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Prato feito com mini cones com ragu de linguiça calabresa e molho de gorgonzola deu ao bar Patorroco o bicampeonato
koninguiça
Durante 30 dias, 45 botecos de Belo Horizonte mostraram ao público criativos pratos que levam a liguiça e a mandioca em sua essência. Hoje, todos os envolvidos se reuniram no largo da Saideira o para revelar o grande campeão do festival.O primeiro lugar foi para o Patorroco, que neste ano apresentou o Koningüiça. O prato consiste em mini cones com ragu de linguiça calabresa e molho de gorgonzola. Bicampeão consecutivo, em 2012, o boteco levou o título com o prato Sheik de Minas.

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Os pratos concorrentes neste ano puderam usar os dois ingredientes combinados (linguiça e a mandioca), ou apenas um deles, junto com outros quitutes. Os preços foram estabelecidos entre R$ 20,90 e R$ 22,90.

Encerramento

A festa de encerramento aconteceu no Largo da Saideira, na Av. Cristiano Machado (ao lado do Minas Shopping), e contou com os shows de Mart’nália, Aline Calixto e Skank. No local, todos os bares participantes venderam seus petiscos concorrentes ao título de 2013, ótima oportunidade para experimentar o máximo deles em um só dia.

Show com Mart'nália animou a saideira do Comida Di Buteco 2013 (Jair Amaral/EM/D.A PRESS)

Show com Mart’nália animou a saideira do Comida Di Buteco 2013

A organização do evento divulgou que para a próxima edição do Comida Di Buteco, os bares poderão concorrer livremente, sem nenhum ingrediente indicado.

Confira os cinco primeiros colocados:

1- Patorroco

2- Recanto da Macaca

3- Bar do Rei

4- Café Palhares

5- Bar da Lora

FONTE: Estado de Minas.

Votação do "Comida di Buteco" sob suspeita de fraude em BH
Denúncia aponta para irregularidade no acesso às cédulas de votação do evento

O festival gastronômico mais famoso de Minas, o Comida di Buteco, iniciou nesta segunda-feira (13) a apuração dos votos dos butequeiros que visitaram os 45 bares participantes deste ano. O domingo (12) foi o último dia para depositar as cédulas nas urnas dos estabelecimentos. A apuração é feita pelo instituto de pesquisa Vox Populi. No entanto, há quem questione a credibilidade da contagem e denuncie fraudes na votação.

Um internauta entrou em contato com a reportagem e revelou que no domingo, durante um almoço de comemoração pelo Dia das Mães, um parente levou cerca de 25 cédulas de um bar localizado no bairro Santa Tereza, região Leste de Belo Horizonte, e pediu que familiares preenchessem os itens valorizando o estabelecimento com pontuação máxima. “Eu não dei nota máxima em alguns pontos e fui questionado por esse parente. Daí, eu disse que não dei total nem para os que visitei”, afirmou o denunciante que preferiu não se identificar.

Em uma reunião realizada nesta segunda-feira (13), no Senac, para discutir a logística do “Saideira” – festa de encerramento do festival, que ocorre no próximo sábado (18), o assunto foi abordado com vários proprietários de estabelecimentos, sob a supervisão dos organizadores do Comida di Buteco.

Frederico Inácio Brescia, da Cantina da Ana, disse que acompanha a retirada da urna do bar e confia na credibilidade da apuração. Ele confessa, contudo, que é possível ocorrerem fraudes. “As cédulas ficam em uma bancada, pode acontecer de alguém pegar mais de uma, mas se vazar é pouca cédula”, afirmou. O peso do voto do corpo de jurados – formado por especialistas na área gastronômica – é de 50%, a outra metade é do público, Brescia afirma que alterações assim podem influenciar no campeão do evento. “Pode influenciar na tabela em torno do 20º e 30º classificado, mas não no campeão do festival”, disse.

No bar Estabelecimento, que há oito anos participa do Comida Di Buteco, Olívio Cardoso Filho, de 51 anos,  explica que algumas precauções são tomadas. “As cédulas geralmente ficam com o garçom e de tempo em tempo ele passa nas mesas com a urna para que o próprio cliente possa depositar o voto”, contou. Ele não descartou a possibilidade de fraudes, mas defendeu que, caso algo assim ocorra, seria uma ação de “má-fé”. “A pessoa entrar no bar e fazer isso já tem que ter a má-fé e se fizesse isso seria sim uma fraude”, afirmou.

Por telefone, um dos fundadores do evento admitiu à reportagem que irregularidades são passíveis de acontecer. “Qualquer pessoa pode pegar uma cédula”, disse Eduardo Maia. A analista de pesquisa Bárbara Crivellari, do Vox Populi, explicou que as coletas das cédulas são feitas cinco vezes durante o festival em Belo Horizonte. “Há três medidas de segurança, um lacre e dois adesivos. Um motoboy terceirizado e treinado faz a coleta e verifica esses itens. Nunca ocorreu dos três estarem violados” afirmou.

No Rio de Janeiro, segundo a analista do instituto de pesquisa, fraudes foram checadas por clientes ocultos – que auditam sem identificação todos os procedimentos do concurso. “Os participantes dos bares ficam cientes da ocorrência desses clientes ocultos, que são enviados para apurar boatos de denúncias de irregularidades. No Rio isso ocorreu há dois anos e os bares saíram do circuito”, contou.

Contactada, a organização do Comida di Buteco se manifestou à tarde por meio de nota. No texto, afirma que “ao longo dos 31 dias do evento em 2013 nenhuma fraude foi detectada em nenhum dos 45 botecos participantes do festival em Belo Horizonte”. Ainda segundo o Comida di Buteco: “quando a fraude é detectada pela própria organização do concurso, através dos mecanismos de avaliação, o boteco é desclassificado”.

Critérios e votação

O público e um corpo de jurados têm que visitar os botecos, degustar o petisco que participa do concurso e preencher todos os dados da ficha de votação. A média entre os quesitos avaliados garante o resultado da premiação. São avaliados de 1 a 10, a higiene, o atendimento, a temperatura da bebida e o petisco (que leva 70% do peso da nota). O vencedor da edição 2013 será conhecido no sábado (18), na festa Saideira, que ocorre na avenida Cristiano Machado, 3.450, bairro União, na região Nordeste, a partir das 12 horas.

O festival é realizado nas cidades mineiras de Belo Horizonte, Ipatinga, Juiz de Fora, Montes Claros, Poços de Caldas e Uberlândia. Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Goiânia (GO), Salvador (BA), Campinas (SP), Ribeirão Preto (SP) e Rio Preto (SP), Belém (PA), Fortaleza (CE), Ipatinga (MG), Juiz de Fora (MG), Manaus (AM) também têm suas edições do evento gastronômico. A 14ª edição do Comida di Buteco ocorreu entre os dias 12 de abril e 12 de maio.

Outras matérias sobre o assunto:

RELAÇÃO DOS BARES PARTICIPANTES

DECEPÇÕES

FONTE: Hoje Em dia.


Organização diz que orienta donos a entregar o que prometeram
Concurso é tradicional em Belo Horizonte e já existe em 16 cidades
Galeria de fotos
Quando a dentista Juliana Campelo decidiu prestigiar o Comida di Buteco, reuniu as amigas, fez uma lista dos bares mais próximos ao trabalho e pesquisou o prato que pareceu mais apetitoso pelas fotos oficiais do concurso. “Olhamos no site e fomos ao que mais nos chamou a atenção, mas foi uma decepção. O prato era feio, ninguém gostou”, reclama. Assim como ela, outros “butequeiros” de Belo Horizonte percebem diferenças entre as fotos oficiais e os pratos realmente servidos nos bares.Inspirado no caso Big Mac – em que o McDonald’s elaborou um comercial para explicar a uma consumidora canadense o motivo de o sanduíche do restaurante não ser igual ao da propaganda – O TEMPO pediu a leitores que enviassem fotos dos pratos e suas impressões sobre os bares.A servidora pública Joice Vitor também se decepcionou. “As fotos são lindas e abrem o apetite. Quando o prato veio, achei parecido com o da foto, mas a quantidade era bem menor”, relata.

O professor de fotografia publicitária do Uni-BH, Rodney Costa explica que é normal haver diferenças entre as imagens oficiais e os pratos servidos nos bares, mas diz que essa diferença tem que ser sutil e não pode decepcionar o consumidor. “Não precisa ter toda aquela decoração da foto, mas não pode ser totalmente diferente, porque a intenção da foto é chamar o consumidor, não enganá-lo”, diz.

Ele compara a produção da foto à preparação de alguém que vai a uma festa. “A pessoa não vai ao natural, vai com uma roupa bonita, um cabelo mais produzido – mas vai ser a mesma pessoa”. Costa afirma ainda que é diferente preparar um único prato para a foto e vários ao mesmo tempo para serem servidos aos clientes.

Tiro no pé. A organizadora do Comida di Buteco, Maria Eulália Araújo, diz que os donos dos bares são orientados a entregar exatamente o que prometem. “Se não entregar, é publicidade contra, um tiro no pé”, diz. Ela conta que os problemas que chegam ao conhecimento da organização são discutidos com os proprietários para que sejam resolvidos o mais rápido possível.

Eulália diz que, em alguns casos, as vasilhas usadas nos bares são diferentes das que estão nas fotos e, por isso, o consumidor pode ter a impressão de que o prato é menor ou está mais feio. “Já aconteceu em outras edições de algum prato ser menor do que o da foto, mas isso é muito sério, não acontece mais. Não pode acontecer”, diz. Ela completa que o problema mais comum é o prato ser menos decorado do que o da imagem de divulgação. “Às vezes, na correria, ele (o boteco) dá uma escorregadinha”, admite.

GROSSERIA
Retratação após relato no Facebook
Na semana passada, um caso de atendimento ruim tomou conta das redes sociais: um grupo de amigos foi a um bar no Santa Tereza e uma das clientes relatou no Facebook que, após pedir o prato do concurso, que ela classificou de “previsível e sem graça, elaborado apenas para cumprir tabela e encher o estabelecimento”, o grupo pediu um outro petisco, que também deixou a desejar.Decidiram, então, fechar a conta, mas foram abordados pelo proprietário do local de maneira grosseira. Depois de quase 10 mil compartilhamentos no Facebook, o dono do boteco pediu desculpas públicas, que foram compartilhadas, inclusive, pelo perfil oficial do evento. A realizadora do Comida di Buteco, Maria Eulália Araújo, diz que o episódio serviu como “uma lição” para todos que participam do concurso. (APP)
FONTE: O Tempo.


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