Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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A jornalista libanesa Brigitte Gabriel (49), CEO da ACT! da America e uma sobrevivente do terror islâmico, era uma das panelistas de um debate promovido nesta segunda pela Heritage Foundation sobre as mortes de quatro americanos em Bengazi (Líbia) quando uma estudante identificada como Saba Ahmed pede a palavra para fazer uma pergunta. A resposta de Brigitte Gabriel me fez levantar e aplaudir de pé.

Meu grande amigo Marcelo de Paulos fez a gentileza de transcrever e traduzir a pergunta e a resposta para vocês.

Copiado da página de Alexandre Borges.

 

Saba Ahmed: “Salaam aleikum. Paz a todos vocês. Meu nome é Saba Ahmed, eu sou uma estudante de Direito na American University. Eu estou aqui para fazer uma pergunta simples a vocês. E eu sei que nós retratamos o Islã e todos os muçulmanos como maus, mas há 1,8 bilhão de muçulmanos seguidores do Islã, temos mais de oito milhões de americanos muçulmanos neste país – e eu não os vejo representados aqui. Mas minha pergunta é: como podemos travar uma guerra ideológica com armas? Como podemos terminar essa guerra? A ideologia jihadista de que vocês falam é uma ideologia. Como podemos vencer essa coisa se você não endereçá-la ideologicamente?”

Brigitte Gabriel: “Ótima pergunta! Eu estou tão feliz que você está aqui e estou muito feliz que você levantou essa questão, pois nos dá uma oportunidade para responder. O que eu acho incrível é que, desde o início deste painel – nós estamos aqui para tratar do ataque às nossas pessoas em Benghazi – nem uma única pessoa mencionou “muçulmanos”, que estamos aqui contra o Islã ou que estamos lançando uma guerra contra muçulmanos. Estamos aqui para discutir como quatro americanos morreram e o que o nosso governo está fazendo. Não estamos aqui para falar mal de muçulmanos. Você foi quem levantou a questão sobre muçulmanos, não nós. Mas já que você levantou, permita-me elaborar minha resposta. Há 1,2 bilhão de muçulmanos no mundo hoje. Claro que nem todos são radicais! A maioria deles é de pessoas pacíficas. Os radicais são estimados entre 15% a 25%, de acordo com todos os serviços de inteligência ao redor do mundo. Restam 75% de pessoas pacíficas. Mas quando você considera 15% a 25% da população muçulmana, você está olhando para 180 milhões a 300 milhões de pessoas dedicadas à destruição da civilização ocidental. É tão grande quanto os Estados Unidos. Então, por que deveríamos nos preocupar com os radicais – 15% a 25%? Porque são os radicais que matam. Porque são os radicais que decapitam e massacram. Quando você olha através da História, quando você olha a todas as lições da História, a maioria dos alemães era pacífica. Mesmo assim, os nazistas conduziram a agenda. E, como resultado, 60 milhões de pessoas morreram, 14 milhões em campos de concentração, seis milhões eram judeus. A maioria pacífica foi irrelevante. Quando você olha para a Rússia, a maioria dos russos era pacífica também. Mesmo assim, os russos foram capazes de matar 20 milhões de pessoas. A maioria pacífica foi irrelevante. Quando você olha para a China, por exemplo, a maioria dos chineses era pacífica, também. Mesmo assim, os chineses foram capazes de matar 70 milhões de pessoas. A maioria pacífica foi irrelevante. Quando você olha para o Japão antes da Segunda Guerra Mundial, a maioria dos japoneses era pacífica, também. Mesmo assim, o Japão foi capaz de abrir seu caminho como um açougueiro através do Sudeste Asiático matando doze milhões de pessoas, a maior parte delas com baionetas e pás. A maioria pacífica foi irrelevante. No 11 de setembro nos Estados Unidos, nós tínhamos 2,3 milhões de muçulmanos árabes vivendo nos Estados Unidos. Bastaram 19 sequestradores – 19 radicais – para colocar a América de joelhos, destruir o World Trade Center, atacar o Pentágono e matar quase três mil americanos naquele dia. A maioria pacífica foi irrelevante. Logo, por todos os nossos poderes da razão e nós falando sobre muçulmanos moderados pacíficos – estou feliz que você está aqui, mas onde estão os outros se manifestando? Já que você é o único muçulmano representado aqui… (Aplausos) Guardem os aplausos para o final. E já que você é o único muçulmano representado aqui, você aproveitou a oportunidade e, em vez de falar sobre por que o nosso governo… Eu estou assumindo… Você é americana? Você é uma cidadã americana? Então, como uma cidadã americana, você sentou neste recinto e, em vez de se levantar e perguntar algo sobre nossos quatro americanos que morreram e o que o nosso governo está fazendo para corrigir o problema, você se posicionou aí para defender a ideia de “muçulmanos moderados pacíficos”. Eu queria que você tivesse trazido dez com você para perguntar como podemos fazer nosso governo responder por aquilo. Está na hora de pegarmos o “politicamente correto” e jogá-lo no lixo, que é onde merece estar e parar de chamar (inaudível – aplausos).”

 


 

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 08/01/2015.

Jornalista do EM presta homenagem às vítimas do atentado ao Charlie Hebdo

Homenagens aos 12 mortos no semanário satírico ‘Charlie Hebdo’ se espalharam durante todo o dia pela rede. Informações da imprensa francesa dão conta de que a polícia já tem as identificações dos terroristas

 

Son Salvador

CAÇA AOS TERRORISTAS

Suspeito de 18 anos se entrega à polícia francesa

Um dos três suspeitos do ataque ao jornal parisiense Charlie Hebdo, o jovem Hamyd Murad, de apenas 18 anos, se entregou à polícia na noite desta quarta-feira (7), informaram fontes concordantes.

Os outros dois suspeitos, os irmãos franceses nascidos em Paris Said Kuachi, 34, e Cherif Kuachi,  32, um jihadista conhecido pelos serviços antiterroristas, seguem foragidos.

A polícia deteve várias pessoas ligadas aos três em sua caça aos suspeitos do ataque ao jornal parisiense “Charlie Hebdo”. Uma grande operação envolvendo grupos de elite da polícia está em andamento na cidade de Reims, no nordeste da França. Imagens de policiais em posição de tiro e do envio de forças à cidade são transmitidas pelas emissoras de notícias 24 horas.

A unidade de elite da polícia (Raid) está no local, informou um oficial à AFP.

“Se os suspeitos não conseguiram fugir novamente, vai haver tiroteio”, previu um membro do Raid, pedindo “a máxima prudência” aos jornalistas na região.

Segundo o jornal “Le Monde”, a caçada aos suspeitos envolve mais de 3.000 policiais.

Os três suspeitos são dois irmãos nascidos em Paris e de nacionalidade francesa, de 32 e 34 anos, um deles condenado em 2008 por participar do envio de combatentes ao Iraque, além de um jovem de 18 anos.

De acordo com o jornal francês “Libération”, que também cita uma fonte policial, os suspeitos seriam os irmãos Said e Chérif K., e o jovem Hamid M.

O “Libération” acrescenta que os suspeitos, identificados por uma carteira de identidade encontrada no Citroen C3 preto abandonado pelo trio.

Segundo testemunhas, os homens carregavam fuzis de assalto Kalashnikov e um lança-foguetes quando invadiram a redação do Charlie Hebdo, agindo com sangue-frio e de forma coordenada para executar as pessoas no local.

O ataque deixou 12 mortos a tiros, incluindo os chargistas Wolinski, Charb, Cabu e Tignous, e 11 feridos.

De acordo com fontes policiais, os autores do ataque gritaram “Vingamos o Profeta!”, em referência a Maomé, alvo de charges publicadas há alguns anos pela revista. O episódio provocou revolta no mundo muçulmano.

A autoria do atentado não foi reivindicada por nenhum grupo, mas seus responsáveis parecem seguir orientações, sobretudo, do grupo Estado Islâmico (EI). A França está envolvida na campanha militar internacional contra o EI no Iraque.

FONTE: O Tempo.

 

Ataque terrorista contra sede de revista deixa doze mortos em Paris

Homens dispararam contra a sede da revista francesa Charlie Hebdo aos gritos de “vingamos o profeta”. Dez pessoas ainda ficaram feridas

 

Dez jornalistas e dois policiais, morreram em um ataque à sede da revista satírica francesa Charlie Hebdo, nesta quarta-feira. Pelo menos dez pessoas estão feridas em estado grave, de acordo com o presidente francês François Holland. Entre as vítimas estão quatro cartunistas.

Segundo informações da polícia, três homens usaram fuzis de assalto e lança-foguetes e chegaram a gritar “vingamos o profeta”. Ao abandonar o prédio, os agressores atiraram contra um policial, atacaram um motorista e atropelaram um pedestre com um carro roubado. Eles ainda estão sendo procurados.Renomados chargistas da revista morreram no ataque terrorista. O caricaturista Jean Cabut, conhecido pelos leitores pelo nome de Cabu, e Stéphane Charbonnier, editor do jornal, que usava o pseudônimo Charb, estão entre os mortos. Outros dois cartunistas Wolinski e Tignous também morreram.O presidente francês convocou uma reunião de crise e se encaminhou para a sede da revista. Segundo Hollande, o ataque é o mais violento registrado na França em 40 anos. O país elevou ao máximo seu nível de alerta terrorista.
Revista foi atacada em 2011A revista já havia sido atacada com coquetel Molotov em novembro de 2011, quando foi publicada a capa com a charge do profeta Maomé dizendo “Cem chibatadas se você não está morrendo de rir”. Na ocasião, não houve feridos e o site da revista ainda foi retirado do ar por hackers.

Depois do ataque, Charbonnier, editor da revista que foi morto nesta quarta-feira, chegou a dizer em uma entrevista à New Yorker que “Quando ativistas precisam de um pretexto para justificar sua violência, eles sempre encontram”.

FONTE: Estado de Minas.



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