Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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Apartamentos do Minha Casa, Minha Vida são desocupados em BH

Reintegração de posse foi pacífica e acompanhada pela Polícia Federal.
Famílias afirmam que são donas do terreno onde os prédios foram erguidos.

A ordem de reintegração de posse de um condomínio no bairro Jardim Vitória, na Região Nordeste de Belo Horizonte, foi cumprida nesta terça-feira (29). As famílias retiradas afirmam que são donas do terreno onde foram construídos apartamentos do programa Minha Casa, Minha Vida.

Os moradores acamparam em frente do residencial. Objetos, como sofá, armário e colchão, foram colocados embaixo de lonas. Os apartamentos do condomínio Esplêndido já haviam sido desocupados quando o oficial de Justiça chegou para cumprir o mandado de reintegração de posse de 92 unidades habitacionais. A saída pacífica dos moradores foi acompanhada pela Polícia Federal. Representantes da Caixa Econômica fizeram vistoria nos imóveis, e as fechaduras das portas foram trocadas.

As famílias estavam morando no local desde o início de julho. Elas afirmam que teriam feito um acordo com a prefeitura, cedendo a área em troca dos apartamentos. “Nós cedemos esse terreno de boa fé. Então, nós estamos sendo enganados pelo município, e o município tem que falar alguma coisa com a gente. Porque esse daqui é o nosso terreno. Nós não temos um outro”, diz a moradora Ednéia Aparecida de Souza.

Por meio de nota, a Caixa Econômica Federal informou que outras famílias que teriam sido contempladas pelo programa Minha Casa, Minha Vida ainda não puderam se mudar porque os apartamentos estavam ocupados. Diva Guilherme da Silva, que teve que sair do imóvel, mostrou comprovantes de pagamento. “Foi eu e meu marido que pagamos para eles. Agora na hora de entregar, eles não entregam para gente o bem”, reclama.

A Prefeitura de Belo Horizonte foi procurada e não quis se posicionar. Em julho, quando o MGTV exibiu reportagem sobre a invasão do condomínio, a administração municipal informou que desconhecia o acordo citado pelas famílias que ocuparam os apartamentos. VEJA AQUI!

VEJA AQUI: ACAMPADOS FAZEM PROTESTO!

FONTE: G1.


Dia Nacional de Lutas tem atos pacíficos em Belo Horizonte
Segundo PM, cerca de 7 mil participaram de passeata na capital.
Metrô parou totalmente; 3 estações BHBus chegaram a ficar fechadas.

O Dia Nacional de Lutas mobilizou centrais sindicais, movimentos sociais e estudantis em Belo Horizonte nesta quinta-feira (11). Os atos foram pacíficos, começaram pela manhã e seguiram por todo o dia. O metrô não funcionou em Belo Horizonte e na Região Metropolitana. O serviço de ônibus foi afetado pela manhã, pois três estações BHBus ficaram totalmente fechadas. Cerca de sete mil pessoas participaram de uma passeata que percorreu diversos pontos da cidade, segundo a Polícia Militar (PM).

Integrantes de ato também protestaram em frente à Prefeitura de Belo Horizonte (Foto: Sara Antunes/G1)
Integrantes de ato também protestaram em frente à Prefeitura de Belo Horizonte

A concentração para a manifestação foi na Praça Sete, no Centro da capital mineira. Pela manhã, os manifestantes começaram a se reunir no local. No início da tarde, eles saíram em passeata até a Prefeitura, na Avenida Afonso Pena, onde pediram uma reunião com o prefeito Marcio Lacerda. O objetivo desse encontro é apresentar para o chefe do Executivo uma pauta de reivindicações das classes trabalhadora e estudantil.

Depois de passar pela Prefeitura, a passeata seguiu para a região da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), no bairro Santo Agostinho, na Região Centro-Sul, onde também passou pelo Banco Central e pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig).

Lideranças sindicais se reuniram pela manhã com o presidente da Casa, deputado Dinis Pinheiro (PSDB), e entregaram um ofício com reivindicações regionais. O grupo reforçou a pauta nacional, que pede aumento geral dos salários e redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais. De acordo com a ALMG, o presidente se comprometeu a identificar e analisar projetos em tramitação que tratam das demandas apresentadas.

Dentre outras reivindicações, o movimento pedia o fim das Parcerias Público Privadas (PPPs); a valorização de aposentadorias; 10% do PIB para educação; 10% do orçamento da União para saúde; passe-livre; transporte de qualidade; reforma agrária e democratização de meios de comunicação.

Na capital mineira, faixa levada por manifestantes pede reforma do Executivo, Legislativo e Judiciário (Foto: Pedro Ângelo/G1)
Na capital mineira, faixa levada por manifestantes pede reforma do Executivo, Legislativo e Judiciário

O ato passou também pelo Elevado Castelo Branco – que liga o Centro à Região Noroeste –, onde os manifestantes reivindicaram a troca de nome do local, que faz referência a um dos presidentes do Brasil no período da ditadura militar. O novo nome sugerido foi de Viaduto Helena Grecco. Ela foi vereadora pelo PT por dois mandatos em Belo Horizonte e morreu em 2011.

Parte dos manifestantes, convocados pelas centrais, terminaram o evento na porta TV Globo Minas, onde lideranças fizeram discursos e puxaram palavras de ordem contra a emissora. Depois de cerca de uma hora se dispersaram, sem tumultos.

Metrô e trem de passageiros
As estações de metrô ficaram fechadas durante todo o dia em Belo Horizonte e na Região Metropolitana. Os trabalhadores descumpriram uma liminar favorável a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) que determinava o serviço em escala mínima, com 50% do serviço funcionando em horários de pico.

A assessoria do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) informou que o Sindicato dos Metroviários de Minas Gerais (Sindmetro) deverá pagar R$ 50 mil por descumprimento de escala mínima em Belo Horizonte. A multa inicial era de R$ 5 mil, mas, após um recurso da CBTU, o valor foi aumentado. De acordo com a assessoria do Sindmetro, o setor jurídico da entidade tomará as medidas cabíveis.

O trem de passageiros entre Belo Horizonte e Vitória (ES) também não funcionou. A Vale, empresa que administra a linha, informou que a medida teve como objetivo garantir a segurança dos passageiros. Segundo a empresa, passagens compradas para esta quinta-feira (11) podem ser trocadas ou reembolsadas dentro de um prazo de 30 dias.

Ônibus
Três estações BHBus ficaram fechadas em parte desta quinta-feira (11): Barreiro, Diamante e Venda Nova.   No fim da manhã e início da tarde, os serviços foram restabelecidos.  De acordo com a Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans), 73 linhas deixaram de operar e 194 mil usuários das estações Barreiro, Diamante, Venda Nova e São Gabriel foram afetados.

Já na estação de integração com o metrô São Gabriel, uma linha foi afetada, segundo a BHTrans. As demais linhas de ônibus da cidade circularam normalmente, conforme a empresa.

Escolas
A Secretaria Estadual de Educação informou que, das 3.686 escolas estaduais de Minas Gerais, 2,5% foram afetadas pelas mobilizações. Destas, dez escolas – o que corresponde a 0,27% – pararam completamente. Outras 83 (2,24%) funcionaram parcialmente.

FONTE: G1.


Como será amanhã? IMPREVISÍVEL

Votação pública decidirá se passeata seguirá até o Mineirão no dia do jogo do Brasil. PM reforça efetivo e manterá bloqueios

na dúvida, comerciantes que já foram vítimas de vandalismo protegem o que restou dos vidros das fachadas, temendo nova onda de violência (Beto magalhães/EM/D.a Press)
Na dúvida, comerciantes que já foram vítimas de vandalismo protegem o que restou dos vidros das fachadas, temendo nova onda de violência

Diante do tumulto na manifestação que reuniu mais de 60 mil pessoas no entorno do Mineirão, no sábado, e do prenúncio das autoridades de segurança, que consideram inevitável novo confronto amanhã, a dúvida dos manifestantes é seguir ou não até o estádio onde ocorre o jogo da Seleção Brasileira, com intuito de dar visibilidade às reivindicações.

A repressão policial e os atos de vandalismo, dizem integrantes do movimento, enfraquecem e criminalizam a manifestação, desestimulando a participação popular. Por seu lado, a Polícia Militar nega excessos e afirma que agiu com rigor para manter a ordem. Em reunião ontem, o comando iniciou planejamento para evitar mais quebra-quebra em Belo Horizonte, identificando e prendendo os vândalos. Nesse jogo de resultado imprevisível, o que

já se sabe é que, a partir do meio-dia de amanhã, a decisão será tomada na Praça Sete, com o trajeto da manifestação sendo escolhido pela maioria. Colaboradores do movimento acreditam que a caminhada pacífica deve seguir até o palco da semifinal entre Brasil e Uruguai, mas, nas redes sociais, muitos discutem se o melhor mesmo é chegar até lá, sugerindo opções como fechar vias de acesso ao campo e até a outros destinos, como a Cidade Administrativa, a Assembleia Legislativa, a prefeitura e a Câmara Municipal.

A Comissão de Prevenção à Violência em Manifestações Populares também se reuniu ontem no Ministério Público e decidiu encaminhar ao governo estadual documento pedindo que haja garantias sobre a segurança dos manifestantes. Do contrário, sugerem participantes de movimentos que integram a comissão, a partida entre o Brasil e o Uruguai deve ser suspensa.

“O movimento está preocupado com a segurança dos ativistas e a função da comissão é manter o diálogo. Faremos o encaminhamento de sugestões às autoridades estaduais e municipais, como manter a iluminação pública na Avenida Antônio Carlos e as câmeras do Olho Vivo ligadas”, afirma o promotor de Direitos Humanos Fábio Reis de Nazareth.

O movimento quer um encontro com o governador Antonio Anastasia e o prefeito Marcio Lacerda, para apresentar as pautas,  que abordam 10 temas, entre eles saúde, educação e transporte, inclusive com a revogação do aumento da passagem de ônibus, que voltaria a custar R$ 2,65. Outro pedido diz respeito à presença de pessoal e equipamentos do Corpo de Bombeiros e da saúde suficientes para atender eventuais feridos durante atos de protesto.

De acordo com o vice-presidente da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes), Gladison Reis, a convocação continua. “Muita gente tem intenção de ir ao Mineirão e queremos que nosso direito seja respeitado”, diz ele, defendendo apoio do time brasileiro. “Vamos pedir que os jogadores não entrem em campo, se a gente não tiver segurança nos protestos.”

Com mais de 83 mil apoiadores no Facebook, a página “BH nas ruas” sugeriu uma votação sobre para onde deveria seguir a manifestação no dia do jogo. Até o fechamento desta edição, 185 pessoas haviam escolhido fechar acessos do Mineirão, 36 optaram por seguir diretamente para o estádio e somente 18 sugeriram desviar a passeata para outros rumos. Pelo menos 10 destinos alternativos foram sugeridos pelos adeptos do Facebook, sendo os mais votados a Cidade Administrativa, Assembleia Legislativa e Prefeitura de Belo Horizonte.

A votação por múltipla escolha destoava do tom dos comentários postados no Facebook, que são assinados pelos responsáveis. Dezoito sugeriam destinos alternativos ao Mineirão, enquanto oito que mostravam a cara na internet e se diziam favoráveis a permanecer nas imediações do estádio. “Já basta o confronto de sábado, né, galera?”, dizia uma estudante. Fazia coro a aluna R. S., para quem ir ao estádio é arcar com o ônus da confusão. “Dá margem para baderneiros agirem e o movimento se enfraquecer.” Já o publicitário F.D. reforçava a necessidade de a “manifestação se manter distante do campo para fugir da guerra direta”.

Em entrevista por telefone, F. disse que preferia não ir, mas avaliou que será inevitável que os protestos se aproximem do Mineirão. “Só vai dar para saber no dia o que vai acontecer, porque não há líderes no movimento e as pessoas decidem tudo na hora.” Enquando a dúvida persiste, ontem em vários dos locais que foram alvo de vandalismo o dia foi de proteger fachadas com tapumes, diante do temor de mais destruição.

PM vai reforçar isolamento

Ao mesmo tempo em que ativistas se organizam, a Polícia Militar planeja sua ação para amanhã, trabalho que deve ser concluído hoje, segundo o chefe de comunicação da corporação, tenente-coronel Alberto Luiz. Ele disse que a PM vai preservar o perímetro de segurança no entorno do Mineirão, determinado pela Fifa (veja arte). Ele adianta que o policiamento vai ser reforçado ao longo da Avenida Antônio Carlos.

“Não vamos barrar ninguém, mas eles não poderão entrar na Avenida Antônio Abrahão Caram e nem no entorno do Mineirão”, disse. A PM pretende distribuir mais de 30 mil panfletos orientando manifestantes a manter distância dos vândalos. Uma mensagem também será direcionada aos pais, para que orientem seus filhos para uma manifestação pacífica e que evitem locais que ofereçam perigo.

FONTE: Estado de Minas.


NOSSA CAPA SERIA ASSIM

Estávamos preparados para registrar uma das maiores confraternizações cívicas nas ruas de Belo Horizonte. Dezenas de milhares de pessoas, incluindo famílias com crianças e até bebês, fizeram manifestação pacífica no Centro e uma caminhada igualmente ordeira até a Pampulha.Também iríamos destacar que japoneses e mexicanos, em harmonia, se juntaram a brasileiros para encher o Mineirão e ver o México superar o Japão por 2 a 1. Na Fonte Nova, mais festa: o Brasil venceu a Itália por 4 a 2, com gols de Fred (2), Neymar e Dante, sem grandes tumultos em Salvador.

Mas infelizmente, ficou assim

E somos obrigados a informar que, mais uma vez, vândalos e criminosos infiltrados na manifestação partiram para o confronto na barreira próxima ao Mineirão, atirando rojões e pedras contra a polícia, que reagiu com bombas de efeito moral e tiros de bala de borracha. Houve um grande enfrentamento na Avenida Antônio Carlos. A UFMG teve cercas arrancadas e o Exército foi acionado para protegê-la. Lojas foram depredadas.O conflito transformou num inferno a saída dos torcedores do estádio. Bandos promoveram ataques em outros pontos da cidade e a PM ocupou a Praça Sete, usando pela primeira vez o blindado %u201Ccaveirão%u201D e lançando bombas. Pelo menos 28 pessoas ficaram feridas, três delas ao caírem de um viaduto, e 19 foram presas. Agora fica a pergunta: qual capa faremos depois do jogo da Seleção Brasileira, quarta-feira, no Mineirão?

Capa 1

Capa 2

Capa 3

 

Começa em paz, termina em guerra

Manifestações em 100 cidades repetiram cenas de confronto

Brasília — Enquanto a Seleção estava em campo, na tarde de ontem, cerca de 100 cidades brasileiras eram tomadas mais uma vez por manifestações. Assim como ocorreu nos últimos dias, a maioria dos protestos começou de forma pacífica e acabou em tumulto, confronto com policiais e vandalismo. Em Salvador, onde o Brasil disputava a partida contra a Itália, a entrada de torcedores ocorreu tranquilamente graças a um cordão de isolamento feito em torno da Fonte Nova, mas a cidade protagonizou cenas de batalha na área externa e no Centro.

A  área próxima à Arena Fonte Nova foi cercada pelo batalhão de choque da Polícia Militar pela manhã, em um raio de 2km. A dificuldade de aproximação do estádio levou a um confronto entre alguns dos 1,5 mil manifestantes e policiais na região, com troca de bombas caseiras e de gás lacrimogêneo. Os grupos se dispersaram pela cidade, interrompendo algumas das principais pistas do Centro. Nesses locais, a polícia acompanhou o protesto a distância, garantindo que ele seguisse pacificamente. No início da noite, porém, houve novos confrontos. Seis pontos de ônibus foram depredados. O shopping Iguatemi, ponto de encontro da manifestação, fechou as portas por volta das 18h30 e esvaziou o prédio.

Três dias depois de 35 mil pessoas ocuparem a Esplanada dos Ministérios na marcha batizada de Acorda, Brasília!, um grupo estimado em 3,5 mil manifestantes voltou a protestar em frente ao Congresso Nacional. A mobilização, marcada via Facebook, tinha por objetivo protestar contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 37, que tira poderes de investigação do Ministério Público. Durante a marcha, outras pautas foram incorporadas.

Antes da passeata, os organizadores debateram estratégias para denunciar vândalos aos policiais, como sentar no gramado quando algum ato violento fosse iniciado. Mesmo assim, dois adolescentes e um adulto foram detidos por carregarem seis coquetéis molotov. Segundo os investigadores, eles pretendiam atirar os artefatos contra os 750 PMs que faziam a segurança do local. Assim como na última quinta-feira, grupos mais radicais ocuparam o espelho d’água em frente ao Legislativo.

Jovens mais exaltados jogaram água contra a tropa, posicionada em linha para proteger a entrada do Congresso. A situação ficou tensa quando vândalos arremessaram bombinhas na direção dos PMs. Baderneiros e ativistas quase entraram em confronto. Os primeiros queriam usar métodos violentos, enquanto a maioria tentava manter o caráter pacífico do ato.

Por volta das 17h, o grupo seguiu em direção ao Congresso Nacional, cantou o Hino Nacional e voltou para a rodoviária do Plano Piloto. Duas horas depois, a multidão desceu novamente o Eixo Monumental até se estabelecer no Congresso. Na pauta de reivindicações, os manifestantes pediam a aprovação da lei que torna a corrupção crime hediondo, a retirada de tramitação da PEC 37, a revisão de foros privilegiados (para que deputados e senadores sejam julgados pela Justiça comum), a cassação do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) e de mensaleiros como o deputado José Genoíno (PT-SP).

Com os anúncios de redução de tarifas de transporte público, demanda inicial dos manifestantes, os protestos de ontem começaram a ganhar  temas específicos, como a rejeição à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 37, que limita os poderes de investigação do Ministério Público.

A PEC seria votada nesta semana no Congresso, mas foi adiada por conta da pressão popular. As manifestações tendo a proposta como tema foram organizadas pelas redes sociais com evento intitulado Dia do Basta e ocorreram também em Goiânia, Anápolis (GO), Roraima, Lajeado (RS), Juiz de Fora (MG), Curitiba, Maceió, Aracaju, Teresina, Belém, Taubaté (SP) e Araraquara (SP).

FONTE: Estado de Minas.


Maioria dos manifestantes se mobiliza para barrar ataques de vândalos e ajudar Polícia Militar a prendê-los durante protestos

Milhares de pessoas voltaram a ocupar pacificamente a Praça Sete e outras regiões de BH. Houve tumultos isolados causados por vândalos e repudiados pelos manifestantes (ALEXANDRE GUZANSHE/EM/D.A PRESS)
Milhares de pessoas voltaram a ocupar pacificamente a Praça Sete e outras regiões de BH. Houve tumultos isolados causados por vândalos e repudiados pelos manifestantes

“Cara limpa, cara limpa”, gritaram os manifestantes, ontem, depois que um grupo de vândalos, com os rostos cobertos por camisas, quebrou a vidraça de uma loja de produtos naturais na Avenida Cristóvão Colombo, na Savassi, e furtou potes de suplementos alimentares. O pedido para um protesto sem violência fechou mais um dia de manifestações em Belo Horizonte, marcado pela concentração e passeatas de pelo menos 10 mil pessoas que começaram no início da tarde e terminaram à noite na Praça Sete, se estendendo para o Viaduto Santa Tereza, a Praça da Assembleia e outras regiões.

A Polícia Militar informou que também está atenta à atuação de vândalos durante as manifestações. Na noite de anteontem, por exemplo, 12 pessoas foram presas em flagrante por depredação, sendo nove com ficha criminal. E ontem houve novas prisões de suspeitos de crimes.

Os atos de violência durante os protestos, principalmente de criminosos infiltrados, são uma preocupação crescente de quem está indo às ruas da capital pacificamente por causas diversas. Mesmo sem uma estratégia conjunta para lidar com o problema, a ideia geral é abordar na hora quem pretende ou começa a agredir ou depredar.

Foi o que aconteceu na noite de ontem. Às 20h40, os manifestantes chegaram à Praça da Savassi. Após uma bandeira do Brasil ser pendurada em um poste, a multidão cantava o Hino Nacional, quando vândalos subiram a Cristóvão Colombo, em direção à Avenida do Contorno. Eles colocaram fogo em sacos de lixo na calçada e quebraram a vidraça da loja. Rapidamente, a multidão reagiu gritando: “sem vandalismo”.

Além dos apelos, um grupo correu para frente da loja e fez uma corrente humana de braços dados para impedir os saques. Nesse momento, manifestantes e vândalos entraram em confronto, mas, com a chegada de mais gente contrária às depredações, os criminosos fugiram. Quando a polícia chegou foi informada de que ali só havia manifestantes e que os baderneiros haviam corrido. Começou então o apelo da maioria para que outros manifestantes tirassem as camisas e máscaras dos rostos. Por volta de 21h, eles retornaram para a Praça Sete. Exausta pela caminhada, a maioria se sentou no chão e depois se dispersou aos poucos.

Na noite de terça-feira, manifestantes já haviam tentado sem sucesso impedir a ação dos encapuzados, que atacaram a sede da prefeitura, lojas, agências bancárias e ônibus e outros veículos,. prova de que a resistência ao vandalismo e á violência é crescente entre a maioria.

O que se viu ontem nas ruas e praças foi muita gente com os rostos pintados de verde e amarelo, bandeiras do Brasil, diversas reivindicações – do passe livre estudantil à destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para as áreas de educação e saúde e muitos cartazes condenando a violência.

“Vandalismo não me representa”, lia-se no cartaz erguido pelo estudante Pedro Cordeiro, de 17. “O pessoal tem um raiva contida da corrupção mais, mas os vândalos não nos ajudam a conseguir as mudanças que queremos. Falta liderança para motivar as pessoas a evitarem esse tipo de coisa”, analisa.

Repúdio
crescente

A empresária Alice de Faria, de 24, foi para a manifestação acompanhada do marido, o também empresário Hernane Afonso, 26, e dos filhos Rodrigo e Erick, de 6 e 3. Os quatro foram a todas manifestações, desde segunda-feira. “Esses casos de violência são isolados e envolvem pouca gente. Costumam ocorrer mais tarde, quando a maioria já foi embora. O pessoal tenta conter, mas acaba recuando, com medo de se machucar”, observa. “Isso acaba ofuscando a beleza do movimento, mas a gente que está na paz vai conseguir passar nossa mensagem”, disse a moça.

Emocionados, ela e Hernane choraram quando Erick, sentado nos ombros do rapaz, ergueu um cartaz com a inscrição “Eu mereço um país melhor” e foi ovacionado pela multidão em volta. “Ficamos emocionados. As crianças também têm o direito de lutar”, disse Hernane.

FONTE: Estado de Minas.

Mais 150 homens da Força Nacional

A Polícia Militar de Minas Gerais agora se prepara para reforçar o efetivo para o jogo de sábado no Mineirão, entre Japão e México, quando há previsão de nova manifestação. Ontem, o governador Antonio Augusto Anastasia (PSDB) fez um apelo para que os populares ajam de forma “tranquila e serena” nos protestos até o final da Copa das Confederações. Em caso de atos de enfrentamento, determinou ao Comando da PM que não “meça esforços” para garantir a segurança da população e do patrimônio público.

Em encontro na manhã de ontem entre Anastasia e a presidente Dilma Rousseff, ficou acertado que 150 homens da Força Nacional de Segurança vão atuar na capital no sábado sob o comando da PM mineira. Eles serão deslocados para o perímetro de segurança da Fifa, deixando os policiais militares livres para atuar nas manifestações previstas.

“O envio pelo governo federal de integrantes da Força de Segurança é um gesto simbólico, que demonstra o apoio da União ao esforço que o estado vem fazendo para garantir a segurança da população e dos próprios manifestantes. Trata-se de uma força especializada, bem treinada, que vai se somar ao nosso contingente policial nas ações para que as manifestações em Belo Horizonte transcorram de forma pacífica e ordeira”, afirma o comandante geral da Polícia Militar de Minas Gerais, coronel Márcio Martins Sant’Ana. À tarde, o comandante se reuniu com o governador para traçar novas estratégias para o ato programado no fim da semana. Além dos homens da Força Nacional, a previsão é aumentar o efetivo da PM para 9 mil policiais, três vezes mais que o usado na segunda-feira.

Em pronunciamento, o governador argumentou que “o sentimento das ruas não pode ser ignorado pelos governantes” e defendeu a “livre manifestação pacífica”. “Não podemos permitir, entretanto, que milhares de manifestantes que ocupam as ruas do país em manifestações pacíficas sejam confundidos com algumas pessoas que se misturam à multidão com o claro objetivo de criar confrontos, de provocar e atacar as forças de segurança e o patrimônio público, que pertence a toda a sociedade.” O secretário de Estado de Defesa Social, Rômulo Ferraz, esteve presente.

INQUÉRITO As imagens da manifestação de anteontem já foram reunidas pela PM e encaminhadas à Polícia Civil, encarregada de abrir inquérito para apurar quem são os possíveis líderes dos atos de vandalismo na Avenida Antônio Carlos. O coronel Márcio Martins Sant’Ana informou que as cenas foram encaminhadas também para a corregedoria da corporação com a finalidade de averiguar possíveis excessos cometidos por militares.

Sobre o uso de bala de borracha – proibido em São Paulo –, o comandante da PM argumentou que em Minas Gerais está mantido, mas para casos extremos. O coronel Sant’Ana negou a possibilidade de a PM usar os dois carros blindados para fazer uma barreira que impeça aos manifestantes ultrapassar os limites de segurança, permitidos pela Fifa, até o Mineirão. Entre as estratégias discutidas para sábado está também o uso de um carro de som para negociar com manifestantes em Belo Horizonte.

força nacional

Governo envia Força Nacional para 5 cidades-sede

da Copa das Confederações

O governo informou nesta terça-feira que enviará efetivos da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) para as cinco cidades-sede da Copa das Confederações com a intenção de reforçar a segurança e a ordem pública, em meio à onda de protestos que vêm agitando o país desde a semana passada.

O Ministério da Justiça informou em comunicado que os policiais serão enviados aos estados que solicitaram e que o tempo de permanência delas dependerá da decisão de cada governo estadual.

Segundo o comunicado, os reforços foram requisitados pelos governos do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Ceará e do Distrito Federal. A única sede que não solicitou a Força Nacional foi o Recife.

O Ministério da Justiça informou que o envio de reforços estava previsto antes dos protestos, mas não esclareceu porque o desembarque dos policiais nas cidades está ocorrendo apenas quatro dias após o início do torneio.

Apesar de o Ministério ter negado uma relação direta entre o envio de tropas e os protestos, o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, admitiu ontem que pediu apoio da Força Nacional para ajudar a conter os incidentes violentos que ocorreram em algumas manifestações.

Os protestos começaram na semana passada em São Paulo, exclusivamente contra o aumento nas tarifas do transporte público, mas acabaram se estendendo para outras cidades e revelando uma onda de descontentamento social em todo o país.

Os manifestantes exigem maiores investimentos na saúde e na educação pública e criticam a corrupção, o desperdício de recursos públicos e os gastos elevados do governo para organizar eventos como a Copa do Mundo de 2014.

Os protestos reuniram na segunda-feira cerca de 250 mil pessoas em 20 cidades e continuaram nesta terça-feira em São Paulo com a presença de aproximadamente 50 mil manifestantes.

Para a próxima quinta-feira foram convocadas novas mobilizações em várias cidades.

FONTES: Estado de Minas e Terra.



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