Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

Arquivo da tag: petista

Saiba quem é Rogério Favreto, o desembargador que mandou soltar Lula

Favreto foi filiado ao PT por quase 20 anos e exerceu diversos cargos em governos petistas


O desembargador que mandou soltar o ex-president Luiz Inácio Lula da Silva foi filiado ao PT, entre 1991 e 2010. Em 2011, ele foi nomeado para o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) pela ex-presidente Dilma Rousseff.
Em 2016, foi o único membro da Corte Especial do TRF4 a votar pela abertura de processo disciplinar contra o juiz Sergio Moro.
Também traz no currículo que foi procurador-geral de Porto Alegre em três governos do PT. E também exerceu diversos cargos no Partido dos Trabalhadores.
Trabalhou no primeiro governo do petista ao lado de ex-ministro José Dirceu e com a presidente cassada Dilma Rousseff na época que ela era ministra da Casa Civil.
Antes de ser desembargador, Fraveto ocupou cargos em gestões petistas, inclusive na era Lula e na gestão de Tarso Genro (PT) à frente da Prefeitura de Porto Alegre. Ao longo de 1996, cordenou a assessoria jurídica do Gabinete do Prefeito.
Nos governos Lula, esteve em quatro ministérios diferentes. Primeiro, foi para a Casa Civil em 2005, onde trabalhou na Subchefia para Assuntos Jurídicos sob a chefia de José Dirceu e, depois, de Dilma Rousseff.
Nos anos seguintes, foi chefe da consultoria jurídica do Ministério do Desenvolvimento Social, cujo titular era o também petista Patrus Ananias. Depois, passou pela Secretária de Relações Institucionais e pelo Ministério da Justiça, nos anos em que Tasso comandava as pastas.

    .

    FONTE: Estado de Minas.


    STF nega habeas corpus a Fernando Pimentel e retira sigilo do processo

    Pimentel

    Decisão foi do ministro Celso de Mello e mantém o indiciamento do governador de Minas pela Polícia Federal

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello negou habeas corpus em favor do governador de Minas Fernando Pimentel (PT), em inquérito que tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A decisão manteve o indiciamento do governador pela Polícia Federal (PF), sob suspeita de corrupção passiva, tráfico de influência, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

    Em seu despacho, publicado na segunda-feira (18), o ministro afirmou que a impetração do habeas corpus foi prematura, uma vez que não foram esgotadas as possibilidades de recurso interno no STJ. Segundo Mello, ainda que fosse possível superar esse obstáculo processual, a pretenção de Pimentel não demonstrou densidade jurídica.

    Segundo o decano da Suprema Corte, o indiciamento constitui ato administrativo, de competência privativa da autoridade policial, a quem cabe promover a análise preliminar do fato delituoso. “Torna-se importante destacar, neste ponto, que a realização do ato de indiciamento, quando este for promovido com observância dos pressupostos essenciais à sua legitimação, notadamente com respeito às formalidades previstas”, avaliou Mello.

    O ministro determinou também a retirada do caráter sigiloso do processo. “Nada deve justificar, em princípio, a tramitação, em regime sigiloso, de qualquer procedimento que tenha curso em juízo, pois deve prevalecer a cláusula da publicidade. Não custa rememorar, tal como sempre tenho assinalado nesta Suprema Corte, que os estatutos do poder, numa República fundada em bases democráticas, não podem privilegiar o mistério”, concluiu o ministro. 

    Em nota, o advogado Eugênio Pacelli, responsável pela defesa do governador Fernando Pimentel, afirmou que “respeita o entendimento do douto ministro relator”, mas citou o “entendimento da Procuradoria Geral da República, que vê ilegalidade no indiciamento”. Segundo o advogado, “o indiciamento significa apenas o convencimento da autoridade policial”. “Seguimos na certeza de que o governador não tem responsabilidade penal nos fatos e mantemos plena confiança no Poder Judiciário”, afirmou a defesa de Pimentel.

    .

    FONTE: Estado de Minas.


    Fernando Pimentel é indiciado pela PF por corrupção e outros três crimes

    Governador de Minas é acusado de receber vantagens indevidas de empresas

    Manoel Marques/Iimprensa-MG

    A Polícia Federal indiciou criminalmente o governador de Minas Gerais Fernando Pimentel (PT) por corrupção passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro e tráfico de influência. O enquadramento penal de Pimentel ocorreu no inquérito da Operação Acrônimo.

    Segundo a PF, o governador teria favorecido uma grande revendedora de veículos. A PF também indiciou Pimentel em outro inquérito – desmembramento da Acrônimo – por crime de falsidade ideológica eleitoral.

    Pimentel havia sido intimado para depor na sexta-feira, 8, mas não compareceu. O governador é alvo da Acrônimo por suposto recebimento de vantagens indevidas de empresas que mantinham relações comerciais com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), instituição subordinada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, que ele comandou de 2011 a 2014.

    O indiciamento do governador foi autorizado expressamente pelo ministro Herman Benjamin, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em decisão de fevereiro, o ministro argumentou que, se os policiais responsáveis pelo caso cumpriram as etapas necessárias à investigação, não havia motivo para impedir o indiciamento.

    No inquérito policial, indiciar corresponde a imputar a algum suspeito a autoria de determinado ilícito penal. Não significa, contudo, que o Ministério Público Federal (MPF) concordará com os argumentos e denunciará o envolvido.

    No início do ano, a PF pediu ao STJ o indiciamento de Pimentel por corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro, mas o Ministério Público Federal deu parecer contrário à medida. A PF havia solicitado também autorização para interrogar Pimentel, o que foi permitido por Benjamin.

    Na Operação Acrônimo, em outra frente de investigação, a PF apura suposta “venda” de portarias que beneficiavam o setor automotivo durante a gestão do petista e de seu sucessor, Mauro Borges, na pasta. Ambos negam. Também há suspeitas de que houve financiamento irregular da campanha do ex-ministro ao governo de Minas, em 2014.

    Quando o ministro Herman Benjamin autorizou o indiciamento de Pimentel, o criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro Kakay disse que não se pronunciaria sobre a decisão, pois ela era sigilosa. Ele afirmou que o petista sempre esteve à disposição para colaborar com as investigações e não as teme.

    FONTE: Estado de Minas.

    Deputados pedem investigação sobre ‘petista bom é petista morto’
    Parlamentares querem encontrar responsáveis por panfletos jogados no velório do ex-presidente da Petrobras e do Partido dos Trabalhadores (PT), José Eduardo Dutra, em BH
    PT morto
    Um grupo de deputados petistas solicitou ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) nesta segunda-feira (5) que investigue os responsáveis pelos panfletos com a mensagem “petista bom é petista morto”, que foram distribuídos durante o velório do ex-presidente da Petrobras e do Partido dos Trabalhadores (PT), José Eduardo Dutra, que ocorreu em Belo Horizonte.

    .

    A comissão formada pela presidente do PT, Cida de Jesus, e os deputados Durval Ângelo, Rogério Correia e Cristiano Silveira, se encontrou com promotor Eduardo Nepomuceno para entregar uma representação contra manifestantes que passaram pelo local durante o funeral.
    Deputados pediram apuração de ofensas ao promotor Nepomuceno
    No documento, os petistas alegam que ocupantes de uma Volkswagen Saveiro passaram pelo local atirando os panfletos para fora do veículo.

    .

    Segundo publicou o deputado Durval Ângelo em sua página no Facebook, o promotor teria afirmado que o “fato pode caracterizar infração penal”. Nepomuceno teria salientado ainda que, “além da perturbação de cerimônia funerária, pode haver outros crimes envolvendo o grupo”, segundo a publicação.

    .

    A reportagem tentou contato com o MPMG e com o promotor para saber se a solicitação foi protocolada e quais as medidas que serão tomadas, mas não foi atendida.

    .

    Panfletos ofensivos

    .

    Nas proximidades do local do funeral, um carro passou rápido e jogou papéis criticando o PT. Um dos panfletos diz “petista bom é petista morto”, e em um outro consta a frase “só faz cagada”, sobre uma foto da presidente Dilma Rousseff, sentada em um vaso sanitário. “São ações orquestradas. É lastimável. Nos dói muito esses panfletos e o clima de intolerância”, criticou o deputado estadual Durval Ângelo (PT), que é líder do governo na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) “.

    .

    Folhetos ofensivos foram distribuídos em velório, fechado ao público
    Sobre os panfletos ofensivos a presidente e ao partido, o ex-deputado federal Virgílio Guimarães, contemporâneo de Dutra, comentou “é lamentável, e parte dessa onda de ódio que vive o país”.

    .

    Manifestantes também estiveram na porta do funeral, por cerca de 40 minutos, e protestam contra o ex-presidente Lula. O grupo segura cartazes com os dizeres: “Lula traidor”, “Lula, pai dos ricos”, Lula, amigo seu, nem morto” e “Lula, sua hora está chegando”.

    .

    Ao saber da manifestação contrária ao partido, o deputado federal Reginaldo Lopes (PT) afirmou que “este pessoal não têm nenhuma representatividade. Eles tentam causar constrangimento totalmente inadequado”. O Saveiro preto passou mais de uma vez no local. Ele tem adesivos que criticam o Lula e o PT.

    .

    O velório

    .

    O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, ambos petistas, estiveram presentes por cerca de duas horas no velório do ex-presidente da Petrobras e do Partido dos Trabalhadores (PT), José Eduardo Dutra. Ele tinha 58 anos, e morreu nesse domingo (4) em decorrência de um câncer de pele. Dutra, que já foi senador, era natural do Rio de Janeiro e fez carreira política em Sergipe.

    .

    O velório aconteceu a portas fechadas, apenas para familiares, amigos mais próximos e autoridades. Em seguida, o corpo de Dutra foi cremado no cemitério Parque da Colina, na região Oeste da capital.

    .

    Conforme a segurança do governador, Pimentel buscou Lula no aeroporto da Pampulha. Ministros e outras autoridades também comparecem. Foram disponibilizadas vagas no entorno do local da cerimônia para os participantes.

    .

    A deputada estadual Marília Campos também esteve presente. Coroas de flores, em nome de Dilma e do Instituto Lula chegaram para homenagear Dutra.

    .

    “Ele (Dutra) era uma pessoa de valor. A marca dele é a ética pública, que para mim é probidade e o radical compromisso com a democracia e a Justiça social”, afirmou o secretário estadual de Direitos Humanos, Nilmário Miranda (PT).

    .

    Homenagem de Lula

    .

    Sem conversar com a imprensa, Lula, Pimentel e o atual presidente do PT, Rui Falcão disseram algumas palavras destacando a importância de Dutra no partido e como presidente da Petrobras.

    .

    “Quando muita gente acreditava que a Petrobras precisava ser privatizada, ele (Dutra) foi uma das pessoas que no momento em que governou a Petrobras, recuperou a Petrobras e deu uma dimensão extraordinária a Petrobras”, discursou Lula, próximo ao caixão.

    .

    Em outro momento, o ex-presidente disse que a família de Dutra tinha motivos para se orgulhar do companheiro. “Nós somos como se fosse uma árvore. Nós morremos, mas deixamos frutos. A vida continua. Ele renasceu nos filhos, renascerá nos netos e o que é importante é que a gente guarde José Eduardo aqui pelo o que foi a sua passagem pela terra, com a dignidade e seu compromisso com a luta pelo povo pobre deste país, com a luta dos trabalhadores brasileiros, para construir um país democrático e justo”.

    .

    Emocionado, e se dirigindo ao amigo falecido, Lula finalizou: “Acho, Zé, que você cumpriu com a sua tarefa. O importante é que sua mãe, irmãs e filhos, estão conscientes do papel que você exerceu. Espero que seus filhos consigam seguir o exemplo de dignidade que você conseguiu dar nestes 58 anos de vida. A sua carne se vai, mas as suas ideias permanecem. E são suas ideias que vão ajudar os seus filhos, seus netos e vários companheiros seus do Sergipe. A sua passagem pela terra valeu muito e valeu muito mais a pena ter conseguido ser seu amigo”.

    .

    Histórico

    .

    José Eduardo Dutra, que nasceu no Rio de Janeiro, mas fez carreira política em Sergipe, assumiu a presidência do PT em 2010, mas ficou no cargo apenas até abril de 2011, devido a problemas médicos. No seu lugar, assumiu Rui Falcão, o atual presidente da sigla.

    .

    Também trabalhou como um dos coordenadores da campanha da eleição de Dilma Rousseff, em 2010, ao lado de Antonio Palocci e do ministro da Justiça. José Eduardo Cardozo. Dutra foi presidente da Petrobras, tendo assumido o cargo, em 2003, no primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sendo substituído em julho de 2005 por José Sérgio Gabrielli.

    .

    Depois, ele retornou à empresa em 2007, como presidente da BR Distribuidora, deixando o cargo em janeiro de 2009 para disputar a presidência do PT, quando foi eleito. Antes, foi presidente do Sindicato dos Mineiros do Estado de Sergipe, entre 1989 e 1994, e dirigente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), de 1988 a 1990.

    .

    Em 1994, foi eleito senador por Sergipe. Atualmente era o primeiro suplente do senador Antonio Carlos Valadares (PSB/SE).

    .

    FONTE: O Tempo.


    A herança caótica de Agnelo para o DF

    Brasília vive entre greves e manifestações do funcionalismo, que não recebe

     

    DF

    Agnelo deixou a Rollemberg 69 reais no cofre e uma dívida de 3,8 bilhões

    O Congresso só voltará do recesso em fevereiro, mas as ruas de Brasília já se agitam. Desde o fim do ano passado, servidores públicos do Distrito Federal promovem ruidosos atos em protesto contra o atraso no pagamento de salários e benefícios. Trabalhadores terceirizados e motoristas de ônibus fizeram paralisações pontuais. Os médicos cruzaram os braços por cinco dias, restringindo o atendimento nos hospitais públicos apenas aos casos de urgência e emergência.

    Pouco antes de a Justiça declarar a greve ilegal e ordenar a volta ao trabalho, o governo viu-se obrigado, na segunda-feira 19, a decretar situação de emergência. Em férias, os professores também se mobilizam e ameaçam não retornar às aulas. A crescente insatisfação do funcionalismo é um desafio a mais para o novo governador, Rodrigo Rollemberg (PSB), herdeiro ainda de uma dívida de 3,8 bilhões de reais deixada pelo antecessor, o petista Agnelo Queiroz.

    “Esta é a maior crise financeira da história do Distrito Federal”, apressa-se a esclarecer Rollemberg, ao conversar com CartaCapital. “Encontramos o caixa do governo com 69 mil reais. Isso era todo o disponível no dia 1º de janeiro na conta única do Tesouro. E a folha de pagamento da Saúde e da Educação venceria no quinto dia útil do mês, no caso 8 de janeiro”.

    Os salários referentes ao mês de dezembro foram garantidos com o repasse do Fundo Constitucional, ao qual Brasília tem direito para contribuir na manutenção dos serviços de saúde, educação e segurança pública. Mas a parcela, em torno de 700 milhões de reais, foi insuficiente para quitar todos os débitos trabalhistas.

    Na Saúde, os atrasos no pagamento de horas extras ocorrem desde outubro, queixa-se Gutemberg Fialho, presidente do Sindicato dos Médicos (SindMédico). Boa parte dos profissionais também não recebeu 13º salário e o abono de férias. O governo se dispôs a quitar os débitos em seis prestações, até junho. Além do prazo prolongado, os médicos se queixam de uma proposta de escalonamento no pagamento dos salários.

    Pela medida, quem ganha até 9 mil reais líquidos continuaria a receber no quinto dia útil do mês. Para os demais, a diferença seria paga em outras datas estipuladas pelo governo. A discussão foi parar no Tribunal de Contas do Distrito Federal, após a procuradora Cláudia Pereira entrar com um pedido de liminar contra o escalonamento.

    Em respeito à decisão judicial que declarou a greve da categoria ilegal, o SindMédico orientou os profissionais a retornar ao trabalho, embora mantenha o estado de alerta. “Há tempos denunciamos o sucateamento da Saúde. Falta tudo nos hospitais. De Novalgina a medicamentos antitrombóticos, para tratar infarto agudo do miocárdio”, comenta Fialho.

    Os professores da rede pública, por sua vez, queixam-se de atrasos no pagamento de férias, 13º salário e rescisões de contratos de trabalho temporários. “Quem ganha pouco não aguenta esperar seis meses. Muitos colegas estão se afundando em empréstimos para pagar as contas de casa”, diz Cláudio Correia, diretor do Sindicato dos Professores (Sinpro). O governo prometeu enviar à Câmara Legislativa um pedido de Antecipação de Receitas Orçamentárias de 300 milhões de reais. Caso seja aprovado, seria possível quitar os débitos trabalhistas em parcela única.

    Rollemberg ataca em várias frentes para sanear as contas do Distrito Federal, a começar pelo enxugamento da máquina pública. O número de Administrações Regionais foi reduzido de 31 para 25. O corte de 1,3 mil servidores comissionados nessas unidades resultará em uma economia mensal de 1,5 milhão de reais. Algumas secretarias serão extintas ou fundidas à estrutura de outras. O governo empenha-se ainda na renegociação com fornecedores e na revisão de antigos contratos.

    “O ex-governador Agnelo Queiroz tomou decisões que aumentavam muito os gastos públicos sem consultar as secretarias da Fazenda e do Planejamento, ou contra a orientação dos técnicos dessas pastas”, critica Rollemberg. Em quatro anos, a folha de pagamento dos servidores passou de 1,2 bilhão de reais para 2 bilhões, exemplifica. “Houve um total descontrole. Como explicar uma despesa de quase 2 bilhões de reais para erguer um estádio para a Copa do Mundo e pequenas obras no entorno?”

    Pouco antes de deixar o governo, Queiroz esboçou uma autodefesa. “Esse déficit de R$ 3,8 bilhões é uma ficção, uma mentira”, afirmou ao jornal Correio Braziliense. Segundo ele, o rombo alardeado pela equipe de Rollemberg não passa de uma “cortina de fumaça” para justificar o não cumprimento de promessas de campanha.

    Tão logo passou a faixa para o sucessor, o ex-governador petista, que amargou o fracasso na campanha de reeleição ainda no primeiro turno, viajou com a família para Miami.

    A temporada de férias, num momento tão difícil para o Distrito Federal, irritou colegas de partido. Boatos de uma possível expulsão do ex-governador dos quadros do PT ganharam fôlego nas páginas dos jornais.

    A direção nacional do PT nega, porém, a existência de qualquer sindicância contra ele. O deputado Roberto Policarpo, presidente do PT no Distrito Federal, reconhece a existência de petistas que apostam na saída de Queiroz, mas coloca panos quentes. “Ele deixou um importante legado para Brasília que precisa ser defendido. O resultado das urnas reflete falhas na comunicação e na articulação política”, diz. “O novo governo superdimensiona a crise para desviar o foco das cobranças.”

    Em resposta, Rollemberg lembra que as finanças da gestão anterior deverão ser analisadas pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal nos próximos dias. “Os dados apresentados foram obtidos oficialmente”, afiança. “Além disso, o caos estava nas ruas. Em dezembro, tivemos mais de dez dias de greve de ônibus por falta de pagamentos. Os hospitais estavam completamente desabastecidos de medicamentos. O mato crescia pelas ruas. Todo mundo viu esse cenário, não há como negar.”

     

    FONTE: Carta Capital.


    Receita de Rollemberg contra a crise inclui cortes e pacto entre poderes

    Governador eleito avisa que rombo no caixa pode chegar a R$ 3,8 bilhões em janeiro e teme paralisação de serviços básicos, incluindo transtornos nas áreas de educação, saúde e segurança

    Em crise, governo do DF diz não ter dinheiro para pagar salários

    Rollemberg

    .
    Com uma dívida que supera os R$ 3,5 bilhões, com salários de servidores atrasados e ameaças de paralisações, a equipe econômica do governador Rodrigo Rollemberg (PSB) admitiu nesta terça (6) não ter recursos suficientes para pagar os salários dos servidores do DF, que deveriam receber no dia 8 deste mês, se não receber um socorro financeiro do governo federal.
     .
    Os aliados de Rollemberg, empossado no dia 1º de janeiro, responsabilizam seu antecessor, Agnelo Queiroz (PT), por deixar déficit de R$ 3,1 bilhões nos caixas do GDF. O governo do Distrito Federal diz ter apenas R$ 64,2 mil em seu caixa para honrar os compromissos e pagamentos do mês de janeiro, que incluem salários atrasados de servidores das áreas de saúde e educação.
     .
    Em busca de socorro financeiro, Rollemberg pediu nesta segunda (5) ao ministro Joaquim Levy (Fazenda) para antecipar R$ 400 milhões do fundo constitucional do DF para pagar os salários dos servidores até o dia 8, mas ainda não recebeu o sinal verde da equipe econômica.
     .
    Só os salários atrasados de novembro de dezembro de 2014 somam mais de R$ 1 bilhão. Também estão no bolo da dívida gratificações natalinas e férias não pagas, assim como precatórios e empenhos que acabaram não executados pela gestão de Agnelo, segundo a atual equipe econômica do DF.
     .
    Secretário de Fazenda do DF, Leonardo Colombini admitiu nesta terça que há um “rombo nas contas” do Distrito Federal. “Não podemos garantir os pagamentos no dia 8. Se tivesse dinheiro, o governo estava pagando. O Estado não ia ficar com dinheiro no bolso e não pagar as contas”, afirmou.
     .
    O secretário da Casa Civil, Hélio Doyle, disse que a situação é de “crise” e não descarta a adoção de medidas como aumento de impostos e novos cortes de gastos para solucionar o déficit orçamentário do DF. “Não é simplesmente grave, é muito grave. Todas as possibilidades são estudadas, avaliadas. Não se pode deixar de lado qualquer uma”, afirmou.
     .
    Os secretários de Rollemberg atribuem à “irresponsabilidade” da gestão de Agnelo Queiroz a dívida repassada ao novo governo. Doyle disse que o governo do petista ampliou gastos sem aumentar sua receita, reajustando salários e nomeando novos servidores sem os respectivos recursos.
     .
    “Houve grande irresponsabilidade do governo anterior ao aumentar despesa sem ampliar as receitas. O governo aumentou a folha de pagamento no montante insustentável pelos cofres do GDF. O ônus é nosso, mas o problema vem lá de trás.”
     .
    Colombini fez um “apelo” á população do DF para que entenda a situação financeira do governo, inclusive antecipando o pagamento de impostos como o IPVA. “Precisamos da solidariedade da população. Quem quiser antecipar imposto, será muito bem-vindo.”
     .
    A equipe de Rollemberg promete anunciar novas medidas de cortes nos próximos dias, além das que foram implementadas pelo governador há três dias, como redução de servidores comissionados e das secretarias do DF.
    .
    A situação administrativa do Distrito Federal é muito pior do que o imaginado, diz o governador eleito, Rodrigo Rollemberg (PSB). Após um mês e meio de trabalho da equipe de transição, o futuro chefe do Executivo local demonstra grande preocupação com a situação da capital e afirma que o diagnóstico assusta, por Brasília viver o maior desequilíbrio financeiro da história. Para sanar os problemas, o socialista prega a necessidade de um grande pacto em nome da cidade, envolvendo os Três Poderes e a população. “Precisamos fazer um grande pacto, buscando o apoio das instituições, como a Câmara Legislativa, o Ministério Público do DF e Território, o Tribunal de Contas do DF, e a sociedade, em nome de Brasília, para enfrentarmos esses problemas e resolvê-los o mais rápido possível”, disse.
    .
    Em entrevista coletiva, Rollemberg fez um primeiro balanço da transição e aumentou a previsão do rombo no caixa, inicialmente calculado em R$ 2,1 bilhões, para R$ 3,8 bilhões. Ele foi duro ao avaliar a administração de Agnelo Queiroz: “Vemos um total descontrole, total desorganização e total irresponsabilidade administrativa, com o aumento exponencial dos gastos. Gastos muitas vezes contratados sem o apoio, sem o acordo, sem a concordância da Secretaria de Fazenda”. Além disso, listou uma série de riscos que os brasilienses correm em 2015 com o encerramento de contratos responsáveis por serviços essenciais à sociedade. “Temos informações de que, pela primeira vez na história, o DF não conseguirá honrar os pagamentos de salários de 2014 com recursos de 2014. O DF não pagará os salários com recursos do Fundo Constitucional referente a 2015, mas, sim, com verba do tesouro, descumprindo com isso a Lei de Responsabilidade Fiscal”, alertou.
    .
    A palavra mais usada pelo futuro governador na coletiva foi austeridade. Embora tenha afirmado que não apenas uma medida é estudada para resolver os problemas, mas um conjunto delas, tudo leva a crer que o principal meio para sanar as dívidas deve ser na economia com pessoal. Correspondendo ao pedido expresso do senador eleito José Antônio Reguffe (PDT) no período pré-eleitoral, enquanto eram articuladas as coligações, Rollemberg deve cortar em 60% o número de cargos comissionados no GDF. O número de secretarias, que já chegou a 39, tende a ser reduzido para, no máximo, 22. O governador eleito acredita que, apesar das dificuldades, é possível encontrar uma saída. “Estou muito otimista. Quanto mais problemas encontramos, mais ânimo nos dá para melhorarmos a vida do cidadão brasiliense”, afirmou.
    .
    100 desafios
    A transição levantou 100 riscos que a futura composição do GDF correrá a partir de 1º de janeiro. São contratos com vencimento previsto para o início do ano e, caso não sejam renovados ou nenhuma atitude seja tomada a respeito, podem causar a interrupção de serviços prestados à população. Na lista, está uma eventual paralisação das aulas nos ensinos infantil e fundamental por falta de professor. No nível médio e nas escolas técnicas, a escassez de docentes pode atrapalhar os alunos em algumas disciplinas específicas. Segundo a equipe de transição, há uma carência de 3.234 professores, sendo 406 deles de matemática e 406 de português.

    .
    FONTE: Hoje Em Dia e Correio Braziliense.

    Ex-petista trocou torpedos durante votação na Câmara

    Vargas trocou torpedos durante votação na Câmara
    Vargas trocou torpedos durante votação na Câmara

    Tendo tentado até o último momento evitar a cassação, André Vargas (ex-PT-PR) trocou torpedos durante a votação com o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).

    Nas mensagens flagradas pela Folha o ex-petista afirmou que é “um cisco” dentro da Operação Lava Jato da Polícia Federal, que investiga o esquema de corrupção na Petrobras.

    Ao peemedebista, Vargas disse ainda que os deputados vão reconhecer a injustiça que cometeram quando forem divulgadas as delações do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Yousseff.

    “Vão me cassar hoje e sem defesa. Na Lava Jato, eu sou um cisco”, afirmou o ex-petista minutos antes da aprovação da perda do mandato. “Depois das delações, vão se lembrar das injustiças que fizeram comigo”, completou.

    Segundo integrantes da CPI do Congresso que investiga desvios na Petrobras, Paulo Roberto confidenciou ter delatado de 35 a 40 congressistas do PP, PMDB e PT.

    Vargas foi vice-presidente da Câmara até abril deste ano. Ele renunciou ao cargo após o escândalo vir à tona.

    FONTE: Folha.



    %d blogueiros gostam disto: