Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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Salão de festas oferece espaço gratuito para noivos prejudicados por incêndio
O comunicado foi feito por meio de uma mensagem postada na rede social da empresa

 

ESPAÇO ESTARIA FUNCIONANDO IRREGULARMENTE!

Entrada do salão de festas Far East Emporium (Reprodução/Facebook)
Entrada do salão de festas Far East Emporium


A mensagem postada neste último domingo no Facebook do salão de festas Far East Emporium, devolveu a esperança de muitas noivas que viram o sonho do casamento ser destruído – ou pelo menos adiado – após o incêndio que tomou conta do salão de festas Domus XX, no Bairro Jardim Canadá, em Nova Lima, Região Metropolitana de Belo Horizonte. No texto, os proprietários do local comunicavam aos noivos prejudicados pelo incidente que as datas em aberto seriam disponibilizadas gratuitamente ao casais.

Saiba mais…

O incêndio

Cerca de 15 a 20 casais já se manifestaram, segundo o proprietário da Far East, Didieer Robbe. O empresário se mostrou surpreso com a comoção que a mensagem postada na rede social vem causando. Para ele, que acredita ter tomado uma atitude comum, “é preciso ser solidário com as pessoas que entraram nesta catástrofe, especialmente por se tratar de uma data tão importante”. 

O salão irá ceder aos noivos que tinham contrato com o Domus XX em datas próximas o espaço do Far East. Nenhum valor será cobrado, mas serão cedidas apenas as datas que ainda estão disponíveis no salão, já que há outros casamentos previamente agendados. Até o fechamento desta matéria, 1.148 pessoas haviam curtido a mensagem postada no Facebook e 187 haviam compartilhado. Nos comentários, diversas manifestações de apoio, agradecimento e incentivo.

“Quando você trabalha com noivas, tem-se a dimensão do que isso pode causar. É a data mais importante da vida delas”, afirma Robbe.

 (Reprodução/Facebook)



Incêndio


Por volta das 12 horas do último sábado, um incêndio consumiu o salão de festa Domus XX, no Bairro Jardim Canadá, em Nova Lima. O fogo começou durante a montagem de uma festa que seria realizada naquela noite. Segundo o Corpo de Bombeiros as chamas teriam sido provocadas por um curto circuito. 

Por meio de nota, a direção do espaço informou que o salão funciona desde 2008 e está com a documentação regular. Os responsáveis também informaram que outro salão foi disponibilizado para a realização da festa de casamento.

 

FONTE: Estado de Minas.


 

Justiça ampara noivas com reparação de danos

 

 

Tive de escutar deles que eu só teria direito a 60% do valor, pois alegaram que eu havia desistido do vestido. Eu não desisti – Letícia Barbosa Novais, comerciante
Marcelo Barbosa, do Procon Assembleia, orienta a cliente a pesquisar o histórico das empresas contratadas, para se antecipar a eventuais problemas, mas a medida não é garantia




A comerciante Letícia Barbosa Novais, de 32 anos, subiu ao altar no sábado, seguindo a tradição dos casamentos de maio, conhecido como o mês das noivas. Ao final da cerimônia, emocionada, ela recebeu os abraços de familiares e amigos, mas a alegria foi precedida de muita tensão, nervosismo, chateação e lágrimas causados pela prestação de serviços de duas lojas que ela contratou. Letícia teve problemas com o vestido que usaria na cerimônia e com os pares de chinelos que seriam distribuídos aos convidados durante a festa. Passado o aborrecimento, pretende ajuizar ações na Justiça para reparar o dano material e o moral.

A loja em que a empresária comprou o vestido não conseguiu entregá-lo da forma como as duas partes haviam combinado, antes do casamento. Já a empresa que recebeu a encomenda de quase 200 pares de chinelos fechou as portas. Resultado: Letícia precisou comprar um vestido em outra confecção a menos de uma semana da cerimônia, mas não conseguiu adquirir a quantidade de sandálias pretendida para a festa. Em ambos os casos a empresária já havia pago pelos produtos. 

Problemas como os que Letícia enfrentou não são raros no Brasil. Não há números oficiais sobre as reclamações envolvendo noivos e empresas especializadas neste mercado, que movimenta bilhões de reais a cada ano. A Associação dos Profissionais, Serviços para Casamentos e Eventos Sociais (Abrafesta) estimou o faturamento desse mercado em R$ 16 bilhões no ano passado, o que representou avanço de 8% no confronto com 2012. 

Outro estudo feito pela mesma entidade em parceria com o Data Popular, instituto especializado na chamada nova classe média, apurou que o número de empreendimentos atuando no setor soma 8,3 mil. Eles empregam cerca de 45 mil funcionários formais. Os dados impressionam. Da mesma forma, preocupa o desabafo de consumidores que tiveram o casamento prejudicado por empresas que não cumprem o acordo firmado com os noivos.

O advogado e coordenador do Procon Assembleia Marcelo Barbosa alerta que o consumidor que se sentir prejudicado pelo descumprimento do contrato por parte da empresa tem direito à reparação do dano material e do moral. No caso de Letícia, segundo o especialista, ela encontra amparo nos artigos 28 e 35 do Código de Defesa do Consumidor (CDC). Este último trata do imbróglio envolvendo o vestido.

Letícia conta que comprou o vestido alguns meses antes do casamento, mas a empresa não conseguiu entregá-lo a tempo da cerimônia. Ela teve problemas ao cancelar a compra, pois, em princípio, a loja não quis devolver todo o dinheiro pago. “Tive de escutar deles que eu só teria direito a 60% do valor, pois alegaram que eu havia desistido do vestido. Eu não desisti. Depois, alguém da empresa me telefonou dizendo que me daria todo o valor. Eu disse, então, que eles teriam de me devolver o que paguei e ainda arcar com o preço do vestido novo”, desabafou Letícia.

O coordenador do Procon Assembléia concorda com a noiva e acrescenta que, no caso dos chinelos, ela encontra amparo no artigo 28 do CDC. Para isso, porém, terá de recorrer a um instrumento conhecido no meio jurídico como a despersonificação da pessoa jurídica. Na prática, a dívida migra da empresa para o dono.

O referido artigo diz que “o juiz poderá desconsiderar a personalidade jurídica da sociedade quando, em detrimento do consumidor, houver abuso de direito, excesso de poder, infração da lei, fato ou ato ilícito ou violação dos estatutos ou contrato social. A desconsideração também será efetivada quando houver falência, estado de insolvência, encerramento ou inatividade da pessoa jurídica provocados por má administração”. O quinto parágrafo do mesmo artigo assegura que “(a desconsideração da pessoa jurídica) também poderá ser desconsiderada a pessoa jurídica sempre que sua personalidade for, de alguma forma, obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados aos consumidores”.

A melhor maneira de evitar prejuízos é pesquisar o histórico das empresas contratadas, mas nem sempre isso é garantia de que o consumidor não passará por aborrecimentos. Letícia, por exemplo, pesquisou bastante o histórico das lojas. “Não havia nada contra as empresas”, diz. Além de procurar o Procon e a Justiça, ela poderá registrar reclamação na Delegacia do Consumidor.

FONTE: Estado de Minas.


Cabeças cortadas, imagens sem foco, parentes de costas … cobertura foi um show de fracassos . Caso é um alerta para noivos e profissionais


  



Um casal está processando uma fotógrafa no Reino Unido que registrou imagens horríveis do casamento deles. De acordo com o The Sun, Gary e Evette Crack contrataram Louise Garrett, mas ao receber o trabalho, fotos com cabeças cortadas e várias outras sem foco.

O show de horrores continua, com composições que incluem lixeira, poses estranhas com os convidados de costas. Além disso, segundo o casal, faltou o registro da troca de alianças e o primeiro beijo dos recém-casados.

“Ela falou que era profissional, mas não conseguiu nenhuma foto dos idosos avós de Gary, que vieram para Londres especialmente para o casamento”, reclama a noiva de 32 anos. O casal agora planeja organizar outra festa, para refazer as imagens e ter alguma lembrança do casamento. “ É horrível. Ela roubou tudo de nós. Nada vai trazer nosso grande dia de volta”, lamenta.


  

O jornal britânico procurou a contratada, de 20 anos, que limitou-se a dizer que o local do casamento, uma casa do século XIV, era difícil de fotografar.

Os jornalistas do The Sun ficaram tocados com o caso e resolveram presentear o jovem casal com uma nova sessão fotográfica. As lojas que alugaram o vestido de noiva e roupa do noivo também cederam novamente as peças.

Análise da notícia

Ao observar as imagens, percebe-se erros simples de quem começa a fotografar. Tanto problemas de composição, algo que se adquire com tempo e experiência, como falta de domínio do equipamento. Outro erro é entregar fotos ruins (Pelo contexto, talvez umas poucas salvaram) ao cliente. Todo fotógrafo erra algum disparo, mas deve refazê-las no momento. Como Gary e Evette ganharam um novo book, talvez desistam do processo. Mas, mesmo não conhecendo nada da legislação britânica, é possível que possam requerer algum dano moral ou material.

De certa forma, a fotógrafa cumpriu o seu papel. Esteve no local e hora marcados e registrou o casamento, mal e porcamente, mas o fez. Não teve uma “quebra de contrato”. O conceito de foto boa e ruim é subjetivo. Mas, acredito não ser difícil provar juridicamente que eles tiveram o sonho do casamento desfeito pela “profissional”.

No ano passado, um programa da TV contou o caso de um fotógrafo que confundiu as datas e não foi ao casamento. Não deu outra, os noivos ficaram sem fotos e o profissional só se lembrou co compromisso na semana depois. As vítimas o intimaram num tribunal de conciliação, e ele os reembolsou do valor pago e prometeu uma nova book. Ficou muito barato para o fotógrafo.


  

Conselhos

Aos noivos: Procure conhecer bem o trabalho de quem for escolhido para registrar o casamento. Um erro é fatal e as imagens nunca poderão ser refeitas. Festa, música, cerimonial passam, mas a fotografia vai permanecer pra sempre. Busque referências do fotógrafo na internet e com outros casais que já o contrataram antes. Sempre assine um contrato com todos os serviços estipulados. E desconfie de preços muito baixos. É um barato que pode sair caro.

Aos fotógrafos: Não prometa o que não possa cumprir. Previna-se de tudo que pode dar errado, chegue com antecedência e estude o local onde acontecerá o evento. Só assuma compromisso com esse tipo de trabalho se tiver técnica e condições para fazê-lo. Uma ação na Justiça poderá lhe dar dor de cabeça e milhares de reais de dívida.

Final feliz: The Sun refez as fotos do casal inglês



 FONTE: Estado de Minas e The Sun.


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