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Restaurante no Caiçara serve fartíssimas refeições acompanhadas de bifes gigantescos por R$17 per capita

 

Comer como um verdadeiro rei, sem se importar com as mazelas do mundo, pelo menos por um momento, e, no final, pagar pouco por isso. Em Belo Horizonte esta realidade ainda é possível, graças a lugares como o Bifão no Prato, localizado no bairro Caiçara, na Região Noroeste de Belo Horizonte.

O restaurante é simplérrimo, do jeito que eu gosto, com forro de plástico na mesa e tudo. Mas o queimporta mesmo é a comida, não é mesmo?

Por R$17 (preço por pessoa) é possível almoçar muito bem, no sistema de refeição executiva, em que as porções chegam separadas em panelas e cumbucas. E quanto mais gente à mesa, maiores elas são.

Arroz, feijão, couve levemente refogada, salada, fritas caseiras e uma carne à escolha. Dependendo do dia, ainda oferecem macarrão, salpicão, tutu (às terças), feijão preto com pertences de feijoada (às sextas) e outras gostosuras.

As opções de carne são variadas. A costelinha tem boa saída, assim como os bifes, que são gigantescos e, por isso, fazem jus ao nome da casa.

 

Carro-chefe do restaurante, o bife de boi à milanesa é fininho e perfeitamente empanado.

 

Sabe aquela mania de mãe, que sempre pergunta ao filho se ele está satisfeito ou se quer mais um feijãozinho ou uma batatinha? No Bifão no Prato é assim, pois as garçonetes são muito solícitas e os acompanhamentos da carne podem ser servidos à vontade.

 

Para acompanhar essa epopeia hedonista, vai bem uma Coca-Cola envasada em garrafa de vidro de um litro, a R$6.

O Bifão no Prato funciona de segunda a sábado, das 11h às 15h:30, aceita como pagamento dinheiro e cartão de débito e fica na Rua Antônio José de Carvalho, 95, ao lado do conhecido Restaurante da Léia e do Bifão do Dico. Os três pertencem a pessoas da mesma família e atendem no mesmo sistema de refeição executiva.

A comida farta, caseira e com ótimo tempero me fez adorar este lugar.

 

 

 

 

 

 

 

BIFÃO NO PRATO

Rua Antônio José de Carvalho, 95 – Caiçara.

Belo Horizonte (MG).

Telefone: (31) 3143-0705.

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FONTE: Estado de Minas.


Bar do Bolão fica no casarão SANTA TEREZA Sócio de restaurante revela que casal de médicos que comprou edifício quer renovar aluguel

Permanência de restaurante no endereço mantém tradição de quase meio século (Marcos Vieira/EM/D.A Press 16/9/13)
Permanência de restaurante no endereço mantém tradição de quase meio século

Depois de uma semana de apreensão com a venda do casarão tombado que abriga o estabelecimento, os donos do Bar do Bolão, na Praça Duque de Caxias, no Bairro Santa Tereza, Região Leste de BH, foram tranquilizados com a notícia de que o restaurante vai continuar no prédio. Segundo um dos sócios do bar, Sílvio Eustáquio Rocha, o casal de médicos que adquiriu o edifício informou que não pretende tirar os inquilinos do local.

Ele explicou que um oftalmologista, que preferiu não se identificar, entrou em contato com ele para marcar um encontro em 10 dias, quando todos os documentos da venda já devem estar prontos. Sílvio disse que os compradores acertam detalhes do pagamento com os 15 herdeiros do casarão. Ele informou ainda que a família de compradores do prédio esteve no bar no domingo para comemorar o desfecho do negócio, que se arrastava desde   junho de 2011.

Irmão de José Maria Rocha, o Bolão, Sílvio Rocha afirmou que a conversa acalmou sua família. Desde que duas propostas para aquisição do prédio por R$ 2,5 milhões foram anunciadas no mês passado, eles estavam com medo de ter de abandonar o edifício que alugam há quase meio século. “Ele informou que nós e os nossos 70 funcionários podemos ficar calmos, que não vai tirar a gente daqui. Quer ser nossa parceira”, conta.

RESTAURAÇÃO Segundo Sílvio Rocha, o médico contou que pretende usar apenas um pequeno espaço do prédio, mas não revelou para qual finalidade. Também se mostrou interessado em reformar a fachada do imóvel, tombado há dois anos. O casal não falou quais são os projetos.

Após tantas especulações sobre o futuro do Bar do Bolão, a tendência é de que ele permaneça no endereço por mais algumas décadas. Reduto boêmio mais tradicional da capital mineira, o estabelecimento leva o nome de José Maria Rocha. Bolão foi trabalhar no local com o pai, José Rocha Andrade, um ano depois da inauguração na praça. Logo ganhou o apelido do filho do dono, que criou o prato Rochedão, muito conhecido.

FONTE: Estado de Minas.


Nova fórmula para levar à mesa

Pirâmide alimentar é redesenhada com o objetivo de melhorar a qualidade da dieta dos brasileiros. Nutrólogo mineiro, Enio Cardillo Vieira questiona valor dado ao feijão, que deveria estar na base

Nutrólogo Enio Cardillo alerta para consumo excessivo de batata e carne  (Beto Novaes/EM/D.A Press )
Nutrólogo Enio Cardillo alerta para consumo excessivo de batata e carne

Arroz, feijão, carne e salada. O prato presente na mesa de milhões de brasileiros é alardeado por especialistas há anos como uma combinação das mais saudáveis à mesa. Mas esse cardápio tem mudado, e para pior. A população está obesa, ainda que não seja responsabilidade só do que se consome (incluem-se aí o sedentarismo, o estilo de vida, o hábito alimentar e a atividade física), e o fast food assume importância indesejável.

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No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicou, em 2010,  dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF 2008/2009) indicando que o peso dos brasileiros aumentou nos últimos anos, devido à alimentação inadequada.
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O excesso de peso em homens adultos saltou de 18,5% para 50,1% – ou seja, metade dos homens já estava acima do peso – e ultrapassou o excesso em mulheres, que foi de 28,7% para 48%.  Para resgatar a importância da boa alimentação e na tentativa de aproximar a informação, a pirâmide alimentar adaptada à população brasileira publicada em 1999 foi redesenhada para o modelo atual com 2.000 quilocalorias (kcal), atendendo a recomendação energética média diária para o brasileiro estabelecida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
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Assim, no desenho atual, os alimentos estão distribuídos em oito grupos e em quatro níveis, de acordo com o nutriente que mais se destaca na sua composição. Para cada grupo são estabelecidos valores energéticos, fixados em função da dieta e das quantidades dos alimentos, permitindo estabelecer os equivalentes em energia (kcal). Outra orientação é o planejamento das refeições conforme os grupos de alimentos. A alimentação deve ser composta por quatro a seis refeições diárias, distribuídas em três principais (café da manhã, almoço, jantar), com 15% a 35% das recomendações diárias de energia, e em até três lanches intermediários (manhã, tarde e noite), com 5% a 15% das recomendações diárias de energia.

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A pirâmide alimentar foi redesenhada com o objetivo de melhorar a qualidade da dieta dos brasileiros, já que ela é o instrumento mais usado no país para nortear qualitativa e quantitativamente o padrão alimentar da população. A pesquisadora Sonia Tucunduva Philippi, do Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, elaborou e publicou o primeiro trabalho sobre essa pirâmide adaptada e colaborou com o Ministério da Saúde no desenvolvimento do Guia alimentar brasileiro com os cálculos do número de porções e valor energético médio de cada uma delas, para todos os grupos alimentares e para uma dieta de 2.000 kcal. O trabalho foi apresentado no V Congresso Brasileiro de Nutrição Integrada (CBNI). “A refeição é um momento de prazer e as boas escolhas alimentares devem ser levadas em conta. Não basta falar, é preciso orientar, auxiliar e levar a informação para a população.”

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REGIONAL VALORIZADO

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Sonia Philippi explica que nessa mudança a preocupação foi destacar os alimentos integrais e regionais. A proposta é que sejam mais  aproveitados. “Como o hábito regional não muda rapidamente, o esforço é resgatar o bom hábito alimentar. É preciso valorizá-lo a todo momento e, por isso, é interessante torná-lo mais próximo. Então, valoriza-se, por exemplo, as frutas do Nordeste, ou o maior consumo de leite, iogurte e queijo nas regiões que têm problema de cálcio entre seus habitantes. Ou sugere-se o consumo dos doces de Minas em menor quantidade”, explica.

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Na nova pirâmide podem-se valorizar alimentos como iogurte, leite e queijo, ricos na culinária mineira e fonte de cálcio. Segundo o Ministério da Saúde, o brasileiro deve ingerir diariamente três porções de lácteos ao dia para obter a recomendação diária desse nutriente. Dados da Secretaria de Estado de Saúde de Minas mostram que, na faixa de 10 a 19 anos, 13,8% dos mineiros tinham o índice de massa corporal (IMC) acima do recomendado. Em 2012, eram 15,1%. No Brasil, de acordo com o último Vigitel – pesquisa do Ministério da Saúde feita por inquérito telefônico –, 21,7% dos meninos e 19% das meninas estavam acima do peso em 2008/2009.

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“Quanto mais capim comemos, melhor”

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Com experiência de sobra, o nutrólogo mineiro Enio Cardillo Vieira usa com seus pacientes a pirâmide alimentar do laboratório americano Mayo, um dos mais respeitados do mundo. Em relação à brasileira redesenhada, ele destaca a inversão do carboidrato (arroz, pão, massa, batata, mandioca) com as frutas e hortaliças (legumes e verduras). “Quanto mais capim comemos, melhor. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda cinco porções de uma combinação de frutas e hortaliças. E é importante saber que uma porção é um punho cerrado ou uma mão cheia. Uma laranja, uma maçã, uma mão cheia de couve. O que não se deve é abusar do produto animal. Mas a pirâmide brasileira está correta, não tem grande novidade, a não ser nos detalhes”, diz.

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Com o carboidrato na base da pirâmide brasileira, Cardillo lembra que é preciso ter cuidado com o consumo da batata. “Ela tem o índice glicêmico elevado porque a absorção da glicose é mais rápida que qualquer outro alimento. É contraindicada para quem tem diabetes. Walter Willett, da Universidade de Harvard, desenvolveu um estudo provando que grande parte da obesidade na população é pelo consumo em excesso da batata”, aponta.

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O médico gosta da ideia de regionalização, mas faz uma ressalva: “É importante e lúcido incentivar o consumo de cupuaçu e graviola no Amazonas ou do feijão-de-corda no Nordeste. Mas não se pode perder o óbvio de vista, que o espírito da pirâmide é atender o ser humano, que é um só”.

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Em acordo está o perigo da gordura, que precisa ser consumida cada vez menos. Ela é o maior vilão da alimentação. “Os alimentos que mais contribuem com as calorias são carboidratos, carnes e laticínios, além dos doces e do óleo. A gordura é a mais calórica, tem 9 calorias por grama. Deve ser evitada. É epidemiológica por acarretar alto índice de obesidade”, alerta Cardillo.

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SUBSIDIAR

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Apesar de achar a pirâmide alimentar brasileira sensata, o nutrólogo discorda de um ponto importante. “O feijão no terceiro andar tinha de estar na base. Cereais como arroz, centeio e trigo têm deficiência de aminoácido essencial ao organismo e que precisa ser obtido da dieta. As leguminosas, como feijão, ervilha, lentilha, são ricas em lisina. Portanto, arroz com feijão é a complementação perfeita, um ajuda o outro”.

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Ele reforça que essa combinação, consagrada no Brasil, tem sua versão espalhada pelo mundo. “No México e na América Central é o milho com feijão. Na África, lentilha mais o sorgo. Em determinados países árabes, o trigo mais o grão de bico. No extremo Oriente, o arroz se junta à soja. Essa mistura é das mais saudáveis. Inclusive, o professor Dutra Oliveira, um pesquisador em nutrição, médico e professor aposentado da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, autoridade máxima em nutrição no Brasil, propôs ao governo brasileiro subsidiar o arroz e o feijão. Os produtos ficariam mais baratos e o povo mais nutrido. Mas ninguém se interessou”, lamenta Cardillo.

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FONTES: Estado de Minas e Dieta e Saúde.


Fornecedor escolhido pela Fifa terá exclusividade na venda na parte externa do estádio

Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press
Tropeiro é o prato mais tradicional dos estádios mineiros
O tropeiro, tradicional prato servido no Mineirão, não poderá ser desfrutado no interior do estádio durante os jogos da Copa das Confederações. A Fifa vetou a sua comercialização nos bares para evitar concorrência com os produtos dos patrocinadores oficiais e também por exigir o uso de gás na produção da iguaria, a preferida dos torcedores mineiros.A reportagem apurou que, durante o evento, o tropeiro só será vendido na esplanada, parte externa do Mineirão. Ainda não há confirmação do preço e do número de estabelecimentos que comercializarão os pratos. O fornecedor foi contratado pela Fifa.

Na semana passada, a Fifa divulgou os preços de alguns produtos a serem vendidos dentro do Mineirão. O cachorro quente custará R$ 8 e as porções de batata e amendoim sairão a R$ 7 cada uma. Por esse mesmo preço, o torcedor comprará um chocolate. Os chopes da Budweiser e da Brahma, ambos de 450ml, serão vendidos a R$ 12 e R$ 9. A Brahma sem álcool custará R$ 6.

Acarajé

Na Bahia, o acarajé também será vendido na área externa da Arena Fonte Nova, em Salvador. Seis baianas e seus auxiliares, num total de 32 pessoas, vão atuar durante a Copa das Confederações em uma área comercial montada na parte Leste da Arena, onde os patrocinadores do torneio também venderão produtos oficiais licenciados pela Fifa.

As baianas utilizarão fogão elétrico para evitar acidentes com os torcedores. A estimativa do custo do investimento para a construção das estruturas onde as vendedoras serão acomodadas é de R$ 20 mil e será arcado pelos próprios patrocinadores do evento.

Além de acarajé, serão oferecidos ao público abará, bolinho de estudante, cocadas e passarinha. A unidade do acarajé e do abará vai custar R$ 8,00 (com camarão) e R$ 6,00 (sem camarão). Das seis profissionais escolhidas pela Fifa para trabalhar na Copa das Confederações, três já atuavam na antiga Fonte Nova.

FONTE: Estado de Minas.

Prato tradicional da cozinha parisiense, a sopa de cebolas gratinada chega à atualidade com a mesma popularidade de tempos atrás

Sopa de cebola-2
O friozinho começa a dar o ar da sua graça e com ele a temporada mais gostosa da cozinha. Tempo de vidraças embaçadas pelo calor das panelas. Tempo de andar de meias pela casa, de ver TV com mantinhas nos pés e terminar o dia com uma sopa quentinha que conforta o estômago e acalma as tensões do dia a dia. Particularmente, tenho o maior respeito por esse prato que resiste aos modismos e chega à atualidade com a mesma popularidade de outrora.
A tradicional sopa francesa de cebolas é capaz de surpreender tanto pela simplicidade quanto pela delicadeza da textura e dos sabores. O lendário cozinheiro francês Augusto Escoffier disse que a boa comida é a base da verdadeira felicidade.
Que me perdoem aqueles que torcem o nariz e separam pedaçinho por pedaçinho no canto do prato, mas cebola é fundamental. Se como base e tempero ela é indispensável, como ingrediente principal desse ícone da gastronomia francesa o resultado é melhor ainda.
Detectar a origem exata de preparos tão tradicionais quanto o da soupe l’oignon não é tarefa fácil, uma vez que a receita é preparada por toda a França. Boa parte dos estudiosos acredita que ela nasceu na região de Lyon, no Sudeste do país.
Mas a versão incrementada e gratinada da sopa certamente é parisiense. Na Cidade Luz, ela está em tudo quanto é cardápio, de bistrôs populares a requintados restaurantes. Entretanto, o endereço ideal para se provar a receita é certamente o Au Pied de Cochon, em Les Halles. Aberto 24 horas, mesmo aos domingos e feriados, o local é procurado, particularmente, durante toda a madrugada, no inverno frio parisisense, devido ao seu caldo gratinado fumegante capaz de curar desde ressaca até mau humor. A cebolas servidas ali ficam com um gosto meio adocicado e bem macias, enquanto o pão e o queijo vão se derretendo e se homogeneizando num casamento perfeito. Não há ressaca que resista.
É muito comum ouvir dizer que a popular sopa francesa teria sido inventada por um rei Luís, não se sabe se o 14 ou o 16, que na calada da noite percebeu que só tinha cebola, manteiga e queijo na cozinha. Fato totalmente improvável, pois os reis não se interessam em saber o que têm na despensa e nem sequer preparam sua própria comida.
A história pode ser simpática, mas não dá para imaginar um pomposo rei francês, com sua peruquinha branca encaracolada, picando cebolas num ataque de fome durante a madrugada.
O certo é que a cebola, que é nativa da Ásia Central, sempre foi um ingrediente barato e disponível para populações mais pobres. Para elas podemos direcionar, então, o crédito e o mérito da origem da tradicional receita.
Em tempos de reflexões e críticas apimentadas sobre os novos rumos da gastronomia mundial, tiro meu panelão do gancho, acendo o fogo e vou fazer o que mais gosto: cozinhar. Rendo-me a qualquer cozinha que me dê uma receita boa. Sou assim mesmo, deixo as causas e as bandeiras para aqueles que gostam do discurso. Eu gosto mesmo é das panelas.
Gosto de ver, pacientemente, a cebola dourar e caramelizar na manteiga, observar as reações dos ingredientes e ao final celebrar o paladar com o resultado. A receita que reproduzi nesta página é de autoria do americano Antony Bourdain, e está no cardápio de seu restaurante Les Halles em Nova York.
Surpreenda-se!
Para esta e outras receitas, CLIQUE AQUI!
FONTE: Estado de Minas (Degusta).

Organização diz que orienta donos a entregar o que prometeram
Concurso é tradicional em Belo Horizonte e já existe em 16 cidades
Galeria de fotos
Quando a dentista Juliana Campelo decidiu prestigiar o Comida di Buteco, reuniu as amigas, fez uma lista dos bares mais próximos ao trabalho e pesquisou o prato que pareceu mais apetitoso pelas fotos oficiais do concurso. “Olhamos no site e fomos ao que mais nos chamou a atenção, mas foi uma decepção. O prato era feio, ninguém gostou”, reclama. Assim como ela, outros “butequeiros” de Belo Horizonte percebem diferenças entre as fotos oficiais e os pratos realmente servidos nos bares.Inspirado no caso Big Mac – em que o McDonald’s elaborou um comercial para explicar a uma consumidora canadense o motivo de o sanduíche do restaurante não ser igual ao da propaganda – O TEMPO pediu a leitores que enviassem fotos dos pratos e suas impressões sobre os bares.A servidora pública Joice Vitor também se decepcionou. “As fotos são lindas e abrem o apetite. Quando o prato veio, achei parecido com o da foto, mas a quantidade era bem menor”, relata.

O professor de fotografia publicitária do Uni-BH, Rodney Costa explica que é normal haver diferenças entre as imagens oficiais e os pratos servidos nos bares, mas diz que essa diferença tem que ser sutil e não pode decepcionar o consumidor. “Não precisa ter toda aquela decoração da foto, mas não pode ser totalmente diferente, porque a intenção da foto é chamar o consumidor, não enganá-lo”, diz.

Ele compara a produção da foto à preparação de alguém que vai a uma festa. “A pessoa não vai ao natural, vai com uma roupa bonita, um cabelo mais produzido – mas vai ser a mesma pessoa”. Costa afirma ainda que é diferente preparar um único prato para a foto e vários ao mesmo tempo para serem servidos aos clientes.

Tiro no pé. A organizadora do Comida di Buteco, Maria Eulália Araújo, diz que os donos dos bares são orientados a entregar exatamente o que prometem. “Se não entregar, é publicidade contra, um tiro no pé”, diz. Ela conta que os problemas que chegam ao conhecimento da organização são discutidos com os proprietários para que sejam resolvidos o mais rápido possível.

Eulália diz que, em alguns casos, as vasilhas usadas nos bares são diferentes das que estão nas fotos e, por isso, o consumidor pode ter a impressão de que o prato é menor ou está mais feio. “Já aconteceu em outras edições de algum prato ser menor do que o da foto, mas isso é muito sério, não acontece mais. Não pode acontecer”, diz. Ela completa que o problema mais comum é o prato ser menos decorado do que o da imagem de divulgação. “Às vezes, na correria, ele (o boteco) dá uma escorregadinha”, admite.

GROSSERIA
Retratação após relato no Facebook
Na semana passada, um caso de atendimento ruim tomou conta das redes sociais: um grupo de amigos foi a um bar no Santa Tereza e uma das clientes relatou no Facebook que, após pedir o prato do concurso, que ela classificou de “previsível e sem graça, elaborado apenas para cumprir tabela e encher o estabelecimento”, o grupo pediu um outro petisco, que também deixou a desejar.Decidiram, então, fechar a conta, mas foram abordados pelo proprietário do local de maneira grosseira. Depois de quase 10 mil compartilhamentos no Facebook, o dono do boteco pediu desculpas públicas, que foram compartilhadas, inclusive, pelo perfil oficial do evento. A realizadora do Comida di Buteco, Maria Eulália Araújo, diz que o episódio serviu como “uma lição” para todos que participam do concurso. (APP)
FONTE: O Tempo.


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