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JOGOS NO MINEIRÃO

Comerciantes de Belo Horizonte não querem feriados durante a Copa

Prefeitura afirma que ainda não há definição sobre funcionamento do comércio; lojistas desejam abrir normalmente em dias de jogo no Mineirão

Comércio

Uma das estratégias das cidades que vão sediar jogos da Copa do Mundo para minimizar os problemas de mobilidade urbana é decretar feriados municipais em dia de partida, o que aliviaria o trânsito e facilitaria o fluxo de turistas e torcedores durante o evento. Essa solução, no entanto, desagrada os lojistas de Belo Horizonte, que esperam poder funcionar – e faturar – nos dias de jogos.

A Lei Geral da Copa (12.663/12) estabelece que, em dias de jogos do Brasil, caberá à União decidir se decreta ou não feriado nacional. Caso seja decretado feriado, o comércio precisa de respaldo de uma lei municipal e de uma convenção coletiva entre patrões e empregados para poder abrir as portas. A lei também permite que Estados e municípios decretem feriado quando forem sede de partidas de outras seleções.

“Estamos trabalhando para que não seja decretado feriado municipal. Nossa intenção é que o comércio funcione normalmente, até porque o turista que vai para o jogo precisa dessa estrutura antes e depois da partida”, explica o vice-presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), Anderson Rocha. Por meio da assessoria de imprensa, a Prefeitura de Belo Horizonte informou que ainda não há nenhuma definição sobre a questão.

Protestos

Apesar das manifestações de junho do ano passado, que, segundo estimativas do comércio, causaram prejuízos de R$ 75 milhões aos comerciantes da capital durante a Copa das Confederações, os varejistas de Belo Horizonte estão com boas expectativas para a Copa do Mundo. “Confiamos no planejamento da Polícia Militar, e considero que as eventuais manifestações não terão tanta adesão popular, já que as pessoas ficaram com medo da violência em que se transformaram os protestos”, afirma Borges.

A Polícia Militar apresentou, na manhã de ontem, na sede da CDL-BH, parte do seu plano de segurança para a Copa do Mundo. Segundo o coordenador do Núcleo de Operação e Inteligência para a Copa do Mundo, coronel Wilson Chagas, 11 mil homens vão trabalhar na segurança do evento, 5.500 deles trazidos de bases no interior exclusivamente para o evento.
Dona de uma loja de roupas femininas na região da Savassi, Marta Magalhães está entre a expectativa de vender mais e a apreensão pela falta de segurança. “Ficamos apreensivos. A gente sabe que é uma grande oportunidade de negócio, mas ficamos com medo. A policia precisa mostrar qual é o seu planejamento e garantir que teremos segurança para trabalhar durante a Copa”.

Câmara pode liberar hoteis

Tramita na Câmara Municipal de Belo Horizonte um projeto de lei, de autoria do vereador Marcelo Álvaro Antônio (PRP-MG), que estende em mais um ano o prazo para a entrega de empreendimentos hoteleiros que estão sendo erguidos em Belo Horizonte com regras especiais de construção.

Em 2010, a prefeitura aumentou o potencial construtivo de projetos de hoteis e hospitais que visassem à Copa do Mundo. Uma das exigências da prefeitura para liberação seria a entrega dos empreendimentos até março deste ano, sob pena de multa. Dos 73 projetos aprovados nessa nova lei de uso e ocupação, 54 (73,9%) estão atrasados ou foram cancelados. O secretário extraordinário municipal para a Copa do Mundo, Camillo Fraga, diz que a prefeitura atualmente está vistoriando as obras. As multas pelos atrasos variam de acordo com a região do empreendimento.

Polícia garante segurança, mas lojistas investem em proteção

A Polícia Militar de Minas Gerais diz que já está agindo preventivamente e identificando algumas pessoas para evitar os confrontos que transformaram a avenida Antônio Carlos, uma das principais vias de acesso ao Mineirão, em praça de guerra.

A expectativa dos comerciantes é que o evento, em vez de trazer prejuízos, como no ano passado, incremente as vendas. “Ano passado quebraram meu posto todo, mas estou confiante que este ano será diferente”, diz a empresária Maria Aparecida Moreira. Apesar da promessa da polícia, donos de concessionárias na via estão instalando barreiras físicas, placas de aço  e câmeras para conter os manifestantes.

FONTE: O Tempo.



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