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VEJA AQUI: VOLKS DIZ QUE FAZ 02 GOLS POR MINUTO!

Eles não descem do pedestal…

 

 (Evaristo Sa/afp)

Em entrevista de 45 minutos, Felipão e Parreira insistem em dizer que trabalho na Seleção foi perfeito e lamentam os seis minutos de apagão



 (Ricardo Moraes/reuters)


…ONDE ELES SONHAM SUBIR
Depois de 120 minutos sem balançar as redes, Argentina vence Holanda por 4 a 2 nos pênaltis e chega à sua quinta final, terceira contra Alemanha

A QUERIDINHA Se sentindo em casaApontada como a seleção mais simpática da Copa, a Alemanha é %u2018adotada%u2019 por brasileiros
Na baiana Santa Cruz de Cabrália, onde alemães estão hospedados, dança do Lepo Lepo e com os índios

Aplaudida de pé no segundo tempo da acachapante vitória por 7 a 1, terça-feira, no Mineirão, a Alemanha se tornou, ao longo do último mês, uma das seleções mais admiradas pelos brasileiros. Desde que desembarcaram no país – estão na vila de Santo André, na pequena Santa Cruz de Cabrália, no Sul da Bahia –, os alemães se revelaram verdadeiros relações públicas, deixando de lado o estereótipo da sisudez. 

Ontem, a Federação Alemã de Futebol (DFB, na sigla em alemão) fez mais uma demonstração de política de boa vizinhança. No começo da tarde, postou em sua conta no Facebook uma mensagem aos brasileiros. A entidade agradeceu a recepção e prestou solidariedade ao Brasil. “Sabemos como é doloroso perder uma semifinal no próprio país. Desejamos tudo de bom e o melhor para o futuro para vocês.”

Apesar de ser algoz das semifinais, a Alemanha criou forte relação com os brasileiros. Em um mês em Santa Cruz de Cabrália, os jogadores dançaram com os índios, que foram levados ao CT para uma apresentação, tiraram fotos com policiais, aprenderam a soltar pipa, jogar capoeira e a dançar o Lepo Lepo, hit do Carnaval. E ainda receberam e retribuíram o carinho de crianças, moradores e funcionários do hotel. 

Curiosamente, durante as oitavas de final entre Brasil e Chile, no Mineirão, a Federação Alemã divulgou um vídeo de Schweinsteiger e Podolski torcendo pelos anfitriões, abraçados à bandeira brasileira e comemorando com empregados do hotel. Dentro de campo, terça-feira, no Mineirão, a simpatia foi deixada de lado. Para os cerca de 5 mil torcedores alemães presentes, os jogadores também fizeram um gesto de gentileza: muitos deles voltaram ao gramado, cerca de uma hora depois da partida, para cumprimentar a torcida, que permaneceu nas arquibancadas cantando e comemorando o triunfo. 

TRANQUILIDADE A Alemanha voltou para o Sul da Bahia na noite de terça-feira e teve dia de folga ontem, no resort construído para receber a delegação. Durante a tarde, os jogadores assistiram ao jogo entre Argentina e Holanda. “Quem será o oponente de domingo?”, escreveu o atacante Podolski. Um dos destaques da vitória sobre o Brasil, o armador Toni Kroos postou uma foto descansando e mostrando quatro dedos, em alusão à chance do tetracampeonato alemão que estará em jogo no Maracanã contra a Argentina.

FONTE: Estado de Minas.

 

 


Dilma enfrenta uma situação nova: com a possibilidade de uma disputa em dois turnos mesmo estando hoje em vantagem nas pesquisas, a reeleição subiu no telhado

O Gato Subiu no Telhado 990

A candidatura à reeleição da presidente Dilma Rousseff enfrenta um momento crítico. Não é por causa do movimento “Volta, Lula!”, que entrou em convulsão com a CPI da Petrobras e a Operação Lava a Jato, mas por causa das pesquisas de opinião, que registram queda gradativa das intenções de voto da candidata petista (de 44% para 38%, segundo o Datafolha) e, mais ainda, da avaliação de seu desempenho no governo (63% dizem que Dilma fez menos do que esperavam, revelou a mesma pesquisa). Até recentemente considerada favorita absoluta nas eleições deste ano, Dilma enfrenta agora uma situação nova: com a possibilidade cada vez maior de uma disputa em dois turnos, por uma série de razões, mesmo estando hoje em vantagem nas pesquisas, a reeleição subiu no telhado. Vejamos as razões:


A economia vai mal Previsões de que a inflação deste ano deve ultrapassar 6,5%, acima do teto da meta, que é de 4,5%, tiram o sono de Dilma Rousseff. Especialmente porque a taxa de crescimento continua baixa, e elevar ainda mais os juros pode jogar o país numa recessão. A contenção de tarifas públicas – conta de luz e passagens de ônibus, além da gasolina – para segurar a inflação já é vista como uma bomba-relógio pelos analistas e começa a ser denunciada pelos candidatos adversários. Além disso, a condução da política econômica afasta grandes investidores de projetos de infraestrutura e outros negócios. A ponto de o Palácio do Planalto vazar a informação de que o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, está escalado para substituir o ministro da Fazenda, Guido Mantega, antes mesmo do pleito, se for preciso. Trata-se de uma tentativa de recuperar a confiança do mercado.

Petrobras no pelourinho A CPI da Petrobras é uma pedra no sapato do governo, com ingredientes explosivos por causa da sucessão de fatos que vinculam o doleiro preso Alberto Youssef ao ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, também em cana, e ao deputado André Vargas (sem partido-PR) e alguns petistas. O parlamentar se desfiliou do PT na sexta-feira, mas arrastou para o olho do furacão o candidato a governador de São Paulo Alexandre Padilha (PT), que é o principal palanque regional de Dilma. Como essas denúncias são resultados de vazamentos de investigações da Polícia Federal, mesmo que o governo consiga domar a CPI da Petrobras isso não significa que se verá livre de novos escândalos.

A violência nas ruas Por mais que o Planalto jogue o problema no colo dos governadores, aliados ou não, o tema da violência tende a desgastar o governo federal, quando nada pelo trabalho insuficiente para desmantelar as redes de tráfico de armas e de drogas. Nas cidades, além dos conflitos com o crime organizado, às vésperas da Copa do Mundo, a inquietação social também se ampliou, com a multiplicação de atos de vandalismo e confrontos violentos com policiais encarregados de garantir a ordem pública por causa de problemas nas áreas sociais: transportes, saúde, habitação. O governo prometeu soluções e não as entregou. Dilma tenta manter a bandeira da ordem em mãos, mas não se faz isso sem combater a violência.
Aliança com o PMDB Deve-se ao vice-presidente Michel Temer, principalmente, a manutenção da aliança do PMDB com o PT, o que garantirá à presidente Dilma, com os demais aliados, o dobro do tempo de televisão de que disporão os adversários do PSDB, o senador Aécio Neves (MG), e do PSB, o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos. Entretanto, nos estados, a tensão entre PT e PMDB continua grande, principalmente no Rio de Janeiro e no Ceará, que sempre marcharam com o PT. O resultado disso é que as dissidências do PMDB estão fortalecendo os palanques de Aécio e de Eduardo na maioria dos estados.

A unidade do PSDB Aécio conseguiu unir o PSDB em torno da candidatura dele, isolando o ex-governador paulista José Serra, seu desafeto interno, com quem pode até vir a compor a chapa se depender das articulações do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Além de subir o tom dos ataques contra o governo, com auxílio de Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central , Aécio ampliou a interlocução com setores empresariais descontentes com a política econômica de Dilma. Simultaneamente, busca atrair partidos da base governista. Os estrategistas de Dilma contavam com a divisão do PSDB, principalmente em São Paulo, o que não ocorreu.

A terceira via  Outra pedra no sapato de Dilma Rousseff é Marina Silva, cuja candidatura presidencial conseguiu inviabilizar. A ex-petista se filiou ao PSB e acaba de consolidar a chapa de Eduardo Campos ao assumir a condição de vice, como havia anunciado. Além disso, Dilma empurrou o candidato pernambucano para o campo da oposição no segundo turno, mesmo que ele fique fora da disputa. A inclusão do Porto de Suape no espectro de investigações que o PT pretendia adicionar à CPI da Petrobras foi um erro estratégico do Planalto, provocado pela bancada petista de Pernambuco.

Diante desse quadro, as fichas de Dilma para reverter a queda nas pesquisas serão apostadas no pronunciamento em rede de tevê e rádio que ela pretende fazer para comemorar o Primeiro de Maio, e no programa de televisão do PT que vai ao ar no dia 15, quando, novamente, aparecerá ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Essas variáveis acima, porém, não serão alteradas somente no gogó.
Luiz Carlos Azedo, no Estado de Minas.


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