Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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MP entra na Justiça para garantir moradia a famílias que ocupam terreno na região norte
Isidoro
Promotoria de Direitos Humanos apresenta problemas que impedem reintegração de posse e pede explicações sobre a exata localização das ocupações e tratamento dos terrenos na Granja Werneck

 

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) propôs em julho uma ação civil pública para garantir o direito à moradia para as famílias que ocupam o terreno da Granja Werneck, na Região Norte de Belo Horizonte, e divisa com Santa Luzia, na região metropolitana.
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A área, também conhecida como região do Isidoro tem mais de 3 milhões de metros quadrados e abriga três ocupações. Segundo os moradores, na Ocupação Rosa Leão são 1,5 mil famílias, na Esperança 2,6 mil famílias e na Vitória são 4,5 mil. O MPMG pede a abstenção de qualquer conduta de retirada das famílias até que tramitem todos os pedidos na Justiça para esclarecimento sobre a situação dos terrenos. 
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Os réus da ação são as prefeituras de BH e Santa Luzia, administração estadual, uma empresa e duas pessoas físicas que se declararam donos de partes da terra. A Promotoria de Direitos Humanos exige explicações sobre a exata localização das ocupações, até então declaradas como invasões somente em terrenos da capital. Conforme o MPMG, porções dos acampamentos Rosa Leão e Vitória estão em território de Santa Luzia. A promotoria cobra também um posicionamento da PBH sobre a porção da Ocupação Rosa Leão que está localizada em uma Zona de Especial Interesse Social (ZEI) – áreas em relação às quais há interesse público em ordenar a ocupação existente por meio de urbanização e regularização fundiária. A área foi definida como ZEI no Decreto 10.483/11, mas conforme a promotoria, nenhuma política púbica de urbanização foi implementada.
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A promotoria também exigiu explicações do Estado sobre os cuidados com o terreno da Granja Werneck, que é uma área pertencente à Grande BH – uma responsabilidade de administração estadual. O Decreto 44646/07 define as obrigações estaduais em áreas de região metropolitana, no entanto o Estado tem atuado apenas com mediador das discussões entre prefeitura e moradores, sem um posicionamento de co-réu como foi colocado agora pelo MPMG. A ação ainda pede que seja feita uma perícia fundiária para apontar os limites do terreno, que possam esclarecer a quem pertence cada porção e onde exatamente fica a ZEI. O MPMG quer que todas as famílias das ocupações sejam cadastradas em programas sociais de assistência a moradia. Algumas já estão inscritas e outras nunca foram contempladas. 
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A ACP pede, por fim, a reunião de todas ações relativas ao caso em apenas um processo. Atualmente tramitam quatro ações de reintegração de posse dos terrenos, sendo uma proposta pela PBH e outras três por particulares. Todos os autos tramitavam na 6ª Vara da Fazenda Municipal, na qual já foi dada liminar de reintegração de posse. Nesses quatro processos não havia atuação da Defensoria Pública ou da promotoria. 

O MPMG tenta reverter essa situação de tramitação. As promotoras que assinam a ACP, entre elas Janaína de Andrade Lauro, enviaram os autos à 2ª Vara da Fazenda Estadual, porque inclui o Estado como réu. O juiz reconheceu a legitimidade da ação, mas declinou a competência para julgamento em âmbito municipal, onde agora tramitam as cinco ações (quatro de reintegração de posse + ACP). 

De acordo com a promotora, todas as ações e mediações do poder público em relação às ocupações estão voltadas para retirada e não para a aferição da situação das famílias. “Nosso objetivo é garantir o direito à moradia das pessoas. Os problemas que impedem as reintegração de posse são apenas o meio. O fim da ação é garantir o direito a moradia digna daquelas pessoas que estão ali, assim como de todas as pessoas que estão escritas em cadastros municipais ou cadastros únicos”, afirma. 

Alguns problemas apontados pelo MPMG que impedem reintegração de posse imediata:

1 – Porções de terrenos reivindicados pela PBH e por pessoas físicas estão em Santa Luzia;
2 – Porção da comunidade Rosa Leão está em uma ZEI;
3 – Dificuldade de localização das comunidades;
4 – Falta de definição de área de preservação ambiental permanente apontada pela PBH.

Esta matéria tem: (16) comentários

Autor: JOSÉ LEITE
Não verdade não, o que eu sinto saudades é de um estado de ordem publica onde as leis e as instituições são respeitadas e se dão ao respeito, perdemos isto. Mas aceito a critica e peço desculpas se pensei em um remédio muito amargo. E peço que não falte respeito aqui neste espaço.| Denuncie |

Autor: carlos bertoline
Infelizmente tenho vergonha de ser brasileiro. E promotor que ganha de nós salários extratosféricos acima de 25 mil reais, mais auxilio moradia de 3 mil por mês, abono paletó anual de 8 mil reais, deveria defender é o povo honesto e não vagabundos oportunistas. Promotor, leva eles para a sua casa.| Denuncie |

Autor: Joel Francischetti
omo em todas outras invasões o MPMG parece estar vendido… entra com ações ´para protelar o processo e enquanto isso, os invasores vão mais e mais construindo e erguendo a favela… NPMG DPMG movimentos sociais… são todos criadores de favelas em BH| Denuncie |

Autor: Juvelino Fernandes Gomes
Isso é um absurdooo! Essas pessoas da lei estão lá para porem ordem e não pra defenderem o caos e a desordem! No 1º mundo, se invadem terreno a justiça derruba tudo na mesma hora, mas aqui no país da Mãe Joana a bagunça e generalisada com o aval da “justiça”.| Denuncie |

Autor: Juvelino Fernandes Gomes
Essa Janaína de Andrade Lauro e quem mais está defendendo esses lixões chamados de ocupações: já estão amaldiçoados! A partir de agora suas vidas serão só desgraças! Querem defender favelas e invasões?! Então arcarão com as consequências por enfavelizarem minha querida BH!| Denuncie |

Autor: Juvelino Fernandes Gomes
Se a justiça desse país é a favor de fazer favelas, o que podemos nós pessoas descentes e de bem fazermos?! É um absurdo a sétima economia do mundo e em pleno 2014 criar favelas! Favelas abaixam o IDH e a qualidade de vida das cidades! No 1º mundo não tem lugar pra favelas! ABSURDOOO!!!| Denuncie |

Autor: Edmilso Ramalho
Viva a liberdade de expressão até dos analfabetos em direito.| Denuncie |

Autor: Edmilso Ramalho
Só um comentário. sobre o AI-5, tem gente que morre de saudades da Dita Dura.| Denuncie |

Autor: Full Metal Jacket
Essa Janaina já mostrou a que veio…assim como a Carmem Lucia do STF. Que dureza…| Denuncie |

Autor: Carlos Bresses
Entram com essas ações e dezenas de outras irresponsavelmente e perdem todas! Tudo isso custa nosso suado dinheiro dos impostos! #MPfaçaalgodeútil! #MPvaitrabalhardeverdade! #MPvaipegarladrãotraficanteeassassino!| Denuncie |

Autor: Letho Vilnius
Isso é que dá encher o Ministério Público de estagiários.| Denuncie |

Autor: Eugenio Assis
O MPMG está defendendo invasões com essa atitude. Trabalhar para conseguir ninguém quer. Vai dona Janaína de Andrade. Coloque na sua casa.| Denuncie |

Autor: Eugenio Assis
Mais uma vez eu pergunto: O EM está censurando comentários? Onde está o comentário que eu publiquei mais cedo?| Denuncie |

Autor: JOSÉ LEITE
Quando um bem é publico, quer dizer que é de todos e não de alguns, se é particular precisa ser respeitado o direito a propriedade, CF art XXII, XXIII e XIV. Se o Ministério Público não segue a CF precisa de ser investigado. Mas… por quem? pelo STF sem o Joaquim? Alguem aí tem uma cópia do AI5?| Denuncie |

Autor: marcelo pinheiro
Enquanto eu tenho que pagar um financiamento habitacional no banco por 30 anos para poder ter a minha casa, esses oportunistas querem invadir e ganhar tudo de graça. E tem gente que ainda defende. Vai trabalhar vagabundo !!!| Denuncie |

Autor: Denilson
É um absurdo o MP defender invasões. Direito a moradia digna é conquistado a partir do esforço, do trabalho, não de invasões.

FONTE: Estado de Minas.


ATENÇÃO, ESTUDANTES

Golpe na internet usa mensagem sobre Enem para enganar usuários

Algumas divergências podem causar estranhamento ao destinatário do e-mail, como o uso do endereço eletrônico da Radiobras, empresa extinta que deu lugar à Empresa Brasil de Comunicação (EBC) em 2007

Um e-mail criado por golpistas circula na internet com o provável intuito de roubar dados das pessoas ou instalar programas maliciosos nos computadores. Os golpistas, desta vez, procuram, prioritariamente, enganar os inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

“Identificamos que ocorreu um erro na emissão do cartão de inscrição do candidato com o email @radiobras.gov.br cadastrado em nosso sistema, podendo resultar no cancelamento de sua inscrição em até 48 horas. Evite o bloqueio do seu cadastro pois o Enem é a única forma de ingresso para 2015 em faculdades públicas, requisições para PROUni, Fies e outros programas aos quais o Governo Federal oferece a população”, consta no e-mail.

Algumas divergências podem causar estranhamento ao destinatário do e-mail, como o uso do endereço eletrônico da Radiobras, empresa extinta que deu lugar à Empresa Brasil de Comunicação (EBC) em 2007.

Outro motivo para acreditar ser um golpe é que não foi encontrada a nota oficial nº 12838-2014, supostamente enviada pela assessoria de imprensa do Ministério da Educação (MEC) sobre candidatos com erros no cadastro, como consta na mensagem.

Como em diversos e-mails, cujo objetivo é se apropriar de dados de terceiros, os golpistas pedem que as pessoas preencham um formulário com seus dados ou de parentes. O texto mostra isso claramente: “Preencha manualmente o recadastramento passo a passo e normalize já sua situação (repare que algum parente pode ter usado seu email para cadastro de informações). Segue abaixo o link para consulta e regularização do seu cadastro.”

Golpes parecidos com esse são frequentes na internet, principalmente pela curiosidade que essas mensagens despertam nas pessoas. O ideal é ficar atento, instalar antivírus no computador e não abrir e-mails considerados suspeitos.

 

FONTE: O Tempo.


TÉCNICAS & TRUQUES

A pirataria está acabando?

B.Piropo

pirataria

Vocês se lembram da violência com que os acusados de pirataria eram combatidos pela indústria de entretenimento americana? E das penas desproporcionais a que eram condenados os acusados, como as multas milionárias aplicadas ao pobre senhor idoso cujos arquivos pirata tinham sido baixados por seus netos e ele nem sequer sabia da sua existência e, à menina de 12 anos que acreditava que a prática era legal por crer que o pagamento mensal a seu provedor de internet cobria o direito de baixar os arquivos? E dos draconianos projetos de lei de proteção à propriedade intelectual, SOPA e PIPA, que tramitavam no congresso americano? E quem lembra, por acaso, percebeu que há tempos não se fala mais no assunto, a tramitação dos projetos parou e as campanhas de caça aos piratas passaram a ser coisa do passado? Qual a razão desta repentina mudança? Os piratas foram todos a pique ou a indústria simplesmente desistiu de combatê-los?É fato que os sites de onde se podem baixar arquivos piratas têm sido fechados regularmente, mas outros tantos são abertos com a mesma regularidade, portanto os piratas ainda singram as águas turvas da internet. Logo, a única razão possível para o arrefecimento das atividades bélicas é a perda do interesse por parte das indústrias em continuar a guerra. Por que seria?Bem, segundo o excelente artigo de Paul Tassi: Whatever happened to the war on piracy?, publicado sexta-feira passada no site da revista Forbes, a razão da trégua não somente faz sentido como também, a meu ver, só não ocorreu antes pela teimosia cega da indústria, que, apesar das claras evidências, custou tanto a perceber que sua luta estava fadada a ser inglória.

A razão era tão evidente que até mesmo este pobre escrevinhador que vos fala, escondido em um país tropical abaixo do Equador, já havia percebido e escrito sobre. Mas a forma mais suscinta de exprimi-la foi a encontrada por Gabe Newell, fundador de uma empresa on-line de distribuição de jogos. Diz ele: “Pirataria é um problema de serviço”. E argumenta que ela existe não apenas porque nada custa, mas também porque é fácil praticá-la. Pois baixar um arquivo pirata depois de encontrado seu repositório na internet é tão simples quanto premir uma tecla. E de pouco adiantará processar crianças e avôs para combatê-la ou aprovar leis que a punam com rigor enquanto essa facilidade perdurar.

Fácil e de graça, resistir quem há de? Por outro lado, o cidadão comum prefere se manter do lado da legalidade. Ele até pode baixar aqui e ali um arquivo pirata, mas bem que preferiria baixar o mesmo arquivo de forma legal. Se pelo menos houvesse uma forma igualmente fácil de fazê-lo a um custo acessível… Pois é assim que o problema está sendo resolvido nos EUA e, creio eu, brevemente o será por aqui: oferecendo o conteúdo desejado pelos usuários de forma simples e a um custo acessível.

Como? Ora, com a ampla oferta a preços moderados dos serviços on-line de assinaturas que oferecem uma enorme variedade de filmes, músicas, jogos e até mesmo livros digitalizados. No Brasil ainda são poucos, mas existem. A Netflix talvez seja o melhor exemplo: a um custo mensal inferior a R$ 20 oferece uma lista respeitável de filmes com conteúdo infantil e adulto (senhores, contenham-se: a expressão “conteúdo adulto” neste contexto não tem qualquer conotação lasciva).

Nos EUA há muitas empresas do tipo e o sinal tanto pode ser transmitido via internet quanto pelo provedor de TV a cabo. E tem de tudo. A oferta diversificada alimenta a concorrência, que faz os custos baixarem. E o resultado é justamente o método ideal de combate à pirataria: oferecer o mesmo produto tão facilmente acessível quanto o pirata e a um preço baixo.

Quanto à pirataria, ela sempre existirá, é claro. É fruto da natureza humana. Mas, à medida que seu número de usuários cair, vai ser cada vez mais difícil encontrar sites piratas. Então, passará a dar trabalho. E quando este trabalho for tão grande que mais compense pagar a cópia legal, seus usuários se reduzirão apenas aos irrecuperáveis adeptos da Lei de Gerson…

FONTE: Estado de Minas.

Microsoft facilitou espionagem do governo dos EUA, diz jornal
Companhia teria ajudado órgãos a burlar seus sistemas de segurança.
Empresa diz que não facilita ou dá acesso a quaiquer de seus serviços.

Prism

A Microsoft ajudou o governo dos Estados Unidos a interceptar os dados de usuários de seus serviços na internet, segundo informou reportagem publicada nesta quinta-feira (11) pelo jornal britânico “The Guardian”.

O esforço da companhia compreendeu, inclusive, um auxílio para quebrar a criptografia (embaralhamento de código) de seus serviços na internet, de acordo com documentos vazados pelo ex-agente da CIA, Edward Snowden, que trabalha para a Agência de Segurança Naciona (NSA, na sigla em inglês), responsável por programas de espionagem.

MAIS:

Em junho, o “Guardian” e o “The Washington Post” revelaram que a NSA mantém um programa de espionagem on-line chamado Prism, que monitora a troca de dados feitas pelos serviços na web de Apple , AOL, Facebook, Google, Microsoft, Yahoo!, Skype, YouTube e Paltalk.

A ajuda da Microsoft ocorreu porque a Agencia de Segurança Nacional não havia conseguido interceptar os chats na web no novo portal Outlook.com, que substituiu o site Hotmail.

Os e-mails trocados pelos usuários não eram problema, porque a NSA tinha acesso a uma versão deles antes de serem criptografados. As preocupações da agência em conseguir acessar os dados no novo portal começaram ainda quando a Microsoft testava o novo portal, em julho de 2012. O novo portal foi lançado em fevereiro de 2013.

Por conta da dificuldade, a companhia passou a trabalhar com a polícia federal dos EUA (FBI) para quebrar a criptografia dos chats.

A Microsoft afirmou, por meio de comunicado, que “quando atualiza ou melhora seus produtos não se isenta de precisar cumprir com existentes ou futuras demandas legais”.

A companhia alegou que cedeu dados de consumidores “apenas em resposta às demandas governamentais e sempre os cumpriu apenas com ordens ou pedidos sobre contas e identidades específicas”.

A colaboração não se limitou ao Outlook. A Microsoft trabalhou com o FBI também para permitir à NSA acesso facilitado ao seu serviço de armazenamento SkyDrive, que possui 250 milhões de usuários.

Decisões secretas permitiram à NSA coletar dados de internautas sem mandados judiciais individuais, desde que seus alvos não fossem cidadãos norte-americanos e não estivessem dentro do território dos EUA.

No entanto, os documentos revelados pelo “Guardian”, mostram que informações captadas pelo Prism eram compartilhados com o FBI e a CIA, serviço secreto dos EUA.

As empresas de tecnologia pressionam o governo dos EUA para que revelem em que nível ocorreram suas colaborações a programas de espionagem. O objetivo é mostrar aos usuários de seus serviços que houve preocupação em cumprir as políticas de privacidade. A Microsoft e outras empresas envolvidas negaram dar acesso aos seus servidores.

Veja a nota da Microsoft na íntegra:

“Nós temos claros princípios que guiam a resposta de toda a companhia em relação às demandas governamentais por informação de consumidores tanto via pedidos judiciais quanto por motivos de segurança nacional.

Primeiro, nós levamos  muito a sério nossos compromissos com nossos clientes e a aderência com a aplicação de leis, por isso cedemos dados de consumidores apenas em resposta a processos legais. Segundo, nosso time examina todas as demandas de perto, e nós as rejeitamos se acreditamos que não sejam válidas. Terceiro, apenas atendemos pedidos sobre contas e identidades específicas, e não responderíamos ao tipo de requisição discutida na imprensa ao longo das últimas semanas. Para ser bem claro, a Microsoft não cede a nenhum governo cobertura ou acesso direto ao SkyDrive, Outlook.com, Skype ou qualquer de nossos produtos.

Finalmente, quando atualizamos ou melhoramos produtos, obrigações legais, em certas circunstancias, requerem que nós mantenhamos a possibilidade de prover informação em resposta a pedidos legais ou mediante requisição em nome da segurança nacional. Existem aspectos nesse debate que gostaríamos de discutir mais abertamente. É por isso que solicitamos transparência adicional que pudesse ajudar todos a entender e debater esse importante assunto.”

FONTE: G1.


Serviços de streaming ganham espaço na preferência de usuários de internet que curtem ouvir suas músicas prediletas no computador, no tablet e principalmente no smartphone

A Apple se tornou a empresa de tecnologia mais valorizada do planeta por propor ao mercado produtos e serviços inovadores especialmente ligados ao universo musical. Para não ficar atrás em áreas onde outros grupos já saíram na frente, a empresa da maçã aposta no seu serviço de música por streaming – o iTunes Radio –, anunciado no fim de junho, e que vai tentar disputar, inicialmente, a preferência do consumidor norte-americano com operadoras como Pandora ou Spotify. De acordo com a Apple, o serviço de rádio gratuito por meio da internet vai reunir até 200 estações e um “incomparável catálogo de música da iTunes Store”.
Para ser gratuito, o serviço, a ser lançado até o fim do ano, será financiado com publicidade e promete dar acesso a milhares de canções novas a cada semana, além de oferecer músicas exclusivas de artistas novos e populares antes mesmo de serem divulgadas por qualquer outro meio. Ainda segundo a Apple, ele será integrado ao seu programa de software do assistente pessoal de voz Siri, pelo qual os usuários vão poder pesquisar e descobrir quem está cantando determinada música ou solicitar ao programa tocar mais canções do gênero.

OLHO NOS GRATUITOS
O serviço que a Apple passa a oferecer junto a vários outros mostra que foi-se o tempo em que, para ouvir uma boa música via internet, no computador, tablet ou no smartphone, era preciso comprar ou perder tempo fazendo demorados downloads. Os serviços de streaming abrem cada vez mais opções aos usuários para aproveitar de forma ágil e eficiente o som que aprecia. “Utilizo streaming de música praticamente todos os dias devido, principalmente, ao fato de não ocupar espaço no computador. São diversos os programas disponíveis, mas é bom a gente ficar de olho naqueles que são gratuitos e que não necessitam de cadastro, como o Grooveshark”, afirma o publicitário Lucas Pig Machado, de 26 anos.

Aproveitando a onda dos streamings musicais, o Informátic@ testou dois dos serviços mais populares no país, o Rdio e o Deezer. Veja nesta edição o que são, como usá-los, e como os usuários estão vendo essa nova forma de curtir músicas via internet.

SÓ FORA DO BRASIL
Pandora e o Spotify são dois serviços de streamings que não estão disponíveis no Brasil e só funcionam para usuários dos Estados Unidos. Eles são atualmente bloqueados no país devido às leis de direitos autorais e audiovisuais. Em março, o Spotify abriu nove vagas de trabalho em seu site no Brasil. Esse recrutamento dá a entender que o serviço deverá ser oferecido por aqui, mas não há ainda informações sobre quando exatamente isso poderá ocorrer.

Mesmo a internet não ajudando…

Streaming

O Groovershark e o Plaay são os dois aplicativos preferidos de Lucas Pig. Mas ele não deixa o radinho de lado quando o Galo joga

Usuário de carteririnha de serviços musicais por streaming,o publicitário Lucas Pig Machado, 26, diz que, além do Grooveshark, é adepto do Plaay, um aplicativo novo e nacional para smartphones, que oferece grande variedade de títulos e tem sincronização com o Facebook, o que viabiliza a criação de uma rede de amigos. “Seu ponto negativo é a qualidade do som, que cai muito quando utilizamos nossa péssima internet 3G”, reclama. Ele indica como programas de streaming de qualidade, o Deezer, “que tem um acervo muito grande”, e o Rdio, “que tem grande variedade de sons nacionais.” A desvantagem dos dois, segundo ele, é o pagamento de mensalidades para ter acesso a um serviço diferenciado. E ressalta que essa nova forma de se escutar música veio para se juntar aos outros meios já existentes e não para substituir. “Afinal, não dá para deixar o radinho de lado em dia de jogo do Galo”, completa.

Já o designer gráfico Leandro Massai, de 25, diz que atualmente usa bastante o Superplayer (Superplayer.fm), que é basicamente um player por streaming baseado em algumas playlists predeterminadas. “O serviço separa as playlists por gênero, humor e até atividades, o que chega a dar um tom até certo ponto cômico ao site. Oferece grande variedade de músicas de ótima qualidade de áudio. Tem substituído bem meus acessos ao iTunes”, diz ele, lembrando que conhece outros serviços, como Grooveshark e Rdio, que costuma usar durante o dia, principalmente no trabalho. “Mas confesso que estou gostando bem mais do Superplayer.”

Streaming na caixa

Novos serviços dão mais opções para você aproveitar sua música preferida com qualidade

Comprar um CD e ouvir as canções no som de casa ou do carro já não é a forma mais usual de curtir a música preferida. Os serviços de streaming estão se popularizando e ganhando cada vez mais usuários à medida que novos sites vão chegando ao Brasil. Streaming é uma forma de distribuir informação de áudio e vídeo pela web por meio de pacotes. Esse tipo de serviço, que até recentemente era pouco acessível ao brasileiro, já apresenta boas opções.
O cenário começou a mudar em 2011, com a chegada do Rdio, que vai além de ser apenas uma ferramenta para ouvir seus artistas preferidos. Ele o ajuda a descobrir novas músicas. A interatividade faz parte do serviço, ao permitir que se sigam os amigos e saiba o que eles estão ouvindo naquele instante. Assemelha-se muito a uma rede social e no perfil do usuário é possível ver o que a pessoa adicionou a sua biblioteca, quais músicas ouviu recentemente e os links para o Twitter e Facebook, por exemplo. Com ele se têm cerca de 18 milhões de músicas na palma das mãos.

O app do Rdio foi instalado pelo analista de redes Felipe Soares, 25, há cerca de seis meses. “No início, usei bastante, mas hoje nem tanto, porque minha internet no celular é muito lenta para streaming. Mas quando estou ligado a uma rede wireless, nunca deixo de acessar o serviço”, afirma. Para ele, o Rdio é bom por proporcionar, de forma aleatória, que se conheça novas bandas. “Um recurso que eu acho bem legal é saber o que meus amigos estão ouvindo, conhecer pessoas de gosto parecido com o meu.”

Para ele, o Rdio não exclui o MP3 ou o rádio normal, pois são serviços com focos diversos. “Quando quero fazer minha playlist, prefiro baixar as músicas e colocar no meu celular. Assim, eu posso ouvi-las no carro, dentro do ônibus, sem problema. A rádio normal limita muito, ao impor o que eles querem que você ouça”, considera. “Sei que há alguns serviços parecidos, mas não achei necessário baixar nenhum outro, principalmente por não contarmos com uma internet móvel que possibilite ficar testando novidades.”

O Rdio se assemelha ao Deezer, serviço que chegou por aqui no início do ano. O Deezer é ainda um dos poucos que permitem ao usuário ouvir músicas mesmo quando está sem acesso à internet (os demais oferecem funcionalidade semelhante, mas só nos dispositivos móveis). O modelo é simples: o cliente se cadastra e acessa o serviço via web ou em aplicativos para celular e tablet. Há profissionais responsáveis por indicações em cada um dos 12 estilos musicais e as músicas preferidas podem ser organizadas em listas e compartilhadas nas redes. A interface da web é moderna e contrasta bem com a ferramenta, que permite ao usuário descobrir músicas além das que tocam nas rádios tradicionais.

O Deezer já tem mais de 100 milhões de playlists compartilháveis e um catálogo com mais de 20 milhões de faixas. A empresa é de origem francesa, está presente em todos os continentes, atuando em 160 países e o projeto que a trouxe ao Brasil – e também disponibilizou o serviço para todos os países da América Latina.
Ela tenta ganhar os usuários oferecendo 15 dias grátis para o acesso web e um mês de acesso móvel.

CONCORRÊNCIA É com serviços como o Rdio e o Deezer, entre vários outros, que a Apple passa a competir até o fim do ano com o seu iTunes Radio: um serviço de rádio semelhante embutido no app Música do iOS 7 (sistema operacional da empresa) e ainda no iTunes para PC, Mac e Apple TV. É importante lembrar que alguns dos serviços são pagos e geralmente oferecem os primeiros 15 dias de graça como forma de teste. Quem gostar e quiser assinar deve escolher um dos pacotes mensais, que variam entre R$ R$ 8,90 (serviço somente web) a R$ 26,90 (plano família ilimitado). Quando o período experimental terminar, um e-mail para renovação é enviado e a cobrança é feita em cartão de crédito.

Quem, portanto, é usuário de produtos Apple (iPhone, iPad e Mac) já começa a levar vantagens. Primeiro por a empresa contar com uma grande experiência na área musical (é a criadora dos iPods e conta em sua loja virtual com centenas de serviços e aplicativos ligados a música). E segundo por apresentar uma proposta sem custos para seus clientes. A maçã, como sempre, mostra que também nessa área de rádio pela internet não vem para brincar.

ACESSE E OUÇA
O Informátic@ experimentou os dois principais serviços de streaming disponíveis no Brasil. Veja como é fácil usá-los:

Rdio
O acesso ao Rdio é bem simples. Ao entrar no endereço do site (www.radio.com), você pode fazer um cadastro usando o seu e-mail ou se conectar pelo Facebook. O Informátic@ escolheu a segunda opção, que mostra aos amigos da rede social em tempo real o que se está ouvindo. É muito fácil usar o serviço, que disponibiliza uma barra de busca para encontrar a música que o usuário deseja ouvir naquele instante. No painel inicial são exibidos os discos mais tocados. Já no seu painel, todas as músicas do disco são apresentadas, permitindo que você possa trocá-las quando quiser. Ao encontrar uma música de outro disco que queira ouvir, basta clicar em “tocar depois”. É posssível a própria playlist. Todo o processo para contar com o Rdio foi muito rápido: do acesso ao site até começar a ouvir a primeira música, durou no máximo um minuto.
Preços: no Brasil, o pacote Rdio Ilimitado custa R$ 14,90 por mês e permite seu uso na web, em dispositivo móvel e em media player compatível. O Rdio Web custa R$ 8,99 por mês e permite apenas o uso do serviço na internet.

Deezer
O Deezer segue a mesma linha do Rdio. Para se cadastrar, é só entrar no endereço http://www.deezer.com.br. Sua interface é um pouco mais interativa e cheia de imagens. Há uma seleção de acordo com o que você tem ouvido. O diferencial do seu streaming é a possibilidade de conhecer novos artistas. O próprio Deezer incentiva isso. Chamou a atenção a lista “Mais queridas”, em que para colocar uma música, basta clicar no coraçãozinho ao lado dela. A área “Rádios temáticas” facilita na busca por um estilo de música específico. Toda a operação de instalação também não passou de um minuto.

Preços: pode-se experimentar gratuitamente o Deezer por 15 dias. Depois você tem as opções conta Premium+, pela qual vai pagar R$ 14,90 por mês para uso na web e em dispositivo móvel. Já o plano Premium, por R$ 8,90 mensal, permite apenas o uso na web. É preciso bastante paciência para fazer o cadastro.

FONTE: Estado de Minas.


Utilização incorreta da prática da hipnose em programas de televisão distorce verdadeiras funções da técnica que, segundo especialistas, só deve ser praticada por profissionais da saúde

Referência nos estudos e no ensino de técnicas de hipnose, o Instituto Milton H. Erickson (IMHE) promoveu no último final de semana o Congresso Nacional de Hipnose. O evento contou com a participação de profissionais de todo o país e, de acordo com a idealizadora das atividades, Angela Cota, é importante tentar acabar com os mitos trazidos pela hipnose de palco e programas de televisão que usam o recurso.
instituto
Para isso o instituto trouxe pesquisadores de várias regiões brasileiras, tentando aumentar a credibilidade da prática e levá-la para o cenário acadêmico. O evento aconteceu no campus da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e teve participação de vários profissionais da saúde.Ela também chama a atenção para a falta de estudos dentro da psicologia que tratam do tema da hipnose.
hipnotismo_03Hipnose em programa de TV
Além das discussões e de demonstrações do uso da hipnose em várias áreas como a odontologia e a psicoterapia, durante o congresso, o professor da Universidade Federal de Brasília (UNB), Maurício S. Neubern lançou o seu segundo livro: Psicoterapia e espiritualidade. Nele, o autor propõe a discussão entre o sujeito e o acolhimento de sua experiência religiosa e da relação com o divino como parte indissociável de sua vivência. Além disso, o psicólogo também coordena pesquisas sobre hipnose no tratamento da dor.
CREDIBILIDADE
“É preciso elevar a credibilidade da hipnose. A técnica deveria ser usada apenas por profissionais da saúde pois é um campo que ainda carece muito de estudo e acessa muita coisa que precisa ser trabalhada. A prática é muito simples mas o que vai ser encontrado e o que vai acontecer é a grande questão” explica Angela Cota. Para ela é importante se atentar para quem realiza essas práticas e cada um dos profissionais da saúde pode usá-la dentro de sua área de atuação. Essa questão também foi discutida durante o congresso.Mistérios da menteTécnica da hipnose trata pacientes de doenças como o pânico, ansiedade e depressão por meio do acesso ao inconsciente. Prática também pode ser utilizada por enfermeiros, médicos e dentistas
Angela-CotaÂngela Cota

“Senti um estado de relaxamento, um ritmo de respiração diferente e uma sensação muito marcante onde os olhos tremiam muito. Quando estava de olhos fechados vinham várias cenas na minha mente, mas em nenhum momento perdi a consciência”. É assim que o geógrafo, Alexandre Soares define as experiências que teve com a hipnose. A prática é muito usada como ferramenta da terapia e dá acesso a partes da mente humana que permanecem guardadas no inconsciente, não sendo reveladas normalmente.

De acordo com a psicóloga e presidente do Instituto Milton H. Erickson (IMHE), Angela Cota, além de ser utilizada no tratamento de doenças como o pânico, a ansiedade e a depressão, outros profissionais da saúde, como os enfermeiros, médicos e dentistas, também podem recorrer à prática no seu dia a dia.

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Destacando a importância de ter uma formação na área da saúde para trabalhar com a técnica de hipnose, Cota faz uma metáfora e compara o tratamento com uma injeção. De acordo com a psicóloga assim como é fácil injetar uma agulha em um paciente, colocar alguém em transe também não é difícil, mas o importante é o que está por traz disso. “Conforme o que estiver dentro de uma injeção, você pode matar uma pessoa e com a hipnose é a mesma coisa. O que vai acontecer depois do transe e o que será acessado é a grande questão. É importante estar preparado e saber o que fazer com essas informações”, explica.

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A técnica envolve uma sensação de relaxamento e pode ser usada no manejo e condução dos pacientes. Dentistas e anestesistas, por exemplo, recorrem a hipnose dentro da sua área de atuação. “Um anestesista ou um dentista, quando aprendem a hipnose, não deixam de usar a anestesia, mas reduzem a dosagem do medicamento. Só o fato de relaxar e tranquilizar, colocar a pessoa em transe, já faz com que a dor seja reduzida”, revela a especialista.

Exemplos como este mostram que a prática pode ser levada para outras áreas, mas a médica ressalta a importância da formação e alerta os pacientes da necessidade de perguntar sobre o currículo do profissional antes de passar por uma sessão de hipnose.

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A técnica também pode ser usada no tratamento da dor, que na maioria das vezes provoca contração e, na medida em que o paciente começa a relaxar e é distraído pelo processo hipnótico, a dor fica em segundo plano. O único problema de retirar a dor de alguém, segundo Cota, é que ela normalmente é um sinal de que algo precisa ser tratado. “Se você retira a dor de um paciente com uma crise de apendicite ela pode supurar e causar mais problemas. Em função disso, a técnica é muito usada apenas no controle dessa dor ou em dores que podem ser extintas de fato”, afirma.

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ABORDAGEM
Seguidora da hipnose Ericksoniana,  Angela Cota explica que a técnica foi desenvolvida, ao longo do século XX, pelo psiquiatra Milton H. Erickson, que dá nome ao instituto que a psicóloga  preside. Segunda ela, Erickson sentia dores fortes causadas pela poliomielite e começou a usar a auto-hipnose para controlar as crises.

FONTE: aQui.


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