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No Dia Nacional da Onça-pintada, conheça dez curiosidades do maior felino das Américas

O calendário nacional acaba de ganhar uma nova data comemorativa: o Dia Nacional da Onça-pintada é celebrado pela primeira vez na hoje, quinta-feira (29). O dia foi instituído por uma portaria do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e presta homenagem a uma espécie que é símbolo da biodiversidade nacional. Para entrar no clima da festa, confira a seguir dez fatos que talvez você não saiba sobre as onças-pintadas:1) Gigante das AméricasA onça é um animal típico do continente americano. A atual distribuição geográfica da espécie se estende do México pela maior parte da América Central e América do Sul, até o Paraguai e o norte da Argentina. Da grande família biológica dos felídeos, a onça é a terceira maior espécie do mundo, atrás apenas do tigre e do leão. E nas Américas, a onça-pintada reina absoluta como o maior felino da região.

2) A onça-preta também é uma onça-pintada

A afirmação pode parecer estranha, mas é isso mesmo: as onças-pretas também são onças-pintadas. É um caso de melanismo, que acontece quando um animal tem uma grande concentração do pigmento chamado melanina na pele, o que dá o tom escuro à pelagem. As onças-pretas são raras, representando cerca de 6% de toda população da espécie. Com a ajuda de câmeras noturnas, é possível enxergar as pintas de uma onça-preta.

3) Na Amazônia, onças-pintadas vivem no topo das árvores

Se as onças-pintadas já são, naturalmente, animais únicos e impressionantes, a vida nas matas de várzea da Amazônia faz delas ainda mais diferentes. Por conta do sobe e desce do nível dos rios, as onças de lá apresentam um comportamento que, dentro da espécie, não é visto em nenhum outro lugar. Durante a época de cheia, quando os rios transbordam seus limites e enchem as florestas com água, os felinos buscam as partes mais altas das árvores para morar. Todo esse processo se repete anualmente e pode durar até seis meses. “Esse é um comportamento inédito para grandes felinos, que precisam de grandes quantidades de alimento todos os dias para sobreviver e que até agora eram considerados terrestres”, afirmou o pesquisador Emiliano Esterci Ramalho, responsável pelo Projeto Iauaretê, desenvolvido desde 2004 pelo Instituto Mamirauá, com o objetivo de estudar a ecologia e promover a conservação da onça-pintada na várzea amazônica.

4) Reserva Mamirauá tem uma das maiores densidades de onças no planeta

A grande quantidade e oferta de presas, aliada ao estado de conservação da Reserva Mamirauá, permite que essa unidade de conservação localizada no centro do estado do Amazonas abrigue uma alta densidade de onças-pintadas. Levantamentos feitos pelo Instituto Mamirauá nos últimos anos estimaram uma concentração de mais de 10 onças/100 km² dentro da reserva, a mais alta densidade de onças registrada até hoje no mundo. Um dos métodos para estimar a população de onças é o uso de armadilhas fotográficas. Pesquisadores do Instituto Mamirauá já registraram uma onça na Reserva Mamirauá interagindo com os equipamentos. Veja:

5) Seres humanos não estão na dieta das onças

Não tenha medo! Apesar da (má) fama, as onças-pintadas evitam contato com o ser humano. São raros os registros de ataque de onças à nossa espécie, isso pode acontecer quando a onça se sente ameaçada ou quando tenta proteger os filhotes ou o próprio alimento (como uma caça recém-abatida).

6) Preguiças e macacos guariba estão entre alimentos preferidos na floresta amazônica

Falando em dieta, a onça-pintada encontra um cardápio farto e variado na Amazônia. Na Reserva Mamirauá, estado do Amazonas, o bicho-preguiça, o macaco guariba e o tamanduá-mirim estão entre os animais mais consumidos pelos felinos. O jacaré-tinga e o jacaré-açu também entram na lista de espécies predadas por onças-pintadas na região. Os dados são do Grupo de Pesquisa Ecologia e Conservação de Felinos na Amazônia do Instituto Mamirauá.

7) As pintas de uma onça são únicas

O conjunto de pintas ou manchas em uma onça-pintada é único. É como a impressão digital nos dedos dos seres humanos: quando o assunto são as pintas, não existem duas onças iguais. Inclusive pesquisadores que investigam a espécie usam essa característica especial para identificar os animais.

8) Onças têm “pintinhas” dentro de cada pinta

Pintas dentro de uma pinta. Assim são as pintas no tronco das onças-pintadas, e essa é uma diferença desse felino para o leopardo, que não tem tal característica. Uma maneira de diferenciar um leopardo de uma onça-pintada é olhando para as manchas nos troncos desses animais: só as onças têm pintas com pintinhas menores dentro.

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9) Na água e nas alturas

Ágeis e com grande destreza, as onças sobem em árvores tanto para descansar como para abrigar-se ou caçar. Elas também são excelentes nadadoras.

10) Solitárias, mas nem tanto

Onças-pintadas costumam viver sozinhas. Embora sejam animais solitários a maior parte do tempo, as onças podem ser vistas em grupos no período de reprodução ou no início da vida, quando os filhotes são cuidados pela mãe.

 

onça-pintada (português brasileiro) ou jaguar (português europeu) (nome científico: Panthera onca), também conhecida como onça-preta (no caso dos indivíduos melânicos), é uma espécie de mamífero carnívoro da família Felidae encontrada nas Américas.

É o terceiro maior felino do mundo, após o tigre e o leão, e o maior do continente americano. Apesar da semelhança com o leopardo (Panthera pardus), a onça-pintada é evolutivamente mais próxima do leão (Panthera leo).

Ocorre desde o sul dos Estados Unidos até o norte da Argentina, mas está extinta em diversas partes dessa região atualmente. Nos Estados Unidos, por exemplo, está extinta desde o início do século XX, mas possivelmente ainda ocorre no Arizona. É encontrada principalmente em ambientes de florestas tropicais, e geralmente não ocorre acima dos 1 200 m de altitude. A onça-pintada está fortemente associada à presença de água e é notável como um felino que gosta de nadar.

É um felino de porte grande, com peso variando de 56 a 92 kg, podendo chegar a 158 kg, e comprimento variando de 1,12 a 1,85 m sem a cauda, que é relativamente curta. Fisicamente semelhante ao leopardo, dele se diferencia pelo padrão de manchas na pele e pelo maior tamanho.

Existem indivíduos totalmente pretos. Caça formando emboscadas. Tem uma mordida excepcionalmente poderosa, mesmo em relação aos outros grandes felinos. Isso permite que ela fure a casca dura de répteis como a tartaruga e de utilizar um método de matar incomum: ela morde diretamente através do crânio da presa entre os ouvidos, uma mordida fatal no cérebro.

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FONTES: Estado de Minas, Youtube e Wikipedia.


Todos os passos do pata negra, o finíssimo jamón espanhol

Um dos melhores presuntos crus do mundo conta sua história em finas fatias, na temperatura ambiente


Um dos melhores presuntos cru do mundo tem sabor amendoado e é consumido na temperatura ambiente

 

 

 

Quem não provou provavelmente já ouviu falar do presunto pata negra. Caro, em comparação com outros embutidos, e com um sabor peculiar que denuncia como é a criação do porco e de que forma ele se alimenta. A região da Extremadura, no sudoeste da Espanha, concentra 80% da produção deste que é um dos melhores presuntos crus do mundo. Seu nome “oficial” é jamón ibérico de bellota (bolota), e ele é produzido também nas províncias de Huelva, na Andaluzia, e de Salamanca, na região de Castela e Leão.
O presunto, suave, adocicado, é extraído de uma raça de porcos ibéricos criados livres no pasto, comendo bolotas – frutos de casca dura parecidos com castanhas. Eles caem dos azinheiros (as mesmas árvores das quais se extrai a cortiça). O porco é um espécie diferenciada de cerdo de pêlo eriçado e pés pretos, conhecido mundialmente como pata negra.Da criação dos porcos, passando por abate, tempero, tempo de cura e modo de servir, tudo é rígido e tradicional. Quase um ritual. O presunto cru é feito do pernil traseiro do porco, salgado e curado de forma natural e esse processo dura de 28 a trinta meses após o abate. Nesse tempo, a carne ganha sabor, textura e aroma.
As fibras finas e de um vermelho rosado são entremeadas pelo branco da gordura. O sabor é amendoado e apenas levemente salgado.As características da região onde os porcos são criados ficam marcadas como memória na carne. “Como o terroir para os vinhos, a vegetação – que corresponde a mais de 2 milhões de hectares das montanhas de Aracena e Extremadura – confere aos presuntos e embutidos de suínos características peculiares”, dizem os autores Sharon Tyler Herbst e Ron Herbst no livro The Deluxe Food Lover’s Companion .A produção dos curados ibéricos é artesanal. Receitas que antigamente tinham o intuito de salgar as carnes para conservá-las para os dias difíceis de inverno, passaram de pai pra filho. Hoje, mesmo com a modernização de algumas etapas da fabricação – como o uso de câmaras de temperatura controlada para a cura – a diferença deste para outros produtos de origem suína começa na criação dos porcos ibéricos.Além da garantia de pureza da raça, o gado tem de ser criado solto e se alimentar à base de Bellota (bolota). Uma espécie de castanha similar à avelã. “Durante a engorda, os animais, já com 14 meses, se alimentam somente desses frutos. São mais de 10 quilos por dia, o que confere o sabor adocicado e acrescenta à carne uma gordura suave proveniente dos óleos finíssimos da castanha”, explica o chef Fábio Andrade, do restaurante paulistano Arola Vintetres , que mescla à cozinha espanhola contemporânea elementos tradicionais da culinária do país. Depois da engorda, ao atingir 180 quilos, o porco chega ao ponto de abate. É quando começa a segunda fase do processo de produção que compreende salga, secagem e maturação da carne.

O jamón ibérico de bellota é certificado por lei pela União Europeia, com regras de Denominação de Origem Protegida (DOP). Isso significa que toda a cadeia produtiva, desde a criação dos animais à maturação da carne, passa por fiscalização técnica que garante que cada produto saia sempre com o mesmo padrão de qualidade.

Um quilo de pata negra chega a custar 350 reais, sendo que a peça (um pernil de oito quilos) pode valer até 5 000 reais no Brasil.

A produção limitada, por causa da criação restrita de suínos dessa raça, contribui para que o produto seja ainda mais valioso.

Ao lado de outras especialidades de porco ibérico de bellota, o jamón compõe a nobreza dos frios espanhóis. Produtos que conservam métodos de produção seculares e surpreendem paladares no mundo todo. Conheça as particularidades de alguns desses produtos e dicas de como apreciá-los à moda espanhola.

Antes, porém, o vinho

O vinho ideal para acompanhar o jamón e outros embutidos ibéricos (chorizo, fuet, lombo) é o jerez. Um vinho fortificado típico da Andaluzia, tradicionalmente servido com presuntos na Espanha devido ao seu sabor pungente e marcante. A harmonização, nesse caso, é por similaridade e mais ainda por regionalidade, já que a vegetação, o clima e o solo espanhol são marcantes na produção das carnes, bem como o terroir para o vinho. Combina perfeitamente com a gordura do presunto, devido ao sabor penetrante e certa picância que ajudam a aguçar o paladar. Deve ser servido bem gelado e fresco.

Jamón (presunto) ibérico de bellota

O presunto pata negra é o rei entre os produtos ibéricos. “Para os espanhóis, é quase sagrado”, lembra o chef Fabio Andrade, que morou na Espanha, onde trabalhou com seu atual mentor, Sergi Arola. O jamón é feito a partir do pernil traseiro do porco alimentado de bolotas, ervas selvagens, gramíneas e outras plantas perfumadas. Essa dieta calórica e aromática empresta à carne notas de amêndoas e um tom adocicado, além de entremeá-la com a típica gordura marmorizada, entre as fibras.

Depois de abatido o porco, o pernil é limpo. São retirados veios e tendões. Na sequência, a peça é encaminhada para a salazón (salga) com sal marinho. Mais suave que outros presuntos curados, o ibérico recebe cerca de 30% menos sal, o que permite a desidratação, mas dá ainda mais espaço às notas adocicadas. “O tempero pode variar de acordo com o produtor. Alguns acrescentam especiarias, mas o comum é usar apenas sal para não adulterar o sabor”, conta Andrade. A peça é lavada para tirar o excesso de sal e segue para a secagem. Em uma câmara em temperatura de aproximadamente 15 graus, inicia-se a maturação. “É nessa fase que se acentua o sabor da carne e que a gordura da superfície penetra entre as fibras. Quanto maior o tempo de cura melhor o resultado”. O Jamón Ibérico costuma ficar na cura no mínimo 24 meses e no máximo 36 meses.

Para captar a verdadeira essência do Jamón Pata Negra, ele deve ser consumido puro, na temperatura ambiente. Como já foi dito, isso permite identificar com mais clareza o sabor amendoado, misto de salgado e doce e a textura macia. “Quando se corta a peça em temperatura ambiente a gordura começa a derreter deixando um brilho na carne”. Essa gordura, proveniente dos óleos das amêndoas, é do tipo presente nos azeites extravirgens, que, com moderação, não obstrui as artérias.

O jeito certo de cortar a peça é na transversal na direção paralela ao osso. “O objetivo é respeitar a posição da fibra da carne e não adulterar a textura”, avisa o chef . Na máquina de frios, por exemplo, isso se perde. “Para os espanhóis mais puristas o corte errado altera inclusive o sabor da carne”.

O pata negra dispensa temperos. No máximo, pão de centeio esfregado em tomate para acompanhar, como fazem na Catalunha. Os puristas espanhóis sentiriam calafrios só de ouvir falar em cozinhar um pata negra, mas os ossos são muito usados para fazer caldos que enriquecem alguns tipos de arroz, sopas e ensopados. “Na Espanha, é muito comum o consomé de jamón com ervilhas”, acrescenta o chef.

O preço do quilo do Jamón Ibérico de Bellota chega a custar 350 reais, sendo que a peça (um pernil de oito quilos) pode valer até 5 000 reais.


O lombo ibérico de bellota é feito desse corte inteiro do porco e tem menos gordura que o presunto

 

Lomo (lombo) ibérico de bellota 

Assim como o jamón ibérico de bellota, o lomo, ou lombo, é obtido do porco ibérico. É feito desse corte inteiro do porco. “Como a peça é mais magra que o pernil, o resultado é um presunto curado bem menos gorduroso”, anota Andrade. No preparo, depois do corte e tratamento da carne vem a salga, que nesse caso pode incluir temperos como azeite de oliva, alho, sal, orégano, noz-moscada e pimentão espanhol. A peça então é envolvida em pele natural ou em cera artificial que forma uma película protetora em torno da carne. Essa capa dá à peça o efeito espiral da gordura branco-amarelada.

O tempo de cura do lombo é menor que o do presunto, até porque a peça é bem menor, pouco mais de um quilo. Três meses após a salga já está pronto para o consumo. O lombo tem coloração vermelho-alaranjada e um sabor intenso das especiarias da marinada, que, depois de um tempo, cede lugar ao misto de salgado e doce da carne do cerdo. A textura é macia, porém mais firme devido à menor quantidade de gordura.

Cada 100 gramas de lombo fatiado chega a custar 40 reais no Brasil. Uma peça pode sair por 200 reais.

É tipicamente servido puro em fatias finas, como petisco em temperatura ambiente. Por seu sabor exuberante não requer acompanhamento. Por ser uma peça sem osso, inteiriça, pode ser cortada na transversal da fibra. Para acompanhar, pães e torradas, mas jamais limão, que cozinha a carne e anula o sabor.


Diferente dos conterrâneos, feitos de partes inteiras do porco, o chorizo tem como base a mistura de cortes selecionados das carnes. Pode ser apimentado

 

Chorizo ibérico de bellota (picante e não picante) 

Ao lado do jamón e do lombo, o chorizo ibérico de bellota é feito também da raça exclusiva de cerdos ibéricos alimentados basicamente de bolotas. Mas diferente dos seus conterrâneos que são feitos de partes inteiras do porco, o chorizo resulta da mistura de cortes selecionados das carnes restantes. Seguindo, é claro, a filosofia de toda a produção do ibérico de bellota.

Depois de separada, a carne do porco é cortada em pedaços desiguais e condimentada com sal, alho, ervas e páprica, a responsável pelo sabor defumado e a cor avermelhada típica dos chouriços espanhóis. Há versões picantes, envolvidas em pimenta do reino preta, e sem pimenta. O tempero varia de acordo com a receita dos produtores, geralmente em segredo. “Há chorizos ibéricos de bellota temperados com apenas vinho e pimentón”.

Na sequência, a mistura é embutida em tripas naturais e curada por dois e quatro meses de acordo com o desejo do produtor. Quanto maior o tempo de cura, mais firme e seca fica a carne. Pode ser defumado ou não. A cor vermelho-escura é pontuada por pequenos grânulos de gordura que derretem na boca emprestando uma textura macia à carne. É oleoso, e tem o sabor acentuado de carne que equilibra perfeitamente com a pimenta e o defumado das especiarias.

O preço chega a 200 reais, o quilo.

O chorizo ibérico de bellota deve ser servido em temperatura ambiente cortado em fatias finas. Idealmente usado como petisco.


Embutido típico da Catalunha. Bem fininho, revestido com uma capa de pimenta-do-reino preta, é feito a partir da carne de porco ibérico

 

Fuet

Esse é um embutido típico da Catalunha. Bem fininho, revestido com uma capa de pimenta-do-reino preta. Também feito a partir da carne de porco ibérico alimentado que come as famosas bolotas. Não leva condimentos, nem especiarias. O tempero se resume ao sal para que o sabor da carne se aflore junto à textura dos grânulos de gordura.

A carne processada é ensacada em uma tripa natural de diâmetro menor que o do chorizo ibérico. O que faz com que o sabor fique ainda mais acentuado e ressaltado pela picância da crosta de pimenta. O processo de produção também requer secagem e cura que leva entre três e quatro meses. Quanto maior o tempo de cura, mais seca e vermelho-escuro se torna a carne.  

Custa, em média, 200 reais o quilo.

Como o chorizo ibérico de bellota, o fuet deve ser servido em temperatura ambiente, cortado em fatias finas como folha de papel. Idealmente usado como petisco

FONTE: iG.


Conheça as irmãs gêmeas Charles; uma é loira e a outra é negra

Garotas de 9 anos de idade têm pai negro e mãe branca

A mãe das garotas, Julia Charles, é branca, enquanto o pai delas, Timothy Charles, tem pai negro e mãe branca.

 

Tyrelle e Tyreece Charles são irmãs gêmeas de 9 anos nascidas com apena seis minutos de diferença. No entanto, elas não poderiam ser fisicamente mais diferentes. Uma é loira de pele clara e outra é negra e usa um cabelo black power.

Gêmeas

A mãe das garotas, Julia Charles, é branca, enquanto o pai delas, Timothy Charles, tem pai negro e mãe branca.

De acordo com o site Daily Mail, que entrevistou os pais, a chance de nascerem gêmeas tão diferentes é uma em um milhão dentre as combinações possíveis de genes.

“Quando Tyreece nasceu depois de Tyrelle, a parteira e as enfermeiras ficaram muito chocadas. A doutora disse que nunca havia visto algo parecido em sua vida”, disse Julia.

Tyrelle e Tyreece têm mais outros cinco irmãos. Salina, 34 anos, Tristan, 18, Shellee, 15, Julia, 13 e Clareena, 11. Salina, Tristan e Clareena têm pele escura, enquanto Shellee e Julia são branquíssimas.

FONTE: UOL.


Indignação na Itália após ministra negra ser alvo de banana
Kyenge, que nasceu na República do Congo, fazia um discurso em um comício do Partido Democrático quando uma pessoa da plateia lançou a fruta em sua direção
 (AFP PHOTO / ALBERTO PIZZOLI)

A ministra da Integração da Itália, Cécile Kyenge, primeira negra a assumir um cargo ministerial no país, foi vítima de mais um ataque racista nesta sexta-feira, quando uma banana foi arremessada em sua direção, desencadeando uma grande onda de protestos.

Kyenge, que nasceu na República do Congo, fazia um discurso em um comício do Partido Democrático quando uma pessoa da plateia lançou a fruta em sua direção. A ministra já havia sido alvo de várias ofensas racistas, inclusive da parte de políticos. No dia 13 de julho, foi comparada a um orangotango pelo senador Roberto Calderoli, do partido de extrema direita Liga Norte.

Kyenge, que sempre se recusou a entrar no jogo de seus agressores, reagiu ao ataque com ironia ao declarar que tratava-se de um “desperdiço de comida”.

Antes, a ministra já havia sido ofendida por um senador, que a comparou a um orangotango.
Após a repercussão o senador se retratou e pediu desculpas.
Neste sábado, vários políticos publicaram mensagens de apoio em redes sociais. “Mais um gesto vergonhoso. Solidariedade à ministra Kyenge. Agora, temos que isolar os idiotas”, reagiu o prefeito de Roma, Gianni Alemanno. Já o ministro do Meio Ambiente, Andrea Orlando, expressou sua “absoluta indignação por este ato miserável”. “Kyenge mostrou que a melhor arma diante de atos idiotas e violentos é a ironia”, comentou, por sua vez, Nunza De Girolamo, ministra da Agricultura.
Pouco antes do incidentes, membros da associação Forza Nuova deixaram bonecos cobertos de sangue em frente à sede do partido. O grupo protestava contra a campanha de Kyenge para facilitar a obtenção da nacionalidade italiana de crianças nascidas de pais estrangeiros em solo italiano. O Forza Nuova negou envolvimento no incidente com a banana.

FONTE: Estado de Minas.

Senador pede perdão no Parlamento à ministra insultada com racismo na Itália

A congolesa Cécile Kyenge, ministra na Itália

  • A congolesa italiana Cécile Kyenge, ministra na Itália

O vice-presidente do Senado italiano e membro da Liga Norte, Roberto Calderoli, pediu nesta terça-feira (16) perdão à ministra de Integração, Cécile Kyenge, congolesa, por compará-la a um orangotango, mas afirmou que não renunciará.

Em uma breve declaração, Calderoli afirmou que fez “uma bobagem” e disse que nunca mais atacará nenhum adversário político com ofensas desse tipo, que classificou como “execráveis”.

No entanto, o político aproveitou a ocasião para reafirmar que não tem intenção alguma de renunciar e que continuará criticando a política de “um governo que permite a entrada de imigrantes ilegais”.

Calderoli alegou que após a polêmica, ligou para a ministra para explicar que a ofensa aconteceu quando se deixou levar pelo ímpeto em um comício e cometeu “o erro grave, gravíssimo de passar do político para o pessoal”.

Sobre a frase em que comparava a ministra com um orangotango, Calderoli disse que “não queria ter nenhum significado racial e ainda menos racista”.

Diante do comportamento, acrescentou que nunca mais voltará a se repetir, reiterou suas desculpas tanto à ministra como ao Senado e acrescentou que mandará “um buquê de rosas” a Kyenge.

Calderoli explicou que em outra ocasião apresentou sua demissão quando era ministro em 2006, depois que sua coalizão pediu devido à polêmica que explodiu por causa de uma camiseta que usou com ofensas ao islã.

Mas que nesta ocasião, seu cargo é o de vice-presidente do Senado, representando a oposição, e que portanto só responde a quem votou nele.

“Teria estado disposto a apresentar minha renúncia se uma forte maioria tivesse pedido, mas não foi assim”, acrescentou.

FONTE: UOL.


Vice-presidente do Senado italiano compara ministra negra a um orangotango

Cecile Kyenge, cidadã italiana nascida no Congo, vem sendo alvo de racismo desde que foi nomeada ministra

O senador Roberto Calderoli, do partido Liga Norte, conhecido por se posicionar contra a imigração na Itália, comparou a primeira ministra negra do país Cecile Kyenge a um orangotango. Cecile, cidadã italiana nascida na República Democrática do Congo, vem sendo alvo de discursos racistas desde que foi nomeada ministra da Integração em abril.

“Eu amo animais, ursos e lobos, como todos sabem, mas quando eu vejo fotos de Kyenge, eu não consigo deixar de pensar em, e não estou dizendo que ela é, um orangotango”, disse Calderoli, vice-presidente do Senado, em discurso na cidade de Treviglio no sábado (13).


Ministra disse à agência AGI que Calderoli deveria refletir sobre sua função no Senado

Calderoli disse ainda que o sucesso de Kyenge encorajou “imigrantes ilegais” a virem para a Itália e afirmou que ela deveria ser ministra “em seu país natal”, de acordo com a imprensa local. Nos últimos meses, a maioria dos insultos racistas, como “macaca do Congo”, “Zulu” e “a negra anti-italiana”, veio de membros de grupos da extrema-direita.

Em junho, um integrante da Liga Norte no parlamento europeu foi expulso do grupo eurocéptico Europa da Liberdade e da Democracia por comentários racistas a respeito de Kyenge. Mario Borghezio atacou a ministra dizendo que ela queria impor “tradições tribais” na Itália como membro do governo “bonga bonga”, um trocadilho com as chamadas festas “bunga bunga” promovidas pelo ex-premiê italiano Silvio Berlusconi.


Senador Roberto Calderoli conhecido por se posicionar contra a imigração na Itália

O opositor Calderoli, duas vezes ministro durante os mandatos de Berlusconi, costuma ser agressivo em suas declarações. Em 2006, ele se viu forçado a deixar o cargo de ministro depois de aparecer durante um evento do governo com uma camiseta portando um desenho ofensivo do profeta Maomé. No mesmo ano, depois que a Itália venceu a Copa do Mundo, ele fez comentários racistas sobre a seleção da França.

A Itália venceu o Mundial com atletas do país, ao passo que a França perdeu, disse Calderoli, por conta de seus jogadores “negros, muçulmanos e comunistas”. Neste domingo (14), vários políticos, incluindo alguns da própria Liga Norte, criticaram Calderoli duramente, com alguns até mesmo pedindo a renúncia dele como vice-presidente do Senado.

Em comunicado oficial e também pelo Twitter, o primeiro-ministro italiano, Enrico Letta, disse que os comentários racistas são inaceitáveis. “Foi muito além do limite. Toda solidariedade e apoio a Cecile. Que ela continue com o seu e o nosso trabalho”, declarou Letta.

Kyenge tem feito campanha para que os imigrantes tenham mais facilidade para adquirir a cidadania italiana, e ela apoia uma lei que automaticamente torna italiano qualquer cidadão nascido em solo, o que não ocorre atualmente. A ministra não se manifestou oficialmente, mas disse à agência AGI que Calderoli deveria refletir sobre sua função como membro do Senado.

FONTE: iG.


NHÁ CHICA – batificação

 

Cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação da Causa dos Santos e representante do papa Francisco, chega para a missa campal (Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
Cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação da Causa dos Santos e representante do papa Francisco, chega para a missa campal

Em uma cerimônia marcada pela emoção e determinação dos fiéis, que enfrentam o forte calor da cidade de Baependi, na tarde deste sábado, a mineira Francisca de Paul de Jesus, a Nhá Chica, foi beatificada pelo Vaticano, tornando-se a primeira negra, filha de uma ex-escrava, a receber a consagração no Brasil.

Cerca de 40 mil pessoas acompanham a missa campal, que começou às 15h, acompanhada por uma orquestra de câmara e um coral de 140 vozes que entoaram o hino especialmente composto para a ocasião pelo padre Luís Henrique Eloy e Silva, professor de sagradas escrituras na PUC Minas, em Belo Horizonte, e dom Diamantino Prata de Carvalho.

Às 15h30, o cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação da Causa dos Santos e representante do papa Francisco, leu a carta apostólica que declara venerável a serva de Deus Francisca de Paula de Jesus. O dia da festa de Nhá Chica será 14 de junho, que é o dia de sua morte e o nascimento dela no Céu, para a igreja. Esta foi a primeira beatificação do pontificado do papa Francisco I.

Caminho religioso

 (Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)

“Nhá Chica representa a fé do povo mineiro”, disse o governado do estado, Antônio Augusto Anastasia, que acompanha a cerimônia. Nesta tarde, ele anunciou que Baependi será um dos primeiros municípios do estado a receber as intervenções para a criação do Caminho Religioso da Estrada Real (CRER), projeto do governo do estado que vai ligar o Santuário de Nossa Senhora da Piedade, em Caeté, na Região Central de Minas, ao Santuário de Aparecida, em São Paulo.

Serão 850 quilômetros englobando 86 municípios, sendo 37 na rota principal e 49 na área de abrangência. Ainda segundo Anastasia, o projeto foi dividido em duas etapas. Na primeira, foram feitos levantamentos nas áreas. A segunda etapa, que começa nos próximos meses, será a fase de estruturação do caminho religioso. Em São João del-Rei, cidade onde Nhá Chica nasceu, receberá obras de infraestrutura para receber peregrinações.

LINHA DO TEMPO DE NHÁ CHICA

» 1810 – Francisca de Paula de Jesus,
a Nhá Chica, nasce no distrito de Santo Antônio do Rio das Mortes Pequeno, que pertencia a São João del-Rei, na região do Campo das Vertentes. É batizada em 26 de abril daquele ano

» 1814-1815 –Com a mãe, Isabel e o
irmão, Teotônio, Francisca, filha de ex-escrava, muda-se para Baependi. Isabel morre em 1818

» 1863 –Nhá Chica inicia a
construção da Capela de Nossa Senhora da Conceição.

» 1895 – Em 14 de junho, Nhá Chica
morre em Baependi. Ela fica quatro dias insepulta. Contam que seu corpo exalava cheiro de rosas.

» 1952 –Começa a primeira
campanha para beatificação de Nhá Chica.

» 1954 – A capela construída pela
leiga é confiada às Irmãs Franciscanas do Senhor (IFS), que mantêm a Associação Beneficente Nhá Chica.

» 1989 – Nova comissão é formada
para beatificação da leiga.

» 1991 – Nhá Chica recebe
oficialmente o título de Serva de Deus da Congregação das Causas dos Santos do Vaticano.

» 1992 – Em 14 de janeiro, é
instalada a comissão pela beatificação de Nhá Chica.

» 1993 –Em 16 de julho, tem início o
processo informativo diocesano, pelo bispo diocesano de Campanha, dom Aloísio Roque Oppermann.

» 1998 – Em 18 de junho, é feita a
exumação dos restos mortais de Nhá Chica, na presença de autoridades eclesiásticas, de integrantes do tribunal eclesiástico pela causa de beatificação e médicos-legistas.

» 2001 –Publicado o Positio,
documento que reúne todos os dados e testemunhos recolhidos na fase diocesana, que corresponde à primeira etapa do processo de beatificação.

» 2004 –Em 30 de abril, religiosos
brasileiros reunidos na 42ª Assembleia Geral de Bispos do Brasil, promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), assinam documento pedindo a beatificação de Nhá Chica. Documento reuniu 204 assinaturas e foi encaminhado pela diocese de Campanha ao papa João Paulo II.

» 2010 – Em 8 de junho, no Vaticano,
comissão de cardeais dá o parecer favorável às virtudes da Serva de Deus Nhá Chica.

» 2011 –Em 14 de janeiro, o papa
Bento XVI aprova as virtudes heroicas (castidade, obediência, fé, pobreza, esperança, caridade, fortaleza, prudência, temperança, justiça e humildade) e concede o título de venerável.

» 2011 –Comissão médica da
Congregação das Causas dos Santos do Vaticano reconhece o milagre ocorrido por intercessão de Nhá Chica em favor da professora Ana Lúcia Meirelles Leite. Os sete médicos deram voto favorável: a cura não tem explicação científica.

» 2012 –Em 5 de junho, estudo do
milagre é analisado pela comissão de cardeais da Santa Sé. No dia 28, Bento XVI promulga decreto de beatificação de Nhá Chica. Cerimônia oficial é marcada para 4 de maio.

 (Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
FONTE: Estado de Minas.


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