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Homem morre após ser atacado por enxame de abelhas em Andradas, MG

Vítima praticava escalada com amigo na zona rural do município. 
Bombeiros encontraram homem com mais de 100 picadas pelo corpo.

 

Um homem de 42 anos morreu após ser atacado por um enxame de abelhas enquanto praticava escalada na Pedra do Pântano, na zona rural de Andradas (MG), nesta quarta-feira (19). Segundo o Corpo de Bombeiros de Poços de Caldas (MG),  Davi Augusto Marski Filho estava acompanhado por um amigo, de 58 anos, que mesmo após ser atacado, conseguiu percorrer dois quilômetros de mata fechada até chegar à estrada e pedir ajuda.

De acordo com os bombeiros,  quando Marski foi encontrado, já estava morto. A escuridão e o acesso complicado dificultaram os trabalhos dos bombeiros, que precisaram usar técnicas de escalada para chegar ao local. O corpo estava pendurado a uma altura de cerca de 12 metros e tinha uma fratura no crânio, além de mais de cem picadas de abelhas pelo corpo. Os militares acreditam que ele tenha  caído de uma altura de cerca de oito metros e batido a cabeça ao tentar fugir do ataque dos insetos. Na mochila dele, foi encontrado um antialérgico injetável.

Em uma rede social, Marski revela a paixão pela aventura. Na terça-feira (18), ele publicou uma foto dos equipamentos e comentou que no dia seguinte, bem cedo, partiria para Andradas.

O corpo dele foi removido e levado para o Instituto Médico Legal (IML) de Poços de Caldas, onde a necropsia constatou que ele morreu em decorrência de choque anafilático e asfixia provocados pelo veneno das abelhas.

Já o amigo da vítima foi socorrido para o pronto-socorro de Andradas e em seguida encaminhado para a Santa Casa de Poços de Caldas. Segundo informações da assistência social do hospital, ele permanece internado em observação, mas sem risco de morte. Os dois são de Hortolândia(SP).

Rapaz fazia escalada na Pedra do Pântano quando foi atacado por abelhas em Andradas (Foto: Corpo de Bombeiros)
Rapaz fazia escalada na Pedra do Pântano quando foi atacado por abelhas em Andradas

FONTE: G1.


Acidentes com animais peçonhentos no país dobram em 10 anos

Crescimento é preocupante, diz pesquisadora do Instituto Butantan.

Ação do homem no meio ambiente tem provocado fenômeno, afirma.

 

Dona de casa acredita que escorpião estava no ralo da pia (Foto: Rodrigo Sargaço/EPTV)Escorpiões causaram quase 80 mil acidentes no país no ano passado

Os acidentes com animais peçonhentos vêm aumentando no Brasil: entre 2003 e 2013, o número de ocorrências pulou de 75.642 para 162.234, crescimento de 114,5%, segundo dados do Ministério da Saúde.

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O assunto veio à tona na conferência de abertura da XXIX Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE), que acontece esta semana em Caxambu, Minas Gerais. De acordo com a médica Fan Hui Wen, pesquisadora do Instituto Butantan, o aumento se deve principalmente a alterações ambientais provocadas pelo homem.

No caso dos acidentes com escorpiões, que foram responsáveis por 79.481 acidentes notificados no ano passado, o crescimento pode ser atribuído à degradação do ambiente urbano, principalmente nas periferias, segundo a pesquisadora. “O acidente por escorpião vem sendo registrado principalmente nessas áreas, em regiões onde as condições sanitárias não são as mais adequadas. Temos visto isso principalmente nas capitais do Nordeste”, diz Hui.

Peçonhentos
Quanto às lagartas, que começaram a provocar acidentes principalmente na Região Sul do país na década de 1980, o problema tem sido o desmatamento. “Elas começaram a surgir em função de quase não haver mais mata nativa na região sul.

Não é um processo de um ano para o outro, mas acontece ao longo do tempo até que chega um limiar em que esses animais não têm como buscar seu sustento no que restou do que era seu ambiente, então vão buscar essas condições no ambiente urbano”, diz a pesquisadora. As lagartas provocaram 3.739 acidentes no ano passado.

Acidentes com aranhas também tiveram um boom na década de 1980, principalmente com o crescimento das cidades do Paraná. No ano passado, foram 29.816 picadas de aranha no Brasil.

Já o aumento das picadas de cobra pode ter relação com iniciativas como a concessão de hidrelétricas e abertura de espaços anteriormente cobertos com mata nativa principalmente na Amazônia. “Essas alterações ambientais já vêm sendo estudadas há algum tempo e demonstra-se que em locais onde elas acontecem, o número de acidentes começa a sair do que seria esperado para aquele local”, observa Hui. No ano passado, 28.247 picadas de cobra foram notificadas no país.

Para a médica, apesar de o soro anti-veneno já ser um tratamento consolidado, a ciência ainda pode contribuir muito no desenvolvimento de estratégias complementares de tratamento dos acidentes com animais peçonhentos, principalmente no que diz respeito aos efeitos locais das picadas. O soro corta o efeito sistêmico do veneno, mas muitos pacientes têm os membros atingidos necrosados e amputados.

Segundo ela, muitos desses efeitos não são provocados diretamente pelo veneno, mas pela ativação de componentes do organismo que geram uma resposta secundária. “A busca de tratamentos complementares visa encontrar substâncias capazes de bloquear essa ativação secundária”, diz. Segundo ela, algumas estratégias já foram testadas em animais, mas ainda falta que esses conhecimentos passem da bancada do laboratório para testes com humanos.

FONTE: G1.


Mosquitos: tipo de sangue, consumo de cerveja e até suor podem atrair o inseto

 

Pessoa com sangue tipo O são as que mais atraem

Você já esteve em algum lugar e percebeu levar mais picadas de mosquito do que as pessoas em volta? Saiba que pode haver uma explicação para isso. Pesquisas mostram que o tipo de sangue pode afetar a atração desses insetos.

Desde 1972 pesquisadores tentam entender como os mosquitos escolhem suas vítimas. As cientistas britânicas Corine Wood e Caroline Dore publicaram um estudo em que sugerem que os mosquitos da espécie Anopheles Gabiae, hospedeiro e transmissor da malária são especialmente atraídos pelo sangue tipo O. Em 2004 cientistas japoneses quiseram confirmar essa preferência e foram mais fundo. 64 participantes se expuseram voluntariamente a uma série de mosquitos e mais uma vez os do tipo O foram os mais atacados. Entre eles, a maior parte dos insetos buscavam pessoas que secretavam sacarídeos, o açúcar.

Mosquitos da espécie Anopheles gabiae são especialmente atraídos pelo sangue tipo O Foto: Seksan 44
Mosquitos da espécie Anopheles gabiae são especialmente atraídos pelo sangue tipo O

O hematologista Alexandre Mello confirmou que existe sim uma nítida atração para pessoas portadoras de sangue tipo O, em especial aquelas que têm o chamado fenótipo secretor. “Os indivíduos secretores são portadores de um gene que faz com que os antígenos, moléculas capazes de produzir anticorpos, que definem o tipo sanguíneo sejam secretados por várias mucosas do corpo”.

Mas a pergunta que permanece sem resposta é: por que os mosquitos preferem as pessoas com tipo O secretoras? Ainda não existem estudos que consigam responder isso. Mas dá para evitar alguns fatores que aumentam o interesse do mosquito como, temperatura corporal elevada, gravidez, ingestão de bebida alcoólica (em especial a cerveja), maior eliminação de gás carbônico, movimentação, peso corporal elevado e até certas cores de roupa como preto, azul marinho e vermelho.

Do ponto de vista médico, saber o que atrai mosquitos é uma informação que pode ajudar muito no controle de doenças transmitidas por esses vetores, como é o caso da malária e em nosso país em especial, a dengue. Entender os mecanismos bioquímicos e moleculares envolvidos pode levar à descoberta de novos compostos e estratégias capazes de repelir os mosquitos.

A solução mais indicada é utilizar repelentes que possuem o DEET Foto: Chris 74A solução mais indicada é utilizar repelentes que possuem o DEET

Evitando mosquitos durante o exercício

Para os aventureiros que costumam acampar e praticar esportes ao ar livre, não só o sangue é um fator forte de atração para os mosquitos. “Vejamos o exemplo de um homem, usando roupas pretas, movimentando-se e transpirando ativamente, e obviamente, produzindo mais calor na superfície cutânea e mais gás carbônico pela respiração acelerada e maior produção de ácido lático pela musculatura. Se esse sujeito tiver sangue tipo O, fenótipo secretor, e tiver tomado um chopinho, será um verdadeiro banquete para os mosquitos”, explica o hematologista.

A solução mais indicada é utilizar repelentes que possuem o DEET, (N, N-dimetil-3-metilbenzamida), uma substância presente nesse tipo de produto. “Os repelentes costumam ser altamente eficientes e com baixíssima toxicidade, inclusive para crianças”, finaliza Alexandre.

FONTE: UOL.



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