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Radares começam a punir motoristas que invadirem faixa exclusiva de ônibus no Centro de BH
Os equipamentos entram em operação nesta quarta-feira e ficarão em dois da Avenida Augusto de Lima

A invasão a faixa exclusiva para ônibus agora será punida na Avenida Augusto de Lima, no Centro de Belo Horizonte. A BHTrans instalou dois radares que vão flagrar esses abusos. Os equipamentos entram em operação nesta quarta-feira e ficarão em dois trechos da via. No mesmo dia, um novo aparelho que detecta avanço de semáforos também começa a funcionar. 

O radar, que vai detectar a invasão dos motoristas a faixa exclusiva de ônibus, vai funcionar nos mesmos moldes aos da Avenida Nossa Senhora do Carmo, no Bairro Sion, Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Os aparelhos foram instalados na faixa da direita na Avenida Augusto de Lima, entre Rua Goiás e Rua da Bahia, e entre Rua Rio de Janeiro e Rua Espírito Santo. O condutor que cometer a infração está sujeito a multa de R$ 53,20. 

De acordo com a BHTrans, o monitoramento da faixa exclusiva para ônibus é feito para aumentar a velocidade operacional dos coletivos. Com a proibição de circulação de carros e motos na pista, a expectativa é de redução dos conflitos entre os automóveis. Faixas de pano para alertar os motoristas sobre o início da operação serão instaladas nos locais.

Avanço de sinal 

Também nesta quarta-feira, novos equipamentos detectores de avanço de semáforo entram em operação. Os radares serão instalados no cruzamento entre a Rua São Paulo e a Avenida Afonso Pena, e no encontro entre a Rua dos Tupinambás com Avenida Afonso Pena, sentido Centro/Bairro. 

Com os novos radares, o município passa a operar com 47 equipamentos de avanço de semáforo. Entre os critérios utilizados pela BHTrans para escolha dos locais dos radares estão o fluxo de pedestres, tipo e quantidade de acidentes com e sem vítimas e o número de acidentes por período.

 

Esta matéria tem: (2) comentários

Autor: Anivaldo Costa
Nestes trechos existem estacionamentos que naturalmente alguns estarão se deslocando para entrar e sair dos mesmos. E aí como ficamos? Por que não há protestos agora?

Autor: Fábio Wagner Da Silva Lima
ótima a iniciativa, e quanto aos ônibus invadirem a pistas dos veículos, qual o critério a ser tomado, afinal quando fazem isso acabam criando conflitos no trânsitos sem mencionar o gargalho criado por tal situação!

FONTE: Estado de Minas.


BPTran e BHTrans admitem que a capital perdeu a capacidade de gerenciar a circulação da frota de 1,5 milhão de veículos, devido à redução drástica de agentes

Blitz parou motociclistas na Praça Tiradentes, no cruzamento das avenidas Afonso Pena e Brasil (RODRIGO CLEMENTE/EM/D.A PRESS)
Blitz parou motociclistas na Praça Tiradentes, no cruzamento das avenidas Afonso Pena e Brasil

O aumento vertiginoso da frota, que já passa de 1,5 milhão de carros, e a redução do número de agentes deixaram a fiscalização de trânsito deficiente em Belo Horizonte, admitiram ontem representantes do Batalhão de Trânsito (BPTran) e da BHTrans, empresa que gerencia o sistema, durante audiência pública na Assembleia Legislativa, na manhã de ontem.

O efetivo do policiamento de trânsito caiu em 10 anos de 1.243 para 445 agentes, responsáveis pela autuação de motoristas, informou o comandante do BPTran, tenente-coronel Roberto Lemos. Segundo ele, a prioridade do batalhão são o atendimento de ocorrências e operações como a realizada ontem à tarde, no cruzamento das avenidas Afonso Pena e Brasil, que parou motociclistas.

“Não temos condições de colocar policiais nos cruzamentos. Contamos com a ajuda da Guarda Municipal e da BHTrans para controlar o trânsito e garantir a fluidez. Precisamos principalmente de recursos tecnológicos, o efetivo não está adequado”, disse Lemos.

Durante a audiência, o oficial afirmou que os militares são muito cobrados para fiscalizar cruzamentos da cidade, o que  seria possível se houvesse pelo menos um efetivo de 3 mil militares revezando em três turnos. O número de agentes seguiu na contramão do aumento da frota. Em 2002, BH tinha 752 mil veículos. No ano passado, entretanto, chegou a 1,53 milhão de veículos, aumento de 111%.

O comandante informou que a redução do efetivo ocorreu devido à municipalização do trânsito, quando a Guarda Municipal e a BHTrans passaram ajudar no controle, operação e fiscalização.

Já a BHTrans tem cerca de 400 agentes que monitoram e operam as vias de BH. Desde 2009, por decisão do Tribunal de Justiça, a empresa não pode multar motoristas. O diretor de operações Célio Freitas Bouzada, que participou também da audiência pública, defendeu o aumento do efetivo. “A cidade perdeu a capacidade de fiscalização. Quando se compara com o número de carros que circula pela cidade, a gente vê que o de agentes de fiscalização diminuiu ou não avançou. É necessário rever essa quantidade”, afirmou.

A audiência organizada pela Comissão de Segurança Pública contou com a participação de outras entidades responsáveis pelo trânsito na capital e na Grande BH, como DER e a Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Na discussão, foi apresentado um panorama sobre a situação do trânsito da capital e os problemas que prejudicam a sua fluidez.

O diretor de planejamento da BHTrans reforçou a importância da integração entre os municípios da região metropolitana e propôs uma legislação em comum. Buzano defendeu investimentos em sistemas estruturais de transporte, como o BRT e o metrô. “É preciso chamar a atenção também para a educação dos usuários, como o problema da fila dupla, de motoristas que param em faixa, o que reflete imediatamente no trânsito”, disse.

FLUIDEZ DE VEÍCULOS
Propostas do comandante do Batalhão de Trânsito de BH, tenente-coronel Roberto Lemos, para melhor o trânsito
Bicicletários próximos a estações
Pontos para locação de bicicletas no Centro da cidade
Incentivo ao deslocamento a pé em pequenos percursos
Instalação de pontos de carona solidária
Divulgação, por meio de mapas, de rotas alternativas
Criação de horários alternativos para entrada e saída dos trabalhadores das regiões mais afetadas
Estacionamentos públicos próximos a estações de ônibus e de metrô
Promoção das empresas de táxis
Incrementação da onda verde (velocidade de 60 km/h nos principais corredores sem retenção por causa do sinal vermelho)
Incentivo a campanhas de conscientização de motoristas

Congestionamento no Anel Rodoviário virou rotina para os motoristas que passam pela via (ALEXANDRE GUZANSHE/EM/D.A PRESS)
Congestionamento no Anel Rodoviário virou rotina para os motoristas que passam pela via

Anel congestionado
O Anel Rodoviário teve mais um dia de trânsito caótico. Um acidente sem vítimas entre dois caminhões Mercedes, na altura do km 18, perto do Bairro Caiçara, Noroeste de BH, por volta das 6h30, causou engarrafamento de oito quilômetros e de mais de três horas. Ronaldo Vítor, de 32 anos, estava dormindo na carreta branca 1934, de 2005, estragada na pista desde segunda-feira, quando foi atingido pelo outro veículo. De acordo com o carreteiro, o outro motorista perdeu o controle da 1620 sentido Vitória e acertou a traseira de seu veículo, carregado de minério. “Estava tudo sinalizado. Acordei com o estrondo. Não bastasse o acidente do km 18, serviço de verificação e manutenção de placas e muretas ajudou a provocar pontos de engarrafamentos nos dois sentidos ao longo de todo o dia.

FONTE: Estado de Minas.


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