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Governo Dilma é ruim ou péssimo para 69% dos brasileiros, diz Ibope

Pesquisa, encomendada pela CNI, aponta que popularidade da presidenta é baixa até entre seus próprios eleitores

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Quase metade dos entrevistados que declararam voto em Dilma avaliam gestão como ruim ou péssima

Pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira 30 aponta que 69% dos entrevistados consideram o governo da presidente Dilma Rousseff ruim ou péssimo. Outros 10% avaliam a gestão como ótima ou boa e 19% a consideram regular – 1% não soube responder.

A pesquisa foi encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e mostra números parecidos com os do levantamento anterior, encomendado em dezembro. Na ocasião, 70% consideravam o governo ruim ou péssimo, 9% o julgavam ótimo ou bom e 20% o avaliavam como regular – oscilações dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais.

O Ibope apontou, ainda, que 82% desaprovam a maneira como Dilma governa e 80% não confiam na presidenta. Outros 14% aprovam a gestão, e 3% não souberam ou não responderam.

A popularidade de Dilma é baixa até mesmo entre seus eleitores. De acordo com o Ibope, quase metade (45%) dos entrevistados que declararam ter votado na petista no segundo turno das eleições de 2014 avaliam que o governo está sendo ruim ou péssimo.

O Ibope ouviu 2.002 pessoas de 142 municípios, entre os dias 17 e 20 de março – logo após a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o cargo de ministro-chefe da Casa Civil e a divulgação de grampos envolvendo Lula e Dilma, o que gerou uma onda de protestos pelo País. O grau de confiança da pesquisa é de 95%.

FONTE: Carta Capital.


Por motivos diferentes, governo e PMDB reprovam declarações de Temer
Vice-presidente declarou que, com baixíssima popularidade, seria difícil para a presidente Dilma Rousseff concluir o seu mandato

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O governo e alguns setores do PMDB, inclusive aliados, reprovaram nesta sexta-feira (4) o tom usado pelo vice-presidente Michel Temer ao declarar que, com a baixíssima popularidade, seria difícil para a presidente Dilma Rousseff concluir o seu mandato.

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Temer se reuniu com empresários de São Paulo nesta quinta (3) e afirmou que Dilma não “é de renunciar”, mas asseverou que “é preciso melhorar o que está aí”.

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Apesar da consciência do paulatino afastamento do vice nas últimas semanas, integrantes do Palácio do Planalto disseram que não esperavam uma linha pública de tão claro distanciamento usando frases como “ninguém vai resistir três anos e meio com esse índice baixo. (…) Se continuar assim, eu vou dizer a você, 7%, 8% de popularidade, de fato, fica difícil”.
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Ou, ainda, “se a chapa [Dilma-Temer] for cassada [pelo Tribunal Superior Eleitoral] eu vou para casa feliz. Ela vai para casa…Não sei se feliz”.

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Até mesmo congressistas do partido que atuam em sintonia com o vice afirmaram, em caráter reservado, que Temer “caiu numa armadilha” ao participar de um evento organizado por movimento que defende o impeachment da petista, o “Acorda, Brasil”. Para eles, as declarações ganharam sentido mais forte no ambiente em que foram ditas.

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É quase unânime no PMDB o desejo de rompimento com o Palácio do Planalto, mas os principais dirigentes da legenda defendem que o desembarque seja calculado.

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Veja bem

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Amigos do vice procuraram nesta sexta explicar suas frases, reconhecendo que ele foi “infeliz”, mas “não conspirador”, como veem petistas.

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Interlocutores ponderaram que, entre uma declaração e outra, Temer afirmou que trabalhará para que a atual gestão chegue até 2018. Reconhecem que as falas retratam um Michel Temer distante de Dilma, magoado com o governo, mas não um traidor.

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Ele próprio rebateu essa ideia no evento com integrantes do “Acorda, Brasil”.

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Depois de fugir ao tradicional temperamento discreto e sereno, exasperou-se quando um empresário da plateia o questionou como ele gostaria de passar para a história, como estadista ou oportunista.

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“Não há um fato na minha trajetória que o senhor possa apontar. Se conspirasse, completou ele, “aí sim eu estaria manchando minha história.”

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FONTE: O Tempo.


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A criação do Partido dos Trabalhadores (PT), que fez há dias 35 anos de vida, não foi uma tragédia que se abateu sobre o país. No início, suas ideias e sua pregação em favor da ética na política sensibilizaram alguns milhões de brasileiros bem-intencionados. Com sua chegada ao poder, porém, e obcecadas por um projeto autoritário (a cor pouco importa), suas principais lideranças o conspurcaram.

A decepção que manifesto em relação ao PT não é a de um brasileiro (como eu) sem nenhuma importância para o partido. Apenas repito o que já disseram muitos dos seus ex-filiados, imbuídos de belos sonhos e sinceros compromissos, mas que se desligaram dele faz tempo. O partido deixou a ética de lado para se fundir ao que há de pior na política brasileira. E, em relação a seus governos (dois do ex-presidente Lula e um de Dilma), a decepção só não é maior do que o medo causado pelo governo que se iniciou há pouco mais de um mês.

Na realidade, na (soberba) exigência do tratamento de “presidenta”, no início do seu primeiro mandato (uma bobagem, que depressa se transformou em chacota nas redes sociais), Dilma revelou sua personalidade autoritária. Que, aliás, já havia se revelado nas duas vezes em que foi ministra de Estado e, também, na Petrobras, ocasião em que atuou (ou deveria ter atuado), ainda como ministra de Minas e Energia, na condição de presidente do seu Conselho de Administração.

Não houve, naquele instante, um companheiro sequer para lhe dizer ao pé do ouvido que esse tratamento era forçado, inócuo, antipático e reforçava ainda mais o seu ímpeto voluntarista. Ao contrário, os puxa-sacos que a rodeiam não só a aplaudiram como insistiram em manter o tratamento castiço (para eles) do ponto de vista linguístico, pertinente e politicamente “personalizado”. Viu-se aí que Dilma demarcou com clareza seu território. A exigência, antes feita a seus auxiliares mais próximos, estendeu-se imediatamente aos demais, dos mais humildes aos mais graduados. Voluntariosa, governou de maneira autoritária e solitária e, por isso, colhe agora os frutos que semeou.

Depois de uma campanha raivosa, cheia de evasivas e mentiras, a presidente simplesmente se recolheu e desapareceu do mapa, sem dar satisfação, como se não tivesse a ver com o país que preside (preside?) pela segunda vez. O resultado não poderia ser outro: no dia seguinte à celebração dos 35 anos do PT, três meses após sua reeleição, sua popularidade simplesmente despencou, levando-a a córner, quase indefesa, segundo revela recente pesquisa do Datafolha.
O instituto registra, também, que 60% dos brasileiros consideram que ela mentiu na campanha e quase 70% a consideram desonesta. O imbróglio que envolve a presidente se agrava a cada dia. O termo “impeachment” – instrumento legítimo de autodefesa do regime democrático, mas que pode servir aos golpistas de ambos os lados – é feio, e mais feio é seu sentido, como disse Carlos Heitor Cony. Mas quem o acordou foi a presidente, que desdisse o que disse a candidata.

O economista André Lara Resende, no artigo “O choque de realidade”, no “Estadão” de 7.2.2015, propõe “uma coalizão suprapartidária para reconciliar o país, reconstruir o Estado e resgatar a capacidade de formular políticas para enfrentar a crise”. Isso impediria que “caminhemos no sentido da sua radicalização e da sua divisão”.

A outra opção é brincar com fogo, leitor…

 

FONTE: O Tempo.

 



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