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Ministério do Trabalho embarga demolição da alça norte de viaduto

Órgão alega ‘risco iminente de acidente de trabalho’ durante o processo.

Construtora Cowan informou que vai atender às exigências do ministério.

Um viaduto desabou na tarde desta quinta-feira (3), na Avenida Pedro I, próximo à Lagoa do Nado, região da Pampulha, em Belo Horizonte (Foto: Raquel Freitas/G1)

O Ministério do Tabalho, através da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Minas Gerais (SRTE/MG), suspendeu a demolição da alça norte do Viaduto dos Guararapes, na avenida Pedro I, na Região Norte de Belo Horizonte, prevista para domingo (14), por oferecer “risco iminente de acidentes de trabalho”.

De acordo com o órgão, o plano de segurança apresentado pela Construtora Cowan, responsável pela obra e pela demolição, foi considerado “insatisfatório”. Para o SRTE, o documento “deixa de esclarecer em que consistem os procedimentos envolvidos nas obras de demolição, em especial de informar o que pretende fazer e em que se constitui a ‘adequação de cimbramento’ ou a ‘retirada de torres’.”

 

Ainda segundo o SRTE, há risco real e iminente de ruína da alça norte do viaduto caso sejam removidos os equipamentos de escoramento sem que haja a substituição por outros aparelhos de apoio.

De acordo com o parecer, “tudo indica que o carregamento de explosivos será efetuado sem que o tabuleiro do viaduto esteja apoiado pelas peças de reescoramento. São reais os riscos de colapso do bloco de fundação sob o Pilar P5 da alça norte, seguido do desabamento do tabuleiro sobrejacente”.

O embargo será mantido até que a Cowan apresente um projeto de engenharia que garanta a segurança aos trabalhadores. Segundo o SRTE, a legislação também determina que, durante a suspensão do processo, os empregados recebam os salários normalmente. A Cowan tem dez dias para recorrer da decisão.

A construtora enviou nota, informando que vai detalhar ainda mais o plano para atender às exigências do Ministério do Trabalho.

A Prefeitura de Belo Horizonte informou que vai continuar aguardando a liberação para que seja realizada a implosão da estrutura

FONTE: G1.


MINERAÇÃO

Três indiciados por mortes

Polícia Civil autuou um engenheiro e dois operadores por duplo homicídio culposo e lesão corporal após queda de elevador na Mina Cuiabá, em Sabará

Elevador despencou de 500 metros na noite de quinta-feira em mina da AngloGold e polícia abriu investigação (Marcos Vieira/EM/D.A Press)
Elevador despencou de 500 metros na noite de quinta-feira em mina da AngloGold e polícia abriu investigação

Um engenheiro e dois operadores do elevador que despencou num túnel da Mina Cuiabá, da AngloGold Ashanti, em Sabará, na Grande BH, foram autuados em flagrante por duplo homicídio culposo – quando não há intenção de matar – e lesões corporais em duas pessoas. O acidente ocorreu na tarde da quinta-feira e matou dois operários e feriu outros dois, depois que o elevador despencou pelo duto com cerca de 500 metros de profundidade. Os indiciados, que são funcionários da Shaft Engenharia, empresa terceirizada pela Anglo, prestaram depoimento e foram liberados depois de pagarem fiança de R$ 1 mil cada.

Para o delegado Guilherme Guimarães Catão, da 3ª Delegacia de Sabará, que está investigando o caso, há indícios de crimes, embora os envolvidos sugerem ser uma fatalidade. “Não se trata de presumir culpa. Elevador cair não é comum. Faremos uma investigação técnica para entender o que ocorreu. Já se sabe que antes de operar o equipamento é preciso realizar um check-list, que deveria apontar qualquer problema com o equipamento.”

De acordo com o policial, o funcionário que operava o elevador, chamado de gaiola, contou que a roldana em que o cabo de aço é enrolado se desprendeu e, mesmo acionando o freio manual, não conseguiu evitar a queda. “A gaiola tinha três compartimentos. Com peso de 2,5 toneladas, o elevador desceu pelo túnel batendo nas laterais. Com o impacto ao final do percurso, os operários que estavam na parte inferior foram esmagados pela estrutura.”

O presidente do Sindicato dos Mineiros de Nova Lima e Região (Sindmineiros), Marcelino Antônio Edwirges, disse que ontem pela manhã fiscais da Superintendência Regional do Ministério do Trabalho estiveram no local do acidente fazendo levantamentos. “Na segunda-feira vamos reunir com os técnicos do ministério para definir que providências serão tomadas. Já adianto que vamos entrar com ações contra a Anglo e as empreiteiras. Essas empresas terceirizadas, dizendo-se da base da construção civil pesada, têm sonegado informações, burlando a fiscalização do sindicato”, reclamou.

Edwirges contou que os operários da Shaft trabalhavam no revestimento de um túnel de ventilação da mina. “Eles realizavam o trabalho de preparação da estrutura de contenção, instalando cabos nas paredes, antes de iniciar a concretagem.”

CUIDADOS A AngloGold Ashanti, por meio de nota, reforçou ontem que a empresa observa e aplica seus princípios e rígidos valores e não é diferente com seus fornecedores e prestadores de serviços. Dentre os cuidados estão a exigência de profissionais e empresas qualificadas, que tenham seu próprio programa de gerenciamento de risco, independentemente do porte e atividade a ser realizada nas dependências da empresa. A Anglo esclareceu ainda que a perícia foi realizada e é necessário aguardar o resultado dos trabalhos coordenados pela Polícia Civil. “Reafirmamos solidariedade com todos os familiares e amigos dos falecidos e feridos”, disse a nota.

A Shaft Engenharia, também por meio de nota, lamentou o acidente. “A empresa se solidariza com a família e está dando toda a assistência necessária neste momento. A Shaft Engenharia, que nunca teve registros de acidentes fatais anteriores, está contribuindo com as autoridades no esclarecimento dos fatos”. No acidente na mina ficaram feridos Adriano José Perrinha e Ivanildo Pereira Gomes, que tiveram fraturas graves nas pernas e escoriações. Eles não correm risco de morrer e permaneciam internados ontem no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte. O corpo de Luiz Alberto Santos Cerqueira, de 63 anos, será levado para o interior da Bahia, e Thiago Luiz de Oliveira, de 31, será enterrado hoje em Caeté.

FONTE: Estado de Minas.

Bombeiros resgatam trabalhadores após acidente em mina, na Grande BH

Primeiras informações dos militares apontam dois mortos e dois feridos. 
Mineradora AngloGold afirma que irá apurar motivação do acidente.

 
Acidente aconteceu no subsolo da mina. Bombeiros se mobilizaram para socorrer as vítimas.  (Foto: Humberto Trajano/ G1)Acidente aconteceu dentro de uma mina subterrânea. Bombeiros se mobilizaram para socorrer as vítimas.

O Corpo de Bombeiros realizou um resgate após a queda de uma gaiola usada para transportar trabalhadores dentro de uma mina, na tarde desta quinta-feira (20), no Complexo Cuiabá, em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com as primeiras informações do Corpo de Bombeiros, dois mortos e dois feridos foram resgatados até o fim desta tarde. Às 19h, a mineradora AngloGold ainda não havia se pronunciado sobre o número de vítimas.

De acordo com os bombeiros, quatro homens estavam em uma gaiola que funciona como um elevador, com três compartimentos emendados um no outro. Dois funcionários estavam na parte de cima e dois na parte de baixo. A gaiola já tinha descido cerca de 300 metros quando houve problemas mecânicos, fazendo-os cair de uma altura de quase 500 metros. A profundidade total é de 800 metros. Segundo a corporação, os dois homens que estavam na parte de baixo da gaiola foram esmagados pelos que estavam na parte de cima. Os bombeiros informaram que todos usavam equipamentos de segurança.

Por volta das 17h50, os bombeiros informaram que um dos feridos foi encaminhado para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII. O outro funcionário resgatado foi atendido pelo Serviço Móvel de Urgência (Samu) e levada para o Hospital de Caeté.

Polícia indicia engenheiro e operadores pelas mortes!

A AngloGold informou que o acidente ocorreu com funcionários de uma empresa terceirizada Shaft Engenharia, que trabalhava no local e afirmou que todo o suporte está sendo dado aos feridos e aos familiares das vítimas.

No começo da noite a AngloGold informou que trabalhava com a polícia e com o Corpo de Bombeiros para conseguir informações sobre o motivo do acidente. Uma posição oficial ainda será divulgada.

FONTE: G1.



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