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Golpes milionários no caminho do dpvat
PF prende 30 pessoas em Minas e 10 em outros estados, entre policiais e médicos, por fraudes de R$ 28 milhões. Até briga de bar e violência contra mulher viraram ocorrências de trânsito

Além de reais, a Polícia federal apreendeu dólares e euros, mas ainda não revelou o total (POLÍCIA FEDERAL/DIVULGAÇÃO)

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Uma operação da Polícia Federal (PF) para combater fraudes milionárias no DPVAT (Seguro Obrigatório) prendeu ontem 30 pessoas em Minas e 10 no Rio de Janeiro e na Bahia, incluindo policiais civis e militares, médicos, empresários, advogados e agenciadores de seguro. O prejuízo causado pelo esquema pode passar de R$ 28 milhões. O DPVAT garante indenização a vítimas de acidente. Em caso de morte ou invalidez, os familiares ou a vítima recebem atualmente R$ 13,5 mil. A pessoa ferida recebe R$ 2,7 mil para reembolso de despesas hospitalares. O benefício é administrado pela Seguradora Líder dos Consórcios, que também foi alvo da operação. Segundo as investigações, a quadrilha era dividida em cinco núcleos e aproveitava a fragilidade do sistema para aplicar os golpes, que transformavam até boletins de ocorrência da Lei Maria da Penha e de brigas de bar eram ocorrências de trânsito com vítima.
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Em Montes Claros, no Norte de Minas, um dos municípios onde a organização criminosa agia, uma das primeiras denúncias foi feita pelo juiz Danilo Campos, da 5ª Vara Cível da cidade. Ele já havia enviado representação ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal, solicitando a apuração do esquema ao perceber aumento significativo de ações na Justiça para recebimento do seguro. Somente no município, foram 10 mil ações envolvendo a Seguradora Líder e associadas.
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Ainda segundo o magistrado, havia indícios de simulação de lesão com danos a vítimas. Com isso, os criminosos recebiam o valor do seguro por meio de pedidos protocolados por advogados na cidade. Conforme a denúncia do juiz, a maioria das ações tinha um laudo com assinatura do mesmo médico. Além disso, agentes de seguradoras e advogados captavam vítimas de acidentes em hospitais. “Não tenho dúvidas de que as investigações se estenderão para outros estados”, afirmou o delegado Marcelo Eduardo Freitas, um dos responsáveis pela operação denominada “Tempo de despertar”.
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Desde o início da manhã de ontem, policiais federais começaram a cumprir os 229 mandados (41 de prisão, sete de condução coercitiva, 61 de busca e apreensão, 12 de afastamento de cargo público, 51 de sequestro de bens e 57 de afastamento de sigilo bancário). Em Minas Gerais, foram 30 prisões, a maioria no Norte do estado. Entre os presos estão 11 policiais civis (incluindo um delegado), um policial militar, três médicos, oito advogados, dois fisioterapeutas e 15 empresários. “Os policiais fazem parte de apenas um núcleo da operação. O papel era passar as informações para os membros do núcleo empresarial das fraudes, além de falsificar boletins de ocorrência de modo a permitir que as fraudes pudessem ocorrer na região”, afirmou Freitas.
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O advogado Erick Rodrigues, que representa o delegado Bruno Farias, preso na operação, contestou a prisão. “A medida foi abusiva e arbitrária. Não tem elementos que justificam a prisão temporária, por isso vou pedir a revogação”, disse. Além de Montes Claros, as prisões em Minas ocorreram em Salinas, Janaúba, Porteirinha, Curvelo, Ipatinga e Juiz de Fora. A PF apreendeu moedas internacionais, como dólares e euros, além de reais. O montante ainda não foi contabilizado. Os presos responderão por estelionato, falsidade ideológica formação de quadrilha e uso de documento falso. Eles foram levados para o presídio de Montes Claros e outras carceragens do estado.
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FONTE: Estado de Minas.

 

Delegacia virtual começa a receber ocorrência de trânsito via internet
Motoristas e proprietários de veículos não precisarão comparecer a delegacia e nem aguardar a chegada da Polícia Militar para a elaboração do boletim de ocorrência

delegacia virtual

A partir desta quarta-feira (ontem à noite), motoristas que se envolverem em acidente de trânsito sem vítimas e com envolvimento de no máximo cinco veículos já podem registrar a ocorrência pela internet. A novidade foi anunciada no dia 26 de março pela superintendente de Informações da Polícia Civil, a delegada Yucari Myata, e confirmada durante entrevista coletiva na manhã de desta sexta-feira. A Delegacia Virtual pode ser acessada no endereço delegaciavirtual.sids.mg.gov.br (sem www). A página terá links de atalho para os sites do Detran e Polícia Civil.

Com o novo sistema, condutores e proprietários de veículos não precisam comparecer a uma delegacia para registrar o boletim de ocorrência e nem aguardar a chegada da Polícia Militar. O serviço foi criado pelo Governo do Estado e integra o sistema de Delegacia Virtual, que permitirá o registro on-line de mais cinco tipos de ocorrência até o final do ano. Segundo o governador Alberto Pinto Coelho, a nova opção diminuirá o tempo de espera nas delegacias. “O objetivo da Delegacia Virtual é garantir ao cidadão mais agilidade e comodidade no registro das ocorrências que não configurem crime violento. Consequentemente liberamos os policiais para combater o crime nas ruas”, disse.

Cerca de R$ 2 milhões estão sendo investidos para que a população registre os boletins pelo computador, tablet ou celulares com tecnologia android ou iphone. Para evitar fraudes ou registros indevidos, a Polícia Civil elaborou um formulário que exigirá preenchimentos de dados pessoais dos reclamantes. Segundo a superintendente adjunta de inteligência Policial, Yukari Miyata, a “agilidade é importante para o acionamento de seguros e para resolver questões burocráticas”, disse.

Como funciona


O registro de ocorrências na Delegacia Virtual será feito por meio do preenchimento de formulários que serão apresentados, gradativamente na tela. Após a inclusão dos dados ao sistema, a ocorrência passará por uma triagem. Em até 15 minutos, será emitida uma mensagem que informará o número do Registro de Evento de Defesa Social (REDS), bem como a forma de acessá-lo no site do Sistema Integrado de Defesa Social (SIDS) e imprimi-lo.

As outras etapas acontecerão gradativamente. No dia 30 de junho começa a funcionar o registro de perda e extravio de documentos e perda e extravio de objetos pessoais. No dia 30 de agosto será possível reportar o desaparecimento de pessoas e fazer registro de pessoas localizadas. Em 30 de outubro funcionará para registro de danos simples.

 

FONTE: Estado de Minas.



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