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Carro tem pane em linha férrea e acaba arrastado por trem na Região Central de MG

No veículo estavam cinco pessoas. Uma criança de dois anos e uma idosa de 76 ficaram gravemente feridas e foram levados para hospitais de Barbacena

O grave acidente entre um carro e um trem deixou quatro pessoas feridas na tarde desta segunda-feira na zona rural de Alfredo Vasconcelos, na Região Central de Minas Gerais. O automóvel apresentou um problema e desligou em cima da linha férrea. Um dos ocupantes desceu e tentou empurrar o veículo, mas não conseguiu evitar a batida. O carro foi arrastado por aproximadamente 400 metros. Uma criança e um idoso estão em estado grave.
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O acidente aconteceu por volta das 13h30. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o Prisma seguia do distrito de Pouso Alegre para Alfredo Vasconcelos quando o carro ‘morreu’ ao passar pelos trilhos. “O marido da motorista contou que desceu para empurrar o carro, mas não conseguiu evitar o acidente. O carro acabou arrastado por aproximadamente 400 metros”, afirma o sargento Jorge Almeida, que participou do resgate.
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No veículo, estavam quatro pessoas. Uma criança de 2 anos e outra de 4 estavam no banco de trás presas nas cadeirinhas. Porém, mesmo assim, sofreram ferimentos. A mais nova teve fratura exposta em uma das pernas e quebrou alguns dentes. Ela foi socorrida por uma ambulância da cidade. “Nós interceptamos o veículo no caminho, imobilizamos a criança e a transferimos para o Samu”, explica o sargento. Ela e a outra criança foram levados para a Santa Casa de Barbacena.
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Uma idosa de 73 anos também se feriu gravemente. Segundo o Corpo de Bombeiros, ela estava consciente, mas não conseguia falar nada. Possivelmente, ela estava em choque, segundo a corporação. Ela e a motorista foram levadas para o Hospital Regional de Barbacena. O marido da condutora não ficou ferido.
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A passagem não possui cancela. Moradores de comunidades próximas ao local reclamaram da falta de visibilidade no local. Segundo eles, esse foi o quarto acidente com trem na região neste ano.
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A MRS Logística, responsável pelo trem, informou que não houve problemas operacionais com a composição. Segundo a empresa, os faróis estavam acesos, os sinos estavam sendo acionados pelo maquinista e a velocidade estava compatível. Informou, ainda, que o trem pode chegar a 15 mil toneladas quando está cheio e a 3 mil toneladas vazio, por isso demora para frear totalmente.
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A empresa lamentou o acidente e informou que as reclamações dos moradores serão apuradas nos próximos dias.

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FONTE: Estado de Minas.


MOVE » Um teste de alerta
Para fugir de pane no metrô, milhares de passageiros correram para os ônibus do novo sistema, que não conseguiu absorver a grande demanda e precisou ser reforçado com cinco veículos articulados
Move
Veículo articulado deixou de embarcar muitos passageiros e houve empurra-empurra, por causa da superlotação na Estação São Gabriel no início da manhã de ontem (FOTOS EDÉSIO FERREIRA/EM/D.A PRESS)
Veículo articulado deixou de embarcar muitos passageiros e houve empurra-empurra, por causa da superlotação na Estação São Gabriel no início da manhã de ontem

Uma pane no sistema de informações do metrô de Belo Horizonte acabou servindo como um teste de fogo para o BRT/Move no segundo dia útil de operação do novo sistema. Mais do que cruzamentos invadidos por veículos e pedestres ou confusão por falta de sinalização e orientação comuns no dia anterior, bastou a velocidade dos trens do metrô ser reduzida de 60km/h para 25km/h na Linha 1 (Vilarinho/Eldorado) para que milhares de passageiros migrassem pela passarela da estação de integração São Gabriel das plataformas do metrô para as de ônibus. O sistema ficou saturado, com empurra-empurra nos embarques e passageiros deixados para trás por falta de lugar nos coletivos. Ontem, a reportagem do EM testou o desempenho de uma linha de bairro a bairro e de uma que leva até o corredor exclusivo do Move e constatou que o percurso sem baldeação é mais rápido.

Por causa da pane no metrô, a BHTrans teve de disponibilizar mais cinco veículos articulados para que as linhas 82 (São Gabriel/Savassi) e 83 (São Gabriel/Centro), Paradora e Direta, não entrassem em colapso. Segundo um especialista consultado pelo EM, nem se o Move estivesse operando com as todas as linhas troncais previstas conseguiria absorver o número de passageiros do metrô.

O defeito no sistema de sinalização do metrô ocorreu em pleno horário de pico, das 7h30 às 9h15, no trecho entre as estações Waldomiro Lobo e São Gabriel, informou a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU). Por causa da dificuldade de orientação, os maquinistas tiveram de reduzir a velocidade das composições por segurança.

Irritados com os atrasos e incomodados pelo abafamento gerado pela redução do sistema de ventilação, que funciona conforme a movimentação dos carros, os passageiros que chegaram à Estação São Gabriel viram no Move uma solução. Muitos encontraram a Estação Vilarinho com catracas fechadas por correntes, para que mais pessoas não entrassem nos trens, e também recorreram ao Move.

“Tenho de chegar à fábrica onde trabalho às 8h, mas acho que não vou conseguir”, lamentou a operária de confecção Eliane Aparecida Militão, de 38 anos, que aguardava a vez de embarcar no Move. “Aqui está tão tumultuado como no metrô. É mais uma opção, mas não está atendendo”, constatou. Normalmente, ela usaria o metrô pela Estação São Gabriel para ir de sua casa, no Bairro Nazaré, para o local de trabalho, no Funcionários, Centro-Sul da capital.

Por volta das 7h30, a partida de um veículo da linha 83D chegou a ser atrasada em cerca de dois minutos porque o excesso de passageiros impedia o fechamento de uma das quatro portas. “Se não apertar direito, não sai”, avisou um funcionário da BHTrans. Coletivos das linhas 82 (Estação São Gabriel à Savassi, passando pela área hospitalar) e 83P (mesmo trajeto da 83D, só que parando em oito estações na Avenida Cristiano Machado) também saíam com pessoas até encostadas nas portas. Filas extensas se formaram nas catracas.

RISCOS  O número de passageiros aglomerados nas plataformas foi muito superior ao registrado na segunda-feira e causou riscos, já que a multidão acabou se precipitando para a beirada da estrutura, muito perto de onde os ônibus articulados param. O problema é que não havia agentes de embarque ou avisos postados antes da linha amarela de segurança ao longo da plataforma, que foi ultrapassada como se não existisse.

Das janelas dos veículos passageiros reclamaram da superlotação fazendo gestos com os dedos. A grande quantidade de usuários, acima do esperado para as três linhas em operação, fez com que mais espaços fossem ocupados nas instalações ainda em obras, com movimentação de maquinário pesado, material de construção e operários.

Para o especialista em transporte e trânsito e professor da Fumec Márcio Aguiar, mesmo que o Move estivesse em pleno funcionamento, transportando as cerca de 700 mil pessoas por dia, não seria capaz de absorver a demanda do metrô. “O BRT é um sistema de média capacidade, que transporta uma quantidade razoável de passageiros (cerca de 150), enquanto cada vagão do metrô chega a transportar 250 pessoas, ou seja, até 1 mil quando estiver cheio”, calcula.

Mas o teste não programado teria servido para conhecer as limitações do sistema, avaliar a capacidade de resposta operacional e de introduzir mais ônibus em casos extremos. Os cinco carros adicionados pela BHTrans rodaram apenas durante o problema no metrô, segundo a empresa. Logo depois de a situação se contornada, a frota voltou a 18 coletivos.

Além dos passageiros que não haviam conseguido pegar o metrô, o BRT foi procurado por gente que queria ver se o sistema era boa alternativa aos ônibus BHBus.

Tumulto no Move foi provocado por falha no sistema de informação do metrô
Tumulto no Move foi provocado por falha no sistema de informação do metrô
 
FONTE: Estado de Minas.


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