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Empresa nega falha de concepção em projeto de viaduto que caiu em BH

Presidente da Consol rebate críticas da construtora que efetuou a obra.

Ele defende a manutenção da alça para que seja periciada.

 

Um viaduto desabou na tarde desta quinta-feira (3), na Avenida Pedro I, próximo à Lagoa do Nado, região da Pampulha, em Belo Horizonte (Foto: Reprodução/Globonews)Viaduto Guararapes desabou na Avenida Pedro I no
dia 3 de julho

 

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Prefeitura joga pra projetista, projetista joga pra construtora, construtora diz que não é com ela…!

A Consol Engenheiros Consultores, empresa responsável pelo projeto do Viaduto Guararapes, que caiu no dia 3 de julho, matando duas pessoas em Belo Horizonte, rebateu na noite desta terça-feira (22) a declaração da construtora Cowan – que realizou a obra – de que a causa do acidente tenha sido falha de concepção do projeto executivo. Ela ainda contesta a demolição da alça que está de pé defendida pela construtora por questões de segurança.

Segundo o perito contatado pela Cowan, Catão Francisco Ribeiro, o bloco de sustentação deveria ter recebido mais ferragem na armação, e apenas 1/10 do necessário foi usado. Com relação a esta falha identificada, a empresa afirmou que não é função dela reavaliar um projeto entregue pela Prefeitura.

A Cowan afirma que os resultados dos pareceres técnicos sobre o projeto executivo apontaram os problemas. Já o presidente da Consol, Maurício Lana, alega que a justificativa dada pelo perito de que o bloco de sustentação deveria ter recebido mais ferragem na armação, e que apenas 1/10 do necessário foi usado, é incoerente. “Um absurdo desse não existe. A quantidade de material necessário para a construção de uma estrutura depende do tamanho de cada peça. É claro que a perícia deles caminhou por uma vertente que não foi a mesma feita por nosso calculista”, explicou.

De acordo com Maurício Lana, a demolição de parte do viaduto que continua no local vai prejudicar o trabalho da perícia. “Eu não acompanhei a obra. Não tive acesso a qualquer documento de controle. Acho fundamental preservar toda a obra para que os fatos sejam apurados”, defendeu.

A Consol também divulgou nota dizendo que “através de informações preliminares é possível observar divergências entre o projeto e a construção da obra”.

O viaduto caiu no dia 3 de julho sobre a Avenida Pedro I. Um micro-ônibus, um carro e dois caminhões foram atingidos, duas pessoas morreram e 23 ficaram feridas.

Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura da Prefeitura de Belo Horizonte disse que está analisando o relatório apresentado pela construtora, para tomar as providências que julgar necessárias em relação ao Viaduto Guararapes.

Na noite desta terça-feira (23), a prefeitura informou que solicitou à Cowan a adoção de medidas preventivas de proteção civil para os moradores do entorno do viaduto, mas não citou quais ações. Além disso, pediu que a construtora apresente de imediato, para análise, o projeto de demolição da alça Norte do Viaduto Guararapes. Em nota, a prefeitura afirmou que “agirá com firmeza e cobrará a punição e ressarcimento por falhas em quaisquer etapas das obras”.

FONTE: G1.


 

Prefeito culpa projetista
Embora admita corresponsabilidade do município em colapso do elevado na Avenida Pedro I, Lacerda diz que empresa que fez o projeto é que tem maior dever de responder pelo incidente

 

viaduto

Alça que resistiu está escorada e deve ser demolida no mês que vem. Marcio Lacerda diz que prefeitura não tem como fazer revisão de cálculos

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Depois de a Polícia Civil divulgar que houve erros de cálculo no projeto do Viaduto Batalha dos Guararapes, redução de material na construção da estrutura e dimensionamento inadequado dos blocos de sustentação dos pilares, o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), atribuiu à empresa projetista a responsabilidade principal pela queda do elevado. Lacerda diz que, apesar de o município ter responsabilidade compartilhada no episódio, não é comum entre os servidores refazer cálculos de empresas contratadas para a realização de obras públicas. Segundo ele, o que prevalece é a relação de confiança no serviço das empresas, que devem ter experiência na realização do trabalho contratado. A afirmação ocorreu na manhã de ontem, durante o seminário “Metrópoles brasileiras – Mobilidade”.
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O prefeito afirmou que tem evitado se pronunciar sobre a responsabilidade pelo acidente, pois prefere aguardar o relatório da perícia contratada pela prefeitura. Ele, no entanto, adiantou: “A responsabilidade principal é de quem fez o projeto. Há uma responsabilidade de quem construiu. Isso também está na jurisprudência e há uma responsabilidade subsidiária da própria prefeitura, porque foi ela quem contratou a obra”, afirmou. Como comparação, Lacerda citou que no caso de um acidente em um prédio em construção, vários atores estão envolvidos. “Se um prédio cai, a responsabilidade não é só de quem projetou ou de quem construiu, mas também do dono do prédio. Então, também há uma responsabilidade da prefeitura e isso é reconhecido desde o primeiro momento”, reforçou. 
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Ainda assim, Lacerda voltou a ressaltar a impossibilidade de checar todas as informações do projeto. “Como são centenas e centenas de obra, é feita a licitação e as empresas (vencedoras) estão no mercado há 10, 20, 50 anos. Há um grau de confiança na engenharia nesse processo e a prefeitura não tem como revisar todos os cálculos, de todos projetos que ela contrata”, disse Lacerda.
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A QUEDA No dia 3 de julho, uma das alças do Viaduto Batalha dos Guararapes, construído em formato de Y, caiu sobre a Avenida Pedro I, na região de Venda Nova. No acidente, um micro-ônibus, um Fiat Uno e dois caminhões foram atingidos, matando duas pessoas e deixando 23 feridas. Desde então, a avenida está interditada, com desvio do tráfego para ruas do entorno. O inquérito da Polícia Civil que apura as causas do acidente está em andamento, mas já adianta as falhas de cálculo no projeto executivo da obra, conforme antecipou o Estado de Minas. 
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A demolição da alça norte, que se manteve de pé, embora esteja condenada, está inicialmente marcada para o domingo, dia 14. Em 22 de julho, a construtura Cowan, responsável pela obra, afirmou que também há risco de queda da estrutura. “Estamos em contato com os moradores para explicar as medidas de segurança e, fazendo a demolição no dia 14, será preciso alguns dias para abrir o tráfego na avenida. Isso será feito rapidamente”, explicou Marcio Lacerda. Segundo o prefeito, ainda não há nenhum projeto para reerguer o viaduto.
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FONTE: Estado de MInas.



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