Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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Com essa mania de prender pessoas que fazem o dinheiro circular, Sérgio Moro só poderia mesmo provocar uma recessão

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O PIB brasileiro despencou por causa da Operação Lava-Jato, explicou Dilma Rousseff. A presidente informou que a investigação do petrolão reduziu em pelo menos um ponto o crescimento nacional. Ou seja: o Brasil não deveria ter interferido no ir e vir dos pixulecos. O esquema estava funcionando bem, com mais de dez anos de crescimento sólido. É claro que a moralização ia estragar tudo. Com essa mania de prender pessoas que fazem o dinheiro circular, Sérgio Moro só poderia mesmo provocar uma recessão.

Deve ter sido sobre isso que Dilma foi conversar escondido com Lewandowski em Portugal. A presidente da República e o presidente do Supremo Tribunal Federal hão de salvar o Brasil de Sérgio Moro — mas é melhor mesmo tratar disso clandestinamente, porque esses juízes éticos são vingativos. Pouco depois da reunião republicana na cidade do Porto, Lewandowski resolveu dar sua opinião isenta sobre a conjuntura econômica: afirmou que a crise brasileira provém da bolha americana de 2008.

Os brasileiros jamais entenderiam que diabos aconteceu com seu PIB se não fossem os esclarecimentos oportunos de Dilma e Lewandowski. Agora, é só esperar a crise de 2008 passar e torcer para a Lava-Jato parar de arrochar os pixulecos.

Mas se você continua achando que o país está no buraco porque foi depenado pelos companheiros, esqueça. Num texto que está fazendo o maior sucesso por aí, os respeitáveis economistas Mansueto Almeida, Marcos Lisboa e Samuel Pessoa dizem que o problema não é esse. O trio recua duas décadas e meia para mostrar o histórico de hipertrofia do Estado e descontrole fiscal. Os autores são amados pelos tucanos, mas nem João Santana prestaria um serviço tão valioso ao PT.

Após 12 anos de pilhagem desenfreada dos cofres públicos pelo sistema que engendrou o mensalão, o petrolão, as pedaladas fiscais e grande elenco de manobras parasitárias, os três consagrados economistas estão preocupados com o ano de 1991. Foi ali que as despesas públicas passaram a crescer demais, apontam eles. O resto foi bola de neve. Imaginem Guido Mantega lendo esse texto… Nem 20 anos de psicanálise quebrariam tão bem o seu galho. Pode até voltar a frequentar restaurantes.

No quadro continental, o Brasil aparece sozinho com a Venezuela no buraco da recessão. Isso depois de receber sólidos alicerces de crescimento nas décadas de 1990 (estabilização monetária) e de 2000 (enxurrada de capital para os emergentes). O PT jogou fora esse ciclo virtuoso, mantendo a taxa de investimento em níveis vexaminosos — e agora, com a revelação do sequestro da Petrobras, sabe-se bem onde os companheiros estavam investindo o dinheiro público. Isto para não falar nas triangulações obscenas entre Tesouro, BNDES e estatais para maquiar déficits recordes.

Um longo e devastador estupro das contas públicas, que, na autópsia feita por Mansueto, Lisboa e Samuel, virou uma gripe. Dilma, Lula, Mantega, Dirceu, Delúbio, Vaccari e companhia podem dormir com o texto do trio na cabeceira: as obras completas do bando não são nem uma marolinha na crise fiscal brasileira.

Naturalmente, o mercado e outras criaturas do mundo real não cantam essa cantiga. Uma das principais agências de risco acaba de colocar o Brasil em perspectiva negativa — mais um sinal de desconfiança diante da rave dos aloprados no Planalto. Ou não: talvez a Standard & Poor’s também ache que a Lava-Jato faz mal ao PIB.

A alegação de que a catástrofe fiscal brasileira seria a mesma sem as peripécias do PT no poder, feita por economistas notáveis, é o melhor presente que os delinquentes da estrelinha poderiam receber. O Brasil não liga muito para corrupção, e a chapa está quente para o governo petista por causa da ruína econômica que os companheiros plantaram. Mas se os acadêmicos que encantam os tucanos aparecem dizendo que a bomba-relógio não tem dono, Dilma pode continuar pedalando à vontade — e dizendo que a bicicleta é do Fernando Henrique.

O paper de Mansueto Almeida, Marcos Lisboa e Samuel Pessoa sustenta que a explosão da carga tributária vem de antes do reinado petista. É fato. Só que o aumento de impostos no Plano Real, por exemplo, foi parte de um ajuste fiscal que permitiu a estabilização da moeda — e melhorou a vida dos brasileiros. Já o aumento de impostos no presente serve a um ajuste fiscal mambembe para bancar a farra companheira — que piorou a vida dos brasileiros. Um detalhe.

Outro detalhe: o PT atropelou a meta fiscal, criada pelo governo anterior, fazendo o superávit primário dançar conforme as suas malandragens contábeis. Se o jogo é calcular o tamanho do tombo no futuro próximo, como não botar na conta esse coeficiente perdulário — mais uma exclusividade petista?

Está todo mundo de cabelo em pé com a radiografia do trio de economistas, menos Dilma e seus companheiros. Tudo o que eles precisavam era ter as melhores cabeças do país dizendo que seu governo vampiresco é igual aos outros. Assim, a mulher sapiens poderá continuar por aí, numa boa, dobrando metas que não existem.

FONTE: O Globo.


Governo quebra a vitrine da educação
Bandeira na campanha de Dilma à reeleição, o Pronatec empacou. Gastos com o programa de acesso ao ensino técnico até maio não chegaram nem a 8% do total investido em 2014.
Em campanha, Dilma visitou escola em Minas e gravou cenas com promessas de expansão do Pronatec</p>
<p> (Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press- 20/8/14)
Em campanha, Dilma visitou escola em Minas e gravou cenas com promessas de expansão do Pronatec

Presença constante nas peças publicitárias da presidente Dilma Rousseff (PT) durante a campanha à reeleição, o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) passou os cinco primeiros meses deste ano em ritmo lento. E nada indica que a situação vá mudar. Até o fim de maio, o montante aplicado no programa em todo o país foi de R$ 208,7 milhões, valor que representa apenas 7,4% do que foi gasto ao longo de 2014, quando o governo investiu R$ 2,8 bilhões na vitrine da educação do primeiro mandato da petista. A média mensal neste ano está em R$ 41,7 milhões, contra os R$ 233,4 milhões registrados no ano das eleições. O Ministério da Educação (MEC) admitiu cortes nos repasses. Segundo nota divulgada pela pasta, “as ofertas de vagas ainda serão definidas, mas, quantitativamente, serão em número inferior ao do ano passado”.
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Para as escolas de Belo Horizonte que oferecem cursos cadastrados no programa, os repasses até agora foram de R$ 1,3 milhão, valor bem distante dos R$ 6 milhões gastos no ano passado. Já em Contagem, que em 2014 recebeu R$ 4,5 milhões, nenhum pagamento foi registrado até agora. De acordo como a assessoria do MEC, as definições das vagas disponíveis para cursos do Pronatec este ano devem ocorrer nos próximos meses, mas ainda não há uma data marcada. Instituições que participam do programa informaram que neste ano ainda não foram feitas novas matrículas e que caberá ao MEC definir o número de vagas e cursos disponíveis.
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Até o fim do ano passado, cerca de 8 milhões de estudantes participaram do Pronatec, números que fizeram com que o acesso ao ensino técnico se tornasse a principal bandeira de campanha à reeleição de Dilma na área da educação.
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Propaganda Na véspera da largada oficial da campanha, a presidente anunciou a segunda etapa do programa, que disponibilizaria mais 12 milhões de vagas. “O Pronatec não para de crescer. Conhecemos a demanda e temos a clareza da importância dessa próxima etapa. É uma das questões mais importantes a serem resolvidas nos próximos anos. Por isso defendemos uma segunda etapa do Pronatec, que oferecerá 12 milhões de vagas, em 220 cursos técnicos e 646 cursos de qualificação a partir de 2015”, prometeu a petista, em junho do ano passado.
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Porém, as promessas de expansão feitas para o segundo mandato estão longe de se confirmar. Ao contrário, o dinheiro começou a sumir ainda em outubro – quando terminou a corrida eleitoral que deu a Dilma mais quatro anos no comando do Executivo –, com atrasos nos pagamentos às escolas privadas por aulas referentes ao segundo semestre de 2014. Nos primeiros meses do segundo mandato da petista, o programa tem sofrido com os cortes de repasses.
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Os efeitos da tesourada já são sentidos no Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica (Sisutec), que serve como base para o Pronatec. O Sisutec seleciona para o ensino técnico estudantes que concluíram o nível médio, com base nas notas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), e já passou por adiamentos no início do ano. O MEC não prevê seleções por meio do Sisutec para este semestre. No ano passado, o programa ofereceu cerca de 580 mil vagas.
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As reduções são reflexo dos ajustes determinados pela equipe econômica  de Dilma na tentativa de estabilizar as contas do governo. O Ministério da Educação sofreu um corte R$ 9,4 bilhões em seu orçamento anual e outros programas deverão perder investimentos. Entre eles, o Ciências sem Fronteiras, que proporciona bolsas de estudos para universitários e pós-graduandos no exterior. “Para se adequar aos ajustes, o MEC vai priorizar atividades como a construção de creches. O ministério também atua no sentido de garantir os recursos de custeio necessários para o funcionamento das universidades e institutos”, diz a nota da pasta.
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Saiba mais
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Formação profissional

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O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego foi criado no final de 2011, com objetivo de aumentar o número de vagas para cursos de formação profissional. Financiados pelo governo, os cursos são ofertados pela rede federal de educação profissional e pelas instituições de ensino do Sistema S, como o Senai, Senat, Senac e Senar. Desde 2013, escolas privadas também passaram a ofertar vagas dentro do programa. A público-alvo do Pronatec são estudantes do ensino médio da rede pública, inclusive da educação de adultos, além dos beneficiários de programas de transferência de renda, como o Bolsa-Família, e estudantes que já concluíram o ensino médio em escolas públicas ou em instituições privadas na condição de bolsista integral.

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FONTE: Estado de Minas.


SUFOCO NA EDUCAÇÃO
Sem verba federal, Pronatec para

No Coltec, da UFMG, parte dos professores suspendeu aulas após meses sem salário (Beto Novaes/EM/D.A Press %u2013 15/4/10)

No Coltec, da UFMG, parte dos professores suspendeu aulas após meses sem salário

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O segundo adiamento para o começo das aulas do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) deixa alunos e professores com incertezas em relação à continuidade da formação. Em março, o início estava previsto para 7 de maio, data que foi adiada para 17 de junho e agora passou para 27 de julho, diante da alegação do Ministério da Educação (MEC) de problemas no orçamento. Em algumas instituições que executam o programa, como o Colégio Técnico da Universidade Federal de Minas Gerais (Coltec/UFMG), parte dos professores suspendeu as aulas, desde 6 de abril, depois de meses sem receber. Diante das inúmeras mudanças no cronograma os alunos, prestes a se formar, temem pelo futuro.
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Com adiamento em quase três meses em relação ao primeiro prazo anunciado, os professores das instituições queixam-se da quebra no processo pedagógico. Os repasses às instituições que executam os cursos do Pronatec estão atrasados desde o início do ano, conforme reconhece o próprio MEC. De acordo com a assessoria de imprensa do órgão, há ainda parcelas de repasses de janeiro pendentes. O adiamento do início das aulas também está relacionado à falta de recursos. O ministério informou que a “alteração de cronograma se justifica pelos procedimentos decorrentes da aprovação do orçamento federal”. Argumentou ainda que a mudança atende ao pedido de várias instituições de ensino e que “o calendário foi ajustado de maneira a compatibilizá-lo com o calendário acadêmico das instituições”.
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O adiamento do início das aulas não deve afetar somente a rotina das turmas ingressantes no Pronatec, mas preocupa também quem já é veterano. Aluna do curso de logística do Coltec/UFMG, Alessandra Araujo Ferreira, de 29 anos, queixa-se do prejuízo que o atraso dos repasses federais tem ocasionado à sua formação. Ela teme não conseguir concluir o curso, cujo término estava previsto para maio. “Corremos o risco de não receber o tão sonhado diploma, depois de tanto tempo de dedicação e estudo. Estamos sem aulas e nossos professores – depois de suportar tantos meses trabalhando sem seus pagamentos, tirando dinheiro do próprio bolso para o deslocamento – decidiram entrar em greve, mais que justamente”, disse. Alessandra explica que, mesmo sem receber desde o ano passado, os professores continuaram a lecionar, mas desde a semana passada a situação ficou insustentável, uma vez que não havia nenhuma informação sobre quando a verba seria repassada..
A estudante também reclama de falta de resposta da reitoria da UFMG em relação à continuidade do curso. “A reitoria diz que é uma questão do Pronatec, que deve ser resolvida em Brasília. Então, fica um jogo de empurra. Não sabemos quando e nem se vamos nos formar”, diz. Também foram suspensos outros cursos, como o de edificações. “Muitos alunos compraram material caro, mas eles simplesmente cancelaram o curso”, relatou a jovem.

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A UFMG confirmou, pela assessoria de imprensa, que alguns professores não estão mais dando aula, mas a instituição ainda não tem o balanço de quantos cruzaram os braços. Por causa disso, há cursos total e parcialmente suspensos.
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CRONOGRAMA

O Ministério da Educação informou que retificará o edital com as datas do Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica (Sisutec). Ainda segundo o ministério, o resultado preliminar das vagas aprovadas será divulgado em 18 de maio. O resultado final das bolsas será divulgado em 19 de junho. Os candidatos podem fazer a inscrição no processo de 22 a 26 de junho. No dia 30, sairá o resultado da primeira chamada. Os selecionados devem fazer a matrícula entre 1º e 3 de julho. A segunda chamada terá o resultado publicado em 7 de julho, com matrícula de 8 a 10 do mesmo mês. As inscrições on-line para as vagas remanescentes devem ser feitas de 13 a 26 de julho.

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FONTE: Estado de Minas.


Pronatec abre inscrições para vagas remanescentes em cursos técnicos

Interessados devem entrar no site.
Exigência é ter ensino médio completo.

Nova oportunidade para quem quer fazer um curso técnico gratuito. Com a desistência de alguns candidatos inscritos no Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional (Sisutec), o Ministério da Educação abre inscrições para as vagas remanescentes.

Desta vez, os interessados podem se inscrever, até o próximo sábado (9), diretamente no site do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). A única exigência é ter o ensino médio completo.

Acesse a página do Pronatec para ter mais informações.


Sisutec vai ofertar 239,7 mil vagas gratuitas em cursos técnicos

Podem participar do programa candidatos que realizaram o Enem em 2012. Inscrições começam à 0h desta terça-feira (6) e vão até o dia 12.

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O Sistema de Seleção Unificada para Cursos Técnicos (Sisutec), lançado nesta segunda-feira (5) pelo Ministério da Educação, disponibilizará 239.792 vagas gratuitas para cursos técnicos e profissionalizantes no segundo semestre deste ano. Participam do programam 586 institutos federais de educação, ciência e tecnologia, instituições do Sistema S de ensino, escolas técnicas das redes estaduais e universidades. As inscrições, que começam nesta terça-feira (6) e vão até o dia 12 deste mês, devem ser feitas no site sisutec.mec.gov.br, que ainda está fora do ar.

Poderão participar do Sisutec alunos que realizaram a edição de 2012 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Das vagas disponíveis, 85% estão reservadas para alunos que cursaram o ensino médio em escolas públicas ou particulares na condição de bolsistas integrais.

No ato da inscrição, cada candidato poderá optar por até dois cursos.

O ministro da Educação, Aloísio Mercadante, afirmou que o Sisutec é uma oportunidade para o Brasil desenvolver o ensino técnico no Brasil. “É uma forma de oferecermos mais uma oferta na linha profissionalizante. Historicamente, o Brasil não desenvolveu o ensino profissionalizante. Nós estamos correndo atrás do tempo que nós perdemos”.

CRONOGRAMA DO SISUTEC 2013

Início das inscrições: 06/08
Fim das inscrições: 12/08 (às 23h59)
Primeira chamada: 14/08
Matrícula (1ª chamada): 15 e 16/08
Segunda chamada: 19/08
Matrícula (2ª chamada): 20/08
Fonte: MEC

Calendário
No dia 14 de agosto o Ministério divulgará os candidatos aprovados em primeira chamada. Para esses candidatos, a matrícula será nos dias 15 e 16. Os aprovados em segunda chamada serão divulgados no dia 19, e a matrícula no dia 20. As aulas iniciam entre 22 de agosto e 21 de outubro, e os cursos terão duração de um a dois anos.

Para Mercadante, o programa é voltado para “pessoas que querem continuar estudando e não obtiveram nota para ingressar nas universidades”.

Segundo o ministro, dos quase sete milhões de inscritos para o Enem no ano passado, apenas 1,2 milhão ingressaram em universidades. “Daí a importância do Sisutec. Criar vagas para aqueles quase seis milhões de candidatos que querem estudar”.

As áreas com mais cursos disponíveis são a de Tecnologia da Informação, Saúde, Indústria e Turismo. Ainda não se sabe quanto o governo federal irá gastar com o programa, mas o ministro Mercadante estima que será “menos do que com os alunos no Pronatec”.

Cotas raciais e sociais
A seleção para cursos técnicos adotará cotas de acordo com raça, renda familiar e rede frequentada no ensino médio. De acordo com o MEC, 85% de todas as vagas oferecidas na próxima edição do Sisutec serão reservadas para estudantes que cursaram o ensino médio em escola pública ou na rede particular com bolsa integral.

Além disso, 50% de todas as vagas oferecidas nas instituições federais de ensino também serão reservadas. Nesse caso, poderão concorrer a essa cota os estudantes com renda familiar per capita de até um salário mínimo e meio que estudaram na rede pública ou foram bolsistas integrais na rede particular.

As cotas raciais do Sisutec estão atreladas à rede de ensino onde o candidato terminou o ensino médio, segundo o edital. Nas instituições federais, nas vagas destinadas a negros, pardos e indígenas, será reservado um percentual correspondente à porcentagem da população preta, parda e indígena no Unidade Federativa do município onde a vaga é oferecida, segundo o Censo mais recente. Por exemplo, em um município onde há 100 pessoas, e cinco são negras, pardas ou indígenas, caso haja 20 vagas para um determinado curso, quatro delas serão destinadas às cotas.

Haverá dois tipos de cotas raciais: uma é específica para estudantes que fizeram o ensino médio na rede pública, ou como bolsista integral na rede particular, desde que tenham renda familiar per capita de até um salário mínimo e meio. A outra exige que os estudantes interessados na cota racial tenham cursado a rede pública ou tenham tido bolsa integral na rede privada, mas não atrela a participação à renda familiar.

As demais vagas que não se encaixarem nas quatro categorias de cotas serão de ampla concorrência.

FONTES: G1 e MEC.


São mais de duas mil vagas oferecidas.
Interessados devem procurar uma unidade do Sine.

Os cursos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) estão com matrículas abertas em Belo Horizonte. São oferecidas aos candidatos mais de duas mil vagas. O objetivo é incentivar a formação de trabalhadores no setor de produção.

Os cursos do Pronatec são oferecidos para maiores de 16 anos beneficiários do Programa Bolsa Família, pessoas com deficiência, estudantes do ensino médio da rede pública, adolescentes e jovens em cumprimento de medidas socioeducativas, povos indígenas ou comunidades quilombolas e desempregados e trabalhadores.

Os interessados devem procurar uma unidade do Sine. Para mais informações acesse o site da Prefeitura de Belo Horizonte.

FONTE: G1.



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