Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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Celulares já mataram 23 no Brasil: especialistas apontam principais vilões na hora do carregamento

Caso de adolescente morta por explosão assustou usuários de smartphones pelo mundo. Em 2018, foram registrados 41 acidentes, dois deles em Minas. Produtos piratas e superaquecimento podem causar problemas graves


A morte de uma adolescente de 14 anos no Cazaquistão por causa da explosão da bateria de um celular, que ela deixou embaixo do travesseiro, chamou a atenção dos brasileiros por causa dos riscos envolvendo os aparelhos. Em 2018, 23 pessoas morreram no país em 41 acidentes envolvendo carregadores. Os números são da Associação Brasileira de Conscientização dos Perigos de Eletricidade (Abracopel). Em Minas Gerais, foram registrados dois incêndios, mas sem mortes. Especialistas alertam que as pessoas precisam estar atentas a uma série de fatores na hora de carregar os smartphones e apontam quais são os maiores riscos.
Sediada em São Paulo, a Abracopel trabalha para identificar as causas do aumento no número de ocorrências envolvendo celulares no Brasil. “Em 2016 nós registramos um acidente, em 2017 dois, e em 2018 começamos o ano com diversos acidentes. A coisa subiu assustadoramente e foi quando começamos a avaliar, verificar o que está acontecendo. Ainda é pequeno se considerar o número de celulares no país, mas vem aumentando vertiginosamente”, explica o engenheiro eletricista e diretor-executivo da Abracopel, Edson Martinho.
Com base nas ocorrências levantada pela associação, Martinho aponta um conjunto de fatores. “O primeiro deles é a utilização de carregadores não originais. Os mais simples, que são os mais baratos, retiram um dispositivo de segurança. Se houver aquecimento, excesso de corrente ou pico, pode levar o celular a aquecer demais, explodir ou transferir a tensão para o aparelho”.
Nas ruas de Belo Horizonte e outros municípios, não é difícil encontrar ambulantes ou pequenas lojas comercializando acessórios piratas para smartphones, principalmente os cabos e carregadores. Para explicar a diferença entre os equipamentos originais e os alternativos, o diretor da Abracopel faz uma analogia com as caixas d’água. “Ela tem uma boia e, quando chega no topo, fecha a entrada de água e não transborda. O carregador do celular é um limitador de corrente. Quando vai chegando ao final do carregamento, ele vai diminuindo a carga dentro da bateria”. É possível observar que quando um celular está  conectado à tomada há um aumento de temperatura, mas quando a carga é completa o equipamento esfria. Segundo Martinho, os carregadores pirata sem a limitação de corrente continuam mandando eletricidade para o aparelho, daí o perigo da sobrecarga.
“Dentro do nosso universo de acidentes, computamos vários envolvendo colocar e retirar da tomada com os pés descalços, e tem as baterias ou carregadores não originais com aquecimento excessivo. A bateria é uma bomba relógio. Aquilo vai esquentando, não tem por onde dissipar o calor e vira uma bomba”, relata o engenheiro eletricista, que também ressalta que é preciso ter cuidado com a rede dos imóveis. “A parte elétrica tem que ser sempre revisada, a cada cinco anos pelo menos, não só por causa do celular, mas todos os equipamentos”, enfatiza.
Na ocorrência no Cazaquistão,  Alua Asetkyzy Abzalbek, que morava em Bastobe, dormia na hora do incidente. De acordo com informações do Daily Mail, a adolescente foi para a cama escutando música. A perícia detectou que uma sobrecarga foi a causa do acidente: o telefone estava conectado à tomada e esquentou até explodir perto da cabeça da adolescente.
Em maio do ano passado, celular carregando sobre a cama explodiu, incendiou casa e deixou idosos feridos em Belo Horizonte

Atenção à bateria

O engenheiro de Segurança do Trabalho da Cemig, Demétrio Aguiar, destaca que a bateria do celular, principalmente em aparelhos antigos, pode colocar o usuário em risco. “O aparelho tem uma vida útil. Existe a obsolescência programada, porque daqui a dois anos vai surgir um modelo melhor. A bateria, que duraria um dia ou um dia e meio começa a durar três ou quatro horas. Só que algumas baterias não trocam, ficam dentro do aparelho, e tem também o shopping popular que importa bateria parecida ou paralela que não tem o mesmo controle do fabricante, tem expectativa menor, não vai funcionar direito”, analisa.

Ele cita uma situação comum na rotina de usuários de todas as idades atualmente. “A pessoa fica na rede social muito tempo, liga o carregador, troca de mão porque está muito quente. A bateria tem uma quantidade significativa de energia porque o processamento dos aparelhos modernos é muito intenso, é um minicomputador poderoso”, diz. “Os elementos ficam prensados dentro da cápsula que é a bateria e tudo que é aquecido se dilata. Pode ocorrer deformação dessa bateria a ponto de não conter os elementos químicos dentro e explodir. Ela pode provocar um curto entre os polos que produzirá centelha suficiente para pegar fogo. A explosão em si já tem o efeito mecânico de projeção do produto químico atingindo o rosto e as mãos da pessoa. Pode ter queimadura pelo fogo e pelo elemento químico. Pode ser uma queimadura grave”, explica Aguiar.

Cuidado com as tomadas

Além de procurar usar assessórios originais e evitar “esquecer” o aparelho conectado por longas horas ou durante o sono, Demétrio Aguiar alerta que é preciso se preocupar com onde o smartphone será carregado, principalmente em locais públicos, como shoppings e aeroportos. Tomadas com defeitos e instalações elétricas de má qualidade podem danificar o aparelho, causar choques ou incêndios. “A instalação elétrica tem que ser revisada, com materiais de boa qualidade. Já precisei de tomada de aeroporto, você conecta ali e está tão bambo que parece que colocaram algo nos pinos, fica mal conectado. Há casos em que a pessoa fica segurando o carregador com uma mão e o aparelho na outra (na tomada).  Quando a tomada está com mal contato ele dá ‘curto’ várias vezes. Isso provoca mal funcionamento do carregador”, avisa.
Assim como Edson Martinho, da Abracopel, Aguiar reforça que a rede elétrica e as tomadas precisam de manutenção periódica. Ele ainda recomenda a instalação de um Diferencial Residual (DR) no quadro de energia das residências. Ele desliga o circuito ao detectar fugas de corrente elétrica, evitando que as pessoas levem choques.

Veja o que evitar na hora de carregar o celular

– Usar o aparelho ligado à tomada: principalmente em caso de tempestades com descarga elétrica, o usuário pode levar um choque, assim como quando sai do banheiro ou da piscina descalço e/ou com o corpo molhado. O mesmo vale para o carregador portátil (power bank). O uso do celular conectado à tomada pode gerar um superaquecimento e até explodir a bateria. Se precisar usar, desconecte o aparelho. Também evite as extensões
– Carregar o celular em lugares com água ou objetos inflamáveis: não se pode deixar o celular carregando sobre superfícies em contato com a água, como banheiros e cozinhas, e propícios a incêndios, como as camas, banco do carro, perto de cortinas, objetos de madeira ou outros que propaguem fogo. Escolha superfícies lisas e em locais arejados
– Usar acessórios piratas: os produtos não costumam ter itens fundamentais para a segurança de quem usa e não têm controle de qualidade. Falhas internas podem gerar curto circuito e o barato acaba saindo caro
– Carregar o celular com a capinha: a capa dos aparelhos acaba fazendo o papel de um cobertor, impedindo a troca de temperatura do aparelho com o ambiente, resultando em superaquecimento, que pode causar incêndio ou explosão
– Usar celular muito aquecido: alguns aparelhos costumam esquentar durante o uso, mesmo sem estar conectados a um carregador. Nesse caso, a pessoa pode usar um app que suspende ações em segundo plano. Se não resolver, desligue o aparelho, tire a capinha ou até retire a bateria se possível. Quando a temperatura normalizar, volte a usar
– Tomadas com defeito: o contato pode danificar o aparelho ou causar choque elétrico

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FONTE: Estado de Minas.


Daniela Escobar quase perde a mão por levar mordida de gato: entenda!

Professora da Escola de Veterinária da UFMG explica que mordidas de cachorros e de gatos são perigosas

A atriz Daniela Escobar passou por um perrengue nesta semana. Ela foi mordida por seu gato de estimação e, pelas redes sociais, contou que quase teve que amputar a mão. O portal O TEMPO, então, procurou saber: a mordida do felino é tão perigosa assim?

De acordo com Junia Maria Cordeiro Menezes, professora da Escola de Veterinária da UFMG, as mordidas de cachorros e gatos são perigosas. “Os dentes desses animais podem provocar uma ferida profunda. As bactérias que estão na boca desses bichos podem causar infecção”, explica. “Por isso tem que procurar o médico imediatamente”, afirma.

A professora Junia Menezes chama atenção para uma coisa: mesmo que os animais pareçam saudáveis e sejam vacinados, a mordida deles pode provocar infecções graves, e a pessoa pode ter paralisia no membro ferido, correndo o risco de ter que amputá-lo.

O que fazer caso seja mordido?
– Lave bem o local da mordida com água e sabão;
– Procure atendimento médico imediatamente;
– Procure saber se o animal é saudável e olhe se ele tem alguma ferida no corpo. Informe ao médico esses detalhes.

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Meu amor pelos meus gatos é incondicional, mas passei por uma situação que nunca pensei. Imagina o médico te dizer que é possível você perder sua mão em apenas alguns dias?? Uma mordidinha de gato pode causar isso. Meu gato que já tem 5 anos e é a mais dócil das criaturas, dormia profundamente embaixo da mesa quando inventei de fazer um carinho na cabecinha dele. Num susto e reflexo muito rápido mordeu minha mão. Pra ser objetiva, na saliva de 90% dos gatos, mesmo os saudáveis e vacinados como os meus, existe uma bactéria, que em poucas horas vai paralisando seus dedos ate ficarem roxos, gangrena, e pode ser necessário amputar os dedos ou até a mão se não medicar com antibióticos imediatamente. Os médicos me explicaram que é a defesa natural deles. Que é muito comum e o perigo é se não medicar imediatamente. Minha mão doía de chorar, em 24hs meus dedos estavam duros e não mexiam, foram quatro dias de injeções, hospital, e muita meditação porque nem fechar o botão das calças eu conseguia sozinha porque foi justo na mão direita… Eu vomitava o antibiótico porque não estou acostumada a toma-los. Então precisava ser injeção. As fotos acima foram das primeiras horas após… Depois não consegui mais nem pegar o telefone… Ainda estou sob a medição que precisa ser por 10 dias…😬 Os movimentos já estão quase restaurados mas a mão ainda dói… Acidente infeliz. Coisas da vida pra nos fazer ficar longe do telefone, foi minha conclusão… As vezes a vida nos força a focar no que é mais importante para o nosso momento. As vezes só entendemos quando dói mais na carne do que na alma… 😉

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FONTE: O Tempo.


Uso de celular plugado na tomada já provocou oito mortes em 2018

Perigo também existe quando dispositivo é carregado no computador

É muito comum ver as pessoas usando celulares ou tablets enquanto suas baterias estão sendo carregadas, conectados à tomada ou ao computador. A prática, apesar de habitual, traz sérios riscos. Na semana passada, um adolescente de 16 anos morreu no Ceará depois de receber uma descarga elétrica ao atender o celular no momento em que ele estava plugado no computador por meio de um cabo USB.

O caso no Ceará não é o único no país. Dados da Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel) apontam que o número de mortes em situações como essa mais do que dobrou em 2018 em relação à soma dos últimos três anos. Neste ano, foram registradas oito mortes no país. Em 2017, 2016 e 2015, houve apenas um óbito a cada 12 meses.

Segundo especialistas, o perigo existe e está sobretudo em falhas de componentes. “Se há um defeito, a corrente elétrica pode passar mais forte do que deveria, podendo transferir até 220 V, o que pode causar um acidente fatal”, explica o engenheiro elétrico Edson Martinho, diretor da Abracopel.

Segundo ele, isso acontece, geralmente, pelo uso de bateria ou carregador não originais – tecnicamente incompatíveis com o modelo do aparelho, deterioração dos componentes, uso de dispositivos conectados à tomada quando se está descalço ou molhado; ou durante a ocorrência de raios.

A preocupação de não conseguir carregar a bateria do celular colocou em risco a vida do recepcionista Lucas Albert, 23. “Comprei um carregador pirata porque tinha pressa. Estava descalço quando coloquei o celular na tomada e levei um choque. Consegui soltar a tempo, mas o carregador pegou fogo”, conta.

Para o engenheiro eletricista Carlos Gustavo Castelo Branco, professor de instalações elétricas prediais da Universidade Federal do Ceará (UFC), outro fator importante são as instalações elétricas dos imóveis. “Muitas estruturas não possuem aterramento nem dispositivos que evitem falhas de isolamento elétrico – que desliguem a energia em caso de curto-circuito”, afirma. Ele ressalta que, nesses casos, até mesmo um carregador original pode trazer riscos.

Superaquecimento é uma ameaça

Além dos choques, também já foram registradas queimas e explosões de celulares e tablets plugados na tomada. “É normal que o aparelho aqueça, por causa da corrente elétrica passando”, explica o engenheiro eletricista Carlos Gustavo Castelo Branco.

“Mas, se ele se aquece de maneira demasiada, ao ponto de o contato com o celular não ser suportável, aí pode significar uma possível avaria na bateria: ela pode estar em curto circuito ou ter alguma falha interna”, diz.

Nesses casos, o especialista alerta que se deve isolar o componente (a bateria) e substituí-lo se for necessário. “É indicado também levar o dispositivo até a assistência técnica para análise”, diz.

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Perigo. Carregador de celular que estava ligado na tomada pegou fogo

Flash

Fatal. Segundo a Abracopel, em 2017 foram registrados 599 óbitos por energia elétrica. No ano anterior, esse número foi de 627.

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FONTE: O Tempo.


Malandragem: pneus frisados

Boris Feldman

Você vai ao borracheiro para consertar um pneu furado. Depois do reparo, ao colocá-lo de volta no automóvel, ele observa: “Olha aqui, doutor, esses dois pneus traseiros estão bastantes gastos, na hora de trocá-los”. Se você concorda, ele vem logo com uma sugestão: “Eu tenho dois aqui usados, da mesma medida, em ótimo estado. Pela metade do preço do novo”. Você desconfia, pede para dar uma olhada e os pneus aparentemente estão em bom estado, com os sulcos de boa profundidade na banda de rodagem.

Entretanto, pode apostar que são grandes as chances de uma picaretagem envolvida nesta oferta. Em princípio, não se compra pneu usado, pois são vários os problemas “invisíveis” que podem aparecer a curto prazo. Para começo de conversa, um acidente pode ter danificado a carcaça e o borracheiro o submeteu a um conserto pouco recomendável aplicando um “manchão” interno que não será facilmente percebido. Tão perigoso quanto este conserto é uma outra condenável operação que aprofunda os sulcos do pneu que já estava quase completamente “careca”. Para se conseguir uma “sobrevida”, o borracheiro entra em ação com um ferro especial aquecido e aprofunda os sulcos que já estavam quase sumindo. Numa olhada rápida, não se percebe o malfeito e tem-se a impressão de que o pneu ainda rodaria mais alguns milhares de quilômetros. É o que se chama de “frisagem”, um perigo que pode não durar mais que alguns quilômetros e colocar sua vida em risco. Não caia no conto do pneu frisado em hipótese alguma.

Borracheiro “malandro” costuma argumentar que a operação de frisagem não envolve risco pois até existe oficialmente para pneus de muito maior responsabilidade, de veículos pesados. Qual o problema de se fazer o mesmo nos automóveis?

Aí é que está a malandragem: pneus para ônibus e caminhões são projetados e fabricados para serem refrisados. Tanto que vem gravado “regroovable” na banda lateral, que em inglês significa “ressulcável”. Entretanto, é uma operação que jamais deve ser feita em pneus para automóveis

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FONTE: Hoje Em Dia.


Homem é preso injustamente décadas após ter identidade roubada

Tudo começou em 1997, quando José Délcio dos Santos foi assaltado. Em 2000, um homem foi preso em flagrante por furto no Acre usando nome dele.

Veja, abaixo, como se prevenir de fraudes.

Documentos
Um homem, um dia, do nada, foi detido pelas autoridades sem saber por que e passou a ser tratado como culpado de um crime, sem saber qual. Essa obra, chamada “O processo”, retrata uma situação tão absurda, tão perturbadora que o sobrenome do autor, o tcheco Franz Kafka, acabou originando um adjetivo: uma situação kafkiana é absurda, surreal. Como a história vivida pelo cidadão brasileiro José Délcio dos Santos.

O tão esperado abraço dos irmãos. Era tudo o que José Délcio precisava, depois de passar sete dias na cadeia. Injustamente. “Graças a Deus acabou”, comemora.

José Délcio foi preso no sábado (16) quando tentava fazer uma nova via da carteira de identidade. Ele precisava do documento mais atual porque está prestes a se aposentar. O metalúrgico trabalha desde os 14 anos; depois de quase quatro décadas anos, estava na hora de descansar. Mas em vez do RG novo, ele encontrou um mandando de prisão e acabou sendo levado para uma delegacia em Osasco, na Grande São Paulo.

Tudo começou em 1997, quando ele foi assaltado. O bandido levou o carro e os documentos, inclusive a identidade. Em 2000, um homem foi preso em flagrante por furto no interior do Acre. Ele usava o nome de José Délcio dos Santos.

A identidade tinha as mesmas informações do verdadeiro José Délcio, que nasceu em Monte Castelo, no interior de São Paulo. Mas a foto era do ladrão.

O delegado da época desconfiou que a identidade fosse falsa. E acionou o Instituto de Identificação do Acre. Ele enviou as impressões digitais do preso, pediu uma perícia e uma consulta aos arquivos da polícia de São Paulo.

Menos de um mês depois, o Instituto de Identificação do Acre respondeu dizendo que as informações de José Délcio dos Santos conferiam com os arquivos do instituto acreano.

O falso José Délcio ficou preso por pouco tempo, 24 dias para ser exato. Como o Instituto de Identificação do Acre atestou que a identidade encontrada com ele era válida, o processo na justiça contra o ladrão correu. E ele foi condenado com a identidade do José Délcio. Por isso, a justiça do Acre expediu um mandado de prisão. E aí que sobrou pro verdadeiro José Délcio, o que mora em São Paulo.

“A Justiça às vezes é um pouco lenta. Tive medo de passar meses, anos até ser comprovado”, ele conta.

O advogado dele pediu um exame para comparar as impressões digitais dos dois Josés. E a conclusão foi óbvia: as impressões são de pessoas diferentes. A prova foi enviada para a Justiça do Acre, que revogou a prisão de José Délcio. “Confirmou-se que realmente se trata de pessoa injustamente presa”

No dia em que José Délcio, o verdadeiro, completa 53 anos de idade, ele ganhou melhor presente. Mais do que justo. “Presente maior vai ser quando eu ver minha família, minha esposa, minha filha e minha neta. O resto é continuar a vida. Espero que isso nunca mais me aconteça, nem a ninguém de bem”.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo disse que precisa do número do protocolo do pedido sobre a identidade de José Délcio dos Santos para verificar se foi ou não acionada pelo instituto de identificação do Acre naquela época.

O instituto de identificação do Acre Afirma que tomou conhecimento do caso nesta sexta-feira (22) à tarde, que não há tempo hábil suficiente para fazer um juízo de valor sobre o que aconteceu e que vai ter uma resposta mais precisa na próxima semana. Agora, a polícia volta a procurar o homem que se fez passar por José Délcio dos Santos.

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Saiba como proceder em caso de perda ou roubo de documentos no carnaval

CDL/BH e Serasa Experian oferecem serviços para evitar fraudes com documentos perdidos ou roubados. O mais importante é registrar um boletim de ocorrência na polícia e procurar a ajuda de um dos órgãos para reduzir o risco de fraudes

Durante o feriado de carnaval as ocorrências de perda e roubo de documentos e cheques são comuns. Caso isso aconteça, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) oferece o SOS Cidadão, serviço que impede que eles sejam usados indevidamente em qualquer lugar do Brasil.

Um serviço parecido é oferecido também pelo Serasa Experian para reduzir o risco de fraudes. Em caso de perda ou roubo de documentos, o consumidor deve procurar uma delegacia de Polícia Civil e fazer um boletim de ocorrência. No caso de cheques, o cancelamento deve ser feito junto ao banco. Se for um cartão, a administradora deve ser informada.

Após os procedimentos, a pessoa tem duas opções para procurar apoio. O consumidor pode registrar o caso no SOS Cidadão através do telefone 31 3249-1919, evitando que eles sejam usados indevidamente no comércio. A CDL/BH explica que o consumidor tem até sete dias para comparecer ao local para apresentar o BO comprovando a perda ou roubo. Caso ele não compareça no prazo, o registro é retirado automaticamente.

A CDL/BH fica na Avenida João Pinheiro, número 495, no Bairro Funcionários, Região Centro-Sul de BH. O atendimento para registro de perda ou roubo de documentos é feito de segunda a sexta-feira de 8h às 12 e de 14h às 18h.

Quem perder o documento também pode procurar o Serviço de Documentos e Cheques Roubados da Serasa Experian. O registro de folhas de cheques e documentos (como identidade, carteira de trabalho, CPF, carteira de habilitação e título de eleitor) pode ser feito de maneira prática e segura pela Interne (clique aqui) ou pelo telefone da Central de Atendimento ao Consumidor, no número (11) 3373 7272, que funciona os 7 dias da semana, das 8h às 20h.

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FONTE: G1 e Estado de Minas.


Para clarear pele, mulheres da Costa do Marfim usam produtos perigosos

Em abril, país criou lei que proíbe produtos que prometem clarear pele.
Apesar disso, mulheres continuam buscando esse tipo de tratamento.

 Foto de maio de 2015 mostra mulheres da Costa do Marfim que usam cosméticos para clarear a pele  (Foto: AFP Photo/Sia Kambou)
Foto de maio de 2015 mostra mulheres da Costa do Marfim que usam cosméticos para clarear a pele

Com apenas 26 anos, a pele de Fatou tem manchas devido ao uso de camadas e camadas de creme para clareamento. Alguns até a chamam de “salamandra”, em referência ao anfíbio cheio de pintas.

Mas nada desencoraja a cabeleireira da Costa do Marfim de usar o creme para clarear a pele em sua busca incessante por um rosto mais pálido. “Eu adoro pele clara”, diz Fatou. “Não consigo parar.”

Muitas mulheres do país africano – assim como cada vez mais homens – usam cremes com substâncias químicas perigosas para despigmentação, apesar dos esforços do governo para banir a prática.

No fim de abril, o país proibiu os cremes de clareamento por causa dos efeitos negativos para a saúde, que vão de manchas brancas e acne até câncer. Esse tipo de cosmético também pode estar associado ao surgimento de pressão alta e diabetes, de acordo com o professor Elidje Ekra, do Hospital Universitário Treicville, da cidade de Abidjan.

Os produtos banitos incluem cremes que contêm mercúrio, alguns esteróides, vitamina A e níveis de hidroquinona acima de 2%. A hidroquinona é usada frequentemente em fotografia preto e branca e é banida como um ingrediente para clarear a pele na Europa, já que é considerada potencialmente carcinogênica.

Os perigos não parecem assustar os consumidores, porém.

 Mulher de Abidjan, na Costa do Marfim, usa produtos para clarear a pele  (Foto: AFP Photo/Sia Kambou)
Mulher de Abidjan, na Costa do Marfim, usa produtos para clarear a pele

Mulheres que brilham à noite
Não há estatísticas disponíveis, mas os “tchatchos”, ou aqueles com pele clareada, são reconhecidos frequentemente por seus dedos e cotovelos mais escuros e passaram a ser onipresentes em Abidjan.

O comércio continua vendendo produtos clareadores porque sabem que as pessoas continuam comprando, apesar dos riscos.

“Sabemos que nossos produtos clareadores são perigosos”, disse um executivo de uma empresa de cosméticos da Costa do Marfim. Mas ele considera que banir os produtos é ainda mais perigoso, pois estimularia as pessoas a fabricarem seus próprios produtos. “Pelo menos, sabemos a composição.”

Outdoor em Abidjan, na Costa do Marfim, anuncia produto para clarear pele  (Foto: AFP Photo/Sia Kambou)
Outdoor em Abidjan, na Costa do Marfim, anuncia produto para clarear pele

Algumas mulheres dizem que é a pressão da sociedade, especialmente dos homens, que as força a clarear a pele. “São os homens que pressionam as mulheres a se tornarem mais claras”, diz Marie-Grace Amani, que tem clareado sua pele há 4 anos.

A ministra da Saúde da Costa do Marfim, Raymonde Goudou Coffie, concorda. Os homens do país “amam as mulheres que brilham à noite”, disse à AFP.

Medida ainda não foi efetiva
Três meses depois que a nova lei foi implementada, os salões de beleza ainda estão fazendo propaganda de produtos clareadores. Sabonetes clareadores com nomes como “Brilho e branco” e “Branco do corpo” não deixam dúvida sobre seu objetivo.

Produtos ara clarear a pele são vendidos em loja de Abidjan, na Costa do Marfim  (Foto: AFP Photo/Sia Kambou)
Produtos ara clarear a pele são vendidos em loja de Abidjan, na Costa do Marfim

“Depois de despertar a consciência, passaremos para a próxima fase, de remover os produtos do mercado”, disse a ministra Coffie.

Enquanto isso, rostos com a pele clareada continuam a proliferar em outdoors de Abidjan. Ekra diz que a lei que proíbe os produtos, apesar de ser uma ótima iniciativa, ainda é inócua. “Vemos mulheres na televisão nacional que usam esses produtos corrosivos”, diz Ekra.

A prática de clarear a pele não é presente apenas na Costa do Marfim, mas disseminada em vários países da África e em muitas regiões da Ásia.

FONTE: G1.


Menor rouba correntinhas no Centro e é agredido pela população
O garoto, de 14 anos, chegou a perder um dente e precisou ser levado para a UPA Centro-Sul pela polícia

Ladrão agredido

Vítimas segurou o suspeito pelo pescoço até a chegada da polícia

Um adolescente de 14 anos suspeito de ter roubado duas correntinhas de ouro, no Centro de Belo Horizonte, foi segurado e espancado por pessoas que passavam pelo local, no início da tarde desta quarta-feira (29). Este é o terceiro caso de justiça com as próprias mãos registrado em Minas Gerais somente nesta semana e o quinto no mês de julho.

De acordo com a Polícia Militar (PM), a corporação foi acionada até a rua Espírito Santo, na esquina com a avenida Afonso Pena, onde um autor de furto estaria sendo agredido por populares. Quando chegaram ao local, os militares encontraram o jovem com algumas escoriações, sendo necessário levá-lo até a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) Centro-Sul.

Conforme informações de testemunhas, o garoto teria arrancado uma corrente de ouro do pescoço de uma idosa na rua Espírito Santo e, enquanto fugia, tentou arrancar outra corrente no pescoço de um senhor de 54 anos. O que ele não contava era que a vítima conseguiria resistir e segurá-lo pelo pescoço até a chegada da polícia.

Imediatamente pessoas que perceberam a situação cercaram o suspeito, que acabou agredido com chutes e socos enquanto tentava se desvencilhar do braço do senhor. O rapaz não chegou a ser amarrado, permanecendo com o pescoço preso pela vítima até a chegada da polícia. “Bateram bastante nele, chegaram até a arrancar um dente da boca dele”, lembra uma testemunha que preferiu não ser identificada.

Após receber tratamento médico, o menor foi encaminhado pela PM até o Centro Integrado de Atendimento ao Menor Autor de Ato Infracional (CIA-BH), no Barro Preto, também na região central. Não há informações se o adolescente tinha passagens pela polícia.

Três ladrões espancado em três dias

Com mais um caso de justiça com as próprias mãos registrado nesta quarta-feira, a capital mineira chega a incrível marca de três espancamentos em apenas três dias. Na manhã da última segunda-feira (27), um homem de 36 anos foi espancado por comerciantes e testemunhas depois de roubar um celular de uma mulher no bairro Ipiranga, na região Nordeste de BH.

O suspeito foi encontrado pelos militares amarrado em um poste e bastante ferido, principalmente no rosto e na cabeça, onde recebeu a maior parte das agressões. Ele contou que estava desempregado e por isso cometeu o crime, em um ato de desespero, mas assumiu que errou. O homem não estava armado.

Já na noite de segunda, um novo suspeito foi agredido por testemunhas após um assalto a uma padaria no bairro Glória, na região Noroeste da capital. Moradores da região perceberam que o homem estava desarmado e partiram para a agressão. A PM chegou ao local e encontrou apenas o assaltante com o rosto ensanguentado, que contou ter sido alvo de chutes. Com ele a polícia recuperou R$ 200 levados da padaria. Ele foi socorrido até o Hospital Odilon Behrens.

No dia 12 deste mês, um homem de 20 anos foi morto no bairro Capitão Eduardo, também na região Nordeste da capital, vítima de um linchamento. Ele foi encontrado com o rosto desfigurado e com vários ferimentos pelo corpo. A vítima não tinha antecedentes criminais.

Nessa sexta-feira (10), no bairro Maria Helena, região de Venda Nova, em BH, dois jovens foram agredidos por um grupo de pessoas, sob suspeita do roubo de um celular e de agressão à vítima. Um deles teve que ficar internado, em estado grave. Ninguém foi preso pelas agressões.

 

EFEITO MANADA
Eduardo Costa

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Imagina uma boate, à meia luz, lotada com milhares de pessoas e, de repente, alguém grita “fogo” e as pessoas se desesperam, procurando a saída de emergência que, muito provavelmente não caberá todos, sobretudo porque ninguém admite esperar sua vez. Da mesma forma, um campo de futebol, com arquibancadas entupidas de gente e, de repente, um maluco resolve quebrar o alambrado, invadir o campo e bater no juiz… Em momentos assim, o risco de uma tragédia é gigantesco porque há estudos e pesquisas indicando que muitos de nós temos o hábito de nos deixar levar pela multidão, além do que há sempre um ambiente de envolvimento emocional quando se está em ambientes coletivos.
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Pior que o “lado mau” de cada um, a hipótese de deixarmos nossas reações ao sabor da massa é o que deve merecer análises rigorosas e exigir reflexões “em tempos de paz”. Chamo a atenção para o que chamamos de “efeito manada” – que significa um processo em que a multidão em pânico, de forma irracional e num efeito dominó, busca, ao mesmo tempo, uma porta de saída emergencial. Em artigo recente, o psiquiatra Eduardo Aquino faz uma pergunta contundente com foco nessas preocupações:

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“E quando uma nação inteira perde a confiança em suas instituições políticas, jurídicas, sociais?” Ele mesmo dá alguns exemplos: Venezuela, Síria, Iraque, Iêmen, Grécia…

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O Brasil vive um momento muito especial. Os que já torceram por Rui Barbosa e Tiradentes, em passado recente vibraram com Joaquim Barbosa e agora têm um ídolo: Sérgio Moro, o juiz que, apesar das pressões, ameaças e toda sorte de obstáculos está colocando poderosos atrás das grades. Isso é bom.

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Mas, devemos deixar a Justiça agir. Como me assustam os casos de linchamento e hostilidades, a sede de vingança. Também sei que há o sentimento de impunidade, etc. Porém, se quisermos viver em mundo civilizado, temos de ter juízo. Se cada um resolver acertar as contas com o outro na próxima esquina, vamos descambar para um buraco cujo término ninguém conhece… E nunca é demais lembrar que, se hoje ajudo uma multidão a apedrejar um suposto ladrão, estarei abrindo as portas para a oportunidade de, quem sabe, amanhã ou depois, fazerem o mesmo com um irmão meu simplesmente porque alguém, por brincadeira ou maldade, falou “pega”, ou “mata que é ladrão”.

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FONTE: O Tempo e Hoje Em Dia.


Atenção com os degraus

Vídeo na China alerta para os riscos em escadas rolantes e a importância da manutenção. Em BH, 49% das inspeções em aparelhos do tipo e em elevadores apontam algum problema

Escada

 

Cuidado redobrado: na estação Pampulha do Move, a cabeleireira Eliene dos Santos segura a filha pela mão ao subir a escada (Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
Cuidado redobrado: na estação Pampulha do Move, a cabeleireira Eliene dos Santos segura a filha pela mão ao subir a escada

O trágico vídeo de uma mulher morrendo ao ser sugada para dentro da engrenagem de uma escada rolante, em um shopping de Jingzhou, na província de Hubei, na China, se tornou viral na internet e acendeu o alerta para todos que usam estes aparelhos de transporte – nome técnico usado para designar tanto elevadores como escadas rolantes. Em Belo Horizonte, especialistas chamam a atenção para cuidados ao usar as escadas – especialmente crianças – e para os riscos da falta de manutenção. Somente nos cinco primeiros meses do ano, por exemplo, quase metade das fiscalizações feitas em aparelhos de transporte pela Secretaria Municipal Adjunta de Fiscalização (Smafis) da Prefeitura de Belo Horizonte geraram multas e notificações. Foram 277 inspeções no total, das quais 136 apontaram problemas.


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No vídeo que correu o mundo, chama a atenção o esforço da chinesa para salvar a filha. Para o engenheiro mecânico Ronaldo Bandeira, do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-MG), também ficam claras pelo menos duas falhas. A primeira, segundo ele, é a falta de uma chapa de aço isolando o motor da escada do buraco onde a chinesa caiu. O buraco, explica Bandeira, é usado pelos técnicos para realizar a manutenção do motor. Além da ausência da chapa de aço para proteção, o engenheiro aponta outro problema: “Quando o buraco abriu, deveria acionar um dispositivo que desliga a escada automaticamente”.
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Crianças são as principais vítimas de acidentes em escadas rolantes. Em abril deste ano, um menino de 5 anos teve os dedos do pé esmagados na Estação São Gabriel, Região Nordeste de Belo Horizonte. Na semana passada, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) condenou uma loja a pagar indenização de R$ 12 mil a uma criança que sofreu acidente em uma escada rolante em uma loja, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. “Ao encostar a mão em uma escada rolante, a criança ficou presa à borracha do corrimão, sendo imediatamente levada ao chão. Segundo a cliente, nenhum funcionário da loja veio ao socorro do menino ou soube desligar o equipamento”, descreveu a sentença sobre o acidente, ocorrido em agosto de 2008. A criança sofreu queimaduras na mão.
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O engenheiro Ronaldo Bandeira reafirma a importância de que pais fiquem sempre alertas com os filhos em locais como shoppings. “É muito comum a criança ficar brincando com o braço na borracha do corrimão. Como elas são pequenas e leves podem ser sugadas”, detalha. O engenheiro diz que são comuns acidentes com sandálias de borracha com o solado grosso, que são puxadas para os vãos nas laterais dos degraus. Outro motivo constante de acidente, segundo Bandeira, é não estar com a mão no corrimão quando a escada para repentinamente (seja por queda de energia elétrica ou algum defeito). “Não importa a idade ou tamanho, qualquer um vai cair nessa situação”, afirma.
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O acidente ocorrido na China fez mães de Belo Horizonte redobrarem os cuidados. Na escada rolante da Estação Pampulha do Move, a cabeleireira Eliene dos Santos, de 33 anos, sempre leva pelas mãos a filha Karla, de 3. “Eu seguro a mão dela o tempo todo para ela não perder o equilíbrio. Não deixo em momento algum ela encostar a mão no corrimão. Também olho se o cadarço do tênis não está desamarrado”, disse a cabeleireira. Na estação, uma placa de advertência chama a atenção para um vão de oito centímetros que separa o aparelho da parede. “Cuidado. Não deixe o braço para fora do corrimão”, diz o alerta.
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De acordo com a legislação, todo proprietário de aparelho de transporte deve contratar empresa devidamente licenciada pela prefeitura e com registro no Crea-MG para instalação, conservação e manutenção. A fiscalização da Semafis consiste em conferir os documentos da empresa responsável pela instalação e conservação; o livro de registro de ocorrências e o laudo com a inspeção anual. Se constatada alguma infração, as empresas responsáveis ou os proprietários dos aparelhos de transporte estão sujeitos a notificação e multas, que variam de R$ 241,86 a R$ 12.093,77.

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Memória

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Alguns acidentes ocorridos em Minas em escadas rolantes
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» Em abril deste ano, na escada rolante da estação do Move em São Gabriel, em BH, um menino de cinco anos prendeu o pé na escada rolante entre o corrimão e o degrau e teve os dedos esmagados.
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» Em 2013, uma adolescente de 13 anos ficou com a cabeça presa entre a escada rolante e uma parede, enquanto observava uma vitrine, em um shopping de BH. Ela machucou a coluna e o pescoço.
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» Também na capital mineira, em 2009, uma menina ficou com o pé preso na escada rolante de um shopping da capital. Foi salva pela mãe, que a puxou pelo braço. Apenas a bota da criança ficou rasgada.
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» Em 2008, em Uberlândia, uma criança de dois anos prendeu a mão na borracha do corrimão e teve queimaduras.
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» Em 2003, em BH, a haste de sustentação de um carrinho de bebê se soltou em uma escada rolante de um shopping e uma criança de dois anos teve escoriações e lesão muscular.

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FONTE: Estado de Minas.


6 mitos sobre as melhores maneiras de carregar o celularQuais recomendações são verdadeiras e quais não passam de mitos?

  • Quais recomendações são verdadeiras e quais não passam de mitos?

Todo dono de celular já ouviu recomendações como “não deixe seu aparelho carregando a noite inteira”, “não use seu telefone enquanto ele estiver carregando” ou “só carregue o celular quando acabar a bateria”.

Mas, nos últimos anos, as baterias dos celulares evoluíram consideravelmente e alguns truques já são obsoletos.

A maioria das baterias de smartphones, como os da Samsung ou da Apple, é de íon de lítio. Elas carregam mais rápido, pesam menos e têm uma vida útil mais longa.

Então, quais recomendações são verdadeiras e quais não passam de mitos?

A BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, fez uma pesquisa para desmascarar algumas dessas lendas. Confira.

1) É melhor esperar a bateria acabar para recarregar o celular

Falso. Carregar o celular frequentemente não prejudica as baterias.

A Apple diz: “Recarregue a sua bateria de íon de lítio a qualquer hora. Não há necessidade de usar 100% dela antes de recarregá-la.”

Há quase um consenso entre especialistas em tecnologia que a carga ideal para uma bateria de íon de lítio varia entre 20% a 80% de sua capacidade. Segundo eles, mantê-la dentro desses parâmetros é ideal para aumentar a vida da bateria.

Em outras palavras: não é recomendável manter seu celular 100% carregado ou deixá-lo chegar a zero.

Os especialistas também sugerem desligar ou reiniciar o aparelho pelo menos uma vez por semana para maximizar o potencial da bateria.

2) É errado deixar o telefone recarregando durante a noite toda

Falso. Os smartphones de hoje são suficientemente inteligentes para saber quando a bateria é recarregada por completo e deve parar de carregar, enquanto o aparelho ainda estiver conectado à fonte de energia.

3) Carregadores “não oficiais” são ruins e podem danificar a bateria

Os carregadores originais, da mesma marca do celular, são os mais adequados para recarregar o telefone.

Mas muitas das vezes eles são caros e os usuários acabam recorrendo a alternativas.

Carregadores menos conhecidos e de marcas mais baratas também funcionam.

O problema, na verdade, está nos carregadores “piratas”, de fornecedores desconhecidos, que não foram projetados especificamente para o telefone que o usuário quer recarregar.

Alguns nem sequer carregam os dispositivos de maneira adequada ou demoram muito tempo para fazê-lo.

Portanto, a dica é sempre suspeitar de carregadores ilegítimos e extremamente baratos.

4) É errado usar o telefone enquanto ele estiver recarregando

Em geral, não há nenhum problema em usar o telefone enquanto ele estiver recarregando.

Histórias assustadores vêm alimentando esse mito: em julho de 2013, a chinesa Ma Ailun, de 23 anos, foi eletrocutada ao responder a uma ligação em seu iPhone 5 enquanto o telefone estava recarregando.

Casos semelhantes foram amplamente divulgados pela imprensa internacional.

Na maioria dos incidentes, a culpa recaiu no uso de carregadores não originais e de má qualidade.

Se o usuário utiliza um carregador de qualidade, não deve ter nenhum problema de segurança.

A Apple recomenda “deixar o telefone recarregar por pelo menos 10 minutos antes de utilizá-lo”, quando a bateria de um iPhone está praticamente vazia e ao recarregá-lo aparece uma tela preta.

“Então você pode usar o telefone enquanto ele ainda estiver recarregando”, diz a empresa.

Por outro lado, usá-lo enquanto estiver recarregando não tem nenhum efeito negativo sobre o processo.

Pense que mesmo quando você não está ativamente usando o telefone durante o carregamento, o aparelho está trabalhando: ele pode estar conectado a uma rede sem fio e receber informações.

5) O telefone carrega mais rápido no modo avião?

Sim, mas a diferença é pequena. Se você colocar um celular para carregar no modo avião o processo será um pouco mais rápido do que o normal.

Isso porque o modo avião desativa as opções de acesso à rede 3G e ao Wi-Fi, e assim o telefone utiliza menos bateria durante o carregamento.

A desvantagem desse truque é que, enquanto o aparelho estiver no modo avião, não pode receber ligações ou acessar a internet.

A reportagem da BBC Mundo colocou o mito à prova e comprovou que carregar 10% do celular com o modo avião ativado é 1 minuto mais rápido do que pelo método tradicional.

6) Recarregar o celular no computador é mais demorado?

A velocidade com que um celular é carregado depende da potência elétrica dos acessórios usados nesse processo.

No caso da Apple e dos iPhones, por exemplo, essa potência varia de acordo com as especificações técnicas dos cabos e carregadores.

A energia elétrica ou potência define a velocidade à qual a energia é transferida, de modo que a potência mais, antes de recarregar a bateria.

A potência elétrica define a velocidade que a energia é transferida. Dessa forma, quanto maior for a potência, mais rápido a bateria será carregada.

Por exemplo, um carregador de iPhone tem 5 watts de potência enquanto que um cabo de USB ligado ao computador tem 2,5.

Nesse caso, usar o carregador é mais rápido.

FONTE: UOL.


Barragem2

Desastre ecológico no rastro da tragédia
Após rompimento de barragem que vitimou três operários, córregos da Bacia do Rio das Velhas, na qual é captada 60% da água de BH, já estão contaminados. mais um dique está ameaçado e MP teme acidente que pode agravar o problema

Barragem3O Ribeirão do Silva, afluente do Rio Itabirito, teve o leito tomado pela lama. Temor de comitê de bacia é de que rejeitos cheguem até a estação onde é feita a captação para grande parte da região metropolitana

Depois da tragédia humana, com dois trabalhadores mortos e um que continua desaparecido, já são visíveis os reflexos do desastre ambiental em Itabirito, na Região Central do estado, a 55 quilômetros de Belo Horizonte. O rompimento da barragem B1 da Herculano Mineração já contaminou os ribeirões do Silva e do Eixo ou Mata-porcos, afluentes do Rio Itabirito, que por sua vez deságua no Rio das Velhas, onde é feita a captação de água para parte da Grande BH. Preocupado, o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Velhas, Marcus Vinícius Polignano, informou ontem que o quadro pode se agravar, comprometendo o abastecimento na capital e municípios da região metropolitana.

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O coordenador das Promotorias de Meio Ambiente de Minas Gerais, Carlos Eduardo Ferreira Pinto, disse ontem que a situação é de “alerta total”, pois a barragem B3 também corre o risco de se romper. “Aí serão maiores as consequências para o Rio das Velhas”, disse. As buscas dos bombeiros pelo operador de retroescavadeira Adilson Aparecido Batista, de 44 anos, continuam esta manhã na área atingida, que corresponde a cerca de 30 campos de futebol, onde a profundidade da camada de lama varia entre 1,5 e 5 metros. 

À tarde, o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas esteve na mineradora e falou com os diretores sobre a necessidade de reparar o mais rápido possível os danos, para conter o avanço do processo de degradação. O temor maior do ambientalista é de que, ao chegar ao Rio das Velhas, a carga de sedimentos liberada pela barragem e que desceu pelos ribeirões comprometa o funcionamento da estação Bela Fama, responsável pelo abastecimento de água de 40% da população da Grande BH e 60% da capital.

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“Já houve grande contaminação do meio ambiente”, disse Marcus Vinícius Polignano. A um quilômetro e meio da portaria da mineradora, o Ribeirão do Silva exibe os efeitos da carga tóxica que recebeu. As margens estão cobertas de lama, enquanto o filete de água tem um aspecto escuro e espesso. Polignano adverte que em hipótese alguma deve haver captação dessa água. “O leito está com alta turbidez”, disse.

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) abriu inquérito para apurar responsabilidades. Segundo o promotor de Justiça Carlos Eduardo Ferreira, não houve fatalidade no rompimento da barragem. “Houve intervenção equivocada ou omissão de controle da barragem, pois estamos na época seca e não há qualquer chance de causas naturais”, disse o representante do MP, que estave na sede da mineradora acompanhado da promotora de Itabirito, Vanessa Campolina Rabello, e do coordenador Regional das Promotorias de Justiça do Meio Ambiente das Bacias dos Rios das Velhas e Paraopeba, Mauro Ellovitch. 

Carlos Eduardo Ferreira adiantou ainda que há indícios de que o rompimento da B1 tenha ocorrido devido a uma sobrecarga de rejeitos. Como a barragem B4 foi interditada recentemente, os empreendedores podem ter decido usar a estrutura que acabou arrebentando. “Estamos trabalhando nessa linha de investigação”, adiantou o promotor.

PERIGO IMINENTE O MPMG pediu à empresa que tome medidas emergenciais no sentido de conter a barragem 3, que estaria em risco. “A situação é muito grave. Os diretores relataram não saber o que aconteceu. O certo mesmo é que estamos em alerta total, pois, se houver um novo rompimento, serão muitos os danos para o Rio das Velhas. Não podemos esquecer que morreram duas pessoas e há um desaparecido”, destacou o promotor Carlos Eduardo Ferreira. 

Comandando as buscas que envolveram 23 bombeiros, um cão farejador e equipamentos sofisticados, como um drone e uma espécie de raio-X, o major Wallace Tardim ressaltou a importância de medidas urgentes para conter a barragem B3. “A instabilidade é grande, há risco de novo deslizamento”, confirmou. 

Acompanhado de sua equipe, o coordenador do Núcleo de Emergências Ambientais (NEA) da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Milton Franco, informou que a empresa terá que apresentar hoje um plano para garantir a estabilidade da barragem 3. Ele afastou a possibilidade de impactos maiores ao Rio das Velhas ou à estação de tratamento de Bela Fama devido ao carreamento de material para o Rio Itabirito. O Estado de Minas entrou em contato com a Copasa, mas não obteve resposta. A Herculano Mineração também foi procurada, mas não se manifestou.

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FONTE: Estado de Minas.


Intoxicação alimentar
Pepsico anuncia recall de Toddynho contaminado com bactéria
Em nota divulgada pela Pepsico, o produto em questão estava bloqueado no centro de distribuição e foi equivocadamente distribuído no Estado do Rio Grande do Sul

 

 

A Pepsico do Brasil, fabricante do achocolatado Toddynho, confirmou nesta terça-feira o recolhimento de oito mil unidades do produto do lote com marcações GRU L15 51 (intervalo de 23:04 a 23:46), com data de fabricação 2/6/2014 e data de validade 29/11/2014, que estão impróprias para o consumo. O produto estaria contaminado com a bactéria Bacillus Cereus, que causa intoxicação alimentar, e surge quando os alimentos são mal refrigerados.
Toddynho
Em nota divulgada pela Pepsico do Brasil, “o produto em questão, que estava bloqueado no centro de distribuição, foi equivocadamente distribuído no Estado do Rio Grande do Sul, em sua maioria na Grande Porto Alegre, por uma falha no processo de descarte de produtos fora de especificação. Esse pequeno lote de produtos, que se encontra fora de especificação bacteriológica, apresenta sabor azedo e, eventualmente, pode causar desconforto gastrointestinal”.A empresa orienta os consumidores a não ingerirem os produtos do lote GRU L15 51 e informou que “à exceção do lote mencionado, todos os demais produtos da marca Toddynho se encontram em perfeitas condições para consumo. A causa do problema foi solucionada, as autoridades competentes estão sendo avisadas e os produtos desse lote presentes nos pontos de venda estão sendo recolhidos imediatamente”.

Os consumidores que tenham produtos do lote GRU L15 51 não devem consumi-lo e a entrar em contato com a empresa para solicitar a troca pelo SAC 0800 703 2222, das 8h00 às 20h00 ou pelo e-mail sactoddynho@pepsico.com. O processo que envolve este recall não apresentará qualquer custo ao consumidor.

 

Autor: Marco Pereira
Do que escrevi: tá difícil confiar em alimentos no Brasil…principalmente os de caixa. O negócio é boicotar estes sucos, achocolatados em caixinhas ou vamos ser todos contaminados com bactérias incuráveis…| Denuncie |

Autor: Marco Pereira
ESCREVI DUAS OPINIÕES SOBRE ALIMENTOS E ESSES LÍQUIDOS DE CAIXA…PORQUE NÃO FORAM PUBLICADOS?| Denuncie |

Autor: Marco Pereira
Leite, sucos, verduras, carnes…o que será que estamos consumindo…em? estamos ficando com colesterol, triglicérides, fígado, estomago com problemas que não tínhamos antes…tá danado. Indústrias estão sem responsabilidades nenhuma com o ser humano.TUDO CONTAMINADO.| Denuncie |

Autor: Marco Pereira
Tá difícil confiar em alimentos hoje em dia…por isso estamos adoecendo com rapidez assustador. Tudo o que consumimos está sob suspeita…o negócio é acostumar osso organismo com folhas, capim, ração pra cachorro (que deve estar mais puro) do que o que comemos…

FONTE: Estado de Minas.


 

Vistoria nos prédiosApartamentos vizinhos ao Viaduto Batalha dos Guararapes vão passar por inspeções a partir de hoje.
Alça norte está sendo monitorada e escorada

VEJA AQUI A MATÉRIA COMPLETA SOBRE A TRAGÉDIA!

VEJA AQUI A HISTÓRIA DA SOBREVIVENTE DE DUAS TRAGÉDIAS!

Defesa Civil avalia se alça norte, que está de pé, sofreu impacto com a queda de outra pista




Apartamentos vizinhos ao Viaduto Batalha dos Guararapes, que desabou parcialmente no dia 3, na Avenida Pedro I, na Pampulha, serão vistoriados a partir de hoje por uma empresa contratada pela Cowan, responsável pelas obras do elevado. As inspeções dão prosseguimento aos trabalhos de demolição da alça sul do viaduto, que desmoronou. De acordo com o engenheiro Eduardo Augusto Pedersoli, gerente técnico da Defesa Civil Municipal, amanhã uma empresa especializada em demolição, contratada pela Cowan, inicia teste com um equipamento que fará a retirada dos escombros sem causar grandes impactos aos moradores do residencial.

“Será usada uma máquina de corte com fita diamantada. Com isso, o tabuleiro do viaduto será fatiado e os pedaços serão retirados com uso de guindastes. Dessa forma, não terá poeira, trepidação e o barulho será menor”, explicou Pedersoli. Segundo o gerente, as vistorias vão apontar se há necessidade de retirada dos moradores. Ele acrescentou que o terceito pilar da estrutura que afundou será mantido isolado para os trabalhos da perícia. Os outros pilares não serão demolidos.

“O objetivo é avaliar possíveis danos causados às moradias pela queda da alça sul do viaduto”, informou o gerente operacional da Defesa Civil, coronel Waldir Figueiredo. O órgão municipal ainda não sabe se a alça norte, que continua de pé, sofreu deslocamento significativo, embora avalie que não apresenta indício de estar comprometida.

As vistorias servirão para que a Cowan compare a situação atual dos apartamentos com a encontrada em 2011, quando inspecionou as moradias antes do começo da obra do viaduto, segundo Figueiredo. “Eles (Cowan) vão fazer uma comparação entre os resultados. A cautelar de 2011 era obrigatória. A nova foi solicitada por causa do acidente”, afirmou. Ele reforçou que o órgão vistoriou o Edifício Antares e não constatou dano. 

MOVIMENTAÇÃO O monitoramento topográfico da alça norte começou às 20h30 do dia 3, cerca de cinco horas após a alça sul ruir. Nilson Luiz divulgou ontem uma planilha com os dados registrados por aparelhos . O documento mostra que não houve afundamento, mas aponta alterações de milímetros em sentido horizontal, que já eram esperadas, segundo o engenheiro. “Existe uma variação média de dois milímetros, aceitável dentro das normas de segurança. A estrutura está submetida à dilatação e retração do concreto por causa da temperatura. Além disso, o viaduto está apoiado em base móvel.”

Nilson afirmou não haver “nenhum risco identificado” de queda da alça norte, mas explicou que o escoramento está sendo reforçado até que se tenha total segurança sobre a situação. “Fizemos um escoramento emergencial logo após o acidente”, disse.

A demolição do trecho da alça sul vizinho ao Antares ainda não tem data para começar, segundo a Defesa Civil. Em reunião na noite de anteontem, moradores dos condomínios Antares e Savana, também próximos ao viaduto, decidiram encaminhar ao órgão municipal um pedido para que os trabalhos sejam realizados no máximo por quatro horas diárias, divididas em dois períodos. “Poderia ser, por exemplo, entre as 9h e as 11h e das 14h às 16h. Os moradores não merecem ficar expostos por muito tempo a um barulho tão alto”, disse a advogada Ana Drummond, que representa os moradores dos Antares. A proposta do órgão é que as obras sejam feitas das 8h às 17h. Na noite de ontem, eles fizeram um culto com música e balões brancos bem perto do viaduto. 

Eduardo Pedersoli disse também que amanhã a pista mista da Avenida Pedro I, sentido Centro/bairro, e a busway devem sejam liberadas para o trânsito normal. Ele disse que a Cowan realizou escoramento adicional na outra alça e afirmou que não há riscos de um novo desabamento.

 

FONTE: Estado de Minas.


 

PERIGO NA COZINHA

 

 

 (MATEUS PARREIRAS/EM/D.A PRESS)

Bombeiros foram chamados por funcionários para debelar o princípio de incêndio no restaurante Caminho de Minas, na Getúlio Vargas. Funcionários tiveram de sair do prédio ao lado do restaurante, na Savassi.


 
Novo incêndio em restaurante em menos de dois meses voltou a causar apreensão ontem em Belo Horizonte, às vésperas da Copa do Mundo. A Favorita, no Bairro de Lourdes, e o Santafé, na Savassi, também passaram pelo mesmo perigo. Desta vez, o susto aconteceu na cozinha do Caminhos de Minas, na Avenida Getúlio Vargas, esquina com a Rua Rio Grande do Norte, também na Savassi. Funcionários fizeram o primeiro combate ao princípio de incêndio no exaustor do estabelecimento até a chegada dos bombeiros, que debelaram o fogo, sem maiores danos ou vítimas.

A reincidência de fogo, entretanto, segundo especialistas e o Corpo de Bombeiros, indica que empresários do setor estão ignorando a manutenção frequente. Mais uma vez, o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), documento que atesta a segurança de uma edificação contra incêndio e pânico, não foi apresentado, de acordo com a corporação. Apesar dos números de incêndios em estabelecimentos comerciais, que inclui restaurantes, ter diminuído na Grande BH nos quatro primeiros meses do ano, de janeiro a abril de 2014, houve uma ocorrência a cada 27 horas. 

O fogo começou por volta das 10h, no momento em que um dos funcionários do restaurante foi acender a churrasqueira na cozinha. O tenente Christian Cordeiro, do 1º Batalhão dos Bombeiros, informou que o acúmulo de gordura no exaustor pode ter causado o fogo, que pegou no aparelho posicionado em uma área externa, em cima do estabelecimento. Houve fuligem na cozinha, mas a maior parte da fumaça criou uma coluna densa que assustou quem trabalha no prédio ao lado e até quem passava na Avenida do Contorno, um quarteirão acima. O edifício empresarial Diamond Arch, que fica no número 874 da Getúlio Vargas, precisou ser evacuado, e dezenas de pessoas aguardaram na calçada o fim do trabalho dos bombeiros. 

A assistente administrativa Cláudia Marcelino, de 38 anos, trabalha no sétimo andar do prédio e conta que a fumaça atingiu o décimo pavimento, entrando em algumas salas e causando apreensão. “Veio um cheiro bem forte e, logo depois, um aviso para todos deixarem os postos de trabalho e evacuarem o edifício”, informou.

O garçom Allan Vitor Ferreira de Souza, de 24, foi um dos primeiros a atuar no combate ao fogo, que, segundo ele, pegou apenas no exaustor posicionado em uma área aberta. “Não houve chama na cozinha, apenas fumaça. Não deu para saber de onde estava vindo, até que eu subi e vi o exaustor pegando fogo”, disse ele, ainda coberto com restos do pó químico usado para controlar a situação. 

Nenhum responsável pelo Caminhos de Minas foi localizado pela reportagem do EM. Funcionários informaram que o estabelecimento ficou fechado ontem e não reabrirá hoje. Não houve interdição dos bombeiros, já que não existia risco iminente depois que o incêndio no exaustor foi controlado.

O tenente Christian Cordeiro, que comandou o atendimento dos bombeiros, informou que é comum a corporação encontrar casos em que o problema está relacionado com a falta de manutenção. “Em restaurante, é comum não fazer a limpeza frequente da chaminé ou do exaustor. Nesse caso, existem empresas especializadas que fazem o serviço. Esse tipo de trabalho tem que ser constante”, alertou o militar. 

O presidente da Câmara de Mediação e Arbitragem do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea/Minas), Clémenceau Chiabi, lembra que, em primeiro lugar, o AVCB é a forma segura de atestar que o local está preparado para combater incêndio e evitar pânico em caso de fogo. 
“A falta desse instrumento já é um problema. Mas, maior do que isso, é não dar a manutenção nos equipamentos de prevenção e combate ou naqueles de maior risco, caso dos exaustores”, disse. Chiabi explica que a validade do AVCB pode durar três ou cinco anos, dependendo da recepção de público. “Nesse intervalo, cabe aos empresários fazerem ajustes e manutenção para que o sistema funcione”, completa.

VISTORIA Em nota, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) defendeu o cumprimento de regras de segurança: “Todo empreendimento deve, obrigatoriamente, ser aprovado pelo Corpo de Bombeiros para entrar em funcionamento. Os restaurantes devem necessariamente possuir o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiro (AVCB), documento que comprova que o local possui condições seguras de saída e acesso fácil para os bombeiros em caso de incêndio, além de equipamentos próprios e específicos para o combate ao fogo”.

A entidade diz ainda que recomenda aos restaurantes investimento em aparelhos seguros, principalmente em fornos, fogões e instalações de gás liquefeito de petróleo (GLP) ou gás natural, com manutenção permanente. “A Abrasel sempre esclarece a seus associados sobre a importância de uniformes adequados e outros equipamentos de proteção individual”, conclui a nota.

“Veio um cheiro bem forte e, logo depois, um aviso para todos deixarem os postos de trabalho e evacuarem o edifício”, Cláudia Marcelino, assistente administrativa, que trabalha em prédio vizinho

INCÊNDIO NO APART HOTEL

INCÊNDIO NA DOMUS

 

 

 

FONTE: Estado de Minas.

 


O PERIGO SOBE A SERRA

Assassinato de casal aumenta o medo na Serra do Cipó, que sofre com o avanço da violência nas cidades vizinhas. Pousadas ampliam investimento em segurança

Representante comercial Márcio Madeira e familiares foram ao mirante onde o casal foi atacado, e, por precaução, voltariam à pousada antes de escurecer (PAULO FILGUEIRAS/EM/D.A PRESS)
Representante comercial Márcio Madeira e familiares foram ao mirante onde o casal foi atacado, e, por precaução, voltariam à pousada antes de escurecer

Serra do Cipó – Um paraíso ecológico que atrai até 30 mil turistas nos fins de semana e feriados para prática de esportes e lazer nas trilhas, cachoeiras e rios, em meio à fauna e à flora exuberantes, está assombrado pelo medo. O distrito Serra do Cipó tem 2,2 mil habitantes e pertence a Santana do Riacho. Não registrou assalto e teve um homicídio por questões familiares em 2013, mas a criminalidade avança nos municípios vizinhos, como Conceição do Mato Dentro e São José do Almeida (distrito de Jaboticatubas).

O brutal assassinato do casal de namorados, cujos corpos jogados no Rio Santo Antônio pelos dois assaltantes foram resgatados ontem, aumentou o medo e já levou ao cancelamento de até cinco reservas em pousadas da região.

Veja aqui COMO FOI O DUPLO ASSASSINATO.

Um colega querido e uma mãe dedicada

Esperança desfeita num golpe duro do destino. Mesmo com a confissão dos acusados, para os familiares do casal a história só chegou ao fim quando os corpos foram encontrados na tarde de ontem. “Mantivemos a esperança de encontrá-los vivos o tempo inteiro”, disse Daniel Viggiano, sobrinho de Lívia. Ele contou que ainda não sabe explicar o que lhe passou pela cabeça quando viu a tia e o namorado dela serem retirados do rio. Por enquanto, só restou forças para amparar a família: “Só pensava em ser forte para segurar minha tia e minha prima, para elas não desabarem”. 

serra

Com uma diferença de idade de pouco mais de seis anos, os advogados Alexandre Werneck de Oliveira, de 46, e Lívia Viggiano Rocha Silveira, de 39, tinham uma história de vida parecida. Ambos já foram casados uma vez e cada um tinham dois filhos da primeira união. Alexandre era servidor de carreira da Assembleia Legislativa de Minas havia mais de 25 anos. A instituição informou que ele começou a trabalhar em dezembro de 1988, e permaneceu até maio de 1993 na Polícia Legislativa. Durante 10 anos, entre 1993 e 2003, o advogado ficou à disposição da Diretoria de Processo Legislativo, onde trabalhou em comissões da Assembleia. Entre setembro e outubro de 2003, integrou o gabinete do ex-deputado José Henrique. Alexandre também trabalhou na Diretoria de Administração e Pessoal, até março de 2006, quando foi transferido para o Procon e exercia o cargo de assessor jurídico.Até o mês passado, Renato Dantés Macedo, de 48, que também é assessor jurídico do Procon, trabalhava na mesma sala de Alexandre. Ele contou que Alexandre era bem reservado e querida por todos. “A turma está estarrecida com barbaridade”.Pai de dois adolescentes, de 17 e 15 anos, Alexandre nutria uma paixão pelo Atlético. Ele foi ao Marrocos acompanhar o Mundial de Clubes.FILHOS Lívia era a caçula de seis mulheres e dois homens, nascida em Itanhomi, no Vale do Rio Doce. Aos 21 anos, conheceu o futuro marido, com quem teve um relacionamento de 10 anos e um casal de filhos, hoje um rapaz de 16 e uma garota de 11. Os dois estão passando férias com o pai, o produtor musical e administrador Oldair da Silveira, de 35. “É uma pessoa que fará uma falta enorme. A gente não entende como alguém ode fazer isso com uma pessoa tão boa”, lamentou .Oldair informou que os dois estudavam direito juntos. “Minha família tem escritório de advocacia e era uma forma de assumirmos a demanda”, explica. Mas o casamento chegou ao fim no meio do curso e apenas Lívia concluiu a graduação. O administrador foi o responsável por conversar com os filhos sobre a tragédia: “Ela sempre cuidou dos meninos perfeitamente. Ninguém consegue acreditar nisso tudo”.

Moradores e turistas estão assustados. O vice-presidente do Conselho de Segurança Pública (Consep) do distrito Serra do Cipó, Marcos Alves Ferreira, de 62, é dono de pousada e convocou reunião de emergência para ontem à noite. “A pauta é segurança. Vamos orientar donos de hotéis e pousadas para reforçar as dicas de segurança aos hóspedes, com distribuição de folhetos, para que nunca saiam sozinhos para fazer trilhas, sempre em grupos, e que evitem locais isolados”, informou.

As pousadas indicarão guias turísticos oferecidos por duas empresas locais. A de Marcos Alves tem portão eletrônico e câmeras. “Vou aumentar a segurança para a Copa do Mundo”, garantiu. Ele acredita que a população local já ultrapassa os 6 mil habitantes, pois muita gente está se mudando para a região. Para Marcos, o assassinato do casal prejudica o turismo.
Ontem, duas famílias de São Domingos do Prata e Contagem viajaram juntas para conhecer a beleza da Serra do Cipó. Estiveram no mirante onde o casal foi abordado pelos criminosos e ficaram apreensivas. “Estou aqui com a minha família porque somos um grupo de 10 pessoas. Sozinho, eu não ficaria. Vamos voltar para a pousada antes de escurecer”, disse o representante comercial Márcio Madeira, de 40.

O engenheiro Leandro Durães, de 27, mora em BH e sempre vai à Serra do Cipó percorrer trilhas de bicicleta. Agora, está preocupado: “Não vou pedalar mais com tranquilidade. O último reduto de paz em Minas foi quebrado. A gente poderia ser as vítimas”. Ele disse que na terça-feira descia a serra e uma cena chamou a sua atenção. “Ao lado da estátua do Juquinha, símbolo de paz neste lugar, estava uma viatura da Polícia Civil, um sinal de violência. Esse crime manchou a imagem da Serra do Cipó”, lamentou.

Moradora da capital também, Lúcia Helena Bretz, de 51, passou alguns dias com a mãe na região. “Estou assustada. Ninguém mais pode sair sozinho. Muitos jovens vêm para cá, inclusive meu filho com a namorada”, disse.

DEMANDA GRANDE O tenente Afonso do Nascimento, comandante do pelotão local, que pertence à 150 Cia. da PM de Santa Luzia, na Grande BH, informou que são 20 militares para atender a sede de Santana do Riacho e os distritos Serra do Cipó e Lapinha da Serra, esse distante 42 quilômetros, com população total de 4,8 mil habitantes. “Nosso efetivo é suficiente. Quando o fluxo de turistas é muito grande, como nas temporadas, temos reforço de Santa Luzia”, informou.
No ano passado não foi registrado assalto no distrito. Em 2012 foram cinco. Os furtos caíram de 59 em 2012 para 37 em 2013. “Tivemos um homicídio em 2012 e um em 2013”, afirmou o militar. Em 2012, foram duas tentativas de homicídio. No ano passado, uma. O grande problema é a violência em localidades vizinhas que ameaça a paz da Serra do Cipó, afirmou o tenente.

“As estatísticas de Jaboticatubas são altíssimas. A Serra do Cipó fica entre Jaboticatubas e Conceição do Mato Dentro, onde a criminalidade avançou muito devido ao crescimento desordenado da população em função das mineradoras. A nossa luta agora é manter a tranquilidade na serra”, disse o tenente.

O distrito é cortado pela MG-010, que tem grande movimentação de veículos. “São caminhões de minério e turistas indo para Diamantina, Serro e Guanhães”, revelou. O policial recomenda aos turistas que não saiam sozinhos das pousadas, evitem trilhas desconhecidas, não deixem objetos de valor dentro dos carros e também não os ostente. Ele afirmou ainda que o sinal de celular na região é ruim, o que dificulta socorro.

INSEGURANÇA São José do Almeida pertence a Jaboticatubas e fica a 30 quilômetros da Serra do Cipó. São 6 mil moradores. O tráfico e o uso de drogas é uma das maiores preocupações dos moradores e da polícia, além de furtos e roubos. O vice-prefeito de Jaboticatubas, Umbelino Caetano Dias (PMN) trabalha na subprefeitura de São José do Almeida. Somente o distrito tem 300 quilômetros quadrados, quase a dimensão territorial de BH, e conta com apenas nove policiais divididos em três turnos.

No início da tarde de ontem, o destacamento estava fechado. “PM só aparece aqui de vez em quando. Temos assaltos, arrombamentos de casas e todo tipo de coisa ruim por aqui”, reclamou uma vizinha. “Donos de sítios não querem ficar mais aqui. Droga, então, tomou conta da cidade”, disse outra moradora. “A unidade da PM fica fechada o tempo todo”, afirmou uma vizinha dela. O comerciante Marcílio Miranda, de 46, contou que houve reunião com a PM de Santa Luzia no fim de semana para pedir mais policiamento. “O número de policiais não é suficiente. A nossa população é maior do que três municípios vizinhos juntos (Santo Antônio do Rio Abaixo, Passabem e São Sebastião do Rio Preto)”, informou o vice-prefeito, preocupado com o tráfico e o consumo de drogas no lugar.

O vice-prefeito informou que fora do horário administrativo os PMs têm que viajar 70 quilômetros, dos quais 14 em estrada de terra, para registar boletim de ocorrência no Bairro Palmital, em Santa Luzia. A prefeitura paga o aluguel do prédio da PM em São José do Almeida e o carro particular do vice-prefeito é emprestado aos militares e também serve de ambulância para socorrer a população.

“Ficam apenas dois policiais por turno no destacamento, com uma única viatura, e eles saem para atender ocorrências em toda a região”, disse Umbelino.

O comandante do pelotão não foi encontrado ontem, pois na quarta-feira o expediente administrativo da PM é encerrado às 13h. O cabo Rogério Rocha esteve mais tarde no destacamento e disse não ter acesso às estatísticas da criminalidade. Segundo ele, o distrito é refúgio de marginais que saem de BH, devido à extensão territorial e às matas, também usadas para desova de corpos. Disse ainda que existem 27 condomínios residenciais na região e muitos donos de sítios ficam até 30 dias sem visitar o local, o que facilita arrombamentos. Gerente de um posto de combustível às margens da MG-010, Ringo Star Sales Costa tem medo: “Já fomos roubados cinco vezes. Os ladrões ameaçam matar os frentistas com armas na cabeça”.

Veja aqui ou matéria que mostra os ENCANTOS DA SERRA DO CIPÓ.

FONTE: Estado de Minas.


Condomínio tem legitimidade para propor ação de nunciação de obra nova contra condômino
Nunciação
Admite-se ação de nunciação de obra nova demolitória movida pelo condomínio contra condômino que realiza obra irregular que altera a fachada e traz risco para a segurança do prédio. A decisão é da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ao negar recurso de um condômino contra o condomínio.A Turma, seguindo voto do relator, ministro Sidnei Beneti, concluiu que o artigo 934 do Código de Processo Civil (CPC), em situações como essa, confere legitimidade ao condomínio para ajuizar a ação em defesa da coletividade de condôminos que representa.

Cobertura

O condomínio ajuizou ação de nunciação de obra nova combinada com demolitória contra o condômino, pedindo a paralisação e demolição de construção irregular em uma unidade do prédio, localizado em Minas Gerais.

Segundo o condomínio, o condômino iniciou uma obra para transformar seu apartamento em cobertura, sem o consentimento formal de todos os proprietários nem licença da prefeitura, e ainda invadindo área comum do prédio e provocando alterações na fachada.

Com a obra, o condômino responsável teria contrariado o Código Civil, a convenção do condomínio e a legislação local sobre edificações e posturas. O condomínio afirmou ainda que a obra feriu a estética do prédio e colocou em perigo suas fundações, que são bem antigas.

Em primeira instância, o condômino foi condenado a demolir a obra, devolvendo o imóvel ao estado anterior. O prazo estipulado foi de 30 dias, sob pena de multa diária, além da possível conversão em perdas e danos.

O condômino apelou da sentença. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) manteve a condenação, por entender, entre outras razões, que a obra realmente foi erguida na área comum do condomínio e descaracterizou a fachada do prédio, além de trazer riscos para a estrutura.

Legitimidade

Inconformado, o proprietário do apartamento recorreu ao STJ sustentando que a ação de nunciação de obra nova seria inadequada para o caso, já que a demanda teria caráter possessório e não envolveria direito de vizinhança.

Segundo ele, para o cabimento da ação de nunciação de obra nova, é imprescindível que a discussão verse sobre construção que esteja sendo erguida entre terrenos vizinhos, oportunidade em que seria instaurado um conflito entre o direito de construir e o direito de vizinhança. No entanto, afirmou o condômino, a ação foi ajuizada com o argumento de que a obra estaria invadindo área comum do prédio, o que tornaria inadequada a via processual escolhida.

Alegou ainda que o condomínio não é parte legítima para figurar no polo ativo da demanda, pois não faz parte do rol contido no artigo 934 do CPC, que prevê a legitimidade apenas dos proprietários, possuidores ou condôminos para o ajuizamento da ação de nunciação.

O condômino defendeu também a necessidade de formação de litisconsórcio passivo, alegando que outros proprietários de apartamentos no prédio também teriam feito obras nas mesmas condições.

Via eleita

Ao analisar a questão da via processual eleita, o ministro Sidnei Beneti rechaçou a tese do condômino. “Não obstante a petição inicial traga em suas razões argumentos de caráter possessório, há nela também fundamentos estritamente ligados ao direito de vizinhança, estando o pedido fundado não apenas na construção erigida em área comum, mas também no risco a que foi exposta a estrutura do prédio resultante das transformações ocorridas no imóvel”, disse o ministro.

Ele destacou que o TJMG, mesmo reconhecendo a invasão da área comum, considerou adequado o uso da ação de nunciação de obra nova para impedir o desenvolvimento de uma construção que poderia trazer prejuízo ao prédio como um todo. Entre outras razões, o tribunal mineiro citou que o perito reconheceu a existência de sobrecarga para a estrutura do edifício, representada pela construção de suíte, cozinha, banheiro, área de serviço e de lazer na cobertura.

Quanto à legitimidade ativa do condomínio, o relator entendeu que, embora o artigo 934 do CPC não o inclua entre os legitimados para mover ações de nunciação de obra nova contra condôminos, o dispositivo deve ser interpretado de acordo com sua finalidade, “considerando o evidente interesse do condomínio de buscar as medidas possíveis em defesa dos interesses da coletividade que representa”.

Litisconsórcio passivo

Sidnei Beneti concluiu também que não há necessidade de formação de litisconsórcio passivo com os demais condôminos que se encontrem na mesma situação que o recorrente. “A situação em comento não se enquadra nas hipóteses previstas no artigo 47 do CPC”, afirmou.

Segundo ele, o condomínio ajuizou a ação devido aos riscos que a construção representa para a estrutura do prédio, e nesses casos não há disposição legal que exija a formação do litisconsórcio.

“O litígio existente nos autos não exige solução uniforme em relação aos demais condôminos ocupantes do último andar do edifício, devendo eventual discórdia entre eles e o condomínio ser decidida em demanda própria”, disse o ministro.

FONTE: STJ.

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TRAGADA POLÊMICA

Com venda proibida no Brasil, cigarro eletrônico é importado por fumantes mineiros que querem largar o tabaco, mas entidades médicas advertem que produto contém nicotina e faltam estudos seguros

Delegado Rodrigo Bossi trocou o cigarro comum pelo eletrônico importando kits e baterias (RAMON LISBOA/EM/D.A PRESS)
Delegado Rodrigo Bossi trocou o cigarro comum pelo eletrônico importando kits e baterias

Moda no exterior e longe de ser um consenso entre especialistas em saúde, o cigarro eletrônico está conquistando fumantes em Minas Gerais. São pessoas, na maioria das vezes, que pretendem abandonar o vício e driblam a fiscalização ao considerar esse tipo de cigarro, que contém nicotina, um mal menor. O produto é proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e não tem registro no país porque os fabricantes chineses e americanos nunca apresentaram estudos que comprovam as alegações do chamado e-cigarro, e-cig e-cigarette. O Brasil segue orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS), contrária ao produto. No entanto, os cigarros eletrônicos são facilmente comprados pela internet e há gente que traz na bagagem vindo, ao voltar da Europa ou EUA, onde a venda é liberada porque o produto ainda não foi submetido a aprovação.

Existem mais de 250 marcas no exterior em formato também de charuto, cigarrilha, cachimbo e outros tipos. O banco de investimentos Goldman Sachs estima que a indústria dos e-cigarettes movimente quase US$ 2 bilhões até o fim do ano. A Foods & Drugs Administration (FDA), agência americana que regula medicamentos, alimentos e controla o fumo, identificou substâncias cancerígenas e componentes químicos tóxicos, como nitrosamina e dietilenoglicol. Outra pesquisa, realizada em 2009 pela Universidade de Atenas (Grécia), indica que os e-cigarettes podem causar danos aos pulmões. No Brasil, no mesmo ano, uma doutoranda da Universidade Federal do Rio Grande do Sul estudou a dispersão de fumaça no Laboratório de Estudos Térmico e Aerodinâmico da instituição e constatou que a fumaça não era vapor d’água, como informava o fabricante.

Por outro lado, trabalho recente da Universidade de Auckland (Nova Zelândia), publicado na revista The Lancet, uma das mais importantes publicações na área de saúde, garante que o cigarro eletrônico é tão eficaz quanto o adesivo de nicotina, usado como tratamento por quem quer parar de fumar, conclusão semelhante à da Escola de Saúde Pública da Universidade de Boston (EUA), que também estudou o assunto.

O delegado Rodrigo Bossi acompanha essas pesquisas e defende os e-cigarettes. Ele fumava um maço por dia desde os 14 anos e só conseguiu largar o cigarro tradicional depois que conheceu o eletrônico, em janeiro do ano passado. Com déficit de atenção, ele diz que usa o eletrônico como tratamento porque acredita que a nicotina o ajuda a controlar a ansiedade. “Já falei com vários médicos e só um foi contra. O cigarro eletrônico é 1,4 mil vezes menos prejudicial do que o comum. Dos males, o menor.”

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Bossi conseguiu parar de fumar por cinco anos, quando a mulher engravidou, mas teve recaída. Ele trouxe o primeiro eletrônico por US$ 60 em viagem ao exterior. Passou a importar os kits e baterias recarregáveis, mesmo ilegalmente, e agora usa um artesanal produzido no Texas (EUA). “Hoje meu nível de expertise é grande. Procuro estudar e conhecer e já faço o líquido. Há receitas na internet e até aplicativo no iPhone”, conta o delegado, que tem duas baterias e só recorre ao tradicional quando as duas descarregam. “Fico com ele na mão o dia inteiro. Não tem cheiro, não deixa gosto”, conta.

Assim como o delegado, o roteirista e dramaturgo Guilherme Lessa, de 35 anos, diz que a proibição da Anvisa atrapalha quem pretende parar de fumar. Ele conheceu o produto há um ano e meio em viagem de férias aos EUA e aproveitou estar fora da rotina para assumir o compromisso de deixar o cigarro. Por duas semanas, fumou o eletrônico com sabor de tabaco e menta, mas não o trouxe para o Brasil porque sabia da ilegalidade. “A vontade dura dois minutos, tempo para ferver água para o chá. Foi o que me ajudou a médio prazo, mas o cigarro eletrônico foi fundamental nesse processo”, diz o rapaz, que já tinha tentado com chicletes e adesivos com nicotina. “Ele é enjoativo, mas resolve bem a questão do hábito. Consigo entender a preocupação de induzir os mais jovens, só que o tabagismo está mais disseminado entre as pessoas mais velhas.”

NICOTINA DISFARÇADA

“Não vemos o cigarro eletrônico como algo similar aos chicletes e adesivos, mas um dispositivo moderno, um disfarce, para liberar nicotina e outras substâncias químicas das quais ainda não se tem conhecimento. A grande indústria internacional de cigarros já vende esse produto e certo é que não comercializaria um medicamento contra o tabaco”, avalia o pneumologista e especialista em tabagismo Alberto Araújo, integrante da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia.

Araújo diz que o fumante não deve usar outro tipo de cigarro para deixar o vício e que o e-cigarette levanta outras discussões, como o uso em locais públicos e fechados. Ele afirma ainda que não há como garantir que seja um dispositivo seguro: “Qualquer novidade que promete experiências positivas vira modismo e já se fala em pessoas viciadas no cigarro eletrônico. É possível que tenhamos gerações futuras de mais jovens dependentes do cigarro eletrônico porque já começam por ele. O problema é que não sabemos os riscos e não temos como medi-los.”

Para a pneumologista Maria das Graças Rodrigues, presidente da Comissão de Controle do Tabagismo da Associação Médica de Minas Gerais, não há estudos conclusivos sobre as substâncias presentes no cigarro eletrônico. Ela lembra, no entanto, que a nicotina é um dos componentes, o que pode manter a dependência e provocar efeitos cardiovasculares, como aumento de pressão e risco de arritmia. “Não indico porque não conhecemos os componentes. Não sabemos se faz bem ou mal.”

MINAS Na internet, porém, um homem que se apresenta como o primeiro vendedor em Minas, há três anos no mercado, oferece kits com refis e duas baterias, com preços entre R$ 220 e R$ 395. Ele trabalha com 15 modelos e conta que um refil de 30 ml equivale a 10 maços. O vendedor sabe que o negócio é ilegal, mas garante satisfação. “Depois dele, você não bota nenhum outro na boca”, afirma. “Tenho uma empresa, compro em dólar e registro a encomenda como se fosse outra coisa”, explica.

Segundo ele, alguns clientes que trouxeram do exterior foram parados no aeroporto e receberam intimação da Polícia Federal. No Shopping Oiapoque também é possível encontrar modelo cujo formato é igual a um cigarro comum. Segundo o delegado Bruno Lopes, adjunto na Fazendária, quem for flagrado trazendo produto não registrado no país pode responder por contrabando.

FONTE: Estado de Minas.

PERIGO »Linha chilena: novidade é pior que cerol

Com pó de quartzo e óxido de alumínio, produto mais cortante já é usado por jovens para soltar papagaio, mesmo proibido no estado. Só neste ano, 39 pessoas ficaram feridas

Linhas cortantes como a que matou o motociclista Leandro Augusto são usadas até por crianças em BH (Túlio Santos/EM/D.A Press)
Linhas cortantes como a que matou o motociclista Leandro Augusto são usadas até por crianças em BH

A venda e uso da linha chilena, uma espécie de cerol industrializado e com poder muito mais cortante que a mistura de vidro moído e cola, são proibidos em Minas Gerais, segundo a Lei Estadual 14.349/02. Mas os materiais usados para cortar papagaios continuam fazendo vítimas, como Leandro Augusto Caetano, de 34 anos, que teve 80% do pescoço cortado anteontem quando andava de moto na Avenida dos Andradas, no Bairro Santa Efigênia, Região Centro-Sul da capital. De janeiro até ontem, 39 motociclistas feridos por linhas de papagaio na capital deram entrada no Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, número que ultrapassou o registrado no ano passado, que teve 38 vítimas.

Das 25 vítimas de cerol e outras linhas cortantes atendidas pelo Corpo de Bombeiros em 2012, 19 foram somente em junho e julho. Em BH, a linha chilena, também conhecida como linha de combate, é facilmente adquirida pela internet mas a legislação estabelece multa de R$ 100 a R$ 1.500 para quem usar e, no caso de lesão corporal ou morte, a pessoa pode responder criminalmente. Ela é feita em escala industrial com algodão e produtos cortantes, como uma mistura de pó de quartzo com óxido de alumínio. Foi esse material usado para cortar pipas que atingiu o motociclista Leandro Augusto. Ontem, em seu sepultamento, no Cemitério da Paz, o clima era de revolta. A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar a morte, mas o culpado ainda não foi identificado.

Mesmo com a lei, ela é comercializada livremente. Um homem que vende a linha chilena pela internet na capital disse, em contato feito via telefone, que adquire o produto de um primo que mora no Espírito Santo, que, por sua vez, tem um fornecedor no Rio de Janeiro. “Comprei uma remessa boa, mas já acabou tudo”, disse o rapaz, que oferece também linha da Indonésia, outra usada em papagaios. “Hoje, ninguém tem mais trabalho de fazer cerol. Todo mundo ‘brinca’ com linha chilena”, disse sem preocupação com o risco.

Em contrapartida, o presidente do Sindicato dos Motociclistas, Ciclistas e Afins de Belo Horizonte, Rogério Santos Lara, está preocupado com o uso ilegal. Segundo ele, “a polícia não fiscaliza ou prende infratores por acreditar que não é seu papel correr atrás de crianças que soltam papagaio com cerol”. Rogério disse que vai pedir providência ao comandante do Batalhão de Trânsito (BPTran), coronel Roberto Lemos, e à comandante do Policiamento da Capital (CPC), coronel Cláudia Romualdo, para que haja uma fiscalização mais eficaz. “Eles não podem ficar parados. Mais mortes vão acontecer”, alertou.

No mês passado, outro motociclista, Rogério Alves Adriano, de 49, morreu ao ser atingido no pescoço por uma linha de cerol na BR-381, Bairro Jardim Vitória, Região Nordeste da capital. Cinco dias antes, o soldado do 34º Batalhão da PM Ronaldo Luiz Pereira Brito, de 29, quase foi degolado no Anel Rodoviário, no Bairro Universitário, Região da Pampulha, e sobreviveu por sorte. O corte foi tão profundo que atingiu a traqueia do militar, que foi levado para o Hospital João XXIII. Apesar dos riscos que os motociclistas enfrentam nas ruas, muitos deles não se protegem instalando as antenas corta-linhas em suas motos. A polícia recomenda também outros itens de segurança, como capacete, luvas, jaquetas e máscara de proteção com silicone para o pescoço.

Consumidores sem energia

Usar linhas cortantes em papagaios pode causar também outros tipos de prejuízo. Este ano, segundo dados da Cemig, pelo menos 500 mil consumidores já ficaram sem energia elétrica por causa do cerol. Ele rompe os cabos da rede e ainda podem provocar curtos-circuitos quando as pessoas tentam retirar o papagaio. A Cemig atendeu este ano 1.739 ocorrências de interrupção de fornecimento de energia.

Para o engenheiro de tecnologia e normalização Demétrio Venício Aguiar, a linha chilena surgiu para agravar ainda mais a situação. Ela é feita, segundo ele, em escala industrial usando materiais mais abrasivos que o cerol. “Esse tipo de linha é muito mais cortante que o cerol comum e, infelizmente, é possível adquirir no mercado paralelo e até pela internet”, afirmou. A Cemig tem registro de uma morte causada por pipas na rede elétrica no ano passado no estado. Em 2011, duas pessoas ficaram feridas.


ALERTA NO PARQUE ECOLÓGICO

No último dia 14, o Corpo de Bombeiros, Fundação Zoo-Botânica, Guarda Municipal, Tribunal de Justiça de Minas Gerais e Juizado da Infância e da Juventude participaram de uma campanha no Parque Ecológico da Pampulha para conscientizar pais e crianças dos riscos do cerol e da linha chilena. Em menos de quatro horas, 40 latas com linhas cortantes foram apreendidas. Na região do zoológico, segundo os bombeiros, tem sido comum encontrar pássaros feridos por cerol. O coronel da PM Antônio Carvalho, que responde interinamente pelo CPC, disse que as abordagens de crianças, adolescentes e adultos soltando papagaio têm sido frequentes. “A gente manda baixar a linha para ver se tem cerol”, afirmou. Quando tem, segundo ele, as latas são apreendidas, os menores encaminhados aos pais e os adultos à delegacia, ressaltando que eles colocam a vida dos outros em risco e cometem um crime.

FONTE: Estado de Minas.


Pacientes do interior que vêm se tratar em BH colocam a vida em risco viajando por estradas perigosas e em vans clandestinas. Este ano já foram registradas 11 mortes

Caminhão de minério ultrapassa van com pacientes  na BR-040. Risco  em cada km (BETO MAGALHÃES/EM/D.A Press)
Caminhão de minério ultrapassa van com pacientes na BR-040. Risco em cada km

O mesmo caminho que traz expectativa de vida pode levar à morte. Para pacientes que viajam até 800 quilômetros em um único dia em busca de tratamento médico em Belo Horizonte, os riscos enfrentados nas estradas se somam à  doença que os atinge. A polícia não tem estatística de acidentes envolvendo transporte de pacientes em Minas, mas foram vários com vítimas este ano, segundo levantamento feito pelo Estado de Minas. Em apenas cinco acidentes, foram registradas 11 mortes e 26 feridos. Muitas vezes, as vítimas eram acompanhantes de parentes doentes, como a dona de casa Crislene Guimarães de Oliveira, de 18 anos, de Poços de Caldas, Sul de Minas, que morreu carbonizada no dia 3. Ela e o marido, o tratorista Ricardo Felizardo Loro, de 20, traziam o filho Pietro, de 2, que tem uma doença genética no fígado, para consultar em Belo Horizonte.

A Kombi da Secretaria de Saúde de Poços de Caldas, com oito passageiros, pegou fogo em um engavetamento que envolveu sete veículos, no km 546 da BR-381, em Itaguara, Grande BH. Ricardo foi arremessado para fora do carro, salvou o filho, mas não teve tempo de retirar a mulher das ferragens. Outros três passageiros da Kombi e o motorista de um Fiesta também morreram carbonizados. “O carro amassou todo. Nem sei o que aconteceu direito. Acho que tirei o menino pela janela. Não deu tempo de mais nada. Já tinha fogo quando peguei meu filho. Uma senhora saiu com uma menina e acho que todo mundo na Kombi estava vivo e morreu queimado”, lamentou Ricardo.

Segundo o tratorista, o filho era trazido a cada dois meses à capital. “Antes, ele ia de mês em mês e de semana em semana, quando era mais novinho. Toda vez que a gente viaja alguma coisa acontece na estrada. É difícil não ocorrer nada. Um ônibus pegou nosso carro uma vez. Toda vida tem esse problema. Muito perigo na estrada, carreta que corre demais e a gente só viaja rezando”, disse ele. De acordo com a polícia, o condutor de uma carreta bitrem causou o acidente em Itaguara. Ele não conseguiu parar num congestionamento provocado por manifestantes que queimavam pneus na pista.

Dados da Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) revelam que BH recebe por dia cerca de 4,4 mil pacientes do interior para consultas e exames especializados, 40% dos 11,2 mil atendimentos diários na cidade. Em busca de tratamento, quem vem do interior enfrenta todo tipo de perigo e transtorno nas estradas. São pistas esburacadas, imprudência e cansaço de motoristas contratados por prefeituras que trabalham num verdadeiro “bate e volta”, a semana inteira, sem descanso. Para complicar, também há o transporte ilegal de pacientes.

Para se ter uma ideia, na terça-feira o EM anotou as placas de 30 veículos estacionados na área hospitalar, aguardando passageiros que estavam se consultando. Do total, três veículos são clandestinos e um deles, de Pitangui, no Centro-Oeste do estado, tem quatro autuações por transporte clandestino de passageiros, segundo o Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG). Esses carros têm autuações de trânsito como excesso de velocidade, segundo a Polícia Civil.

MAIS ACIDENTES Outra vítima das estradas foi a dona de casa Maria da Conceição Machado, de 76, morta em uma colisão na BR-265, em 11 de fevereiro. Ela acompanhava a volta do marido para casa numa ambulância da Prefeitura de Coqueiral, Sul de Minas. Ao contornar um trevo para entrar na rodovia, o veículo foi atingido por um Uno. A ambulância rodou na pista e a porta traseira se abriu. O casal foi jogado para fora. O marido, José Camilo Siqueira, de 83, sobreviveu.

Em 22 de maio, um idoso de 81 anos morreu ao cair de uma ambulância na BR-040, em São Gonçalo do Abaeté, no Noroeste de Minas. O paciente, que sofria de Alzheimer, morava na zona rural de João Pinheiro, Norte do Estado, e vinha numa ambulância da prefeitura para se consultar em Belo Horizonte. Não havia profissional de saúde no carro, apenas o motorista e a nora da vítima. Eles somente deram falta do idoso 10 quilômetros depois, voltaram e o encontraram morto. A nora disse ter cochilado e não percebeu a porta do veículo aberta.

Em 26 de março, uma idosa morreu e oito pacientes ficaram feridos em um acidente na BR-262, em Pará de Minas, Centro-Oeste do estado. A van da Prefeitura de Nova Serrana, que seguia para Belo Horizonte, saiu da estrada e bateu num barranco. Depois, ainda rodou na pista e bateu de novo. Em 12 de março, três pacientes morreram e 13 ficaram feridos quando o micro-ônibus em que viajavam retornava da capital para Ferros, na Região Central. No km 418 da BR-381, em Roças Novas, distrito de Caeté, Grande BH, o veículo foi atingido de frente por uma carreta na contramão, tombou e caiu numa ribanceira de 30 metros de altura.

FONTE: Estado de Minas.


HPS João XXIII atende, em média, oito pessoas por dia intoxicadas por remédios, devido principalmente à automedicação. Seis pessoas já morreram este ano

 

 (SXU)
Oito pessoas são atendidas em média por dia no Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, no Bairro São Lucas, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, com intoxicação causada por medicamentos. Só este ano já foram seis mortes. Metade dos casos está relacionada à automedicação ou erros na administração e ao acesso e consumo indevido por causa de armazenamento inadequado. Os números podem ser ainda maiores, porque refletem apenas casos mais graves, restritos a uma única unidade hospitalar de urgência e emergência. Preocupado com a situação, o Conselho Regional de Farmácia de Minas Gerais (CRF/MG) está orientando a população sobre os riscos da automedicação.

No ano passado, o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciat) do João XXIII registrou 2.971 casos com 15 mortes. Em 2009, foram 2.675, com mesmo número de óbitos. De janeiro até quarta-feira já são 1.081 e seis mortes, o que indica tendência de que até o fim do ano os atendimentos ultrapassarão 3 mil casos. Para o médico coordenador da unidade de toxicologia do HPS, Délio Campolina, a automedicação está relacionada à oferta de medicamentos em larga escala: “As drogarias são como supermercados, as pessoas praticamente escolhem o que querem”.

Além do uso indiscrimado, ele diz que as intoxicações acidentais são muito comuns. “Em vários casos ficam as sobras de medicamentos. É bastante comum uma criança pegar e ingerir sem saber o que é”, lembra Campolina. Segundo o especialista, o ritmo acelerado da vida moderna compromete a saúde das pessoas e uma consequência é a busca por medicamentos. “Essa realidade contribui para aumentar problemas psicológicos e de humor e por isso há consumo em maior escala”, completa.

Segundo o Conselho Regional de Farmácia de Minas Gerais (CRF/MG), no ranking da automedicação estão os remédios conhecidos como antigripais, que concentram normalmente dois ou três tipos de substâncias. “Esses medicamentos agrupam analgésicos, antialérgicos e vasos constritores. O antialérgico pode causar sonolência e contribuir para acidentes, enquanto o vaso constritor tem como função bombear melhor o sangue e não pode ser usado por hipertensos, para não desregular a pressão arterial”, diz Claudiney Ferreira, vice-presidente do CRF.

Em segundo lugar estão os antiinflamatórios, usados para dores crônicas. “Nesses casos, o uso sem orientação pode causar inflamações no estômago, como irritações gástricas”, alerta ele. Para Ferreira, automedicação é um problema cultural. “O parente ou o vizinho indica e a pessoa acaba confiando que vai ter o mesmo resultado. Mas sabemos que não é assim. Um medicamento não é alimento nem cosmético. Qualquer um tem efeitos adversos e por isso um médico deve ser consultado”, lembra.

O vice-presidente do CRF afirma ainda que a baixa capacidade do sistema de saúde acaba incentivando a automedicação. “O sistema não comporta um atendimento a todos e isso motiva a pessoa a se tratar por conta própria, no caso de transtornos menores”, completa.

FONTE: Estado de Minas.

A PROTESTE – associação de consumidores, www.proteste.org.br – avaliou a dieta principal de 80 edições das revistas femininas AnaMaria, Boa Forma, Corpo a Corpo, Dieta Já, Malu, Sou+Eu e Viva.

Descobriu que algumas delas propõem dietas que podem ser prejudiciais à sua saúde. E mais: são fórmulas coletivas de emagrecimento, um erro grave, pois cada pessoa possui suas particularidades que devem ser respeitadas na hora de seguir uma dieta.

O estudo encontrou, ainda, sugestões de muitta perda de peso em pouco tempo, falta de incentivo para atividades físicas e sugestão de cardápios que não favorecem a reeducação alimentar, questões que ao comprar a revista você não tem como perceber ou desconfiar.

Estas revistas sugerem ser muito mais importante ficar “bonita” (magra) do que saudável. Veja.

OBS.: clicando nas fotos você pode abrí-las individualmente e aumentá-las, facilitando a leitura).

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FONTE: Proteste.


 

Se já não bastassem os problemas com carboidratos, proteínas, gorduras, calorias etc., que atingem os consumidores crianças, jovens, adolescentes, adultos, idosos, enfim, todos os consumidores, a cada dia fica mais claro que, na sociedade capitalista contemporânea, que só conhece o lucro e só pensa nele, muitos produtos vendidos são falsificados, adulterados e deteriorados. E não se trata apenas de se “vender gato por lebre”. Há muitos produtos autênticos que fazem mal por suas próprias substâncias, por falta de informação ou por informação imprecisa, etc.

Noutro dia, meu amigo Outrem Ego me perguntou: “Você gosta de escondidinho?”. Eu disse que sim, especialmente o original com carne seca e purê de mandioca. Ele, então, acrescentou se eu conhecia tudo o que se “escondia” no produtos alimentícios. “Como é que a gente, isto é, como é que o consumidor pode identificar se os produtos que ingere são, de fato, de boa qualidade“, indagou. Realmente, é difícil fazer essa identificação. Em boa parte das vezes, o consumidor se serve dos olhos e do nariz: Aparência e cheiro são boas alternativas para se aferir qualidade, mas nem sempre dá certo.

Claro que o comprador pode lançar mão das cautelas tradicionais como, por exemplo, se for adquirir carnes vermelhas, verificar se elas apresentam zonas (ou manchas) escurecidas ou zonas ou pontos secos, sinais de deterioração. Ou, então, nunca comprar carne moída que já estava triturada quando ele chegou ao açougue (Deve-se sempre escolher a carne inteira e pedir para moer à vista). Também não deve comprar carne de porco que apresente pequenas bolinhas brancas (conhecidas como “canjica”).

Bem, já que comecei deixe-me lembrar das cautelas para compras de aves: A sua carne estará boa quando tiver consistência firme, cor amarelo-pálida, brilhante e com odor (cheiro) suave, e estará deteriorada quando: apresentar cor esverdeada; sua consistência não estiver firme; e/ou apresentar cheiro forte.

E, quanto aos peixes, o consumidor só deve adquirir os que tiverem o corpo rijo (duro), escamas firmes e os olhos salientes e brilhantes. Já os peixes secos, como o bacalhau, estarão deteriorados se apresentarem manchas úmidas ou avermelhadas.

Você, meu caro leitor, quer compre os próprios alimentos para preparar quer os compre prontos, sabe muito bem que o mercado está repleto de fraudes de todo tipo e também de produtos deteriorados, que transmitem doenças nem sempre de forma rápida a se poder perceber o que causou o mal (O que gera um grande problema de prova e investigação – pessoal ou pelas autoridades).

O noticiário dos últimos dias trouxe à tona alguns casos envolvendo a venda de produtos deteriorados por falha na produção industrial ou má-fé do fabricante. O mais falado, certamente, foi o de um lote do leite de soja Ades, que tinha em seu conteúdo soda cáustica, que, ao que tudo indica, apresentou-se desse modo por um problema de controle de produção e qualidade na fábrica. Mas, na Holanda, as autoridades anunciaram que cerca de 50 mil toneladas de carne de bezerro poderiam estar sendo comercializadas misturadas com carne de cavalo.

Vou repetir a quantidade: 50 mil toneladas, distribuídas para 130 compradores holandeses e outros 370 do resto da Europa, isso entre janeiro de 2011 e janeiro deste ano. Grande parte dela já foi consumida, mas as autoridades também informaram que não havia, por enquanto, indícios de risco para a saúde, até porque só por ser carne de cavalo não significa que faça mal…

Mais: Boa parte da carne foi revendida para terceiras empresas, que as processaram para fabricar alimentos preparados e prontos para o consumo. As investigações agora concentram-se no DNA dos bezerros utilizados em lasanhas prontas e molhos bolonhesa e também busca-se identificar rastros de um anti-inflamatório intitulado fenilbutazona na carne dos cavalos dos matadouros, que é potencialmente nocivo às pessoas.

E na mesma Holanda, neste mês de abril, as autoridades de saúde investigam se as almôndegas de um atacadista de produtos de carnes da cidade de Amsterdã continham carne de cachorro na linha de produção. Além de itens para consumo humano, ele fabricava produtos para consumo animal. Segundo se noticiou, o alarme sobre o caso foi dado no ano passado pela proprietária de um abrigo de animais da cidade espanhola de Pontevedra, que ficou preocupada após o desaparecimento de alguns cachorros. De acordo com essa versão, uma empresa pagava aos proprietários para se livrarem de animais de estimação mortos, mas, quando um deles quis se despedir de seu mascote – uma vez que ele não estava presente no momento de sua morte -, viu pela porta que os animais estavam sendo desossados.

Esse mundo capitalista às vezes é de arrepiar e tirar o apetite!

Não é à toa que alguns bons restaurantes, desde há muito tempo, passaram a abrir suas cozinhas para que os clientes possam ver como a comida está sendo preparada ou, pelo menos, permitem que eles façam uma visita nas instalações. Porém, nem sempre isso é suficiente – lembremos das carnes preparadas, dos embutidos, etc. Por isso, inclusive, os consumeristas dizem que um bom modo de conhecer a higiene do restaurante é ir, antes de mais nada, ao banheiro local. Se ele estiver asseado, é um bom começo. Mas, se nem o banheiro, que é escancarado ao olhar do consumidor, está limpo, o que se dirá do resto? Claro que, como diz meu amigo, Outrem Ego, “Dá para ‘maquiar’ o banheiro. Este pode estar tinindo, lindo, cheiroso e ainda assim a comida não estar no mesmo padrão. Não é fácil mesmo a vida de consumidor, especialmente se estiver com fome“.

Essa situação de fragilidade do consumidor em relação aos serviços e produtos oferecidos e adquiridos, já disse mais de uma vez aqui nesta coluna, é uma característica universal e que a nossa lei de proteção expressamente reconhece: Ele é vulnerável, porque não só não tem acesso aos meios de produção e distribuição como é obrigado a acreditar (confiar?) nas informações que se lhe dirigem. Ademais, em relação aos alimentos, ele pode se enganar com os olhos e com o olfato.

Essa, digamos, natureza frágil do consumidor em geral e no caso da alimentação em particular é visível de muitas maneiras. Vejam-se as frutas. Meu querido e referido amigo adora goiabas – pelo menos adorava. Ele contou que, na sua infância, costumava pegar goiaba no pé junto dos amigos. Eles amarravam a blusa na frente, dando um nó dos dois lados, de modo a gerar uma espécie de saco. Dentro enchiam de goiabas apanhadas nas goiabeiras das casas dos próprios amigos e se empanturravam. Ele disse que muitas vezes comiam até o bigato ou melhor, a metade que não viam… Quando Outrem Ego cresceu e deparou-se, na feira, com goiabas maravilhosas: Brilhantes, redondas, bonitas e ficou desconfiado. Havia algo estranho. Ele disse que, em primeiro lugar, as goiabas plantadas naturalmente têm tamanhos diferentes no mesmo pé, não são redondas, bonitas, etc.. São diferentes uma das outras e muito saborosas. “Agora estão todas iguais, lindas e para meu paladar, sem gosto. Pelo menos, como eu me lembro“.

Pensemos num caso hipotético, mas passível de acontecer. Tomemos Zé Mineirinho, o produtor do melhor queijo branco de Minas Gerais. Por exemplo, da região de Uberlândia. Ele sabe que seu queijo é o melhor do país, de alta qualidade e produzido com rígido controle de higiene e, aliás, ele é reconhecido no Brasil inteiro exatamente por isso. Um belo dia, os pais do Zé Mineirinho resolvem mudar-se da cidade. Decidem ir morar na capital de São Paulo. Mudam-se. Três meses depois, ele vai visitá-los. No domingo, Zé Mineirinho acorda e vai até a padaria comprar pãozinho para o café da manhã. Chegando lá, ele vê o queijo “Zé Mineirinho” de Uberlândia na vitrine do balcão refrigerado. Dá, um sorriso, estufa o peito e pergunta ao balconista: “Esse trem de queijo Zé Mineirinho é bom?“. O atendente diz: “É o melhor do Brasil“. Zé Mineirinho abre agora um sorriso largo que ilumina todo seu rosto e diz: “Vou levar. Me dá um“.

Ele chega na casa dos pais, todo feliz, mostra o queijo, sentam-se à mesa e se deliciam com os pãezinhos frescos, com o café e o leite e o queijo. Antes da hora do almoço, os três começam a sentir fortes pontadas na barriga e logo são internados num Hospital, intoxicados que foram pelo queijo. Pode?

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Pode. Na condição de consumidor, Zé Mineirinho tornou-se frágil como qualquer consumidor. Ele, como produtor, sabia que o queijo era bem produzido, feito com insumos de primeira qualidade e em condições de higiene perfeitas. Mas, como comprador, não sabia como é que o queijo havia sido transportado, se na linha de distribuição algum dos comerciantes havia deixado o queijo sem armazenamento adequado ou em contato com produtos indevidos ou mesmo se na padaria ele fora bem guardado e cuidado, etc. Não tem jeito: A condição do consumidor é mesmo de vulnerabilidade.

Daí que, a cada dia é mais difícil se alimentar bem e sem preocupações. Nenhuma área está isenta de fraudes e/ou problemas de qualidade. Podem ser produtos “in natura” ou industrializados. Se a verdade é que, como se diz, “você é o que você come”, é preciso tomar muito cuidado para continuar sendo o que se é.

FONTE: Migalhas.


Pesquisas da UFMG apontam que peixes, lácteos derivados de leite de búfala e fitoterápicos comercializados em Minas sofrem fraudes, que colocam em risco a saúde dos consumidores

Uma contradição perigosa está na mesa dos mineiros: há riscos de saúde quando se busca uma alimentação saudável em supermercados e restaurantes de Minas Gerais. Isso porque os consumidores estão sendo  enganados justamente na hora de consumir peixes, produtos derivados do leite de búfala e até fitoterápicos,  medicamentos à base de plantas. A denúncia, que promete mexer com  os bons hábitos de vida em todo o Brasil, vem de pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) que analisam, desde 2010, os alimentos adulterados vendidos aqui e em outros estados. As análises assustam: das 259 amostras de pescados, 21% não são o que o comerciante ou os rótulos dizem. Em 124 amostras de lácteos rotulados como de origem bubalina, 7% continham leite de vaca e, em alguns casos, com presença de até 100%.  E mais: das 147 amostras de fitoterápicos analisados, 70% não eram da espécie declarada.
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A PIRÂMIDE ALIMENTAR IDEAL
A exemplo do que ocorre na Europa, com o escândalo da substituição da carne de cavalo em produtos que deveriam conter carne bovina, em Minas também vale o jargão popular  de “comprar gato por lebre” . De acordo com os estudos feitos dentro do laboratório de genética animal da Escola de Veterinária da UFMG, há muitas fraudes nos alimentos vendidos aqui, seja por desconhecimento ou por malandragem dos próprios produtores e comerciantes, como comenta Marcela Drummond, presidente da empresa Myleus Biotechnology, que faz parte da equipe de pesquisa e nasceu dentro da universidade. “Há a lesão ao consumidor de comprar algo e ser enganado, e o risco à saúde, uma vez que muitas pessoas têm alergia a um tipo de peixe ou a leite de vaca”, aponta Marcela.
As pesquisas contemplaram restaurantes, supermercados e mercados, tradicionais ou não. Além de Minas, outros estados foram alvo dos estudos (São Paulo, Rio, Espírito Santo e a Região Sul do Brasil). O mais recente, defendido este mês, é a  dissertação de mestrado em zootecnia, de Danilo Alves Pimenta. Ele  analisou várias espécies de peixes, como bacalhau, atum, merluza, panga, salmão, traíra e tilápia. “Comecei essa pesquisa em 2010. Saí coletando amostras desses pescados em restaurantes sel-service, fast-food, japonês e até supermercados. Foram 259 amostras, sendo que 21% eram de espécies diferentes do que estava declarado no rótulo ou no menu. Em geral, eles foram substituídos por peixes mais baratos. Na lista dos que mais sofrem fraude estão o merluza e o panga”, revela Danilo, preocupado com o cenário.
Prestes a ser defendida, a dissertação de mestrado de Lissandra Souza Dalsecco em genética pela Escola de Veterinária da UFMG é ainda mais preocupante. Isso porque ela analisou 124 amostras de lácteos rotulados como de búfala, comercializados em Minas, Rio de Janeiro e São Paulo.
“Foram queijos, leites,  iogurtes e doces de leite. A Associação Brasileira de Criadores de Búfalo aceitam até 10% de presença de leite de vaca nesses produtos. No entanto, encontramos em 7% deles muito mais do que 10% de leite de vaca. Havia uma contaminação de 12% a 25%, em alguns casos, de até 100%. Ou seja, um queijo era vendido como de búfala, mas não era. A presença do leite de vaca em baixa quantidade pode não ser intencional, mas quando vemos que há essa alta, acredito que tenha produtor agindo de má-fé”, critica.
Para os dois casos, especialistas pedem atenção. Segundo avalia a nutricionista e consultora do Programa Alimento Seguro Tatiana Miranda, as fraudes são um risco para a saúde. “As pessoas que têm intolerância a algum componente do leite de vaca, por exemplo, ao escolher o de búfala contaminado pode ter danos na saúde, como a síndrome do intestino irritável ou desenvolver distúrbios gastrointestinais”, preocupa-se, dizendo ainda se tratar de uma enganação moral ao cliente.
O nutrólogo Enio Cardillo Vieira lembra que o peixe marinho contém um componente importante para a saúde, o Ômega 3, que protege de muitas doenças. “A substituição de uma espécie dessa por um pescado de água doce é uma enganação ao consumidor, que não terá o benefício na alimentação que espera”, observa.FITOTERÁPICOS Outro produto alvo de fraude sãos os fitoterápicos, como aponta a tese de doutorado em genética de Rafael Melo Palhares. Foram 147 amostras coletadas em farmácias, drogarias e mercados de Belo Horizonte  e também do Sul do Brasil. Quando se trabalha com medicamentos com base em plantas, existe uma lista do Ministério da Saúde que aponta quais espécies podem ser elaboradas para a produção da medicação no país. Cada tipo é recomendado para um mal, que pode ser estomacal, nervosismo, ansiedade, entre outros. “Verificamos que 70% dos fitoterápicos comercializados são de outras espécies da declarada no rótulo, muitas nem aprovadas pelo ministério. É o caso, por exemplo, do Passiflora incarnata, indicado como calmante. Havia nas amostras o gênero Passiflora, mas não era da espécie incarnata. Em outros casos, o princípio ativo que interessa no fitoterápico não existia. E tem sido utilizado espécies que não têm comprovação científica para o uso.”

Rafael acredita que isso pode ser resultado da incapacidade de identificar as espécies. Mas para o diretor do Sindicato dos Farmacêuticos de Minas Gerais e vice-presidente da Federação Nacional de Farmacêuticos, Rilke Novato, a informação é preocupante. “Dependendo do componente de um fitoterápico há reações adversas. Uma fraude pode trazer alguns comprometimentos e efeitos colaterais graves para um paciente. Dependendo da variação da espécie, há uma ação diferente, como, por exemplo, uma liberação ou absolvição mais rápida pelo fígado”, diz. Diante do estudo, ele diz que a terapia pode ser prejudicada. “Traz um prejuízo imenso para a saúde da pessoa, uma vez que uma ação do medicamento pode se tornar  menos eficaz”, reclama.

TÉCNICA
 As pesquisas só puderam ser feitas, de acordo com os pesquisadores, graças à  uma nova metodologia de análise que vem sendo usada no laboratório de genética  animal da Escola de Veterinária da UFMG. Trata-se da técnica de DNA Barcode, uma espécie de método que funciona como um código de barras molecular para identificar espécies. “Nos Estados Unidos essa técnica já é exigida para ser aplicada no comércio de pescados. Na Europa, depois do escândalo da carne de cavalo, a comunidade europeia lançou nota apontando interesse em se tornar obrigatório o método. No Brasil, ele ainda está limitado na área acadêmica. É uma metodologia eficaz, que poderia ser aplicada em larga escala para melhorar a autenticidade desses produtos”, defende Rafael Palhares. Ele diz que o método é qualitativo, “detecta a presença ou não da espécie em análise”.
Os estudos feitos são parte de uma cooperação entre diversas instituições: a empresa Myleus, o Laboratório de Genética da Escola de Veterinária da UFMG, o INCT-IGSPB (instituto  financiado pela Fapemig e CNPq), a Faculdade de Farmácia da UFMG e o Instituto René Rachou (Fiocruz).
FONTE: Estado de Minas.


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