Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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Quem tem padrinho não morre pagão

Imagine você, leitor amigo, trabalhar quatro horas por dia e embolsar R$ 5 pilas por mês

pimenta
Pela preservação da espécie

Depois da aventura com o helicóptero do Pimentel, conforme noticiou o Portal UAI, Pedro Frade Pimenta da Veiga, filho do ex-ministro e ex-prefeito de BH Pimenta da Veiga, um dos caciques do PSDB mineiro ingressou na mamata pública. E chegou em grande estilo! Foi nomeado “Assessor do Bloco de Oposição”, na Assembleia Legislativa de Minas, seja lá o que signifique isso. Intuo que nada. Apenas uma boquinha remunerada, enquanto aprende política e prepara sua própria carreira.

Vejam vocês: Minas Gerais está quebrado, todos sabem. O atual governador é quem é, é o que é. E com quem contamos na Assembleia Legislativa para combater Pimentel e o PT? Com uma oposição, liderada pelo PSDB, que considera adequado um salário de R$4.938,58 por quatro horas diárias de “trabalho”. Ah, sinceramente, vão para aquela que os pariu!

Olhem aqui, eu não tenho absolutamente nada contra este rapaz. O vi uma única vez na vida, durante um evento de apoio ao João Leite, candidato a prefeito derrotado na eleição passada em BH. É muito bem educado, inclusive. Já cheguei a contribuir para a campanha do pai dele, também derrotado, a governador, a pedido de um grande amigo que militava no PSDB. Adesivei o carro e tudo (tá certo que o rival era Fernando Pimentel, hehe). Portanto, minha bronca não é com ele ou com o pai, mas, sim, com este sistema asqueroso que impera na política e na administração pública brasileiras.

É por isso que nada muda. É por isso que entra legislatura, sai legislatura, as coisas só pioram para nós, os trabalhadores pagadores de impostos, que sustentam esta porcaria toda. Os pais saem, mas entram os filhos; e depois os netos e bisnetos. É uma espécie de Capitanias Hereditáriasmoderna. Meia dúzia de barões mantendo as famílias no poder — e pelo poder — por décadas. Vejam Renan Calheiros, José Sarney, Jader Barbalho e tantos outros. Fazem as próprias leis, aprovam os próprios orçamentos, empregam quem querem e quem não querem, e depois nos mandam a conta para pagar.

Notem: Que os filhos sigam as carreiras dos papais, sim. Mas que não usem o poder e o prestígio deles para ganhar dinheiro. Vê se tem cabimento, na atual realidade brasileira, um garoto de 22 anos, que nem formado é, talvez em seu primeiro emprego, ganhar R$ 5 mil por mês por quatro horas diárias de — faz-me rir! — trabalho?

Haja estômago, viu?!?

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FONTE: Estado de Minas.


Oposicionista, há 15 meses na cadeia, tornou-se a resposta burguesa à “revolução bolivariana” do governo socialista. E o presidente Maduro parece não saber o que fazer contra ele.Leopoldo-López

Leopoldo López se tornou o principal adversário de Maduro

A divulgação de um vídeo do líder opositor venezuelano Leopoldo López, gravado na prisão em que ele está, em Caracas, provocou furor no país. Em poucos dias, a gravação divulgada no Twitter por Lilian Tintori, mulher de López, foi clicada por milhões de pessoas. O oposicionista está desde fevereiro de 2014 na prisão militar de Ramo Verde, no subúrbio da capital venezuelana.

López é acusado pelo governo do presidente Nicolás Maduro de incitação à violência durante os protestos realizados no ano passado. O oposicionista se tornou algo como a resposta burguesa à chamada “revolução bolivariana”, iniciada pelo ex-presidente Hugo Chávez. E, não importa o que as poderosas instituições venezuelanas tentem, elas não conseguem calar esse ex-prefeito da cidade de Chacao, na região metropolitana de Caracas.

Resistencia, um termo em espanhol que está muito mais associado aos movimentos de esquerda na América Latina, sintetiza a atitude de López. E o governo de Maduro simplesmente não consegue encontrar uma resposta adequada a essa situação.

López se transformou numa espécie de rebelde burguês para todos os venezuelanos que não simpatizam com os socialistas que ocupam o poder desde 1999. Da sua cela na prisão, ele convocou a população a ir às ruas em protesto contra o governo neste sábado (30/05). Tintori, sua mulher, fez o mesmo apelo, ao lado das mulheres de outros opositores políticos presos.

“Quem não for para as ruas, não quer eleições”, afirmou Tintori. Os manifestantes devem vestir camisetas brancas e não levar cartazes. “Não queremos deixar lixo para trás”, explicou, em entrevista à DW. Em vez disso, as pessoas devem carregar rosários.

López iniciou uma greve de fome para forçar o Conselho Nacional Eleitoral a marcar as eleições parlamentares. Pelas atuais pesquisas, elas dariam início a uma mudança política na Venezuela, só que ainda não há uma data marcada. A oposição suspeita que o governo esteja adiando ao máximo a realização do pleito para ter mais chances de vitória.

A chamada para o protesto é sobretudo um ato simbólico, e não foi combinado com a aliança Mesa da Unidade Democrática (MUD), formada pelos partidos de oposição. Os políticos da aliança se sentiram passados para trás. O líder da MUD Henry Falcón alertou para possíveis distúrbios gerados pelo clima polarizado das manifestações e anunciou que, por isso, não vai participar.

Adversário perigoso para Maduro

López se tornou o principal adversário de Maduro. O oposicionista tem trunfos que o socialista não tem. Ele é bom de retórica, foi premiado pela Transparência Internacional por comandar uma das prefeituras mais transparentes e eficientes da Venezuela e é descendente direto de Simón Bolívar, um dos maiores líderes do processo de independência da América Latina e ídolo justamente dos chavistas.

Os adversários de López desmerecem todas essas qualidades. Mas o índice de popularidade dele tem aumentado desde que foi preso. Organizações de direitos humanos, como a Anistia Internacional e a Human Rights Watch, disseram que a detenção tem motivações políticas, assim como o Nobel da Paz, Oscar Arias, da Costa Rica.

Nada disso impressionou o sistema judiciário venezuelano. O processo segue lento, e mesmo 15 meses depois da prisão, ainda não há um veredicto sobre López. Maduro declarou nesta semana que a campanha legal contra a “direita fascista” ainda não terminou e anunciou que todos acabarão na cadeia.

Mas parece que o regime de Maduro se enganou na avaliação de seu principal rival político. Tentativas de enviar López para o exterior por meio de uma troca de prisioneiros falharam. O político se mostra um homem de convicção que, apesar de vir de uma família rica, prefere estar na prisão a usufruir o conforto de uma residência de luxo em Miami. É impossível saber quanto tempo ele aguentará atrás das grades, ainda não é possível prever. Mas a mulher dele já afirmou: “Leopoldo nunca vai sair da Venezuela.”

FONTE: Carta Capital.


Senador pede perdão no Parlamento à ministra insultada com racismo na Itália

A congolesa Cécile Kyenge, ministra na Itália

  • A congolesa italiana Cécile Kyenge, ministra na Itália

O vice-presidente do Senado italiano e membro da Liga Norte, Roberto Calderoli, pediu nesta terça-feira (16) perdão à ministra de Integração, Cécile Kyenge, congolesa, por compará-la a um orangotango, mas afirmou que não renunciará.

Em uma breve declaração, Calderoli afirmou que fez “uma bobagem” e disse que nunca mais atacará nenhum adversário político com ofensas desse tipo, que classificou como “execráveis”.

No entanto, o político aproveitou a ocasião para reafirmar que não tem intenção alguma de renunciar e que continuará criticando a política de “um governo que permite a entrada de imigrantes ilegais”.

Calderoli alegou que após a polêmica, ligou para a ministra para explicar que a ofensa aconteceu quando se deixou levar pelo ímpeto em um comício e cometeu “o erro grave, gravíssimo de passar do político para o pessoal”.

Sobre a frase em que comparava a ministra com um orangotango, Calderoli disse que “não queria ter nenhum significado racial e ainda menos racista”.

Diante do comportamento, acrescentou que nunca mais voltará a se repetir, reiterou suas desculpas tanto à ministra como ao Senado e acrescentou que mandará “um buquê de rosas” a Kyenge.

Calderoli explicou que em outra ocasião apresentou sua demissão quando era ministro em 2006, depois que sua coalizão pediu devido à polêmica que explodiu por causa de uma camiseta que usou com ofensas ao islã.

Mas que nesta ocasião, seu cargo é o de vice-presidente do Senado, representando a oposição, e que portanto só responde a quem votou nele.

“Teria estado disposto a apresentar minha renúncia se uma forte maioria tivesse pedido, mas não foi assim”, acrescentou.

FONTE: UOL.


Por mais simples e corriqueiro que possa parecer o emprego de “Mal e Mau”, ao longo de meus anos de magistério, pude verificar que nas redações este é um dos aspectos mais vulneráveis. Justamente, por ser algo simples e corriqueiro, é que há um afrouxamento e desinteresse dos “explicadores” pelo assunto. Como não penso assim, com sua devida permissão, vou “debulhar”, mais uma vez, o assunto.

mal-ou-mau 

1. A DIFERENÇA ENTRE MAL E MAU PELA OPOSIÇÃO

A regra mais objetiva e comum para o emprego correto de [mal e mau] é a da oposição:

a) Mal (substantivo ou advérbio) é antônimo de Bem (não Bom):

=> Detesto bife mal (bem) passado.

=> Sua história está (bem) mal contada.

 Mas atenção: O plural de Mal é [Males].

Inúmeras frases foram montadas, com a finalidade de melhorar memorização deste enunciado, eis algumas:

=> O bem e o mal são forças opostas.

=> Como bem e não durmo mal. (Machado de Assis)

=> Como mal e não durmo bem.

=> Meu bem, meu mal. (Gal Costa)

=> O combate entre as forças do bem e do mal é eterno.

b) Mau / Má (adjetivo) contrapõe-se a Bom, Boa (não Bem):

=>Sempre soubemos que ele tinha um mau-caráter (bom-caráter).

=>Sempre soubemos que ela era má (boa).

=> Ela tem má fama (boa fama).

► Mas atenção: O plural de Mau é [Maus], de Má é [Más].

Frase para memorização: Sentir tentações é bom, consenti-las é mau.

Eis uma frase para a memorização de Mal e Mau, ao mesmo tempo:

=> O homem é bom ou mau na medida em que despreza o mal e se identifica com o bem (e vice versa)(Arnaldo Arsênio)

2. A DIFERENÇA DE MAL E MAU PELA CLASSE GRAMATICAL

a) Use sempre a palavra mal quando ela for um substantivo, isto é, quando vier antecedida pelos artigos [o, os, a, as], ou então significando:doença, moléstia, algo prejudicial ou nocivo:

=> Mal de Alzheimer, mal de Parkinson.

=> O bem e o mal são forças opostas.

=> As forças do mal devem ser combatidas.

=> O mal está sempre à nossa volta.

=> A febre amarela é um mal (uma doença) de que nós já havíamos livrado.

b) Use sempre a palavra mal quando ela for um advérbio, isto é,voltada para o verbo, ou melhor, quando estiver, exprimindo uma circunstância de modo; ou então, significando: irregularmente, erradamente, de forma inconveniente ou desagradável:

=> Era previsível que ele se comportaria mal (erradamente).

=> Mal saímos de casa, quase fomos assaltados.

=> O rapaz mal escreve o próprio nome.

=> Nós mal enxergávamos a estrada.

c) A palavra mal apresenta outra possibilidade de classificação:conjunção temporal (indica tempo). Nesse caso, ela estará ligando duas orações e pode ser substituída por quando, logo que, assim que:

=> Ouvimos os primeiros acordes, mal (quando) entramos no salão.

=> Avistei meus parentes, mal (quando) cheguei ao aeroporto.

d) Use mau quando for adjetivo, isto é, quando estiver voltado para o substantivo, exprimindo uma qualidadeum tipo ou um estado do substantivo. Significa: ruim, de má índole, de má qualidade. Apresenta a forma feminina :

=> Tem um coração mau (ruim).

=> Antônio sempre foi um mau elemento.

=> Mau cheiro, mau dia, mau humor.

FONTE: Recanto das Letras.



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