Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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Cadelinha se entrega à polícia junto ao dono que foi preso por tráfico

Quando o animal viu seu dono se jogar no chão para se render aos agentes, a cadela, se entregou à polícia junto com ele

Dois homens foram presos por tráfico de drogas em um distrito de Campo Grande, no Mato Grosso. Porém, uma cadelinha roubou a cena na hora do flagrante, ocorrido na última sexta-feira (15).

De acordo com a Polícia Militar (PM), quando o animal viu seu dono se jogar no chão para se render aos agentes, a cadela, com pouco mais de dois meses, “se entregou” à polícia junto com ele. A cena logo viralizou na internet.

O oficial que atendeu a ocorrência informou que a foto foi tirada no instante que ela estava deitada, de barriga para cima, o que deu a impressão de que ela estava realmente se entregando.

A dupla foi presa com 11 quilos de maconha e foram encaminhados para a delegacia de Deodápolis. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados.

Reprodução redes sociais

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FONTE: O Tempo.


Celulares roubados em Minas poderão ser inutilizados em 24h com nova central de bloqueios

Quem tiver o celular roubado ou furtado em Minas Gerais terá mais chances de recuperá-lo. O governo do Estado lançou nesta sexta-feira (6) uma central de bloqueio dos aparelhos. Com isso, será possível inutilizar o dispositivo em 24 horas informando apenas o número da linha e o registro do boletim de ocorrência.

Caso a Polícia Militar (PM) recupere o aparelho em alguma ocorrência, o dono será comunicado e poderá buscar o celular na unidade policial em que ele se encontra. Nos quatro primeiros meses de 2018, um celular foi levado em 56,6% dos roubos em Minas. Segundo o Estado, as principais vítimas são mulheres jovens, entre 18 e 24 anos.

 

O serviço está disponível no site da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp). A vítima deve informar dados pessoais, o registro de roubo ou furto na PM e o número do celular. O boletim de ocorrência deve ser registrado em até 48 horas antes da solicitação de bloqueio.

Antes, a única forma de inutilizar os dispositivos para evitar acesso de criminosos aos dados pessoais era fornecendo a Identificação Internacional de Equipamento Móvel (Imei), número que fica na caixa do aparelho e que muitas pessoas não têm acesso mais.

A expectativa das forças de segurança é que a medida possa diminuir o comércio de celulares roubados. “Vai reduzir um crime que está incomodando muito a população. Não é um crime de grande impacto, mas incomoda demais. nós vamos oferecer também a possibilidade de ter o aparelho de volta, se ele for apreendido em alguma operação policial a pessoa poderá recuperá-lo com muita rapidez e facilidade”, afirma o governador.

Central de Bloqueio de Celular (CBLOC) é destinado à redução do número de roubos e receptação de celulares

Central de Bloqueio de Celular (CBLOC) é destinado à redução do número de roubos e receptação de celulares

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FONTE: Hoje Em Dia.


Ex-presidente da Câmara de BH e mais sete são alvos de mandado de prisão

Até o momento, foram cumpridos mandados contra Wellington Magalhães e a mulher dele, Kelly Magalhães, na Operação Sordidum Publicae

O ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte Wellington Magalhães (PSDC) foi preso na manhã desta segunda-feira (18) após deflagração da operação Sordidum Publicae, da Polícia Civil e do Ministério Público de Minas Gerais. Além do vereador, outras sete pessoas receberam mandado de prisão preventiva – até o momento só o parlamentar e sua esposa, Kelly Magalhães, foram presos.

Também há um mandado para o ex-diretor de comunicação da Câmara, Márcio Fagundes, e para os empresários Marcus Vinicius Ribeiro, Rodrigo Dutra de Oliveira, Christiane de Castro Melo Cabral Ribeiro, Frederico Ribeiro Guedes, Paulo Victor Damasceno Ribeiro.

A operação decorre a partir da Santo de Casa, que em dezembro de 2016 apontou uma série de irregularidades em licitações e contratos de publicidade da Câmara. Magalhães, segundo o MPMG, seria o líder de um esquema que teria desviado R$ 30 milhões a partir destes repasses irregulares.

Santo de Casa

No dia 6 de dezembro de 2016, o então presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Wellington Magalhães (PSDC), teve o mandato suspenso durante a investigação pelos crimes de peculato, corrupção passiva, fraudes em licitações e lavagem de dinheiro.

No mesmo dia, a casa de Magalhães e a Câmara Municipal de Belo Horizonte foram alvos da operação “Santo de Casa”, organizada pelo Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Minas Gerais. Além do MP, participaram da investigação, a Polícia Civil, o Ministério Público de Contas Estadual e a Receita Estadual.

Magalhães tornou-se alvo após apresentar um patrimônio não condizente com o valor do seu vencimento como vereador de Belo Horizonte.

De acordo com o Ministério Público, há indícios de simulações de contratos de licitações fictícios com empresas de sua confiança para a prática de lavagem de dinheiro.

A concorrência investigada selecionou a Feeling Comunicação, que terceirizou os trabalhos para outras empresas, entre elas, a Santo de Casa Produções Ltda. Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), tratava-se de uma empresa fantasma que emitia notas fiscais falsas para justificar gastos não comprovados.

Segundo a investigação, as fraudes envolvendo a contratação de serviços de publicidade acarretaram um aumento de mais de 100% das despesas da Câmara somente no exercício de 2015, saltando de cerca de R$7,5 milhões nos exercícios de 2013/2014 para mais de R$18 milhões somente em 2015.

Dentre os vários indícios apurados, foram encontradas evidências de pagamentos a empresas de fachada para prestação de serviços fictícios de publicidade.

Wellington Magalhães

Magalhães deve retornar à Câmara na próxima segunda-feira

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FONTE: O Tempo.


PM apreende cerca de 50 celulares em ação para recuperar aparelhos furtados no carnaval

Os aparelhos estavam em uma banca instalada em um shopping popular de Belo Horizonte. Corporação afirma que já identificou alguns celulares de vítimas de furto durante a folia na capital


O furto e roubo de celular foram as ocorrências mais registradas durante o carnaval. Para tentar recuperar aparelhos que foram levados dos foliões, a Polícia Militar (PM) realiza uma operação em Belo Horizonte com o trabalho de inteligência da corporação. Somente em uma ação nesta quinta-feira em um shopping popular da capital mineira foram recuperados aproximadamente 50 telefones. Alguns deles foram identificados como sendo de vítimas durante a festa.
Os trabalhos para tentar encontrar os aparelhos foram iniciados pelo serviço de inteligência da PM. “Já sabemos que durante o carnaval este tipo de crime aumenta. Por isso, já foi feito um trabalho de monitoramento de estabelecimentos, e também de registro dos telefones roubados e e-mails que estavam no aparelho. Desde ontem (quarta-feira), passamos a acompanhar vários aparelhos por meio de aplicativos de localização”, explicou o major Cláudio Henrique Ribeiro Santos, comandante da 6ª Companhia da Polícia Militar.

Com as informações colhidas nas apurações, os policiais conseguiram chegar até um box localizado em um shopping popular de Belo Horizonte. Lá, conseguiram encontrar diversos aparelhos de origem duvidosa. “Abordamos os funcionários da banca e encontramos cerca de 50 aparelhos, a maioria deles iPhone, que tem um valor mais alto no mercado”, afirmou o comandante.

Ao menos uma pessoa que estava no local foi presa. A PM continua os levantamentos para chegar até o dono do estabelecimento. Ainda está sendo apurado como os aparelhos chegaram até o shopping popular. “Os funcionários deram algumas informações, mas não chegamos a uma lógica. Eles falam que pessoas chegam oferecendo o aparelho, ou na própria rua é feito a triagem. Mas, sabemos que na receptação existe uma grande rede por trás. Não se trabalha sozinho”, comentou Cláudio Santos.

Os aparelhos foram encaminhados para a 6ª Companhia da PM, onde o boletim de ocorrência está sendo confeccionado. A operação vai continuar, segundo o comandante, em vários pontos da cidade.

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FONTE: Estado de Minas.


Em meio à crise nacional, PM mineira ameaça fazer greve

Militares exigem volta do pagamento integral no quinto dia útil e 20% de reajuste salarial

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Salários. A remuneração inicial da Polícia Militar mineira é de R$ 4.098, sétima maior do país

Em meio à tensão dos movimentos no Espírito Santo e no Rio de Janeiro, os policiais militares mineiros agora ameaçam cruzar os braços em março caso o governo não ceda a suas reivindicações. Eles exigem a volta do pagamento integral dos salários no quinto dia útil (os vencimentos de todo o funcionalismo estão sendo parcelados desde janeiro de 2016) e 20% de reajuste para compensar perdas inflacionárias dos dois últimos anos.

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O salário inicial dos PMs de Minas dobrou de 2011 para 2015, chegando a R$ 4.098, o sétimo maior do Brasil. Espírito Santo tem o pior vencimento (R$ 2.646), e o Rio de Janeiro tem valor próximo (R$ 2.992). Além disso, os militares de Minas aposentam com salário integral e recebem benefícios por tempo de serviço.

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Nessa terça-feira (14), três deputados ligados à categoria e cinco entidades de classe se reuniram e lançaram uma agenda de mobilizações no Estado. A primeira ação prevista é a convocação das mulheres dos PMs para uma reunião na Assembleia Legislativa (ALMG), na sexta-feira. No Espírito Santo, foram elas que fecharam batalhões – já que, pela Constituição, eles não podem fazer greve, com pena inclusive de prisão. A programação inclui ainda o lançamento da campanha “A segurança pública de Minas vai parar porque o governo está descumprindo a lei”. O objetivo é obter o apoio da população em caso de paralisação.

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A outra ação é uma assembleia da categoria em 7 de março. Se não houver acordo com o governo até lá, haverá greve, segundo o deputado estadual Sargento Rodrigues e o presidente da Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares de Minas Gerais (Aspra), sargento Marco Antônio Bahia.
“Não vamos falar quais foram todas as estratégias deliberadas na reunião, mas vai ter paralisação”, disse o deputado. A reunião teve a presença dos deputados federal subtenente Gonzaga e estadual Coronel Piccinini.

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Coincidência. Embora o momento coincida com a crise nos Estados vizinhos, os mineiros dizem que não estão se aproveitando do cenário para pressionar o governo. Eles estariam apenas dando continuidade à pauta de reivindicações iniciada em outubro, data-base da categoria.

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Segundo a Aspra, o governador Fernando Pimentel (PT) tem descumprido duas leis: o artigo 37 da Constituição, que assegura a revisão geral anual a todos os servidores públicos estaduais, e o artigo VII da Lei 19.973, de 2011, que determina a data-base em 1º de outubro. “O governo vem ainda reduzindo drasticamente os recursos da segurança pública, trazendo prejuízos logísticos para as condições de trabalho”, declararam as entidades, em nota.

SAIBA MAIS

Mobilizações. A Aspra informou que fez ao menos cinco mobilizações no ano passado para cobrar o reajuste e o pagamento integral, mas que não houve nenhum sinal de acordo com o governo.

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Comparação. Sobre o salário dos PMs em Minas ser bem superior ao pago em Estados vizinhos, como o Espírito Santo, o presidente da Aspra, Marco Antônio Bahia, disse que não se pode comparar, pois “cada Estado tem sua economia e seu tamanho”.

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Campanha. O deputado sargento Rodrigues disse que a campanha de apoio ao movimento dos policiais militares terá panfletos e divulgação também nas redes sociais e na mídia, a partir da próxima semana,

CRISE – Governo descarta reajuste

A Secretaria de Estado de Fazenda informou ontem que “não é possível, no momento, atender às reivindicações referentes às questões salariais”. O motivo é a crise financeira – o governo decretou estado de calamidade financeira – e o cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal.

 

.O órgão declarou ainda que a atual gestão fez reajustes mesmo sem previsão no orçamento, como os 15% no vencimento básico da PM em abril de 2015. No Sul de Minas, o governador Fernando Pimentel disse que repudia ajustes fiscais feitos às custas dos trabalhadores. “Jamais faremos qualquer ajuste fiscal que fira os direitos dos trabalhadores do setor público até porque, sem trabalhadores do serviço público, não tem serviço público”, destacou. (LC)

“Queremos diálogo com o governo, mas, se não houver, vamos até as últimas consequências, que é a greve. Não se deve duvidar de nossa capacidade de nos revoltarmos.” Marco Antônio Bahia, presidente da Aspra

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FONTE: O Tempo.


Mineiros estão em pânico com violência no Espírito Santo

Foto enviada via WhatsApp por morador que pediu anonimato mostra cena atípica na Praia do Morro, em Guarapari, na noite de ontem: asfalto e areia desertos

Foto enviada via WhatsApp por morador que pediu anonimato mostra cena atípica na Praia do Morro, em Guarapari, na noite de ontem: asfalto e areia desertos

Mineiros que se programaram para passar o Carnaval no Espírito Santo estão repensando a viagem e os que moram no Estado vizinho seguem desesperados com a onda de violência que emergiu desde a última sexta-feira, quando a Polícia Militar capixaba entrou em greve. Entre o fim de semana esta segunda (6), 52 homicídios foram registrados, ou 17 por dia. Quatro vezes mais que a média.

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O caos nas ruas devido à ação orquestrada de bandidos, que se aproveitam da falta de policiamento para promover saques e arrastões, levou o governo federal a anunciar o envio de 200 homens da Força Nacional ao Estado. Desde a noite desta segunda, o Exército atua em Vitória e arredores.

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Devido à violência, a Vale suspendeu as partidas do trem de passageiros de Belo Horizonte para a capital capixaba. Pessoas com viagem marcada para amanhã poderão remarcar o bilhete ou pedir o reembolso.

Sem controle

“Nunca vi nada parecido. As lojas estão sendo saqueadas, não tem mais nada nas vitrines. É tiroteio para todos os lados”, lamenta Mariana Araújo, chefe de enfermagem de um grande hospital em São Mateus, a 213 km de Vitória.

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Mineira de BH, Mariana conta que baleados não param de chegar à unidade de saúde. “Os assaltantes já trocaram tiros até dentro do hospital. Nossas equipes estão preparadas para o pior”.

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Vídeos que mostram a ousadia dos criminosos viralizaram. Em um deles, pessoas se trancam em uma loja de departamento de um shopping, enquanto ladrões saqueiam o mall. Em outro, dezenas de motoqueiros se reúnem para um arrastão. Em um terceiro, homens trocam tiros no meio da rua.

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Prédios invadidos

Uma mineira que mora em Vila Velha e que pediu anonimato afirmou que a cidade está abandonada à própria sorte. “Parece uma cidade fantasma”, diz. “Estamos presos em casa e agora estão invadindo os prédios”. Com medo, moradores foram orientados a não pedir alimentos nem remédios por telefone, para evitar que estranhos entrem nos condomínios.

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Os pais da universitária Déborah Matos moram em Jacaraípe, praia no município de Serra, a 20 km de Vitória, onde ela costuma passar os feriados. Este ano, porém, pode ser uma exceção.

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“Meu pai tem um quiosque na praia e não está abrindo o comércio por causa da violência. Ele falou que há muitos assaltos e tiroteios. Se não melhorar, não irei para lá este ano. Estou com medo”.

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Também preocupada está a empresária Fernanda Lana, que vai passar o Carnaval em Meaípe, próximo a Guarapari. No entanto, ela acredita que tudo se resolverá a tempo do feriado. “Parece que a violência não chegou lá”, diz.

 

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FONTE: Hoje Em Dia.


Agentes que monitoravam passos de assaltantes surpreendem quadrilha em Mato Verde. Durante ação, oito foram baleados e só um sobreviveu. Três continuam sendo procurados

 

 (Polícia civil/divulgação)

 

Cerco ocorreu diante da agência que seria alvo dos criminosos. Após o tiroteio, foram apreendidos explosivos e armamento pesado que possivelmente seriam usados até mesmo para destruir a caixa-forte (Polícia civil/divulgação)

Policiais mineiros estão à procura de pelo menos três acusados de pertencer à quadrilha que tentou assaltar na madrugada de ontem uma agência do Banco do Brasil no Centro de Mato Verde, no Norte de Minas. Os planos foram frustrados por cerco montado pela Polícia Civil, em ação que mobilizou pelo menos 40 agentes e resultou nas mortes de sete acusados de integrar o bando, deixando um oitavo ferido com quatro tiros. Com ramificações também na Bahia e no Paraná, o bando tinha seu núcleo em São Paulo, de acordo com o delegado-geral João Otacílio da Silva Neto.
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Segundo o delegado mineiro, o grupo criminoso vinha sendo investigado e monitorado pelas polícias de Minas e do Paraná havia seis meses. Ele afirma que o bando se sofisticou de tal maneira que não se limitava a explodir caixas eletrônicos, como a maioria das quadrilhas: também invadia os prédios e explodia o caixa-forte das agências. Em Mato Verde, os assaltantes, segundo a polícia fortemente armados, foram surprendidos pelo aparato montado previamente pelos agentes, com quem trocaram tiros.
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Conforme o delegado Renato Nunes Henriques, chefe do 11º Departamento de Polícia Civil de Montes Claros, que comandou a operação, a quadrilha foi responsável por ataques recentes a agências em outras cidades do Norte de Minas, como Monte Azul, São João do Paraíso e Montezuma. Ao monitorar as ações dos criminosos, a corporação descobriu o plano de um novo aassalto ao Banco do Brasil de Mato Verde e preparou a ação surpresa, envolvendo quatro dezenas de policias de Montes Claros e Janaúba.
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Como estratégia, os agentes ocuparam quartos em um hotel em frente à agência bancária. Atiradores de elite se posicionaram nas janelas de apartamentos no segundo e no terceiro pavimentos do prédio e alguns policiais se abrigaram atrás do muro de uma escola, também em frente à instituição financeira.
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De acordo com o Renato Henriques, às 3h os ciminosos chegaram diante da agência bancária em uma caminhonete S-10 prata – na cabine e na carroceria do veículo, armados com com fuzis, metralhadoras, carabinas e pistolas. Ainda conforme o relato do delegado, foi dada voz de prisão aos criminosos, que reagiram, fazendo disparos que acertaram a parede do hotel. A troca de tiros durou cerca de cinco minutos. “Como estávamos em vantagem numérica e contávamos com o fator surpresa, alcançamos um bom resultado na ação”, afirma o delegado.
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Protegidos pelas paredes do hotel e atrás do muro, os agentes não ficaram feridos. Oito acusados foram alvejados e sete deles morreram. O único a sobreviver foi identificado como Wellington Goularte Aguiar, atingido por quatro tiros, nas duas pernas, na virilha e no braço esquerdo. Ele foi socorrido e levado para o Hospital Regional de Janaúba, onde permanece sob escolta. Wellington é natural de Monte Azul, distante 40 quilômetros de Mato Verde, mas estaria morando em São Paulo.
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Os corpos dos demais alvejados durante a ação também foram encaminhados a Janaúba. Seis dos sete mortos foram identificados e tiveram os nomes divulgados pela Polícia Civil: Reginaldo Vieira Carneiro, Carlos Alexandre de Sá, Leandro de Oliveira Figueiredo, Rafael Duarte Silva, Márcio dos Santos Silva e Sidney Brito Rodrigues. Suspeita-se que os três homens que continuam a ser procurados davam suporte aos assaltantes que agiam na linha de frente.

 

 (Rogério Brasil/Divulgação %u2013 22/2/14)

Memória  –  Choque em Itamonte acabou com 10 mortos

 

O cerco em Mato Verde, no Norte de Minas, não foi o primeiro enfrentamento entre policiais e bandos de assalto a banco a resultar em múltiplas mortes em Minas Gerais. Há cerca de dois anos, em Itamonte, no Sul do estado, ação conjunta entre agentes mineiros e paulistas, com apoio da Polícia Rodoviária Federal, resultou em nove suspeitos mortos, além de um inocente – o professor Silmar Júnior Madeira, morador da cidade que havia sido feito refém e era obrigado a dirigir para os assaltantes. O enfrentamento ocorreu em 22 de fevereiro, quando um grupo apontado como responsável por ataques  a caixas eletrônicos em pelo menos 10 cidades paulistas invadiu o município do Sul mineiro. A quadrilha vinha sendo monitorada pelos policiais, que montaram um forte aparato e trocaram tiros com criminosos que invadiam a cidade. Durante o primeiro enfrentamento, nove pessoas morreram, entre elas o professor. No cerco que se seguiu por dias na região, houve pelo menos seis prisões e mais um acusado, que havia fugido fazendo um taxista refém, foi morto em operação policial. O episódio abalou a cidade, que cancelou os festejos de carnaval e trocou as comemorações por um feriado de apreensão, com reforço de vigilância nas ruas.

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Operação Mato Verde – Como foi a ação policial que resultou em sete mortes na tentativa de assalto ao Banco do Brasil
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Na noite de quarta-feira, policiais civis ocupam um hotel em frente ao Banco do Brasil em Mato Verde. Atiradores de elite se posicionam nas janelas, enquanto outros agentes se abrigam atrás do muro de uma escola vizinha

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Às 3h da madrugada de ontem, assaltantes fortemente armados chegam à porta da agência bancária a bordo de uma caminhonete S-10 prata. Cinco ocupam a cabine e três viajam na carroceria do veiculo

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Integrantes da quadrilha descem do carro e recebem voz de prisão: “Parados! Polícia”. Dois deles não obedecem e fazem disparos de metralhadora e escopeta em direção ao hotel. Os tiros atingem as paredes do prédio

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Policiais posicionados no entorno revidam e é iniciada a troca de tiros. O enfrentamento dura em torno de cinco minutos. Sete homens são mortos e um é ferido. A polícia caça três que dariam suporte ao grupo

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FONTE: Estado de Minas.


Eike Batista entra na lista da Interpol e passa a ser foragido internacional

O nome do empresário Eike Batista, alvo da Operação Eficiência, deflagrada nesta quinta-feira no Rio de Janeiro, foi incluído na lista de procurados da Interpol, a polícia internacional. Após de não localizar o empresário pela manhã, a Polícia Federal (PF) solicitou ao juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal no Rio e que autorizou o mandado de prisão do empresário, que formalizasse o pedido de inclusão do nome de Eike na lista, o que ocorreu no decorrer do dia. Com isso, o empresário pode ser preso no exterior, ser extraditado e passou a ser considerado foragido internacional.

A solicitação da PF foi feita mesmo após o advogado de Eike, Fernando Martins, ter dito que o empresário pretende se entregar o mais breve possível à Justiça. O advogado afirmou que o empresário está em Nova York, nos Estados Unidos, onde participa de reuniões de negócio.

O nome de Eike foi incluído na chamada difusão vermelha da Interpol, que elenca criminosos que cometeram pedofilia, lavagem de dinheiro e terrorismo.

As investigações apontam que Eike Batista e o executivo Flávio Godinho, seu braço direito no grupo EBX e vice-presidente do Flamengo, são acusados de terem pago US$ 16,5 milhões ao ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral em troca de benefícios em obras e negócios do grupo, usando uma conta fora do país. Eike Batista, Godinho e Cabral também são suspeitos de terem obstruído as investigações.

O delegado federal Tacio Muzzi, um dos coordenadores da Operação Eficiência, disse, em entrevista à imprensa, que ainda não é possível informar se Eike foi para os Estados Unidos com intenção de fugir. “Estamos tendo cuidado para ver se há espontaneidade de ele se apresentar à Justiça.” A Polícia Federal tenta confirmar o embarque de Eike para Nova York, na última terça-feira (24), com um passaporte alemão, quando a Justiça já tinha emitido o mandado de prisão dele, datado de 13 de janeiro.

A Polícia Federal no Rio de Janeiro prendeu na manhã desta quinta-feira o doleiro Álvaro Novis, o operador Sérgio de Castro Oliveira, o advogado Thiago Aragão e o executivo Flávio Godinho. Os quatro fazem parte da organização criminosa liderada pelo ex-governador Sérgio Cabral, conforme as investigações da Operação Eficiência, que faz parte da Operação Lava Jato. A nova operação apura um esquema usado para ocultar mais de R$ 340 milhões enviados ao exterior. Cabral foi preso em operação anterior, a Calicute, e está detido no Complexo de Gericinó, no Rio.

Pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de recursos, os procuradores do Ministério Público Federal (MPF) pediram à Justiça a prisão de dez pessoas, tendo sido nove autorizadas, incluindo a de outro ex-assessor de Cabral, Francisco Assis Neto, e do empresário Eike Batista, ambos fora do país. Os demais pedidos de prisão foram contra o próprio governador, o ex-assessor Carlos Miranda, além do ex-secretário estadual de governo Wilson Carlos, que também já estão detidos acusados de serem beneficiados e de comandar o esquema.

“Oceano ainda não mapeado”

Em entrevista à imprensa sobre a Operação Eficiência, o procurador da República Leonardo Freitas, que participa da força-tarefa, disse que os valores movimentos pelo ex-governador Sérgio Cabral em contas ilegais no exterior podem chegar a US$ 100 milhões (cerca de R$ 340 milhões). Segundo ele, esses valores ainda não podem ser precisados.

“O patrimônio dos membros da organização criminosa chefiada por Sérgio Cabral é um oceano ainda não totalmente mapeado”, disse o procurador, na entrevista, na sede da Polícia Federal no Rio.

A operação de hoje teve como base depoimentos dos delatores Renato Hasson Chebar e Marcelo Hasson Chebar, que são irmãos e atuavam no mercado financeiro. Eles decidiram colaborar espontaneamente com a força-tarefa e estão envolvidos na remessa de US$ 100 milhões do ex-governador para paraísos fiscais e dos US$ 16,5 milhões pagos por Eike Batista em propina. De acordo com as investigações, os irmãos utilizaram pelo menos nove contas no exterior para dividir o dinheiro enviado por Cabral. Uma delas, em nome do ex-governador, tinha o nome de Eficiência, que acabou batizando a operação.

No mandado de prisão, o juiz Marcelo Bretas relata que parte dos US$ 100 milhões remetidos para outros países por ordem de Sérgio Cabral estão “depositados em conta judicial, que foram repatriados por força das colaborações premiadas judicialmente homologadas”. O valor repatriado chega a R$ 270 milhões que estavam em contas dos irmãos Chebar em paraísos fiscais. O valor foi bloqueado pela Justiça Federal e está depositado na Caixa Econômica Federal.

Além de lavar dinheiro e enviar quantias ilegalmente para fora, uma parte do dinheiro era usada no pagamento de despesas pessoais da ex-esposa de Cabral, Susana Neves, e de seu irmão mais novo, Maurício Cabral. Mãe de três filhos do ex-governador, ela recebia montantes entre R$ 40 mil e R$ 50 mil e, segundo seu advogado, Sérgio Riera, nunca desconfiou das quantias. “Ela não sabia a origem desse dinheiro, para ela, eram lícitos”, disse, criticando o mandado de condução coercitiva.

De acordo com o procurador da República Eduardo El Hage, na casa de Maurício Cabral, que não foi localizado pela reportagem, foram encontrados R$ 30 mil reais “milhares de dólares e mais mil euros em espécie, o que comprova nossas suspeitas iniciais de que ele recebia dinheiro em espécie dos operadores”.

Casos de corrupção

O juiz Marcelo Bretas enfatizou que os casos de corrupção não podem ser tratados como crimes menores, pois a gravidade de ilícitos não deve ser medida apenas sob o enfoque da violência física imediata. “Os casos que envolvem corrupção, de igual forma, têm enorme potencial para atingir, com severidade, um número infinitamente maior de pessoas. Basta considerar que os recursos públicos desviados deixam de ser utilizados em serviços públicos essenciais, como saúde e segurança pública.”

O magistrado cita a situação do governo do Rio de Janeiro que levou o atual governador, Luiz Fernando Pezão, a decretar estado de calamidade pública devido à crise financeira. Marcelo Bretas diz que com a corrosão dos orçamentos públicos, depreciados pelo “custo corrupção”, toda a sociedade vem a ser chamada a cobrir seguidos rombos orçamentários. “E esta situação não se dá apenas neste estado, mas em praticamente todos os estados da Federação. A própria União chegou a revelar que o resultado orçamentário do ano de 2016 apontava um prejuízo de mais de R$ 170 bilhões.”

Operação Eficiência

A Polícia Federal informou que foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva e dois mandados de condução coercitiva na Operação Eficiência, todos expedidos pelo juiz Bretas. Também foram cumpridos 22 mandados de busca e apreensão em que foram recolhidos 18 carros, obras de arte, relógios, joias e aproximadamente R$ 100 mil em dinheiro. Na residência de um dos investigados, foi apreendido um carro esportivo Lamborghini.

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FONTE: Itatiaia.


Menino que estava com garoto morto por PM muda versão, diz advogado

No registro do caso, vítima teria atirado três vezes antes de ser baleada.
Duas crianças, de 10 e 11 anos, teriam furtado carro em condomínio.

Advogado Ariel de Castro Alves, membro do Conselho Estadual de Direitos Humanos (Foto: Roney Domingos/G1)Advogado Ariel de Castro Alves, membro do Conselho Estadual de Direitos Humanos

 

‘É inadmissível criança ser morta em troca de tiro com a polícia’, diz ouvidor

Garoto de 10 anos foi morto com tiro na cabeça por policiais militares.
Menino de 11 anos foi ouvido na presença da mãe no DHPP.

“Nós temos que investigar com muita profundidade por ser uma criança, isso é inadmissível uma criança ser morta hoje ainda mais numa troca de tiro com a polícia. É surpreendente, é inacreditável, é surreal e é isso que a gente pretende sempre exigir dos órgãos correcionais, principalmente da própria polícia do estado de São Paulo”, disse o ouvidor.

Os dois meninos já tinham se envolvido antes em outros delitos. Durante o feriado de Corpus Christi, no sábado (28) da semana passada, eles foram detidos ao furtar uma residência dentro de um condomínio, no Sacomã, e levados à delegacia. Naquela ocasião, eles foram levados para a delegacia (26º DP) e, como não foi possível localizar os pais, os dois menores foram encaminhados ao Conselho Tutelar do Ipiranga.

O conselho informou que encaminhou os dois menores para os abrigos do Serviço de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes, um para Itaguara e o outro para Cidade Ademar. Eles teriam fugido dos abrigos. Na noite desta quinta-feira (2), os dois furtaram um carro dentro de outro condomínio. Foram perseguidos pela polícia, teriam trocado tiros e o menor de 10 anos acabou morto com uma bala na cabeça.

 

O advogado Ariel de Castro Alves, membro do Conselho Estadual de Direitos Humanos, disse nesta sexta-feira (3) que o garoto que estava no carro com o menino de 10 anos morto pela Polícia Militar mudou de versão. Ele agora diz que o colega foi morto sem que tivesse disparado o terceiro tiro.

Na noite desta quinta-feira (2), ele e outro menino, de 11 anos, furtaram um carro dentro de um condomínio. Foram perseguidos pela polícia, teriam trocado tiros e o menor de 10 anos acabou morto com uma bala na cabeça.

“O que diferenciou foi que no final, no desfecho, quando batem o carro, não teria ocorrido um confronto. E nesse momento o policial teria disparado e atingido a cabeça do menino”, afirmou o advogado.

Segundo Ariel, o garoto manteve a versão de que o colega disparou durante a perseguição, mas acrescentou que não houve confronto no desfecho. Alves disse que acompanhou todo o segundo depoimento prestado pelo menino ao DHPP e que o menino manteve essa segunda versão durante todo o tempo.

Também disse que o garoto contou que, no final da ocorrência, quando o amigo já estava morto, ele foi tirado do carro, levou um tapa na cara – inclusive ele tem marcas no rosto – e depois o colocaram no chão. Ainda segundo Ariel, o menino contou à polícia que o policiais disseram a ele, após a ocorrência, que se eles não achassem seus pais ele seria morto.

“Os policiais teriam dito ora ele: agora vamos atrás dos seus pais. Se vc não tiver pai ou mãe você vai morrer”, disse o advogado.

Versão da PM investigada
A delegada Elisabete Sato, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), disse mais cedo que a versão de que menino de 10 anos atirou três vezes durante a perseguição policial estava sendo investigada.

 

O DHPP abriu inquérito para apurar a morte da criança, a cargo da Delegacia da Criança e do Adolescente. O revolver calibre 38 encontrado no carro tinha três cápsulas deflagradas. A arma foi roubada durante um roubo de carga de cigarros em abril de 2015 em Jundiaí.

Segundo a delegada, o garoto que acompanhava o menino morto depôs à polícia nesta sexta. Enquanto ela lia o primeiro o depoimento do garoto, ele prestava novo depoimento à polícia. No primeiro, ele teria dito que eles foram alertados para que parassem e que seu amigo não obedeceu e efetuou dois disparos de dentro para fora enquanto o carro estava em movimento e uma terceira vez após baterem .

A delegada disse que o DHPP acionou o Conselho Tutelar, que não quis acompanhar, justificando que a criança já estava acompanhada da sua mãe. Segundo a delegada, o menino disse que o carro estava com o vidro fechado no momento em que o policial se aproximou.

“Quando ele disparou, ele abriu o vidro e depois ele fechou o vidro objetivando se defender”. A polícia apura como a criança dirigiu, abriu e fechou o vidro, e atirou. “Tudo isso são questões que vocês têm e que nós também temos, e que iremos dirimir com perícias que nós vamos pedir”.

A delegada quer fazer a reprodução simulada dos fatos para esclarecer essas dúvidas. Também conversa com o perito que atendeu o local para saber se  o ajuste do banco era compatível com o tamanho da criança.

Sato não quis criticar o trabalho dos PMs. “O carro era insufilmado. Os policiais não teriam como saber quem estava no interior do veículo. Se era apenas uma pessoa, duas pessoas ou mais pessoas. No primeiro momento, não dá para ser leviano e dizer que eles têm obrigação de saber quem estava ”

O menino usava uma luva para dirigir motocicleta em uma das mãos. A luva foi colhida para ver se tem algum resquício de pólvora. Cada um dos dois policiais envolvidos na ocorrência deu um tiro, segundo o DHPP.

Outros delitos

Os garotos, juntos, foram suspeitos de três atos infracionais por furtos em 2016, em 31 de Janeiro de 2016, 22 de abril de 2016 e 28 de maio de 2016, registrados no 27º DP. Um dos furtos foi em um hotel, onde entraram para furtar objetos. No outro, quebraram o vidro de um veículo.

No último caso, durante o feriado de Corpus Christi, no sábado (28) da semana passada, eles foram detidos ao furtar uma residência dentro de um condomínio, no Sacomã, e levados à delegacia. Naquela ocasião, eles foram levados para a delegacia (26º DP) e, como não foi possível localizar os pais, os dois menores foram encaminhados ao Conselho Tutelar do Ipiranga.

O conselho informou que encaminhou os dois menores para os abrigos do Serviço de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes, um para Itaguara e o outro para Cidade Ademar. Eles teriam fugido dos abrigos. Na noite desta quinta-feira (2), os dois furtaram um carro dentro de outro condomínio. Foram perseguidos pela polícia, teriam trocado tiros e o menor de 10 anos acabou morto com uma bala na cabeça.

O G1 apurou que os dois menores também foram levados à delegacia em mais quatro ocasiões: em 13 de julho de 2015 por ameaça na Delegacia do Turista no Aeroporto de Congonhas (segundo um amigo do menor, eles costumavam engraxar sapatos no aeroporto); no dia 31 de janeiro por furto, no dia 14 de fevereiro por dano a patrimônio e no dia 22 de abril também por furto, infrações pelas quais eles foram encaminhados ao 27º DP no Ibirapuera.

O que diz a lei
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Lei nº 8.069 de 13 de Julho de 1990, diz que menores de 12 anos são considerados crianças e são inimputáveis penalmente, ou seja, não podem sofrer nenhum tipo de penalidade.

As medidas socioeducativas como a internação na Fundação Casa podem ser aplicadas apenas para adolescentes, que são os menores de 12 a 18 anos.

O artigo 104 diz: “São penalmente inimputáveis os menores de 18 anos, sujeitos às medidas previstas nesta Lei. Para os efeitos desta Lei, deve ser considerada a idade do adolescente à data do fato”.

O ECA prevê para qualquer ato infracional praticado por uma criança as seguintes medidas:
I – encaminhamento aos pais ou responsável, mediante termo de responsabilidade;
II – orientação, apoio e acompanhamento temporários;
III – matrícula e frequência obrigatórias em estabelecimento oficial de ensino fundamental;
IV – inclusão em serviços e programas oficiais ou comunitários de proteção, apoio e promoção da família, da criança e do adolescente;
V – requisição de tratamento médico, psicológico ou psiquiátrico, em regime hospitalar ou ambulatorial;
VI – inclusão em programa oficial ou comunitário de auxílio, orientação e tratamento a alcoólatras e toxicômanos;
VII – acolhimento institucional;
VIII – inclusão em programa de acolhimento familiar;
IX – colocação em família substituta.

Abrigamento

O presidente da Comissão dos Direitos Infanto-Juvenis da OAB, Ricardo Cabezon, afirmou que é possível aplicar medidas de segurança mesmo a menores de 12 anos. “Não é possível interná-la, mas há casos em que o juiz da Infância pode pedir o abrigamento. Não é a internação, mas retira-se o poder familiar da mãe e coloca a criança em um abrigo”, afirma Cabezon.

Para o advogado, diante do histórico de que a criança já havia praticado delitos, já era possível ter chamado a família e colocado a criança sob acompanhamento, inclusive psicológico. Em último caso, pode ser pode ser destituído o poder familiar, mas nem sempre esse tipo de ação é aconselhado, como explica o advogado. “Dependendo da degradação da criação da pessoa, o afastamento da mãe nessa situação não é recomendado de uma forma abrupta, mas de uma forma paulatina”, explicou.

O fato de colocar em um abrigo também não garante a recuperação da criança, pois esses locais não tem esse propósito – ao contrário da Fundação Casa, por exemplo. “O abrigo oferece um atendimento educacional, mas é diferente da Fundação Casa, que é voltada para os menores que cumprem medida socioeducativa, para tentar reeducá-los, dar outra perspectiva de vida”, disse Cabezon. “Se coloca simplesmente em um abrigo, dificilmente uma criança com 10 anos é adotada”.

Malha Protetiva
O maior obstáculo para que essas crianças sejam acompanhadas adequadamente é a falta de sistematização da malha protetiva na área infanto-juvenil, que inclui a Secretaria de Assistência Social, o Ministério Público, os Conselhos Tutelares, entre outros órgãos. Segundo Cabezon, falta uma dinâmica para que os casos sejam comunicados entre as instituições e acompanhados.

“O que falta é fazer uma amarração nessa rede protetiva. Normalmente, a autoridade policial deveria comunicar o juiz sobre o que aconteceu. Essa família deveria ser colocada sob observação do Conselho Tutelar. Quando a criança é devolvida para a família, devolveria sob assinatura de um termo de responsabilidade. E juiz poderia aplicar um tipo de medida protetiva. Todos devem recebem informação do caso, o delegado, o Ministério Público, o juiz, o Conselho Tutelar, mas nem sempre os órgãos conversam. Para fazer a engrenagem rodar, não é fácil”, afirma Cabezon.

De acordo com Cabezon, muitos casos estão ligados ao vício em drogas e, às vezes, algumas crianças precisam de tratamento para a dependência química.  “A criança não aprendeu a fazer as coisas sozinha, alguém foi mau exemplo, ensinou a fazer ligação direta, a dirigir, deu uma arma para ela. Nada acontece por acaso”, afirma.

Para o conselheiro Ariel de Castro Alves, do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe) os programas públicos para atender menores infratores e as famílias deles têm que melhorar muito. “O que falta é exatamente programas sociais que consigam diagnosticar os problemas envolvendo essas crianças e adolescentes antes de eles se envolverem com o crime. Porque muitas vezes, quando elas são tratadas e atendidas por programas sociais, já pode ser muito tarde.”

Para Tiago Rodrigues, promotor de execução da Vara da Infância e da Juventude, é preciso agir no núclero familiar do menor. “Isso tudo é um processo. Adolescente não sai com arma na mão do dia para a noite. Isso vai paulatinamente envolvendo o adolescente em ambiente infracional que resulta em situações graves como essa. Tem que fazer intervenções o quanto antes, tanto em relação ao adolecente quanto no núcleo familiar.”

“Se uma criança de 10 anos sair armada deve se cogitar se ela recebeu a educação familiar necessária, de valores, princípios e limites.”

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FONTE: G1.


Fernando Pimentel é indiciado pela PF por corrupção e outros três crimes

Governador de Minas é acusado de receber vantagens indevidas de empresas

Manoel Marques/Iimprensa-MG

A Polícia Federal indiciou criminalmente o governador de Minas Gerais Fernando Pimentel (PT) por corrupção passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro e tráfico de influência. O enquadramento penal de Pimentel ocorreu no inquérito da Operação Acrônimo.

Segundo a PF, o governador teria favorecido uma grande revendedora de veículos. A PF também indiciou Pimentel em outro inquérito – desmembramento da Acrônimo – por crime de falsidade ideológica eleitoral.

Pimentel havia sido intimado para depor na sexta-feira, 8, mas não compareceu. O governador é alvo da Acrônimo por suposto recebimento de vantagens indevidas de empresas que mantinham relações comerciais com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), instituição subordinada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, que ele comandou de 2011 a 2014.

O indiciamento do governador foi autorizado expressamente pelo ministro Herman Benjamin, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em decisão de fevereiro, o ministro argumentou que, se os policiais responsáveis pelo caso cumpriram as etapas necessárias à investigação, não havia motivo para impedir o indiciamento.

No inquérito policial, indiciar corresponde a imputar a algum suspeito a autoria de determinado ilícito penal. Não significa, contudo, que o Ministério Público Federal (MPF) concordará com os argumentos e denunciará o envolvido.

No início do ano, a PF pediu ao STJ o indiciamento de Pimentel por corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro, mas o Ministério Público Federal deu parecer contrário à medida. A PF havia solicitado também autorização para interrogar Pimentel, o que foi permitido por Benjamin.

Na Operação Acrônimo, em outra frente de investigação, a PF apura suposta “venda” de portarias que beneficiavam o setor automotivo durante a gestão do petista e de seu sucessor, Mauro Borges, na pasta. Ambos negam. Também há suspeitas de que houve financiamento irregular da campanha do ex-ministro ao governo de Minas, em 2014.

Quando o ministro Herman Benjamin autorizou o indiciamento de Pimentel, o criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro Kakay disse que não se pronunciaria sobre a decisão, pois ela era sigilosa. Ele afirmou que o petista sempre esteve à disposição para colaborar com as investigações e não as teme.

FONTE: Estado de Minas.

Silvestre Stalonny é preso por porte ilegal de arma de fogo em Minas Gerais

Stalonny, assim como o original nos filmes, tentou de todas as artimanhas para escapar da polícia

Polícia Militar/Divulgação

A polícia de Serra do Salitre, a cerca de 385km de Belo Horizonte, prendeu Silvestre Stalonny por porte ilegal de arma de fogo. Segundo informações da PM, uma denúncia anônima levou os policiais até um bar no bairro Nações, onde estava o quase homônimo do ator de Hollywood.

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John Lennon também já foi preso pela PM.

PM prende o Exterminador do Futuro.

Phill Collins é preso pela PM.

Ao chegar ao local, Stalonny, assim como o original nos filmes, tentou de todas as artimanhas para escapar da polícia, inclusive, entrando no banheiro do estabelecimento. Sem a perícia do astro norte-americano, o Stalonny brasileiro se viu encurralado e teve que se entregar.Em vez de um armamento ‘superpesado’, como no original dos EUA, o Silvestre daqui estava com uma garrucha calibre .38 com munição. Stalonny foi levado para a delegacia de Patrocínio e vai responder pelo crime.

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FONTE: Estado de Minas.


MP quer levar líderes do tráfico para o interior

AGLOMERADO DA SERRA
PM sobrevoa a área para desarticular a atuação das gangues Sacramento e Bandonion

O Ministério Público Estadual não descarta pedir a transferência dos líderes do tráfico no Aglomerado da Serra, região Centro-Sul de BH, para cadeias no interior do Estado. A medida visa enfraquecer as gangues da área e amenizar os conflitos registrados na comunidade desde o fim do mês passado. Há informações de que os criminosos dão ordem para crimes de dentro das prisões, na região metropolitana.
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O promotor Peterson Queiroz também analisa informações repassadas pelas polícias Civil e Militar para agilizar as detenções de suspeitos. “Prisão preventiva, indisponibilidade de bens e até mesmo os chefes (traficantes) que estão presos podem ter regime disciplinar diferenciado e podem ser transferidos para outras cidades e comarcas”, explicou.
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Nesta quarta-feira (4), em visita à Área Integrada de Segurança Pública (Aisp) no aglomerado, a Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa constatou apenas dois militares e uma viatura para patrulhar toda a comunidade. “A situação é grave. Não há segurança para policiais nem moradores. Instalações precárias e risco de roubo de armas pelos criminosos”, disse o deputado Sargento Rodrigues. O promotor admite que a carência de efetivo pode prejudicar as investigações.
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Segundo a Polícia Civil, o tráfico no aglomerado é comandado por Wender Wesley Ferreira, o “Peixinho”, da gangue do Sacramento. Ele está preso na Penitenciária Dutra Ladeira. Dois criminosos da gangue Bandonion – Clébio Pereira Rosa e outro identificado como Ceará –, são investigados pela polícia.
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Resposta
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Em nota, a Polícia Civil informou que um delegado é responsável pela área do aglomerado e uma equipe desenvolve o trabalho de investigação e Polícia Judiciária. “Mesmo não estando fisicamente na Aisp do aglomerado, o trabalho está sendo realizado”, reforçou a nota.

Apoio aéreo ajuda a polícia na prisão de criminosos na Serra

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Há onze dias ocupando o aglomerado da Serra, região Centro-Sul de Belo Horizonte, os militares do Comando de Políciamento Especializado (CPE) contam com o apoio do grupamento aéreo militar para desarticular a atuação das gangues Sacramento e Bandonion que disputam o domínio do tráfico de drogas no local.

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Em 29 anos de existência, o grupamento aéreo tem como objetivo proporciar segurança aos miliatres em terra, além de resgate de vítimas de acidentes, combate a incêndios florestais, ajuda em alagamentos, transporte de órgãos e operações policiais. “Nosso objetivo é dar suporte em todas as operações. Garantir a segurança dos militares e sociedade. Além disso, estamos preparados para o suporte operacional de ações policias, que é o nosso principal foco”, explica o comandante do Batalhão de Radiopatrulhamento Aéreo (Btl RpAer), tenente-coronel Rodrigo Sousa Rodrigues.

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Nesta quinta-feira (4) ,enquanto Btl RpAer realizava a identificação da comunidade,  militares dos batalhões de Choque e Rotam realizavam incursões dentro em becos e vielas do aglomerado. “Através do nosso mapeamento, os militares em solo conseguem surpreender os suspeitos”, explica o comandante da operação aéreo, major Flávio Barreto.

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Durante a operação duas pessoas foram presas e dois adolescentes apreendidos. Os militares do Batalhão de Choque e Rotam ainda apreenderam uma submetralhadora de fabricação caseira, uma arma calibre 12 e munição. Mais de 24 motocicletas que serviam para o deslocamento de “olheiros” , que monitoravam a ação da polícia e transporte de drogas também foram apreendidas. Os veículos foram encaminhados para o pátio credenciado do Departamento de Trânsito (Detran-MG).

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FONTE: Hoje Em Dia.


Homem é preso injustamente décadas após ter identidade roubada

Tudo começou em 1997, quando José Délcio dos Santos foi assaltado. Em 2000, um homem foi preso em flagrante por furto no Acre usando nome dele.

Veja, abaixo, como se prevenir de fraudes.

Documentos
Um homem, um dia, do nada, foi detido pelas autoridades sem saber por que e passou a ser tratado como culpado de um crime, sem saber qual. Essa obra, chamada “O processo”, retrata uma situação tão absurda, tão perturbadora que o sobrenome do autor, o tcheco Franz Kafka, acabou originando um adjetivo: uma situação kafkiana é absurda, surreal. Como a história vivida pelo cidadão brasileiro José Délcio dos Santos.

O tão esperado abraço dos irmãos. Era tudo o que José Délcio precisava, depois de passar sete dias na cadeia. Injustamente. “Graças a Deus acabou”, comemora.

José Délcio foi preso no sábado (16) quando tentava fazer uma nova via da carteira de identidade. Ele precisava do documento mais atual porque está prestes a se aposentar. O metalúrgico trabalha desde os 14 anos; depois de quase quatro décadas anos, estava na hora de descansar. Mas em vez do RG novo, ele encontrou um mandando de prisão e acabou sendo levado para uma delegacia em Osasco, na Grande São Paulo.

Tudo começou em 1997, quando ele foi assaltado. O bandido levou o carro e os documentos, inclusive a identidade. Em 2000, um homem foi preso em flagrante por furto no interior do Acre. Ele usava o nome de José Délcio dos Santos.

A identidade tinha as mesmas informações do verdadeiro José Délcio, que nasceu em Monte Castelo, no interior de São Paulo. Mas a foto era do ladrão.

O delegado da época desconfiou que a identidade fosse falsa. E acionou o Instituto de Identificação do Acre. Ele enviou as impressões digitais do preso, pediu uma perícia e uma consulta aos arquivos da polícia de São Paulo.

Menos de um mês depois, o Instituto de Identificação do Acre respondeu dizendo que as informações de José Délcio dos Santos conferiam com os arquivos do instituto acreano.

O falso José Délcio ficou preso por pouco tempo, 24 dias para ser exato. Como o Instituto de Identificação do Acre atestou que a identidade encontrada com ele era válida, o processo na justiça contra o ladrão correu. E ele foi condenado com a identidade do José Délcio. Por isso, a justiça do Acre expediu um mandado de prisão. E aí que sobrou pro verdadeiro José Délcio, o que mora em São Paulo.

“A Justiça às vezes é um pouco lenta. Tive medo de passar meses, anos até ser comprovado”, ele conta.

O advogado dele pediu um exame para comparar as impressões digitais dos dois Josés. E a conclusão foi óbvia: as impressões são de pessoas diferentes. A prova foi enviada para a Justiça do Acre, que revogou a prisão de José Délcio. “Confirmou-se que realmente se trata de pessoa injustamente presa”

No dia em que José Délcio, o verdadeiro, completa 53 anos de idade, ele ganhou melhor presente. Mais do que justo. “Presente maior vai ser quando eu ver minha família, minha esposa, minha filha e minha neta. O resto é continuar a vida. Espero que isso nunca mais me aconteça, nem a ninguém de bem”.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo disse que precisa do número do protocolo do pedido sobre a identidade de José Délcio dos Santos para verificar se foi ou não acionada pelo instituto de identificação do Acre naquela época.

O instituto de identificação do Acre Afirma que tomou conhecimento do caso nesta sexta-feira (22) à tarde, que não há tempo hábil suficiente para fazer um juízo de valor sobre o que aconteceu e que vai ter uma resposta mais precisa na próxima semana. Agora, a polícia volta a procurar o homem que se fez passar por José Délcio dos Santos.

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Saiba como proceder em caso de perda ou roubo de documentos no carnaval

CDL/BH e Serasa Experian oferecem serviços para evitar fraudes com documentos perdidos ou roubados. O mais importante é registrar um boletim de ocorrência na polícia e procurar a ajuda de um dos órgãos para reduzir o risco de fraudes

Durante o feriado de carnaval as ocorrências de perda e roubo de documentos e cheques são comuns. Caso isso aconteça, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) oferece o SOS Cidadão, serviço que impede que eles sejam usados indevidamente em qualquer lugar do Brasil.

Um serviço parecido é oferecido também pelo Serasa Experian para reduzir o risco de fraudes. Em caso de perda ou roubo de documentos, o consumidor deve procurar uma delegacia de Polícia Civil e fazer um boletim de ocorrência. No caso de cheques, o cancelamento deve ser feito junto ao banco. Se for um cartão, a administradora deve ser informada.

Após os procedimentos, a pessoa tem duas opções para procurar apoio. O consumidor pode registrar o caso no SOS Cidadão através do telefone 31 3249-1919, evitando que eles sejam usados indevidamente no comércio. A CDL/BH explica que o consumidor tem até sete dias para comparecer ao local para apresentar o BO comprovando a perda ou roubo. Caso ele não compareça no prazo, o registro é retirado automaticamente.

A CDL/BH fica na Avenida João Pinheiro, número 495, no Bairro Funcionários, Região Centro-Sul de BH. O atendimento para registro de perda ou roubo de documentos é feito de segunda a sexta-feira de 8h às 12 e de 14h às 18h.

Quem perder o documento também pode procurar o Serviço de Documentos e Cheques Roubados da Serasa Experian. O registro de folhas de cheques e documentos (como identidade, carteira de trabalho, CPF, carteira de habilitação e título de eleitor) pode ser feito de maneira prática e segura pela Interne (clique aqui) ou pelo telefone da Central de Atendimento ao Consumidor, no número (11) 3373 7272, que funciona os 7 dias da semana, das 8h às 20h.

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FONTE: G1 e Estado de Minas.


Suspeito de tentar matar policial civil é preso com arma israelense em Pedro Leopoldo

PM

Homem de 32 anos, que já tem passagens por tráfico de drogas e porte ilegal de arma, foi detido depois de bater o carro enquanto tentava fugir da polícia

A Polícia Milita (PM) prendeu na madrugada deste sábado um homem de 32 anos que fugiu de uma abordagem em Pedro Leopoldo, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Com ele foi apreendidas um arma de fabricação israelense e drogas. Ainda segundo a PM, ele é suspeito de uma tentativa de homicídio contra um policial civil.
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Os militares patrulhavam o Bairro São Geraldo, por volta das 6h, quando encontraram com o suspeito na direção de um Fox vermelho, com placa de Belo Horizonte. Havia um passageiro no veículo. Ao tentarem abordar os ocupantes do carro, o motorista fugiu em alta velocidade e a polícia o seguiu.

A perseguição só terminou quando ele perdeu o controle da direção e bateu em um carro estacionado. Ele e o passageiro saíram correndo, mas apenas o comparsa conseguiu escapar. O homem detido foi identificado pela polícia como Wagner Júnior Gomes. “Ele foi alcançado, tirou uma arma da cintura e jogou na rua. Era uma pistola 9 milímetros de fabricação israelense, carregada com 12 munições”, explica o sargento Moisés da Silva, da 11ª Companhia Independe de Pedro Leopoldo.

Dentro do carro foram encontrados 12 pinos de cocaína e R$ 390 em dinheiro. Conforme o sargento, enquanto falavam com Wagner, os policiais descobriram que ele tem um mandado de prisão em aberto por ter tentando matar um policial civil. O homem contou que o crime aconteceu em meados de setembro de 2014 em um sítio de Vespasiano, onde eles brigaram. “Ele alega ser só suspeito, que não foi nada confirmado contra ele”.

Ainda de acordo com o sargento Silva, questionado, Wagner disse ter comprado a arma por R$ 7 mil na Praça Sete, no Centro de Belo Horizonte. O suspeito já tem passagens por porte ilegal de arma e tráfico de drogas. Como feriu um dos braços ao tentar fugir da polícia pulando um muro, ele será levado para o pronto atendimento da cidade e, em seguida, para a Delegacia de Plantão de Vespasiano.

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FONTE: Estado de Minas.


PM fecha quartel-general do tráfico em Venda Nova

 

PM

Casa de dois andares na Rua Lourival Soares de Gouvea, no Bairro Céu Azul, Região de Venda Nova, em Belo Horizonte, funcionava como uma espécie de quartel-general do tráfico de drogas. Averiguando denúncias anônimas na noite de anteontem, da intensa movimentação de criminosos no imóvel, a Polícia Militar acabou apreendendo um adolescente de 16 anos e prendeu três rapazes suspeitos de envolvimento com venda de drogas.

Na residência, militares do 204ª Companhia do 40º BPM encontraram grande quantidade de entorpecentes e materiais para embrulhar pedras de crack, bucha de maconha e papelotes de cocaína. Após a apreensão do menor J.D.T. e prisão de Gianluigi Fiuza, de 19, e Rodrigo de Oliveira Pinheiro, de 20, o Peppa, apontado de ser o líder da quadrilha, os policiais tiveram trabalho com a população local, que tentou resgatar os suspeitos das viaturas.
Os militares faziam patrulhamento pelo bairro, que fica na divisa com Ribeirão das Neves, na Grande BH, quando receberam informações sobre a atuação de traficantes na casa. As denúncias eram de que olheiros ficavam de prontidão na rua, vigiando a aproximação das viaturas. Um menor fazia o repasse das drogas aos usuários, enquanto o chefe da boca de fumo ficava no segundo andar do imóvel, de olho na movimentação, pronto para fuga.

O cabo Fabrício de Paula contou que os policiais pararam a viatura em uma rua próxima e seguiram a pé. “Surpreendemos o adolescente e o Gianluigi numa esquina. O menor correu em direção à casa, mas foi alcançado”, disse o policial. Após a prisão do Rodrigo, os três foram levados para a viatura. O líder e o menor tentaram escapar, mas foram capturados cerca de 50 metros a frente. Foi nesse momento que a vizinhança tentou resgatá-los. Foi preciso a chegada de reforço policial para conter os populares.

SABARÁ Por volta das 10h de ontem, uma adolescente de 16 anos e Thiago de Jesus Francisco, de 23, foram detidos pela PM em uma residência no Bairro Novo Alvorada, em Sabará, Grande BH, também por suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas. O casal também foi alvo de denúncias anônimas. Eles estariam usando a residência onde vivem para comercializar maconha, cocaína e pedras de crack. No imóvel, militares encontraram 29 pinos de cocaína e porções de maconha.

FONTE: Aqui.


Reféns dentro de agência bancária

Raposos

A semana começou de forma aterrorizante para quatro pessoas que foram feitas reféns durante um assalto a banco, na manhã de ontem, em Raposos, Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo a Polícia Militar (PM), a gerente, um vigilante, uma faxineira e um cliente da agência ficaram em poder de dois criminosos. Os bandidos chegaram a jogar combustível no segurança e ameaçaram atear fogo nele. A Polícia Militar (PM) agiu rápido, conseguiu liberar as vítimas e prender os bandidos.

Ainda de acordo com a PM, a dupla de assaltantes chegou à agência, no Centro de cidade, por volta das 8h, e rendeu a gerente do banco, um vigilante, uma faxineira e um cliente. As vítimas estavam no lado de foram do estabelecimento quando foram surpreendidas pelos assaltantes.
Em seguida, elas foram levadas à força para o interior do banco.

ALERTA LIGADO Policiais que passavam pelo local perceberam a movimentação dos suspeitos. Um dos PMs tentou fazer contato telefônico com o vigilante, que não atendeu às ligações, o que despertou a atenção dos militares.
A polícia, então, pediu reforço à unidade de Nova Lima e houve cerco na entrada do banco. Os PMs deram início à negociação para libertação dos reféns e uma vítima foi solta.
Encurralada pela PM, a dupla se aproximou da porta principal do banco e, finalmente, libertou as outras pessoas. Logo em seguida, eles se renderam e entregaram dois revólveres usados no crime.
De acordo com a polícia, os bandidos jogaram combustível no corpo do vigilante e ameaçaram atear fogo.
Dois homens que deram cobertura à tentativa de assalto fugiram em um Fiat Punto vermelho e estavam sendo procuradas até o fechamento desta edição. Nenhuma quantia em dinheiro foi roubada.

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FONTE: Aqui.


Blitz da Lei Seca prende 10 pessoas na madrugada deste sábado

Foram mais de 180 abordagens em diversos pontos da capital

Divulgação/Polícia Civil

Uma grande blitze da Lei Seca realizada na noite desta sexta-feira e madrugada de sábado, em Belo Horizonte, terminou com 10 pessoas presas. Foram feitas mais de 180 abordagens, que resultaram, ainda, na apreensão de 26 carteiras de habilitação. De acordo com a Polícia Civil, as ocorrências foram encaminhadas para a Delegacia de Plantão do Departamento de Trânsito (Detran). Somente no Anel Rodoviário, próximo ao bairro Buritis, região oeste da capital, foram oito carros removidos.

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VIOLÊNCIA NA CAPITAL

Resposta veio com blitz

Polícia Militar faz operação na Agulhas Negras, no Mangabeiras. Tenente afirma que ação visa garantir segurança de moradores e de pessoas que visitam a Praça do Papa

Operação policial na noite de sexta-feira terminou com a prisão de um foragido e de dois homens que tentaram furar o cerco (Marcos Vieira/EM/D.A Press
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Depois de três ocorrências de crimes contra o patrimônio no domingo passado no Mangabeiras, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, militares do 22º Batalhão da Polícia Militar realizaram blitz na Avenida Agulhas Negras, na noite da sexta-feira. A operação terminou com a prisão de um foragido e de dois homens que tentaram fugir ao cerco. O tenente André Augusto, da 127ª Companhia, informou que a ação era uma resposta da corporação para garantir a segurança de moradores do bairro e de pessoas de bem que visitam a Praça do Papa.

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Ao final da operação, que fiscalizou dezenas de veículos, cinco motoristas foram autuados. Um Ford Fiesta foi rebocado, depois que seu motorista, Leandro Monteiro, de 25 anos, tentou furar o cerco, jogando o carro contra os PMs, passando sobre alguns cones. Um militar deu um tiro de borracha no pneu do veículo, que, descontrolado, bateu no meio-fio. Leandro e um passageiro resistiram à prisão e foram dominados pelos policiais. Antes de ser levados presos para o plantão do Detran-MG, tiveram que ser medicados. Um foragido da Justiça, um jovem de 22 anos, também foi parado na blitz e detido.

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O empresário C., de 46, que há um ano mora próximo à Praça do Papa, elogiou a atuação policial. “Nos últimos seis meses temos vivido um clima de insegurança. Minha mulher e filhos testemunharam um assalto a mão armada na praça, à noite, em um dia de semana. A gente fica assustado, sem noção do que fazer”, contou o empresário.

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De acordo com C., com a blitz da noite da sexta-feira o clima de tranquilidade retomou, já que até o grupo de motoqueiros, que faz pega no local, desistiu de subir até a praça, assim como outros baderneiros. “Foi uma noite de relativa paz. Vir morar no Mangabeiras foi um sonho da família, que vem sendo atrapalhado pela insônia provocada pelo barulho de motos e carros com sons altos na praça. Moradores e polícia precisam traçar uma estratégia. O bairro não tem muitas entradas e fica fácil a fiscalização”, sugeriu.

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Para o engenheiro de segurança S., de 65, morador do Mangabeiras há nove anos, operações policiais como a de sexta-feira precisam ser frequentes. “Aqui, de quinta-feira a domingo, são sempre noites e madrugadas de tumulto. E não fosse só a pertubação do sossego, criminosos têm aproveitado a movimentação para roubar. Há cinco meses a situação ficou crítica. A PM precisa realizar ações intensivas para inibir pessoas que vem à praça para promover badernas e assaltar”, afirmou.
Com a presença da PM, Praça do Papa ficou mais vazia (Marcos Vieira/EM/D.A Press
)

O engenheiro diz que não é contra a ocupação do espaço por moradores da cidade e visitantes. “Conseguimos junto às autoridades a melhoria da iluminação na praça e no entorno, para oferecer segurança às pessoas de bem que vêm ao local. O que precisamos é de um policiamento contínuo, com um posto fixo, se for o caso, para que a comunidade e visitantes possam sentir-se seguros”, pontou. S. explica que os moradores do Mangabeiras têm sempre buscado apoio das autoridades – administração municipal, BHTrans e polícias – para planejarem ações que inibam os infratores. “Por meio do Ministério Público Estadual estamos tentando dialogar com a prefeitura e outros órgãos em busca de soluções”, disse.
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RECADO No domingo passado, criminosos conseguiram burlar o esquema de segurança de um imóvel na Avenida José Patrocínio Pontes e levaram três armas de fogo – dois revólveres calibre 38 e 32 e uma escopeta calibre 12 –, 6 mil euros (R$ 23,5 mil), um iPad, entre outros objetos. Na madrugada, quando teria ocorrido o arrombamento da casa, cinco ladrões renderam jovens e roubaram o carro em que o grupo estava na Praça do Papa. À noite, foi a vez de uma mulher ter o vidro de seu Renault Duster quebrado por bandidos que levaram objetos de valor, na Avenida Bandeirantes.
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No fim do mês passado, uma família que morava na Avenida Agulhas Negras, no Mangabeiras, se mudou e colocou uma faixa em frente ao casarão, com os seguintes dizeres: “Devido à tentativa de assalto, mudamos e limpamos a casa de todo e qualquer valor”. Os moradores chegaram a contratar os serviços de uma firma de segurança e também contavam com cachorros da raça pitbull para tentar intimidar os criminosos.
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O tenente-coronel Eucles Figueiredo, comandante do 22º Batalhão da PM, que responde pela Região Centro-Sul, afirma que “estatísticas, com números decrescentes, não invalidam o sentimento de quem sofreu o roubo”. Segundo o militar, o número de policiais está sendo reforçado com a operação natalina e ações estratégicas desempenhadas a partir das informações da comunidade.

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FONTE: Estado de Minas.


Em votação aberta, Senado dá aval à prisão de Delcídio decretada pelo STF

Líder do governo foi preso nesta quarta-feira (25) por ordem do Supremo.
Cabia ao Senado referendar prisão, que é mantida por tempo indeterminado.

O Senado decidiu nesta quarta-feira (25), em votação aberta no plenário, manter a ordem de prisão expedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra o senador Delcídio do Amaral (PT-MS), líder do governo na Casa. Com isso, o parlamentar petista continuará preso por tempo indeterminado. A manutenção da prisão foi decidida por 59 votos favoráveis, 13 contra e 1 abstenção.

Delcídio foi detido nesta quarta, pela Polícia Federal (PF), acusado de atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato. Em uma gravação, ele oferece R$ 50 mil mensais à família de Nestor Cerveró para tentar convencer o ex-diretor da área internacional da Petrobras a não fechar um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF).

Pela Constituição, prisões de parlamentares que estejam no exercício do mandato têm de ser submetidas à análise da casa legislativa a qual ele atua. Mais cedo, por meio de nota, o advogado Maurício Silva Leite, responsável pela defesa do parlamentar, divulgou nota em que manifesta “inconformismo” com a decisão do STF de determinar a prisão do senador e em que afirma ter “convicção” de que a decisão será revista.

Com a decisão do Senado de manter a prisão, Delcídio Amaral só poderá ser solto quando o STF entender que ele não mais coloca em risco a investigação e não pode cometer crimes fora da prisão. Agora, a Procuradoria Geral da República terá 15 dias para apresentar ao STF uma denúncia, com acusações formais contra o senador.

 

OPERAÇÃO LAVA JATO – PF investiga esquema de corrupção

A votação ocorreu de forma aberta, com a divulgação do voto de cada parlamentar, conforme decidiu a maioria dos senadores instantes antes.

Mais cedo, por 52 votos a 20, com uma abstenção, o plenário do Senado decidiu pela votação aberta. Momentos antes, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), havia defendido que a sessão fosse secreta, mas decidiu submeter a palavra final ao plenário.

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), também havia decidido, enquanto os senadores discutiam no plenário, que o Senado realizasse uma votação aberta ao decidir pela manutenção ou revogação da prisão de Delcídio. O pedido para realização de votação aberta foi enviada ao Supremo Tribunal Federal por vários senadores de oposição.

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), orientou a bancada a votar contra a manutenção da prisão de Delcídio Amaral porque, para ele, validar a decisão do Supremo abriria caminho para a derrubada do princípio constitucional da “inviolabilidade do mandato”.

“O que está em discussão é se um Poder pode mandar prender um parlamentar no exercício do seu mandato, que é o que diz a Constituição. Se nós queremos mudar a Constituição, mudemos. Mas é isso que ela diz, e é isso que está ligado à inviolabilidade do mandato. Imagine se a partir de agora os tribunais de Justiça resolvam por alguma razão passar a mandar prender deputados estaduais, outros aqui ou outros lá na Câmara dos Deputados sem que isso seja no entendimento do que foi efetivamente um flagrante. É isso que está sendo neste momento colocado”, disse Humberto Costa.

Os autos do processo relativo a Delcídio Amaral chegaram ao Senado na tarde desta quarta. O líder do governo foi preso, em Brasília, pela Polícia Federal por decisão do ministro do STF Teori Zavascki sob acusação de tentar prejudicar as investigações do esquema de corrupção na Petrobras. Na manhã desta quarta, Zavascki submeteu a determinação aos ministros da Segunda Turma da Corte, que decidiram por unanimidade ratificar a decisão.

Mais presos
Também foram presos pela PF nesta manhã o banqueiro André Esteves, do banco BTG Pactual e o chefe de gabinete de Delcídio, Diogo Ferreira. As prisões são preventivas, ou seja, não há data para vencer.

No pedido para que o líder do governo fosse preso, a Procuradoria-Geral da República afirmou que o petista ofereceu R$ 50 mil mensais ao ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró para que o ex-dirigente não o citasse em seu acordo de delação premiada.

Além disso, os procuradores da República alegam que Delcídio havia planejado uma rota de fuga para Cerveró, que passava pelo Paraguai e ia até a Espanha. Segundo a Procuradoria, Delcídio também prometeu a Cerveró influir em julgamentos no STF para ajudá-lo. O senador disse que falaria com o vice-presidente da República, Michel Temer, e com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) para influenciar a Corte.

A prova da tentativa de obstrução é uma gravação feita pelo filho de Cerveró que mostra a tentativa do senador de atrapalhar as investigações e de oferecer fuga para o ex-diretor não fazer a delação. Conforme a Secretaria-Geral da Mesa do Senado, Delcídio é o primeiro senador em exercício preso desde a Constituição de 1988.

Repercussão
A notícia da prisão de Delcídio foi recebida com “perplexidade” pelos parlamentares, alguns dos quais são suspeitos de envolvimento no esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato. Há um temor por parte dos políticos alvos de inquérito de que eles próprios sejam presos.

Já parlamentares petistas tentaram dissociar do governo o episódio ocorrido com Delcídio. “É importante registrar também que não há, em nada que foi dito até agora, qualquer tipo de envolvimento ou participação do governo. Isso é importante dizer,” disse o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE).

O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), afirmou que a prisão do colega de partido o deixou “abalado” e é uma “questão inusitada”, mas não pode, segundo ele, “paralisar país”.

Guimarães defendeu que seja realizada sessão do Congresso Nacional nesta tarde, apesar do clima de perplexidade que tomou conta do Legislativo com a prisão do petista.

A preocupação do governo é viabilizar a aprovação do projeto de lei que reduz a meta fiscal para 2015. “O governo quer votar. O governo não pode, em função desse episódio, paralisar o país. Há uma questão inusitada. Há um ineditismo. Mas as coisas tem que caminhar em seus leitos normais. Houve uma decisão do Supremo. Uma decisão inusitada. E cabe ao Senado dar uma solução para o problema”, disse Guimarães.

LISTA DE VOTOS

Veja quem votou contra e quem votou a favor da prisão de Delcídio
O gaúcho Paulo Paim e o baiano Walter Pinheiro foram os únicos petistas a votarem pela manutenção da prisão; os mineiros Aécio e Zezé Perrella também votaram no sim

Lista

59 SIM (a favor da prisão)

Acir Gurgacz (PDT-RO)
Aécio Neves (PSDB-MG)
Aloysio Nunes (PSDB-SP)
Ana Amélia (PP-RS)
Antônio C Valadares (PSB-SE)
Ataídes Oliveira (PSDB-TO)
Benedito de Lira (PP-AL)
Blairo Maggi (PR-MT)
Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
Cristovam Buarque (PDT-DF)
Dalírio Beber (PSDB-SC)
Dário Berger (PMDB-SC)
Davi Alcolumbre (DEM-AP)
Douglas Cintra (PTB-PE)
Eduardo Amorim (PSC-SE)
Elmano Férrer (PTB-PI)
Eunício Oliveira (PMDB-CE)
Fernando Coelho (PSB-PE)
Flexa Ribeiro (PSDB-PA)
Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN)
Hélio José (PSD-DF)
Ivo Cassol (PP-RO)
Jader Barbalho (PMDB-PA)
João Capiberibe (PSB-AP)
José Agripino (DEM-RN)
José Maranhã (PMDB-PB)
José Medeiros (PPS-CE)
José Serra (PSDB-SP)
Lasier Martins (PDT-RS)
Lídice da Mata (PSB-BA)
Lúcia Vânia (PSB-GO)
Magno Malta (PR-ES)
Marcelo Crivella (PRB-RJ)
Marta Suplicy (PMDB-SP)
Omar Aziz (PSD-AM)
Otto Alencar (PSD-BA)
Paulo Bauer (PSDB-SC)
Paulo Paim (PT-RS)
Raimundo Lira (PMDB-PB)
Randolfe Rodrigues (REDE-AP)
Reguffe (PDT-DF)
Ricardo Ferraço (PMDB-ES)
Ricardo Franco (DEM-SE)
Roberto Requião (PMDB-PR)
Romário (PSB-MA)
Romero Jucá (PSB-RR)
Ronaldo Caiado (DEM-GO)
Rose de Freitas (PMDB-ES)
Sandra Braga (PMDB-AM)
Sérgio Petecão (PSD-AC)
Simone Tebet (PMDB-MS)
Tasso Jereissatti (PSDB-CE)
Valdir Raupp (PMDB-RO)
Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM)
Vicentino Alves (PR-TO)
Waldermir Moka (PMDB-MS)
Walter Pinheiro (PT-BA)
Wilder Morais (PP-GO)
Zezé Perrella (PDT-MG)

13 NÃO (contra a prisão)

Ângela Portela (PT-RR)
Donizeti Nogueira (PT-TO)
Fernando Collor (PTB-AL)
Gleisi Hoffmann (PT-PR)
Humberto Costa (PT-PE)
João Alberto Souza (PMDB-MA)
Jorge Viana (PT-AC)
José Pimentel (PT-CE)
Lindbergh Farias (PT-RJ)
Paulo Rocha (PT-PA)
Regina Sousa (PT-PI)
Roberto Rocha (PSB-MA)
Telmário Mota (PDT-RR)

 

1 ABSTENÇÃO
Edison Lobão (PMDB-MA)

FONTE: G1 e O Tempo.


LAVA JATO – Senador Delcídio do Amaral é preso para não atrapalhar investigações
Ele foi citado pelo ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró como participante em esquema desvio de recursos; prisão de senador em exercício é inédita no país
Delcídio

A Polícia Federal prendeu na manhã desta quarta-feira (5) o senador Delcídio do Amaral (PT-MS). De acordo com a “Folha de S. Paulo”, a operação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) depois que o Ministério Público Federal apresentou evidências de que ele tentava conturbar as investigações da Lava Jato.

O senador já havia sido citado pelo ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, que o acusou de participação em esquema desvio de recursos envolvendo a compra da refinaria de Pasadena, nos EUA.

Ainda segundo a publicação, Delcídio também oferecido possibilidade de fuga a Cerveró em troca de ele não aderir ao acordo de colaboração com a Justiça, revelando as irregularidades da operação. Essa conversa teria sido gravada pelo filho de Cerveró.

Vale ressaltar que a prisão de um senador em exercício é um fato inédito no Brasil.

 

Também foi preso o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual.

A Polícia Federal prendeu na manhã desta quarta-feira (25) o senador Delcídio do Amaral (PT-MS), líder do governo no Senado. Segundo investigadores, o senador foi preso por estar atrapalhando apurações da Operação Lava Jato.

Também foram presos pela PF nesta manhã o banqueiro André Esteves, do banco BTG Pactual, o chefe de gabiente de Delcídio, Diogo Ferreira e o advogado Édson Ribeiro, que defendeu o ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró.

As prisões foram um pedido da Procuradoria-Geral da República e autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). As prisões de Delcídio e de Ribeiro são preventivas, que é quando não há data determinada para terminar. As demais são temporárias, com data de término.

O senador teria tentado dificultar a delação premiada de Cerveró sobre uma suposta participação de Delcídio em irregularidades na compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. Segundo investigadores, Delcídio chegou até a oferecer fuga a Cerveró, para que o ex-diretor não fizesse a delação premiada, o que reforçou para as autoridades a tentativa do petista de obstruir a Justiça.

A prova da tentativa de obstrução é uma gravação feita pelo filho de Cerveró que mostra a tentativa do senador de atrapalhar as investigações e de oferecer fuga para o ex-diretor não fazer a delação.

A assessoria do senador informou que o advogado dele, Maurício Leite, recebeu uma ligação do Delcídio e embarcou de São Paulo para Brasília para acompanhar o caso.

O senador foi preso no hotel onde mora em Brasília, o mesmo em que estava hospedado o pecuarista e empesário José Carlos Bumlai estava hospedado quando foi preso nesta terça-feira (24).

Histórico
O líder do governo foi citado na Lava Jato na delação do lobista conhecido como Fernando Baiano. No depoimento, Baiano disse que Delcídio recebeu US$ 1,5 milhão de dólares de propina pela compra da refinaria.

Também foram realizadas buscas e apreensões no gabiente de Delcídio, no Congresso. As ações desta manhã foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

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FONTE: O Tempo e G1.


Após 39 dias foragida, prefeita afastada no MA se entrega à PF

Lidiane Leite, 25, é suspeita de desviar milhões em verbas da educação.
Ela se entregou no começo da tarde desta segunda-feira (28).

Depois de passar 39 dias foragida da Justiça, a prefeita afastada de Bom Jardim (MA), Lidiane Leite da Silva, de 25 anos, se apresentou, nesta segunda-feira (28), à sede da Superintendência da Polícia Federal (PF), em São Luís (MA). A ex-gestora municipal sumiu após sua prisão ter sido decretada na Operação Éden, que investiga desvios de verbas da educação.
  • “A Lidiane sempre esteve em Bom Jardim. Um dia antes da decisão do seu afastamento pela Justiça, ela realizou o pagamento de servidores municipais e fornecedores”
Sérgio Muniz, advogado da prefeita afastada

Acompanhada por três advogados, Lidiane chegou à sede da PF por volta de 13h e entrou pelos fundos para não chamar atenção. Ela apareceu vestida com blusa e calça pretas e com poucas mudanças no visual. Está aparentemente mais magra, mas continua loira e manteve o mesmo corte de cabelo.

O advogado de defesa Sérgio Muniz disse que a prefeita não saiu da cidade. “A Lidiane sempre esteve em Bom Jardim, que é o oitavo maior município do Maranhão, e que, por isso, não precisava estar dentro da prefeitura para gerir o município. Um dia antes da decisão do seu afastamento pela Justiça, ela realizou o pagamento de servidores municipais e fornecedores”, afirmou.

O delegado Ronildo Lajes, que é o responsável pelo inquérito, confirmou que Lidiane estava foragida e descartou que ela estivesse escondida todo esse tempo no município de Bom Jardim. “As diligências foram feitas sim na cidade e no interior de Bom Jardim, mas é claro que o advogado está no papel dele de tentar amenizar as coisas para a investigada. De fato ela estava foragida e não tem como alguém afirmar que ela estava governando em Bom Jardim”, disse.

  • A gente tinha notícias do paradeiro dela, por isso a nossa certeza que ela estava sendo ajudada por alguém que a orientava a não usar meio eletrônicos para falar com familiares.
Ronildo Lajes, delegado da Polícia Federal

Ainda segundo Lajes, Lidiane estava sendo orientada a não usar qualquer meio eletrônico para se comunicar com os familiares o que dificultou a localização dela.

“A gente tinha notícias do paradeiro dela, por isso a nossa certeza que ela estava sendo ajudada por alguém que a orientava a não usar meio eletrônicos para falar com familiares. Nós temos algumas informações sobre essas pessoas, mas isto não é oportuno divulgar neste momento”.

O superintendente da Polícia Federal, Alexandre Saraiva,  evitou comentar a decisão da Justiça que determinou a permanência de Lidiane em uma cela no quartel do Corpo de Bombeiros. “Não cabe a Polícia Federal contestar. Nós respeitamos as decisões judiciais e as cumprimos. A Polícia Federal fez a sua parte: instaurou o inquérito, investigou, descobriu autoria, a materialidade e em razão do nosso trabalho ela se entregou”, afirmou.

Lidiane Leite assumiu a prefeitura aos 22 anos (Foto: Arquivo pessoal)
Suspeita de desvios de recursos públicos, Lidiane Leite ostentava vida de luxo nas redes sociais

Lidiane vai ser ouvida e depois será levada ao Instituto Médico Legal (IML) para realizar exame de corpo de delito. Após os procedimentos, ela deve ser encaminhada para o quartel do Corpo de Bombeiros de São Luís, onde permanecerá à disposição da Justiça.

O nome de Lidiane não chegou a ser incluído na lista vermelha da Interpol (a polícia internacional),como a PF havia anunciado no mês passado. O cerco para capturá-la contou com o reforço da vigilância nas rodoviárias e aeroportos do Maranhão. O superintendente da PF Alexandre Saraiva chegou a anunciar que quem ajudasse a prefeita a se esconder seria incluído como participante de organização criminosa.

Prazo de 72 horas
Na última sexta-feira (25), o juiz da 2ª Vara do Tribunal Regional Federal (TRF) José Magno Linhares havia estipulado o prazo de 72 horas para que a prefeita afastada de Bom Jardim se entregasse. O magistrado entendeu que Lidiane Leite tinha interesse em se apresentar à Justiça para “prestar os esclarecimentos necessários à elucidação dos fatos”.

A decisão foi tomada após a apresentação de um pedido de revogação da prisão preventiva de Lidiane Leite, que foi feito pelo advogado de Antônio Gomes da Silva, ex-secretário de Agricultura do município.

Ex-secretários em liberdade
Suspeitos de participar dos desvios em Bom Jardim, o ex-secretário de Assuntos Políticos de Bom Jardim, Humberto Dantas dos Santos, conhecido como Beto Rocha, e o ex-secretário Antônio Gomes da Silva tiveram a prisão preventiva revogada pelo Tribunal Regional Federal na última sexta-feira. Beto Rocha era namorado da prefeita e foi preso no dia 20 de agosto pela PF.

O magistrado José Magno entendeu que os dois suspeitos não têm como “dar continuidade às práticas supostamente delituosas, ligadas ao desvio de verbas públicas transferidas à municipalidade”, segundo trecho da decisão publicada.

Vice empossada
No início de setembro, a Câmara Municipal de Bom Jardim cassou o mandato de Lidiane Leite. A perda do mandato aconteceu após ela se ausentar da cidade por mais de 15 dias sem a autorização dos vereadores.

Após a decisão, a Casa empossou a vice-prefeita, Malrinete Gralhada, que já havia assumido o cargo interinamente, no dia 28 de agosto.

Ações do MP
O Ministério Público pediu, por meio de duas ações civis públicas por improbidade adminstrativa, a indisponibilidade dos bens e o afastamento de Lidiane.

Ex-secretários municipais presos pela PF (Foto: Reprodução / TV Mirante)Ex-secretários municipais presos pela PF

Também foram denunciados o ex-secretário de Assuntos Políticos, Beto Rocha, os empresários Antônio Oliveira da Silva e Karla Maria Rocha Cutrim, da Zabar Produções (empresa contratada para reformar escolas), além do contador e pregoeiro do município Marcos Fae Ferreira França.

Quem reapareceu em um caso de desvios de verbas públicas foi o empresário Fabiano de Carvalho Bezerra, envolvido em esquema de corrupção na Prefeitura de Anajatuba (MA), denunciado pelo quadro “Cadê o Dinheiro Que Tava Aqui?”, do Fantástico. Também aparecem nas denúncias o empresário Raimundo Nonato Silva Abreu Júnior e o motoboy Nilson Araújo Rodrigues.

Cidade de Bom Jardim (MA) (Foto: Reprodução / TV Mirante)
Cidade de Bom Jardim (MA)

Ação do MP mostra que a empresa Zabar Produções obteve R$ 1.377.299,77 em licitação na modalidade tomada de preços para a reforma de 13 escolas municipais. O dono da Zabar afirmou, em depoimento à promotoria, que os valores recebidos pelo contrato eram repassados para a conta pessoal de Beto Rocha, que se encarregava de contratar os funcionários para as supostas reformas das escolas. Ele garantiu que quatro escolas chegaram a ter reformas.

A promotora Karina Freitas Chaves afirma que a “A4 Serviços e Entretenimento Ltda” é uma empresa de fachada, pois não há registros de uma sede ou de veículos. A empresa teria vencido licitação para locação de veículos na modalidade pregão presencial, no valor R$ 2.788.446,67.

Vida humilde
Antes de se tornar prefeita por acaso e passar a ostentar uma vida de luxo nas redes sociais, a jovem vendia leite na porta da casa da mãe para sobreviver e viu a vida mudar após iniciar namoro com o fazendeiro Beto Rocha, que possui patrimônio em torno de R$ 14 milhões.

Em 2012, o empresário foi candidato a prefeito, mas teve a candidatura impugnada e lançou a namorada pelo PRB. Lidiane acabou eleita com 50,2% dos votos válidos (9.575) frente ao principal adversário, o médico Dr. Francisco (PMDB), que obteve 48,7% (9.289).

Prefeita Lidiane Leite acompanhada do então namorado Beto Rocha (Foto: Arquivo pessoal)Prefeita cassada, Lidiane Leite, acompanhada do então namorado Beto Rocha 

Prefeita ostentação
Após a eleição, a rotina de ostentação, marcada por viagens, festas, roupas caras, veículos e passeios de luxo passou a ser divulgada pela prefeita nas redes sociais. “Eu compro é que eu quiser. Gasto sim com o que eu quero. Tô nem aí pra o que achem. Beijinho no ombro pros recalcados”, comentou na internet.

Em outro post, ela disse: “Devia era comprar um carro mais luxuoso pq graças a Deus o dinheiro ta sobrando (sic)”.

Antes da repercussão das denúncias de desvios de verbas da educação, a prefeita já havia sido afastada do cargo três vezes. Com as investigações e a prisão decretada, a prefeita ficou sem partido. Tanto o Partido Republicano Brasileiro (PRB), pelo qual ela se candidatou e se elegeu prefeita em 2012, quanto o Partido Progressista (PP), ao qual anunciou filiação em julho deste ano, negaram que gestora municipal esteja filiada a eles.

Prefeita de Bom Jardim (MA) ostentava boa vida nas redes sociais (Foto: Fotos: Divulgação)
Prefeita de Bom Jardim (MA) ostentava boa vida nas redes sociais

Mais denúncias
Na primeira semana de setembro, a nova administração do município de Bom Jardim começou a divulgar os resultados da auditoria, que está sendo realizada nas contas do município. A apuração chegou a uma fraude em recursos destinados ao setor responsável pelo programa Bolsa Família, do governo federal.

Os auditores afirmam ter descoberto um esquema de desvio de dinheiro público na Secretaria de Assistência Social de Bom Jardim. Conforme levantamento, a secretaria consumiu mais de R$ 1 milhão com o pagamento de diárias.

Documentos, depoimentos de servidores e extratos bancários reforçam a denúncia. Ainda de acordo com a comissão, pelo menos 20 funcionários de todos os níveis, dentro da Assistência Social, receberam as diárias.

Bom Jardim

A cidade tem população estimada em 40.405, segundo o site do IBGE, e fica no Vale do Pindaré, na região oeste do Maranhão. Com índice de 0,538, ocupa a 175ª posição no ranking de Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), da Organização das Nações Unidas (ONU), que analisa o acesso à educação, renda e expectativa de vida.

É considerada a segunda pior cidade para se viver no Vale do Pindaré, composto por 22 outros municípios. Após os escândalos envolvendo a prefeita da cidade, parte da população foi às ruas protestar pelo fim da corrupção.

FONTE: G1.


Traficante de remédios para emagrecer é condenada a 26 anos de cadeia em BH

Traficante de remédios para emagrecer é condenada a 26 anos de cadeia em BH
Claudina foi sentenciada pelos crimes de tráfico de drogas, evasão de divisas e lavagem de dinheiro

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Sete anos depois da denúncia, a Justiça Federal em Belo Horizonte condenou a empresária Claudina Rodrigues Bonfim, apontada como a maior traficante de remédios emagrecedores do país, a 26 anos e seis meses de prisão. Alvo da operação Vênus, desencadeada em 2007 pela Polícia Federal (PF) e Ministério Público Federal (MPF), Claudina foi sentenciada pelos crimes de tráfico de drogas, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Outros integrantes da quadrilha também foram condenados. Inédita, a decisão é da juíza federal Rogéria Maria Castro Debelli, da 4ª Vara da Justiça Federal.

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As investigações tiveram início a partir de denúncias sobre a fabricação clandestina do medicamento conhecido como “Emagrece Sim”. Manipulado inicialmente na sede da empresa Phytotherm SYM, de propriedade da quadrilha, o produto passou a ser produzido em um imóvel sem qualquer fiscalização. Posteriormente, era exportado para os Estados Unidos, Venezuela, República Dominicana, Peru, entre outros países. O esquema de distribuição era feito pelas vias tradicionais, Correios e empresas de transporte internacional, mas há casos em que os próprios distribuidores vinham até o Brasil para buscar o medicamento e levá-lo a seus países.

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Além de não possuir autorização dos órgãos sanitários para fabricação e comercialização do produto, eles vendiam o Emagrece Sim como um remédio fitoterápico, 100% natural, quando, na realidade, sua fórmula apresentava como principal princípio ativo o Femproporex, substância psicotrópica causadora de anorexia e de dependência física e psíquica.

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No dia da operação, Claudina foi localizada pelos federais em um shopping center em Ribeirão Preto. As buscas realizadas na casa dela, no Belvedere, em Belo Horizonte, resultaram na apreensão de computador, documentos e obras de arte avaliadas em R$ 2 milhões.

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O dinheiro arrecadado com o crime saía do Brasil com o auxílio de doleiros e reingressava no país por meio de contratos de câmbio ideologicamente falsos. A quadrilha foi desarticulada na etapa final do processo de lavagem do dinheiro, quando os ativos passam a ser utilizados para financiar empreendimentos lícitos; no caso, estavam sendo aplicados nas áreas de moda, joalheria e cosmética. Procurado, o advogado da empresária não foi localizado.

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FONTE: Hoje Em Dia.


Dois ex-secretários de MT são presos e ex-governador está foragido

Ex-governador Silval Barbosa teve a prisão preventiva decretada.
Pedro Nadaf e Marcel de Cursi eram titulares da Casa Civil e da Fazenda.

Agentes da Defaz-MT chegam ao prédio onde mora o ex-governador Silval Barbosa (Foto: Renê Dióz/G1)Agentes da Defaz-MT foram ao prédio onde mora o ex-governador Silval Barbosa

Os ex-secretários Pedro Nadaf e Marcel de Cursi, que ocuparam os cargos de titulares das pastas da Casa Civil e da Fazenda durante o governo de Silval Barbosa (PMDB), foram presos na tarde desta terça-feira (15) em Cuiabá, durante a operação Sodoma, do Cira (Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos). Também foi determinada a prisão de Silval Barbosa, porém, ele ainda não foi encontrado. Os mandados são de prisão preventiva e foram determinados pela Vara de Combate ao Crime Organizado de Cuiabá (7ª Vara Criminal).

Os advogados de Barbosa disseram ao G1 que vão se pronunciar depois sobre o caso. O advogado de Nadaf, Willian Khalil, disse que ainda não sabe o teor da investigação. A defesa de Cursi não foi localizada.

Barbosa, Nadaf e Cursi são suspeitos de corrupção e lavagem de dinheiro entre os anos de 2013 e 2014. A Justiça também determinou busca e apreensão e condução coercitiva de suspeitos. Os presos foram levados para a sede da Defaz, na capital.

Silval Barbosa: gestor diz que VLT não fica pronto em 2015 (Foto: Josi Pettengill/Secom-MT)Ex-governador de MT, Silval Barbosa está com a prisão
preventiva decretada.

Por meio de nota, a Secretaria de Segurança Pública (Sesp-MT) informou que a investigação dos supostos crimes começou há quatro meses. Fazem parte do Cira a Delegacia de Combate à Corrupção, o Ministério Público (MPE), a Sefaz e a Procuradoria Geral do Estado

Silval Barbosa iria depor na tarde desta terça-feira (15) na CPI da Renúncia e Sonegação Fiscal, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, mas não compareceu para prestar esclarecimentos aos deputados. A comissão foi aberta em março deste ano para investigar supostas irregularidades na concessão de incentivos fiscais no estado. Em julho, Nadaf também chegou a ser ouvido pelos parlamentares que compõem a CPI.

Em outubro do ano passado, a Justiça determinou o bloqueio de bens de Barbosa, Cursi e Nadaf, por suspeita de terem beneficiado uma empresa em mais de R$ 73,5 milhões por meio de concessão de benefícios fiscais ilegais.

Operações Ararath e Arqueiro
Em 2014, a residência de Silval Barbosa foi alvo de busca e apreensão durante a operação Ararath, da Polícia Federal. Na ocasião, ele acabou preso por porte ilegal de arma, mas pagou fiança e foi liberado. E, em agosto deste ano, a mulher dele, Roseli Barbosa, foi presa por suspeita de desvio de R$ 8 milhões na Secretaria de Assistência Social (Setas).

FONTE: G1.


Rede social pega ladrão
Reconhecido por imagens de assaltos divulgadas via WhatsApp, homem é preso ao tentar invadir imóvel. Ele confessou ter roubado mais de 70 apartamentos em áreas nobres de BH

 

Moradora de um prédio no Anchieta acionou a polícia pelo celular, por meio do grupo

Moradora de um prédio no Anchieta acionou a polícia pelo celular, por meio do grupo “Quarteirão de Segurança”, ao notar a presença de Heli (abaixo) no condomínio: ataque frustrado.

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Imagens de um homem acusado de arrombar e assaltar apartamentos em julho, nos bairros Anchieta e Serra, na Região Centro-Sul, e Cidade Nova, Nordeste de Belo Horizonte, percorreu diferentes grupos de amigos do aplicativo WhatsApp. Na manhã de ontem, quando o suspeito se preparava para fazer mais vítimas, foi reconhecido por uma moradora de um prédio também no Anchieta. Antes que invadisse outro imóvel, a Polícia Militar o prendeu. Heli Teodoro da Rocha, de 48 anos, estava foragido da Justiça desde fevereiro. O homem tem longa ficha criminal por vários furtos e um estupro de vulnerável. Ele confessou ter invadido e roubado mais de 70 apartamentos, mais da metade em bairros de classe média de área nobre da capital, como Sion, Carmo, Anchieta e Cruzeiro.
 (Fotos: Leandro Couri/EM/D.A Press)
O sargento Mauro Tiago, da 127ª Companhia do 22º Batalhão da PM, que participou da captura de Rocha ontem, contou que o criminoso age sempre da mesma forma: escolhe prédios em reforma, toca o interfone de um apartamento ou da portaria se passando por funcionário da obra e apresentando-se com o nome Roberto, pede a quem o atende para abrir o portão, depois arromba a porta e limpa a casa de moradores que estejam ausentes. “Ele escolhe os edifícios que estão com caçambas na entrada. Com habilidade, arromba a porta dos apartamentos, revira os cômodos e foge levando smartfones, tabletes, notebooks, joias e dinheiro”, contou o policial.
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A advogada D.P.M., de 32 anos, é a dona de apartamento assaltado no fim de julho. Ela e o marido estavam fora, quando o ladrão arrombou a porta da cozinha, depois de entrar no prédio com a permissão do porteiro. D. contou que o marido chegou em casa e deu de cara com o ladrão. “Esse bandido é muito ardiloso. Conversou com meu marido, afirmando que seus comparsas estavam no prédio armados e o prendeu na despensa. Depois, ele pegou uma de nossas mochilas, que havia enchido com joias, dinheiro e eletrônicos, saiu caminhando tranquilamente e ainda deu tchau para o porteiro”, informou D.
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A mulher disse ter ficado tão revoltada com a audácia do ladrão que resolveu divulgar as imagens dele, que foram gravadas pelas câmeras de videomonitoramento e compartilhar com o máximo de pessoas na tentativa de que a ajudassem identificá-lo, para que ele fosse denunciado e preso. Segundo D., assim que ela divulgou as imagens do criminoso, uma moradora do Cidade Nova a contatou e afirmou que o mesmo homem havia entrado em seu apartamento dias antes e que estava com imagens dele, que haviam sido captadas pelo circuito de segurança de seu prédio.
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As duas divulgaram fotos e vídeos do suspeito e foi graças a esse compartilhamento que ele acabou preso. Uma moradora de um edifício na Rua Penafiel, no Anchieta, percebendo a movimentação no corredor por volta das 10h, olhou pelo olho mágico de seu apartamento e levou um susto quando viu que o homem que estava lá era o mesmo arrombador das imagens que vinham sendo compartilhadas no grupo “Quarteirão de Segurança”, do qual fazem parte moradores e policiais militares que atuam no patrulhamento da área. A testemunha imediatamente acessou o WhatsApp e informou que o suposto arrombador estava no corredor de seu prédio, pronto para agir.
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O sargento Mauro Tiago contou que foram mobilizadas viaturas para cercar o edifício e pegar o suspeito. “Quando entramos, ele subia a escada da garagem para acessar o primeiro andar. Ao ser abordado, o homem, que estava sem documentos, deu um nome falso e afirmou que foi ao prédio para passar um cartão a um pedreiro que estava lá trabalhando e era seu amigo. “Nenhum dos pedreiros o conhecia. Apertado, ele acabou dizendo seu nome verdadeiro e que estava no prédio para tentar furtar um apartamento. Depois, confessou que já assaltou mais de 70 imóveis e dava preferência para os da Zona Sul”, informou o policial.
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Ao consultar o histórico de Heli da Rocha, os militares descobriram que ele tinha um mandado de captura de 24 de fevereiro. Já durante o registro da prisão do foragido, as duas vítimas que compartilharam as imagens dele pelo WhatsApp seguiram para a unidade policial para fazer o reconhecimento. A PM ainda localizou uma terceira suposta vítima de Heli Teodoro da Rocha. É uma idosa de 75 anos, moradora do Bairro Serra, que em 28 de agosto teve o apartamento revirado num assalto, no qual lhe foi roubado um iPhone. A PM acredita que após a prisão outras vítimas vão aparecer.

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FONTE: Estado de Minas.


Polícia conclui investigação de acidente que esmagou perna de modelo

Modelo Paola Antonini segue desfilando após o acidente
Modelo Paola Antonini segue desfilando após o acidente

A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Acidentes de Veículos (Deav) do Departamento de Trânsito de Minas Gerais (Detran/MG), apresenta, nesta segunda-feira (31), a conclusão do inquérito do acidente que teve como vítima a modelo Paola Antonini, de 20 anos, ocorrido na Avenida Raja Gabaglia, em dezembro de 2014.

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Na madrugada de 27 de dezembro, Diandra Lamounier Morais de Melo, de 24 anos, chocou seu carro na traseira de outro veículo, que estava estacionado. Na ocasião, a modelo e o namorado colocavam a bagagem no porta-malas do carro atingido. Eles iriam passar o réveillon na praia. Paola teve as pernas prensadas entre os carros e chegou a perder um dos membros.

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Diandra fez o teste do etilômetro, que registrou 0,53 miligramas de álcool por litro de ar alveolar. O permitido é de, no máximo, 0,05 miligramas por litro de ar. As informações da conclusão do inquérito serão repassadas nesta segunda-feira (31) pelo delegado Rodrigo Otávio Gomes Fagundes.

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Acidente

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A modelo Paola Antonini estava com o namorado Arthur, 21 anos, colocando malas em um carro para seguir viagem para as festas de fim de ano, quando foram surpreendidos por um veículo Fiat Cinquecento que veio a colidir na traseira do Fiat Bravo estacionado. O acidente aconteceu na avenida Raja Gabaglia, altura do número 1.123, bairro Luxemburgo, região Centro-Sul de BH. A condutora Diandra Lamounier Moraes de Melo, de 24 anos, foi liberada depois que pagou fiança de R$ 1.500 e responde ao processo em liberdade.

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Desfile

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No último dia 19 de agosto, a modelo Paola Antonini fez o primeiro desfile usando prótese. A jovem, que vem dando exemplo de superação, deu os primeiros passos com o equipamento em março deste ano.

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FONTE: Hoje Em Dia.


Com sumiço da prefeita, clima em Bom Jardim (MA) é de incerteza

Prefeita é procurada pela PF em operação que investiga desvio de verbas.
Cautelar obtida por Lidiane Leite proíbe a Câmara de realizar afastamento.

Lidiane Leite assumiu a prefeitura aos 22 anos (Foto: Arquivo pessoal)
Lidiane Leite assumiu a prefeitura aos 22 anos

Com o sumiço da prefeita de Bom Jardim (MA), Lidiane Leite (PP), de 25 anos, moradores da cidade estão sem saber quem está no comando do município, a 275 km de distância da capital maranhense, São Luís. Lidiane Leite está foragida desde quinta-feira (20), procurada pela Polícia Federal (PF), que investiga denúncias de desvios de verbas da educação no município. A denúncia partiu do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público do Maranhão (MP-MA) e Ministério Público Federal (MPF).

Os vereadores estão impedidos de realizar votação para afastar a prefeita do comando da cidade por causa de uma medida cautelar obtida por Lidiane na Justiça. Ela já havia sido afastada três vezes do cargo: na primeira vez, em abril de 2014, pelo prazo de 30 dias após denúncias de improbidade administrativa, retornando ao cargo em 72 horas, depois de obter liminar na Justiça; na segunda, pelo período de 180 dias, em dezembro de 2014, com liminar suspensa pelo Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) em 48 horas; e  terceira em maio de 2015, retornando em 72 horas.

Na cidade, o clima é de incerteza na cidade com 39.049 habitantes. “Não sei, não, senhor”, diz um morador, questionado sobre onde andava a prefeita. “A prefeita sumiu e sumiu com dinheiro, ainda mais”, ironiza o mototaxista Edmilson das Neves. Já outros habitantes têm medo e preferem não falar sobre o assunto.

Na prefeitura, o expediente é de 8h às 12h, mas poucas pessoas foram encontradas no prédio nessa sexta-feira (21). Somente o secretário de Administração e Finanças, Dal Adler Castro, poderia responder pelo órgão, mas não quis falar com a imprensa.

Por outro lado, há moradores que esperam por uma solução rápida para o impasse na cidade. “A expectativa é que a vice assuma”, diz o comerciante Reginaldo Carrilho. Segundo o presidente da Câmara Municipal, Aarão Silva, a vice-prefeita Malrinete Gralhadas (PPS) só poderá assumir o cargo quando houver o afastamento da prefeita.

Investigações
Lidiane Leite está foragida desde quinta-feira, quando foi iniciada a Operação Éden, da PF, que investiga denúncias de desvios de verbas da educação no município de Bom Jardim. Nessa sexta-feira, a PF reforçou a vigilância em aeroportos e rodoviárias do Maranhão a fim de capturar a prefeita.

Na quinta-feira, foram presos o ex-secretário de Agricultura, Antônio Gomes da Silva, conhecido como “Antônio Cesarino”, e de Assuntos Políticos, Humberto Dantas dos Santos, conhecido como Beto Rocha, que seria ex-namorado da prefeita. A repercussão nacional do caso acelerou a operação.

PF faz busca na sede da Secretaria de Agricultura de Bom Jardim (Foto: Divulgação / PF)
PF fez busca na sede da Secretaria de Agricultura de Bom Jardim

Desvios
A polícia investiga transferências de cerca de R$ 1 mil realizadas da conta da prefeitura para a conta pessoal de Lidiane que chegam a R$ 40 mil em um ano. Também foram feitas transferências para o advogado da prefeitura, Danilo Mohana, que somam mais de R$ 200 mil em pouco mais de um ano.

Além da prefeita, secretários, ex-secretários e empresários também estão sendo investigados por causa de irregularidades encontradas em contratos firmados com “empresas-fantasmas”. Houve duas licitações para reformar 13 escolas, pelas quais a Zabar Produções obteve R$ 1,3 milhão e a Ecolimp recebeu R$ 1,8 milhão. Nenhuma das empresas foi encontrada.

Em 2013, a prefeitura firmou contrato com 16 agricultores para o fornecimento de merenda escolar nas escolas municipais, pelos quais cada agricultor receberia em média R$ 18 mil por ano. Os agricultores afirmaram que não receberam os pagamentos.

Luxo na internet
Lidiane se tornou prefeita aos 22 anos, em 2012, depois que o namorado dela na época Beto Rocha, candidato a prefeito, teve a candidatura impugnada ao ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa. Ela assumiu o lugar dele e foi eleita.

Prefeita de Bom Jardim (MA) ostentava boa vida nas redes sociais (Foto: Fotos: Divulgação)
Prefeita de Bom Jardim (MA) ostentava boa vida nas redes sociais

Depois que assumiu o cargo, Lidiane passou a compartilhar fotos da nova rotina nas redes sociais. Nos perfis pessoais, ela escreveu: “eu compro é que eu quiser. Gasto sim com o que eu quero. Tô nem aí pra o que achem. Beijinho no ombro pros recalcados”. Em outro post, ela diz: “devia era comprar um carro mais luxuoso pq graças a Deus o dinheiro ta sobrando”.

Afastamentos
A Justiça do Maranhão havia determinado o afastamento da prefeita pelo prazo de 180 dias em dezembro de 2014, com base no descumprimento da regularização das aulas e do fornecimento de merenda e de transporte escolar em Bom Jardim.

Na ação, o Ministério Público do Estado afirma que Lidiane havia apresentado informações falsas a respeito das irregularidades, mas as informações acabaram desmentidas por meio de denúncias dos próprios moradores da cidade.

A gestora também já havia sido citada pela Justiça por má conduta no início de 2014, quando foi deferida liminar, a pedido do MP-MA, para declarar a ilegalidade de decreto municipal que tornou nulas as nomeações dos excedentes do concurso público homologado em novembro de 2011.

 

FONTE: G1.


Impactos da descriminalização

Se posse de drogas para uso pessoal deixar de ser crime após julgamento no Supremo, mais de 4 mil processos podem ser extintos em Minas. Porém, decisão divide especialistas

O parecer favorável do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), à descriminalização da posse de drogas para uso pessoal divide a opinião dos órgãos ligados à segurança pública e ao Judiciário em Minas Gerais e pode ter efeito sobre mais de 4 mil processos relacionados ao artigo 28 da Lei de Drogas. As ações são referentes ao consumo de entorpecentes e estão ativas no Juizado Especial de Belo Horizonte, segundo dados do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Se a descriminalização for aprovada pela maioria dos magistrados, especialistas acreditam que esses autos seriam extintos. Entretanto, alguns juízes acreditam que sejam necessárias maiores explicações do STF para definir o futuro dos processos. Outro parâmetro do TJMG que permite medir o tamanho do consumo de drogas na capital mineira é a apreensão de mais de 8 mil jovens de até 17 anos nos últimos seis anos em BH por esse crime, o que significa uma média de três adolescentes conduzidos todos os dias para a delegacia, flagrados usando ou portando entorpecentes para uso pessoal.
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A apreciação do STF sobre a descriminalização do uso de drogas foi motivada por um recurso da Defensoria Pública de São Paulo, que chegou à Suprema Corte em 2011. O órgão representa um presidiário flagrado em 2009 com 3 gramas de maconha dentro da cela, condenado pelo uso de drogas a prestar serviços comunitários enquanto já cumpria pena por assalto à mão armada, receptação e contrabando. O advogado de Francisco de Souza alegou que ninguém pode ser punido por ser usuário de substâncias ilícitas, já que esta seria uma questão de foro íntimo. O ministro Gilmar Mendes, que é o relator do caso no Supremo, foi o único a votar até agora e deu provimento ao recurso da Defensoria, entendendo que a criminalização estigmatiza o usuário e compromete medidas de prevenção e redução de danos.
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“Tenho que a criminalização da posse de drogas para uso pessoal é inconstitucional, por atingir, em grau máximo e desnecessariamente, o direito ao desenvolvimento da personalidade em suas várias manifestações, de forma, portanto, claramente desproporcional”, argumentou o magistrado, em apenas uma das passagens de seu voto, que tem 56 páginas. O julgamento foi interrompido com o pedido de vistas do processo pelo ministro Edson Fachin e ainda não tem previsão de ser retomado. Restam 10 membros da corte para emitirem seus pareceres sobre o tema.
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O major Gilmar Luciano, chefe da Sala de Imprensa da Polícia Militar, diz que, se acompanhado pela maioria dos ministros, o entendimento de Gilmar Mendes seria negativo para a sociedade. “Se isso acontecer, a PM não faria mais a repressão, prevenção e condução dos usuários de drogas. O problema de outros crimes praticados por conta do uso, como pegar um carro depois de fumar maconha, atropelar e matar uma pessoa, não seria resolvido”, afirma o militar.
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O pensamento é o mesmo do promotor de Justiça Jorge Tobias de Souza, coordenador da Coordenadoria de Combate e Repressão ao Tráfico Ilícito de Substâncias Entorpecentes do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). “Nossas leis antidrogas se preocuparam com o problema da saúde pública. O que a lei quer coibir é justamente a facilidade de acesso, que pode aumentar a dependência. Se o artigo 28 for considerado inconstitucional, a Polícia Militar não terá mais o que fazer no momento em que uma pessoa estiver usando drogas, por exemplo, na frente de uma criança. Além disso, muitas vezes a porta de entrada para um tratamento é essa abordagem, que acaba revelando o problema para a família”, afirma o promotor.
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DETERMINAÇÕES Já o presidente da Comissão de Assuntos Penitenciários da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Adilson Rocha, prevê a extinção de processos no Juizado Especial e considera como positiva uma possível descriminalização, pois serviria para acabar com o estigma de que um usuário de drogas é um criminoso. “Quem usa drogas pode ser considerado um dependente ou uma pessoa que carece de cuidados e de tratamento, mas ele não é, definitivamente, um criminoso”, afirma.
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A juíza Anna Carolina Goulart, do Juizado Especial de Belo Horizonte, avalia que são necessários mais esclarecimentos do STF. “Apesar de propor a retirada da ‘natureza penal’ das medidas aplicadas, que passariam a ter apenas ‘natureza civil’ e administrativa, (o ministro) prevê a notificação do usuário para comparecer diante de um juiz para ser determinada qual medida mais adequada a se cumprir”, diz a magistrada. Ela considera cedo para antecipar a solução a ser dada aos processos em tramitação junto aos Juizados Especiais.
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Três adolescentes são apreendidos por dia

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Todos os dias, três adolescentes são levados ao Centro de Atendimento ao Adolescente Autor de Ato Infracional de Belo Horizonte (Cia-BH) pelo porte de drogas para uso pessoal. Os dados são disponibilizados pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e levam em consideração o período fechado entre 2009 e 2014, somando mais de 8 mil conduções nesse intervalo. No primeiro dos seis anos analisados, esse tipo de ato infracional ocupou o primeiro lugar no ranking das razões que levam os jovens da capital à delegacia. Entre 2010 e 2012, o uso de drogas ficou em segundo, perdendo para o tráfico. Já nos dois últimos anos, esse crime figurou na terceira posição, perdendo também para o roubo.
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A juíza Valéria Rodrigues, titular da Vara Infracional da Infância e da Juventude de Belo Horizonte, diz que esse número é bem maior, já que ela considera que 99% dos adolescentes apreendidos por tráfico também são usuários. A magistrada avalia que uma descriminalização do uso seria um caos para a sociedade, pois os efeitos seriam muito ruins para a saúde pública. “Entendo que essa situação fecharia oportunidades de tratamento. A maconha, por exemplo, é uma porta de entrada para drogas mais pesadas. Descriminalizar é negar oportunidades de tratamento que entre 80% e 90% dos casos são dadas pela primeira vez quando os adolescentes chegam Do Cia-BH”, afirma a juíza.
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Para o psiquiatra Frederico Garcia, que coordena o Centro de Referência em Drogas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), esse processo possui dois lados. “De um lado, nós vamos ajudar a Justiça a ficar mais justa. Por outro, com o aumento da percepção de segurança em relação ao consumo da droga, mais pessoas vão experimentar por achar que não tem repressão, e com isso teremos mais dependentes no futuro”, diz o médico. (GP)
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EFEITO DAS DROGAS
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4.177
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Processos ativos no Juizado Especial de Belo Horizonte referentes ao uso de entorpecentes

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A descriminalização do uso das drogas é positiva?

 

 (Cristina Horta/EM/D.A Press %u2013 8/7/10
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Adilson Rocha
Presidente da Comissão de Assuntos Penitenciários da OAB nacional

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SIM
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Acho que a descriminalização é positiva, porque a posse de uma pequena quantidade de substância para o consumo pessoal, definitivamente, não pode ser considerada uma conduta criminosa. Tanto que já há o entendimento de que a pena não é privativa de liberdade. Porém, é necessário que o próprio STF ou o Congresso Nacional determinem parâmetros para diferenciar o uso do tráfico em caso de aprovação da descriminalização, para não criar problemas para os policiais de todo o país na hora da abordagem de pessoas suspeitas.

 (Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)

Major Gilmar Luciano

chefe da sala de imprensa da Polícia Militar
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NÁO
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A Polícia Militar não é a favor da descriminalização por conta dos efeitos sociais causados pelo uso das substâncias psicotrópicas. O uso das drogas leva à prática de outros crimes, e essa decisão serviria apenas para redução das estatísticas do consumo, o que não significa que os demais crimes relacionados diminuiriam. Toda  substância que tire a capacidade cognitiva da pessoa é nociva à vida saudável em sociedade.

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FONTE: Estado de Minas.


Golpe da fé desmantelado

Ex-membro fala sobre seita religiosa em MG: ‘manipulação de mentes’

Polícia Federal prendeu seis pessoas durante operação em MG, SP e BA.
Seita é investigada por regime análogo à escravidão e apropriação de bens.

Um ex-membro da seita religiosa suspeita de manter trabalhadores em regime análogo à escravidão deu detalhes de como funcionaria o esquema da organização, inclusive para convencer as pessoas a doar seus bens. “A realidade é essa: manipulação de mente, entendeu? Daí, o ‘cara’ desfaz totalmente da vida dele, larga a família”, conta. Uma operação da Polícia Federal realizada em Minas Gerais, Bahia e São Paulo, prendeu seis líderes da seita “Jesus, a verdade que marca” na segunda-feira (17).

Ayrton Barbosa disse que trabalhou em um restaurante em Pouso Alegre (MG) como auxiliar de cozinha. De acordo com a Polícia Federal, o empreendimento é um dos comércios que pertence aos líderes da seita. Barbosa disse que trabalhou por um ano sem receber salários.

“Pra não ter problema com a Justiça, o que eles ‘faz’. ‘Eles ‘pega’ e começa a registrar as pessoas lá. Registra, só que você não ganha nada”, conta.

Operação da Polícia Federal bloqueou imóveis em Pouso Alegre e Poços de Caldas que pertenceriam à seita religiosa (Foto: Reprodução EPTV)
Operação da Polícia Federal bloqueou imóveis em Pouso Alegre e Poços de Caldas que pertenceriam à seita religiosa

Segundo ele, todo o dinheiro iria para o pastor Cícero Vicente de Araújo, apontado pela Polícia Federal como o principal líder da seita.

“Vai pra mão dele. Na mão dele, ele compra maquinário. Na mão dele, ele monta outros comércios. Ele não põe tudo no nome dele porque se ele pôr no nome dele, a Justiça pega ele, entendeu? Então, ele põe no nome de algum dos líderes, alguns dos ‘laranjas’ lá. Mas quem comanda é ele”, relata.

O pastor nega que tenha envolvimento nos crimes denunciados pela Polícia Federal. “Nenhum [envolvimento], até hoje. São 17 anos que eu sou ‘caçado’ pela imprensa. Ninguém nunca me perguntou alguma coisa pessoalmente e faz 17 anos que espero a oportunidade de falar”, disse Araújo ao chegar à delegacia na segunda-feira. Mas ao ser questionado sobre o que gostaria de falar, ele não quis se pronunciar.

Manipulação
Barbosa afirma ainda que  os seguidores da seita são manipulados a fazer o que os líderes pedem.

“A realidade é essa… manipulação de mente, entendeu? Daí, o ‘cara’ desfaz totalmente da vida dele, larga a família. Quando eu abri o olho já ‘tava’ tarde. E, tem muita gente que já abriu o olho ‘tando’ lá. Mas, o que acontece… o ‘cara’ já desfez de tudo que tem. Eu não tinha nada, ficou mais fácil. Eu vim pra casa da minha mãe só com a roupa do corpo. E os outros que vendeu casa, vendeu carro e não tem mais nada. O ‘cara’ vai fazer o quê? Eles mostram uma coisa, mas lá é outra. Só quem sabe é quem ‘tá’ lá dentro. Então, o negócio deles, que eu vejo, é ganância por domínio e poder”, finaliza.

A Polícia Federal diz que os fiéis assinavam um termo de doação de todos os seus bens e trabalhavam em fazendas e comércios da seita, sem receber salários. Em Minas Gerais e Bahia, a polícia rastreou 12 fazendas que pertenciam aos líderes e 32 comércios entre restaurantes, postos de combustíveis e pizzarias, além de dezenas de veículos.

Empresas
No restaurante citado por Barbosa em Pouso Alegre, ninguém foi encontrado. Em Poços de Caldas, um homem foi levado na segunda-feira para prestar depoimento na delegacia da Polícia Federal em Varginha (MG). Ele trabalharia em uma churrascaria na cidade de um dos líderes da seita.

Fazenda seita em Minduri (Foto: Reprodução EPTV)
Seita teria diversas propriedades em MG e Bahia

Os advogados do empreendimento falaram que o homem é sócio da churrascaria e o estabelecimento desconhece qualquer ligação com a seita. “Se os funcionários são religiosos ou não são religiosos, certamente a churrascaria não tem como saber essas relações de crença dos funcionários. Eu sei que não existe nenhuma relação de crença com relação de emprego das pessoas que trabalham no Poços Grill”, afirma Lúcio Cassilla.

Seita religiosa
De acordo com a Polícia Federal, os fiéis frequentavam uma igreja com sede na capital de São Paulo e, em seguida, eram convencidos a ir para o interior, com uma mudança completa de vida. Ao entrar para a seita “Jesus, a verdade que marca”, eles seriam convencidos a doar todos os seus bens.

“[Eles são levados para o interior] sob a promessa de que viveriam em comunidades onde vigeria o princípio da igualdade absoluta. Todos os bens seriam de todos. Na sequência [as pessoas] são transferidas para fazendas, onde trabalham sem remuneração. Lá eles também têm a liberdade cerceada e, ao irem para as cidades, são escoltadas por membros da seita”, afirmou o delegado de Varginha, João Carlos Girotto.

Delegados da Polícia Federal durante coletiva de imprensa em Varginha, MG (Foto: Samantha Silva / G1)
Delegados da Polícia Federal durante coletiva de imprensa em Varginha

Segundo a denúncia, os fiéis assinavam um termo de doação de todos os seus bens. Nas fazendas da organização, trabalhavam executando atividades agrícolas, e ainda em postos de combustíveis e restaurantes. Os funcionários assinavam recibos de pagamento pelos serviços, mas não recebiam os salários, que ficavam com a seita.

“[Os líderes conseguiam] um lucro exorbitante com o trabalho deles e doações”, disse o delegado da PF. A estimativa é que o patrimônio recebido em doações dos fiéis chegue a pouco mais de R$ 100 milhões. Parte do dinheiro teria sido convertido em grandes fazendas, casas e veículos de luxo.

Ainda segundo a Polícia Federal, a organização teve início em 2007 nas cidades de Ribeirão Preto(SP) e São José do Rio Preto (SP), e começou a ser transferida em 2012 para o interior de Minas Gerais. Após a operação da Polícia Federal nas fazendas da região, em 2013, a seita começou a se transferir para a Bahia.

As propriedades doadas à instituição eram automaticamente vendidas e os valores transferidos para os líderes da seita. A organização ainda usava “laranjas”, que agiam como sócios das empresas, para quem os valores eram transferidos. Os contratos sociais dessas empresas eram alterados constantemente, o que dificultava o trabalho da polícia.

Perfil das vítimas
Segundo o delegado da Polícia Federal que preside a investigações, Thiago Severo de Rezende, as vítimas estavam em um estado de fragilidade emocional muito grande, geralmente com problemas familiares. Entre os membros, há desde pessoas simples, sem bem nenhum, como também alguns que possuíam propriedades e dinheiro que eram passados à instituição.

Nas fazendas da seita onde viviam, os fiéis se dividem em moradias comunitárias, e também compartilham moradias nas cidades. A partir do momento em que entram na seita, as pessoas vivem em isolamento total, sem contato com as famílias, e acreditam que fazem tudo pela comunidade.

“Grande parte das pessoas não entendem que são exploradas. Elas ainda acham que a polícia está perseguindo a comunidade”, diz Rezende.

Trabalhadores eram mantidos em fazendas e não recebiam salários (Foto: Reprodução EPTV)
Trabalhadores eram mantidos em fazendas e não recebiam salários

A polícia acredita que a seita tenha cerca de 6 mil fiéis que vivem nas comunidades. Ainda segundo os delegados, a igreja em São Paulo continua em funcionamento e não é investigada pela polícia. A seita religiosa funcionaria de forma desvinculada à igreja.

As propriedades doadas à instituição eram automaticamente vendidas e os valores transferidos para os líderes da seita. A organização ainda usava “laranjas”, que agiam como sócios das empresas, para quem os valores eram transferidos. Os contratos sociais dessas empresas eram alterados constantemente, o que dificultava o trabalho da polícia.

“Essas pessoas não tinham renda para justificar esses lucros e, por isso, nós fomos rastreando aos poucos esses sócios”, completa Girotto.

Operação “De volta pra Canaã”
Na operação “De volta para Canaã”, foram cumpridos 129 mandados judiciais, entre eles seis de prisão temporária, seis de busca e apreensão e 47 de condução coercitiva, além de 70 mandados de sequestro de bens, envolvendo imóveis, veículos e dinheiro.

Integrantes de seita estão sendo levados para sede da Polícia Federal em Varginha (Foto: Ernane Fiuza / EPTV)
Polícia Federal apreendeu documentos e computadores

Na Bíblia, Canaã se refere à terra prometida por Deus ao seu povo, o que motivou o longo êxodo dos hebreus para a terra de Israel. Em 2013, a PF já havia deflagrado a “Operação Canaã” em cidades de Minas Gerais, e nesta etapa, a operação foi nomeada “De volta para Canaã”.

Seis pessoas foram presas em Minas Gerais e Bahia. Segundo a PF, essas pessoas formariam a cúpula da seita religiosa. As investigações apontaram que os dirigentes da seita religiosa estariam mantendo pessoas em regime de escravidão nas fazendas do Sul de Minas, onde desenvolviam suas atividades e rituais religiosos.

No Sul de Minas, os mandados expedidos pela 4ª Vara Federal em Belo Horizonte (MG) foram cumpridos nas cidades de Pouso Alegre, Poços de Caldas, Andrelândia, Minduri, São Vicente de Minas e Lavras. Além de Minas Gerais, também há mandados sendo cumpridos em São Paulo e nas cidades baianas de Carrancas, Remanso, Marporá, Barra, Ibotiram e Cotegipe.

Líderes presos
O pastor Cícero Vicente de Araújo, preso em Pouso Alegre (MG), é considerado pela Polícia Federal um dos principais líderes da seita. O pastor negou envolvimento nos crimes investigados na operação. “Nenhum, até hoje”, afirmou Araújo após ser questionado sobre estar envolvido no caso.

Entre os presos como líderes da seita está também o vereador Miguel Donizete Gonçalves (PTC), de São Vicente de Minas (MG). O advogado dele se limitou a dizer que não sabia de nada ainda sobre as investigações e não se manifestou sobre o caso. A Polícia Federal não informou os nomes dos outros líderes detidos.

Imóveis e veículos de líderes das seitas foram bloqueados na Justiça (Foto: Reprodução EPTV)
Imóveis e veículos de líderes das seitas foram bloqueados na Justiça

Os suspeitos estão presos temporariamente por cinco dias, podendo ter a prisão prorrogada por mais cinco dias. Eles serão levados para presídios em Três Corações (MG), São Paulo e Bahia.

Os envolvidos podem responder pelos crimes de redução de pessoas à condição análoga à de escravo, tráfico de pessoas, estelionato, organização criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. A pena pode chegar a 30 anos de prisão.

Operação Canaã em 2013
A seita começou a ser investigada em 2011, e os trabalhos resultaram na deflagração da “Operação Canaã” em 2013, quando a Polícia Federal, o Ministério do Trabalho e Emprego e o Ministério Público do Trabalho fizeram inspeções em propriedades rurais. As precárias condições de alojamento e trabalho foram denunciadas aos órgãos.

Grupo religioso submeteria membros a trabalho escravo no Sul de Minas (Foto: Reprodução EPTV)
Grupo religioso submeteria membros a trabalho escravo no Sul de Minas

Na época, cerca de 800 integrantes da organização moravam em cinco fazendas em São Vicente de Minas e Minduri. Conforme as investigações da época, foi identificado um sofisticado esquema de exploração do trabalho humano e lavagem de dinheiro levado a cabo por dirigentes e líderes religiosos.

Durante a operação, dois membros da seita “Comunidade Evangélica Jesus, a verdade que marca” foram presos por apropriação indébita de cartões do programa “Bolsa Família” e de aposentadoria. Com eles, foram encontrados cartões do programa e da Previdência Social que, segundo o delegado que comandou a operação, João Carlos Girotto, pertenciam a integrantes da seita.

Para a polícia, apesar de se organizarem em associações comunitárias sem fins lucrativos, a seita funcionava como uma empresa comercial. Apesar da suspeita de que seguidores trabalhavam ilegalmente em fazendas e comércios da igreja, na época não foi comprovado o trabalho escravo.

Segundo a Polícia Federal, a seita teve origem em Ribeirão Preto (SP) e São José do Rio Preto (SP), mas em 2012, mudou-se para Minas Gerais. O grupo religioso atua nas cidades mineiras de Minduri, Andrelândia, Madre de Deus e São Vicente de Minas.

Quatro líderes de seita religiosa, acusados de doutrinar fiéis com objetivo de receber bens em troca, são presos pela PF em Minas. Valor de doações é estimado em R$ 100 mi

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A Polícia Federal (PF) deflagrou ontem a Operação De Volta para Canaã para combater crimes de estelionato, lavagem de dinheiro, tráfico de pessoas e outros golpes praticados pela seita religiosa conhecida como “Comunidade Evangélica Jesus, a verdade marca”, que age desde 2005 em Minas, com ramificações em São Paulo e Bahia. O grupo religioso, segundo a PF, arrebanhava pessoas aproveitando da fragilidade das mesmas e as convencia a doar todos os seus bens para serem aceitas em uma espécie de “mundo paralelo”. O argumento usado era de que “tudo seria de todos”. Muitas vítimas ficavam confinadas em fazendas, dormindo em alojamentos coletivos, trabalhando em situação análoga à de escravidão, sem receber nada de salário. Os investigadores estimam que o valor dos bens recebidos em doação chegue a cerca de R$ 100 milhões.
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A operação contou com 190 agentes federais e cumpriu 129 mandados judiciais em Minas. No fim da tarde, quatro líderes do grupo, que não tiveram seus nomes divulgados, haviam sido presos em flagrante. Outras 22 pessoas foram conduzidas à delegacia para prestar depoimento e liberadas em seguida. Além disso, a PF cumpriu seis mandados de busca e apreensão e 70 ordens de sequestro de bens, como fazendas, carros, imóveis e estabelecimentos comerciais. Várias contas bancárias foram bloqueadas e o valor do dinheiro está sendo levantado. As ordens judiciais foram cumpridas em Pouso Alegre, Poços de Caldas, Andrelândia, Lavras, Minduri, São Vicente de Minas e Carrancas, nas regiões Sul, Centro-Oeste e Campos das Vertentes, respectivamente. Os municípios baianos de Remanso, Marporá, Barra, Ibotirama, Cotegipe e a capital de São Paulo também foram alvos da operação.
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De acordo com o coordenador da operação policial em Minas, delegado federal João Carlos Girotto, de Varginha, Sul do estado, a seita religiosa buscava pessoas em situação de fragilidade e as convencia a ingressar no grupo deles. “As vítimas eram levadas para as fazendas deles para uma doutrinação. As pessoas eram orientadas a entregar todos os seus bens, como imóveis e veículos”, conta o delegado. “Os líderes da seita estipulavam os valores das doações e o tipo de trabalho a ser feito pela pessoa, sem remuneração nenhuma, por meio de uma doutrinação psicológica”, reforça Girotto. Por enquanto, segundo ele, já foram confirmados crimes de estelionato, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e formação de quadrilha.
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Nas fazendas, as pessoas dormiam em alojamentos coletivos. “Encontramos casais, algumas crianças, pessoas solteiras, famílias completas. O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) configurou trabalho escravo”, explica o delegado. Segundo ele, a organização criminosa é a mesma que agia em 2005 em São Vicente de Minas, no Campo das Vertentes, quando centenas de seguidores da seita começaram a chegar à cidade, vindos de Ribeirão Preto e São José do Rio Preto, interior paulista, onde tudo começou, segundo o delegado. “É a mesma quadrilha, que nunca parou de atuar”, conclui Girotto. Hoje, a seita possui mais de 6 mil adeptos em Minas, de acordo com a PF.
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Em São Vicente de Minas, onde o Estado de Minas esteve em 2005, muitos moradores abriram mão de todos os seus bens para ingressar na seita. “No início, uma multidão de forasteiros invadiu a cidade e muitos permanecem até hoje. É uma situação meio estranha, bem nebulosa, uma espécie de máfia. Sabe como é isso: lavagem de dinheiro”, contou um morador, que pediu para não ser identificado, temendo retaliações.
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As investigações apontaram que os seguidores desenvolviam vários tipos de trabalho nas fazendas e nas cidades. “Trabalhavam em estabelecimentos comerciais do grupo, como churrascarias, lanchonetes, postos de combustível e lojas de peças para carros”, disse o delegado Girotto. “A doutrinação era feita nas fazendas. Depois de doutrinada, a pessoa poderia ir para a cidade ou permanecer na fazenda, onde trabalhava na pecuária e em outras atividades, como plantação de café”, completa.
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TRABALHO ESCRAVO Em abril de 2013, a PF deflagou operação semelhante em Minduri, na Região de Campo das Vertentes. “Esse trabalho foi específico para a PF entrar na seita e descobri como era o seu funcionamento. Em uma época, até o sexo entre casais era proibido por eles, mas hoje já foi liberado. Algumas condutas foram modificadas devido à situação”, disse Girotto.
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Dos R$ 100 milhões recebidos em doação, segundo estimativa dos investigadores, parte do patrimônio foi convertida em fazendas, casas e veículos de luxo. A Operação De Volta para Canaã é resultado dos trabalhos que tiveram início em 2011 e que resultaram em uma ação conjunta da PF, Ministério do Trabalho e Emprego e o Ministério Público do Trabalho.Na ocasião, foi descoberto um esquema de exploração do trabalho humano e lavagem de dinheiro praticado por líderes religiosos. Os suspeitos podem responder por redução de pessoas à condição análoga à de escravo, tráfico de pessoas, estelionato, organização criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.
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Os advogados dos líderes da seita não foram localizados pelo Estado de Minas.

Memória – EM relatou caso em 2005
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Em 2005, centenas de forasteiros começaram a chegar em cinco cidades do Campo das Vertentes e Sul de Minas. Uma força-tarefa foi formada pela Polícia Federal, Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Ministério Público e Delegacia Regional do Trabalho para investigar suspeitas de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e estelionato. Pessoas que entravam para a misteriosa seita religiosa viviam em situações precárias nas fazendas adquiridas pelo grupo, dormindo em alojamentos apertados e cobertos com telhas de amianto, e crianças não frequentavam as escolas.

Na Fazenda Manancial, em São Vicente de Minas, eram mais de 130 pessoas, a maioria de São José do Rio Preto (SP), viviam em situações subumanas. Moradores antigos da região ficaram assustados com a invasão repentina. O mistério tomou conta das cidades. Os forasteiros não revelavam suas origens e quais as suas intenções na cidade. O Estado de Minas, à época, fez várias reportagens sobre o assunto.

A Receita Federal estimou que os líderes religiosos investiram R$ 10 milhões somente em São Vicente de Minas. Em janeiro de 2006, gravações obtidas pela PF revelaram incitação a fiéis para doarem bens à seita e como funcionava o esquema de aliciamento. A PF abriu inquérito para apurar a lavagem de dinheiro. Em 2013, foi deflagrada a Operação Canaã, que teve sequência ontem. (PF)

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FONTE: G1 e Estado de Minas.


Menor rouba correntinhas no Centro e é agredido pela população
O garoto, de 14 anos, chegou a perder um dente e precisou ser levado para a UPA Centro-Sul pela polícia

Ladrão agredido

Vítimas segurou o suspeito pelo pescoço até a chegada da polícia

Um adolescente de 14 anos suspeito de ter roubado duas correntinhas de ouro, no Centro de Belo Horizonte, foi segurado e espancado por pessoas que passavam pelo local, no início da tarde desta quarta-feira (29). Este é o terceiro caso de justiça com as próprias mãos registrado em Minas Gerais somente nesta semana e o quinto no mês de julho.

De acordo com a Polícia Militar (PM), a corporação foi acionada até a rua Espírito Santo, na esquina com a avenida Afonso Pena, onde um autor de furto estaria sendo agredido por populares. Quando chegaram ao local, os militares encontraram o jovem com algumas escoriações, sendo necessário levá-lo até a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) Centro-Sul.

Conforme informações de testemunhas, o garoto teria arrancado uma corrente de ouro do pescoço de uma idosa na rua Espírito Santo e, enquanto fugia, tentou arrancar outra corrente no pescoço de um senhor de 54 anos. O que ele não contava era que a vítima conseguiria resistir e segurá-lo pelo pescoço até a chegada da polícia.

Imediatamente pessoas que perceberam a situação cercaram o suspeito, que acabou agredido com chutes e socos enquanto tentava se desvencilhar do braço do senhor. O rapaz não chegou a ser amarrado, permanecendo com o pescoço preso pela vítima até a chegada da polícia. “Bateram bastante nele, chegaram até a arrancar um dente da boca dele”, lembra uma testemunha que preferiu não ser identificada.

Após receber tratamento médico, o menor foi encaminhado pela PM até o Centro Integrado de Atendimento ao Menor Autor de Ato Infracional (CIA-BH), no Barro Preto, também na região central. Não há informações se o adolescente tinha passagens pela polícia.

Três ladrões espancado em três dias

Com mais um caso de justiça com as próprias mãos registrado nesta quarta-feira, a capital mineira chega a incrível marca de três espancamentos em apenas três dias. Na manhã da última segunda-feira (27), um homem de 36 anos foi espancado por comerciantes e testemunhas depois de roubar um celular de uma mulher no bairro Ipiranga, na região Nordeste de BH.

O suspeito foi encontrado pelos militares amarrado em um poste e bastante ferido, principalmente no rosto e na cabeça, onde recebeu a maior parte das agressões. Ele contou que estava desempregado e por isso cometeu o crime, em um ato de desespero, mas assumiu que errou. O homem não estava armado.

Já na noite de segunda, um novo suspeito foi agredido por testemunhas após um assalto a uma padaria no bairro Glória, na região Noroeste da capital. Moradores da região perceberam que o homem estava desarmado e partiram para a agressão. A PM chegou ao local e encontrou apenas o assaltante com o rosto ensanguentado, que contou ter sido alvo de chutes. Com ele a polícia recuperou R$ 200 levados da padaria. Ele foi socorrido até o Hospital Odilon Behrens.

No dia 12 deste mês, um homem de 20 anos foi morto no bairro Capitão Eduardo, também na região Nordeste da capital, vítima de um linchamento. Ele foi encontrado com o rosto desfigurado e com vários ferimentos pelo corpo. A vítima não tinha antecedentes criminais.

Nessa sexta-feira (10), no bairro Maria Helena, região de Venda Nova, em BH, dois jovens foram agredidos por um grupo de pessoas, sob suspeita do roubo de um celular e de agressão à vítima. Um deles teve que ficar internado, em estado grave. Ninguém foi preso pelas agressões.

 

EFEITO MANADA
Eduardo Costa

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Imagina uma boate, à meia luz, lotada com milhares de pessoas e, de repente, alguém grita “fogo” e as pessoas se desesperam, procurando a saída de emergência que, muito provavelmente não caberá todos, sobretudo porque ninguém admite esperar sua vez. Da mesma forma, um campo de futebol, com arquibancadas entupidas de gente e, de repente, um maluco resolve quebrar o alambrado, invadir o campo e bater no juiz… Em momentos assim, o risco de uma tragédia é gigantesco porque há estudos e pesquisas indicando que muitos de nós temos o hábito de nos deixar levar pela multidão, além do que há sempre um ambiente de envolvimento emocional quando se está em ambientes coletivos.
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Pior que o “lado mau” de cada um, a hipótese de deixarmos nossas reações ao sabor da massa é o que deve merecer análises rigorosas e exigir reflexões “em tempos de paz”. Chamo a atenção para o que chamamos de “efeito manada” – que significa um processo em que a multidão em pânico, de forma irracional e num efeito dominó, busca, ao mesmo tempo, uma porta de saída emergencial. Em artigo recente, o psiquiatra Eduardo Aquino faz uma pergunta contundente com foco nessas preocupações:

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“E quando uma nação inteira perde a confiança em suas instituições políticas, jurídicas, sociais?” Ele mesmo dá alguns exemplos: Venezuela, Síria, Iraque, Iêmen, Grécia…

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O Brasil vive um momento muito especial. Os que já torceram por Rui Barbosa e Tiradentes, em passado recente vibraram com Joaquim Barbosa e agora têm um ídolo: Sérgio Moro, o juiz que, apesar das pressões, ameaças e toda sorte de obstáculos está colocando poderosos atrás das grades. Isso é bom.

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Mas, devemos deixar a Justiça agir. Como me assustam os casos de linchamento e hostilidades, a sede de vingança. Também sei que há o sentimento de impunidade, etc. Porém, se quisermos viver em mundo civilizado, temos de ter juízo. Se cada um resolver acertar as contas com o outro na próxima esquina, vamos descambar para um buraco cujo término ninguém conhece… E nunca é demais lembrar que, se hoje ajudo uma multidão a apedrejar um suposto ladrão, estarei abrindo as portas para a oportunidade de, quem sabe, amanhã ou depois, fazerem o mesmo com um irmão meu simplesmente porque alguém, por brincadeira ou maldade, falou “pega”, ou “mata que é ladrão”.

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FONTE: O Tempo e Hoje Em Dia.


Ladrão é preso e agredido por moradores do Cruzeiro
Ele foi capturado por dono de ferro-velho que havia sido roubado no dia anterior. Vítima não participou da violência e aconselhou o autor do roubo a mudar de vida e procurar um emprego

Depois de atendido em uma UPA, Romário Pereira, preso em flagrante, foi levado para um Ceresp da Grande BH (jair Amaral/EM/D.APress)

 

Cansado de ser vítima de assaltos e furtos, um microempresário decidiu prender o responsável pelos ataques a seu patrimônio. O homem, de 51 anos, armou uma armadilha, ontem, na obra de seu depósito de ferro-velho, no Bairro Cruzeiro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, para capturar o homem que havia furtado o imóvel um dia antes. Por volta 6h, o invasor entrou no ferro velho e acabou rendido. Ele foi levado para a Rua Cobre, amarrado e agredido por populares até a chegada da Polícia Militar (PM). A cena foi gravada em vídeo por vizinhos. Romário Pereira Santos, de 25, detido pelo microempresário, foi preso em flagrante por furto. Em depoimento, pediu apenas que as agressões constassem da sua ocorrência.

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Imagens registradas por uma moradora do bairro mostram o momento em que o homem é rendido e obrigado a deitar de bruços no chão. Edson Hercílio Noronha, vítima do furto, aparece no vídeo com um pedaço de pau nas mãos e conversando com Romário, enquanto outro homem, sem camisa, agride o ladrão com socos e pontapés. A cena é presenciada por mais três pessoas.

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Revoltada com o caso, a vítima contou que o suspeito foi até a obra na quinta-feira, onde furtou vários objetos e ferramentas. “Ele passou a noite de ontem (quinta-feira) na obra. Aí pensei: ele vai voltar. Às 5h, levantei e ele já estava aqui dentro, jogando as coisas tudo para fora. Eu vi os materiais do lado de fora. Ele levou alumínio, botijão de gás e máquina de furar. Tudo que tinha valor ele estava levando para vender”, disse.

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Edson conseguiu dominar o ladrão e o levou para a Rua Cobre. Enquanto aguardava a chegada da polícia, a vítima conversou com o autor do furto. “Disse a ele que outras pessoas poderiam fazer justiça com as próprias mãos. Falei para ele para procurar um serviço. Quando ele sair da cadeia, tem que trabalhar porque, se continuar desse jeito aí, a população vai começar a tomar as dores, porque a polícia não pode estar em todo lugar.”

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Edson também reclamou da violência da qual é vítima. “Sempre trabalhei, trabalho desde 1978. Há 38 anos trabalho fichado, mas nunca vou chegar a classe média, classe média alta não. Vou ser sempre média baixa, porque você constrói, os outros vêm e destroem. Acordo às 5h e quando chego ao meu trabalho, minhas coisas todas jogadas no meio da rua”, desabafou.

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LADRÃO CONHECIDO Segundo ele, o ladrão já é conhecido na região e tem artimanhas para fugir da polícia. “Na hora que você liga para a polícia, para falar que ele passou pela região, ele troca de blusa. Se você falar para polícia que ele está com uma blusa jeans, os policiais dizem que a pessoa parada para averiguações está com uma blusa vermelha e ele acaba escapando”, explica Noronha. De acordo com a vítima, Romário já foi preso e deixou a cadeia recentemente.

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O homem foi levado para a delegacia de plantão do Barreiro. Ao ser questionado pela delegada, preferiu se manter calado. Informou que iria se pronunciar apenas em juízo. A única coisa que pediu, segundo a Polícia Civil, é que as agressões que sofreu constassem do inquérito. Ele foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Centro-Sul, no Bairro Santa Efigênia, onde foi medicado e passou por exame de corpo de delito. Em seguida, encaminhado para um Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) da Grande BH.

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O caso será investigado pelo delegado Leandro Alves, da 3ª Delegacia Sul. Segundo ele, nenhum dos agressores do ladrão foi preso em flagrante. Além disso, Romário não fez um boletim de ocorrência contra os moradores que o agrediram com chutes e socos. As investigações sobre a violência contra o preso serão feitas durante a apuração do furto à casa.

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Vítima dos furtos, Edson Noronha acredita que a violência o atrapalha. ““Sempre trabalhei, trabalho desde 1978. Há 38 anos trabalho fichado, mas nunca vou chegar a classe média, classe média alta não. Vai ser sempre média baixa, porque você constrói, os outros vêm e destrói. Acordo cinco horas da manhã e quando chego no meu trabalho, minhas coisas todas jogadas no meio da rua”, desabafou.

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Segundo ele, o ladrão já é conhecido na região e já tem artimanhas para fugir da polícia. “Na hora que você liga pra polícia, pra falar que ele passou, ele vai e troca de blusa. Se você falar, que está de blusa jeans, a polícia fala: ‘Não, esse daqui está de blusa vermelha’,”explica Noronha. De acordo com a vítima, Romário já foi preso e deixou a cadeia recentemente.

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FONTE: Estado de Minas.


Jovem posta ‘#MeuBandido’ na web e é autuada por apologia de criminoso

Segundo delegado, ela exaltou namorado, que tem passagens pela polícia.
Ao G1, jovem disse que não sabia que era crime: ‘só agradeci pelo presente’.

Apologia MS (Foto: Divulgação/Polícia Civil de MS)Post de jovem no Facebook considerado apologia ao crime

Uma jovem de 21 anos, moradora de Nova Alvorada do Sul, a 107 quilômetros de Campo Grande, foi autuada por apologia de crime ou criminoso após exaltar o namorado em uma rede social como “#MeuBandido”.

Ao G1, ela disse que não sabia que isso era crime: “Eu só agradeci pelo presente que ele me deu”.

O crime está previsto no artigo 287 do Código Penal. Trata-se de fazer, publicamente, apologia de fato criminoso ou de autor de delito. A pena é de três a seis meses de prisão ou multa.

Declaração de amor
Nesta terça-feira (14), a jovem postou no perfil dela no Facebook uma declaração de amor ao namorado e, no fim, colocou a frase #MeuBandido, que a levou à polícia.

Na mesma postagem, há fotos do casal e dos presentes que ela ganhou do namorado.

De acordo com o delegado Christian Duarte Mollinedo, investigadores souberam da postagem e verificaram que se tratava de um crime. A jovem foi levada à Delegacia de Polícia Civil, assinou Termo Circunstanciado de Ocorrência e foi liberada.

Ficha
Segundo o delegado, o namorado da jovem tem 18 anos e passagens por tráfico de drogas e roubo, tendo ficado um período em Unidade Educacional de Internação (Unei).

O delegado afirma que a jovem sabia dos antecedentes do namorado, e que as passagens dele pela polícia também são conhecidas por outros moradores da cidade. No caso de incitação ao crime, o rapaz é citado como testemunha.

Mollinedo explicou que exaltar pessoas que têm passagens pela polícia com palavras que remetem à criminalidade é crime. “Não pode virar hábito exaltar criminoso ou atividades contrárias à lei.”

FONTE: G1.


Suspeitos que queriam abrir ‘filial’ do PCC em Minas são presos

Foram pelo menos 20 presos nesta quarta-feira durante operação coordenada pela Polícia Federal

Pelo menos 20 pessoas foram presas nesta quarta-feira (15) em Divinópolis, na região Centro-Oeste de Minas, durante uma operação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado, composta pela Polícia Federal, Secretaria de Estado de Defesa Social, Polícia Civil e Polícia Militar. O balanço final com o número de presos ainda não foi divulgado pela Polícia Federal.

O objetivo da operação foi combater uma organização criminosa especializada em diversos crimes, principalmente roubos e veículos e residências, furtos e tráfico de drogas, mas as investigações que começaram em janeiro deste ano, apontaram que os suspeitos pertencem a três núcleos criminosos.

A partir da apuração que começou para identificar os responsáveis por arrombamentos em agências bancárias da região, inclusive com o uso de explosivos, a Unidade de Inteligência Policial da Delegacia de Polícia Federal em Divinópolis, foi possível identificar 26 pessoas envolvidas em diversos crimes ocorridos na cidade, principalmente assaltos a carros e casas e tráfico de drogas.

Flerte com o PCC

A Polícia Federal concluiu que os suspeitos formavam três núcleos de atuação criminosa, sendo que cada núcleo se dedicava mais a um tipo de crime, embora agissem integrados nas práticas criminosas investigadas. Um dos bandos estava em contato com criminosos de São Paulo, com intenção de criar uma célula do Primeiro Comando da Capital (PCC) em Divinópolis. Eles praticavam também roubos a mão armada a veículos, quando abordavam motoristas escolhidos aleatoriamente pelas ruas.

Um dos integrantes do outro bando foi flagrado recentemente na posse de aproximadamente 300 quilos de maconha, quando foi preso pelas Polícias Federal e Militar no mês passado, na comunidade do Inhame, também em Divinópolis.

Dentre os vários delitos cometidos alguns foram executados de forma bastante violenta, como assaltos a residências, onde os criminosos mantinham os moradores em cárcere privado, ameaçando enquanto retiravam dinheiro e pertences de valor.

Os três núcleos mantinham estreita relação entre si, principalmente para emprestar armas utilizadas nos crimes, assim como guardar material roubado, drogas ou auxiliar na fuga dos autores dos delitos.

Mandados

A polícia passou esta quarta-feira buscando cumprir os 64 mandados de busca e apreensão, 20 de prisão preventiva, quatro de prisão temporária e uma de apreensão de menor infrator.

Praticamente todos os mandados foram cumpridos em Divinópolis, e apenas dois mandados de busca e prisão foram cumpridos nas cidades de Bom Despacho e Ribeirão Preto, em São Paulo.

Ao todo, foram mais de trezentos policiais envolvidos na operação, dentre policiais federais, civis e militares.

Os envolvidos responderão pelos crimes de roubo, furto, receptação, cárcere privado, associação criminosa, formação de organização criminosa e tráfico de drogas, além de outros crimes cujo cumprimento dos mandados possibilitem a obtenção de provas.

Os presos serão encaminhados ao presídio Floramar em Divinópolis e ao Centro Socioeducativo, no caso do menor infrator.

 

FONTE: O Tempo.


Hacker mineiro identificado
Jovem de classe média, do Bairro Cidade Nova, em BH, é acusado de participar de grupo internacional que invadia contas-correntes. PF estima que só ele deu prejuízo de R$ 1 miComputadores, notebooks, HDs externos e pendrives que pertencem ao jovem de BH, foram apreendidos (</p>
<p>Euler JÚnior/EM/D.A Press)Um grande fórum internacional usado por hackers para troca de informações de crimes cibernéticos foi desarticulado em operação conjunta entre a Polícia Federal (PF), agentes do Bureau Federal de Investigações (FBI) e da Europol. As ações ocorreram em 18 países das Américas do Sul e Norte, e Europa. Mandados foram cumpridos contra 62 pessoas. No Brasil, dois moradores de Goiás foram presos e um jovem de 25 de Belo Horizonte foi conduzido coercitivamente à delegacia. Somente o mineiro, segundo o delegado Luiz Augusto Pessoa Nogueira, chefe da Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos da PF, deu prejuízo superior a R$ 1 milhão. A organização invadia contas bancárias de correntistas, clonava cartões de crédito e vendia software e programas usados nos golpes.

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O jovem de BH, que não teve o nome divulgado, foi ouvido e liberado. De acordo com o delegado Luiz Nogueira, o homem é de classe média alta, morador do Bairro Cidade Nova, na Região Nordeste da capital. A PF conseguiu encontrá-lo na residência. Um mandado de busca e apreensão também foi cumprido na empresa onde o acusado trabalha, também na capital mineira. “Ele já tinha sido preso em flagrante em 2014 por cartão clonado. Por ser um crime que não é violento e por ser réu primário, foi solto pela Justiça. Estimamos que possa ter dado prejuízo de, no mínimo, R$ 1 milhão. Mas não tem como mensurar ainda”, explicou o delegado. Dois computadores, dois notebooks, além de hds externos e pendrives que pertencem ao investigado, foram apreendidos para análise.

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O suspeito será ouvido nos próximos dias para passar informações sobre o caso. O delegado não descartou fazer um acordo de cooperação ou de delação premiada com o jovem. Ele deve responder por furto qualificado mediante fraude e também pode ser enquadrado em associação criminosa. Se condenado nos dois crimes, pode pegar 11 anos de reclusão. Segundo as investigações, no fórum, os integrantes são qualificados de acordo com suas habilidades, em classificação entre 0 a 5. Os brasileiros ocupam a posição dois.
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INVESTIGAÇÕES As investigações começaram em março depois que um agente internacional conseguiu acesso ao fórum, chamado de Darkode, mesmo nome dado a operação. O sistema está hospedado em uma Deep Web (Web profunda). O espaço não pode ser encontrado com buscadores comuns, por isso, a dificuldade de se chegar até ele. “Nesse fórum você só consegue fazer parte por meio de um convite. Quando o indivíduo criminoso é convidado, tem que demonstrar o motivo de pertencer ao grupo, por exemplo, quais qualidades tem, o que já fez. Também tem que dizer como vai contribuir para aquele grupo, sempre de forma ilícita”, explica o delegado Luiz Augusto Pessoa Nogueira, responsável pelas apurações em Minas Gerais.

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Os integrantes do grupo usavam o fórum para adquirir informações dos crimes cibernéticos praticados em todo mundo. Desta forma, conseguiam aprofundar na prática criminosa. A maioria dos golpes se referia à invasão de contas bancárias de correntistas de bancos. “Os criminosos realizavam transferências fraudulentas e também clonagem de cartões de créditos. Além disso, trabalhavam com a venda de produtos chamados de botnets”, explica o delegado.

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A operação vai seguir para tentar encontrar novos integrantes da quadrilha em todo mundo. Assim, a PF pretende diminuir os crimes desta natureza no país. “Como é um fórum internacional, a presença de brasileiros ainda não era grande, apenas três foram identificados. O que vai ser muito importante, neste primeiro momento, é a integração das policias cibernéticas do mundo afora”, comenta Nogueira.

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Mineiro participava de grupos internacionais de invasão de conta

Jovem 25 anos foi identificado e levado para prestar depoimento pela Polícia Federal (PF) por participar de de um grupo internacional de hackers invadia contas bancárias; operação acontece em todo mundo

Cidades - Portal - Do dia - Belo Horizonte MG<br />
A policia federal deflagrou hoje a operacao internacional denominada DARKODE com o intuito de coibir crimes praticados por hackers brasileiros que atuavam de forma integrada com hackers internacionais .</p>
<p>FOTO:

A policia federal deflagrou hoje a operacao internacional denominada DARKODE com o intuito de coibir crimes praticados por hackers brasileiros que atuavam de forma integrada com hackers internacionais. Na foto: da esquerda para a direita Dr Luiz Augusto Pessoa Nogueira delegado chefe da delegacia de crimes ciberneticos e o Dr Alexandre Leao chefe regional da policia federal de Minas Gerais
Um mineiro de 25 anos foi identificado e levado para prestar depoimento pela Polícia Federal (PF) por participar de de um grupo internacional de hackers que invadia contas bancárias. Ele foi pego durante uma operação conjunta entre a Polícia Federal, a Bureau Federal de Investigações (FBI), a Europol e outras polícias internacionais.

A operação acontece simultaneamente em 18 países e tem 62 alvos, no mundo todo. Dentre os alvos, estão três brasileiros, dois de Goiânia e um de Belo Horizonte. Segundo a polícia, o mineiro de 25 anos é de classe média alta e mora no bairro Cidade Nova, região Nordeste de Belo Horizonte.

Segundo a polícia, a quadrilha agia clonando cartão de crédito e acessando contas por meio da internet. O suspeito teria roubado R$ 1 milhão. A polícia vai continuar investigando ele que foi ouvido e liberado.

Na casa dele foram apreendidos dois computadores, dois notebooks, além de pen drives e HDs. O mineiro trocava informações com criminosos por meio de um fórum chamado Darkode, que também deu nome a operação.

 

 

 

FONTE: Estado de Minas e O Tempo.


Polícia Civil desarticula desmanche e localiza 40 veículos intactos
ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 02/07/2015, 16:00.
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Líder entrega quadrilha de roubo de carro em sua carta de suicídio

Investigação da Polícia Civil sobre o grupo acontecia há dois meses e foi solucionada com ajuda de carta de suicídio de Fernando Mariotto; 18 carros foram recuperados

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Polícia Civil recupera mais 18 carros roubados em Belo Horizonte
PUBLICADO EM 02/07/15 – 11h50

O maior esquema de roubo e clonagem de carros de Minas Gerais, segundo o delegado Luciano Guimarães, da 3ª Delegacia Especializada de Investigação a Furto e Roubo de Veículos Automotores, foi descoberto após o líder da quadrilha se matar, na última segunda-feira (29), deixando uma carta, contando todos os detalhes do crime, endereçado ao delegado.

Fernando Marques Mariotto, 39, atirou na própria cabeça dentro de um Uno Mille roubado, na BR-040, no bairro Jardim Canadá, em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte.

“Quando observamos o nome do delegado na caixa e informações que dizaim respeito a um inquérito policial, achamos que poderia ser um policial morto”, lembrou a delegada Valéria Decat, da 3ª Delegacia de Polícia Civil de Nova Lima.

Na última quinta-feira (25), a Polícia Civil descobriu um esquema de clonagem e adulteração de veiculos em Pedro Leopoldo, na região metropolitana. Foram apreendidos 30 carros no total, sendo 22 em um galpão, dois no apartamento de Mariotto, dois em um imóvel em que funcionava a “central de clonagem” e quatro em uma garagem.

Uma semana depois, mais 18 veículos foram apreendidos em um estacionamento, na avenida do Contorno, no bairro Funcionários, na região Centro- Sul de Belo Horizonte. Somando com o Uno, são 49 carros apreendido, que equivalem a R$ 5 milhões, entre veículos populares e de luxo, como Mercedes e Range Rover.

Conforme Guimarães, o grupo clonava a placa, adulterava o chassi, fazia nova documentação e revendia o veículo. A investigação sobre o grupo acontecia há dois meses e teria iniciado com a denúncia do dono de estacionamento na capital, onde o grupo usava para “esfriar” os carros recém-roubados. Até o momento, ninguém foi preso.

“Tudo aponta que ele (Mariotto) era o líder da quadrilha, mas a investigação não termina com sua morte, porque acreditamos que há outros envolvidos”, afirmou Guimarães.

Ainda, segundo o delegado, na carta, Mariotto fala que assume o crime e entrega todo o esquema, porque não queria que ninguém ficasse no lugar. Ele também teria dito que acreditava que alguém o teria traído, já que a polícia já procurava por ele, pediu desculpa para a família, afirmando estar cansado dessa vida.

O material deixado por Mariotto, como selos, lacres, pinos para adulterar chassi, placas, documentos em branco, sendo quatro de São Paulo, são avaliados em cerca de R$ 500 mil.

Para o delegado, veículos adulterados eram comercializados em Vitória (ES) e São Paulo também. Nenhum comparsa foi entregue por Mariotto, que era casado, tinha dois filhos e se dizia engenheiro.

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Mega operação da polícia apreende 18 carros em estacionamento no Funcionários

Quadrilha roubava veículos e os levava para o estacionamento na Avenida do Contorno. Depois que as buscas esfriavam, criminosos levavam carro a Pedro Leopoldo, onde polícia já havia apreendido 31 carros

 

Carros apreendidos no Funcionários

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A investigação de um mega esquema de roubo e adulteração de veículos levou a polícia até um estacionamento na Avenida do Contorno, na manhã desta quinta-feira. Viaturas da corporação e caminhões de reboque interditaram parte da via para a retirada de 18 veículos roubados que estavam no empreendimento no Bairro Funcionários, Região Centro-Sul de Belo Horizonte. A Polícia Civil já havia desvendado parte do esquema na última quinta-feira, quando 32 carros foram apreendidos em Pedro Leopoldo, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
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A equipe de investigadores chegou até o estacionamento por uma denúncia do dono, que via frequentemente o chefe da quadrilha, Fernando Marques Marioto, chegando em um veículo e saindo em outro. O líder do esquema levava os carros roubados até o empreendimento e esperava as buscas esfriarem. O passo seguinte era levar o veículo até Pedro Leopoldo, onde ficava a central de adulteração.
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Ao saber que o esquema havia sido descoberto, Marioto se matou na segunda-feira com um tiro na cabeça dentro de um carro às margens da BR-040. No banco do Fiat Uno, a polícia encontrou uma carta na qual o homem dizia estar cansado da vida no crime. As investigações continuam para a prisão de outros envolvidos.
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Na última semana, investigadores da 3ª Delegacia Especializada de Investigação a Furtos e Roubos de Veículos (DEIFRVA) chegaram a cercar a casa de Marioto, mas ele viu a movimentação dos agentes e fugiu. Os policiais ainda tentaram atirar em um dos pneus do veículo, mas o criminoso conseguiu escapar. As investigações apontaram que os crimes aconteciam no edifício em que ele morava, em uma central de adulteração e no galpão onde os carros foram encontrados em Pedro Leopoldo.
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Dentre os 50 carros apreendidos estão carros de luxo como Mercedes, Hilux, Ford Ranger. Na operação, a polícia ainda apreendeu diversos dispositivos de carros e dezenas de cédulas para montagem de Certificado de Registro e Licenciamento de veículos (CRLV), Identidades e CNHs.
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Fernando mantinha uma central de adulteração, com um escritório montado, onde ele armazenava todas as informações sobre os veículos que por lá passavam para troca da numeração do chassi e placas. Nesse local, além das cédulas para confecção dos documentos falsificados, a Polícia Civil apreendeu grande folhas de cheques de valores diversos, entre R$ 4 mil e R$ 10 mil, possivelmente dos compradores. Também foram encontradas dezenas de chaves etiquetadas com a frase “já foi”. Os investigadores acreditam que se trata de veículos adulterados já prontos para a venda

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Suspeita é de que carros seriam adulterados e vendidos como veículos regulares em Minas Gerais, São Paulo e Bahia

Um desmanche de veículos roubados, que funcionava em um galpão de Pedro Leopoldo, na região metropolitana de Belo Horizonte, foi desarticulado pela Polícia Civil, na noite desta quinta-feira (25). Ao todo, foram localizados 40 veículos intactos.

Durante a apuração de um possível desmanche na avenida Magda Clarete, no Bairro Felipe Cláudio, a equipe coordenada pelos delegados Adriano Assunção e Luciano Guimarães, da 3° Delegacia Especializada de Investigação a Furtos e Roubos de Veículos (DEIFRVA), localizou um galpão suspeito na altura do número 900.

Dentro do imóvel, além dos 40 veículos novos, a polícia encontrou também latas de tintas, dezenas de pneus, e um escritório. O local era utilizado para a produção e falsificação de documentos de veículos.

Os veículos foram encaminhados para o pátio credenciado da Polícia Civil em Belo Horizonte para serem periciados. As primeiras apurações apontam que os carros teriam o chassi, motor e outras peças clonadas e adulteradas. A suspeita é de que eles seriam vendidos como carros regulares aqui no Estados, em São Paulo e na Bahia.

A polícia realiza buscas na região pelo suspeito que estaria no imóvel durante a abordagem e conseguiu fugir dos policiais.

FONTE: O Tempo e Estado de Minas.


Mulher detida com bebê em Ponte Nova confessa morte de grávida

Gilmária Silva Patrocínio vai ser levada ao local que o corpo de Patrícia Xavier da Silva, 21 anos, foi encontrado nesta terça-feira para fazer a reconstituição do crime

 

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A mulher levada para a delegacia por suspeita da morte da grávida Patrícia Xavier da Silva, 21 anos, que estava desaparecida desde sexta-feira, confessou o crime. De acordo com a Polícia Civil, Gilmária Silva Patrocínio contou detalhes em depoimento após ser detida na manhã desta quarta-feira em Ponte Nova, na Região da Zona da Mata, com o filho da vítima.Ela teve a prisão preventiva decretada. Ainda não está confirmada a participação de outros dois homens que também eram investigados. O delegado de homicídios, Silvério Rocha, responsável pelo caso, vai conceder entrevista coletiva nesta tarde para passar mais dados sobre o assassinato. 

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De acordo com a Polícia Civil, o delegado vai seguir até o Bairro Vale Verde, próximo a Fazenda Estiva, na zona rural da cidade, local onde o corpo de Patrícia foi encontrado. Lá, juntamente com a delegada regional Iara Gomes, vão interrogar novamente Gilmária para que ela faça a reconstituição do crime. 
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Gilmária se mostrou uma mulher fria depois do crime. Ela acionou o Corpo de Bombeiros dizendo que tinha feito o próprio parto em casa. Por causa disso, foi encaminhada para o Hospital Nossa Senhora das Dores junto com a placenta e o bebê de Patrícia. “Gilmária veio para o hospital conduzida pelos bombeiros alegando que tinha feito o parto em casa. Ela foi atendida e recebeu alta. Ontem, a tarde internou novamente com a criança dizendo que estava acometida com algum mal, me parece pressão”, explica Cristian Passi, administrador do Hospital. 
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A Polícia Civil conseguiu informações sobre a mulher e fez a prisão dela na manhã desta quarta-feira na unidade de saúde. “O delegado veio e retirou ela e o marido da unidade de saúde. A criança, que está sadia, graças a Deus, foi levada para o Conselho Tutelar de Ponte Nova”, afirma Cristian. O administrador diz que o hospital está colaborando com as investigações. “ O hospital sempre auxiliou e está à disposição da polícia para desvendar este crime. Já entregamos as imagens do circuito interno”, confirmou. 
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Reprodução Facebook

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No local onde o corpo de Patrícia foi localizado, os investigadores encontraram mantimentos, o que indica que ela pode ter ficado sob cárcere privado. A polícia chegou até um terceiro suspeito por meio de um cupom fiscal de compras encontrado no local. Os investigadores analisaram imagens das câmeras de segurança do supermercado e identificaram o homem. A prisão preventiva dele já foi solicitada pelo delegado.
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O corpo de Patrícia, que estava no nono mês de gestação, foi encontrado nessa terça-feira em uma antiga lavanderia, no Bairro Vale Verde. Bombeiros chegaram ao local após uma denúncia anônima. A jovem estava desaparecida havia quatro dias, quando saiu de casa para uma consulta médica em um hospital da cidade. O delegado responsável pelas investigações disse que a jovem foi encontrada amordaçada, com as mãos e os pés amarrados e um ferimento profundo na barriga.

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FONTE: Estado de Minas.


Advogados divulgam liminar com suspenção do despejo da Mata do Isidoro

PM disse não ter recebido nenhum documento sobre o assunto; reportagem também tentou contato com o STJ e com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, por meio do telefone, mas não conseguiu contato com os órgãos

Advogados do movimento Resiste Izidora divulgaram na noite desta segunda-feira (29) um documento em que o ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), teria concedido uma liminar que suspende a ordem de despejo dos três assentamentos instalados na Mata do Isidoro, situada na região de Venda Nova, em Belo Horizonte. No terreno, vivem 8.000 famílias, que estão instaladas nas ocupações Esperança, Vitória e Rosa Leão.

A reportagem de O TEMPO entrou em contato com a Polícia Militar (PM) que informou não ter sido notificada sobre o assunto. A reportagem também tentou contato com o STJ e com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), por meio do telefone, mas não conseguiu contato com os órgãos.

Os advogados que defendem as ocupações seguiram para Brasília nesta segunda, onde entraram com um mandado de segurança. Os defensores alegam que não há condições para a reintegração ser realizada. “Não estamos questionando a reintegração de posse, mas sim o procedimento utilizado pela polícia”, explicou a advogada Fernanda Vieira, de 37 anos.

Os documentos foram divulgados por volta de 22h. Os Na liminar apresentada, o ministro lembra que quem deve determinar a ação policial na execução de uma decisão judicial é o Poder Judiciário.

FONTE: O Tempo.


PT sob suspeita de subfaturar campanha

 

Investigado pela Polícia Federal, o governador Fernando Pimentel (PT), que chegou a ter as contas de campanha desaprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, teria subfaturado notas de serviços gráficos feitos para sua campanha. Essa é uma das frentes de investigação da operação “Acrônimo” da PF, que cumpriu mandados de busca e apreensão na quinta-feira (25) no escritório utilizado por Pimentel durante a campanha.
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De acordo com informações do relatório da PF encaminhado para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), ao qual o Hoje em Dia teve acesso, Pimentel e o empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, por meio da Gráfica Brasil, “ocultaram a origem e natureza de valores oriundos de ilícitos e recolocaram tais valores em produção de material gráfico para campanha”.
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Um dos casos diz respeito à produção de material identificado como “Santão – Competência para fazer o melhor”, slogan usado por Pimentel durante a campanha. Enquanto ordens de serviço apreendidas na gráfica apontavam tiragem de 2,5 milhões, a nota fiscal da produção foi reduzida para um décimo, 250 mil.
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De igual forma, os valores referentes à produção também foram divergentes. “Enquanto na parte esquerda da tabela constata-se o valor de produção de todos os materiais em R$ 781.183, na nota fiscal o valor de emissão é de apenas R$ 88.735”, aponta o relatório da PF.
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Baixo custo
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O subfaturamento ou doação não declarada à Justiça Eleitoral, segundo aponta a investigação, teria por objetivo minorar os gastos da Gráfica Brasil com a campanha de Fernando Pimentel, bem como possibilitar que os gastos do candidato não atingissem o limite estipulado. As relações de Pimentel e Bené devem ser esmiuçadas, já que há elementos que indicam a presença de atividades ilícitas entre as partes. Nesse ponto da investigação, há também outro personagem chave: o assessor especial da Secretaria de Estado da Fazenda de Minas e braço direito do governador, Otílio Prado.
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De acordo com o parecer do STJ, “a autoridade policial trouxe elementos que vinculam Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, Otílio Prado e Fernando Damata Pimentel, referido por aqueles, em mensagens de texto via SMS, como o “chefe”.
 :Pimentel (E) e seu braço direito, Otílio Prado (D),
Pimentel (E) e seu braço direito, Otílio Prado (D), durante campanha eleitoral de 2014
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Despesa
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Ainda em mensagens acessadas pela Polícia Federal, foi possível identificar que o empresário Bené saldou despesas do Partido dos Trabalhadores na Algar Aviation Táxi Aéreo S.A, empresa que também foi alvo de busca e apreensão.
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Diretório
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O diretório do PT em Minas não respondeu aos questionamentos do Hoje em Dia sobre dívidas da legenda pagas por Bené.
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Em nota, o diretório se manifestou sobre as denúncias de subfaturamento da campanha de Pimentel, alegando que “os questionamentos feitos pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG), relacionados às contas da campanha de 2014, foram devidamente esclarecidos e encaminhados à Justiça Eleitoral”.
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Repasses do BNDES para primeira-dama são investigados
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Outra frente de investigação dos agentes federais são os repasses feitos pelo BNDES para empresas de comunicação cujos valores teriam como beneficiário o governador de Minas, Fernando Pimentel. Segundo relatório da PF encaminhado ao Superior Tribunal de Justiça, ao qual o Hoje em Dia teve acesso, as operações eram intermediadas pela empresa Oli Comunicação, de propriedade da primeira-dama do Estado, Carolina de Oliveira. Na época dos fatos, Pimentel era ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, ao qual o BNDES é subordinado.
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“Causa estranhamento a contratação da Oli por elevados valores considerando tratar-se de empresa sem grande renome no mercado”, diz o relatório da PF. Durante toda a sua existência, a Oli Comunicação teve somente um empregado registrado (entre 1º de junho de 2012 e 21 de agosto de 2014), o qual recebeu salário de R$ 1.096.
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Conforme a PF, “não é usual que uma empresa que recebe pagamentos da ordem de mais de R$ 100 mil por mês apenas de um cliente possa executar uma contraposição de valor agregado tão elevado somente com o labor de uma sócia-administrativa e mais um empregado”.
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Experiência
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Apenas a empresa MR Consultoria fez pagamentos à Oli, de 2012 a 2014, em um total de R$ 2,4 milhões por supostos serviços de consultoria de comunicação e imprensa. À época dos fatos apurados pela PF , Carolina de Oliveira era uma jornalista de menos de 30 anos de idade e cuja experiência profissional limitava-se a vínculos com uma grande assessoria de comunicação de Brasília (de 2005 a 2009), e cujo maior salário foi de R$ 4.603.
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“Tal situação só começou a se modificar após o vínculo de cerca de dez meses como assessora do presidente do BNDES, no período de fevereiro a dezembro de 2011”, diz o relatório.
ARTE PT sob suspeita de subfaturar campanha

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ACRÔNIMO

Pimentel desabafa e reclama de uso da mídia pela Justiça em operação

Governador de Minas é alvo da Polícia Federal na nova fase da Operação Acrônimo, que investiga supostos desvios de recursos para campanhas do Partido dos Trabalhadores

 

O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel comentou na manhã desta sexta-feira (26), sobre o  cumprimento de mandado de busca e apreensão em um de seus escritórios em Belo Horizonte, nessa quinta-feira (25). Ele é alvo da Polícia Federal na nova fase da Operação Acrônimo, que investiga supostos desvios de recursos para campanhas do Partido dos Trabalhadores.

“Sem dúvida nenhuma, perde a Justiça e perde muito quando os inquéritos se transformam em espetáculos midiáticos, pirotécnicos, jogando no lixo as regras judiciais e até do sigilo judicial. Perde muito a Justiça com o uso excessivo, abusivo de medidas policiais antecipatórias, como são os mandados de busca e como são as prisões provisórias, quando elas são utilizadas contra cidadãos que não tem antecedentes criminais, tem domicílio fixo e patrimônio reconhecido, que são cidadãos, até o momento em que se decreta a medida, apenas investigados. Você antecipa aquilo, faz um foro midiático, espetaculoso. Isso não é um bom caminho para a Justiça brasileira”, desabafou Pimentel durante o seu momento de fala como orador de um evento na Defensoria Pública de Minas Gerais.O governador foi homenageado com o grande Colar da Defensoria Pública. Outros 59 representantes do poder público e da sociedade foram agraciados por terem contribuído para o engrandecimento da instituição.Relembre

Os investigadores pediram ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) autorização para realizar busca e apreensão na residência oficial do governador, mas o pedido foi negado. O tribunal também indeferiu solicitação para busca na sede do PT em Minas e no Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Um dos alvos dos mandados de busca e apreensão da PF nesta quinta foi um imóvel em um prédio de Belo Horizonte onde funcionava o escritório de Pimentel durante a campanha de 2014. A residência particular dele fica ao lado, mas a PF não esteve no local. No imóvel, a PF cumpriu mandado de busca e apreensão em uma empresa que já pertenceu a Pimentel, a OPR Consultoria. Atualmente, ela é registrada no nome do filho de seu ex-sócio.

A OPR se chamava P-21 até 2012 e tinha sociedade composta por Pimentel e Otílio Prado. Pimentel deixou a sociedade no mesmo ano. No fim de 2014, Otílio transferiu a empresa para o seu filho, Alexandre Allan Prado, e foi nomeado assessor especial da Secretaria da Fazenda de Minas Gerais e conselheiro da MGS -empresa pública que presta serviços administrativos ao Estado.

Até 2011, ele era assessor especial da prefeitura de Belo Horizonte, comandada por Márcio Lacerda (PSB). Otílio teve que entregar o cargo após ser revelada a sociedade com Pimentel na P-21 e que ele recebeu R$ 400 mil de uma empresa que tinha Alexandre Allan como sócio. À época, Pimentel era ministro do Desenvolvimento.

Houve mandados de busca e apreensão em Brasília, São Paulo e no Rio, além de Minas Gerais. Não houve prisões.

Inquérito

Na semana passada, a PF solicitou ao STJ abertura de inquérito sobre o governador de Minas por suposto crime de “lavagem ou ocultação de bens, direitos ou valores”, como parte dos desdobramentos da Operação Acrônimo. O tribunal ainda não se manifestou sobre se aceita ou não a abertura de inquérito.

Advogado de Pimentel, Antonio Carlos de Almeida Castro disse à reportagem que esteve no STJ pedindo a atualização do inquérito, mas não conseguiu. Ele disse que o governador se colocou à disposição para esclarecimentos e criticou os pedidos de busca.

“Estamos falando do governador de Minas Gerais, não de uma pessoa qualquer. Claro que a investigação tem que ser feita, mas tem que ter racionalidade nos pedidos. Tudo isso é muito grave. Judiciário foi prudente neste momento.”

Agência

Houve busca e apreensão na agência de comunicação Pepper, que executa a comunicação do PT nas redes sociais e é responsável pela página não oficial de Dilma Rousseff no Facebook -atuou, inclusive, para a campanha de eleição da presidente em 2010. Ainda não se sabe o que motivou essa busca.

A agência continuará prestando serviços ao PT. A operação prendeu, há algumas semanas, Benedito Rodrigues, o Bené, empresário próximo ao governador de Minas, Fernando Pimentel (PT). Bené foi solto logo em seguida.

A investigação sobre a atuação de Bené teve início em 2014, quando a PF apreendeu, a partir de uma denúncia anônima, mais de R$ 100 mil em uma aeronave onde viajava o empresário e outras pessoas. A aeronave foi apreendida depois de decolar de Belo Horizonte e pousar em Brasília. O caso ocorreu durante a campanha eleitoral.

Bené é dono de empresas do setor gráfico e já firmou mais de R$ 500 milhões em contratos com órgãos federais entre 2005 e 2015, em especial os ministérios da Saúde, das Cidades e do Combate à Fome. Segundo a PF, há uma “confusão patrimonial” e indícios de lavagem de dinheiro com o uso de “laranjas”.

A PF também afirma ter encontrado documentos que trazem indícios de que Bené teria atuado no caixa dois da campanha que elegeu Pimentel em Minas. Uma tabela impressa em duas páginas traz a inscrição “Campanha Pimentel”, segundo a PF.

As empresas vinculadas a Bené trabalharam na campanha de Pimentel, tendo sido remuneradas em R$ 3,2 milhões por meio do comitê financeiro estadual do PT.

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FONTE: Hoje Em Dia e O Tempo.


Dupla é presa falsificando bebidas em fábrica clandestina no Caiçara

Eles revendiam produto para boites, bares e restaurantes da capita; fábrica tinha garrafas vazias, selos e rótulos falsificados

Uma quadrilha especializada na venda de bebidas falsificadas para casas noturnas de Belo Horizonte foi presa e apresentada na tarde desta quinta-feira (25) pela Polícia Civil.

A fábrica ficava no bairro Caiçara, região Nordeste de BH e dois homens que trabalhavam falsificando as bebidas foram presos em flagrante.

Eles compravam garrafas e embalagens originais em buffets e as enchiam com bebidas que tinham um valor comercial menor, em seguida, selavam e lacravam as garrafas para revenderem.

Na fábrica, foram apreendidas várias garrafas vazias de whiskies das marcas Johnny Walker Red Label Black e Buchanan’s, bem como garrafas vazias de vodka, também de marcas famosas.

Além disso, foram encontrados selos, tampas, lacres, caixas intactas, funil, cola, garrafas de álcool, essências e garrafas cheias, lacradas e encaixotadas, prontas para serem comercializadas.

A apresentação aconteceu na 5ª Delegacia Especializada em Repressão a Organizações Criminosas (Deroc),  Na operação, que foi realizada na manhã desta quinta-feira (25), policiais civis também fecharam uma fábrica, no bairro Caiçara, na região Noroeste da capital, onde era feita a adulteração.

A dupla vinha sendo investigada há cerca de um mês e, segundo o delegado Daniel Balthazar.

 

FONTE: O Tempo.


Após reunião, reintegração de posse das ocupações do Isidoro é suspensa

Acordo entre governo e representantes das áreas levou à suspensão do processo nos próximos 15 dias

Isidoro

A reintegração de posse das ocupações do Resiste Isidoro – Rosa Leão, Esperança e Vitória – , na Região Norte de Belo Horizonte, está suspensa por 15 dias. A decisão foi tomada após um acordo entre o governo do estado e representantes das ocupações e movimentos sociais que participaram de uma reunião na manhã desta segunda-feira na Defensoria Pública de Minas Gerais.
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As negociações foram retomadas depois de a Polícia Militar de Minas Gerais ter reprimido, na última sexta-feira, a marcha de moradores das ocupações na MG-010. Depois do confronto, o governo de Minas emitiu nota afirmando que não iria tolerar a interdição de vias públicas. Na mesma nota, o governo afirmou que o movimento de moradia havia rejeitado a proposta de reassentamento das famílias e não estava aberto à negociação.
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Depois da reunião na Defensoria Pública, lideranças das ocupações disseram que a proposta estava sendo estudada e que nunca se fecharam às negociações. As lideranças reafirmaram que a ação da Polícia Militar os pegou de surpresa. “Era uma manifestação muito tranquila. Não entendemos a repressão de forma desproporcional”, afirmou o coordenador do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), Léo Péricles. Foram apresentadas, durante a reunião, fotos dos moradores que foram atingidos durante o confronto. Segundo Léo, mais de 80 pessoas ficaram feridas.
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O governo de Minas representado pelo secretário de direitos humanos, Nilmário Miranda, não falou à imprensa ao final da reunião. Representantes da Arquidiocese também participaram da reunião e ratificaram que o arcebispo de Belo Horizonte Dom Walmor de Oliveira Mol teria pessoalmente feito o pedido ao governador Fernando Pimentel para suspender a reintegração de posse. 
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Durante este período, a comissão responsável pelas negociações irá retomar a discussão sobre o destino das 8 mil famílias das ocupações Vitória, Rosa Leão e Esperança. O grupo será formado por movimentos sociais, igreja, e mediação da Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
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Os moradores das ocupações exigem adequações na proposta do governo. Eles pedem que as famílias que estão no terreno há mais tempo e têm imóveis consolidados possam permanecer em suas casas, enquanto as demais iriam para os imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida. O acordo deve ser oficializado pelo governo à Justiça. “Quem rompeu a negociação? Não foi o movimento. Estávamos analisando as propostas para sugerir adequações. A legislação determina que em caso de reassentamento as famílias só podem ser retiradas para viver em condições iguais ou superiores”, disse Léo Péricles. 
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Além disso, representantes do MLB pediram durante a reunião o afastamento do comandante que estava à frente da operação policial que terminou em confronto durante um protesto na última sexta-feira, na MG-010. Eles alegam que cerca de 80 pessoas ficaram feridas. Eles dizem que a ideia era fazer uma marcha pacífica, sem ocupar a Cidade Administrativa.

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FONTE: Estado de Minas.


MATA DO ISIDORO

Moradores preparam resistência e se unem em vigília por terreno 

PM pode cumprir ordem de reintegração a qualquer momento

CASO IZIDORO

Estratégias.
Moradores fecharam entradas do terreno com pneus e intenção é avisar com foguetes sobre chegada da PM

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Os moradores das ocupações Esperança, Vitória e Rosa Leão, na mata do Isidoro, região Norte de Belo Horizonte, estão novamente vivendo a angústia da iminência do despejo. Com a chegada de uma nova ordem da Justiça para a reintegração de posse, na última quinta-feira, começaram as mobilizações e a formação de um movimento de resistência. Ocupantes se revezam em vigílias e, no início da noite de ontem, dezenas de integrantes de grupos sociais começavam a chegar ao local para engrossar o movimento. A Polícia Militar, responsável pelo cumprimento da ordem judicial, ainda não marcou data para a ação, mas assumiu o compromisso de avisar com antecedência invasores e imprensa, o que não havia acontecido até a noite de ontem.

Na entrada da maior ocupação, a Vitória, foi montado um centro de apoio para reunir moradores e receber apoiadores e doações. De acordo com o integrante das Brigadas Populares Guilherme Pontes, além da preocupação com o processo do despejo em si, eles temem que os ocupantes fiquem ilhados enquanto mantiverem resistência e que o acesso a água e alimentos seja dificultado. “A possibilidade de sítio é muito grande”.

Resistência. O domingo foi marcado por reuniões para organizar a resistência, e os participantes se reuniram em grupos para pensar estratégias para os próximos dias. Segundo Guilherme Pontes, a partir de agora eles vão tentar uma negociação – desde o ano passado governo e moradores mantêm conversas, mas os ocupantes não aceitaram a proposta do Estado.

Reunião ALMG. Uma reunião hoje, às 10h, na Assembleia Legislativa, vai debater a situação das ocupações e a ação de reintegração de posse

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FONTE: O Tempo.


Receita Federal apreende 75 kg de cabelo no aeroporto de Confins

Também foram apreendidos 100 pares de tênis, 165 lentes para câmeras e 270 kg em equipamentos eletrônicos

A Receita Federal apreendeu 75 kg de cabelo humano no aeroporto internacional Tancredo Neves em Confins, região metropolitana de Belo Horizonte. A mercadoria foi encontrada na manhã desta quinta-feira (18) dentro de dez malas grandes, três mochilas e uma caixa de papelão.

Além do cabelo de origem humana, também foram apreendidos 100 pares de tênis, 165 lentes de 18mm para câmeras e 270 kg em equipamentos eletrônicos, como notebooks, placas mãe, processadores, memórias e cabos de fibra ótica.

A Receita ainda não tem o valor da carga apreendida, devido a variedade dos produtos encontrados.

FONTE: O Tempo.


Morador de rua que chutou e riscou carros no Sion é localizado e conduzido a abrigo

Segundo a PM, o homem só poderá responder formalmente pelo crime depois que o proprietário de algum dos veículos prestar queixa. O homem é dependente de crack e deve ser encaminhado para um tratamento

Vândado
Na última quarta-feira a TV Alterosa mostrou imagens de um homem chutando e riscando carros estacionados em uma rua do Bairro Sion, Região Centro-Sul de Belo Horizonte. No vídeo (VEJA AQUI!)é possível ver o homem riscar o teto de um carro vermelho e, dias depois, chutar um veículo branco, que ficou bastante amassado. Ao ver que foi filmado, o homem fez um gesto obsceno para a câmera. Nesta sexta-feira, o vândalo foi identificado como um morador de rua e conduzido a um abrigo da capital.
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Segundo a Polícia Militar, responsável pela operação, o morador de rua foi localizado depois de uma patrulha ostensiva, com agentes a paisana, de moto e bicicleta. Os militares fizeram pesquisa de campo, perguntando a comerciantes da região e outros moradores de rua os pontos onde o homem costumava passar e dormir. Um dos responsáveis pela operação, Capitão Jackson, do 22º Batalhão da Polícia Militar, disse que o morador de rua foi encontrado deitado, mas acordado, e não mostrou resistência. A corporação contou com a ajuda da prefeitura para conduzi-lo ao abrigo.
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Ainda de acordo com o Capitão Jackson, dano ao patrimônio é considerado crime de contravenção e, por lei, o morador de rua só poderá responder formalmente depois que o proprietário de algum dos veículos prestar queixa. “O trabalho da PM já foi feito, que foi a localização, captura e condução para o abrigo”, finalizou.
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A Prefeitura de Belo Horizonte se comprometeu com a Polícia Militar a encaminhar o morador de rua para um tratamento, já que o homem é dependente de crack e, por causa da droga, pode apresentar transtornos mentais.

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FONTE: Estado de Minas.


PM diz que pode usar caveirão e helicópteros em desocupações

Ato de manifestantes na parte da manhã desta sexta-feira (19) é visto pela Polícia como uma ação criminosa; 28 pessoas foram presas, durante confronto na MG-10

Invasores promoveram depredações hoje (19/06/2015) na MG-10

A Polícia Militar pode usar três caveirões e quatro helicópteros durante a ação de retirada dos moradores das ocupações Rosa Leão, Esperança e Vitória, todos na região do Córrego do Izidoro, em Venda Nova. A ação está marcada para começar nas primeiras horas da próxima segunda-feira (22). Ao todo, 8 mil pessoas vivem devem ser retiradas das três ocupações.

Invasores ‘comemoram’ aniversário da invasão

Nesta sexta-feira (19), moradores das áreas bloquearam a rodovia MG-10, em frente à Cidade Administrativa, complicando o trânsito e atrapalhando a vida de quem tinha horário para chegar ao Aeroporto de Confins. Houve confronto com a PM, que usou bombas de efeito moral e cavalaria.

Segundo informações da corporação, 28 pessoas foram presas. Líderes das ocupação falam em 60 feridos. Apesar do movimento, a desocupação foi mantida pela justiça.

A área ocupada pelos manifestantes também já foi chamada de Granja Werneck e é a última grande área não ocupada de Belo Horizonte. Tem 9 milhões de metros quadrados, área maior que a compreendida pela Avenida do Contorno.

Em março de 2010, o prefeito Marcio Lacerda anunciou, em coletiva na Prefeitura, que a área seria transformada em um grande conjunto urbano, erguido pela Direcional Engenharia. Ao todo seriam 75 mil unidades habitacionais, com um investimento estimado em R$ 7,7 bilhões.

O projeto de desenvolvimento urbano desse grande conjunto foi elaborado pelo escritório do arquiteto e urbanista Jaime Lerner, ex-prefeito de Curitiba. Foi ele quem inventou, nos anos 1990, o modelo de ônibus em faixas urbanas, em BH batizado como Move.

O projeto previa, inicialmente, 40% de áreas reservadas para dois parques, sendo um deles maior que o das Mangabeiras, e outro quase do mesmo tamanho do Parque Municipal.

FONTE: O Tempo.


Integrantes de ocupações bloqueiam MG-010 e queimam ônibus em protesto

Segundo manifestantes, militares usaram balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo. PM confirma “enfrentamento”. Há pessoas feridas, conforme relatos de moradores das ocupações

Paulo Filgueiras/EM DA Press

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Integrantes de ocupações de Belo Horizonte fizeram um protesto na manhã desta sexta-feira na MG-010, região norte da capital. De acordo com a Polícia Militar Rodoviária (PMRv), cerca de 500 pessoas bloquearam a rodovia no sentido BH/Confins caminhando em direção à Cidade Administrativa. Conforme a PMRV, o grupo foi retirado depois de aproximadamente uma hora de fechamento, mas o congestionamento é longo. 
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O Batalhão de Choque da PM está presente na manifestação e negociou a abertura da rodovia. De acordo com a polícia, o clima é tenso no protesto e manifestantes denunciam violência durante liberação do trânsito. O grupo foi para as ruas laterais à rodovia estadual e até queimaram um ônibus. 

‘Isso não foi uma manifestação, foi um ato criminoso’, diz PM

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Participam da mobilização moradores das ocupações Vitória, Rosa Leão e Esperança, que vivem no terreno da Granja Werneck, na Região Norte de Belo Horizonte. O motivo do protesto é o aviso de reintegração de posse que será tratado em reunião nesta sexta-feira, às 14h, entre Comando de Policiamento da Capital, Ministério Público e membros das ocupações. 
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Moradores que participam da manifestação de hoje denunciaram, por meio das redes sociais, ações violentas da PM. Segundo eles, os militares usaram “para liberar a linha verde balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo”. Ainda conforme os membros das ocupações, várias pessoas ficaram feridas, entre elas uma bebê que levou um tiro de bala de borracha. 
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Manifestantes colocaram fogo em um ônibus do Move na Rua João Nascimento Pires, no Bairro Juliana, região norte, via de acesso à MG-010. Bombeiros atuam no combate às chamas e a Cemig foi acionada por causa do risco para rede elétrica. 
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A PMRv confirmou que houve “enfrentamento” durante a manifestação e que foi necessário uso de bombas de gás. Sobre a bala de borracha, a polícia ainda não confirmou. Além da PMRv e Batalhão de Choque, viaturas do 13º Batalhão e BPTrans atuam na ocorrência. A corporação não tem informações de presos ou feridos durante o protesto. 
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O despejo dessas ocupações é um embate judicial que vem desde 2013. No ano passado, a PM chegou a marcar pelo menos duas datas para uma megaoperação de reintegração de posse que não ocorreu. As comunidades estão instaladas em parte de uma área de mais de 3 milhões de metros quadrados. 
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No caso da Ocupação Vitória, a permanência de famílias tem impedido a implantação de empreendimentos do programa federal Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, capaz de abrigar 13,2 mil famílias de baixa renda em Belo Horizonte. 
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Nota da PM, na íntegra:
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A PMMG informa que, nesta manha por voltas das 10:15, uma multidão com aproximadamente 500 pessoas, provenientes da ocupação conhecida como Isidoro, tentaram ocupar a MG 10, na altura da cidade administrativa, ocasião em que provocaram uma grande quebradeira, inclusive atearam fogo em um ônibus coletivo.A PMMG Prontamente Restaurou A Ordem Publica No Local, E No Momento Se Faz Presente Contanto Com As Seguinte Estrutura Operacional: A tropa de Choque, ROTAM, Batalhão Aéreo, Batalhão de Polícia Militar Rodoviário, além do efetivo do 13º Batalhão. A PMMG ao impedir a ação criminosa foi agredida pelos manifestantes, ocasião em que precisou empregar instrumentos de menor potencial ostensivo (agente de pimenta, agente lacrimogêneo, elastômero).
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FONTE: Estado de Minas.


VEÍCULOS UTILIZADOS NO CRIME GANHAM FINALIDADE SOCIAL

 

A Lei 11.343/06, chamada Lei de Drogas, trouxe um ganho muito prático para o poder público no combate ao tráfico de entorpecentes. Se antes da lei o destino comum dos veículos apreendidos com os traficantes era virar sucata nos pátios das unidades da polícia, à espera da instauração da ação penal, depois dela os órgãos e entidades que atuam na prevenção e na repressão ao tráfico podem utilizar esses bens ainda no curso do inquérito.

Carros de luxo, aeronaves e embarcações podem ser aproveitados pelas autoridades em favor da sociedade, desde que comprovado o interesse público ou social e desde que o juízo competente assim autorize, conforme preveem os artigos 61 e 62 da lei.

Pode causar estranheza perceber, por exemplo, que a Polícia Federal (PF) está utilizando o veículo de um particular para desenvolver suas atividades. Entretanto, essa foi a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) já em 2008, proferida monocraticamente em inquérito pelo ministro Paulo Gallotti, hoje aposentado.

O inquérito cuidava da Operação Pasárgada, em que a PF apurava a prática de infrações penais cometidas por prefeitos, advogados, servidores públicos, magistrados e outras pessoas que pretendiam obter vantagem econômica com o desbloqueio de recursos do Fundo de Participação dos Municípios.

O Ministério Público Federal (MPF) queria que o ministro reconsiderasse a decisão que indeferiu a utilização dos veículos e aeronaves apreendidos pela PF e determinou sua restituição aos proprietários em razão da dificuldade de mantê-los nos pátios da polícia.

Benefício da sociedade

O MPF afirmou que “se os veículos (aí incluídas as aeronaves), por sua própria natureza, deterioram-se com ou sem uso, nada mais razoável que continuem à disposição da Justiça e, como tal, sejam utilizados em finalidades sociais do estado, como a repressão à criminalidade, controle de incêndios e salvamento de vidas”.

Gallotti reconsiderou sua primeira decisão e deferiu o emprego dos carros e aeronaves pela Polícia Federal, pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais e pelo Instituto Estadual de Florestas, visto que seriam empregados em atividades “voltadas à segurança pública, defesa social, monitoramento ambiental e transporte de órgãos”. Ressaltou ainda que o uso dos veículos em tais atividades evitaria sua deterioração pela falta de uso, “como é próprio em equipamentos dessa natureza”.

Entendimento ratificado

O entendimento aplicado em 2008 foi confirmado em recente julgamento feito pela Sexta Turma, no REsp 1.420.960, de relatoria do ministro Sebastião Reis Júnior. O recurso é um desdobramento também da Operação Pasárgada e foi apresentado por um dos empresários investigados, inconformado com a utilização de sua aeronave pelo Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais.

Ele alegou que não havia prova da origem ilícita do avião e que poderia ser nomeado depositário do bem. Afirmou ainda que a utilização da aeronave pelo poder público seria ilegal, visto que não era possível aplicar analogicamente a Lei de Drogas ao caso.

A turma negou a devolução do avião ao proprietário. O ministro Sebastião Reis Júnior afirmou que o Código de Processo Penal (CPP) não estabelece a necessidade de que o próprio réu seja o depositário dos bens. O relator lembrou que o Tribunal Regional da 1ª Região (TRF1) concluiu que não foi comprovada de maneira cabal a origem lícita da aeronave, entendimento que não poderia ser modificado, pois demandaria reexame das provas, o que é vedado pela Súmula 7 do STJ.

O ministro também argumentou que o artigo 3º do CPP admite o uso da analogia. Além disso, ressaltou que a exigência de haver interesse público ou social, contida na Lei 11.343, foi atendida, já que se evitaria a deterioração do bem apreendido.

FONTE: STJ.


José Maria Marin e outros dez dirigentes são banidos do futebol pelo comitê de ética da Fifa

Ex-presidente da CBF e outros seis dirigentes foram presos nesta quarta, na Suíça

AFP PHOTO / NELSON ALMEIDA

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A Fifa divulgou na tarde desta quarta-feira um comunicado informando o banimento de onze dirigentes de qualquer atividade relacionada ao futebol. Entre os excluídos do esporte está o ex-presidente da CBF José Maria Marin.A decisão foi anunciada pelo presidente do comitê de ética, Hans-Joachim Eckert, com base nas investigações da Justiça norte-americana.
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O banimento é considerado provisório, já que espera o julgamento dos dirigentes acusados. “As acusações estão claramente relacionadas com o futebol e são de natureza tão grave que era imperativo tomar uma ação rápida e imediata. O processo seguirá o seu curso em linha com o Código de Ética da FIFA “, disse o presidente Eckert.
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Marin e outros seis dirigentes (Jeffrey Webb, Eduardo Li, Julio Rocha, Costas Takkas, Eugenio Figueredo e Rafael Esquivel) foram detidos pela polícia suíça, nesta quarta-feira, em uma operação realizada a pedido das autoridades dos Estados Unidos. Eles são investigados pela justiça americana em um suposto esquema de corrupção. 
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Confira a íntegra do comunicado:
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“Com base nas investigações realizadas pela câmara de investigação do Comitê de Ética e os fatos mais recentes apresentados pelo Gabinete do Procurador os EUA para o Distrito Leste de Nova York, o presidente da câmara decisória do Comitê de Ética, Hans-Joachim Eckert, hoje proibiu provisoriamente 11 indivíduos de realizar quaisquer atividades relacionadas com o futebol a nível nacional e internacional. A decisão foi tomada a pedido do presidente da câmara de investigação, o Dr. Cornel Borbély, com base no art. 83 Par.1 do Código de Ética da FIFA.
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As acusações estão claramente relacionadas com o futebol e são de natureza tão grave que era imperativo tomar uma ação rápida e imediata. O processo seguirá o seu curso em linha com o Código de Ética da FIFA “, disse o presidente Eckert.
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Os indivíduos proibidos são: Jeffrey Webb, Eduardo Li, Julio Rocha, Costas Takkas, Jack Warner, Eugenio Figueredo, Rafael Esquivel, José Maria Marin, Nicolás Leoz, Chuck Blazer e Daryll Warner”.

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ESCÂNDALO NO FUTEBOL
Corrupção F.C.
Dirigentes do alto escalão do futebol mundial são presos, acusados de extorsão, lavagem de dinheiro e fraude. Entre eles, está o brasileiro José Maria Marin, ex-presidente da CBF

 

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Sete dirigentes da Fifa foram presos ontem em um hotel luxuoso de Zurique, na Suíça, acusados de corrupção, lavagem de dinheiro, extorsão e fraude. Entre eles, o ex-presidente da CBF, José Maria Marin, acusado pela Justiça dos Estados Unidos de receber cerca de R$ 2 milhões por ano durante sua gestão à frente da entidade e outras propinas para realização de eventos esportivos. Os dirigentes estavam na cidade suíça para a eleição da presidência da Fifa, marcada para amanhã, em que o atual presidente, Joseph Blatter, aparecia como favorito para o quinto mandato – a Uefa, presidida pelo ex-jogador francês Michel Platini, pediu o adiamento do pleito.
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As acusações estão ligadas a um “vasto esquema nos últimos 24 anos para favorecer dirigentes através da corrupção no futebol internacional”, informou a Justiça norte-americana. Policiais à paisana chegaram ao Hotel Baur au Lac – com diária de US$ 4 mil (R$ 12,7 mil) – nas primeiras horas da manhã e, de posse das chaves, subiram aos quartos dos suspeitos para efetuar as prisões. Além de Marin, foram detidos Jeffrey Webb, um dos vice-presidentes da Fifa; o uruguaio Eugenio Figueredo, também vice da Fifa; Eduardo Li, presidente da Federação da Costa Rica; Costas Takkas, ex-secretário-geral da Federação de Futebol das Ilhas Cayman; Julio Rocha, presidente da Federação de Futebol da Nicarágua, e Rafael Esquivel, presidente da Federação Venezuelana de Futebol e vice-presidente geral da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol). 
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Ontem à noite, a polícia federal brasileira cumpriu mandatos de busca e apreensão nas sedes da CBF e da Klefer Marketing Esportivo, empresa de Kléber Leite, ex-presidente do Flamengo. A CBF emitiu nota, afastando Marin do cargo de vice-presidente da entidade. O brasileiro e outros 10 dirigentes foram banidos temporariamente pela Fifa – além dos sete detidos na Suíça, estão afastados Nicolás Leoz, Chuck Blazer, Jack Warner e seu filho Darryll.
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Os pedidos de prisão por extorsão, fraude e conspiração para lavagem de dinheiro foram expedidos pelo Departamento de Justiça dos EUA. Segundo a procuradora-geral Loretta Lynch, já foram detectados problemas na escolha da sede da Copa de 2010 (África do Sul), na eleição presidencial da Fifa de 2011 e na venda de direitos da Copa América. As investigações continuam.
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“O esquema envolve altos executivos e milhões de dólares no que diz respeito a pagamento de propinas. Um esquema de corrupção que parece se estender ao longo de décadas, ano após ano, campeonato após campeonato. Em 2016, vamos receber a Copa América (nos EUA) e será a primeira vez que ela ocorrerá fora da América do Sul. O que deveria ser uma mostra de amizade entre os países, se tornou um processo que envolveu milhões de dólares”, afirmou Lynch. Segundo a procuradora, US$ 110 milhões foram usados apenas no esquema envolvendo a Copa América Centenário – nome em referência aos 100 anos da competição. José Maria Marin teria recebido pelo menos US$ 6 milhões, cerca de R$ 20 milhões, pelo evento.
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DELATORES A investigação do FBI, polícia federal dos EUA, começou em 2011, quando foi preso Chuck Blazer, ex-membro do comitê executivo da Fifa, acusado de ter recebido propina quando era secretário-geral da Concacaf, entre 1990 e 2011. Para escapar de processo nos tribunais norte-americanos, ele passou a cooperar com os investigadores. Também aderiram à delação premiada Daryll Warne e Darian Warner, filhos de Austin Jack Warner, ex-vice-presidente da Fifa e que se entregou ontem em Trinidad e Tobago; além do brasileiro J. Hawilla, dono e fundador da Traffic, maior conglorerado de marketing esportivo da América Latina. Eles devolveram à Justiça milhões de dólares. “Estamos dando um cartão vermelho para a Fifa”, afirmou o chefe de investigações criminais da Receita Federal dos EUA, Richard Weber. “Este (esquema) é a Copa do Mundo da fraude”, destacou.

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FONTE: Estado de Minas.


No Norte de Minas, irmão de prefeito ganha mais do que ministro do Supremo

Jaíba

O Ministério Público Estadual (MPE) de Minas denunciou à Justiça sete integrantes da cúpula política do município de Jaíba, no Norte de Minas, por desvio de verbas públicas.

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Entre os denunciados estão o médico Wellington Lima, irmão do prefeito Enoch Lima (PDT), o vereador Elias dos Santos Silva, o Elias do Açougue (PHS), quatro secretários, além dos chefes do hospital e do setor de compras da Prefeitura de Jaíba.

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De acordo com o MPE, o grupo é acusado de contratar funcionários fantasmas, direcionar licitações, autorizar pagamentos irregulares de diárias de viagens e receber gratificações indevidas. A denúncia é um desdobramento da operação “Ração de Papagaio”, deflagrada pelo MPE em 18 de março.

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Apontado como o chefe da quadrilha, o médico Wellington Lima recebia R$ 42 mil mensais da prefeitura, salário superior ao dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que é de R$ 33 mil mensais.

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Sem concorrência pública, Wellington amealhou um contrato de 12 meses, por meio de inexigibilidade de licitação, para atuar como psiquiatra, mesmo não possuindo a especialidade. Por essa modalidade de licitação, o médico foi contratado de forma direta, sem qualquer tipo de concorrência, como se ele prestasse serviço singular.

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Em grampo telefônico autorizado pela Justiça (veja quadro ao lado), o médico afirma ter realizado 82 consultas em um único dia. Para o MPE, Wellington foi favorecido por direcionamento de contrato.

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“Diante dessa incontornável realidade, pergunta-se: a não ser pela resoluta determinação de favorecer ilegitimamente os interesses de Wellington de Lima, que interesse teria o município de contratar médico que ainda não havia concluído a formação acadêmica, a custo tão elevado?”, diz trecho da denúncia, subscrita pelos promotores de Justiça Paulo Márcio, Guilherme Fernandez, Leandro Pereira e Gercilude de Brito.

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A ação do MPE destaca ainda gastos vultosos para a promoção de “shows artísticos e festividades tradicionais. Somente no ano passado, foram gastos R$ 1,1 milhão com essa finalidade. Apenas em aluguéis de telões para a Copa do Mundo a prefeitura pagou R$ 60 mil.

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No curso das investigações, os promotores descobriram um viés eleitoral com o “inchaço da máquina administrativa” por contratações irregulares de servidores que viraram “cabos eleitorais” dos candidatos a deputado apoiados pela quadrilha na eleição passada.

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Em nota, prefeito diz ter exonerado acusados para economizar

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Por falta de elementos, o prefeito de Jaíba, Enoch de Lima (PDT), não foi denunciado na ação proposta à Justiça pelo Ministério Público Estadual (MPE) de Minas.

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Além do irmão dele, o médico Wellington de Lima e do vereador Elias do Açougue (PHS), foram denunciados Marcos Aurélio Amorim Oliveira (secretário de Administração e Finanças), Hudson Aparecido Pena Arruda (secretário de Saúde), Rogério Guedes de Aguiar (secretário de Agricultura Familiar), Romero Fernandes Oliva (falecido, mas que era secretário de Meio Ambiente, Esporte e Turismo), Augusto Régis Valente Neto (chefe do hospital municipal) e Mardem Willian Souza (chefe do setor de compras da prefeitura).

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Ao todo, estima o MPE, o prejuízo aos cofres públicos da cidade alcançou a cifra de R$ 2 milhões. Os acusados vão responder pelos crimes de formação de quadrilha, dispensa indevida de licitação pública, apropriação de dinheiro público, entre outros.

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Por meio de nota, o prefeito Enoch disse ter exonerado todos os envolvidos na operação “Ração de Papagaio”. Como os acusados haviam sido afastados dos cargos por determinação judicial, o prefeito diz que as demissões ocorreram para não comprometer os cofres da cidade.

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“Salienta ainda que já tomou medidas administrativas para apurar os fatos, e por consequência, tomar as decisões cabíveis para dar uma resposta à sociedade”, diz o comunicado.

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Desde 2013, a Prefeitura de Jaíba vem protagonizando escândalos. O ex-prefeito Jimmy Murça (PCdoB) foi cassado pela Câmara Municipal acusado de licitações fraudulentas, nepotismo e contratação de funcionários fantasmas.

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Com isso, o então vice-prefeito Enoch assumiu o cargo.

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No curso das investigações, os promotores descobriram um viés eleitoral com o “inchaço da máquina administrativa” por contratações irregulares de servidores

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FONTE: Hoje Em Dia.


STF reafirma poder de investigação criminal do Ministério Público

MP

O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou no final da tarde de quinta-feira (14), o poder de investigação criminal do Ministério Público. Com a decisão, procuradores e promotores podem continuar a conduzir investigações próprias na esfera penal e também auxiliarem apurações feitas pela polícia.
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A discussão chegou à Corte por um recurso de Minas Gerais no qual um ex-prefeito alegava que o Tribunal de Justiça local recebeu denúncia contra ele fundamentada apenas em investigação realizada pelo MP, sem participação da polícia. O julgamento teve início em 2012, mas ficou suspenso por um pedido de vista e foi concluído nesta tarde.
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Por maioria, o plenário do STF reafirmou o poder de investigação dos procuradores, entendendo que a Constituição permite que a instituição realize investigações por meios próprios. Os ministros destacaram, no entanto, que em todos os casos devem ser respeitados os direitos e garantias fundamentais dos investigados e salientaram que a atuação do MP fica “sob permanente controle” da justiça.
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Em 2012, votaram três ministros hoje já aposentados: Ayres Britto, Cezar Peluso e Joaqium Barbosa. O julgamento foi duas vezes interrompido e retomado nesta quinta-feira. Foram favoráveis ao poder de investigação do MP os ministros Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Celso de Mello, Gilmar Mendes, Rosa Weber e Cármen Lúcia. A ministra Rosa Weber destacou nesta quinta-feira que a investigação pelo Ministério Público não coloca em risco o devido processo legal.
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Os ministros Cezar Peluso, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli entendiam que cabe à polícia investigar e que somente em casos excepcionais esse papel poderia ser desempenhado por promotores e procuradores. Marco Aurélio Mello foi contrário a qualquer investigação pelo MP.
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Presente no julgamento, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que a intenção não é “estabelecer uma cisão entre MP e polícia”. “O MP pode contribuir com a investigação naquilo que lhe é próprio e não se nega que policia possa contribuir e muito naquilo que lhe é próprio também. Não se trata de estabelecer um jogo de uma instituição contra outra”, afirmou Janot.
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O caso teve repercussão geral reconhecida e, portanto, a decisão se aplica a todos os demais processos semelhantes.

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FONTE: Hoje Em Dia.


17 heróis: policiais se negam a bater em professor, são presos e dão lição

Assim a PM trata os professores no Paraná - Foto Joka Madruga/Futura Press/Estadão Conteúdo

 

Quem disse que os porteiros de Auschwitz não tinham escolha?

Que os médicos de salas de tortura não poderiam se recusar a estar ali?

Que soldados não têm chance de recorrer a objeções de consciência para não massacrar os mais fracos?

Que taxista carece do direito de se negar a rodar com o taxímetro adulterado pelo dono da frota?

Que funcionário de empresa privada e funcionário de companhia pública devem fingir que não veem assaltos ao patrimônio público?

Que jornalistas não têm como se rebelar contra a manipulação inescrupulosa de informações?

Sim, é possível dizer não.

Eis a lição dos pelo menos 17 policiais militares do Paraná que ontem disseram não à ordem de atacar milhares de professores que protestavam contra a iminente retirada de direitos seus pela Assembleia Legislativa.

A Polícia Militar informou que esses policiais foram presos por se recusar a participar do “cerco” contra os mestres em greve.

“Cerco” é eufemismo. Não se tratava de cercar, bem sabiam os 17.

A PM avançou contra os professores empregando cão pitbull. Um dos cachorros mordeu um cinegrafista da Band.

Quais são os valores de uma corporação que lança pitbull contra professor e jornalista?

Atiraram com bala de borracha mirando a cabeça.

Bala de borracha pode matar, ferir gravemente, deixar sequelas.

Um chefe mandou bater com o cassetete por baixo, para evitar imagens.

Os professores só queriam assistir à sessão da Assembleia que tornaria ainda mais difícil a vida dos trabalhadores da educação.

Os PMs jogaram bombas de gás que afetaram até crianças em uma creche vizinha.

Saber que há creche ao lado e lançar gás configura selvageria imoral.

É mais digna a retirada do que maltratar criança.

Os 17 do Paraná disseram não a tudo isso.

Pobre do país que precisa de heróis é uma boa tirada, mas circunscrita a circunstâncias.

Miserável é a nação que ergue monumentos para heróis de fancaria.

Como disse noutra quadra um grande cronista, o povo urina nos heróis de pedestal.

Os 17 PMs honraram a promessa de proteger os cidadãos.

E periga serem os mais atingidos pela truculência do governo Beto Richa.

A quarta-feira sangrenta deixou centenas de professores feridos em Curitiba.

Mas também legou a lição de 17 policiais que são heróis brasileiros.

P.S.: o post acima foi baseado em reportagem do “Estadão Conteúdo”. Tal reportagem foi reproduzida ou noticiada pelo UOL, “Veja”, “Gazeta do Povo” e outros portais e publicações. De acordo com o “Estadão Conteúdo”, a origem do relato sobre a prisão de policiais que se recusaram a participar do “cerco” aos professores foi a própria Polícia Militar do Paraná. Nesta quarta-feira, uma porta-voz da PM afirmou que não procede a informação sobre prisão de policiais. E que nenhum deles teria se negado a participar da operação contra os manifestantes. Quando houver mais informações sobre as versões da PM e o que realmente ocorreu, o blog voltará ao assunto (quarta-feira, 30/04/2015, às 16h04).

FONTE: Blog do Mário Magalhães – UOL.


PT diz que Vaccari solicitou seu afastamento da tesouraria do partido

Em nota, presidente do partido confirma a decisão, mas mantém discurso de confiança na inocência de Vaccari

O MPF e a PF observaram também uma depósitos não identificados e fracionados em contas de parentes do tesoureiro, como sua filha e sua mulher, Giselda. A mulher do tesoureiro recebeu R$ 322 mil de 2008 a 2014. A filha de Vaccari, Nayara Lima Vaccari, aumentou seu patrimônio de R$ 240 mil para R$ 1 milhão entre 2008 e 2013, mesmo tendo como única fonte de renda um “pequeno valor” de bolsa de estudos de medicina.

 GERALDO BUBNIAK/AGB/ESTADAO CONTEUDO

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O presidente do PT, Rui Falcão, informou nesta quarta-feira, em nota, que o tesoureiro João Vaccari Neto, preso na manhã desta quarta-feira pela Polícia Federal, “solicitou seu afastamento” do cargo “por questões de ordem práticas e legais”. Apesar do afastamento, a nota assinada por Rui mantém o discurso de “confiança na inocência de João Vaccari Neto”, apontado por investigações da PF como operador de propina do PT no esquema de desvio de dinheiro da Petrobras.

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“Reafirmamos nossa confiança na inocência de João Vaccari Neto, não só pela sua conduta à frente da Secretaria Nacional de Finanças e Planejamento, mas também porque, sob a égide do Estado Democrático de Direito, prevalece o princípio fundamental de que todos são inocentes até prova em contrário”, afirma Rui.
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O presidente do partido classifica ainda como “injustificada” e “desnecessária” a prisão de Vaccari e informa que os advogados do tesoureiro estão apresentando um pedido de habeas corpus.
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A decisão foi divulgada poucas horas depois de terminado o encontro que selou o destino do tesoureiro, entre Falcão e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Após o acerto com Lula, a nota foi redigida em uma reunião entre Rui Falcão, o secretário de Comunicação José Américo Dias e o secretário-geral do partido, Romênio Pereira.
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Tesoureiro do PT na cadeia
Vaccari Neto operava esquema de corrupção na Petrobras e usava gráfica para receber propina, diz a Polícia Federal. Em reunião de emergência, cúpula do partido decide afastá-lo do cargo

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Preso em São Paulo no início da manhã, Vaccari foi levado à tarde para Curitiba (PR), onde passou por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal<br />
 (Antônio More/Gazeta do Povo)

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O tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT), João Vaccari Neto, foi preso na manhã de ontem, em São Paulo, pela Polícia Federal, e deve prestar depoimento hoje na 12ª etapa da Operação Lava-Jato – que apura um esquema de corrupção na Petrobras. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), em seu pedido de prisão preventiva, as doações feitas ao PT durante as eleições do ano passado, possivelmente, estão contaminadas pelo esquema criminoso. A força-tarefa da Lava-Jato mostra que “ao menos parte das doações de 2014 das empresas investigadas na operação seriam, na realidade, pagamento de vantagem indevida”.
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Além de Vaccari, outro alvo da nova fase da investigação é Marice Correia de Lima, cunhada do tesoureiro, que teria emprestado sua conta bancária para movimentação de propina pagas em razão de contratos com a estatal. A PF fez busca e apreensão na casa dela, onde foram encontrados documentos, entre eles correspondências que indicam que ela está em viagem há duas semanas. Em razão disso, Marice já é considerada foragida. A mulher do tesoureiro, Giselda Rousie de Lima, foi alvo de mandado de condução coercitiva e levada para  prestar depoimento.
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A prisão de Vaccari – que falou à CPI da Petrobras, na semana passada, irritando os parlamentares com respostas evasivas –, foi decretada pelo juiz Sérgio Moro, que preside as investigações. Ele já é réu no processo da Lava-Jato, mas, de acordo com Moro, a prisão foi necessária em razão da permanência dele no cargo de tesoureiro do PT. Em seu depoimento aos deputados, Vaccari reafirmou que não deixaria o cargo por ser inocente, apesar de integrantes do partido defenderem a necessidade de seu afastamento. O que acabou ocorrendo 11 horas depois da sua prisão, com o anúncio da decisão da cúpula do partido, que convocou reunião de emergência logo após ser surpreendida com a detenção do tesoureiro.
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“Em tal posição de poder e de influência política, (Vaccari) poderá persistir na prática de crime ou mesmo perturbar as investigações e a instrução da ação penal”, justificou Moro em sua decisão. De acordo com o juiz, Vaccari vinha atuando como “operador” do esquema, assim como o doleiro Alberto Youssef .Uma das motivações da prisão é a empresa Gráfica e Editora Atitude, que prestou serviços para a Presidência e pertencente aos sindicatos dos Bancários e dos Metalúrgicos de São Paulo, ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT). De acordo com a investigação, a entidade recebeu R$ 1,5 milhão da empresa Setal, de instalações marítimas, para transformar propina em doação oficial de campanha. O problema é que a Atitude não prestou serviço algum. Por isso, o Ministério Público suspeita de lavagem de dinheiro.
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O MPF e a PF observaram também uma depósitos não identificados e fracionados em contas de parentes do tesoureiro, como sua filha e sua mulher, Giselda. A mulher do tesoureiro recebeu R$ 322 mil de 2008 a 2014. A filha de Vaccari, Nayara Lima Vaccari, aumentou seu patrimônio de R$ 240 mil para R$ 1 milhão entre 2008 e 2013, mesmo tendo como única fonte de renda um “pequeno valor” de bolsa de estudos de medicina.
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DELAÇÃO De acordo com o MPF, são as delações premiadas de Eduardo Leite, vice-presidente da Camargo Corrêa, e de Augusto Mendonça, executivo da Setal, que sustentam a suspeita de uso de propina na eleição de 2014. “Leite afirmou que Vaccari solicitou propina para o PT por meio de doações oficiais da Camargo Corrêa. Atente-se que a empreiteira de fato doou na campanha de 2014 cerca de R$ 35 milhões ao PT, não podendo ser descartada a hipótese que tal doação se referia ao pagamento de propina”, afirmam os procuradores.
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Moro deu seu aval aos procuradores e afirmou: “O mundo do crime não pode contaminar o sistema político-partidário”. E foi mais longe: “Quem responde por tão graves crimes, que incluem a utilização da posição de tesoureiro do partido político para angariar recursos criminosos e corromper o sistema político, oferece um risco à ordem pública”.
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Preso por volta das 6h em sua casa, em São Paulo, Vaccari deixou a sede da PF na capital paulista no início da tarde e foi levado para Curitiba (PR), onde tramita o processo da Lava-Jato. O tesoureiro aparentava tranquilidade, mas optou pelo silêncio. À PF, disse apenas que acredita que sua cunhada Marice está viajando para o Panamá ou Costa Rica.
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FONTE: Estado de Minas.


Golpes milionários no caminho do dpvat
PF prende 30 pessoas em Minas e 10 em outros estados, entre policiais e médicos, por fraudes de R$ 28 milhões. Até briga de bar e violência contra mulher viraram ocorrências de trânsito

Além de reais, a Polícia federal apreendeu dólares e euros, mas ainda não revelou o total (POLÍCIA FEDERAL/DIVULGAÇÃO)

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Uma operação da Polícia Federal (PF) para combater fraudes milionárias no DPVAT (Seguro Obrigatório) prendeu ontem 30 pessoas em Minas e 10 no Rio de Janeiro e na Bahia, incluindo policiais civis e militares, médicos, empresários, advogados e agenciadores de seguro. O prejuízo causado pelo esquema pode passar de R$ 28 milhões. O DPVAT garante indenização a vítimas de acidente. Em caso de morte ou invalidez, os familiares ou a vítima recebem atualmente R$ 13,5 mil. A pessoa ferida recebe R$ 2,7 mil para reembolso de despesas hospitalares. O benefício é administrado pela Seguradora Líder dos Consórcios, que também foi alvo da operação. Segundo as investigações, a quadrilha era dividida em cinco núcleos e aproveitava a fragilidade do sistema para aplicar os golpes, que transformavam até boletins de ocorrência da Lei Maria da Penha e de brigas de bar eram ocorrências de trânsito com vítima.
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Em Montes Claros, no Norte de Minas, um dos municípios onde a organização criminosa agia, uma das primeiras denúncias foi feita pelo juiz Danilo Campos, da 5ª Vara Cível da cidade. Ele já havia enviado representação ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal, solicitando a apuração do esquema ao perceber aumento significativo de ações na Justiça para recebimento do seguro. Somente no município, foram 10 mil ações envolvendo a Seguradora Líder e associadas.
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Ainda segundo o magistrado, havia indícios de simulação de lesão com danos a vítimas. Com isso, os criminosos recebiam o valor do seguro por meio de pedidos protocolados por advogados na cidade. Conforme a denúncia do juiz, a maioria das ações tinha um laudo com assinatura do mesmo médico. Além disso, agentes de seguradoras e advogados captavam vítimas de acidentes em hospitais. “Não tenho dúvidas de que as investigações se estenderão para outros estados”, afirmou o delegado Marcelo Eduardo Freitas, um dos responsáveis pela operação denominada “Tempo de despertar”.
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Desde o início da manhã de ontem, policiais federais começaram a cumprir os 229 mandados (41 de prisão, sete de condução coercitiva, 61 de busca e apreensão, 12 de afastamento de cargo público, 51 de sequestro de bens e 57 de afastamento de sigilo bancário). Em Minas Gerais, foram 30 prisões, a maioria no Norte do estado. Entre os presos estão 11 policiais civis (incluindo um delegado), um policial militar, três médicos, oito advogados, dois fisioterapeutas e 15 empresários. “Os policiais fazem parte de apenas um núcleo da operação. O papel era passar as informações para os membros do núcleo empresarial das fraudes, além de falsificar boletins de ocorrência de modo a permitir que as fraudes pudessem ocorrer na região”, afirmou Freitas.
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O advogado Erick Rodrigues, que representa o delegado Bruno Farias, preso na operação, contestou a prisão. “A medida foi abusiva e arbitrária. Não tem elementos que justificam a prisão temporária, por isso vou pedir a revogação”, disse. Além de Montes Claros, as prisões em Minas ocorreram em Salinas, Janaúba, Porteirinha, Curvelo, Ipatinga e Juiz de Fora. A PF apreendeu moedas internacionais, como dólares e euros, além de reais. O montante ainda não foi contabilizado. Os presos responderão por estelionato, falsidade ideológica formação de quadrilha e uso de documento falso. Eles foram levados para o presídio de Montes Claros e outras carceragens do estado.
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FONTE: Estado de Minas.


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