Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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Bem amigos do Judiciário

O editorial do Estadão comenta o imbróglio criado na semana : o tal “conluio” entre magistrados e advogados levantado por JB. Para o matutino, “relações promíscuas entre magistrados e advogados não são um problema novo no Judiciário”. Com ares de fã saudoso, o jornal diz que Eliana Calmon foi “a primeira ocupante de um tribunal superior a denunciar o ‘filhotismo’ na Justiça”. “Em várias entrevistas, Eliana Calmon afirmou que o problema não está na atuação de parentes de ministros nos processos judiciais, mas nas relações informais que ocorrem fora dos autos, quando se valem da amizade com um juiz, desembargador ou ministro para fazer lobby em favor de clientes”. O editorialista observa que “é evidente que um familiar de um magistrado não pode ter o direito de advogar limitado pela simples suspeita de que será beneficiado”. De tal sorte que o problema “é delicado e uma solução objetiva não é fácil de ser encontrada”.

“Zelador da ética”

Ainda sobre o “conluio”, o jornal O Globo sai em defesa do ministro JB. Para o matutino, “é difícil não dar razão a JB no rigor com que ele conduz o CNJ no papel de zelador da ética na Justiça”.

Privacidade ?

JB defendeu ontem o fim do uso de iniciais para identificar réus em inquéritos e ações penais que tramitam no STF, regra adotada durante desditosa gestão de Peluso, em 2010. Os ministros começaram a discutir o tema ano passado ; Marco Aurélio e Ayres Britto votaram pela revogação da regra, enquanto Toffoli e Lewandowski acreditam que deva ser mantida ; Fux pediu vista. Ao final, ansioso para ver a solução, JB disparou uma deselegante advertência ao colega de plenário : “Traremos uma solução em breve para isso, não é, ministro ?”.

Barbosianas

Tutty Vasques, hoje no Estadão, diz que toda vez que sai uma notícia tipo “Barbosa aponta conluio entre advogados e juízes” ou “Barbosa nega pedido de desbloqueio de bens de Duda Mendonça” – para citar dois títulos da semana -, o presidente do STF presta um serviço inestimável ao resgate moral de um sobrenome injustiçado desde 1950. É que, segundo ele, o “Barbosa” que o Brasil começa a identificar como timbre do ministro Joaquim Barbosa foi, nos últimos 63 anos, marca registrada da culpa pela derrota na final da Copa de 1950. “Até outro dia, quando se dizia ‘Barbosa’, a primeira pessoa que vinha à cabeça do brasileiro era o goleiro que a torcida elegeu protagonista do chamado ‘Maracanaço’ – ainda que, com o passar do tempo, a crônica esportiva o tenha inocentado de falha naquele maldito gol do Gigghia”. O colunista observa que o brasileiro poderia ligar o patronímico ao “Águia de Haia”, ao “Rei da Lambada” (Beto), à popozuda Gracyanne ou mesmo ao personagem humorístico de Ney Latorraca na “TV Pirata”, “mas Barbosa por aqui sempre foi assinatura do sujeito que não evitou o maior revés da história do País”. Mas agora há possibilidade de redenção, e o jornalista vaticina que JB tem “a chance de acabar com este estigma”. Apenas para deixar claro ao leitor que não conhece, Tutty Vasques é um humorista. E, como se nota pelo teor da coluna de hoje, com boas tiradas.

Pratos na mesa

Deixando de lado o conteúdo específico das notas acima, o que se vê muitas vezes nos jornais de sexta-feira, e o de hoje não é diferente, é algo como o cardápio de um hotel resort. Explicamos. Na segunda-feira, oferece-se no restaurante dos hotéis – em geral um indefectível self-service – uma noite italiana, com iguarias daquele país. Na terça, uma noite japonesa. Na quarta, uma noite brasileira. E por aí vai. Ocorre que na sexta-feira o menu é intitulado volta ao mundo, com acepipes de todos os países. O hóspede incauto não percebe, mas está diante de um “já te vi”. Um legítimo requentado da semana. E é assim que se dá com os jornais da sexta-feira, quando não acontece nada de novo. Um legítimo mexido, com tudo que se digeriu durante a semana. Bom apetite, migalheiro.

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FONTE: Migalhas.


RIO — Cinco das dez marcas de cachaças e aguardentes avaliadas pela Proteste — Associação de Consumidores, em um estudo realizado no segundo semestre do ano passado, foram reprovadas por conter uma substância nociva à saúde acima dos níveis aceitáveis. Não passaram no teste as bebidas 7 Campos de Piracicaba, Pedra 90, Ypióca Prata, Pitú e Salinas. São cachaças que ganharam mais notoriedade em 2012, após o reconhecimento da bebida como produto exclusivo e genuinamente brasileiro pelo governo dos EUA.

Pinga

As cinco marcas apresentaram entre 165µg/l (microgramas por litro) e 755µg/l de carbamato de etila, composto químico classificado como possível agente causador de câncer pela Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (Iarc), da Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, o valor aceitável estipulado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) é de até 150µg/l. Mas as empresas têm até 2014 para se adequarem à norma. Segundo a Proteste, o limite é o mesmo aplicado por outros países, como Estados Unidos, Canadá, França, República Tcheca e Alemanha. No entanto, não há um parâmetro internacional neste caso.

SACAROSE DISFARÇA

Segundo a legislação brasileira, cachaças e aguardentes devem conter de 6 a 30 gramas de sacarose por litro para designar-se “adoçada”. A adição de sacarose pode disfarçar imperfeições da bebida decorrentes de sua produção e torna o produto mais suave.

Entre as bebidas que estampam em seu rótulo que são adoçadas, apenas a cachaça Pirassununca 51 recebeu o conceito “fraco” por denominar-se “cachaça adoçada”. O problema é que, em nossas análises, não detectamos qualquer teor de açúcar no produto. Isso, no entanto, não afeta a segurança dessa bebida.

Quanto à graduação alcoólica, todas foram consideradas muito boas, já que não encontramos diferença entre o valor informado no rótulo e o que medimos em laboratório.

ALDEÍDOS

Quanto menor o grau de aldeídos, melhor, já que eles são associados à intoxicação e a sintomas de ressaca.

CONSUMIDORES NÃO APONTARAM DIFERENÇAS

Para analisar o aroma e o sabor das bebidas, convidamos um grupo de apreciadores de cachaças e aguardentes puras para degustá-las. Todas, em geral, agradaram aos participantes, que não apontaram diferenças significativas entre elas.

FONTE: PROTESTE e O Globo.



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