Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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Em BH, via prevista para Copa deve ficar pronta no ano das Olimpíadas

Corredor que ligará duas regiões foi retirado da matriz de responsabilidades.
Um ano após Mundial, veja como está a situação de obras na cidade.

 

Depois de ser retirada da matriz da Copa, obras da Via 710 devem ser concluídas em 2016 (Foto: Raquel Freitas/G1)
Depois de ser retirada da matriz da Copa, obras da Via 710 devem ser concluídas em 2016

Inicialmente prevista para a Copa do Mundo de 2014, uma das obras de mobilidade de Belo Horizonte só deve ficar pronta no ano que vem, quando o país sedia outro evento esportivo de relevância mundial: as Olimpíadas. A Via 710 será uma ligação entre as regiões Nordeste e Leste da capital mineira, fazendo com que os motoristas não precisem passar pelo Centro. Casas em diversos bairros foram ou serão demolidas para dar um lugar ao corredor – e também à insatisfação de moradores que se viram obrigados a deixar o local.

Cerca de sete meses antes do Mundial, a Prefeitura de Belo Horizonte reconheceu que a via não ficaria pronta a tempo da competição, retirando o empreendimento da matriz de responsabilidades da Copa. Inicialmente, o documento previa que a obra seria concluída em julho de 2012.

A Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura alega que processos judiciais de desapropriação estão entre os motivos para que a obra, orçada em cerca de R$ 70 milhões, fosse descartada para 2014. A pasta ainda informou que a “resolução das questões de interferências com as concessionárias e as adequações necessárias aos projetos” também foram fatores determinantes para o adiamento.

Bairros como o União passam pelas obras da Via 710, que ligará as regiões Nordeste e Leste de BH (Foto: Raquel Freitas/G1)
Bairros como o União passam pelas obras da Via 710, que ligará as regiões Nordeste e Leste de BH

A ordem de serviço para implantação da Via 710 foi assinada pela Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) cerca de dois meses após o fim da Copa, e, segundo a secretaria, os trabalhos devem ser concluídos no primeiro semestre de 2016. Hoje, casas demolidas e máquinas pelos bairros como Fernão Dias e União, na Região Nordeste, são sinais de que o corredor começa a tomar forma. Mas quase três anos depois do prazo de conclusão que consta na matriz, o processo de desapropriação ainda se arrasta.

Muitos moradores reclamam da quantia paga pelo poder público para que deixem seus imóveis e questionam o valor na Justiça. Este é o caso da doceira Maria da Conceição Rocha Xavier, de 58 anos – 39 deles vividos na mesma casa, localizada na região do bairro União. “’Eu só saio daqui quando eu morrer’. Era isso que eu pensava”, desabafa. Mas, o imóvel, já quase sem mobiliário, está prestes a ser desocupado. Assim como a casa dela, a rua e o entorno estão se esvaziando.

Maria da Conceição moveu um processo judicial porque não concordava com a indenização oferecida pela prefeitura. Depois de uma vistoria feita por um perito particular, ela pediu um valor cerca de 55% maior do que o inicial. Ela conta que, depois de cerca de dois anos, houve acordo, mas a quantia ainda é menor do que considera justo – para ela, o prejuízo é de cerca de R$ 240 mil.

Cunhadas Maria da Conceição e Nanci não concordaram com valor oferecido pelas casas delas, no bairro União; elas também reclamam que direitos de quem paga IPTU não está sendo respeitado (Foto: Raquel Freitas/G1)
Cunhadas Maria da Conceição e Nanci não concordaram com valor oferecido pelas casas delas, no bairro União; elas também reclamam que direitos de quem paga IPTU não está sendo respeitado

A cunhada e vizinha de Maria da Conceição, Nanci Santos Xavier da Silva, de 63 anos, também passa por esse impasse. Elas afirmam que não são “contra o progresso” que deve ser trazido pela obra, mas criticam a maneira como a questão dos moradores tem sido tratada.

Nanci também discordou do valor da indenização da prefeitura e aguarda uma contraproposta. Enquanto isso, a dona de casa tem que lidar com inúmeros transtornos que agora surgiram no local em que mora há cerca de 45 anos. “A poeira come solta aqui no bairro. Está tudo de cheio entulho e lixo”, reclama.

Por causa das demolições, moradores dizem que problemas como falta de segurança aumentaram na região (Foto: Raquel Freitas/G1)
Por causa das demolições, moradores dizem que problemas como falta de segurança aumentaram

Perto da casa das cunhadas, segundo a Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura, “grandes focos de impasse nas remoções são as áreas localizadas na Rua Arthur de Sá, Bairro União, na chamada Vila Arthur de Sá”.

Moradora desta rua há mais de duas décadas, a vendedora Amanda Martins, de 28 anos, diz que fica bastante apreensiva com a possibilidade de ter que deixar a casa em que vive com os pais. “Até agora não sabemos se vamos precisar sair. No começo, minha mãe até chegou a ficar com depressão”, diz. Ela relata que muitos vizinhos saíram de lá e foram realocados em apartamentos em bairros próximos. Amanda acredita que a obra “tem tudo para melhorar” o trânsito na região, mas reclama de constantes mudanças no planejamento da prefeitura. “Não ficaria surpresa se tivesse que sair daqui e também não ficaria surpresa que, no dia de sair, eles dissessem que não precisaria mais”, afirma.

Conforme a secretaria, os imóveis considerados de prioridade 1 e 2, a exceção de quatro deles, já foram liberados. Porém, a maioria das casas classificadas como prioridade 3 e 4 está ainda em fase de perícia, informou a pasta.

Avenida Pedro I ainda não foi concluída (Foto: Raquel Freitas/G1)
Obras da Av. Pedro I ainda não foram concluídas

Um viaduto no meio do caminho
Além da Via 710, outras sete obras de mobilidade estavam previstas para Copa. Seis delas foram concluídas e uma segue inacabada: o BRT Antônio Carlos/Pedro I. Levando em conta a matriz de responsabilidades, o atraso deste empreendimento já é de mais dois anos e meio.

Como o G1 noticiou às vésperas da Copa, o cenário da Avenida Pedro I – trajeto entre o aeroporto internacional em Confins e o estádio Mineirão – era de operários e máquinas na pista. Durante o Mundial, no dia 3 de julho, o Viaduto Guarapes, que ainda estava em construção, caiu sobre a avenida. Duas pessoas morreram e 23 ficaram feridas.

No início de maio, a polícia concluiu o inquérito e indiciou 19 pessoas pelos crimes de homicídio, tentativa de homicídio e desabamento. Entre os indiciados, estão o ex-secretário Municipal de Obras e Infraestrutura e então superintendente interino da Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap), José Lauro Nogueira Terror, funcionários da prefeitura, além de pessoas ligadas às empresas responsáveis pelo projeto e pela execução da obra.

Entretanto, a Promotoria entendeu que não houve crime de homicídio, mas de desabamento qualificado por mortes e lesões corporais. Além das investigações criminais, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) apura suspeitas de irregularidades nas obras do BRT, como superfaturamento.

Deste ponto da avenida, era possível ver as alças de dois viadutos (Foto: Raquel Freitas/G1)
Deste ponto da avenida, era possível ver as alças de dois viadutos. Hoje, quem passa por lá, enxerga somente um elevado e a calçada inacabada

 

Nas calçadas ainda por serem finalizadas, o piso solto e vergalhões são obstáculos para pedestres. Segundo a Secretaria Municipal de Obras e de Infraestrutura, estão em curso as obras complementares e de paisagismo, e a previsão é que sejam finalizadas no segundo semestre deste ano. O corredor do BRT – chamado de Move em Belo Horizonte – está em pleno funcionamento.

Além da Avenida Pedro I, a Estação Pampulha não foi completamente concluída. O muro de contenção, em obras, fica próximo ao Viaduto Gil Nogueira, que precisou ser bloqueado neste ano para a reparação de um desnível. O muro também chegou a ser interditado pela Defesa Civil no início do mês passado, pois a chuva teria provocado a movimentação da terra na base da estrutura. Segundo a Sudecap, a situação foi normalizada e não oferece risco.

Obras do lado de fora da Estação Pampulha causam transtornos um ano após inauguração do terminal (Foto: Raquel Freitas/G1)
Obras do lado de fora da Estação Pampulha causam transtornos um ano após inauguração do terminal

De acordo com a Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura, a estação está em fase de “pequenos acabamentos” nas obras do prédio anexo de apoio da Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) e do restaurante panorâmico. A pasta informou que a finalização dos trabalhos deve ocorrer ainda neste semestre, que está prestes a terminar.

Segundo apurou o G1, todas as outras seis obras entregues antes do Mundial sofreram atrasos. Em nota, a prefeitura alegou que “entregou 96% das obras previstas para a Copa do Mundo de 2014 dentro do prazo. 4% precisaram ser reprogramadas em virtude de processos judiciais de desapropriação”. Entretanto, essa afirmação da administração municipal desconsidera as datas para a entrega dos empreendimentos, previstas na matriz de responsabilidades, documento que está disponível no portal “Transparência Copa 2014”, mantido pela própria prefeitura, e ainda no “Portal da Copa”, do governo federal.

Mineirão
Este documento também previa as obras do Estádio Governador Magalhães Pinto, o Mineirão, que foram finalizadas em dezembro de 2012, dentro do prazo. A reabertura ao público ocorreu em fevereiro de 2013.

Estádio Mineirão, em Belo Horizonte (Foto: Reprodução / TV Globo)
Estádio Mineirão, em Belo Horizonte, recebeu jogos da Copa e sediará partidas das Olimpíadas

Cerca de dois meses depois, o Ministério Público de Minas Gerais chegou a pedir a suspensão de eventos no estádio por causa de problemas de acessibilidade. De acordo com a assessoria do MPMG, diante de acordo, a ação civil pública, movida pela Promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência e Idosos, foi extinta em junho do ano passado.

Na Copa, o estádio sediou seis jogos, com média de público, segundo a Minas Arena, de 57.558 pessoas. Ao todo, em 2014, o estádio recebeu cerca de 3,7 jogos por mês, com público médio de 32.470. A renda, excluindo os jogos do Mundial, ultrapassou os R$ R$ 61 milhões, e a média de público chegou a 28.509. Além das partidas de futebol, no ano passado, o “Gigante da Pampulha” foi palco para três festivais de música e um evento de carros.

Em 2016, belo-horizontinos e turistas poderão assistir a jogos das Olimpíadas no estádio e, segundo as previsões da prefeitura, também poderão usar um novo corredor de tráfego, a 710. A doceira Maria da Conceição, que diz ter presenciado diversas mudanças de planos em relação à Via 710, está incrédula quando a segunda possibilidade. “Talvez 2017”, critica.

FONTE: G1.


Governo quebra a vitrine da educação
Bandeira na campanha de Dilma à reeleição, o Pronatec empacou. Gastos com o programa de acesso ao ensino técnico até maio não chegaram nem a 8% do total investido em 2014.
Em campanha, Dilma visitou escola em Minas e gravou cenas com promessas de expansão do Pronatec</p>
<p> (Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press- 20/8/14)
Em campanha, Dilma visitou escola em Minas e gravou cenas com promessas de expansão do Pronatec

Presença constante nas peças publicitárias da presidente Dilma Rousseff (PT) durante a campanha à reeleição, o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) passou os cinco primeiros meses deste ano em ritmo lento. E nada indica que a situação vá mudar. Até o fim de maio, o montante aplicado no programa em todo o país foi de R$ 208,7 milhões, valor que representa apenas 7,4% do que foi gasto ao longo de 2014, quando o governo investiu R$ 2,8 bilhões na vitrine da educação do primeiro mandato da petista. A média mensal neste ano está em R$ 41,7 milhões, contra os R$ 233,4 milhões registrados no ano das eleições. O Ministério da Educação (MEC) admitiu cortes nos repasses. Segundo nota divulgada pela pasta, “as ofertas de vagas ainda serão definidas, mas, quantitativamente, serão em número inferior ao do ano passado”.
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Para as escolas de Belo Horizonte que oferecem cursos cadastrados no programa, os repasses até agora foram de R$ 1,3 milhão, valor bem distante dos R$ 6 milhões gastos no ano passado. Já em Contagem, que em 2014 recebeu R$ 4,5 milhões, nenhum pagamento foi registrado até agora. De acordo como a assessoria do MEC, as definições das vagas disponíveis para cursos do Pronatec este ano devem ocorrer nos próximos meses, mas ainda não há uma data marcada. Instituições que participam do programa informaram que neste ano ainda não foram feitas novas matrículas e que caberá ao MEC definir o número de vagas e cursos disponíveis.
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Até o fim do ano passado, cerca de 8 milhões de estudantes participaram do Pronatec, números que fizeram com que o acesso ao ensino técnico se tornasse a principal bandeira de campanha à reeleição de Dilma na área da educação.
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Propaganda Na véspera da largada oficial da campanha, a presidente anunciou a segunda etapa do programa, que disponibilizaria mais 12 milhões de vagas. “O Pronatec não para de crescer. Conhecemos a demanda e temos a clareza da importância dessa próxima etapa. É uma das questões mais importantes a serem resolvidas nos próximos anos. Por isso defendemos uma segunda etapa do Pronatec, que oferecerá 12 milhões de vagas, em 220 cursos técnicos e 646 cursos de qualificação a partir de 2015”, prometeu a petista, em junho do ano passado.
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Porém, as promessas de expansão feitas para o segundo mandato estão longe de se confirmar. Ao contrário, o dinheiro começou a sumir ainda em outubro – quando terminou a corrida eleitoral que deu a Dilma mais quatro anos no comando do Executivo –, com atrasos nos pagamentos às escolas privadas por aulas referentes ao segundo semestre de 2014. Nos primeiros meses do segundo mandato da petista, o programa tem sofrido com os cortes de repasses.
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Os efeitos da tesourada já são sentidos no Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica (Sisutec), que serve como base para o Pronatec. O Sisutec seleciona para o ensino técnico estudantes que concluíram o nível médio, com base nas notas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), e já passou por adiamentos no início do ano. O MEC não prevê seleções por meio do Sisutec para este semestre. No ano passado, o programa ofereceu cerca de 580 mil vagas.
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As reduções são reflexo dos ajustes determinados pela equipe econômica  de Dilma na tentativa de estabilizar as contas do governo. O Ministério da Educação sofreu um corte R$ 9,4 bilhões em seu orçamento anual e outros programas deverão perder investimentos. Entre eles, o Ciências sem Fronteiras, que proporciona bolsas de estudos para universitários e pós-graduandos no exterior. “Para se adequar aos ajustes, o MEC vai priorizar atividades como a construção de creches. O ministério também atua no sentido de garantir os recursos de custeio necessários para o funcionamento das universidades e institutos”, diz a nota da pasta.
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Saiba mais
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Formação profissional

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O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego foi criado no final de 2011, com objetivo de aumentar o número de vagas para cursos de formação profissional. Financiados pelo governo, os cursos são ofertados pela rede federal de educação profissional e pelas instituições de ensino do Sistema S, como o Senai, Senat, Senac e Senar. Desde 2013, escolas privadas também passaram a ofertar vagas dentro do programa. A público-alvo do Pronatec são estudantes do ensino médio da rede pública, inclusive da educação de adultos, além dos beneficiários de programas de transferência de renda, como o Bolsa-Família, e estudantes que já concluíram o ensino médio em escolas públicas ou em instituições privadas na condição de bolsista integral.

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FONTE: Estado de Minas.


Só 8% do valor prometido para metrô de BH será liberado em 2015

metrô

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Do total de R$ 1,75 bilhão prometido pelo governo federal para as obras do metrô em Belo Horizonte, apenas R$ 150 milhões – cerca de 8% do valor total – devem ser liberados ainda neste ano ao governo de Minas. O anúncio foi feito ontem após um encontro do ministro das Cidades, Gilberto Kassab, com o governador Fernando Pimentel e o prefeito Marcio Lacerda.
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A demora no repasse dos recursos se deve a uma série de cortes orçamentários anunciados pela União na semana passada. No entanto, informou o ministro, a quantia entregue em 2015 será suficiente para investir nos projetos básico e executivo do trem. “Eles já estão prontos, mas podem ser aperfeiçoados”.
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Kassab afirmou que a escassez de recursos não deve alterar o novo cronograma da obra. “O valor que ficou retido em um ano pode ser compensado em outro”. No entanto, nem ele nem nenhuma autoridade arriscou a dizer a data para início ou fim das intervenções. Ele destacou que, se preciso, a União está disposta a ampliar a verba destinada ao metrô para R$ 5 bilhões – a origem desse adendo não foi esclarecida.
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MUDANÇA NOS PLANOS
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Até então, o projeto para o metrô começaria com a modernização e ampliação da Linha 1, até o Novo Eldorado, em Contagem, na Grande BH. A previsão inicial de entrega é para este ano. As linhas 2 (Barreiro) e 3 (subterrânea até a Savassi), seriam feitas simultaneamente até 2017. Agora, a prioridade do governo será com os dois primeiros ramais. “Não descartamos a Linha 3, mas só conversaremos sobre ela quando concluirmos as outras”.

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FONTE: Hoje Em Dia.


SUFOCO NA EDUCAÇÃO
Sem verba federal, Pronatec para

No Coltec, da UFMG, parte dos professores suspendeu aulas após meses sem salário (Beto Novaes/EM/D.A Press %u2013 15/4/10)

No Coltec, da UFMG, parte dos professores suspendeu aulas após meses sem salário

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O segundo adiamento para o começo das aulas do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) deixa alunos e professores com incertezas em relação à continuidade da formação. Em março, o início estava previsto para 7 de maio, data que foi adiada para 17 de junho e agora passou para 27 de julho, diante da alegação do Ministério da Educação (MEC) de problemas no orçamento. Em algumas instituições que executam o programa, como o Colégio Técnico da Universidade Federal de Minas Gerais (Coltec/UFMG), parte dos professores suspendeu as aulas, desde 6 de abril, depois de meses sem receber. Diante das inúmeras mudanças no cronograma os alunos, prestes a se formar, temem pelo futuro.
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Com adiamento em quase três meses em relação ao primeiro prazo anunciado, os professores das instituições queixam-se da quebra no processo pedagógico. Os repasses às instituições que executam os cursos do Pronatec estão atrasados desde o início do ano, conforme reconhece o próprio MEC. De acordo com a assessoria de imprensa do órgão, há ainda parcelas de repasses de janeiro pendentes. O adiamento do início das aulas também está relacionado à falta de recursos. O ministério informou que a “alteração de cronograma se justifica pelos procedimentos decorrentes da aprovação do orçamento federal”. Argumentou ainda que a mudança atende ao pedido de várias instituições de ensino e que “o calendário foi ajustado de maneira a compatibilizá-lo com o calendário acadêmico das instituições”.
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O adiamento do início das aulas não deve afetar somente a rotina das turmas ingressantes no Pronatec, mas preocupa também quem já é veterano. Aluna do curso de logística do Coltec/UFMG, Alessandra Araujo Ferreira, de 29 anos, queixa-se do prejuízo que o atraso dos repasses federais tem ocasionado à sua formação. Ela teme não conseguir concluir o curso, cujo término estava previsto para maio. “Corremos o risco de não receber o tão sonhado diploma, depois de tanto tempo de dedicação e estudo. Estamos sem aulas e nossos professores – depois de suportar tantos meses trabalhando sem seus pagamentos, tirando dinheiro do próprio bolso para o deslocamento – decidiram entrar em greve, mais que justamente”, disse. Alessandra explica que, mesmo sem receber desde o ano passado, os professores continuaram a lecionar, mas desde a semana passada a situação ficou insustentável, uma vez que não havia nenhuma informação sobre quando a verba seria repassada..
A estudante também reclama de falta de resposta da reitoria da UFMG em relação à continuidade do curso. “A reitoria diz que é uma questão do Pronatec, que deve ser resolvida em Brasília. Então, fica um jogo de empurra. Não sabemos quando e nem se vamos nos formar”, diz. Também foram suspensos outros cursos, como o de edificações. “Muitos alunos compraram material caro, mas eles simplesmente cancelaram o curso”, relatou a jovem.

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A UFMG confirmou, pela assessoria de imprensa, que alguns professores não estão mais dando aula, mas a instituição ainda não tem o balanço de quantos cruzaram os braços. Por causa disso, há cursos total e parcialmente suspensos.
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CRONOGRAMA

O Ministério da Educação informou que retificará o edital com as datas do Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica (Sisutec). Ainda segundo o ministério, o resultado preliminar das vagas aprovadas será divulgado em 18 de maio. O resultado final das bolsas será divulgado em 19 de junho. Os candidatos podem fazer a inscrição no processo de 22 a 26 de junho. No dia 30, sairá o resultado da primeira chamada. Os selecionados devem fazer a matrícula entre 1º e 3 de julho. A segunda chamada terá o resultado publicado em 7 de julho, com matrícula de 8 a 10 do mesmo mês. As inscrições on-line para as vagas remanescentes devem ser feitas de 13 a 26 de julho.

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FONTE: Estado de Minas.


ATENÇÃO, PETISTAS, NÃO SAIU NA VEJA: saiu na CARTA CAPITAL…
Medidas do governo atingem os trabalhadores mais vulneráveis

Volkswagen

Uma passeata contra as demissões na Volkswagen e na MErces reuniu 20 mil trabalhadores em São Bernardo do Campo

Foi uma punhalada nas costas”, resumiu Ricardo Patah, presidente da União Geral dos Trabalhadores, ao se referir às Medidas Provisórias 664 e 665, de redução de direitos trabalhistas e proteção social editadas pelo governo Dilma Rousseff no fim de dezembro. As decisões dificultam o acesso ao seguro-desemprego, ao abono salarial, à pensão por morte, ao auxílio-doença e ao seguro-defeso pago aos pescadores no período de proibição da sua atividade. A justificativa é combater fraudes e cortar 18 bilhões de reais nas despesas da União, parte do ajuste fiscal de, no mínimo, 60 bilhões definido pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, para atingir um superávit primário de 1,2% do PIB.

O anúncio do pacote em meio à demissão de 800 trabalhadores na Volkswagen e 244 na Mercedes-Benz, em São Bernardo do Campo, no período tradicional de férias dos sindicatos, chocou também pela mudança brusca da postura do governo. O diálogo com as centrais, iniciado há 12 anos durante o primeiro mandato de Lula, diminuiu desde 2010, com a posse da sua sucessora, mas a consulta prévia em relação a medidas de interesse dos trabalhadores se mantinha, com altos e baixos. “Depois da vitória nas eleições, a presidenta e o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, nos receberam muito bem e se comprometeram a convocar novamente os dirigentes se houvesse novidades. A surpresa surgiu no dia 29, quando o ministro nos chamou, não para discutir ou ouvir, mas para anunciar o pacote. Não dá para entender”, diz Patah. Na campanha, a presidenta prometeu não mexer nos direitos trabalhistas “nem que a vaca tussa”.

“O pacote corrige muito pouco as fraudes e os desvios e atinge em cheio os mais frágeis. Dificulta o acesso aos benefícios principalmente para os mais jovens, menos especializados e pior remunerados, mais sujeitos à rotatividade”, afirma Carmem Foro, presidente em exercício da Central Única dos Trabalhadores. Um dos dispositivos aumentará, a partir de março, de 6 para 18 meses o tempo mínimo de emprego necessário para solicitar o seguro.  Entre 40% e 50% dos trabalhadores formais (49 milhões de indivíduos) são demitidos depois de seis meses a um ano de serviço e não terão acesso ao benefício, calcula a CUT. A eliminação do abono salarial prejudica os 23 milhões de remunerados com no máximo dois salários mínimos. O aumento do rigor na concessão do seguro-defeso afeta boa parte dos 600 mil pescadores artesanais do País.

A maior parte das fraudes é de simulações das condições exigidas para a aquisição de direitos. “Ninguém defende fraude, mas o seu combate deve ser por meio da definição dos benefícios e da fiscalização, não um corte geral que contraria as ações do governo para melhorar a distribuição de renda e reduzir a desigualdade”, argumenta José Prado de Oliveira Silvestre, coordenador de relações sindicais do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos.  “O governo obteria resultados muito mais expressivos se tributasse fortunas, aumentasse o imposto das instituições financeiras e eliminasse o rentismo, beneficiado por transferências de recursos equivalentes a 40% do orçamento.”

As decisões e a mudança de atitude do governo provocaram o repúdio das centrais e a sua união em uma jornada nacional de luta, no próximo dia 28, e uma marcha em Brasília, em 26 de fevereiro. Dias depois da reunião convocada por Mercadante, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, declarou a intenção de modificar a fórmula de reajuste do salário mínimo. Por ordem da presidenta, recuou. “Seria uma aberração. A política do salário mínimo, recebido por 40 milhões de famílias, foi a principal sustentação das mudanças desde 2002”, diz Adilson Araújo, presidente da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil.

Levy contestou a definição das medidas como um “pacote de maldades”. Independentemente da sua denominação, elas sucedem a um “pacote de bondades” em benefício do setor patronal, com desonerações e redução de tributos, em troca do compromisso de manter o emprego, não respeitado pelas montadoras. Ao atingir os trabalhadores, as decisões enfraquecem o mercado consumidor. “O movimento sindical teve um papel importante, mais do que na eleição de Dilma, no projeto iniciado por Lula”, lembra Araújo.

As demissões não se restringem às fábricas de veículos de São Paulo, que se dizem dispostas a discutir a decisão. No Paraná, os sindicatos temem cortes na Renault e na Case New Holland. Cada emprego em montadora representa 18 postos de trabalho indiretos em outras indústrias, alerta Miguel Torres, presidente da Força Sindical. A UGT receia as consequências das dispensas no setor de revenda de veículos, com 18 mil concessionárias e 95 mil empregados.

Está marcada para a segunda-feira 19 uma reunião das centrais sindicais com Barbosa e os ministros Miguel Rossetto, da Secretaria-Geral da Presidência, e Manoel Dias, do Trabalho. Além de CUT, UGT e CTB, participarão a Força Sindical, a Central dos Sindicatos Brasileiros e a Nova Central Sindical de Trabalhadores. Os direitos foram mantidos, diz Rossetto, mas o governo conversará com os dirigentes. Será uma oportunidade de desfazer a percepção de que o ajuste fiscal seletivo significa uma opção por prejudicar os mais indefesos.

*Reportagem publicada originalmente na edição 833 de CartaCapital com o título “Punhalada fiscal”

FONTE: Carta Capital.


Depois de vender a “Chave do Céu”, Igreja Universal é condenada a devolver mais de R$ 50 mil a fiel com

deficiência mental

O desembargador Fernando Botelho da 13ª Câmara Cível do TJ de Minas Gerais, condenou a Igreja Universal do Reino de Deus a devolver mais de R$ 50 mil, e indenizar em R$ 5 mil por danos morais o fiel Edson Luiz de Melo.

A ação foi movida pela mãe de Edson Luiz, que é portador de deficiência mental, e frequentava a Igreja Universal desde 1996.
O advogado Walter Soares Oliveira, que representa Edson Luiz, alega que seu cliente era induzido a fazer as doações, chegando a doar todo o seu salário. Quando afastado do trabalho devido o agravamento de sua doença, Edson Luiz emitiu vários cheques pré-datados para fins de doação à igreja, fez empréstimos em um banco e vendeu um terreno para manter as doações a Igreja.
De acordo com o advogado, a Igreja Universal teria feito “promessas extraordinárias” em troca de doações, chegando a vender a “Chave do Céu”, e um “diploma de dizimista”, assinado por ninguém mais, ninguém menos, que Jesus Cristo.
O caso aconteceu em Belo Horizonte. Veja o vídeo:

Da decisão ainda cabe recurso.
FONTE: Salve Alagoas e Jornal da Alterosa.

Dilma grava programa eleitoral em obra atrasada

Obra atrasada, funcionários pagos para posar com a Dilma, imagens editadas, prazos descumpridos… Mas “ninguém” vê…
Dilma

A presidente Dilma Rousseff, candidata do PT à reeleição, fez gravações para seu programa eleitoral na televisão, nesta sexta-feira (8), em uma obra atrasada da ponte da Ferrovia Norte Sul sobre o Rio Grande, em Iturama, na divisa dos Estados de São Paulo e Minas Gerais. Pelo cronograma inicial divulgado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a obra deveria estar concluída em julho deste ano.

Das 12 pilastras previstas, apenas cinco foram parcialmente construídas. Nas últimas semanas, os trabalhos foram acelerados para receber a visitante. O encarregado das obras informou que até março de 2015 a ponte estará pronta. Um engenheiro do consórcio que realiza as obras, no entanto, disse que nem esse prazo será cumprido porque a ponte é construída sobre uma rocha de difícil perfuração.

Onze funcionários do consórcio TIISA foram cedidos para compor as imagens com a candidata. As cenas mostravam as obras e um trecho menos seco do Rio Grande, principal gerador de energia para a Região Sudeste. O rio está oito metros abaixo do nível normal e o leito expõe troncos que estavam encobertos pelas águas. Não foi informado quando as cenas para a propaganda na TV serão exibidas.

Os operários tinham feito um ensaio prévio, que durou cerca de 20 minutos. Dilma conversou com os técnicos sobre as obras. A ponte, no km 603 da ferrovia, tem 498 metros de extensão e vai ligar Iturama a Ouro Verde, no Estado de São Paulo – a ferrovia seguirá até Estrela D’Oeste. Dilma posou para fotos com prefeitos e não conversou com os jornalistas.

FONTE: Hoje Em Dia.



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