Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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ATUALIZAÇÃO: 17 Jan 2017 – termina a rebelião

Rebelião na penitenciária Dutra Ladeira termina sem mortes

Motim foi controlado na madrugada desta terça-feira (17); cerca de 1.200 detentos participaram do ato

Detentos fazem rebelião no presídio Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves

Ato foi divulgado pelos próprios presos, em vídeos

A rebelião que tomou conta de três pavilhões da penitenciária Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte, foi encerrada na madrugada desta terça-feira (17), sem registro de mortos ou feridos. Segundo o comandante do 40º Batalhão da Polícia Militar (PM), tenente-coronel Evandro Borges, a situação, que começou no fim da tarde dessa segunda-feira (16), foi controlada por volta de 1h30 da manhã.

O motim envolveu cerca de 1.200 detentos. Eles não conseguiram sair das celas, mas atearam fogo em colchões para protestar contra as mudanças na direção do presídio. A retomada dos três pavilhões que se rebelaram foi feita pelo Corpo de Bombeiros, que apagou o fogo, e pelos agente do Grupo de Intervenção Rápida (GIR) e do Comando de Operações Especiais (COPE). Segundo o tenente-coronel Borges, não foi necessária a atuação da PM, que deslocou cerca de 200 policiais para o local.

Para o comandante, o fato dos presos não conseguirem fugir evitou um cenário mais trágico. “Eles permaneceram detidos, sem tomar os prédios. Então botaram fogo nos colchões e jogaram nos pátios. Depredaram algumas celas, mas nada significativo”, detalhou. Ambulâncias do Serviço Médico de Atendimento de Urgência (Samu) foram chamadas, mas ficaram apenas de sobreaviso e estavam preparadas para atender eventuais intoxicações provocadas pela fumaça.

Do lado de fora do presídio, era possível ver nuvens de fumaça subindo e ouvir bombas de efeito moral enquanto os pavilhões eram retomados. Na portaria, familiares dos presos passaram momentos de angústia enquanto esperavam notícias sobre o andamento da operação.

Regalias

A troca de comando no presídio, apontada como estopim para a revolta, foi defendida pelo secretário adjunto de Estado de Administração Prisional, Robson Lucas da Silva. Segundo ele, a antiga gestão permitia “regalias” para os detentos.

“A partir de levantamentos do serviço interno da secretaria, onde constatamos irregularidades, foi necessária a substituição da direção como um todo. E com isso, os procedimentos de rotina voltaram a ser aplicados, como a entrada do Grupo de Intervenção Rápida (GIR) nos pavilhões quando necessário”, afirmou.

“Os que perderam algumas mordomias, se organizaram internamente e iniciaram esse motim”, afirmou. A tentativa de derrubar a nova direção, no entanto, saiu pela culatra, segundo o subsecretário. “Apoiamos incondicionalmente o novo diretor Rodrigo Machado, que é uma pessoa séria. Estamos satisfeitos com o fim das regalias ilegais que favoreciam os presos”, afirmou.

A expectativa agora é que os líderes da rebelião sejam transferidos para outros presídios nos próximos dias.

 

Presos colocam fogo em colchões na Penitenciária Dutra Ladeira

Em vídeo postado nas redes sociais, presos ameaçam ‘colocar fogo em tudo” e “matar muita gente”

Reprodução/Youtube

Detentos da Penitenciária Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, fazem um motim na noite desta segunda-feira. De acordo com informações da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), os presos colocaram fogo em colchões. Viaturas da Polícia Militar (PM) ajudam a conter a confusão.

O advogado Fábio Piló, presidente da Comissão de Assuntos Carcerários da OAB/MG, está no local para ajudar a conter o tumulto. “Está acontecendo um motim. Os presos chegaram a colocar fogo em colchões e a PM já está aqui. Ainda não tenho muitas informações sobre a confusão”, explicou. De acordo com a PM, cinco viaturas estão no local.

Os policiais foram chamados, inicialmente, para conter uma manifestação de familiares dos detentos. Os parentes informaram à PM que a direção do presídio tirou algumas regalias dos presos, o que estaria provocando revolta.

Segundo a OAB, integrantes da Comissão de Direitos Humanos estiveram no presídio na tarde desta segunda-feira, depois que mulheres e mães de preso denunciaram maus-tratos contra os detentos.

O em.com.br entrou em contato com a Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap) e ainda aguarda um posicionamento do órgão

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FONTE: Estado de Minas.


Presídio em regime de PPP em Minas divide opiniões de especialistas

Especialistas acreditam que, como atividade envolve o lucro, pode ser ‘perigoso’ o formato. Diretor de presídio destaca a segurança.


MG tem primeiro presídio construído e administrado por empresa. Veja o vídeo:

Minas Gerais abriga o primeiro presídio construído e administrado por uma empresa privada, em formato de Parceria Publico Privada (PPP). A fortaleza de R$ 330 milhões fica em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A empresa que construiu os três pavilhões tem o direito de administrar o complexo por 27 anos. Mas a participação do setor privado ainda divide especialistas no sistema carcerário.

O professor de direito constitucional da Universidade Federal de Minas (UFMG), José Luiz Quadros de Magalhães, é contra a adoção de PPPs para presídios. Para ele, o mais importante é diminuir a criminalidade e, em consequência, o encarceramento.

“Eu acho muito perigoso, porque você está mexendo com uma atividade privada, que envolve lucro. Ou seja, o objetivo de uma empresa privada é o lucro. Ela vive do lucro. Se não tiver lucro, ela fecha. E esse lucro depende do encarceramento. E encarceramento depende da criminalidade. Nós temos que esvaziar essas penitenciárias de outra maneira. Temos que ter políticas inteligentes de combate à criminalidade, de combate às drogas e outra forma de ressocializar essas pessoas porque presídio não ressocializa ninguém”, explicou Magalhães.

Em quatro anos de funcionamento, um único preso conseguiu fugir do complexo. A tecnologia no local é um diferencial. Tudo é automatizado. São quase 800 câmeras para acompanhar o que os detentos fazem 24 horas por dia.

O comando para os presos saírem da cela vem da central. A monitora, por rádio, comunica o agente, que chama o preso, que vem até uma grade e, de costas, é algemado. Só depois de algemado é que o preso fica frente a frente com o agente e é conduzido.

“É mais seguro, tanto para os funcionários da concessionária, como para os agentes”, defende o diretor presídio Gauberte Diniz Rocha.

São dois mil e dezesseis presos condenados nos regimes fechado e semi-aberto. Não são aceitos estupradores e nem integrantes de facções. Nas celas ficam, no máximo quatro detentos.

Cada preso custa, em média, R$ 3,5 mil por mês. Metade do valor é o custo real do preso. A outra metade é referente à construção do complexo. Quando a construção for paga, o valor passa a ser o lucro da concessionária.

Nos presídios administrados pelo Governo de Minas, cada detento custa, em média, R$ 2,7 mil por mês.

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FONTE: G1.


Governo de Roraima confirma morte de 33 detentos no maior presídio do estado


Detalhes do que teria ocorrido não foram divulgados 

Ao menos 33 mortes foram registradas madrugada desta sexta-feira 6, na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (Pamc), na zona sul de Boa Vista, capital de Roraima. A informação é da Secretaria de Justiça e Cidadania do Estado.

Em nota, a pasta diz que a o Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar está no local. O governo “esclarece que a situação está sob controle e que o Bope (Batalhão de Operações Especiais) da PMRR (Polícia Militar) está nas alas do referido presídio”.

Em outubro, na mesma penitenciária, uma rebelião provocada por briga entre o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) deixou pelo menos 10 presos mortos. Três das vítimas teriam sido decapitadas, e sete teriam tido os corpos queimados em uma grande fogueira no pátio da unidade.

Todos os mortos seriam integrantes da facção Comando Vermelho, que domina cerca de 10% do presídio. Os outros 90% são controlados pelo grupo rival Primeiro Comando da Capital.

Até junho passado, PCC e CV eram aliados na disputa pelo controle do tráfico na fronteira com o Paraguai.

Confira a nota do governo na íntegra:

A Secretaria de Justiça e Cidadania informa que nesta madrugada (dia 6) foram registradas 33 mortes na Pamc (Penitenciária Agrícola de Monte Cristo).

Esclarece que a situação está sob controle e que o Bope (Batalhão de Operações Especiais) da PMRR (Polícia Militar) está nas alas do referido presídio.

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FONTE: Itatiaia.


Presos fazem alambique e vendem litro de cachaça por R$ 400 em CPP

Cerca de 120 litros da bebida foram encontrados no presídio de Palmas.
Presos usavam frutas e pão para fazer bebida artesanal; veja o vídeo.

Um alambique artesanal foi encontrado na Casa de Prisão Provisória de Palmas (CPP) durante uma vistoria. Os presos usavam pães e frutas para fazer a cachaça, que era vendida por até R$ 400 a garrafa de dois litros. Foram encontrados seis baldes com cerca de 20 litros, cada um, da substância em produção.

A fabricação da cachaça artesanal foi descoberta depois que os policiais começaram a encontrar alguns presos com comportamento diferente, aparentando estarem bêbados. Alguns, inclusive, foram levados para fazer teste de embriaguez.

Nos baldes, os presos deixavam frutas e pães para fermentarem. Os detentos improvisaram uma fiação ligada na rede de energia elétrica para esquentar o produto. Depois, o líquido era colocado em garrafas pet. O material foi apreendido durante uma vistoria nesta semana e as informações divulgadas neste sábado (16).

O agente penitenciário Dalberto Silva explicou como funcionava o sistema dos presos. “Eles colocavam fios e amarram pregos e pedaços de ferros na ponta. Depois jogam dentro do balde com o material em decomposição. Com isso, o liquido começava a ferver e começava o processo de purificação”, explicou.

“Conforme ia fervendo, eles tinham um sistema em que ligam mangueiras e canos de antenas de televisão para tirar a cachaça. O que saí de dentro, o vapor, é álcool puro”, completou. Os policiais também apreenderam aparelhos de celular, maconha, cocaína e vários comprimidos.

Lotação
A CPP reúne presos provisórios e condenados. Cerca de 600 detentos estão no local, mas o prédio foi construído para 260 homens. Em março, um vídeo de uma festa de aniversário no local viralizou nas redes sociais. Nas imagens eles aparecem ouvindo música e dançando.

Há uma semana, presos tentaram fugir por um túnel, mas acabaram voltando pelo mesmo buraco ao serem vistos pelos militares da guarita. Há cerca de dez dias, eles incendiaram três celas depois de uma discussão.

“Ou o administrador abre os olhos para essa realidade ou, infelizmente, nós teremos um futuro bem sombrio”, disse o juiz de execuções penais Luiz Zilmar.

Para o presidente da Comissão de Políticas Criminais e Segurança Pública da OAB Tocantins, Maurício Unghini, é preciso investimento. “Há necessidade de um maior efetivo. De pessoas trabalhando em prol da melhoria e do controle das casas de prisão provisória.”

Resposta
Procurada, a Secretaria de Cidadania e Justiça disse que a CPP de Palmas está sempre sendo vistoriada e que a unidade conta com novos equipamentos de segurança. A nota enviada, entretanto, não diz nada sobre a superlotação do local ou sobre as medidas que serão tomadas em relação ao alambique.

FONTE: G1.


Mulher é detida ao levar frango recheado com maconha para marido preso
Crime foi descoberto depois que agentes acharam que a carne branca estava muito dura; jovem afirmou que só falaria na presença do seu advogado

Frango
Um detento do Presídio de Nova Serrana, na região Centro-Oeste de Minas, ficou sem o almoço e a visita da companheira, nesse sábado (13), depois que a mulher de 20 anos tentou entrar na prisão levando frango recheado com maconha para o marido. Ela acabou detida.

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De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Militar, o plano foi descoberto durante a revista feita nos alimentos levados pelos visitantes aos presos. Agentes acharam que o frango estava muito duro e constataram que dentro dele estavam várias buchas de maconha.

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Ainda conforme os militares, a mulher levou uma recém-nascida para o presídio, localizado na rua José Pedro da Silva, no bairro Francisco Lucas. No entanto, policiais não souberam informar se a garotinha é filha do preso. A mulher afirmou que só falaria na presença do seu advogado.
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Ela, a menina, a maconha e o frango foram encaminhados à 7ª Delegacia de Nova Serrana.

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FONTE: O Tempo.


Preso mata a esposa durante visita íntima na Penitenciária José Maria Alkimin

A Secretaria de Estado de Defesa Social apura detalhes da ocorrência

Pijama
Um preso matou a mulher na manhã deste sábado durante o período de visita íntima na Penitenciária José Maria Alkimin, em Ribeirão das Neves. A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) confirmou a informação. Segundo o órgão, Lorrane Rodrigues Neves foi morta pelo esposo Washington Mendes da Rocha.
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Segundo informações preliminares da PM, o preso teria agredido a mulher até a morte. Washington está detido na penitenciária desde fevereiro. Ele cumpre pena por roubo, homicídio e tráfico, segundo a assessoria de imprensa da secretaria.
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A Polícia Civil investiga a motivação do crime. Uma equipe técnica foi até o local para fazer perícia da cela. A direção da penitenciária instaurou procedimento para apurar o ocorrido. Mesmo com o assassinato, as visitas foram mantidas.

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FONTE: Estado de Minas.


Mulher tenta entrar em presídio com ovos ‘recheados’ de cachaça, em GO

Segundo agentes, ela confessou que entregaria bebida ao marido preso.
Ela furos ovos, injetou a aguardente, colou e depois pintou com corretivo.

Uma mulher foi flagrada nesta segunda-feira (15) tentando entrar no Presídio de Catalão, no sudeste de Goiás, com cerca de 20 ovos de galinha “recheados” com cachaça. O material seria entregue ao marido dela, que está preso no local. A direção do presídio acredita que a bebida seria para consumo do próprio detento.

Segundo os agentes penitenciários, a mulher confessou que fez um furo em cada um dos ovos, retirou a clara e a gema e injetou a aguardente. Em seguida, para evitar que o disfarce fosse descoberto, ela colou a abertura com cola e depois pintou com corretivo para caneta.

O material foi apreendido. Apesar de não ter sido presa, a mulher foi punida e vai ficar seis meses sem poder visitar o marido.

Outros casos
Neste mês, a fiscalização da cadeia flagrou outros casos curiosos. Na última quinta-feira (11), três celulares foram apreendidos dentro de um pote de lasanha. Já no domingo (14), outros dois aparelhos foram encontrados em um recipiente com feijão.

Nas duas situações, os telefones foram levados pelas companheiras dos presos. Elas foram conduzidas à delegacia para assinar Termos Circunstanciados de Ocorrências (TCOs) e depois liberadas.

Na última semana, durante uma vistoria nas celas, foram encontrados ainda 15 celulares.

Mulher tenta entrar em presídio com ovos 'recheados' de cachaça, em Catalão, Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)Mulher furou ovos, colocou cachaça e depois pintou com corretivo

FONTE: G1.



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