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Reajuste da passagem de ônibus em BH é de 11%; confira os preços

Após queda de braço entre a prefeitura de Belo Horizonte, representada pela BHTrans, e empresários, passageiros da capital terão que desembolsar um pouco mais a partir do dia 30


Quem utiliza o transporte público em Belo Horizonte terá que pagar mais caro a partir do próximo domingo, 30 de dezembro. A passagem de ônibus que custava R$ 4,05 vai passar para R$ 4,50. O reajuste é de 11%.
Já a tarifa dos ônibus que atendem Vilas e Favelas vai de R$ 0,90 para R$ 1,00. As passagens que antes custavam R$ 2,85 vão para R$ 3,15, e os táxi lotação que custavam R$ 4,45 passam para R$ 5,00.
O aumento da tarifa das passagens de ônibus em BH foi acordado entre BHTrans e o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte ( Setra-BH), na manhã desta quarta-feira (26).
O acordo exige contratação de cobradores ainda em janeiro e renovação da frota no primeiro quadrimestre de 2019. Também no 1° mês do ano haverá publicação do edital de contratação de projeto de faixas exclusivas. Segundo o presidente da BHTrans, Célio Bouzada, serão cerca de 50 quilômetros distribuídos pela cidade.
A partir de janeiro será criado grupo de trabalho buscando o equilíbrio do sistema de transporte público. “A tarifa a R$ 4,50 não resolve a questão. Vamos nos debruçar sobre a auditoria buscando equilíbrio do contrato”, disse o presidente do Setra, Joel Paschoalin.
Conforme o em.com.br informou, os resultados da auditoria e verificação independente das contas das empresas de transporte de passageiros por ônibus de Belo Horizonte foram apresentados na sexta-feira (21), na sede da Prefeitura, pela empresa Maciel Consultores.
O trabalho foi desenvolvido por oito meses e envolveu a análise de mais de 104 mil documentos. A auditoria fez a verificação contábil das quatro concessionárias do serviço de transporte público de Belo Horizonte.
Na data, o prefeito Alexandre Kalil disse que estava “assustado com os números que foram apresentados”.

METRÔ EM GREVE

O metrô de Belo Horizonte está paralisado por tempo indeterminado desde o dia 19 de dezembro.  Os metroviários reivindicam correção salarial e melhorias nas condições de trabalho.
O presidente do Sindicato dos Metroviários de Minas Gerais (Sindimetro-MG), Romeu Neto, afirma que, com a greve, os trens só funcionam em horários de pico nos dias úteis, entre 5h15 e 10h e de 16h às 22h. No fim de semana o serviço só funcionará aos sábados, entre 5h15 e 14h.

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FONTE: Estado de Minas.


Professores e Estado entram em acordo que acaba com salário em forma de subsídio

Piso

Representantes do Governo de Minas e do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) assinarão na manhã desta sexta-feira (15), um acordo que põe fim ao pagamento em forma de subsídio e garante o piso nacional para professores do Estado.

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A proposta do Estado foi aprovada na tarde desta quinta-feira (14), em assembleia da categoria pelos educadores. O piso nacional será pago até 2017. Após a assinatura, o documento será encaminhado em regime de urgência para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais para apreciação. Para sua aplicação, o acordo deve ser aprovado pela Casa e transformado em lei.
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Segundo o Sind-UTE, a principal reivindicação dos professores foi atendida, que é o fim do subsídio como forma de remuneração. Os atuais valores de salário serão transformados em vencimento básico. O modelo foi adotado em 2012 e motivou várias greves pelos educadores, que alegavam que o salário inicial era somado com outros benefícios e, desta forma, o Estado alegava que pagava o piso nacional.
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Apesar da proposta ter sido aprovada pelos professores, quatro pontos ainda deverão ser discutidos futuramente entre a categoria e o Estado. Entre os itens estão a discussão sobre o quadro de funcionários de escolas até agosto; a garantia de negociação sobre as distorções na carreira; debater sobre a remuneração de profissionais lotados nas Superintendências Regionais de Ensinos e no Órgão Central até julho de 2015; e a garantia do fim do subsídio.
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Confira a proposta neste link.

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FONTE: Hoje Em Dia.


Tarifas de ônibus em Belo Horizonte aumentam a partir desta segunda-feira

Reajuste também atinge os táxis-lotação e pode chegar a mais de 8%. Passagem mais cara aumentou R$0,25 e passa a custar R$3,10.

Na Grande BH, tarifas também sobem na próxima semana

 

Euler Junior/EM/D.A.Press

Usuários do transporte coletivo em Belo Horizonte devem se preparar para pagar mais caro pelo serviço ainda neste fim de ano. O preço das tarifas de ônibus e táxis-lotação sofrerão reajuste de até 8% a partir da zero hora desta segunda-feira, 29. Segundo portaria publicada pela BHTrans no Diário Oficial do Município (DOM), com a mudança, a passagem mais cara – que custava R$ 2,85 – passará para R$ 3,10, um acréscimo de R$0,25. 

Nos ônibus em que a tarifa custava R$2,05, os usuários terão de desembolsar R$0,15 a mais a partir desta segunda. No caso dos coletivos em que vigorava a tarifa de R$2,35, o preço passa para R$2,50. A justificativa para o aumento das tarifas, segundo a BHTrans, é a necessidade de cobrir custos operaçionais e de insumos, como o óleo diesel e o salário dos funcionários das empresas de transporte coletivo da capital. 

Quem utiliza os táxis-lotação que circulam pelas avenidas Afonso Pena e Contorno também sentirão no bolso o peso do reajuste. A passagem, que atualmente custa R$3,15 passará para R$3,40 a partir de segunda-feira. Segundo a portaria da BHTrans, a atualização do preço acompanha as alterações de valores dos ônibus, para “manter o equilíbrio operacional entre os dois serviços”.

Confira as novas tarifas dos ônibus em BH

Ônibus da Grande BH também têm reajuste

As tarifas dos ônibus que atendem 34 municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte terão reajuste de 12,78% a partir desta segunda-feira (29). Segundo a Secretaria de Estado de Transporte e Obras Públicas (Setop), serão afetados os preços das passagens de 745 linhas, que transportam uma média diária de 823 mil passageiros em toda a Grande BH. De acordo com o órgão, também haverá reajuste nas tarifas de táxis metropolitanos, que ficarão 8,21% mais caras.

Segundo comunicado divulgado pela Setop, a atualização dos preços das passagens dos coletivos metropolitanos leva em conta o aumento dos custos no período de novembro de 2013 a outubro de 2014. Entre os fatores que pesaram no reajuste, estão gastos com combustível, custo com pessoal e com a manutenção da frota de veículos.

Do total do reajuste, a secretaria informa que 1,92% corresponde à modernização da frota, que passou a contar com 116 novos ônibus articulados e outros 145 do tipo padron. Outros 2,21% foram acrescidos em função da operação dos Terminais Metropolitanos de Morro Alto, Vilarinho, São Gabriel, Sarzedo e Ibirité; das estações de São Benedito e Justinópolis, das 28 estações de transferência na Av. Antônio Carlos, Av. Cristiano Machado e Av. Pedro I, de duas estações na Av. Paraná e na Av. Santos Dumont, das 7 estações na MG10, 4 na Av. Brasília e 2 na Av. Civilização, uma na Av. Pedro I (Risoleta Neves) e uma na Praça Aarão Reis.

Os ônibus vão circular com cartazes para informar aos passageiros os novos valores das tarifas. Para informações e reclamações os usuários podem utilizar o telefone 155 opção 6 ou o email do DER/MG: atendimento@der.mg.gov.br.

Táxis especiais

Os usuários dos táxis metropolitanos também devem se preparar para pagar mais caro pelas viagens em toda a Grande BH. O custo quilométrico I, passa de R$2,63 para R$2,85 e a bandeirada passa de R$4,78 para R$5,17.

A cobrança do custo quilométrico rodado II será de R$3,42 e será permitida somente em corridas aferidas pelo taxímetro, no horário noturno, no período compreendido de 22 às 6 horas, de segunda a sexta feira. Aos domingos e feriados e aos sábados o início do período é antecipado para às 14 horas. Não poderá haver cobrança de taxa de retorno, de volumes transportados e de transporte por carrinho de supermercado.

Confira o preço de alguns serviços

Preço Mínimo: R$2,60 (16 linhas com esta tarifa)
Preço Médio: R$3,95. (tarifa preponderante do sistema, 30 % das linhas em operação).
No total, o sistema metropolitano possui 57 grupos tarifários.

Algumas linhas metropolitanas:

Igarapé – Nossa Senhora da Paz, Capim Branco – Matozinhos, Ribeirão das Neves – Estação Vilarinho – R$2,60;
Linhas troncais do MOVE Metropolitano (Terminal São Gabriel e Vilarinho e Estações de Justinópolis e São Benedito) – R$ 3,95;
Integração Metrô Ônibus – são oito valores que variam de R$ 3,70 a R$ 5,10;
Aeroporto Internacional Tancredo Neves (Confins) / BH – Centro – R$ 23,70;
Aeroporto Internacional Tancredo Neves (Confins) / Betim – R$ 36,05;
Aeroporto Internacional Tancredo Neves (Confins) / Contagem – R$ 35,00.

FONTE: Estado de Minas.


 

Rotativo em Belo Horizonte fica mais caro a partir da próxima segunda-feira

 

estacionamento rotativo
A partir de segunda-feira (9), o talão do estacionamento rotativo em Belo Horizonte será mais caro. De acordo com a BHTrans, empresa que administra o trânsito na capital mineira,  o talão de dez folhas passa de R$ 31 para R$ 34 e a folha individual de R$ 3,10 para R$ 3,40. A portaria que altera o valor do rotativo foi publicada no Diário Oficial do Município (DOM) do último sábado (7).
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Conforme o órgão, apesar do aumento do talão, as folhas com valor antigo valem por tempo indeterminado. Além disso, a empresa esclareceu que o reajuste foi calculado devido à variação dos principais custos operacionais – confecção dos talões, distribuição e sinalização – desde o último aumento, em 8 de abril de 2013.
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Atualmente, o sistema de estacionamento rotativo de BH conta com 21.231 vagas físicas que, considerando o tempo de permanência máximo (1h, 2h ou 5h), se transformam em 98.532 oportunidades diárias de estacionamento em 813 quarteirões. Sendo válido lembrar que a folha do rotativo é válida para utilização em todos os locais com tempos de permanência regulamentados e pode ser adquirida em 600 postos de venda credenciados.

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FONTE: Hoje Em Dia.


Reajuste de passagens de ônibus em BH passa a valer neste sábado
As linhas que circulam pela capital mineira terão aumento de 7,5%. Anúncio foi feito depois que o juiz da 4ª Vara de Feitos da Fazenda Pública Municipal negou ação do MP

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Depois da decisão da 4ª Vara de Feitos da Fazenda Pública Municipal, que autorizou o aumento das tarifas de ônibus de Belo Horizonte, a Prefeitura anunciou que as novas tarifas passam a vigorar a partir de 0h de sábado. O juiz Renato Luiz Dresch negou, nesta quinta-feira, a ação civil pública do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) que queria a suspensão definitiva do reajuste. Com a decisão, a liminar que adiou o aumento também caiu. 

A partir de sábado, as linhas que circulam pela capital mineira ficarão 7,5% mais caras. De acordo com portaria da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos, as linhas que custavam $ 2,65 passam a custar R$ 2,85. As passagens das linhas circulares e alimentadoras vão de R$ 1,90 para R$ 2,05. Conforme a portaria, a passagem do transporte suplementar que custava R$ 1,90 passa para R$ 2,05; a de R$ 2,15 para R$ 2,35 e de R$ 2,65 para R$ 2,85. 

Saiba mais…

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O anuncio da Prefeitura aconteceu depois que o juiz negou a ação do MP. Na decisão, o magistrado afirmou que o órgão se limita a questionar o percentual de 2,97% relativo a revisão tarifária quadrienal e que, o aumento de 5,11% não é objeto de controvérsia na ação civil pública. Juntos os valores somam 8,08%, porém o reajuste concedido pela Prefeitura em abril foi 0,58% menor.

O magistrado afirma que houve um descontentamento por parte do Ministério Público que não teve acesso ao estudo feito pela empresa que justificou o aumento. “ O que se denota é que há um cabo de força, sendo que o inconformismo do Ministério Público se situa especialmente no fato de que não houve a prévia remessa do relatório para análise para aplicar o reajuste tarifário no município de Belo Horizonte”, afirma Dresch em sua decisão. 

A ação do MP foi entregue à Justiça na terça-feira. No documento, o órgão afirma que a “empresa ERNST & YOUNG ressalvou que não teve acesso à contabilidade das empresas e consórcios para apuração das receitas e dos custos”. Também ressaltou que os dados históricos apresentados no estudo “foram fornecidos pelo SETRABH e testados segundo as metodologias explicitadas no Relatório de Levantamento de Receitas e Custos”.

O juiz afirmou que, segundo o município de Belo Horizonte, as receitas tarifárias foram extraídas do Sistema de Bilhetagem Eletrônica e as receitas tarifárias foram obtidas em parte do SBE, além de relatórios disponibilizados pela BHTrans. Também foram analisados documentos oficiais como acordos coletivos de trabalho, notas fiscais, além de relatórios e controles operacionais, considerando o período de 2011 a 2013. 

“Embora se admita que as empresas devam manter rigoroso controle contábil, não se pode olvidar que o sistema de bilhetagem utilizado no município de Belo Horizonte de Belo Horizonte é importante elemento para levantamento da receita das empresas de transporte. Além do mais, a análise realizada pela Ernst & Youg levou em consideração os mais diversos fatores que envolvem o transporte coletivo para encontrar a revisão tarifária em 2,97%”, comentou o juiz. 

A ação também apontou irregularidades em relação aos preços dos pneus e combustível. Conforme o MP, o valor dos pneus foi baseado em apenas uma consulta à internet de um fornecedor, o que o órgão chamou de “insuportável amadorismo”. Em relação a este ponto, o juiz afirmou que “o levantamento de gastos com pneus se insere no levantamento de gastos com peças e acessórios, que apenas foi verificado para conferir o suporte de mercado num revendedor. Não há demonstração que isso tenha sido determinante para elevar a revisão tarifária”. 

A reportagem tentou entrar em contato com o promotor Eduardo Nepomuceno, um dos autores da ação, mas ele não atendeu as ligações.

FONTE: Estado de Minas.

Marcio Lacerda afirma que BH não terá reajuste na tarifa de ônibus para 2014

A partir deste ano, qualquer alteração no valor das tarifas somente será adotada após a análise do trabalho de auditoria realizado para revisar o contrato de concessão do transporte coletivo, que está sendo finalizado

O último reajuste no preço das passagens aconteceu em dezembro de 2012 (Leandro Couri/EM/D.A Press)
O último reajuste no preço das passagens aconteceu em dezembro de 2012

O aumento da tarifa de ônibus foi um dos pontos mais questionados durante as manifestações que assolaram o país em junho deste ano. O reajuste acontece anualmente em dezembro, porém, em 2014, o preço das passagens continuarão o mesmo de 2013. Pelo menos foi o que o prefeito Marcio Lacerda (PSB) garantiu nesta segunda-feira durante solenidade em comemoração aos 10 anos do programa Descomplicar no auditório do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG).

De acordo com Lacerda, a decisão já foi tomada e o sindicato representante dos concessionários do transporte coletivo já foram informados. A partir deste ano, qualquer alteração no valor das tarifas somente será adotada após a análise do trabalho de auditoria realizado para revisar o contrato de concessão do transporte coletivo, que está sendo finalizado.

O último reajuste das tarifas aconteceu em dezembro de 2012. Na ocasião, as passagens nas linhas perimetrais, diametrais, semi-expressas e troncais (ônibus nas cores laranja, azul e verde) passaram de R$ 2,65 para R$ 2,80. As linhas circulares e alimentadoras (ônibus cor amarela) passarão de R$ 1,85 para R$ 2. Linhas de vilas e favelas (microônibus cor amarela), passaram para RS 0,65.

Durante as manifestações em junho deste ano, a pressão feita pelos belo-horizontinos deu resultado. Em 5 de julho, o prefeito Marcio Lacerda anunciou a redução de R$ 0,10 nas passagens. A diminuição do preço se deu com redução que incorpora a desoneração do Imposto Sobre Serviços (ISS) e a retirada do valor do Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins)

Com isso, o valor da passagem passou de R$ 2,80 para R$ 2,65, mesmo preço que era cobrado em 2012.

FONTE: Estado de Minas.


Funcionários estão em greve por melhoria salarial e ficaram revoltados com matéria do jornal Hoje Em dia que diz ” Nos salários de “marajás”, conforme levantamento feito pelo Hoje em Dia no portal transparência do órgão, os grevistas reivindicam reajuste de até 15% escalonado em cinco anos.”
A reportagem diz ainda, entre outras coisas, que os salários chegam a R$ 48.000,00 e que alguns ganham até mais que juízes e desembargadores.
Muitos servidores enviaram manifestações de repúdio, e as representações sindicais publicaram notas contestando as informações.
Abaixo reproduzimos a matéria e também as manifestações dos servidores.
Manifestação dos servidores na porta do TJMG - Lucas Prates
Apesar de salários acima da média dos trabalhadores brasileiros, servidores da Justiça fizeram protesto

Com vencimentos que chegam a R$ 48 mil (oficial judiciário AIII), os servidores do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) entraram em greve, nessa quarta-feira (13), por tempo indeterminado. Nos salários de “marajás”, conforme levantamento feito pelo Hoje em Dia no portal transparência do órgão, os grevistas reivindicam reajuste de até 15% escalonado em cinco anos. Caso a reivindicação seja atendida, o impacto anual no orçamento da Justiça mineira pode chegar a R$ 99,5 milhões.

Técnicos, agentes e oficiais judiciários fazem parte do corpo grevista. Nessas categorias estão os maiores salários da Justiça. Esses servidores de carreira chegam a ganhar mais do que juízes e desembargadores. Um magistrado, para efeito de comparação, recebe R$ 24 mil, o que representa 95% dos ganhos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Aderiram à greve funcionários da segunda instância, lotados na capital, e oficiais de Justiça da primeira instância, espalhados por 20 comarcas do interior.

Na quarta-feira (13), quem procurou o Tribunal de Justiça contou com um atendimento precário, uma vez que apenas 20% dos servidores prestaram atendimento. Os grevistas foram para a porta da sede, em Belo Horizonte, com apitos e faixas de protesto.

A assessoria de imprensa do Sindicato dos Servidores da Justiça de Segunda Instância (Sinjus-MG) confirmou que todas as categorias representadas aderiram parcialmente ao movimento.

De acordo com o sindicato, diretores de todos os setores compareceram ao protesto que deu início à greve geral.

Diretores do Sindicato dos Oficiais de Justiça Avaliadores de Minas (Sindojus) também compareceram ao protesto.

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais alega que o peso dos reajustes reivindicados ultrapassaria os limites orçamentários do Poder.

Reivindicações

Segundo o coordenador-geral do Sinjus, Robert França, o escalonamento seria dividido em duas partes, ao longo de cinco anos. Aqueles servidores com salários que giram em torno de R$ 2.100 teriam o primeiro reajuste de 15%. No ano seguinte, seria de 12%, dois anos seguidos, de 10% e, no quinto ano, o reajuste seria de 8%.

Já os que recebem acima de R$10.300 teriam um aumento escalonado em 4,29% no primeiro ano, 1,83% no segundo, 2,4% nos dois anos seguintes e 5,45% no último exercício.

Salários já estariam acima da média

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) afirmou, por meio de nota, que os servidores mineiros têm, em média, remuneração superior à dos demais tribunais. O argumento se soma ao de que um reajuste salarial comprometeria o orçamento do Judiciário.

Já o presidente do Sindicato dos Oficiais de Justiça (Sindojus), Wander da Costa Ribeiro, alega que Minas é um dos estados que possuem o menor salário pago em início de carreira.

Ribeiro cita uma pesquisa formulada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio Econômicos (Dieese). “Esse levantamento mostrou que a Justiça de Minas é a 23ª no ranking dos piores salários do país”.

Negociações

Os sindicatos que organizam a greve na Justiça cobram reajuste escalonado até julho deste ano. As negociações tiveram início na gestão do ex-presidente Cláudio Costa, mas acabaram interrompidas e retomadas na nova gestão.

De acordo com representantes das entidades, no final do ano passado o presidente do Tribunal de Justiça de Minas (TJMG), Joaquim Herculano Rodrigues, “teria garantido” que cumpriria um possível acordo. O magistrado teria alegado que o aumento “prejudicaria as contas” do tribunal.

 

ABAIXO AS MANIFESTAÇÕES DE REVOLTA DOS SERVIDORES DO TJMG, QUE SE DIZEM DISCRIMINADOS E INJUSTIÇADOS PELA RESPORTAGEM, QUE REPUTAM COMO PARCIAL E NÃO CONDIZENTE COM A REALIDADE.

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FONTE: Hoje Em dia.


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