Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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Em dia de ratos na CPI, respostas vazias de Vaccari
Roedores soltos no plenário atrasam sessão. Tesoureiro do PT presta depoimento burocrático, admite que esteve no escritório de doleiro e volta a defender legalidade das doações ao partido
A captura de um hamster, dois esquilos-da-mongólia e dois ratos cinzas provocou correria e troca de acusações entre deputados<br /><br />
 (Luís Macedo/Câmara dos Deputados)
A captura de um hamster, dois esquilos-da-mongólia e dois ratos cinzas provocou correria e troca de acusações entre deputados

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p style=”text-align:center;”>Ao longo de todo o depoimento na CPI da Petrobras, João Vaccari Neto repetiu que era inocente. Ele voltou a afirmar que tem apoio interno do PT para continuar como tesoureiro da legenda  </p><br />
<p> (Marcelo Camargo/Agência Brasil)Ao longo de todo o depoimento na CPI da Petrobras, João Vaccari Neto repetiu que era inocente. Ele voltou a afirmar que tem apoio interno do PT para continuar como tesoureiro da legenda

Brasília – O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, denunciado pelo Ministério Público Federal por corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, admitiu ter ido ao escritório do doleiro Alberto Youssef, o principal operador do esquema  de corrupção na Petrobras. Alegou que foi convidado pelo próprio Youssef e informou, durante depoimento conturbado ontem na CPI que apura irregularidades na estatal, não saber o motivo do convite. Nervoso, com respostas automáticas para qualquer questionamento e classificado de “ladrão” por oposicionistas, Vaccari defendeu a legalidade das doações eleitorais recebidas pelo partido e negou ter tratado sobre finanças da legenda com o doleiro ou com qualquer diretor da Petrobras.

O comportamento dele irritou a oposição. Na véspera, Vaccari recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para ser liberado de dizer a verdade. O receio dos petistas era de que algum deputado tentasse dar voz de prisão ao tesoureiro, criando um fato político. Principal depoimento realizado até agora pela CPI, a fala do tesoureiro do PT começou em meio a tumulto e bate-boca entre parlamentares. Logo após a entrada de Vaccari, acompanhado de seu advogado, um homem abriu uma caixa e soltou cinco ratos no plenário da CPI. Ele foi identificado como Márcio Martins Oliveira, servidor da segunda vice-presidência da Câmara (leia texto abaixo). 

Chamado de “um dos maiores ladrões da história do Brasil” pelo deputado Delegado Waldir (PSDB-GO), Vaccari manteve a calma e repetia o mantra combinado com o advogado. Disse que não tinha intimidade com a presidente Dilma e o ex-presidente Lula. Afirmou que só deixará o cargo de tesoureiro do partido quando o diretório nacional assim decidir. “Reafirmo que os termos das delações premiadas em relação à minha pessoa não são verdadeiros.” A repetição irritou o líder do PSDB, Carlos Sampaio (SP). Nervoso, o tucano afirmou que a prisão dele estaria perto e que o PT seria extinto. Em seguida, se retirou da CPI. A deputada Maria do Rosário (PT-RS) protestou e chegou a dizer que o líder saiu correndo feito um rato, numa alusão aos roedores soltos no início da sessão.

Vaccari iniciou o depoimento apresentando slides sobre a arrecadação dos partidos para mostrar que outras legendas também ganharam recursos das empresas investigadas na  Lava-Jato. “Em 2014, foram R$ 222 milhões para todos os partidos das empresas investigadas. O PT obteve 25%, o PSDB obteve 24%, o PMDB obteve 21%”, afirmou. Quando questionado sobre a afirmação do ex-diretor de Engenharia da Petrobras Pedro Barusco que o PT haveria recebido US$ 200 milhõess em propina mascarada de doação oficial, o tesoureiro deu respostas evasivas e repetidas.

Durante a sessão, disse que estaria à disposição para uma acareação com os delatores. Concordou em passar por um detector de mentiras, em resposta à deputada Mariana Carvalho (PSDB-RO). Ao ser interrompido pela deputada, Vaccari chamou a atenção dela afirmando ainda não ter tido tempo de responder o que foi indagado. Mariana, então, ironizou: “Não tem problema, o senhor não respondeu nenhuma desde as 9h30, não faz diferença”. Também a deputada Eliziane Gama (PPS-MA) perdeu a paciência. Primeiro perguntou a Vaccari se ele era inocente. O tesoureiro respondeu que sim. Depois, a deputada emendou: “O senhor veio para mentir. Ficou muito claro”.

As acusações

João Vaccari Neto, tesoureiro do PT desde 2010, foi denunciado por corrupção e lavagem de dinheiro.

Ele é apontado como operador do PT no esquema de pagamento de propina oriunda de contratos firmados entre empreiteiras e a Petrobras.

Conforme os investigadores, Vaccari articulava reuniões com o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque para fazer o acerto das propinas.

Os subornos, segundo o Ministério Público Federal, eram pagos por meio de doações oficiais ao Partido dos Trabalhadores. Segundo a investigação, Vaccari seria o responsável pela manobra para “lavar” o dinheiro sujo.

Os procuradores da República identificaram 24 doações em 18 meses.

Vaccari é apontado como o responsável por indicar as contas onde os recursos deveriam ser depositados. Conforme o MPF, ele tinha consciência de que os pagamentos eram feitos a título de propina.

 

“Não somos iguais ao PT”

 

O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), rebateu ontem a declaração do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, de que o PSDB e outros partidos receberam recursos de empresas investigadas pela Operação Lava-Jato. Aécio disse que o PT faz um “esforço enorme” para se mostrar igual a partidos que combatia no passado, mas que o PSDB não pode ser comparado à sigla. “O PT passou boa parte da sua existência querendo provar que era diferente dos outros. Hoje faz um esforço enorme para se mostrar igual aos outros. Mas nós não somos iguais ao PT. Nós não recebemos financiamento em troca de superfaturamento de obras, como aconteceu com o desvio de recursos públicos e, segundo as inúmeras delações premiadas, com o PT”, disse Aécio.
FONTE: Estado de Minas.

Aterro sanitário aumenta infestação de ratos em Sabará
 
Moradores das proximidades reclamam que a população de ratos explodiu com instalação do aterro sanitário em Sabará.
 
Prefeito diz que cidade não pode ser depósito da Grande BH

Lixão

 

A dona de casa Simone Malaquias dos Santos, de 35 anos, de Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, exibe uma caixa de madeira em que caberia um gato. “Ratoeira aqui tem que ser deste tamanho para aguentar”, diz. Não fosse o terreno acidentado, a moradora do Bairro Nossa Senhora de Fátima poderia a ver, a cerca de 500 metros de sua casa, caminhões despejando o lixo de aproximadamente 30 cidades no município em que vive. O destino dos detritos é o aterro sanitário que fica do outro lado do Rio das Velhas, em uma área de 265 hectares. Somente de Belo Horizonte, o volume diário despejado é de 3 mil toneladas de resíduos, o equivalente a 2.700 carros populares.

Simone mora com dois filhos no Nossa Senhora de Fátima há 18 anos. O aterro vizinho, chamado Macaúbas, começou a ser implantando em 2003. Antes, diz a moradora, não havia problemas com ratos, considerados excelentes nadadores, principalmente os de maior porte. A vizinha Maria Cândida, uma costureira de 42 anos, faz a mesma reclamação. “Minha casa chegou a ser infestada pelos ratos. Conversei com um médico, que me mandou queimar tudo com que eles tiveram contato na casa. Perdi quilos de tecido”, afirma. Na Escola Municipal Vereador José Lopes, a única do bairro, a direção também reclama da presença de ratos na região.

A Vital Engenharia, que também é dona do aterro de Sabará, fornece cestas básicas para a população do Nossa Senhora de Fátima. O atual prefeito da cidade, Diógenes Fantini (PMDB), afirma que a empresa, com a prática, “faz um agrado às lideranças comunitárias e à população do bairro”. “Em uma cidade pobre, fazem esse tipo de atenuação do impacto da atividade deles”, afirma. Diógenes critica o contrato, com duração de 30 anos, fechado com a Vital pela prefeitura. O termo foi assinado durante a administração de seu rival na política local, Wander Borges (PSB).

A contrapartida acordada com o município foi a mesma que a empresa assinou com Santana do Paraíso: o direito de processar o lixo da própria cidade no aterro, sem custos. De Belo Horizonte, que responde por dois terços de todo o volume diário enviado a Sabará, a empresa cobra R$ 33 por tonelada. Segundo Diógenes Fantini, o valor, para cidades com entregas menores, oscila entre R$ 85 e R$ 115 a tonelada. Entre os municípios que também operam com o Aterro Macaúbas estão Pedro Leopoldo, Lagoa Santa, Itaguara, Ibirité e Matozinhos.

No aterro, a movimentação de caminhões é constante. “Temos muitos problemas no município com o trânsito dos veículos que transportam o lixo de outras cidades para cá. O chorume (líquido que se forma pela decomposição do material orgânico) escorre pelas ruas. Na semana passada, um motoqueiro morreu ao derrapar na pista molhada pelos caminhões de lixo”, afima Fantini.

Para o prefeito, a obrigação de cuidar dos seus resíduos deveria ser de cada cidade. “O Bairro Capitão Eduardo, em Belo Horizonte, não quis o aterro; Itaúna (Centro-Oeste de Minas) e Esmeraldas (Grande BH) também recusaram. O empreendimento acabou vindo para Sabará. Mas não queremos que nossa cidade se transforme no depósito de lixo da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Já somos o destino do esgoto de toda a região”, afirma o prefeito, se referindo ao Rio das Velhas, que corta a cidade e recebe águas do Ribeirão Arrudas, destino da maior parte do esgoto da capital.

O ex-prefeito de Sabará Wander Borges (PSB) afirma que a negociação para a implantação do aterro foi vantajosa para a cidade. “Ganhamos um terreno de 120 mil metros quadrados às margens da BR-381 para construção de um Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet)”, diz. Wander afirma ainda que o Imposto Sobre Serviços (ISS) cobrado na operação do aterro gera recursos para a prefeitura. “A questão é econômico-finaneira. Com mais dinheiro em caixa, é possível trabalhar mais para a população”, diz. A Vital Engenharia não se manifestou sobre as perguntas enviadas pela reportagem do Estado de Minas sobre o funcionamento e impactos ambientais e sociais do aterro de Sabará, nem sobre o localizado em Santana do Paraíso.

FONTE: Estado de Minas.


Especialista mostra quais doenças podem ser transmitidas por essas aves, e como se prevenir

 

pombos

 

Eles estão em todo lugar, especialmente nas praças públicas. Os pombos que vivem no ambiente urbano são, em sua maioria, nativos da Europa, e se adaptaram muito bem ao Brasil, por encontrarem aqui abrigo e alimentação em grande quantidade. No entanto, a proximidade desses animais com a população pode trazer sérios riscos à saúde humana. Quando contaminados, os pombos são transmissores de diversas doenças, como salmonelose, clamidiose, criptococose, toxoplasmose e histoplasmose.

A salmonelose é a doença mais perigosa entre as transmitidas pelos pombos. Sua contaminação pode ocorrer através do contato com mucosas, pela inalação ou mesmo ingestão de fezes das aves. Quando contaminada, a pessoa pode apresentar febre súbita, dores de cabeça, náuseas, vômitos, dores abdominais e diarreias. Esse tipo de infecção, em adultos, não costuma trazer grandes problemas, apresentando maiores riscos em crianças e idosos.

Já a criptococose é uma doença que progride lentamente, e pode ser fatal. Ela atinge principalmente o cérebro humano, mas pode lesionar também o pulmão e outros órgãos. A contaminação ocorre através do ar contaminado. Portanto, para evitar os problemas provocados por essas aves, a principal medida é a higiene do ambiente, como explica o professor Nelson Rodrigo da Silva Martins, do curso de Medicina Veterinária da UFMG. “Não é correto deixar que as fezes desses animais se acumulem. Também não se pode fazer sua varrição, já que pode levar à inalação das mesmas. O mais correto é lavá-las com detergente e, após esse processo, aplicar desinfetante”, esclarece.

Um hábito muito comum nas grandes cidades é alimentar os pombos nas ruas ou em praças. Isso também pode trazer problemas. “Essas aves comem de tudo, inclusive carne. A grande disponibilidade de alimento e abrigo favorece o aumento da população desses animais nas grandes cidades. Por isso, não é recomendado alimentá-los”, afirma o professor.

Grande parte da população já reconhece o perigo inerente a essas aves, e as consideram verdadeiros “ratos” que voam. Mas o professor Nelson Martins explica que a culpa não é dos pombos: “Não vejo necessariamente um mal nessas aves, e sim, o resultado da presença deles nas cidades. Da mesma forma, seria um problema se houvessem milhares de cachorros soltos por aí”. A melhor atitude, então, é a prevenção, ou seja, manter o ambiente limpo, para não atrair os pombos.

FONTE: Encontro BH.


“As redes sociais são um território para livre expressão. Elas não são uma fazenda da qual o senador Renan é coronel”, disse Randolfe Rodrigues

A demissão de duas estagiárias do Senado que fizeram críticas ao presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), gerou um clima de tensão entre servidores e também criou polêmica entre os senadores, que se dividiram quanto à decisão.
Como mostrado ontem, as jovens estudantes trabalhavam no Serviço de Administração de Recursos Humanos e foram demitidas depois de escreverem em uma rede social que Renan representava “um problema” para o Senado – a declaração estava sobre a foto de um rato morto, fotografado nas dependências da gráfica da Casa.
Com receio de sanções semelhantes, funcionários se apressaram em apagar qualquer tipo de comentário político, não só com relação ao Congresso, mas também dirigidos ao Planalto ou ao Judiciário.

O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) fez duras críticas à demissão das estagiárias – uma delas é sobrinha do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa. “As redes sociais são um território para livre expressão. Elas não são uma fazenda da qual o senador Renan é coronel”, disparou Randolfe. “Essa demissão foi totalmente absurda. Acho que o senador está começando muito mal a sua gestão como presidente. Se isso virar moda, nenhum servidor vai poder se expressar daqui para a frente”, acrescentou.

A assessoria de imprensa do presidente do Senado informou que a medida foi tomada pela Direção Geral da Casa e que ele não tinha conhecimento do caso antes de o assunto ter sido divulgado.Líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE) discordou da punição, mas lembrou que o uso de ferramentas tecnológicas no ambiente de trabalho está sujeito ao controle das chefias. “Sou a favor da livre expressão nas redes sociais, mas já existem decisões, inclusive nos tribunais superiores, que dizem que a empresa pode ter acesso a informações de e-mails corporativos, por exemplo. Dentro do ambiente de trabalho há limites, e a própria legislação trabalhista define isso.” Para o senador Pedro Simon (PMDB-RS), que durante a campanha para eleição da Presidência do Senado chegou a pedir que Renan retirasse a candidatura, as demisões “podem gerar o aparecimento de um número ainda maior de questionamentos”.

rato no senadoPetição
O senador Renan Calheiros divulgou nota ontem para comentar a petição on-line contra ele, que já reúne 1,5 milhão de assinaturas, mas não citou o episódio das demissões. “A mobilização na internet é lícita e saudável, principalmente entre os jovens. Fui líder estudantil, todos sabem, e também usei as ferramentas da época para pressionar”, comentou. “O número de assinaturas não é tão importante quanto a mensagem, o que importa é saber que a sociedade quer um Congresso mais ágil”, acrescentou.

FONTE: Estado de Minas.

Duas estagiárias são demitidas depois de publicarem foto de roedor morto na gráfica da Casa e de fazerem comentários sobre Renan Calheiros em rede social na internet

 

Fachada da gráfica do Senado: estagiárias fotografaram o animal (abaixo) nas dependências do edifício (Edilson rodrigues/cb/d.a press)
Fachada da gráfica do Senado: estagiárias fotografaram o animal (abaixo) nas dependências do edifício

Brasília – O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), assumiu o cargo há duas semanas e, desde então, é um dos alvos preferidos dos internautas brasileiros. Nas redes sociais, os insatisfeitos com a eleição do cacique do PMDB divulgam uma petição contra o senador, que, na manhã de ontem, já somava 1,5 milhão de assinaturas. Apesar de não comentar a mobilização popular, a direção do Senado está incomodada com a avalanche de críticas a Renan. Tanto que duas estagiárias da Casa foram demitidas, na semana passada, depois de postarem mensagens com comentários sobre o senador alagoano. As jovens estudantes, uma delas sobrinha do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, receberam a punição depois de publicarem no Facebook que Renan Calheiros seria um “problema” para o Senado. A demissão das estagiárias repercutiu entre funcionários da Casa: servidores que haviam compartilhado críticas, abaixo-assinados ou qualquer outro comentário sobre a eleição do presidente do Senado se apressaram em apagar qualquer vestígio das publicações.

O episódio que levou à demissão das duas jovens aconteceu no dia 6. As estudantes estagiavam no Serviço de Administração da Secretaria de Recursos Humanos do Senado. Na manhã daquela quarta-feira pré-carnaval, as estagiárias e os colegas foram surpreendidos com a presença de um rato no meio do setor, que fica no prédio da Gráfica do Senado. Uma copeira matou o roedor com a ajuda de um calendário de papelão. O cadáver do bicho ficou por alguns minutos no chão e as duas jovens decidiram fotografá-lo. Uma delas postou a imagem no Facebook com uma legenda que dizia: “E a gente que achou que o único problema aqui fosse o Renan Calheiros”. A colega, que é filha da irmã de Joaquim Barbosa, publicou a foto com comentário semelhante.

As duas estudantes demitidas estão assustadas com a polêmica e com receio de aparecer. A sobrinha de Barbosa, que estuda direito e era estagiária do Senado havia quase dois anos, não quis comentar a decisão. Ela cancelou sua conta no Facebook logo depois de ser demitida. Mas a colega contou ao Estado de Minas os detalhes do episódio, com a condição de ficar no anonimato. Depois de deixar o Senado naquela manhã, Karen (nome fictício) recebeu um telefonema do chefe, que pedia explicações sobre a foto publicada na rede social. O responsável pelo serviço de administração de RH marcou uma reunião com as duas estagiárias para a manhã seguinte. “Quando a gente chegou, o chefe colocou a foto que havíamos postado na internet sobre a mesa e, em cima, pôs a carta de demissão para assinarmos. Levei um susto, não imaginei que fossem tomar uma medida tão radical. Não fizemos nenhuma associação do senador Renan Calheiros ao rato. Acho que foi um mal-entendido”, comenta Karen. “Vários servidores do Senado compartilharam o abaixo-assinado contra Renan nas redes sociais, eu mesma havia feito isso semanas antes”, acrescenta a estudante de administração.

Segundo Karen, ela também teve reuniões na Diretoria de Recursos Humanos. “Eles explicaram que a nossa demissão era uma determinação da Diretoria Geral. Alguém imprimiu a foto que postamos na internet e saiu mandando para a chefia. Disseram que o Renan era quem pagava nosso salário e que a gente não podia falar mal dele. Mas eu respondi que quem pagava nosso salário era o povo, e não o senador”, lembra a estagiária demitida. Elas recebiam R$ 820 mensais, além de R$ 130 de ajuda para transporte. Cerca de 2 mil estudantes fazem estágio no Senado. As duas jovens faziam despachos de pedidos de aposentadoria e de solicitações de adicionais de especialização. Karen entrou no Senado em setembro. Já a estudante de direito foi contratada em maio de 2011. Antes de chegar ao setor de Recursos Humanos, ela havia realizado estágio no Arquivo do Senado.

“Indisciplina” A Secretaria de Comunicação Social do Senado divulgou nota em que classificou a atitude das estagiárias demitidas como um “ato de indisciplina”. “Nesse contexto, a administração tem o dever de agir de acordo com o termo de compromisso assinado pelas estagiárias. Nos termos da lei, o estágio não cria vínculo empregatício e o desligamento não se condiciona à abertura de processo disciplinar”, explicou o Senado. “Além do conteúdo ofensivo da matéria, vale registrar que as estudantes postaram-na durante o horário de expediente, utilizando ferramentas de trabalho”, diz outro trecho da nota oficial.

A assessoria de imprensa do presidente do Senado, Renan Calheiros, informou que ele não tinha conhecimento das demissões e que o caso só poderia ser tratado na Diretoria Geral. A assessoria do presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, informou que ele não comentaria o episódio, mas confirmou o parentesco com a estagiária demitida. Nos próximos meses, o Supremo deve analisar a denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, contra Renan. O senador é acusado dos crimes de peculato, falsidade ideológica e uso de documentos falsos. Segundo o MPF, Renan apresentou ao Senado notas frias para explicar a origem de recursos usados para custear despesas pessoais.

FONTE: Estado de Minas.


Medicamento para disfunção erétil ajudou a converter células de gordura em ratos no laboratório, mas cientistas ainda precisam estudar uso em humanos

Getty Images

Comprimidos de Viagra: novos usos para o medicamento estão sendo estudados

Novas evidências sugerem que o Viagra, um medicamento para disfunção erétil, pode ter outro uso: ajudar a queimar a gordura em excesso.

A droga, genericamente conhecida como sildenafil, ajudou a converter indesejáveis células brancas de gordura em células bege de gordura que queimam energia em ratos de laboratório, de acordo com o que pesquisadores da Universidade de Bonn, na Alemanha, reportaram no periódico The Journal of the Federation of American Societies for Experimental Biology.

Já se sabia que os ratos que recebiam Viagra tornavam-se menos propensos à obesidade quando alimentados com uma dieta rica em gordura. O que não estava claro era a razão disso.

O Dr. Alexander Pfeifer, diretor do Instituto de Farmacologia e Toxicologia da Universidade, disse que já tinha algumas pistas: o Viagra funciona impedindo a degradação do mensageiro intercelular cGMP. Há muito tempo que Pfeifer vem testando os efeitos do cGMP em células de gordura.

Assim, ele deu o medicamento aos ratos por sete dias e monitorou suas células de gordura. Como se viu, as incômodas células brancas de gordura, que estão associadas com problemas como os temidos pneus sobressalentes, estavam sendo convertidas em um tipo benéfico de células de gordura a uma taxa maior do que a habitual. Pfeifer considerou os resultados “muito promissores”.

Ainda assim, ele adverte sobre tomar o medicamento apenas para fins de emagrecimento. “A ideia de ingerir uma pílula e a obesidade ir embora é um sonho, mas não é fácil de se conseguir”, disse ele. “O que estamos fazendo é uma pesquisa básica com ratos. Esta pílula é aprovada pela Administração de Alimentos e Medicamentos para um propósito particular.”

 FONTE: iG.


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