidas organizadas do Santa Cruz e do Sport. Outros três torcedores também ficaram feridos por estilhaços dos sanitários.

Os objetos foram arremessados de uma altura de 24 metros, de acordo com o Instituto de Criminalística (IC). O professor de física Beraldo Neto avaliou a altura e calculou que os vasos chegaram ao chão com um peso de 350 quilos, cada um.

Os suspeitos foram presos dias após a morte. No dia 12 de maio, eles participaram da reconstituição do crime, que esclareceu detalhes da ação dentro do estádio. Desde então, eles estão detidos no Centro de Triagem (Cotel), em Abreu e Lima, Grande Recife.

FONTE: G1.


Execução e pânico em HPS
Assassinato a tiros de traficante internado espalha medo e expõe insegurança no Hospital de Pronto-Socorro Risoleta Neves, onde mulheres estavam em trabalho de parto na hora do crime

Por volta das 2h, o porteiro e o vigia foram dominados pelos criminosos, que foram direto ao 4º andar, onde a vítima estava internada (RAMON LISBOA/EM/D.A PRESS)
A execução com oito tiros de um paciente dentro do Hospital de Pronto-Socorro Risoleta Neves, em Venda Nova, em Belo Horizonte, expôs a insegurança de centenas de pessoas internadas e dos funcionários. Por volta das 2h de ontem, quatro homens fortemente armados invadiram a unidade de saúde pela entrada social e renderam o porteiro e o vigia de plantão. Dois subiram ao quarto andar e foram direto ao leito 13, onde estava o traficante Jackson Douglas Santos Ferreira, de 29 anos, que foi morto com sete tiros na cabeça e um no ombro. Os assassinos fugiram. A invasão e o crime espalharam pânico no hospital, segundo testemunhas, principalmente das mulheres que estavam na maternidade, algumas, inclusive, em trabalho de parto.
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A dona de casa Maria Antônia de Almeida Félix, de 58 anos, conta que no momento dos tiros acompanhava a filha, que estava dando à luz. “Um total desespero. As enfermeiras correram para o quarto onde a gente estava, fechando as portas e gritando para chamar a polícia. Fiquei assustada também”, lembra Maria Antônia. “Nem dentro do hospital temos segurança. Fiquei com muito medo. Minha filha estava em trabalho de parto e meu neto nasceu 15 minutos depois”, comentou a dona de casa.
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O açougueiro Jaime Carlos da Silva, de 45, estava no segundo andar do prédio, cochilando ao lado da mulher, que havia ganhado bebê, e foi acordado por ela aos gritos. “É tiro, é tiro, é tiro, minha mulher gritava”, disse o açougueiro. “Graças a Deus os bandidos não foram ao segundo andar. Havia um tanto de recém-nascidos e várias mães com pontos na barriga, sem defesa nenhuma”, disse Jaime.
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O autônomo Marcelo Augusto dos Santos, de 30, que também acompanhava a mulher, é amigo de um enfermeiro do hospital e soube por ele que os criminosos já sabiam onde a vítima estava. “Renderam o vigia e o porteiro e foram direto ao quarto andar, onde estava o rapaz que foi morto. Não demorou mais do que dois minutos. Já sabiam o que iriam fazer, inclusive viraram a câmara da recepção”, disse Marcelo.
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Funcionários do hospital também estão assustados e com medo de trabalhar até durante o dia. “O risco que a gente corre lá fora é o mesmo aqui dentro. A gente entra para trabalhar e entrega a vida a Deus”, disse uma funcionária do laboratório, que pediu para não ser identificada.
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De acordo com o boletim de ocorrência da PM, dois criminosos permaneceram na portaria, próximo aos elevadores, mantendo reféns o vigia e o porteiro. Outros dois subiram pelas escadas. Os criminosos disseram para ficarem tranquilos, pois eles estavam ali para resolver uma “rixa entre bandidos”.
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Uma testemunha informou à PM que ouviu um dos bandidos conversando ao telefone. “Tá dominado”, teria dito. Em seguida, os outros que haviam subido as escadas desceram correndo. Os funcionários não souberam descrever os criminosos, alegando que foram mantidos de cabeça baixa o tempo todo. Um deles estava com uma faca e uma pistola. Celulares, blusas e um boné do vigia e do porteiro foram roubados. O rádio de comunicação do vigilante, que teve a bateria levada, foi jogado numa lixeira.
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No quarto do hospital onde ocorreu o crime estavam mais dois pacientes, mas eles disseram à polícia que dormiam e não viram nada.
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Jackson Douglas deu entrada no hospital na segunda-feira com cinco tiros. Ele deixava a casa da sua mãe, no Bairro Dona Clarice, em Ribeirão das Neves, na Grande BH, acompanhado de uma mulher, um garoto de 8 anos e um homem identificado por Pablo Hernandes Vieira da Costa. O carro dele, um Honda Fit prata, foi alvejado com vários tiros disparados de dentro de um carro branco. Pablo tentou fugir e foi morto com nove tiros. Jackson levou um tiro no pé, um na coxa, dois no abdome e um no joelho e levado para o Risoleta Neves.
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INSEGURANÇA O Hospital Risoleta Neves repassou as imagens das câmaras de segurança à Polícia Civil. Segundo a assessoria da instituição, no momento da invasão, apenas o vigia e o porteiro estavam na portaria social. O movimento maior é na portaria de emergência, onde há plantão da Polícia Civil. Os vigilantes do hospital não trabalham armados e esse seria o primeiro caso de homicídio dentro da unidade.
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A diretoria do hospital informou que pretende se reunir esta semana com a Polícia Militar para reforço no policiamento externo. A instituição recebe pacientes de outros municípios, muitos envolvidos com crimes. “Há um posto de atendimento da Polícia Civil na portaria de emergência e a segurança será reforçada na outra portaria, que fica mais deserta de madrugada”, informou o hospital. Não há revista pessoal ou detectores de metal.
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Ainda de acordo com o hospital, o paciente morto estava sem escolta por ter sido levado pela mulher. “Nesse caso específico, o hospital não tem obrigação de acionar a polícia para garantir o sigilo médico do paciente, conforme regras estabelecidas pelo Conselho Médico”, informou o Risoleta Neves.

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FONTE: Estado de Minas.


Caso de leão morto no Zimbábue chama a atenção para situação de felinos pelo mundo.
Em Minas, ativistas defendem a saída de animais de zoológicos e a criação de santuários

Rhana é a única leoa do Zoológico de Belo Horizonte: macho morreu há três meses de insuficiência renal (Beto Novaes/EM/D.A PRESS)

Rhana – a única leoa no Zoo de BH

A morte do leão Cecil no Parque Nacional de Hwange (Zimbábue) sensibilizou pessoas em todo o mundo para a importância de proteger os felinos. Um dos mais famosos leões da África, Cecil foi atraído e morto com flechas e tiros por um dentista norte-americano. Em Minas, onde leões são mantidos em cativeiro em zoológicos, há ativistas contrários à manutenção dos animais nesses espaços e a recente transferência de responsabilidade sobre a fauna da esfera federal para a estadual levanta dúvidas sobre a fiscalização das condições dos felinos.

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Com a promulgação da Lei 4.787/13, que proibiu em Minas a manutenção e a apresentação de animais em espetáculos circenses, os leões foram transferidos para zoológicos. O leão Sansão, último a permanecer em um circo no estado, foi levado para um zoológico no Espírito Santo (veja Como Ficou). Nem o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) nem o Instituto Estadual de Florestas (IEF) souberam informar quantos leões há em cativeiro em Minas. Recentemente, houve transferência de responsabilidade de fiscalização e cuidado da fauna em Minas do órgão federal para o estadual.

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Ativistas têm dúvidas sobre as vantagens dessa transferência. “O Ibama tem mais técnicos e competência para tratar de animais exóticos, como o leão”, defende Franklin Oliveira, coordenador do núcleo Fauna e Defesa Nacional, grupo que reúne ONGs defensoras dos direitos dos animais. Oliveira defende que leões não sejam mantidos nem em zoológicos. Para ele, o ideal seria a criação de santuários – ambientes parecidos com o habitat natural dos felinos.

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O comerciante Lauro Palhares se apresenta como o maior criado de leões do Brasil. Ele criou em cativeiro 32 animais. Segundo lembra, o primeiro casal foi comprado de circos. Os outros nasceram e foram criados em sua propriedade particular em Pará de Minas. Sem revelar o quanto gastava para cuidar dos felinos, ele garantiu que era possível graças a parcerias para alimentá-los com granjas da cidade. “Muitos foram vacinados e levados para a África”, diz. Em 2007, Palhares tentou estabelecer uma parceria com a prefeitura da cidade para que sua propriedade fosse transformado em zoológico municipal. Na época, eram 10 felinos. No entanto, sem conseguir recursos, o projeto não foi concluído e os leões que restavam foram recolhidos pelo Ibama.

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A ativista Adriana Araujo, que integra o Movimento Mineiro pelos Direitos Animais, também é contrária à criação dos leões em cativeiros. “Os zoológicos não têm nada de educativos”, critica. Para defender a tese, Adriana lembra que, em 2011, dois leões morreram em Pouso Alegre, no Sul de Minas, vítimas de maus-tratos. Uma das principais articuladoras do movimento em apoio à Lei 4.787/13, Adriana atua para a aprovação no Congresso Nacional do substitutivo ao projeto 7.291/06, que proíbe o emprego de animais da fauna silvestre brasileira e exótica na atividade circense. Atualmente, 14 estados já sancionaram leis proibitivas.

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Solidão Em BH, Simba, uma das maiores atrações do Jardim Zoológico, morreu há três meses de insuficiência renal e deixou a companheira Rhana sozinha. A criançada é a primeira a notar a solidão da leoa, de 10 anos. Ela caminha por toda a extensão da jaula sem ter com quem brincar. O chefe da seção de Veterinária da fundação, Herlandes Tinoco, conta que tentou todos os tratamentos para melhorar o quadro de saúde de Simba, mas o leão não resistiu. “A partir dos 15 anos, os leões já são considerados idosos e sofrem com artrite, insuficiência renal e outros problemas de saúde”, diz. Simba tinha 17. A reportagem entrou em contato com o Ibama, na unidade estadual e Em Brasília, mas não obteve resposta sobre a situação dos leões no estado. O IEF informou que ainda não havia recebido os processos do Ibama, por isso não teria também como informar.

 (Ramon Lisboa/EM/D.A Press %u2013 30/1/12)

Como ficou?

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Sansão, atração de circo

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Animal está em zoo do Espírito Santo

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O leão Sansão, de 8 anos, foi, até o ano passado, a principal atração do Circo D’Toros D’La Paz, que viajava pelo interior de Minas. Devido à sanção da Lei 4.787/13, o felino foi resgatado pelo Ibama. Depois de inúmeras buscas, o órgão encaminhou Sansão para um zoológico particular em Marechal Floriano (ES). O antigo dono de Sansão, Geraldo Ésio de Sousa Lima, de 50, diz que o animal era muito bem tratado em seu circo, mas admite que o felino está em melhores condições no zoo.“Fiquei muito satisfeito com o local onde o Sansão está. Eles me chamaram lá, porque ele estava urrando muito. Expliquei que Sansão só come carne de boi e não pode ser a carne de um dia para o outro”, afirmou.

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FONTE: Estado de Minas.



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