Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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NADA COMO UM DIA ATRÁS DO OUTRO…

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O jornalista Ricardo Boechat mandou indireta a sua colega Rachel Sheherazade durante o “Jornal da Band”, na noite desta segunda-feira (5).  O comentário ocorreu depois que o jornal mostrou reportagem sobre o linchamento de uma mulher, no Guarujá, litoral sul de São Paulo. Ela morreu ao ser espancada por populares, confundida com o retrato falado de uma pessoa que estaria sequestrando crianças para atos de magia negra. Fabiane, mãe de duas filhas, foi enterrada na manhã desta terça.

“Esse crime aí, minha gente, tem tanta responsabilidade, o autor do boato espalhado pela internet, no ‘Guarujá Alerta’, quanto pessoas que, mesmo em emissoras de televisão, estimulam a cultura da justiça com as próprias mãos. Isso está dentro do mesmo panorama, que propicia, estimula, que justifica o linchamento. É hora dessas pessoas, agora, virem a público [e dizerem] como se sentem depois da consumação de sua própria teoria, na prática”, disparou Boechat.

A FALA DE RACHEL

Durante comentário no “SBT Brasil”, em fevereiro, Rachel Sheherazade disse que a ação de “justiceiros”, que prenderam um suposto assaltante a um poste na zona sul do Rio, era “compreensível”. A declaração culminou com a revolta de políticos, artistas, internautas, pessoas que defendem os direitos humanos e jornalistas.

Um deles, foi Ricardo Boechat. Ele disse que a opinião dela é uma “bosta”, mas que tem o direito de se expressar. Em seu programa na rádio Bandnews FM, ele ainda a chamou de “fascista”. Já jornalistas como César Filho e José Luiz Datena a defenderam.

Após o comentário de Rachel, parlamentares pressionaram o SBT. Sob a ameaça de perder 150 milhões de reais em verbas publicitárias do Governo Federal, a emissora de Silvio Santos decidiu cortar os comentários dos âncoras do “SBT Brasil”.

Muito convenientemente Boechat se “esquece” de sua fala em 2012, quando defendeu com todas as letras e gestos a violência durante os protestos nas ruas. O que ele defendia teve como corolário a morte de Santiago Andrade. Além dele morreram outros, direta ou indiretamente, por causa dos protestos violentos. Além das mortes (que por si só já demonstram o perigo desse caminho) também houve feridos, houve patrimônio público e privado destruído.

A FALA DE BOECHAT

“(…) Essa realidade vai mudar (…) se a população atacar, partir pro contra-ataque. Eu sou favorável a arranhar carro de autoridade, eu sou favorável a jogar ovo, eu sou favorável a revolta, a quebra-quebra, o c..lho. ‘Ah, isso é vandalismo!’ Vandalismo é o cacete! Vandalismo é botar as pessoas quatro horas na fila das barcas todo dia (…) Vandalismo é tu roubar feito um condenado o dinheiro público (…).”

 

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Analisem e tirem suas próprias conclusões.

 

FONTE: UOL/Folha.



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